Half of a Yellow Sun (Matchbook Classics) -

    Chimamanda Ngozi Adichie

    Fourth Estate
    2019
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9780008329662

    A heartbreaking, exquisitely written masterpiece. One of the ten books – novels, memoirs and one very unusual biography – that make up our Matchbook Classics’ series, a stunningly redesigned collection of some of the best loved titles on our backlist. In 1960s Nigeria, three lives intersect. Ugwu, a boy from a poor village, works as a houseboy for a university professor. Olanna has abandoned her life of privilege in Lagos to live with her charismatic lover, the professor. And Richard, a shy Englishman, is in thrall to Olanna’s enigmatic twin sister. As the horrific Nigerian Civil War engulfs them, they are thrown together and pulled apart in ways they had never imagined. Chimamanda Ngozi Adichie’s masterpiece is a novel about the end of colonialism, class and race – and about the ways in which love can complicate all of these things.

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    Raony Palicer de Lima08/01/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Pra quebrar a sequência de capas bonitas. Essa é muito cafona. Credo. A edição brasileira é bem mais cuidadoso, não tem essa cara de pôster de filme ruim. Tem o Meio Sol Amarelo da bandeira de Biafra, como qualquer designer decente deveria fazer. Mas li nessa, né, fazer o quê? Primeiro livro que leio inteiro em inglês. Resolução de ano-novo. Não ler livros traduzidos se posso lê-lo no original. Inglês e espanhol, no caso. Outra resolução é aumentar o alcance da resolução anterior. Enfim. O livro. Achei que seria o melhor da Chimamanda. Não foi. Ou foi, não sei ainda. É que achei que seria assim, o melhor disparado. O começo é muito bom. Cada capítulo é narrado do ponto de vista de três personagens. O inglês branco apaixonado e inseguro. A mulher negra linda e inteligente e rica e fodona. E o menino da aldeia simples e serviçal. O começo é tão bom que você não quer que mude o ponto de vista. Porque você tá tão envolvido naquele personagem. Mas daí você começa o outro e você não quer que mude de novo. Foi assim até o meio do livro. Um pouco antes ele dá um salto e vai pra guerra. Tem uns 4 anos ali de entrelinhas. Adorei. Porque você já meio que subentende tudo que aconteceu e a estória dá uma acelerada e a narração da guerra é crua e formidável. Então ela volta e narra aqueles 4 anos. Pensa numa brochada. Passei bem rápido por essa parte, não porque a leitura fluiu, mas porque queria chegar na parte boa de novo. 90% dessa parte foi desnecessário, os outros 10 poderiam ser melhor trabalhados. Talvez fosse até melhor não ter a ruptura e seguir os 4 anos então, sem o salto pra guerra. Sei lá. Não estraga o livro, mas quebrou bastante o ritmo e o encanto. Depois volta pra guerra e o desfecho. É bem forte. No fim acho que é mesmo meu preferido da Chimamanda. Hibisco roxo mostra a Nigéria pelos olhos de uma garota rica e introspectiva. Americanah mostra o contraste entre ser negro/a nos EUA e na Nigéria. Já o Meio Sol Amarelo mostra mais incisivamente as contradições internas nigerianas, as consequências da colonização europeia. A disputa entre igbos e hausas e yorubas e até disputas internas entre clãs desses povos. A concentração de renda, a violência da guerra e a história de Biafra que eu nem sabia que tinha existido. É uma aula de História, de política, de relações internacionais e um baita livro.

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