Apologia de Sócrates e Críton (Clássicos Gregos & Latinos #16) - Apologia de Sócrates

    Platão

    Edições 70
    2013
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9789724412979
    Português

    Apesar da sua brilhante defesa, Sócrates é condenado à morte. Na véspera da sua execução, o filósofo é visitado na cadeia por Críton, discípulo devotado, que lhe vem apresentar um plano seguro de evasão. Entre os dois amigos trava-se um diálogo dramático, o mais importante de todos aqueles em que, ao longo do 70 anos, Sócrates participou, porque nele se debate um problema de vida ou de morte.

    Edições (18)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (8)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (567)Ver mais
    Dyllan Johnny picture
    Dyllan Johnny07/04/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Onde há sim vergonha há também medo.

    Sócrates era desses incômodos confrontadores, chato iluminado, gênio por natureza. O mais interessante é vê-lo, sem precisar de deuses, seguir firme em sua moral interior. Ele carrega, no discurso, o ouvinte por caminhos disfarçados com perguntas, sem que o entrevistado perceba suas intenções. Ao falar da morte, nos desarma: e se for ela o verdadeiro descanso? E se for uma dádiva muito maior que estar vivo? E se lá, encontrarmos nossas maiores inspirações? Como podemos afirmar que a partida é uma subtração e não um ganho? Diante do fim, ele não treme. Temer o desconhecido seria ignorar a beleza do mistério. (“Aquelas coisas que não sei se acaso são boas jamais temerei nem evitarei.”) “Me diga então, por Zeus: que tão belo feito é esse que os deuses efetuam valendo-se de nós como seus servidores?” “Doar não seria uma arte se déssemos a alguém aquilo de que não precisa absolutamente...” “não há quem venha a se salvar, dentre os homens, depois de se opor genuinamente a vocês (juízes) ou a qualquer outra maioria.” “prefiro muito mais morrer depois de ter me defendido desta maneira a ter que viver daquela. Pois nem numa causa, nem numa guerra, não se deve maquinar isto: de tudo fazer para escapar da morte.” “Para o homem bom não há mal algum, nem quando vive, nem quando morre.” “Mas agora é hora de partirmos: eu, para morrer, e vocês, para viver. Quem de nós vai para melhor, a todos é inaparente..”

    197 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 5858
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%