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    A Arte de Ter Razão. 38 Estratagemas -

    Arthur Schopenhauer

    Vozes
    2017
    69 páginas
    2h 18m
    ISBN-13: 9788532655806
    Português Brasileiro
    3.8
    943 avaliações
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    Neste pequeno tratado, Schopenhauer apresenta 38 estratagemas aos quais é possível recorrer para obter razão: para defendê-la quando ela estiver do nosso lado, e para conquistá-la quando estiver do lado do adversário. Leitura atraente e muito útil: com frieza classificatória, Schopenhauer nos indica os caminhos oblíquos e os truques de que se serve a natureza humana em geral para ocultar defeitos.

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    Jairo Silva20/12/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A arte de ter razão

    A arte de ter razão, também conhecido como Dialética Erística, ou Como vencer um debate sem precisar ter razão em 38 estratagemas é uma obra póstuma do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Cinge a obra de estratégias para vencer um debate, mesmo não havendo razão alicerçando os argumentos. Por isso, o autor elucida que a vitória será obtida por meios lícitos ou ilícitos. A exemplo disso, é o derradeiro estratagema que orienta atacar o adversário pessoalmente, com grosseria e agressividade. No geral, as estratégias apresentam manipulação, distração e ridicularização do oponente. É um bom livro, mas que requer um mínimo de conhecimento de filosofia e, que, não apresenta completa aplicabilidade para os dias atuais. Salienta-se que, a obra foi publicada em 1864.

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    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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