Belo mundo, onde você está

Belo mundo, onde você está Sally Rooney




Resenhas - Belo mundo, onde você está


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deka 19/10/2021minha estante
Opinou toda


deka 19/10/2021minha estante
Arrasou


deka 19/10/2021minha estante
Vou ler




Melcl18 18/10/2021

Atual
De todos os livros da Sally, esse foi o que eu menos amei.

Belo Mundo, Onde Você Está da Sally Rooney não é um romance perfeito, mas é cru e honesto, retratando personagens em seus momentos mais imperfeitos e vulneráveis ??e também retratando o amor no século 21 de uma forma muito verdadeira.

Levei cerca de dois capítulos para começar a gostar da história, mas depois desse ponto fui facilmente fisgada. Os capítulos alternam entre os pontos de vista de duas amigas no final dos vinte / trinta e poucos anos: Alice, uma escritora de sucesso que teve um colapso nervoso, e Eileen, uma editora de um jornal literário que ainda está se recuperando de um término.

Elas não moram perto, então escrevem e-mails uma para a outra, discutindo a vida, a arte, o estado terrível em que o mundo se encontra e nossa incapacidade de fazer muito no mundo, exceto nos preocupar com nossos amores e perdas.

Esse livro é um romance maduro que reflete nosso tempo e que é a melhor coisa que uma pessoa contemporânea pode ser. Às vezes, a escrita de Rooney era realmente bonita e comovente, me fazendo acreditar na beleza que é inerente ao mundo que você só pode ver às vezes estando perto de outra pessoa de corpo e alma.

Eu gostei muito das discussões que o livro traz e adorei o final. Mais um livro finalizado da Rooney e super recomendo para quem gosta dela.

Depois percebi que a capa do livro quer dizer que Belo Mundo é onde você está. É a sua vida agora!
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Ana 18/10/2021

Devo ter lido errado de certo
Eu não costumo fazer resenhas logo que termino um livro mas fiquei tão PISTOLA da cara que vim fazer essa de imediato.

Primeira coisa que quero que alguém me respondesse é: sério, pq vcs gostam de Sally Roney? Eu juro que eu tento. Tem umas passagens boas nas obras mas é 5% de todos os livros. E não tô falando desse em específico mas já li todos lançados dela até o momento e MEU DEUS QUANTA HISTÓRIA CHATA

Primeiro que Pessoas Normais pra mim foi um porre, mas esse aqui conseguiu superar. O livro começa chato, nada acontece e daí o final termina com uma MERDA DE UMA CONVERSA e é isso?????? Mano pelo amor de deus.

Eu não me importei com nenhum personagem. Todos rasos. Nada é explorado. Nada acontece. É a história de duas amigas brancas, magras, de classe média e heterossexuais!!! E é chato! CHA-TO! os e-mails são as únicas partes interessantes mas chega uma hora que até isso é chato.

Eu demorei dias e dias pra terminar esse livro pq me deixou numa ressaca desgraçada por ser CHATO. CHATO CHATO CHATO.

Desculpem se li errado mas de tudo o que ela já fez, tudo tem a mesma fórmula, a mesma estrutura, a mesma narrativa, os personagens chegam a ser parecidos tanto fisicamente quanto psicologicamente.
As vezes eu até esquecia qual era o problema que tava sendo exposto ali em alguma parte.

Vou continuar lendo Sally Rooney pra continuar provando que são livros ruins. Desculpem.
Luci 18/10/2021minha estante
Perfeita, falou tudo


fabiana 18/10/2021minha estante
Acho que ler obras para provar que eles são ruim é um pouco falta de respeito com autores com a Sally que não trás um livro com plot ou coisas do tipo. Ela escreve pra te fazer refletir sobre coisas reais!




Mariana 17/10/2021

Quatro pessoas emocionalmente inacessíveis
"Talvez a gente tenha nascido para amar e se preocupar com quem a gente conhece, para continuar amando e se preocupando mesmo quando temos coisas mais importantes para fazer"

Eu amo a construção das personagens que a Sally Rooney fez nesse livro.

As vidas entrelaçadas, e emocialmente mal resolvidas, no decorrer do livro faz a gente refletir sobre a vida das personagens e espelhar com a nossa, por diversas vezes.

O livro não é leve, mas a leitura é super fluída. No início achei que não ia terminar a leitura, mas quando vi estava emaranhada na vida dos personagens e tentando entender como se resolveriam.

Enfim, uma leitura que vale a pena pra quem quer viajar um pouco na vida real.
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Caroline 16/10/2021

Não achei que iria gostar tanto de um livro da autora depois do transtorno que foi ler normal people. Mas gostei bastante desse. A leitura fluiu muito bem, com diálogos interessantes e eu gostava principalmente da sinceridade na troca de emails entre as duas amigas. Tem muitas divagações, alguns desabafos que todos millenials vão se identificar (principalmente) e algumas críticas sociais também.
Para mim, é um livro sobre amadurecer, visualizar a necessidade de mudança e se adaptar a elas. Pode ser que eu só tenha gostado tanto do livro por ter a mesma faixa etária dos personagens e que não seja interessante para todos. Mesmo assim, acho que vale a tentativa.
Alê | @alexandrejjr 16/10/2021minha estante
Achasse muito diferente de "Pessoas normais"? Esse é um livro mais pra "adultos jovens" do que pra "jovens adultos", então?


Caroline 16/10/2021minha estante
Exatamente, Ale! não é muito diferente pq a autora já definiu um estilo, escrever sempre sobre essas fases de transições e amadurecimento. Mas acho que se eu tivesse lido "normal people" na adolescência eu teria gostado haha




alíciats 16/10/2021

Vivemos em um belo mundo
O livro narra a história de Alice e Eileen de um jeito muito diferente do que eu costumo ler, constituindo uma narrativa em 3ª pessoa sobre a vida de cada uma delas e intercalada pelos e-mails de uma pra outra
Mas tenho q admitir, eu não poderia ter gostado tanto
A simplicidade e a ?normalidade? dos personagens fazem com que eu tenha me identificado - de certa forma - com todos eles, e me apegado a leitura de forma rápida
A escrita ligeiramente poética da autora faz com que a gente não faça ideia do final, já que a história é estruturada de uma forma muito realista
Mas a mensagem que o livro me passou me tocou muito
E a amizade entre as duas também
Tirei meio ponto do livro porque foi meio ruim de me adaptar no começo com a falta de indicadores de fala (como aspas ou travessão), que, como se trata de um narrador observador, me fizeram não compreender direito quando se tratava da fala dos personagens
Mas simplesmente amei esse livro
Só leiam serio kk
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ju.cardozso 15/10/2021

chorando lágrimas de sally stan
precisamos falar sobre a sensibilidade que essa mulher tem em escrever relações humanas contemporâneas, sabe???
e é engraçado o quanto me encontrei nesse livro, parece que ler situações e pensamentos parecidos com os que você passa - não só no relacionamento, mas sobre uma perspectiva de futuro político e ambiental - dá uma sensação de contato, de comunidade, o oposto da solidão
e isso é estranhamente reconfortante

enfim, acho que aproveitei bem mais esse livro do que pessoas normais, eu já sabia o jeito que ela escreve - adoro - e não perdi tempo para entender
fale mal da minha mãe, cuspa na minha cara, mas não fale mal desse livro p mim
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Mari 14/10/2021

Que livro incrível! Já tinha gostado de Conversa entre Amigas e Pessoas Normais, mas acho que a Sally Rooney evoluiu como escritora e isso fica nítido nas reflexões atuais e pertinentes que ela faz através dos e-mails trocados pelas personagens.

É tão real, impossível não se identificar em alguns (muitos) questionamentos que os personagens fazem ao analisarem o mundo e a própria vida. Em alguns momentos parecia até uma obra de Clarice Lispector e Milan Kundera.

Amei demais!
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Carol @leitoraflorida 13/10/2021

fui de "o que eu tô lendo" para MEO DEOS ESSE LIVRO É TUDO
eu iniciei essa leitura já imaginando que ela não seria tão boa, ou que não funcionaria para mim. bom eu paguei a língua, em um certo momento entre as páginas tive uma virada e de repente ele se tornou um dos livros mais incríveis que li esse ano. 


Gostei bastante da escrita da Sally é uma escrita madura e firme, passa uma segurança para o leitor. Essas pessoas são tão reais que chega ser estranho, talvez por sempre esperar que personagens fictícios não tenham defeitos e falhas reais ou diálogos reais. Um livro escrito para nossa geração, com nossas angústias, jovens demais para sermos velhos, e velhos demais para ser jovens 


o mais incrível é que Sally consegue nos aproximar dos personagens de uma forma não tão comum, mesmo que minha vida não seja exatamente como a das personagens, eu conseguia me identificar com elas ao mesmo tempo que estranhamente me irritava e me sentia afastada, faz sentido? na minha cabeça faz rsrs 


É curioso observar a vida de Eileen, Alice, Feliz e Simon seguindo enquanto o mundo em plano de fundo se despedaça apesar da total consciência deles por parte desse caos. Acho que essa é uma boa hora para falarmos sobre o título do livro "Belo mundo, onde você está" quando tudo fez sentido, ao menos na minha interpretação (leia primeiro parágrafo do cap 25) QUERO TATUAR AQUELE CAPÍTULO NA MINHA CARA ??


há uma famosa frase que diz que a beleza está nos olhos de quem vê, e é o que me veio à mente quando terminei a leitura, ao longo do livro a atmosfera dos diálogos e vida dos personagens mantém um tom cinzento, não tão belo e isso permeia toda a leitura assim como anseios e angústias que os personagens vão discutindo e desenvolvendo, e no último capítulo isso muda drasticamente. E naquele momento o mundo é belo para aquelas personagens, contrapondo totalmente a situação em torno delas, o auge da pandemia e lockdown mundial, o que obviamente é um dos momentos menos belos do mundo em muito tempo. Mas então, afinal, onde está esse belo mundo? 



?livro +18 

??possíveis gatilhos sobre depressão e ansiedade 

?representatividade Bissexual 
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Diane Ramos 13/10/2021

BELO MUNDO, ONDE VOCÊ ESTÁ
Sempre tive muita curiosidade em conhecer a escrita de Sally Rooney, geralmente leio muita coisa boa a seu respeito, principalmente, sobre o livro Pessoas Normais. Então, quando a Cia das Letras me enviou o livro Belo Mundo, Onde Você Está fiquei muito animada com a leitura por finalmente poder conhecer a escrita da autora e também pela sinopse que possui uma premissa bem interessante sobre identidade. Comecei a leitura com expectativas altíssimas e, num balanço geral, a leitura foi cheia de altos e baixos, teve momentos em que tive vontade de abandonar e em outros me envolvi a ponto de me identificar com os personagens. Seria esse o livro que virou minha cabeça do avesso?

O livro traz a história de quatro jovens distintos, mas que tem algo em comum: ainda não encontraram o seu lugar no mundo. A romancista Alice conhece Felix, funcionário de um armazém nos subúrbios de uma pequena cidade costeira da Irlanda, pelo Tinder. No primeiro encontro, enquanto tentam impressionar um ao outro, a fagulha de algo mais aparece. Em Dublin, Eilleen tenta superar o término de seu último relacionamento. Ela sente falta da melhor amiga, que se mudou para o litoral, e acaba voltando a flertar com Simon, um homem mais velho que está em sua vida há tempos.

Alice, Felix, Eilleen e Simon ainda são jovens, mas sentem cada vez mais as pressões decorrentes do passar dos anos. Eles se desejam, se iludem, se amam e se separam. Eles se preocupam com sexo, com amizade, com os rumos do planeta e com o próprio futuro.

Seriam eles as últimas testemunhas do acaso? Conseguirão encontrar uma forma de viver mais uma vez em um belo mundo?



Belo Mundo, Onde Você Está é narrado em terceira pessoa e intercala o ponto de vista entre os quatro protagonistas, mas em sua grande maioria por Alice e Eileen. A narrativa da autora Sally Rooney pode causar um certo estranhamento no início, pois, a autora tem um jeito próprio de escrever os diálogos, sem o uso de pontuações e com as falas misturadas em discurso livre. Os diálogos e descrições ficam tudo junto e misturado em parágrafos enormes, e até o leitor pegar o jeito a leitura se torna muito confusa e cansativa. Confesso que esse tipo de narrativa juntamente com a falta de acontecimentos acaba tornando a leitura muito arrastada, porém, o leitor precisa ter em mente que Belo Mundo, Onde Você Está não é um livro sobre acontecimentos e reviravoltas, é um livro sobre personagens e seus sentimentos. Aqui a autora narra belamente sobre questões de vida, a obsessão da sociedade com pessoas famosas, amizade e sexo e ainda reserva um pedacinho do livro para retratar a pandemia. Com diálogos potentes, socos no estômagos e vontade de abraçar os personagens, Belo Mundo, Onde Você Está é um livro denso e cheio de camadas que precisa ser apreciado com um pouco mais de atenção.

Os personagens são o ponto alto do livro, os quatro protagonistas estão na faixa dos 30 anos de idade, mas que ainda assim se encontram perdidos, em dúvida. Mesmo Alice, escritora bem-sucedida, está em crise com os rumos que sua vida tomou. Depois de uma internação e uma fuga para o interior, ela conhece Felix no Tinder, um cara social e financeiramente "inferior", trabalhador braçal e precarizado, e que vai provocar nela muita inquietação e desejo. O quarteto se completa com Eillen, melhor amiga de Alice, e Simon, amigo de infância de Eileen e primeiro amor, moradores de Dublin. Entre eles há muito desejo, amor, ilusão, confusão e em meio a tantos sentimentos á flor da pele, o leitor sente cada pedacinho, cada sofrimento, cada insegurança e dá aquela vontade de entrar no livro só pra dar aquele abraço apertado em cada um dos quatro protagonistas. Amei a forma como a autora criou personagens reais, com problemas reais e como elas lidam com isso. Só me senti incomodada (as vezes até revoltada kkk) em alguns pontos onde os personagens se sentem tão solitários que acabam aceitando qualquer coisa, algumas até abusivas... É aquela falta de amor próprio que chega a doer.

Belo Mundo, Onde Você Está é um livro que fala sobre sentimentos, ou melhor, aquela confusão de sentimentos que mantemos em nossa mente. É um livro que fala sobre o medo de viver só, sobre insegurança, sobre vazio existencial, mas, acima de tudo é um livro que fala sobre a dificuldade em expor o que verdadeiramente sentimos e como essa falta de comunicação acaba nos afastando de nossa felicidade. Além disso, Belo Mundo, Onde Você Está é um livro que traz várias críticas sobre o capitalismo, política mundial e diferenças de classes sociais e de gênero. A minha única ressalva sobre os assuntos abordados é que em alguns momentos em discussões entre os personagens, alguns apontavam Simon por ser católico e debatiam sobre a religião, não gostei desses trechos, pois, sou católica e ver os personagens contestando o que acredito foi bem chato... Sei que é apenas literatura, mas não gosto de misturar as coisas.

Enfim, Belo Mundo, Onde Você Está foi uma leitura repleta de altos e baixos, em alguns momentos tive vontade de abandonar a leitura, mas, resisti até o fim, porque me identifiquei com as questões sentimentais do livro. E o maior aprendizado que essa leitura me deixa é a importância em trabalhar em nosso eu interior, pois, a forma como nos vemos, vemos o outro, vemos a vida...


site: http://coisasdediane.blogspot.com/2021/10/resenha-230-belo-mundo-onde-voce-esta.html
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Mariana.Villa 13/10/2021

3,8/5
E. e S. - A. e F.

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o livro.
O estilo de escrita não é o meu favorito - os e-mails aleatórios travaram meu ritmo de leitura.
É inegável que Sally Rooney possui um talento incomparável para criar relacionamentos amorosos estilo Século XXI. Não lemos em seus livros sobre casais ideais ou momentos românticos - lemos sobre tinder, sobre se relacionar com o melhor amigo, sobre se apaixonar por caras babacas, sobre solidão. A sensação que tive, tanto lendo esse livro quanto lendo Normal People (Pessoas Normais, da mesma autora), é que a autora estava falando sobre mim e o que já senti em meus relacionamentos. Acho que são livros para jovens adultos, talvez quem não seja dessa faixa não consiga pegar as sutilezas do enredo.

Mas não peguei direito o sentido do livro. Não sei. Esperava alguma reflexão no final, ou algo do tipo.
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Vic 12/10/2021

Sally Rooney nunca decepciona
Para quem gosta do estilo de escrita da autora, esse livro é um prato cheio. Belo Mundo, Onde Você Está é repleto de reflexões sobre os mais variados tópicos: religião, capitalismo, o futuro da sociedade, relações humanas, trabalho etc.

Dá para perceber que, em certos momentos, a historia toma um tom autobiográfico, com reflexões sobre o mercado editorial e a vida como romancista, quase como se a autora quisesse falar diretamente com o público.

Excelente. Mal posso esperar para o próximo lançamento. ?
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Ariadne 12/10/2021

Uma história de amizade
Comecei a ler o livro com a sombra do hype do mesmo a espreita. Ao longo da leitura, uma montanha russa para mim, às vezes pensava que neste livro Sally Rooney não tinha atingido as expectativas que haviam gerado em cima do livro, etc. Mas em certo momento da leitura o fantasma do hype finalmente se dissipou da minha cabeça e comecei a realmente gostar do livro e me envolver com os personagens. E se envolver com eles implica sentir raiva, nojo, indignação e carinho por eles sendo que no final - sem spoilers - torci de verdade pela felicidade deles.
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Meu Querido Livro 11/10/2021

Eu não sei explicar como esse livro deu certo pra mim. Mas, deu.
Eu peguei esse livro de coração aberto mesmo. "Pessoas Normais" não foi uma experiência muito boa pra mim, mas eu quis dar outra chance para autora.

Acho que os livros da Sally são muito pessoais. Tem que funcionar pra você para ser uma leitura prazerosa.

Primeiro eu gostaria de pontuar que dominei a arte de gostar de um livro sem gostar dos protagonistas. Alice e Eileen são as principais. Ela se envolvem com Felix e Simon, respectivamente, e a gente acompanha bastante deles também. Minha relação com todos os quatro foi bem conturbada. Todos eles são extremamente problemáticos, tristes, vivendo vidas medíocres das quais estão envoltos demais na inércia da coisa pra tomar uma atitude e mudar isso. Por medo, insegurança, preguiça, incerteza... não importa.

Posso afirmar que gostei da Alice (os emails que ela escrevia para a amiga eram incríveis - metade das minhas marcações nesse livro são dela). Simon demorou me cativar, sempre achei ele um personagem interessante com problemas de se abrir (ou com medo talvez). Eileen e Feliz, eu meio que aceitei e gostei da existência deles no final.

Pode parecer muito estranho gostar de um livro que é puramente sobre quatro pessoas sem gostar de metade delas. Mas, esse livro tem uma coisa nele.

É muito cru, e muito real. As cenas são simples, os doiálogos são usuais e com bastante vergonha alheia. Esse toque de simplicidade, esquisitice e realismo me cativou e me prendeu ali naquele mundinho deles.

O final me deixou bastante satisfeita. Eu tava com muito medo por ter achado o
de "Pessoas Normais" péssimo, mas esse foi realmente uma libertação para as almas perdidas dos personagens da Sally.

Foi definitivamente uma experiência pra mim. A escrita é densa. Os diálogos não possuem marcação, tem capítulos inteiros com cinco, três, até mesmo um parágrafo. A atenção precisa ser 100% ali na história. E eu gostei disso. De verdade, e nem eu acredito que estou falando isso.

Não é o tipo de livro que eu morro de amores, surto, grito, mando todo mundo ler e choro. Não. É o tipo que eu amo em silêncio. Que eu passo 26 dias felizes lendo ele. Que eu sei que quando for pegar pra ler, serão 30 minutos com a cabeça apenas nessa história e não no caos instaurado na minha vida. Ou na minha própria mediocridade. Eu vou estar envolta na deles. Intrigada, interessada, soltando uma risada seca e curta entre um parágrafo e outro e lembrando da trama enquanto lavo a louça no dia seguinte.

Não é um livro emocionante com um super clímax, altos e baixos. É uma leitura tranquila e esse tipo de leitura também precisa ser apreciado.
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