Trois Contes -

    Gustave Flaubert

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    2018
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-10: B07BL63YSC

    Trois contes est le titre d'un recueil de trois nouvelles de Gustave Flaubert parues sous forme d'épisodes dans deux journaux différents au cours du mois d'avril 1877 et publiées dans leur intégralité le 24 avril 1877 par l'éditeur Georges Charpentier. Cette œuvre que Flaubert mit près de trente ans à écrire dans sa totalité constitue sa dernière production romanesque achevée, puisqu'il devait mourir trois ans après sa publication

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    Guilherme M15/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Dois contos e um terceiro

    Última obra completa do autor de “Madame Bovary”, “Três contos” foi publicado em 1877, a três anos da morte do escritor. A prosa de Flaubert é fluida, agradável e extremamente elegante. O primeiro conto (“Num coração simples”) elege como protagonista uma empregada doméstica devota e analfabeta. Como aponta o tradutor Samuel Titan Jr. na apresentação do livro, a força desse retrato singular é tratar “com honras de personagem principal uma figura que, o mais das vezes, seria mais uma na multidão de personagens secundárias que povoam um romance” (p. 9/11). O segundo conto (“A legenda de São Julião Hospitaleiro”) reinventa a história bíblica de um santo com maestria tal que a narrativa ganha vida própria, sem dependência de pesquisa prévia pelo leitor. Isso não ocorre com o terceiro conto, “Herodíade”. Nele, Flaubert narra outro episódio bíblico – a morte de São João Batista – de uma perspectiva também particular, mas inteiramente subordinada ao prévio conhecimento do leitor. Por óbvio, isso não compromete o valor artístico da obra, mas limita o alcance da leitura de cada um. Eu, que pouco conheço da Bíblia, não consegui sustentar o interesse no decorrer desse conto. Naturalmente, o autor sabia que isso poderia acontecer. Em carta ao escritor Guy de Maupassant, revelou: “enfim, começarei minha ‘Herodíade’. Terminei minhas anotações e agora estou desemaranhando meu plano. O difícil aqui é dispensar, na medida do possível, as explicações indispensáveis” (p. 142). Particularmente, acredito que Flaubert não apenas sabia que o conto ficaria insuportável se contivesse todas as explicações bíblicas possíveis, como aceitava que essa não seria uma leitura acessível ou interessante a todos. Ainda assim, os dois primeiros contos são extraordinários e só por si valem a leitura.

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