Círculos de Chuva

Círculos de Chuva Raphael Draccon




Resenhas - Dragões de Éter: Círculos de Chuva


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Maltenri 15/11/2011

O pior da trilogia
A trilogia “Dragões de Éter”, escrita por Raphael Draccon, chega ao seu final com “Círculos de Chuva”, pela editora Leya. Neste último volume, somos apresentados a uma situação mais dramática que nos primeiros livros: aqui, em princípio, todo o continente do Ocaso entra em guerra, por conta de uma quebra de um tratado internacional firmado entre os humanos de Arzallum e os gigantes de Brobdingnag.
Comecemos pela forma, e analisemos o fundo do romance, assim como a trilogia na sua totalidade na seqüência.


Ao ler o livro, tive a impressão que o estilo do autor involuiu com relação ao segundo livro, e talvez até com relação ao primeiro. Está impreciso, inconsistente e variando muito entre bons momentos e péssimos momentos, tornando o estilo fastidioso e no limite do aceitável para o leitor atento.
Por exemplo, na página 225, o narrador nos presenteia com a pérola “agora estava na tal da traquéia”. Pergunto então se o autor/narrador desconhece a traquéia, parte fundamental do corpo humano, ou se dúvida de sua existência. Este tipo de fraseamento só é usado no oral, e mesmo assim com um caráter extremamente debochado, ou indicando desconhecimento do objeto mencionado. E este é só um dos inúmeros exemplos que podem ser encontrados ao longo do livro.

O autor tenta retornar ao estilo usado no primeiro livro, e um pouco mais abandonado no segundo, em que tenta estabelecer um diálogo fictício entre narrador e leitor (como se o leitor fosse uma pessoa que estivesse escutando um bardo contando uma história em alguma taverna). E em um momento do livro, tenta até acentuar este aspecto, fazendo com que o leitor participe diretamente da ação. Como já havia dito na resenha do primeiro livro, não me agradou naquele momento e continua não me agradando aqui. Sobretudo porque esta participação não adiciona nada a história, a não ser uma bela contradição: se o leitor participa da narrativa, por que o narrador conta tudo como se os acontecimentos já houvessem acontecido há muito tempo, e ele estaria apenas relatando fatos desconhecidos a um leitor ignorante?

Ademais, uma das principais falhas do estilo do autor é a mania, cada vez mais presente e irritante, de anunciar o que está por vir, como no final de um episodio de uma série de TV. Já disse várias vezes, e repito aqui mais uma vez: este tipo de artifício prende a atenção de forma muito artificial, propício para a TV, mas completamente absurdo para um livro.


Algo que muito me surpreendeu, e muito, foi o trabalho de edição dedicado ao livro. Se nos dois primeiros livros a Leya fez um trabalho irrepreensível, neste terceiro tomo a qualidade caiu por terra. São inúmeros os erros de português, digitação e edição encontrados no decorrer da leitura. E não só estes erros aparecem com freqüência, como por vezes são crassos demais para que qualquer profissional da área deixe passar.



No que diz respeito ao conteúdo do livro: fiquei tão decepcionado quanto com a forma.

A estória está permeada de ilogismos e incoerências capazes de fazer qualquer um indagar-se sobre o domínio de Draccon sobre sua própria obra. Nesta parte possivelmente haverá SPOILERS, portanto, se o leitor desta resenha não leu ainda o livro, não seria má idéia seguir até a terceira parte, onde estará exposto uma idéia geral sobre a trilogia.

Ao ler este derradeiro capítulo (pelo menos quando esta resenha foi escrita assim era o caso), não é impossível ficar com a sensação de incompreensão. Afinal, este parece ser o sentimento do jovem carioca quando tenta elaborar o fim de sua saga, ou quando tenta dominar todos os aspectos de seu universo.

A verdade é que o autor parece completamente perdido dentro de sua trama. Tem-se a impressão que ele conhece o começo e o fim de seus personagens, mas o que ocorre neste intervalo é nuvioso. Tem-se a impressão que ele não sabe direito que caminhos percorrer para levar seus personagens até seus destinos, e avança na base da tentativa e erro: introduz um elemento na história, depois o esquece e se livra dele com um pequeno capítulo (como os Cavaleiros de Helsing, que não participam quase nada da aventura, após sua alardeada estréia no volume dois). Ou as vezes nem se dá ao trabalho de se desfazer do mesmo: o Mago de Oz é apresentado como talvez o ser mais poderoso de Nova Éther, e sua participação se resume a um capítulo, sendo este mesmo recheado de personagens poderosos que dizem tomar partidos mas no fim não fazem nada, tornando o capítulo quase inútil para o andamento do livro.

O que nos leva a um elemento importantíssimo: durante toda a saga, a magia tem um papel principal na obra, e aqui, ela praticamente desaparece da obra: Liriel Gabbiani, uma telecinética poderosíssima, fica a mercê de tudo e de todos, praticamente inofensiva; os principais magos do mundo não fazem nada num momento histórico do universo criado. Só reaparece para corrigir situações complicadas em que o autor se coloca sozinho: uma fada aparece do nada, salva João, cobra um preço e nunca mais se escuta falar da mesma. E assim o autor vai deixando ao longo do livro várias pontas soltas, dando a impressão de que, perdido dentro de seu mundo, tenta se agarrar a qualquer pequena inspiração para sair do buraco. Fica a impressão, em muitos momentos, de enchimento de lingüiça.

É interessante também como personagens importantes nos outros livros desaparecem neste terceiro: Sabino Von Fígaro, por exemplo, tem sorte de aparecer em alguns parágrafos. Maria, uma das protagonistas só aparece por conta de uma tentativa do autor de integrar os personagens Casanova e Don Juan na trama, pois caso contrário, seria só mais um figurante.

Marcantes também são os inúmeros ilogismos e inconsistências apresentados no livro, decorrentes dos elementos apresentados anteriormente nesta resenha. Por que motivo os gigantes raptaram Wendy? Porque eles são maus, nos explica o narrador. Mas por que raptar Wendy, e não outro refém de maior valor (na época Peter Pendragon ainda não era Pendragon, não tinha crescido e não era rei, era só um elfo qualquer). Resposta: nenhum motivo, a não ser tentar fazer a história avançar artificialmente.

Por que Axel e Livith têm que se casar? Não é uma prática da cultura élfica e não há nenhuma utilidade para os elfos, que guardam rancor dos humanos, não tem qualquer utilidade para uma aliança com os humanos (Peter Pendragon não quer guerrear como s gigantes antes de Axel chegar ao Nunca), visto que são os seres mais sábios e fortes do mundo, vivem isolados do resto do resto do mundo (e seu território só pode ser alcançado se os elfos assim o desejarem). Resposta: nenhuma razão.

O desencadear da “Primeira Guerra Mundial de Nova Éther” é a quebra do tratado estabelecido entre humanos e gigantes. No entanto, Jack, a criança humana em território gigante, está lá como filho de uma convidada de Brobdingnag. E portanto, não há realmente uma quebra do tratado, tornando a guerra ilógica.

E no assunto da guerra aparece uma incoerência impressionante. O autor estabelece regras próprias ao mundo por ele própria para se guerrear. Até aí tudo bem, mas quando existem contradições entre as regras de guerra e as outras regras políticas, então há incoerência na trama: traições no âmbito geopolítico são normais, porém não guerrear de acordo com as regras pré-estabelecidas é inaceitável (a justificativa dada é que quando se trai na guerra, se trai na política). Incoerência enorme, não é? Isso sem falar da existência de milícias (no momento da declaração de guerra, Rei Anísio manda convocar as milícias), que por definição não lutam de acordo com as regras de guerra.

Quanto à filosofia da obra, que nunca foi de meu agrado, desta vez ela se torna perigosa.

O livro segue durante todo seu desenvolvimento uma mesma linha: crise de fé, a espera por um milagre e realização do milagre. Aqueles que vivem de acordo com as regras divinas tornam-se merecedores e Deus olha por esses seres.

Onde as idéias se tornam realmente perigosas, é no momento em que o autor propõe que uma guerra não é sempre a solução a um problema (idéia louvável), porém uma guerra religiosa é sempre legitima. A idéia é transmitida pelo Conselheiro Verde, presente no conselho que decidirá a guerra ou não, que diz que não pode conviver com uma guerra, porém se for para resgatar a ressurreição do homem sagrado, do messias, então tudo bem, mesmo que seja uma mera probabilidade. Porém a idéia está presente em toda primeira parte do livro: guerra, talvez, porém guerra religiosa sempre sim. Assim, Rei Anísio utiliza este argumento para convencer e motivar todos os contrários a idéia de uma guerra em que as chances de sobrevivência forem no máximo escassas: convence os conselheiros reais e os soldados, quando discursa antes de iniciarem a marcha de guerra. Draccon, ao escrever isso e colocá-lo na boca de seus heróis, não se torna melhor que um fanático religioso qualquer, como Bin Laden, misturando de forma retrógrada política e religião.

Enfim, o autor veicula uma segunda idéia inaceitável: o genocídio é normal a partir do momento que os exterminados forem maus. É desta forma que o autor coloca o combate entre gigantes e elfos, sendo estes últimos os representantes e protetores divinos da passagem entre mundo físico e mundo divino. Os elfos querem aniquilar os gigantes pela simples razão que consideram estes maus (apelando para o maniqueísmo presente em toda a saga). Se pensarmos assim, como decidir quem é bom e quem é mau? Afinal, pontos de vista opostos sempre se consideram bons e maus. Exterminamos todos então?

A única coisa que se salva na totalidade da obra é o epílogo, este sim uma homenagem e um desejo singular pela vida, e merecedor dos melhores elogios.

Aqui acabam os SPOILERS, e começam considerações finais sobre a trilogia.

Quando adquiri e comecei a ler Dragões de Éter, me deixei tentar por inúmeros comentários positivos. Porém ao ler a totalidade da obra, descobri um trabalho mediano na melhor das hipóteses.

Não se pode criticar a consistência do autor, que mantém um estilo e idéias parecidas ao longo de toda a saga. Quem gosta do primeiro, provavelmente vai gostar dos outros dois, e vice-versa.

Porém, me parecem perigosas e retrógradas muitas das idéias veiculadas pelo autor ao longo de sua obra, e só isto condenaria seus livros. Adiciona-se um estilo que não convence, e um péssimo domínio da estrutura de sua obra, sem saber direito para que servem elementos e personagens introduzidos a todo momento.

A verdade é que existem inúmeras obras de fantasia melhores por aí, e o fato de o autor ser brasileiro não pode ser considerado suficiente para designar esta como uma referência do gênero. Muito pelo contrário. Se o interesse for a releitura de fábulas e contos de fadas, recomendo Fables (Fábulas em português), uma obra em quadrinhos de Bill Willingham.

Fica o desapontamento e o repúdio a algumas ideologias infelizmente presentes nas mentes humanas.
Fernanda 14/11/2011minha estante
Concordo. Quando terminei o livro a única explicação que encontrei é de uma possível continuação. Pois muitos assuntos ficaram sem explicação e situações em aberto. Estou um pouco decepcionada com a falta de conclusão e coerência da obra.


Nadia 02/04/2012minha estante
Falou tudo, eu gostei do primeiro livro e adorei o segundo, mas me decepciomei no terceiro, extamente por tudo que você colocou na sua resenha.




Lorraine 29/06/2012minha estante
Acho que um dos grandes problemas da trilogia de Draccon é a moda que hj em dia parece que todos os livros querem adotar:
A mania de escrever uma coleção como se fosse um seriado.

Cada vez mais os livros me aparecem com essa cara, então, eles criam um mundo gigantesco e esperam mostrar diversas tramas, sejam de personagens principais ou não.
Bem, o problema é que qnd vc se compromete com uma trilogia, colocar toneladas de personagens nem sempre é uma coisa boa, levando ao que muitas pessoas sentiram: Uma falta de final para muito deles.

Sem contar que eu acho que é dai que veio esse sentimento de que o próprio autor se perdeu na sua obra. Idéias e personagens em excesso, falta de papel.


Marina 04/05/2013minha estante
Inevitavelmente tenho de concordar com você, mas apenas em um aspecto. O aparente desleixo da editora Leya, ao deixar escapar os inúmeros erros de português, digitação e edição, realmente me decepcionou.

Apenas para esclarecer minimamente a minha defesa, Dragões de Éter é minha trilogia fantástica favorita (ou talvez isso seja mera motivação). Pela transformação dos contos infantis, pelo aparente ambiente de uma taverna que me inseri ao ler, pelas "participações exclusivas" que eu tive quando Raphael parava no tempo da sua narrativa linear e me inseria no cenário, ou pelo amadurecimento que sofri junto com os personagens, como que convivendo com eles.

A resposta da questão sobre a obrigatoriedade do casamento de Axel e Livith aparecerá no quarto volume da série, intitulado Estandartes de Névoa, então não nos preocupemos (pelo menos por enquanto).

Alguns personagens são deixados um pouco (muito) de lado nos segundo e terceiro livros (senti muito a falta de Maria Hanson) mas isso para deixar que outros surjam e apareçam mais.

Jack, a criança humana em território gigante, foi sequestrada pela mãe e levada para terras 'inimigas', estando assim, na ilegalidade. A possibilidade dessa criança ser o Cristho acirrou ainda mais os ânimos ( dos personagens e dos leitores ).

Rezemos aos semideuses para que todas as "pontas soltas" sejam reatadas no novo volume.

"Enchimento de linguiça" é uma marca oral, não é?

Meus argumentos não são tão consistentes, ou vindos de um alguém aparentemente estudado, mas se me permite dizer, existem errinhos básicos de digitação no seu texto ^^.

Quem critica merece ser criticado, portanto, aceito críticas.


LidoLendo 21/06/2013minha estante
Eu tbm tive o mesmo sentimento que vc em relação a vários pontos da história... até saber que haverá uma continuação, o 4º e último livro da serie. Minha expectativa já é maior em relação aos personagens.


Bruna 05/02/2014minha estante
Tive a sensação de que o autor tentou dar um ar de grandiosidade para a obra, mas acabou falhando. O que mais me irritou foi que a maior parte dos capítulos começava como: "E Fulano/Ciclana fez isso/aquilo". Concordo que os personagens criaram uma estrutura desconexa na história. É comum observar autores apresentarem personagens engrandecidos na primeira obra e os desconstruírem (no sentido de tirar essa grandiosidade) durante a história, a habilidade de um autor pode ser testada nesse quesito de saber como lidar com o personagem sem fazer ele cair em "perdição". Entretanto essa é a primeira vez que vejo esse grau de "perdição" de um personagem. Você está me dizendo que existe alguém capaz da proeza de fazer um deles desaparecer num único capítulo?


Ricardo Dantas 13/11/2014minha estante
Sem contar os foreshadows que nunca se cumprem.
"João Hanson jamais voltaria a andar novamente".

No outro capítulo ele tá correndo. Pra que ele fala essa porra então?!


Thiago.Rodrigues 19/10/2015minha estante
Realmente fiquei muito desapontado com a obra, esperava uma história maravilhosa no último livro, porém, só me causou raiva e vontade de esganar o Raphael em alguns momentos, enfim, apenas os 2 primeiros livros que me interessado.


Rozana 06/08/2016minha estante
Quanto a narrativa usada somente no "oral". Pelo que vi, esta é a intenção do autor, quando já no primeiro livro indica que a forma como as pessoas falam nos contos que você já leu não são exatamente como pronunciadas de fato. O tempo todo ele tende a escrever da forma como se fala. Não entendo o espanto nisso.


Kayser 08/12/2016minha estante
Concordo com absolutamente tudo com o que você citou.

Muito me incomodou no primeiro e no terceiro livro essa interação forçada entre leitor e narrador. Eu simplesmente comecei a pular essas partes, porque realmente não acrescentavam em nada. Julgo até como sendo uma técnica infantil.

O fato de ele avisar o que vai acontecer no final de cada capítulo é outro ponto extremamente chato, algo usado pela TV, mas que em um livro é totalmente desnecessário. Isso desanima a leitura.

Concordo que o autor tinha um começo e um fim e que no meio jogou um monte de informação para ver o que acontecia. Passou a impressão de que estava de saco cheio de escrever essa fantasia. São inúmeros erros de lógica e personagens sem qualquer sentido acrescidos à trama. Se já não bastasse isso, os motivos da guerra e o formato da guerra são absurdos e beiram o ridículo, acontecendo de modo totalmente artificial mesmo.

E para completar a Leya fez uma péssima revisão. Dei 2,5 estrelas, mas poderia ter tranquilamente ter dado 2 ou menos estrelas.


Bea 23/04/2020minha estante
Adorei a resenha, colocou em palavras todos os meus pensamentos sobre a obra.




08/04/2011

SIMPLISMENTE FANTÁSTICO!!! E NÃO PODERIA ESPERAR POR OUTRA COISA..
Sabe, eu sou uma verdadeira tagarela na hora de falar dos livros que gosto, e é quase impossível me suportar quando falo de livros que gostei muito mesmo. Dragões de Éter seria um desses livros que fico inssuportável... a não ser pelo fato de que fiquei sem palavras.

Só há uma coisa a ser dita em respeito desta série: ela é indescritível.

Nada do que eu venha a escrever nesta resenha está a altura do que a leitura me proporcionou. Vi perssonagens amadurecerem, ressurgir da cinzas, travarem duelos com si própios, sucumbirem nas mãos de inimigos... mais os vi também conquistarem guerras, vencer duelos históricos, cumprir promessas e formarem novas alianças na mesma fé.
A imprensão que tinha quando lia este e os dois anteriores livros, era que um dos melhores bardos de toda Nova Éther me sussurrava histórias no pé do ouvido... Foi fantástico.

Não sei mais o que dizer, até porque não consigo descrever algo que não possa ser descrito.

Não deixem de ler estes livros, eles são... bom, indescritívelmente fantásticos!!!
Gamaa 01/01/2012minha estante
Concordo totalmente, cada palavra que você disse descreve xD


Ray 30/09/2013minha estante
Indescritível com certeza!
Cada capitulo me surpreendeu completamente!
Perfeição define!




Marcus 15/09/2020

O último livro lançado até o momento da épica saga do escritor brasileiro Raphal Draccon, Dragões de Éter. O autor já me impressionou no primeiro livro com sua nova visão sobre histórias clássicas que todo aficionado por desenhos da disney conhece e a maneira como ele amadurece a história tirando esses personagens de contos de fadas de um círculo infantil e passando-os para um ambiente mais adulto, cheio de sangue, violência e tudo que o povo gosta. Como sempre, nem tudo são flores, até a mais bela das rosas tem seus espinhos, esse terceiro livro parece que foi terminado as pressas, alguns personagens tiveram encerramentos fora da curva, vamos explicar melhor, é como se um personagem estivesse dirigindo numa pista reta rumo a uma cidade que o leitor já conseguia visualizar e de repente o carro perdeu o controle, jogando o personagem desfiladeiro abaixo. Me entendam, não foi de uma forma esplendorosa ou vulgarmente conhecida como uma forma "cabulosamente pica das galáxias" nos deixando de queixo caído e surpresos, a surpresa vem junto com uma ideia de "De onde isso veio? Que porra é essa?". Apesar de tudo, vale muito a pena a leitura, tem muita coisa boa aqui nessa obra. Leiam.
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Gabriela 19/01/2013

Dragões de Éter: Círculos de Chuva - Raphael Draccon
Pessoas, posso definir meu sentimento ao terminar Círculos de Chuva com uma só palavra: desapontamento. Sinceramente, eu esperava muito mais deste livro, afinal ele tinha uma classificação geral de 4.5 no skoob na época em que comprei, sendo que mais de 70 % das pessoas havia dado 5 estrelas para ele. Sem contar que o primeiro livro da série foi maravilhoso e o segundo, apesar de não ser excelente, foi bom, deixando a expectativa de que o próximo fosse pelo menos tão bom quanto. Porém, Círculos de Chuva deixou muito a desejar.

A estória se arrasta por infinitas 400 páginas (de 534 no total), para só então começarem a acontecer as coisas que realmente interessam. Tudo que vem antes das últimas cento e poucas páginas não passa de enrolação, exceto as passagens em que João Hanson aparece, pois acabam por fazer parte de seu amadurecimento como escudeiro.

O autor passa o tempo todo só inserindo novas referências a outras estórias (como as de João e o pé de feijão, Gulliver, Peter Pan e Simbad), sem realmente conectá-las de forma coesa e crível como ele havia conseguido no primeiro livro. Além disso, ele vem com aquela coisa de "Christo de Merlim" de novo!

Para mim, o livro teria sido mais bem sucedido se ele tivesse trabalhado apenas com os personagens que já havia inserido em Corações de Neve e dado maior profundidade a eles. Aliás, com tanta gente aparecendo, personagens como Maria (tão importante anteriormente) ficaram limitadas a pequenas passagens que não levaram a canto algum.

Temos ainda o casamento totalmente sem sentido de Axel com uma elfa. A meu ver, Axel poderia ter ido falar com o Elfo-Rei e convencido ele a fazer as mesmas coisas, sem que o casamento fosse necessário. E por falar nisso, se Axel estava prometido desde bebê a esta Livith, por que o fato não era de conhecimento geral, como era o acordo que envolvia Anísio e Branca? E por que foi permitido que ele se envolvesse com Maria, se ele já tinha uma noiva prometida? Essas são perguntas que não foram respondidas e são mais uma prova de que o autor saiu criando situações sem avaliar seu impacto no que já estava escrito.

Como se tudo isto não bastasse, Draccon ainda resolveu reaproveitar suas próprias estórias, reciclando o ataque pirata à capital do reino. O novo ataque foi um acontecimento totalmente despropositado, cuja única consequência foi fazer sugir do nada novos seres esquisitos.

Enfim, apesar de muita gente ter adorado o livro, eu não fui capaz de ver o motivo para tal encantamento. Só espero que o próximo livro seja bem melhor, que responda às questões que ficaram em aberto e que não seja só mais enrolação para estender a série.

http://bibliomaniacas.blogspot.com/
Thay (@apilhadathay) 17/03/2012minha estante
Este não é o último livro da série?


Gabriela 18/03/2012minha estante
Eu também pensava que era, mas pelo jeito que terminou, não deve ser.




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Gabi 10/12/2020

O meu favorito
Tudo o que eu tenho a dizer sobre esse livro é: incrível.
Eu sei que ele é o mais odiado da triologia e muita gente acaba não gostando mas eu adorei, achei simplesmente fantástico como o livro já começa em um ritmo eletrizante, não tinha um capítulo sequer de um personagem sequer que não fosse interessante ou legal.

As cenas de batalha eram as mais incríveis e emocionantes, e eu fiquei de coração quentinho com os capítulos do João e da Ariane. Eu adorei como foi visível o amadurecimento dos personagens e como todos tiveram algum destaque

O problema é: o final é aberto demais, é muito claro que ele queria ter escrito ou ao menos esperava escrever outro livro, tem muitas pontas soltas onde é necessário se saber o que aconteceu com os personagens, e as últimas páginas dão uma revelação importante que todos esperavam mas que não teve tempo de ser desenvolvida.

Eu realmente espero gostar do próximo livro e que ele finalmente feche ciclos.
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Neh 23/08/2020

Incrível, mas final que não finaliza
Esse é o tipo de livro que é incrível, mas que o final não tem tudo o que a gente espera. Na verdade, parece que falta um final.

Eu estranhei muito o fato de UM ANO ter se passado entre o segundo e o terceiro livro. Nós perdemos toda a luta que o Robin Hood estava planejando e, sinceramente, eu queria ter visto, ou melhor, lido, essa história.

Eu amei o livro porque li os outros dois em uma semana basicamente (isso é um ritmo muito rápido para mim) e simplesmente amei todos os personagens, o que tornou impossível não gostar deste livro. Eu leria qualquer coisa onde pudesse sentir mais a relação da Ariane com o João (eu amo muito os dois) então com certeza a minha opinião vai ser tendenciosa. Mas fazer o quê? Mais do que gostar do livro, eu me encantei pelo universo e pelos relacionamentos, pessoas que eu conheci por meio dessas páginas. Houveram cenas incríveis, emocionantes, épicas. Momentos memoráveis, a escrita do Raphael Draccon só melhora.

Eu só queria uma despedida descente dos personagens. Foi um capitulozinho para fechar tudo, alguem realmente espera que eu não fique órfã só com isso??? Toda a parte antes da guerra foi incrivel, mas quando ela começou, tomou muito tempo da narrativa (isso não é ruim) e quando ela termina, precisava que um tempo para apaziguar nossos corações e colocar tudo nos eichos novamente, mas não houve esse tempo. O final foi resumido em 3 páginas e jogado, como se não pudesse passar daquele número de páginas.

Mesmo assim, eu amei. Fazer o que ne? Seria muito difícil me fazer desgostar de algo dessa serie

>>Ouvi que ainda pode sair um quarto livro, apesar de estarmos na espera desde 2012. Enquanto nós, semideuses, mantivermos Nova Éter viva, vai haver esperança de esse livro ser lançado
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Ray 30/09/2013minha estante
Só eu que odiei um pouco o Axel por causa dessa Livith? Sinceramente eu desejei que ela morresse na batalha!
Mas fazer o que né?
Amei o livro!




Dado Silva 01/03/2013

Círculos de Nada...
A história tem um único momento empolgante em todas as suas 534 páginas. Os personagens estão completamente perdidos no roteiro e não tem mais o carisma do primeiro volume. O roteiro é cheio de furos de cenas que não se amarram nem no final... De tantas frases de efeito que os personagens usam, mais parece que Raphael Draccon compilou as falas de seus personagens de RPG e tentou criar alguma coisa para usá-las... é uma pena. Uma trilogia que começou com aquele gostinho saudoso dos contos de fadas e uma aventura surpreendente, termina com uma guerra absolutamente sem sentido (me perdoem a redundância), vencida com estratégias ainda mais descabidas.
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Paulo 03/03/2015

Trilogia Decepcionante
Isso não chega a ser uma resenha, tá mais pra "desabafo". Comprei essa trilogia pois li o seguinte sobre ela: "Raphael Draccon é um nome forte em tudo que diz respeito ao universo de Tolkien, C.S. Lewis e George R.R. Martin, além de um autor reconhecido dentro e fora do país". Revista Galileu.

Talvez eu interpretei isso da forma errada, mas quando eu vi o nome de uma brasileiro ao lado desses 3 mestres da fantasia, criadores de Nárnia, Terra média e Westeros, eu esperava uma história que no mínimo pudesse ser colocada ao lado das obras desses consagrados autores, e o que eu vi foi algo, que ao meu ver, é infinitamente inferior às obras dos autores citados. Crítica infeliz, me fez criar expectativas que não foram atendidas. Além disso, fui influenciado pelo nome, particularmente, eu gosto de dragões, e bom, o nome é "Dragões de Éter", porém se você espera encontrar dragões nesse conto, pode esquecer. Ao meu ver, um titulo mais honesto seria, "Uma releitura pop dos contos de fada". Cara, ele colocou Nirvana, Thundercats e outras coisas ali no meio, há quem goste, eu acho que não combina.

Creio que li os livros com muita expectativa, causada pela critica da revista galileu, que realmente forçou a barra. Se você quer ler esse livro, nunca tente compará-los com as magníficas obras de Tolkien, Martin ou Lewis, mas meu conselho é que leia livros desses autores e não essa trilogia.
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Antonio Caetano 03/09/2010

Estou maravilado!
Este é o terceiro livro da trilogia. Teoricamente o fim de uma história... Um círculo foi fechado, mas um círculo não tem início nem fim, não é mesmo?

Voltamos a ver todos os personagens que nos encantaram e pelos quais nos apaixonamos quando lemos os dois primeiros livros. Cada palavra tem riqueza, e mesmo que não pareça no momento, todas elas tem sentido. Um sentido que você descobrirá em algum momento futuro da história, cedo ou tarde.

As diversas referências das histórias que todos conhecemos nos causa uma nostalgia tão gostosa,e ao mesmo tempo um sentimento maravilhoso de quem se depara com uma novidade, que o único destino possível deste livro é mesmo ser lido! Para quem ainda tem dúvida, eu suplico:

VOCÊ PRECISA LER DRAGÕES DE ÉTER!!!!!!!

Os personagens que conhecemos no primeiro livro, estão agora mais velhos, mais maduros, tentando encontrar um rumo para suas vidas. E é claro que neste caminho obstáculos irão surgir.

E não só na vida dos jovens, mais dos adultos humanos, dos adultos de outras espécies, e até mesmo obstáculos no caminho das nações.


O ritmo é rápido, viciante, sentimos alegria, ansiedade, medo, tristeza... Um turbilhão de emoções da primeira a última página!

E por falar na última página, o último capítulo vai te deixar maluco! E o epílogo então, nem se fala! Uma emoção a parte, com gostinho de despedida.

Dragões de Éter - Círculos de Chuva, conseguiu! É vencedor! E sinto muito orgulho desta história, por ter vivenciado ela, e agradecido acima de tudo. Pois depois de tanta coisa, os leitores só saem ganhando.
Eu sai ganhando!
Nunca mais serei o mesmo depois de ter conhecido estes livros.

Obrigado João Hanson, Ariane Narin, Maria Hanson, Axel Branford, Rei Anísio Branford, Rei Primo Branford, Rainha Terra Branca Coração de Neve, Snail Galford, Jammil Coração de Crocodilo, Liriel Gabbiani, Madame Viotti, Sabino Von- Fígaro, Victon Ferrabrás ... E a todos os outros também. Vocês foram ótimos.

Obrigado Raphael Draccom.

SrtaPlens 30/05/2011minha estante
Eu quero ler :'(
Sabe o mais íncrivel, enquanto eu tava lendo sua resenha tava ouvindo uma música meio nostálgica e triste.
Mas sabe o melhor de tudo???
ESSE LIVRO É BRASILEIRO!!!! UHUL


Antonio Caetano 25/05/2012minha estante
e ai? Já leu?!!

é magnífico!




Vincent.Uriel 02/11/2020

Uma completa obra de arte
Como eu sempre falo, a cada releitura, Nova Ether, se torna ainda melhor. Por mais que não se tenha mais a surpresa a cada capítulo e a dúvida do que vai acontecer em seguida, saber o que vai acontecer na história é uma experiência que não fica pra trás, já que você consegue perceber detalhes que antes não tinha visto.

Sobre a história, Círculos de Chuva tem tudo que você pode pedir de uma narrativa: personagens cativantes, que são humanos e tem seus defeitos e que evoluem muito através do decorrer do livro, cenas de ação memoráveis escritas de maneira exemplar, diversas narrativas que te prendem e te deixam com um gosto de quero mais no final de cada capítulo e muito mais.

Círculos de Chuva não é meu favorito dos livros, mas chega muito perto de ganhar de Corações de Neve, muito perto mesmo.

Agora só resta aguardar o lançamento de Estandartes de Névoa para ver como esse ranking vai ser afetado.
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Thay (@apilhadathay) 24/03/2012

A little bit disappointed
ATENÇÃO! Pode conter muitos spoilers!!

Esta é a resenha do último livro de uma trilogia, logo entrou na regra do mês de MAIO do Desafio Realmente Desafiante. Bem, este é um momento triste, uma das minhas resenhas mais difíceis. A conclusão da trilogia Dragões de Éter nem de longe me arrebatou como o primeiro volume, ou me emocionou como o segundo.

A capa mais uma vez precisa ter nota máxima, porque o projeto de Renato ficou lindo, e as três capas receberam meu conceito máximo. Também a diagramação interna, que é super confortável à leitura: a fonte, o papel, espaçamento e distribuição dos capítulos. Porém, a revisão poderia ter sido bem mais generosa: encontrei vários erros de digitação que poderiam ter sido consertados antes da publicação; o enredo e a conexão com a história também não foram exatamente o que desejei, mas vou me aprofundar mais adiante.


"É preciso seguir em frente. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."(P. 27)


Havia algo, durante todo o livro, que me impedia de entrar de cabeça e de coração na história e honestamente segui lendo apenas por causa do estilo de Draccon de puxar o leitor, ao fim do capítulo, e da curiosidade por saber como tudo terminava.

A narração da guerra foi longa e, a meu ver, exaustiva para a minha experiência de leitura. Aliás, li todo o período que antecedeu a guerra de forma mais lenta, exceto as cenas com João e/ou Ariane, que brilharam em espaços isolados. Alguns personagens não tiveram o destino que esperei; outros ficaram com desfechos suspensos no ar; fomos apresentados a muitos novos personagens, quando os personagens já existentes poderiam ter crescido na história. E inserir referências à história bíblica, da forma como foi recontado, não me convenceu: acredito em separar ficção da realidade, e não há o que se recontar sobre a história de Cristo ou envolvê-lo com... Merlim (oi?). Pode parecer ortodoxo de minha parte, mas é a sensação que me deixou, essa parte da história.

Minha opinião flutuou bastante, em relação aos dois primeiros livros: no início, era interessante que houvesse referências a outras histórias e personagens famosos da ficção e da fantasia, recontados com as cores do éter - isso foi o que me conquistou, porque vi ali um projeto super interessante. Mas o terceiro livro me deixou a impressão de que foi construído só de referências; ele não abriu muito espaço para a história própria de Nova Ether, além da iminência da Guerra, nem para o desenvolvimento de seus protagonistas, tão fortes em "Caçadores de Bruxas" e "Corações de Neve" - e que poderiam ter sido os grandes heróis ali.

A forma de narrar, como um filme, saltando entre cenas para nos deixar ansiosos pela continuação da passagem de determinados personagens, é uma característica maravilhosa que Draccon levou até o fim, e a bem da verdade, foi o que me fez ler até o final. Isso, e o traço filosófico que a história carrega, com as grandes reflexões sobre o homem, amor, vida, trabalho e amizade, entre outros valores.


"Todos possuímos algo que escondemos. Todos gostaríamos de ser outra pessoa de vez em quando. Todos guardamos o melhor e o pior do mundo dentro de nós."(P. 35)


Apenas o fim de um personagem, eu absolutamente amei: João. MERECIDO, depois de tudo que ele passou, tantas provações, é o meu personagem favorito; bem, ele e Ariane. Junto a este casal jovem, tenho de citar Snail e Liriel: são meus dois casais favoritos na história, por isso não gostei do ponto em que ficaram as coisas entre eles. Faltaram dois casamentos ali, ou, no mínimo, cenas mais profundas, que explorassem melhor seus relacionamentos. Tampouco curti como a história de Maria e Axel se desenrolou - isto ainda me dá nos nervos, porque não havia razão para eles terminarem, ou para Axel esconder sua prometida!

Enquanto isso, outros personagens me deixaram com o pulmão inflado. Explico: sabe aquele momento de suspiro, imaginando "agora teremos a amostra de alguém realmente poderoso"? Mas aí, o tal personagem que poderia ser gigantesco não ganhou o destaque que merecia. Tive alguns desses suspiros, por exemplo, com os Cavaleiros de Helsing, de quem tanto esperei, e com o poder de Liriel. Questionei todo aquele treinamento.


"- Ela me ensinou que existem apenas quatro perguntas na vida: O que é realmente sagrado?, Do que é feito o espírito?, Pelo que vale a pena viver? Pelo que vale a pena morrer?
- A resposta de todas elas é a mesma: só amor. Apenas amor." (P.101)


Admirei a inspiradora filosofia de vida de João Hanson - que protagonizou as melhores cenas de ação e, no fim das contas, as melhores sequências do livro - e também a animação de 300 V de Ariane Narin, que me fez gargalhar em suas breves passagens. Ela é um personagem fofo, do tipo de amiga que você quer ter, e uma lembrança inesquecível quando falo desse universo. Tanto ela como João vão fazer muita falta.

Porém, na minha opinião, o livro terminou em um tom inconclusivo, com o surgimento de mais um personagem ao fim, e me desapontou, em um panorama geral. Há leitores comentando que pode haver mais um livro para completar a série, mas eu não acredito que isso venha a ocorrer. Quem se interessar por ler a saga, eu particularmente recomendo apenas pelos dois primeiros livros, que são excelentes.

Confiram as notas específicas e na resenha completa, no Canto e Conto:
http://canto-e-conto.blogspot.com/2012/03/resenha-dragoes-de-eter-circulos-de.html
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Barbara.Souza 11/06/2020

Último livro
Esse é o último livro da trilogia e diferente do segundo, teve muita ação. O final foi um pouco corrido, mas o autor conseguiu amarrar todas as pontas soltas.
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