With effortless grace, celebrated author Chimamanda Ngozi Adichie illuminates a seminal moment in modern African history: Biafra's impassioned struggle to establish an independent republic in southeastern Nigeria during the late 1960s. We experience this tumultuous decade alongside five unforgettable characters: Ugwu, a thirteen-year-old houseboy who works for Odenigbo, a university professor full of revolutionary zeal; Olanna, the professor’s beautiful young mistress; and Richard, a shy young Englishman infatuated with Olanna’s willful twin sister Kainene. Half of a Yellow Sun is a tremendously evocative novel of promise, hope, and the disappointment of war.
Half of a Yellow Sun -
Chimamanda Ngozi Adichie
Pra quebrar a sequência de capas bonitas. Essa é muito cafona. Credo. A edição brasileira é bem mais cuidadoso, não tem essa cara de pôster de filme ruim. Tem o Meio Sol Amarelo da bandeira de Biafra, como qualquer designer decente deveria fazer. Mas li nessa, né, fazer o quê? Primeiro livro que leio inteiro em inglês. Resolução de ano-novo. Não ler livros traduzidos se posso lê-lo no original. Inglês e espanhol, no caso. Outra resolução é aumentar o alcance da resolução anterior. Enfim. O livro. Achei que seria o melhor da Chimamanda. Não foi. Ou foi, não sei ainda. É que achei que seria assim, o melhor disparado. O começo é muito bom. Cada capítulo é narrado do ponto de vista de três personagens. O inglês branco apaixonado e inseguro. A mulher negra linda e inteligente e rica e fodona. E o menino da aldeia simples e serviçal. O começo é tão bom que você não quer que mude o ponto de vista. Porque você tá tão envolvido naquele personagem. Mas daí você começa o outro e você não quer que mude de novo. Foi assim até o meio do livro. Um pouco antes ele dá um salto e vai pra guerra. Tem uns 4 anos ali de entrelinhas. Adorei. Porque você já meio que subentende tudo que aconteceu e a estória dá uma acelerada e a narração da guerra é crua e formidável. Então ela volta e narra aqueles 4 anos. Pensa numa brochada. Passei bem rápido por essa parte, não porque a leitura fluiu, mas porque queria chegar na parte boa de novo. 90% dessa parte foi desnecessário, os outros 10 poderiam ser melhor trabalhados. Talvez fosse até melhor não ter a ruptura e seguir os 4 anos então, sem o salto pra guerra. Sei lá. Não estraga o livro, mas quebrou bastante o ritmo e o encanto. Depois volta pra guerra e o desfecho. É bem forte. No fim acho que é mesmo meu preferido da Chimamanda. Hibisco roxo mostra a Nigéria pelos olhos de uma garota rica e introspectiva. Americanah mostra o contraste entre ser negro/a nos EUA e na Nigéria. Já o Meio Sol Amarelo mostra mais incisivamente as contradições internas nigerianas, as consequências da colonização europeia. A disputa entre igbos e hausas e yorubas e até disputas internas entre clãs desses povos. A concentração de renda, a violência da guerra e a história de Biafra que eu nem sabia que tinha existido. É uma aula de História, de política, de relações internacionais e um baita livro.
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