Morte e Vida Severina

Morte e Vida Severina
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Resenhas - Morte e Vida Severina


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Katharina 01/12/2016

Marquei com relido “Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto
O fechamento do poema dramático Morte e Vida Severina, é uma verdadeira ode à vida. Desiludido com uma vida de privações, seca, pobreza extrema e mortes, o sertanejo Severino migra para Recife onde descobre que só a morte o espera. Ao perguntar ao carpina se devia se jogar da ponte e tirar a própria vida – Severina – esse lhe responde:
— Severino retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida;
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga;
?difícil defender,
s?com palavras, a vida,
ainda mais quando ela ?br> esta que v? severina;
mas se responder não pude
?pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não h?melhor resposta
que o espetáculo da vida:
v?la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
v?la brotar como h?pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando ?assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando ?uma explosão
como a de h?pouco, franzina;
mesmo quando ?a explosão
de uma vida severina.

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Torpor Niilista 19/11/2016

Morte e Vida Severina, uma das obras mais ilustres da Poesia pernambucana...
Eis que dessa maneira dá-se início a saga de Severino, um retirante que vai narrar a trajetória de sua labuta pela terra pernambucana na poesia de João Cabral de Melo Neto, na obra intitulada Morte e Vida Severina, escrita em 1956 e publicada recentemente numa edição especial para comemorar 60 anos da primeira edição, pelo Selo Alfaguara da Editora Companhia das Letras...

Severino é o símbolo de tantos Severinos filhos de Marias e Zacarias, que desde cedo sentem os rigores de viver numa terra inóspita, de perambular em meio a terra seca lutando por um pedaço de pão. Severino retirante narra a vida difícil, de gente humilde que cruza seu caminho e que espera a morte chegar mais cedo, por falta de oportunidades na vida...

leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2016/11/morte-e-vida-severina-uma-das-obras.html
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Léo 02/10/2016

Morte e Vida Severina
Morte e Vida Severina retrata a saga de Severino, um retirante nordestino que, por causa da seca, parte para o litoral de Pernambuco em busca da vida, que falta em sua terra.

Através de versos, na obra de João Cabral, Severino mantém uma série de encontros com personagens nordestinos como fundo social da representação da disputa pela terra, e com suas reflexões, que tentam redefinir seus rumos até chegar em seu destino, a cidade de Recife, onde se depara com novas reflexões e novos diálogos acerca da vida e da morte.

Também existe uma animação 3D produzida pelo cartunista Miguel Falcão, que consegue dar vida às personagens sem deixar de ser fiel à obra do Auto de Natal Pernambucano: esta publicada em 1956, época de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubitscheck e grande entusiasmo cultural e intelectual, a atingir autores como Guimarães Rosa e Clarice Lispector; além de João Cabral, que faz a seca retratada em sua obra de 1956 dialogar com o romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Uma excelente obra que continua a tratar de um tema atual.
Emmerson 08/10/2016minha estante
Muito bacana sua resenha. Estou com esse livro aqui em casa já tem um tempo e tenho muito interesse de lê-lo.


Léo 08/10/2016minha estante
Obrigado ^^ E que legal, Emmerson! Quando você ler esse livro, diga-me o que achou. A animação dessa obra também é muito boa. Se tiver interesse, tem ela no YouTube.




Regina.Migliavacca 19/08/2016

Morte e Vida Severina
O livro Morte e Vida severina, do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, faz parte da terceira fase do Modernismo, e conta a história de um retirante nordestino, de nome Severino, que deixa o sertão por causa da seca e migra para o litoral em busca de uma vida melhor.
O título da obra faz referência ao sofrimento que Severino passa durante a viagem. Em sua viagem Severino se depara com situações de morte, de desespero, de miséria e fome, causadas principalmente pela seca. O livro faz também uma crítica ao descaso dos governantes quanto a esta situação, vivida por tantos outros nordestinos.
Encontra situações como a dos dois homens que carregam um defunto até sua última morada, pois este havia sido assassinado por expandir um pouco suas terras, e assim vai tendo seus encontros com a vida e com a morte. Em outro momento houve uma cantoria, e ao aproximar-se percebe que se tratava da encomendação de um corpo. Pensa algumas vezes em interromper a viagem e voltar, pensa que poderá não conseguir chegar ao destino pretendido, ou pensa ainda em interromper a viagem e procurar algum tipo de trabalho pelo meio do caminho. Ao pensar nesta possibilidade de trabalho, descobre que os únicos que poderiam lhe dar algum dinheiro seriam aqueles de pessoas que ajudam na morte, como médico, farmacêutico, coveiro, rezadeira, etc. Vê-se como um inútil, já que nada daquilo sabia fazer, e para o que sabia fazer não encontrava nenhum trabalho.
A morte é tratada como algo vulgar, e as profissões que lidavam com a morte como um negócio lucrativo.
Cemitérios, coveiros, assassinatos, tudo leva Severino ao desespero e à expectativa de seu próprio fim, já que ele mesmo não conseguia encontrar trabalho. Chega à conclusão de que a realidade que encontra não é diferente da que já conhecia no Sertão. Por fim, revela a intenção de suicidar-se, pois já não vê diferença entre a morte e a vida. O nascimento de uma criança, contudo, é o fato responsável pelo renascer da esperança de Severino.
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Caronte 15/07/2016

Somos muitas Adaptações
A história já começa com o personagem principal dizendo o nome dele, e que foi batizado com nenhum outro (sem sobrenome, sem ser nome composto, ele é apenas um Severino). “E daí?” Ora: ele logo de início não consegue se encontrar, tá tendo uma crise de identidade, não sabe como se diferenciar de tantos outros que sentem a mesma necessidade de migrar; o que mostra logo de cara que o poema não vai tratar só da seca, ou de questões sociais como a divisão de terras...

Morte e Vida Severina é um poema relativamente grande e excelente, e ao mesmo tempo é uma peça de teatro. “Cuma?” É, pois é... Esse poema foi feito pra ser um Auto de Natal Pernambucano. “Hã?” É isso mesmo que você leu. Mas esse toque natalino eu só fui perceber realmente lá pro final da leitura... Então vá fazendo nota: é um poema sobre retirantes, uma peça de teatro, e ainda tem um pé no natal. Vamos pro próximo...

Vou citar de uma vez que ele também virou filme, mas por enquanto é só pra citar mesmo porque ainda não lhe assisti. Ok, próximo... Como já deu pra ver essa é uma obra que foi bastante adaptada pra vários tipos mídias; e como é um poema qual o problema de virar uma música?

Não poderia finalizar esse texto sobre uma obra fantástica e suas adaptações sem dizer que ela também virou uma HQ nas mãos de Miguel Falcão e daí virou uma animação fodástica, vou pedir pra no mínimo depois disso tudo que falei você assistir nem que seja os primeiros trinta minutos da animação.

site: http://paragrafosparagrifos.blogspot.com.br/2015/07/morte-e-vida-severina-adaptacoes.html
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Nena 11/05/2016

Coletânea de belíssimos poemas de João Cabral de Melo Neto, onde retrata a difícil vida de um retirante em busca de uma vida mais digna na capital de Pernambuco.
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Débora 19/04/2016

O poder da poesia
A arte da poesia é usada de forma magistral, que até a fome e a morte deixam belas. As rimas se encontram para moldar a realidade dos sertanejos pernambucanos. O livro contém quatro poesias, a primeira conta a trajetória do rio Capibaribe até o mar de Pernambuco, relata o cotidiano das pessoas que vivem a beira do rio e denúncia a sua miséria, a segunda Morte e Vida Severina é um convite a reflexão acerca do papel do homem na vida, é impressionante como o poeta toca em temas tão complexos usando uma linguagem tão simples, o tema principal da poesia é a morte, e o nos faz repensar sobre o egocentrismo do universo. A terceira poesía O Parlamento complementa a anterior, e a última é a narrativa da morte de Frei Caneca.
Cheio de contrates, o lírico e o cruel se encontram na mesma roupagem despindo a realidade que a fome criou.
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Natália 21/03/2016

Morte e Vida
Amo esse livro. Confiram minha resenha no blog!

site: http://meuamoremoutraslinhas.blogspot.com.br/2016/03/morte-e-vida-severina-joao-cabral-de.html
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Rafa Bonfim 01/02/2016

?
O João era um homem a frente de seu tempo e sabedor das mazelas do seu povo.

Como nordestino que sou, me sinto feliz de representante da nossa cultura entre grandes autores.
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Pedro 05/12/2015

Espetacular
Livro genial! Uma faca só lâmina é especialmente profundo (literalmente) e bonito. Morte e vida severina e O rio têm um mesmo caminho, na busca de algo melhor, com personagens diferentes e sensacionais! Só não gostei muito de Paisagens com figuras.

Esse livro é um espetáculo!
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TainA.Micaellen 04/09/2015

classico incrivel sobre exodo rural...uq dizer além disso!
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Giovanna 04/09/2015

A docura da escrita de João Cabral
É uma escrita muito delicada, bem escrito e de fácil leitura. Parece que quando falamos que um clássico a sua escrita e entendimento tem que ser difícil, mas não acontece com esse Auto. É bem fácil a leitura e compreensão, quase esquecemos um pouco que é um auto no começo da leitura, pelo cunho social que o João emprega na obra toda. Para aquele que querem ler ou vão ter que ler pra algum vestibular, vá sem medo. É delicado, é forte, de fácil compreensão, lida com a morte de diversas maneiras mas não deixa de ter um tom esperançoso e muito bonito. Não se amedrontem por ter formato poético, porque as poesias contam uma história, se complementam e não são super metafóricas.
Leiam sem medo, porque é de fato lindo!
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Felipe 16/06/2015

gostei até.
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Karolyne 15/06/2015

Morte e Vida Severino
Morte e vida Severino conta a historia da vida de Severino, um retirante nordestino que resolve deixar o sertão de Pernambuco para ir me busca de uma vida melhor. Severino deixa sua terra em direção ao Recife e encontra-se com dois homens que levavam um corpo de outro que tinha sido assassinado. Na conversa entre eles, já há certa crítica ao uso do poder e à impunidade. No caminho, em certo momento, Severino tenta encontrar trabalho, porém ele só sabia plantar e pastorar os animais, ou seja, não era útil, pois ele estava em um local onde a morte parecia ser o único negocio, mesmo assim ele continua a sua caminhada para o seu rumo. Chegando a Recife, Severino não tinha ambição, ele só queria conseguir um local onde a condição de vida fosse melhor para sobreviver. Chegando ao seu destino, Severino acaba ouvindo uma conversa de dois coveiros , que acabam comentando dos retirantes que saem do sertão a procura de uma vida melhor e acabam praticamente tendo uma vida miserável ali , levando até a morte. Neste mesmo momento, ele percebeu que toda a viagem que ele fez e com bastante esforço acabou em nada, e com isso ele pensa em ir se suicidar no rio Capibaribe. Um pouco desorientado, mas conformado, afinal, não estava esperando muito mesmo, ele vai andando até se encontrar com um homem chamado José, que morava na beira do rio. Os dois conversam, falando sobre assuntos gerais como o próprio rio, a vida, a fome, a miséria, até que José precisa se separar de Severino, porque recebe o chamado de que seu filho acabara de nascer. E Severino continua ali, percebendo como o novo pai acabar de receber os cumprimentos dos seus vizinhos, e com isso ele se lembra do nascimento de Jesus. E com isso José volta para Severino e convence a ele a não se suicidar, e quando Severino esta prestes a se suicidar, ele escuta um choro de uma criança que acaba de nascer , simbolizando a vida ,e o Renascimento .
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