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    Carta sobre a tolerância -

    John Locke

    Autêntica
    2019
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788551306369
    Português Brasileiro
    3.9
    97 avaliações
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    Pela primeira vez traduzida no Brasil a partir do original latino e publicada em edição bilíngue, a Carta sobre a tolerância é aqui acompanhada de introdução, notas e comentários que têm o objetivo de contextualizar o pensamento do filósofo inglês John Locke (1632-1704) e propor uma interpretação de seus principais argumentos. A Carta sobre a tolerância é uma defesa do que hoje se costuma chamar de separação entre Estado e Igreja. A finalidade das leis, afirma Locke, consiste em preservar e promover os bens civis dos cidadãos (notadamente a vida, a liberdade e a propriedade), o que significa que entre as funções do Estado não se encontra o cuidado com a salvação das almas, tarefa que pertence apenas aos indivíduos e às igrejas a que eles se associam. A afirmação de que a diversidade de crenças e cultos deve ser tolerada constitui, portanto, a tese central desta obra, que aborda ainda questões como os limites da tolerância, o direito de resistência ativa, o malefício decorrente da intromissão de clérigos na política e a incompatibilidade entre o cristianismo e a coerção religiosa.

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    Tales Vieira picture
    Tales Vieira22/10/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Primeira geração de Direitos Humanos - Liberdade - Tolerância

    A ''Carta sobre a tolerância'' está inserida em um contexto próprio de formação do que hoje se conhece como ''direitos de primeira geração'' dentro do estudo dos Direitos Humanos, que compreende as liberdades civis e políticas. Aqui, o pai do liberalismo, o inglês John Lock questiona com que autoridade um cristão (seja de qual ramo for) empreende guerra contra outro cristão ou pagão, o que vai contra a afirmação de valores como liberdade, propriedade e individualidade, típicas do liberalismo clássico. Penso que os próprios liberais deveriam ler mais Locke para entender que a visão intervencionista deles não é fundamentada em teóricos da sua própria corrente filosófico-política. Concordo com Locke quando ele diz que há de se ter respeito pela autonomia privada e direitos civis, quando ele diz que o Estado não deve promover uma religião específica e respeitar todas e por último quando ele diz que os padres e pastores só são autoridades dentro da sua Igreja, e não necessariamente sobre a sociedade. É uma lástima abrir o jornal e ver notícias de ataques contra centros religiosos, em um clara afronta ao individualismo e liberdade de crença/profissão de fé. Em uma visão mais radical, diria que no Brasil ainda não foram consagrados sequer os direitos de primeira geração, ao passo que alguns doutrinadores já apontam uma quarta ou quinta. Os direitos civis e políticos vem sendo ameaçados por todos os lados, o que não é saudável para nenhum lado da balança política que queira viver em uma democracia. O cuidado maior, penso, é justamente com os que declaradamente não querem viver na democracia.

    1 curtida

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    John Locke

    John Locke (Wringtown, 29 de agosto de 1632 — Harlow, 28 de outubro de 1704) foi um filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social. Locke rejeitava a doutrina das ideias inatas e afirmava que todas as nossas ideias tinham origem no que era percebido pelos sentidos. Escreveu o Ensaio acerca do Entendimento Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza de nossos conhecimentos. Dedicou-se também à filosofia política. No Primeiro tratado sobre o governo civil, critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, declarando que a vida política é uma invenção humana, completamente independente das questões divinas. No Segundo tratado sobre o governo civil, expõe sua teoria do Estado liberal e a propriedade privada.

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    John Locke