A Descoberta da América Pelos Turcos -

    Jorge Amado

    O Dia Livros
    1998
    79 páginas
    2h 38m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O sírio Jamil Bichara e o libanês Raduan Murad desembarcam na Bahia em 1903 e se instalam no litoral sul, região grapiúna, eldorado do cacau. O jovem e trabalhador Jamil abre um empório em Itaguassu. O experiente e boêmio Raduan prefere Itabuna. Ali, nova oportunidade de 'fazer a América' se apresenta ao 'turco' Jamil - o comerciante Ibrahim Jafet quer casar sua primogênita - a feiosa Adma. Em troca, oferece sociedade no armarinho O Barateiro. A descoberta da América pelos turcos, escrito no início dos anos 90, por ocasião do quinto centenário do descobrimento do continente americano, revisita a formação da cultura cacaueira e do povo brasileiro, essencialmente mestiço.

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    Doney Corteletti Stinguel24/10/2016Resenhou um livro
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    Lista de Livros: A Descoberta da América pelos Turcos, de Jorge Amado

    “Quanto a dizer, como alguns diziam, despeitados, ser Raduan Murad ferrenho adversário do trabalho, ter-lhe santo horror, o que sucede com frequência aos letrados, trata-se de injustiça e má vontade, evidentes. Se de fato durante a primeira juventude o Professor – assim muitos o tratavam com deferência – recusara-se com obstinação a misteres pouco condizentes com sua capacidade intelectual, não havia trabalhador mais assíduo e pontual em mesa de pôquer ou der qualquer outro jogo de azar.” * “Quanto à caçula, Fárida, diziam-na a mais formosa entre as turcas do armarinho. Um pitéu, na cúpida designação de Alfeu Bandeira, aprendiz de alfaiate sob as vistas de mestre Ataliba Reis, dono da Alfaiataria Inglesa, cujas portas se abriram em frente às do sobrado dos Jafet. Alfeu degustou o pitéu, que diga-se a verdade, se oferecia num descaro condenado com vigor pelas famílias da vizinhança: tamanho agarramento, tanta esfregação, tinha de acabar mal. Acabou bem, em casamento às pressas. Véu de tule esvoaçando sobre a intrépida barriguinha de Fárida, prenha de quatro meses, flores de laranjeira na grinalda, símbolo de pureza e virgindade. Virgem, só se for no sovaco, comentou mestre Ataliba, escolhido padrinho pelo noivo. No sovaco, será?, duvidou Raduan Murad, padrinho da noiva, cético como convém a um erudito.” * Mais em:

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