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    Serotonina -

    Michel Houellebecq

    Alfaguara
    2019
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788556520883
    Português Brasileiro
    3.8
    523 avaliações
    Leram713Lendo51Querem800Relendo1Abandonos38Resenhas77
    Favoritos24Desejados800Avaliaram523

    Niilista lúcido, Michel Houellebecq constrói um personagem obsessivo e autodestrutivo, que analisa a própria vida e o mundo que o rodeia com um humor ácido e virulento. Serotonina mostra que o autor continua sendo um dos mais perspicazes analistas do século XXI. Florent-Claude Labrouste tem 46 anos, detesta seu nome e toma antidepressivos que liberam serotonina e causam três efeitos colaterais: náusea, falta de libido e impotência. Seu périplo começa em Almeria (Espanha), segue por Paris e depois pela Normandia, onde os agricultores estão em luta. A França está afundando, a União Europeia está afundando, a vida de Florent-Claude está afundando. O sexo é uma catástrofe. A cultura não é mais uma tabua de salvação ― nem mesmo Proust ou Thomas Mann são capazes de salvá-lo. Nesse contexto, Florent-Claude descobre vídeos pornográficos assombrosos em que sua atual companheira aparece, e isso é a gota d’água para que ele deixe o trabalho e passe a viver em um hotel. Perambula pela cidade, visita bares, restaurantes e supermercados. Repassa suas relações amorosas, marcadas sempre pelo desastre, que transitam entre o cômico e o patético. Ao se reencontrar com um velho amigo aristocrata, que parecia ter uma vida perfeita, mas que foi abandonado pela esposa e se vê falido, Florent-Claude aprende a manejar uma arma de fogo ― que vai mudar sua vida para sempre. Em um espiral de problemas, Florent-Claude se torna um hábil analista da contemporaneidade, de seus anseios, inseguranças e problemas. Sua vida, um reflexo do desinteresse pelo mundo, será o espelho das mais cruéis agruras da vida. Se há qualquer um hoje em dia, não só na literatura francesa, como na mundial, que reflita sobre a enorme mutação em curso que todos nós sentimos, e que não sabemos como analisar, esse escritor é Houellebecq. ― Emmanuel Carrère, Le Monde

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    Bookster Pedro Pacifico23/05/2023Resenhou um livro
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    Serotonina, de Michel Houellebecq

    Você gosta de encontrar personagens que te causam raiva e uma sensação de aversão? Há autores que têm essa característica e conseguem, por meio das palavras, construir personas controversas, usando dessa habilidade para tocar em temas polêmicos e sensíveis. Em Serotonina, um dos principais nomes da literatura francesa contemporânea nos apresenta um personagem detestável: Florent-Claude Labrouste. Na casa dos 40, o protagonista passa os dias reclamando de sua vida e enfrentando os efeitos colaterais dos antidepressivos que toma. Florent-Claude também analisa as situações ao seu redor, com críticas ácidas e controversas. Sua vida sofre uma virada quando descobre que sua atual companheira fez vídeos pornográficos. Essa notícia faz com que o protagonista decida se mudar, passando a viver em um hotel. Seu trabalho também fica para trás. E com mais tempo livre, Florent-Claude passa a relembrar seu passado, sobretudo suas antigas relações amorosas. E nessa nova fase de vida parece que o descontentamento do protagonista com o que existe ao seu redor aumenta. Ele entra em um estado ainda mais melancólico e carrancudo, o que causa uma certa tristeza no leitor. As suas viagens pela Normandia parecem ser uma possível resposta para dias melhores, mas cabe ao leitor aguardar. Na verdade, uma tragédia pode até piorar a situação. Essa foi minha primeira leitura de uma obra de Houellebecq e confesso que gostei do seu estilo de criar personagens destestáveis. Será que nós, leitores, gostamos de acompanhar a desilusão pelo mundo? Com Florent-Claude, estamos diante de críticas à contemporaneidade, por meio de pensamentos problemáticos e embebidos de machismo e relator pornográficos. Uma leitura polêmica e que causa desconforto no leitor. Adorei! Nota 9/10 Para mais resenhas, siga o @book.ster no instagram.

    69 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 523
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas2%
    Michel Thomas profile picture

    Michel Thomas

    Michel Houellebecq, nascido Michel Thomas, é um escritor francês, nascido na ilha Reunião, em 26 de Fevereiro de 1958 (de acordo com sua certidão de nascimento) ou 1956, segundo a biografia do jornalista Denis Demonpion. Seus romances Partículas Elementares e Plataforma lhe valeram uma reputação internacional de provocador, embora sejam também frequentemente considerados como um sinal de renovação da literatura francesa. Seu primeiro romance, Extensão do Domínio da Luta (Extension du domaine de la lutte), foi publicado em 1994. O livro contém o tema principal de seus romances: a miséria afectiva das pessoas em nossa época. Partículas Elementares (Les Particules élémentaires) provocou uma tempestade nos meios literários, dentro e fora da França, em 1998. O romance foi chamado "pornográfico". De fato o livro dá toda margem a tais interpretações, na medida em que explicitamente descreve as aventuras sexuais do irmão do protagonista, com riqueza de detalhes, em situações típicas de filmes pornô. Evidentemente não é por essa razão que Houellebecq tem sido valorizado. Neste mesmo livro, sua discussão central não é o sexo, mas uma história do ser humano, da humanidade, ternamente elaborada e narrada de modo singular e, segundo alguns, absolutamente genial. Seu último livro, A possibilidade de uma ilha, é também uma discussão do que é o ser humano, tomando como premissa uma nova raça, os "neohumanos", como comentaristas da vida de seus antecessores clonados - sendo esta uma marca constante do autor. O livro não teve o efeito tsunami das Particulas Elementares , sendo porém muito mais refinado que aquele, e menos incisivo também - mas nem por isso menor.

    65 Livros
    101 Seguidores
    Ilha Reunião, França

    Michel Thomas