Uma Princesa de Marte

Uma Princesa de Marte Edgar Rice Burroughs




Resenhas - Uma Princesa de Marte


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Antonio Luiz 11/08/2010

A tataravó de Neytiri
O sucesso desta obra, publicada em capítulos a partir de fevereiro de 1912, incentivou Burroughs, balconista na papelaria do irmão, a iniciar uma carreira de ficcionista aos 35 anos. Dos 86 livros que publicou, o mais popular é Tarzan dos Macacos, de outubro do mesmo ano, mas os onze da série Barsoom –nome dado pelos marcianos de Burroughs a seu mundo – talvez tenham sido ainda mais influentes na história da cultura de massas.

Uma Princesa de Marte é mãe de Superman, bisavó de Star Wars e tataravó de Avatar. John Carter, ex-capitão confederado convertido em garimpeiro, é acuado por índios em uma caverna do Arizona e despacha-se para Marte ou Barsoom com uma viagem astral ao pé da letra. Ali encontra gigantes verdes de quatro braços e salva de suas garras a corajosa princesa da avançada cidade de Helium (gás nobre, como Krypton), após batalhas em que pistolas de raios e naves voadoras contracenam com espadas, estranhas montarias e monstros ferozes. Ajudam-no a amizade do gigante verde Tars Tarkas – seu Chewbacca, por assim dizer – e o fato de vir de um planeta de maior gravidade, o que o faz superforte pelos padrões locais.

Como todo o seu bravo e nobre povo, a bela princesa Dejah Thoris – futuro par romântico do herói, claro – é ovípara e tem a pele não azul, mas vermelha como a dos nativos prestes a escalpelar o racista Carter. Quase um século antes de James Cameron, Burroughs usou a fórmula de idealizar uma raça exótica, colocá-la bem longe e tirar-lhe os sinais de realidade e imperfeição, mas não a ponto de deixá-la dispensar os serviços de um militar estadunidense.



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The Old Man 16/04/2010

O início de tudo
Esta incrível história é a primeira de muitas aventuras que John Carter enfrenta em um planeta desvastado por guerras, habitado por feras brutais num ambiente inóspito.

Narrado em primeira pessoa, John Carter nos conta a infeliz tentativa de recomeçar sua vida após o fim da Guerra Civil Americana. Fugindo de indígenas, ele tenta se refugiar numa caverna, mas vê-se subitamente transportado para outro planeta.

Os primeiros habitantes de Marte que John Carter conhece são os ferozes tharks. Guerreiros por natureza, gigantescos e de hábitos muito diferentes dos conhecidos por Carter, estes monstros acabam por capturá-lo. Mas logo John Carter tem a oportunidade de provar seu valor e coragem, ganhando respeito e admiração de alguns membros desta temível raça.

Enquanto tenta compreender os costumes de seus "anfitriões", ele conhece Dejah Thoris, a princesa de Helium. De uma raça completamente diferente dos tharks, seu físico é semelhante aos terráqueos, apesar do tom cobre-avermelhado de sua pele. John Carter, sempre um cavalheiro que luta pelo bem e pelos valore sem que acredita, protege a princesa dos maus-tratos de seus captores.

Numa história repleta de reviravoltas fantásticas, uma flora exuberante e fauna completamente diferente de tudo que já se imaginou, Edgar Rice Burroughs prende nossa atenção enquanto viajamos por terras estranhas junto com o capitão John Carter, um herói que certamente cativará terráqueos e marcianos.
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Koneko-chan 17/04/2010minha estante
Haha, adorei a parte de John Carter ser "um herói que certamente cativará terráqueos e marcianos". Meu irmão, você vai me levar à falência com essas resenhas, sabe? :P



Quero muito ler \o/




Diego Matos 23/03/2012

Um livro referência para um gênero
É impressionante ao ler um livro que foi publicado há 100 anos, pode ser tão atual. Com um texto simples e fluido repleto de ação, descritivo apenas ao necessário, "Uma Princesa de Marte" é um espetáculo de aventura e ficção cientifica.
Nos levando um Planeta que faz justiça a seu "Deus Patrono", onde a civilização local é marcada por povos em constantes conflitos bélicos. Nos trás um protagonista brilhante, com uma construção psicológica fantástica e divertida. Dividido entre dois mundos. Alguém que dedicou uma vida em busca de um objetivo em sua terra natal, mas é surpreendido ao encontrar o amor em um planeta distante.
O livro é diversão garantida não só para aficionados por ficção cientifica, mas também para aqueles que gostam de uma história com bastante ação e aventura.
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Amadeu 28/01/2015

Isso aqui sim, é space-opera!
O grande mérito de Uma Princesa de Marte é o ritmo frenético em que Burroughs consegue escrever, ao mesmo tempo, nos imundar com informações muitas vezes precisas da geografia marciana – o que é mais impressionante se levarmos em conta que o livro foi escrito em 1912!

Um roteiro clássico de space-opera e muita, eu disse muita? Mas bota muita imaginação do autor.

Embora o John Carter seja aquele sujeito fodástico a gente logo cria empatia por ele, que além de fodástico e um sujeito extremamente humilde e cheio de honra.

Todo um universo imaginário é descrito com precisão sobre homens, seres inteligentes, flora, fauna, espaçonaves, barcos, geografia, construções e etc.

O final do livro dá aquela sensação de tristeza por ter acabado e tantas coisas ainda por acontecer e, ao mesmo tempo, uma euforia grande para seguirmos para o próximo livro.

Gostei muito!!!!!
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Adriana 02/10/2012

Uma Princesa de Marte é uma daqueles livros que você desconhece a existência até que vem a Disney e lança uma super produção baseada nele. Foi assim que descobri esta obra de Edgar Rice Burroughs, lançada originalmente em 1917 e que rendeu duas adaptações cinematográficas: uma de 2009 lançada diretamente em vídeo, intitulada Princess of Mars e a mais recente, deste ano, chamada John Carter: Encontro entre dois mundos.

Se não fosse pelo aviso na capa do DVD eu não saberia que John Carter era uma adaptação de um clássico. Achei que o livro lançado pela Fantasy este ano é que era o original. Porém, ele é apenas mais um baseado em um roteiro de filme (e pelas minhas experiências recentes com A Garota da Capa Vermelha e Branca de Neve e o Caçador, não deve ser muito bom).

Este clássico da literatura americana tem como protagonista John Carter, mais conhecido como Capitão Jack Carter, da Virgínia. Ele é um personagem sagaz, inteligente e bem humorado, que conta em uma espécie de diário suas aventuras nos dez anos que passou em Marte (o.O)! Isso aí! O homem afirma que foi parar no planeta vermelho, mas sabe que seria ridicularizado pelo povo da Terra, já que este tem uma mente muito limitada para o desconhecido. Por isso, deu ordens expressas para seu sobrinho Edgar Rice Burroughs de que só revelasse seu manuscrito 25 anos após sua partida.

Carter lutou na Guerra Civil e saiu condecorado e sem nenhum tostão. Por isso, decidiu ir em busca de ouro, junto com um colega. Eles acabaram encontrando uma caverna imensamente rica neste metal, fato que logo foi muito comemorado. Porém, os dois caíram em uma emboscada de índios e depois de uma longa perseguição, John acaba sozinho em uma caverna estranha que até mesmo aqueles índios temem. Lá acontece uma coisa incrível: Carter é transportado para Marte simples assim!

Claro que o personagem não sabe que está em Marte logo de cara. Ele percebe que se encontra em uma planície muito ao longe do que deveria e que não reconhece a vegetação e o solo. Outra coisa muitíssimo curiosa é que, ao tentar andar, ele dá pulos gigantescos, que o elevam a mais de 50 metros do solo. Chocante, no mínimo!

Depois de ser capturado pelos temíveis homens verdes de Marte e de descobrir que definitivamente não está mais no nosso planeta (já que aqui não existem homens verdes com quatro braços e mais de 3 metros de altura), ele percebe que pode ter uma arma valiosa contra aquele homens tão malévolos e frios. O fato de ter nascido e sido criado em um lugar com gravidade muito maior que a de Marte faz com que seus músculos estejam preparados para matar um homem de lá com apenas um golpe. Isso além do fato de poder pular para alturas inimagináveis.

Ele tenta sobreviver e aprender os costumes daquele estranho povo guerreiro, até que descobre que não são só os marcianos verdes que habitam o planeta… A princesa Dejah Toris é capturada em uma das incursões dos verdes contra naves de Helium e John Carter descobre que pode ficar aos pés de uma filha de dez mil jeddaks com muito prazer pela vida inteira. Dejah Toris é linda, estonteante e muito forte. Uma mulher pela qual John Carter vai viver muitas aventuras e perigos.

Edgar Rice Burroughs é um gênio na arte da criatividade. Sua obra é repleta de personagens variados: culturas, personalidades e formas diferentes, todos se entrelaçando em uma linda história de amor e muita aventura.

Isso sem falar no narrador e protagonista: John Carter é um ótimo companheiro neste saga. Ele é espirituoso e engraçado, além de ser muito parecido com qualquer pessoa comum. Enquanto conta as peripécias vividas no planeta vermelho ele dá suas próprias impressões daquele lugar e daquela gente, que poderiam muito bem ser as minhas, se eu fosse parar lá…

“Pelo menos em um aspecto os marcianos são um povo mais feliz: eles não têm advogados.”

John Carter

Com toda certeza, é um livro que recomendo para todos os públicos, de todas as idades. O livro é muito gostoso de se ler, tem uma história super interessante e é divertido pra caramba!

Adorei e recomendo!

Resenha em http://mundodaleitura.net/?p=4891
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San 24/11/2012

Uma Analise do Ontem e do Hoje na Literatura
Uma Princesa de Marte, escrita pelas mãos saudosas de Edgar Rice Burroughs, torna clara onde surgiram as ideias para os clássicos de ficção-científica do cinema que conhecemos hoje. Como Star Wars (George Lucas), Star Trek (Gene Roddenberry), Avatar (James Cameron) e outros. A clara diferença entre a literatura moderna e a clássica é percebida de cara na incessante narrativa de Burroughs. Ele apresenta uma história de um amor romântico tão forte, beirando o neoclássico, onde se originou grandes dramaturgos como William Shakespeare. Onde seus personagens que beirando a loucura da paixão faria tudo para conquistar o coração de sua amada e manter-la protegida e distante de tudo e todos. Esse é um dos pontos mais negativos do livro, onde se sobrepõe essa paixão louca de John Carter por Dejah Thoris, deixando de lado os detalhes que fariam a história mais rica em detalhes. Aparentando que a história passada em Marte só é um pretexto para que haja esse amor, sendo ele possível de recriar em qualquer outro lugar do planeta Terra, era só criar algum empecilho de alguma cultura diferente da Americana.

Por trás desse amor ininterrupto, somos apresentados as estranhas raças de marcianos, chamadas Tharks. É nesse momento, quando Carter é capturado por eles, que ele começa se vangloriar por seus poderes maravilhosos, sua veracidade, sua masculinidade, seu lado macho Alfa. E como SÓ ele poderia conquistar a mais desejada mulher daquele planeta. Fica claro a ideia de superioridade do macho sobre a fêmea nesse livro, uma ideia original na época, suprida por Burroughs em varias partes de sua narrativa. Onde a pobre e indefesa mulher deve ser protegida pelo poderoso guerreiro e ele por sua vez ter o direito de proclamar a mão dela.

É uma boa ficção-científica de tempos antigos, hoje ela não se adequaria a nada que possamos chamar de original, ou revolucionário; por ser algumas ideias contidas no livro de uma narrativa preconceituosa. Muitas das vezes se tratando dos índios americanos de um modo pejorativo e cruel, ou das mulheres como seres indefesos e que não podem se defender. Excelente em seu tempo, bom no nosso. E para verificar como a mudança da literatura veio a acanhar em nosso tempo, porém nada acrescenta as ideias de hoje.
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yla.cezar 13/06/2013

Um clássico que ficou batido?
Durante milhões de anos eu escutei sobre este livro, ele é citado em livros, seriados e filmes através dos últimos 100 anos...
Se vc quiser saber o por que, é muito simples.
PORQUE ELE MERECE!!! RS
Um livro escrito em 1917, tem uma escrita super fluida e agradável, ele inventou a ficção cientifica com uma delicadeza... que me surpreendeu.
Vc tem ação, aventura, ficção (muito mais bem construída do que muita ficção recente), batalhas épicas e um lindoooo romance, que retrata bem a forma como a 100 anos eles poderiam ser inspiradores.
Praticamente todo narrado em 3º pessoa, por uma serie de motivos, admito que não é nem de longe o meu estilo preferido de leitura, mas gente realmente valeu a pena ler.
Eu me pergunto agora, como Guerra nas estrelas, Avatar ou mesmo o Super homem poderiam tem sido ao menos imaginados, sem que o meu, muito querido Edgar Rice, ter sonhado com o lindo céu vermelho de Barsoom.
Tem algumas horas em que o livro parece que esta SE lendo, e que vc é nada mais do que um espectador passiva, um ouvinte atento as palavras de um velho amigo, que te conta com todo o carinho suas viagem e aventuras.
Vale muito, muito mesmo.
Gostaria muito mesmo que a serie fosse traduzida e ter a chance de ler as continuações, só espero que n demorem mais tantos anos como o 1º vol.
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Nasa 25/08/2011

A princesa de Marte
A Princesa de Marte – Edgar Rice Burroughs
Quando era criança gostava de tocar as figuras dos livros infantis. Lembro-me de uma imagem que mexia com minha imaginação, que me fez vigiar formigas e insetos por meses a fio. No meu livro de alfabetização havia uma linda formiga vermelha que se protegia dos pingos da chuva usando uma margarida como guarda-chuva.
Ainda lembro a cor, os traços feitos pelo hábil ilustrador em pastel, lápis e temperas tão suaves para retratar aquele pequeno ser protegendo-se da chuva numa atitude tão humana. Tocava a imagem e quase podia vê-la se mover, evitando as poças, escondendo suas longas antenas sobre a textura delicada das pétalas da margarida. A imagem me fazia imaginar milhões de enredos para aquela criatura vermelha e tão inteligente. O mesmo acontece com a narrativa de um livro. Edgar Rice Burroughs conseguiu fazer isso com perfeição em Uma Princesa de Marte.
Quando comecei a ler o livro a Princesa de Marte não tinha nenhuma referencia visual dos personagens, não busquei ver quem poderia ser o John Carter. Evitei propositalmente por se tratar de um livro de ficção cientifica. Acredito que a mente pode trabalhar melhor se imaginar por si mesma as palavras do escritor.
Nas primeiras páginas me senti meio que num filme de John Wayne, havia a poeira do Arizona, os índios, e a sensação de isolamento, que as planícies áridas dos grandes filmes de Faroeste conseguem transmitir ao expectador.
De um salto, literalmente, somos levados para outro planeta, e ai sim, a ficção nos toma por completo e nos faz mergulhar no planeta vermelho, mais conhecido como Marte. As descrições são simples, mas precisas, não espere detalhes exagerados, somente o necessário para que você possa saber o que são os homens, animais e mulheres de marte. O planeta é agressivo, violento e por tudo eles lutam e se matam. Como o seu próprio nome nos faz lembrar o senhor da guerra.
O sistema aparentemente simples de vida dos “marcianos” é cheio de pequenas regras, por vezes cruéis e estranhas a nós terráqueos, mas parecem os fortalecer e cegar para a realidade e morte lenta do planeta.
John Carter é um herói, um soldado habilidoso que encontra em Marte diversas ocasiões para expressar sua bravura, honradez, lealdade e bondade. Por algum tempo só me perguntava se ele não desejava voltar para a terra, mas em dados momentos percebemos, que ele não parece esboçar tal sentimento, como vemos em outros exemplos de personagens que são levados a outro planeta. John não se prende a tal obsessão e reage ao novo mundo com entusiasmo e coragem. As criaturas descritas no livro são exóticas e acredito que quando forem transportadas para a tela do cinema serão reproduzidas com perfeição.
Tenho um palpite que eles serão parecidos com os seres que vimos em Guerras nas Estrelas, de Jorge Lucas.
Ao longo de sua estada no planeta Marte ele faz amigos e inimigos, conquista a afeição dos animais locais com seus gestos de carinho e se torna um exemplo a ser seguido. A princesa é bela, exótica como manda qualquer fantasia. As aventuras vividas por ambos nos faz querer o enlace que vem no momento certo. Os hábitos e costumes terráqueos e marcianos têm suas diferenças e isso causa algumas confusões entre o casal.
John Carter trava diversos duelos por sua própria vida e para salvar a jovem, bela e corajosa Dejah Thoris, a princesa de marte. O suspense no final do livro é inegável e massacrante, li as últimas paginas quase as devorando para descobrir o mistério de John Carter e ao fim me senti estranha e perplexa.
Não faço ideia de como Andrew Stanton ganhador do prêmio da Academia vai transportar a história para a tela. A escolha do ator me agradou, ele está bem parecido com a descrição do livro, como o imaginei, a princesa está linda pelas fotos que vi.
O Filme já tem trailer está aqui em baixo do post, o elenco traz nomes de famosos como Taylor Kitsch (‘X-Men Origens: Wolverine’) no papel principal, Lynn Collins (‘X-Men Origens: Wolverine’) como a princesa guerreira Dejah Thoris, o indicado ao Oscar Willem Dafoe (‘Homem-Aranha’) como o marciano Tars Tarkas.
Espero que gostem tanto da leitura quanto eu gostei.
#EuVejoLivros – Beijos Mordidos!
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Rafael Isidoro 27/06/2012

Quanta ficçao voce esta disposto a aceitar para ler um bom livro?
Surpreendente. Essa é a primeira palavra que me vem à mente quando penso neste livro. Confesso que não estava muito emplgado para lê-lo, comecei porque ele ainda era minha melhor opçao. Fico feliz por ter feito tal escolha!
O livro começa de uma forma bem desanimadora para ser honesto e utiliza meios bastante fantasiosos ate msm para um livro de ficçao cientifica. Porém, quando o leitor se acostuma com o mundo criado por Edgard Rice, se depara com um planeta inteiro para explorar e com civilizaçoes fascinantes! É o típico livro que aguça a curiosidade do leitor ao extremo. Alem disso, deixa um final que elvanta varias perguntas, o que obriga o leitor a querer ler o segundo livro da serie, Os deuses de Marte.
É um ótimo livro, não só para os amantes de FC, mas para todos aqueles que apreciam uma historia bem trabalhada e original.
Recomendadíssimo!
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Daniel Pedrosa 03/07/2010

Ficção Científica de 1917
Livros como este nos explicam a origem de vários dos filmes americanos das últimas décadas. Por certo, conceitos e fundamentos da ficção apresentados aqui são a base de filmes como Star Wars , Avatar, etc...
Uma estória cheia de aventura e romance, porém , contada com base no que se era conhecido a quase 100 anos, o que a torna diferente do que se lê na atualidade.
É uma pena que livros assim só chegam a ligua portuguesa tanto tempo depois.
Para os amantes deste tipo de literatura é uma grande pedida !
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Dan 10/05/2012

Resenha: Uma Princesa de Marte
"Sou um homem muito velho. P quanto, eu não sei. É possível que eu tenha cem anos, talvez mais, mas não posso calcular porque nunca envelheci como os outros, ou sequer lembro de minha infância. Por mais que tente me lembrar, sempre fui um homem, um homem de uns trinta anos. Minha aparência hoje é a mesma de quarenta anos atrás, talvez mais, mesmo assim, sinto que não viverei para sempre, que algum dia morrerei a verdadeira morte da qual não há ressurreição. Não sei por que eu deveria temer a morte. Eu, que morri duas vezes e continuo vivo. Mas continuo tendo o mesmo medo de alguém que, como você, nunca morrei antes. E é por causa desse terror pela morte que, acredito, continuo tão convencido de minha mortalidade." Pág. 13.

No dia 3 de março de 1866, John Carter e seu amigo, Powell, partem em uma aventura, porém Powell é capturado e assassinado por índios selvagens. Numa empreitada maluca John resgata o corpo do amigo e foge, se refugiando numa caverna. Depois descobre estar totalmente paralisado, mas consciente, a caverna devia liberar um gás paralisante. John sente que não está sozinho e que um 'ser' também encontra-se nas profundezas daquele refugio. Os índios perseguem John e não entram na caverna com medo daquela 'coisa'.

Totalmente indefeso, John faz um esforço sob humano para tentar sair daquele estado, inexplicavelmente ele está nu, olhando para o próprio corpo no chão, mas vivo, sente que seu coração ainda bate. Atordoado sai correndo...

"...Minha atenção foi rapidamente desviada por uma grande estrela vermelha próxima do horizonte distante...
Meu desejo ultrapassa qualquer obstáculo. Fechei os olhos, estiquei meus braços em direção ao deus de minha vocação e senti-me atraído, com a rapidez do pensamento, através da incomensurável imensidão do espaço. Houve um instante de frio extremo e absoluta escuridão...". Pág. 28.


John acorda simplesmente me Marte, descobre que tem uma força extrema, totalmente diferente da Terra, devido a atmosfera. Também possui a capacidade de dar longos saltos.

Mal chega à Marte e é capturado por cruéis guerreiros verdes de aparência monstruosa, acaba matando líderes em autodefesa e ganha o posto do guerreiro que matou.
Com muita sorte John sobrevive e aprende os costumes bárbaros daqueles seres estranhos, encontra uma aliada e um grande amor. Dejah Thoris, princesa de Helium, cuja aparência era humana, mas diferia em seu tom de pele, sendo levemente vermelha. Apaixonado, luta bravamente contra seus inimigos, enfrenta situações lastimáveis e segue pensando em sua amada, conhecendo culturas, povos e animais inimagináveis.

Adorei o livro, porém a forma que John foi parar em Marte e o final do livro ficaram nebulosos, nos deixando com a imaginação solta. Devorei em dois dias, super recomendo. Como vim saber esse é o primeiro de uma série de onze livros, que ainda não foram publicados no Brasil. Espero poder conferir o filme, comparando-os, e tirar minhas próprias conclusões.
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João 03/04/2013

O que se vê na saga de Barsoom, livro um
Uma princesa de Marte, livro que nos remete a um planeta que muito se especula a vida. Escrito há quase cem anos, o livro continua até os dias de hoje algo bom e divertido para se ler.
De inicio, você pensa que a narrativa pula muitas partes, ou omite alguns detalhes, e isso chega até a comprometer a ação do livro.
E se você viu o filme John Carter antes começar a ler, provavelmente você o achará abaixo do nível do filme durante boa parte da leitura. Porém, o final, irreverente no filme, nos surpreende no livro. Um final mágico que nos instiga a ler a sequencia do livro, "Os Deuses de marte".
John Carter é um herói por excelência, e aborda as questões que aparecem a ele em um novo mundo com extrema astúcia, inteligencia, cavalheirismo e heroísmo. John Carter não foge da batalha, não é mentiroso e nem covarde, mas, sobretudo, não é assassino.
O livro nos faz refletir sobre o certo e o errado, e os problemas de marte coincidem em diversas vezes nos problemas típicos de nossa própria raça, a humana, tão distante de Barsoom.
Uma belíssima obra de ERB, merece aplausos afervorados dos leitores ao fim de seu livro. Nunca vi um livro ser tão implacável ao dizer indiretamente: "Compre a minha sequencia".
lolla 11/09/2013minha estante
Muito bem dito, a série é espetacular!




Mariana 25/10/2012

...
Um pouco decepcionante, espero que o proximo da triologia seja melhor!
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Michele Bowkunowicz 11/09/2013

Recomendo!!
Uma princesa de Marte de Edgar Rice Burroughs é um livro de ficção científica publicada em 1912. Já é um clássico, uma obra extremamente importante. E continua a atraír e conquistar novos leitores de todas as idades até hoje.

Um veterano da Guerra Civil chamado John Carter, está atrás de riquezas, quando escapa de uma emboscada dos índios apaches e se esconde em uma caverna e, sem querer, acaba teletransportado para o planeta Marte. Lá, ele descobre que tem uma enorme força e agilidade devido à força de gravidade mais baixa, sendo capaz de saltar grandes alturas e distâncias.
Ele é rapidamente confrontado por uma horda de imensos gigantes de pele verde conhecido como Tharks, e é capturado por eles e torna-se a responsabilidade de Tars Tarkas, segundo no comando da tribo. Os Tharks são uma raça guerreira que tem 15 metros de altura e seis membros. Carter é levado perante a comunidade de Tharks, e um dos chefes o assedia. Carter atinge o chefe e, inadvertidamente, o mata. No costume dos Tharks, Carter herda o título e os direitos do chefe morto, tornando-se ele mesmo um chefe Tharkian.

Tudo isso é apenas um prelúdio para a história real: a que envolve Dejah Thoris, princesa de Helium, dona do coração de John Carter. Com isso ele começa sua jornada pela sobrevivência em Barsoom, como os marcianos chamam Marte. E a conquista do amor da princesa de Helium, Dejah Thoris. Ele vai mover céus e Marte para estar com ela.


Burroughs escreve com enorme entusiasmo, criando personagens e situações de complexidade rica e surpreendente. John Carter, é um personagem extremamente bem desenvolvido, ele tem uma força superior, agilidade, habilidade marcial, atrativo físico, inteligência e sorte. Carter sabe exatamente como tirar proveito disso. Ele calcula instantaneamente como se mover em baixa gravidade de Marte. Ele aplica o seu conhecimento de batalha da Guerra Civil para lutar ao lado de várias raças alienígenas diferentes. Ele aprende a falar a língua marciana. E, além do mais, ele ganha instantaneamente a confiança de quase todos ao seu redor.


Em suma, Uma princesa de Marte é um livro simplesmente fantástico, com intriga política, bravura, romance, e humor, proporciona uma boa diversão à moda antiga, muita aventura, cenário interessante, um verdadeiro passeio de montanha russa. Carter está sempre em enrascadas ao longo do caminho, mas nunca desiste de sua missão de resgatar a bela princesa Dejah Thoris das garras diabólicas das horda marcianas.

A capa do livro é simples, mas bonita, com folhas amarelas. A diagramação, revisão e tradução excelentes!


Existe o filme feito baseado no livro e se você já viu ou não o filme, ou pretende, esta é a sua chance de ler o romance original, mais detalhado, que foi o início de uma grande série clássica de ficção científica. Mais que recomendo!!

Site: para mais resenhas: http://www.lostgirlygirl.com

site: http://www.lostgirlygirl.com
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Stael Fernandes 14/01/2019

Nunca existiu um homem como Jonh Carter!
O perfeito Jonh Carter, irremediavelmente apaixonado pela perfeita princesa Dejah Thoris! Eu sei que tenho que levar em consideração a época em que o livro foi escrito, mas não posso negar que tanta perfeição e necessidade de suspensão de descrença me incomodaram. O universo criado pelo autor, bem como as espécies e seus costumes são as coisas mais interessantes da leitura, porém o protagonista aprender, a ponto de falar fluentemente, uma língua alienígena em 30 dias foi um pouco demais para mim. Jonh Carter é um herói idealizado, pronto para socorrer sua princesa, também idealizada, a qualquer custo. Para alguém que chegou até o livro pelo filme, acho que este último, mesmo com seus defeitos, resolveu bem algumas questões da obra que ficaram datadas. No mais, tive dificuldade no começo da leitura, já que o primeiro terço é muito arrastado, contudo, da metade para o final a aventura engata e senti curiosidade pelo fim da jornada. O final deixou um bom gancho para a continuação e me peguei querendo ler o próximo volume, mas não urgentemente. Se desconsiderar toda a idealização e alguns pequenos absurdos, é um bom livro, mas nada excepcional.
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