Morte e Vida Severina

Morte e Vida Severina João Cabral de Melo Neto




Resenhas - Morte e Vida Severina


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Fabio Shiva 04/05/2018

áspera poesia
Por uma emocionante sincronicidade, ontem ao ligar a TV me deparei com um documentário sobre João Cabral de Melo Neto, justamente quando faltavam apenas duas páginas para terminar a leitura do “Auto do Frade”, quarto e último poema dessa antologia, que traz ainda “O Rio”, “Morte e Vida Severina” e “Dois Parlamentos”.

Que dizer de João Cabral, que se propôs a escrever uma Poesia áspera, incômoda, que trouxesse um obstáculo e obrigasse o leitor a pensar a cada palavra? Só posso dar testemunho de que sou tocado no âmago da alma por essa rude magia que emana da poesia cabralina. Não consigo ler “Morte e Vida Severina” sem chorar, pois é tão triste que é tão belo, e é tão belo de tão triste, meu Deus!

Sinto também muita gratidão pela vocação de Poeta, por ouvir em meu coração o canto da Musa, ainda que seja canto bem diverso do ouvido por João... ao menos no momento em que vivo hoje, buscando a Poesia mais simples possível, fácil e atrativa como um copo de água fresca.

Mas houve época em que eu buscava algo parecido com a Poesia de João, mesmo sem saber que era isso que eu buscava. É que João é, dentre outras coisas, o grande mestre da “rima na trave” (termo que inventei na falta de outra expressão melhor), que provoca um efeito muito curioso na mente, uma espécie de embriaguez de sobriedade...

Hoje busco prazeres mais simples. Mesmo assim, ao ouvir o canto da Musa de João, percebo com cada célula de meu corpo como a Poesia é coisa Sagrada, e que servir à Poesia é investir na parte mais nobre de minha existência...

Viva a Poesia! Viva João Cabral de Melo Neto!


Morte e Vida Severina | Animação - Completo
https://youtu.be/clKnAG2Ygyw

Morte e Vida Severina | Filme - Completo
https://youtu.be/MthmmdJgQXY

Documentário sobre João Cabral de Melo Neto (parte 1)
https://youtu.be/fKE3YttgYGA

Documentário sobre João Cabral de Melo Neto (parte 2)
https://youtu.be/2ipKKsN1Qgc

***
“Mesmo sem querer fala em verso
quem fala a partir da emoção.”

#1livropordia

http://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com.br/2018/05/morte-e-vida-severina-e-outros-poemas.html


site: https://www.facebook.com/sincronicidio
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Mario Miranda 03/04/2018

Triste recomeço de uma vida finada
Talvez seja dos livros mais antagônicos que já tive o prazer de ler: como pode uma obra tão curta impactar tanto?

Morte e Vida Severina conta a Epopeia do Sertanejo Severino que desistindo do Sertão para migrar para a cidade grande, Recife, em busca de sobrevivência, encontra pelo caminho apenas miséria e morte (dos demais Severinos) ao longo do seu percurso. Chegando na capital pernambucana, ao contrário do esperado, depara-se com dois coveiros contando o trágico fim de cada retirante:

"- Não é viagem o que fazem,
vindo por essas caatingas, vargens;
aí está o seu erro:
vêm é seguindo seu próprio enterro".

A obra marcante de João Cabral de Melo Neto termina com a retratação do nascimento do Messias sertanejo, filho de José, recebendo presentes miseráveis, trazendo uma esperança que surge diante de toda aquela predestinação a Morte e Vida Severina.


site: https://www.instagram.com/marioacmiranda/?hl=pt-br
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Izu 01/03/2018

Vestibular
Era leitura obrigatória
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J R Corrêa 07/02/2018

Morte e Vida Severina
Na abertura da peça, o retirante Severino se apresenta à plateia e se dispõe a narrar sua trajetória. Sai do sertão nordestino em direção ao litoral, em busca da vida que escasseava em sua terra. Ao longo do caminho, mantém uma série de encontros com tipos nordestinos. Logo de saída encontra os irmãos das almas, lavradores encarregados de conduzir a um cemitério distante o corpo de um colega, assassinado a mando de latifundiários. Aos poucos, assiste à seca do rio Capiberibe, que Severino segue em sua viagem ao litoral. Passa por um lugarejo e ouve uma cantoria vinda de uma casa. Trata-se do canto de excelências, isto é, fúnebre, em honra a outro Severino morto.
Com a morte definitiva do rio, Severino pensa em desistir de sua viagem, mas acaba por optar pelo prosseguimento. Assim, planeja instalar-se naquele mesmo lugar. Conversando com uma moradora, percebe que nenhuma das atividades que poderia desempenhar ? agricultura e pecuária ? encontraria espaço ali, mas apenas aquelas ligadas à morte, como rezadeira e coveiro.
Severino continua sua jornada e passa pela Zona da Mata, região de relativa prosperidade no interior do sertão. Encanta-se com a natureza verdejante do lugar, mas percebe ainda a presença da morte ao testemunhar o funeral de um lavrador que se realiza no cemitério local. Abandona o pensamento inicial de encerrar ali a busca que mantinha pela vida e continua sua viagem.
Por fim, chega ao Recife, onde resolve descansar ao pé de um muro. Trata-se de um cemitério, e Severino escuta então o diálogo entre dois coveiros. Os trabalhadores conversam sobre o trabalho que lhes dão os retirantes que saem de suas casas sertanejas para morrer ali, fazendo-o ademais no seco e não no rio ? o que lhes daria menos serviço e mais sossego. Diante desse novo encontro com a morte, Severino resolve entregar-se a ela e se matar, atirando-se em um dos rios que cortam a cidade.
Ao se aproximar do rio, inicia um diálogo com José, mestre carpina (carpinteiro), morador ribeirinho. Pergunta-lhe se aquele ponto do rio era propício ao suicídio. O mestre responde positivamente, mas tenta convencer o retirante a não se atirar. Severino pede então que lhe dê uma única razão para não fazê-lo.
A resposta do mestre é interrompida pelo anúncio do nascimento de seu filho. José o celebra com vizinhos e conhecidos, recebe os presentes pobres que lhe trazem, ouve as previsões pessimistas de duas ciganas a respeito do futuro da criança e, por fim, recordando-se da pergunta de Severino, dispõe-se a respondê-la. Afirma então que ele, José, não tem a resposta para a questão de saber se a vida vale ou não a pena, mas que o nascimento de seu filho funciona como resposta, representando a reafirmação da vida diante da morte.
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Trisha 28/08/2017

Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto
Seres humanos lindos, eu li nada mais nada menos que Morte e Vida Severina, e posso dizer que não existe uma maneira de não se apaixonar por cada linha dessa obra.Nessa Edição da Editora objetiva revermos algumas das obras mais conhecidas da carreira....

site: http://wp.me/p6weKF-ia
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Legolas de Legolas 15/06/2017

O sertanejo é, acima de tudo, um forte
Morte e Vida Severina ( ou auto do natal pernambucano) é a obra mais famosa de João Cabral, sendo continuação de o Cão sem plumas e O rio. Neste poema em especial, conta a viagem do retirante Severino, que abandona o sertão para chegar ao litoral. O personagem é considerado alegórico, por representar todos os retirantes.
Ao encontrar o litoral, Severino encontra o José, que mostra que a vida de um Ribeirinho não fácil, e pode ser tão bem comparada ao do Sertanejo - indo em contra partida do dito por Euclides da Cunha em "Os Sertões". Há uma parte de importante destaque, que prova a conexão entre os 3 poemas (Morte e vida Severina, Cão sem Plumas e O Rio), quando Severino diz:
"Pensei que seguindo o rio
eu jamais me perderia...
Mas como segui-lo agora
Que interrompeu a descida?
Vejo que o Capibaribe
Como os rios lá de cima
É tão pobre que nem sempre
pode cumprir sua sina
e no verão também corta
com pernas que não caminham"
Esta parte mostra que o rio do poema O Rio secou.
O livro ainda trata assuntos que assombram o sertanejo e o lavrador até hoje, como as mortes que ocorrem por parte dos coronéis e fazendeiros, a fim de pegar as terras; a morte sempre presente e que acompanha o Severino em toda sua jornada; a inutilidade do seu saber na cidade e ao afastar-se das plantações e a infindável descendência desses severinos.
É um ótimo livro


PS: Na época que foi escrito esses poemas, o Brasil estava voltado para o Sudeste, por conta do modernismo, e as outras partes do país estavam sendo deixadas de lado, e os escritores começam a publicar livros que se tratava dos problemas humanos e públicos, para chamar a atenção dessas terras que estavam sendo esquecidas, com Graciliano Ramos atacando na prosa e João Cabral a poesia.
Ravena 17/06/2017minha estante
Esse livro é muito legal, ainda mais com essas referências, tam tam taaaaaaam


Deb's Bertolo 22/01/2018minha estante
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Flavia Mel 16/08/2017minha estante
impossível não sair poetizando ao ler essa obra tão... tão. parabéns pela resenha.




mardem michael 25/01/2017

Triste vida essa, severina!
Esse livro reúne três poemas que são: O rio, Uma faca só lâmina e Morte e vida severina. Esse último foi o que mais me chamou a atenção e me atingiu de alguma forma. Morte e vida severina conta por meio da poesia, a jornada e vida duras dos severinos que são indivíduos nascidos nas áreas mais pobres do nordeste. Realmente um poema que desvela a vida miserável, insalubre e detestável em que vivem esses sujeitos. Uma obra prima sem dúvida. No entanto, os dois outros poemas desse livro não me cativaram muito, não sei se pela minha falta de contato com a poesia... talvez.
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Felipe.Oliveira 20/12/2016

Um modo de ver a vida.
Nesses poemas temos uma visão do Nordeste como uma forma de crítica ao progresso, mas também a vida que é ignorada nesses sertões e caatingas, o modo de vida difícil que desde o momento de nascença até a morte é duro, seco e severo como a obra bem sabe destacar. Em "O rio", temos a busca por terras mais férteis, mas não por isso menos difíceis; "Paisagens com figuras", tem como principal tema mostrar a paisagem e torna-lá nítida através de palavras; "Morte e vida Severina", narra a viagem de um retirante, e toda a morte no caminho, para encontrar um pouco de vida, mesmo que severa; e "Uma faca só lâmina", temos uma analogia para as ideias, ou até o pensamento que resulta em algum tipo de manifestação artística. A mais bela visão das desventuras da vida.
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Katharina 01/12/2016

Marquei com relido “Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto
O fechamento do poema dramático Morte e Vida Severina, é uma verdadeira ode à vida. Desiludido com uma vida de privações, seca, pobreza extrema e mortes, o sertanejo Severino migra para Recife onde descobre que só a morte o espera. Ao perguntar ao carpina se devia se jogar da ponte e tirar a própria vida – Severina – esse lhe responde:
— Severino retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida;
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga;
?difícil defender,
s?com palavras, a vida,
ainda mais quando ela ?br> esta que v? severina;
mas se responder não pude
?pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não h?melhor resposta
que o espetáculo da vida:
v?la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
v?la brotar como h?pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando ?assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando ?uma explosão
como a de h?pouco, franzina;
mesmo quando ?a explosão
de uma vida severina.

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Torpor Niilista 19/11/2016

Morte e Vida Severina, uma das obras mais ilustres da Poesia pernambucana...
Eis que dessa maneira dá-se início a saga de Severino, um retirante que vai narrar a trajetória de sua labuta pela terra pernambucana na poesia de João Cabral de Melo Neto, na obra intitulada Morte e Vida Severina, escrita em 1956 e publicada recentemente numa edição especial para comemorar 60 anos da primeira edição, pelo Selo Alfaguara da Editora Companhia das Letras...

Severino é o símbolo de tantos Severinos filhos de Marias e Zacarias, que desde cedo sentem os rigores de viver numa terra inóspita, de perambular em meio a terra seca lutando por um pedaço de pão. Severino retirante narra a vida difícil, de gente humilde que cruza seu caminho e que espera a morte chegar mais cedo, por falta de oportunidades na vida...

leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2016/11/morte-e-vida-severina-uma-das-obras.html
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Léo 02/10/2016

Morte e Vida Severina
Morte e Vida Severina retrata a saga de Severino, um retirante nordestino que, por causa da seca, parte para o litoral de Pernambuco em busca da vida, que falta em sua terra.

Através de versos, na obra de João Cabral, Severino mantém uma série de encontros com personagens nordestinos como fundo social da representação da disputa pela terra, e com suas reflexões, que tentam redefinir seus rumos até chegar em seu destino, a cidade de Recife, onde se depara com novas reflexões e novos diálogos acerca da vida e da morte.

Também existe uma animação 3D produzida pelo cartunista Miguel Falcão, que consegue dar vida às personagens sem deixar de ser fiel à obra do Auto de Natal Pernambucano: esta publicada em 1956, época de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubitscheck e grande entusiasmo cultural e intelectual, a atingir autores como Guimarães Rosa e Clarice Lispector; além de João Cabral, que faz a seca retratada em sua obra de 1956 dialogar com o romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Uma excelente obra que continua a tratar de um tema atual.
Emmerson 08/10/2016minha estante
Muito bacana sua resenha. Estou com esse livro aqui em casa já tem um tempo e tenho muito interesse de lê-lo.


Léo 08/10/2016minha estante
Obrigado ^^ E que legal, Emmerson! Quando você ler esse livro, diga-me o que achou. A animação dessa obra também é muito boa. Se tiver interesse, tem ela no YouTube.




Regina.Migliavacca 19/08/2016

Morte e Vida Severina
O livro Morte e Vida severina, do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, faz parte da terceira fase do Modernismo, e conta a história de um retirante nordestino, de nome Severino, que deixa o sertão por causa da seca e migra para o litoral em busca de uma vida melhor.
O título da obra faz referência ao sofrimento que Severino passa durante a viagem. Em sua viagem Severino se depara com situações de morte, de desespero, de miséria e fome, causadas principalmente pela seca. O livro faz também uma crítica ao descaso dos governantes quanto a esta situação, vivida por tantos outros nordestinos.
Encontra situações como a dos dois homens que carregam um defunto até sua última morada, pois este havia sido assassinado por expandir um pouco suas terras, e assim vai tendo seus encontros com a vida e com a morte. Em outro momento houve uma cantoria, e ao aproximar-se percebe que se tratava da encomendação de um corpo. Pensa algumas vezes em interromper a viagem e voltar, pensa que poderá não conseguir chegar ao destino pretendido, ou pensa ainda em interromper a viagem e procurar algum tipo de trabalho pelo meio do caminho. Ao pensar nesta possibilidade de trabalho, descobre que os únicos que poderiam lhe dar algum dinheiro seriam aqueles de pessoas que ajudam na morte, como médico, farmacêutico, coveiro, rezadeira, etc. Vê-se como um inútil, já que nada daquilo sabia fazer, e para o que sabia fazer não encontrava nenhum trabalho.
A morte é tratada como algo vulgar, e as profissões que lidavam com a morte como um negócio lucrativo.
Cemitérios, coveiros, assassinatos, tudo leva Severino ao desespero e à expectativa de seu próprio fim, já que ele mesmo não conseguia encontrar trabalho. Chega à conclusão de que a realidade que encontra não é diferente da que já conhecia no Sertão. Por fim, revela a intenção de suicidar-se, pois já não vê diferença entre a morte e a vida. O nascimento de uma criança, contudo, é o fato responsável pelo renascer da esperança de Severino.
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Caronte 15/07/2016

Somos muitas Adaptações
A história já começa com o personagem principal dizendo o nome dele, e que foi batizado com nenhum outro (sem sobrenome, sem ser nome composto, ele é apenas um Severino). “E daí?” Ora: ele logo de início não consegue se encontrar, tá tendo uma crise de identidade, não sabe como se diferenciar de tantos outros que sentem a mesma necessidade de migrar; o que mostra logo de cara que o poema não vai tratar só da seca, ou de questões sociais como a divisão de terras...

Morte e Vida Severina é um poema relativamente grande e excelente, e ao mesmo tempo é uma peça de teatro. “Cuma?” É, pois é... Esse poema foi feito pra ser um Auto de Natal Pernambucano. “Hã?” É isso mesmo que você leu. Mas esse toque natalino eu só fui perceber realmente lá pro final da leitura... Então vá fazendo nota: é um poema sobre retirantes, uma peça de teatro, e ainda tem um pé no natal. Vamos pro próximo...

Vou citar de uma vez que ele também virou filme, mas por enquanto é só pra citar mesmo porque ainda não lhe assisti. Ok, próximo... Como já deu pra ver essa é uma obra que foi bastante adaptada pra vários tipos mídias; e como é um poema qual o problema de virar uma música?

Não poderia finalizar esse texto sobre uma obra fantástica e suas adaptações sem dizer que ela também virou uma HQ nas mãos de Miguel Falcão e daí virou uma animação fodástica, vou pedir pra no mínimo depois disso tudo que falei você assistir nem que seja os primeiros trinta minutos da animação.

site: http://paragrafosparagrifos.blogspot.com.br/2015/07/morte-e-vida-severina-adaptacoes.html
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Nena 11/05/2016

Coletânea de belíssimos poemas de João Cabral de Melo Neto, onde retrata a difícil vida de um retirante em busca de uma vida mais digna na capital de Pernambuco.
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