A Máquina do Tempo (Clássicos Ilustrados) (Gibi Edição Maravilhosa #163) - Quadrinização de um Romance de H. G. Wells

    H. G. Wells

    EBAL / Editora Brasil-América
    1958
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-10: 852543535X
    Português Brasileiro

    [Edição Maravilhosa — 1ª Série, Número 163. Publicado em Janeiro de 1958] H. G. Wells — A Máquina do Tempo (Clássicos Ilustrados) / Direção: Adolfo Aizen. (Brochura - Formato Americano - Quadrinhos em Preto e Branco). Originalmente "The Time Machine" / Classics Illustrated n° 133/1956 - The Gilberton Company, Inc. (1942–1967). ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Edição_Maravilhosa https://en.m.wikipedia.org/wiki/Classics_Illustrated https://pt.m.wikipedia.org/wiki/The_Time_Machine_(romance) https://en.m.wikipedia.org/wiki/The_Time_Machine https://pt.m.wikipedia.org/wiki/The_Time_Machine_(1960) https://pt.m.wikipedia.org/wiki/A_Máquina_do_Tempo_(2002) https://desmanipulador.blogspot.com/2017/11/capas-de-gibi-covers-comics-edicao_79.html ==== [Wikipedia] "The Time Machine" is a science fiction novella by H. G. Wells, published in 1895 and written as a frame narrative. The work is generally credited with the popularization of the concept of time travel by using a vehicle that allows an operator to travel purposely and selectively forwards or backwards in time. The term "time machine", coined by Wells, is now almost universally used to refer to such a vehicle. The Time Machine has been adapted into three feature films of the same name, as well as two television versions, and a large number of comic book adaptations. It has also indirectly inspired many more works of fiction in many media productions. . .

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    Sidney Danillo de Moraes Lopes06/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A MÁQUINA DO TEMPO

    Um inventor brilhante da era vitoriana constrói um dispositivo capaz de viajar no tempo, que ele utiliza para visitar a humanidade a 800 mil anos no futuro, onde encontra uma distopia. Roteiro básico, não? Um clichê, alguém poderia dizer. Porém, este livro aqui é o criador de todos os clichês que vemos hoje envolvendo viagens no tempo. É simplesmente louco pensar que este livro tinha sido lançado em 1895, há quase 130 ANOS !!!!! Herbert George Wells é um daqueles casos únicos de mentes a frente do seu tempo, que ditam regras e criam obras que, tantos anos após o seu lançamento, conseguem ainda ser relevantes. É só dar uma olhadinha no site estante virtual e ver quantas edições existem desse livro só aqui no Brasil. Como eu disse, a temática é simples: o personagem apenas conhecido como "viajante do tempo" reúne em sua casa alguns amigos para mostrar o seu grande invento e relatar como foi a sua viagem para o ano de 802 mil e alguma coisa... Acho muito interessante a escolha de Wells de começar a narrativa dando a entender que a humanidade vive uma utopia, com seres frágeis e quase andrógenos com túnicas coloridas que vivem soltos pelas florestas, cantando e dançando, alimentando-se de frutas. Tratam-se dos Elói. Não há nenhum perigo, nenhum predador, nenhuma doença... Enfim, um mundo perfeito. Com o cair da noite e o medo nos olhos das pequenas criaturas surgindo é que o viajante percebe que há algo mais naquele mundo. Sua máquina do tempo foi roubada, então ele passa a explorar este mundo novo atrás de sua invenção. Durante sua jornada acaba percebendo que há fossos espalhados, que dão acesso a todo um mundo subterrâneaneo: embaixo daquele mundo perfeito, operando máquinas, está a raça simiesca dos Morlocks (Alô, X-Men!!), extremamente sensíveis à qualquer luminosidade e que, depois de milênios vivendo no subterrâneo e com escassez de comida, passam a canibalizar os Elói. É um choque quando nosso viajante e nós leitores descobrimos isso, já que ambas as raças descendem da humanidade que nós conhecemos. E aqui está a cereja do bolo: o viajante raciocina que os Elói descendem da burguesia dominante de seu tempo, que firmaram seu direito de viver na superfície longe de qualquer perigo e tornando-se, por isso, fracos de força e raciocínio, enquanto que os Morlocks descendem da classe operária, sempre vivendo abaixo da superfície e longe da luz do sol, em minas de carvão, fábricas fechadas, dormindo em quartos subterrâneos de grandes propriedades (como a mãe de Wells, por exemplo), fazendo as engrenagens do mundo girar. Essa é uma discussão interessante e que confere ao futuro imaginado por Wells não só uma boa dose de lógica e sentido, como gera uma bela crítica à diferença de classes. Desse aspecto da obra é que vem a minha única crítica: o livro poderia muito bem ser mais longo, aprofundar mais a crítica, além do fato de um mundo de 800 mil anos no futuro ser uma grande tela em branco, onde o autor poderia pirar e viajar à vontade. Os Morlocks poderiam ter sido um pouco mais humanizados e explorados também, afinal, eles são assim devido a milênios de servidão. Porém esse livro é quase um conto de tão curto. Nesta edição há um prefácio escrito pelo próprio Wells, cerca de 30 após o lançamento, onde o próprio admite que ainda era um escritor pouco experiente na época. De qualquer forma, por mais curta que a história seja, aqui está ela, ganhando uma resenha admirada em pleno ano de 2023! Resumindo: leitura altamente recomendada ! TS: Eloy - Ocean (1977).

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