Carta sobre a tolerância -

    John Locke

    Editora Libertar
    2015
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788569892007
    Português Brasileiro

    Livro do filósofo inglês John Locke, escrito durante seu exílio na Holanda e publicado originalmente em latim, em 1689. Traduzido ao inglês britânico no mesmo ano por William Popple. Esta obra trata da tolerância, separação entre Igreja e Estado, liberdade religiosa e direitos individuais. Esta edição da Editora Libertar acompanha a apresentação original de William Popple, de 1689, à 1ª edição inglesa, apresentação própria Santiago Staviski (diretor do Instituto Liberal de Alagoas), prefácio de Paulo Batista (empresário, bacharel em direito e jornalista), introdução de André Assi Barreto (mestre em filosofia e professor) e posfácio de Italo Lorenzon (acadêmico de Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos e co-fundador da seção rioclarense do Instituto de Formação e Educação. É também fundador e coordenador do WebCanal de divulgação cultural e política Terça Livre).

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    Tales Vieira22/10/2019Resenhou um livro
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    Primeira geração de Direitos Humanos - Liberdade - Tolerância

    A ''Carta sobre a tolerância'' está inserida em um contexto próprio de formação do que hoje se conhece como ''direitos de primeira geração'' dentro do estudo dos Direitos Humanos, que compreende as liberdades civis e políticas. Aqui, o pai do liberalismo, o inglês John Lock questiona com que autoridade um cristão (seja de qual ramo for) empreende guerra contra outro cristão ou pagão, o que vai contra a afirmação de valores como liberdade, propriedade e individualidade, típicas do liberalismo clássico. Penso que os próprios liberais deveriam ler mais Locke para entender que a visão intervencionista deles não é fundamentada em teóricos da sua própria corrente filosófico-política. Concordo com Locke quando ele diz que há de se ter respeito pela autonomia privada e direitos civis, quando ele diz que o Estado não deve promover uma religião específica e respeitar todas e por último quando ele diz que os padres e pastores só são autoridades dentro da sua Igreja, e não necessariamente sobre a sociedade. É uma lástima abrir o jornal e ver notícias de ataques contra centros religiosos, em um clara afronta ao individualismo e liberdade de crença/profissão de fé. Em uma visão mais radical, diria que no Brasil ainda não foram consagrados sequer os direitos de primeira geração, ao passo que alguns doutrinadores já apontam uma quarta ou quinta. Os direitos civis e políticos vem sendo ameaçados por todos os lados, o que não é saudável para nenhum lado da balança política que queira viver em uma democracia. O cuidado maior, penso, é justamente com os que declaradamente não querem viver na democracia.

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