Como se fosse um monstro

Como se fosse um monstro Fabiane Guimarães




Resenhas - Como se fosse um monstro


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DêlaMartins 16/06/2024

Barriga de aluguel, tema novo pra mim
Um tema diferente, pouco ou nada havia lido ou mesmo escutado sobre a barriga de aluguel remunerada no Brasil - prática ilegal. A história é sobre Damiana, que por influência e indicação de uma prima, sai do interior de Goiás para trabalhar em Brasília na casa de um casal rico. Depois de um tempo nessa casa, sem entender direito, ela é abordada pelo casal e aceita gerar um filho para eles, passando por uma inseminação caseira e uma gravidez praticamente em cárcere privado. E ganha muito dinheiro. Depois desse episódio, ela é apresentada a Moreno, agenciador de barrigas de aluguel, criminoso profissional que se apresenta de forma paternal, sempre muito bem arrumado. Damiana se associa a ele, se tornando uma das "barrigas" mais produtivas - são, no mínimo, 7 gravidezes pagas, com pouco intervalo entre elas. A narrativa gira em torno de uma entrevista que uma jornalista (Gabriela) faz com Damiana já idosa, com o objetivo de escrever um livro. Gabriela tem uma história e muitas questões mal resolvidas principalmente sobre maternidade e, alguns paralelos com Damiana fazem parte da narrativa.

O livro expõe a necessidade, sobretudo do pai, de ter filhos com seus genes e, assim, mulheres pobres veem oportunidade de ganhar dinheiro desses pais que precisam de seus genes "eternizados" e de mães que, por um ou outro motivo, não conseguem gerar esses genes.

A desigualdade social e o que a pobreza e a falta de perspectiva leva as pessoas a fazerem, foi o que mais me pegou no livro. Ler sobre a questão da "maternidade" apenas gestacional e a separação brusca entre mãe e filho logo após o parto, foi assustador pra mim. Como mãe que sou, é difícil entender, mas o livro mostra que esse sofrimento acaba não existindo ou se esvaindo com o tempo para que essas "barrigas profissionais" sigam e sobrevivam.

Um bom livro.
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Margo_livros 08/06/2024

Uma jornada transformadora
Domiana, uma jovem que enfrenta decisões cruciais em sua vida, aborda temas como o controle do corpo e as expectativas sociais.

Com uma narrativa envolvente e personagens memoráveis, a autora nos transporta para 1990, um período marcado pela exploração de mulheres como barrigas de aluguel.

A resenha completa oferece reflexões profundas sobre o papel das mulheres na sociedade. Quer saber mais? Visite nosso blog!

Margo Livros e Cia!

www.margolivrosecia.com
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Beto | @beto_anderson 04/06/2024

Projeto Uma viagem Literária pelo Brasil - Livro 11 (GO)
Um livro bem interessante. A forma como a autora conta a história é cativante, mesmo sendo um tema delicado. Não fica floreando, enchendo linguiça. Gostei da personagem. Retrata dois pontos diferentes sobre a questão da "barriga de aluguel".

site: https://www.instagram.com/beto_anderson/
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Marcelo 02/06/2024

Resenha publicada no Booksgram @cellobooks ?
"Como Se Fosse Um Monstro", de Fabiane Guimarães, é uma obra que explora a prática das barrigas de aluguel no Brasil dos anos 1980 e 1990. A história é centrada em Damiana, uma jovem que sai do interior para trabalhar como empregada doméstica em Brasília e acaba sendo convencida a ser barriga de aluguel para seus patrões. A narrativa é contada por Damiana já idosa, durante uma entrevista com Gabriela, uma jornalista argentina em busca de respostas sobre seu próprio passado.

A autora aborda a maternidade e o papel da mulher com uma delicadeza surpreendente, considerando o tema visceral. A trama questiona as expectativas sociais sobre a maternidade e o direito de escolha das mulheres, refletindo sobre o desejo (ou a falta dele) de ser mãe. Damiana, ao longo de várias gestações, lida com seu corpo e as vidas que impacta, apresentando uma visão franca e dessacralizada da maternidade.
A relação entre Damiana e Gabriela enriquece a narrativa, mostrando duas mulheres de origens diferentes, mas com vidas que se entrelaçam de forma significativa. Enquanto Damiana enfrenta as consequências de suas escolhas, Gabriela lida com suas próprias questões existenciais e familiares. Essa dinâmica emocional profunda contribui para a força da história.

Utiliza um estilo de escrita direto e fluido, com um tom jornalístico que confere autenticidade à trama. A ausência de julgamentos morais e a abordagem direta da maternidade tornam a obra um convite à reflexão sobre a comercialização do corpo feminino e o direito de não desejar a maternidade. A narrativa impacta pela clareza e empatia com que trata temas sensíveis.

Embora a trama inclua o clichê da jornalista com intenções ocultas, "Como Se Fosse Um Monstro" se destaca por sua originalidade e coragem. A obra desafia o leitor a reconsiderar preconceitos e entender as escolhas das mulheres em contextos de vulnerabilidade, sem reduzi-las a monstros ou mártires. É uma leitura poderosa e necessária que questiona os papéis tradicionais das mulheres e explora as diversas formas de maternidade, culpa e escolha.
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@dojogoaoslivros 02/06/2024

Bom
? Desde que vi um vídeo no YouTube sobre os livros da autora, fiquei apaixonado pela premissa desse e com uma enorme vontade de conhecer a história. Assim que tive a oportunidade, comecei a ler, mas aos poucos fui ficando levemente decepcionado.

?? A história, embora não seja ruim, não conseguiu me emocionar ou me tocar profundamente. Ela tem seu impacto, mas não me trouxe grandes reflexões. Talvez para um público específico, como mães, esse livro tenha um efeito diferente e ressoe de forma mais intensa. Para mim, o plot twist da história não foi impactante. Confesso que não esperava o desfecho, mas ao lê-lo, achei apenas ok.

? Por outro lado, a narrativa é bem fluida e os capítulos são curtos, o que facilitou para uma leitura rápida e envolvente. A escrita da autora é cativante e tem um ritmo excelente.

? Embora eu não tenha amado esta história, minha curiosidade sobre as outras obras da autora permanece. Quero explorar mais de seu trabalho e ver se encontro outros que possam ressoar mais profundamente e mim.

AVALIAÇÃO: 3.5 ?
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Ariela.Augustin 28/05/2024

Gostei muito dessa leitura, apesar do tema ser bem forte, principalmente para quem é mãe!
Fala sobre uma mulher que se tornou barriga de aluguel por dinheiro.
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emileysz 26/05/2024

Gostei bastante da história e a escrita me lembrou muito a da autora de tudo é rio. achei o final meio abrupto e queria mais
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Julia Romão 21/05/2024

Apesar de 160 páginas, a leitura acabou sendo densa por conta de sua temática. A leitura é fluida, rápida e instigante (me conquistou no primeiro capítulo). Não é uma leitura que te surpreende; é uma história linear, sem reviravoltas, simplesmente se conta uma história com todos os seus dramas e tristezas. Uma história que me envolveu e que eu gostei de ter lido.



(Leitura: maio/ 2024)
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Lili 21/05/2024

Caramba, que livro bom! Não é uma narrativa feliz, não bonita, mas é potente demais e rapidamente fui fisgada.
O livro anterior da autora eu achei ok, mas esse é muito bom.
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rfvlsht 19/05/2024

A quem pertence o corpo de uma mulher?
Quem tem direito sobre o corpo de uma mulher? Fabiana Guimarães nesta obra trata de dois tópicos bastante sensíveis nesta obra: a barriga de aluguel e o aborto.
A escrita é simples permitindo que a leitura seja bastante fluida, um daqueles livros que podem ser concluídos numa sentada. Acho interessante a postura da autora em se manter como contadora de história e evitar expressar de forma explícita sua opinião sobre o tema, que em geral se apresentam nos pensamentos, sofrimentos pessoais das duas personagens principais - uma, que encontra no "ofício" de barriga de aluguel a maneira para mudar a realidade de sua família, se tornando a principal provedora depois da morte do patriarca; e outra que exerce a escolha de abortar uma gravidez não planejada.
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Maria Rolim 19/05/2024

?Ainda nem sabia sofrer?
Meu primeiro contato com a autora, a obra não traz apenas o assunto da barriga de aluguel, mas um emaranhado de desigualdades sociais e ?críticas? acerca da nossa sociedade.
Com uma escrita fluida, não romantizado porém sensível, apresenta a maternidade; há um instinto natural, há uma socialização ? com uma narrativa bem construída e com recortes de Gabriela temos a chance de entender verdades escondidas do caráter e situações das personagens.
Assim nós perguntamos, onde surge nossa liberdade de escolha? quem possui o ornamento da moral ? Entre outras questões sutilmente levantadas pela autora.
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Bel Bravini 16/05/2024

Escrita densa, num livro tão curto e rápido
Me senti navegando pela história de Damiana, sentindo tudo o que ela sentiu, mesmo que ela não consiga expressar exatamente o que passou.
Talvez tenha sido algum fator pessoal que me conectou com a escrita, ou talvez só seja extremamente crua e verdadeira, exatamente como uma mulher com tantos traumas e tão resiliente contaria.
Foi uma jornada emocionante. Recomendo.
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nay.gba 09/05/2024

CICATRIZES DO CORPO
É um livro muito bom, gostei do tipo documental.
De início, Damiana conta a infância pobre e vulnerável e continua até a sua vida como barriga de aluguel.

É muito difícil julgar qualquer personagem aqui, simplesmente aceitei as escolhas de cada, eles foram tudo o que podiam ser.
Veja, é nítido o quanto Damiana se esforçou para dar dignidade à sua família. Mesmo que para isso, tivesse que perder, para sempre, a sua própria.

Uma vida que não merece ser vivida, não costuma fazer vínculos. Por isso, Damiana fica sem a prima, sem as irmãs, sem os filhos e sem o amor de sua vida.
As repetidas violências que essa mulher vive anestesiam suas emoções. Ela não é um monstro, apenas se protege fugindo de suas dores.

Dito isso, percebi que a escrita variou bastante em alguns momentos. Essa alternância faz muito sentido se considerar que quem conta a história é Damiana já idosa.
Começou descritiva, quando chegou no romance principal se tornou poética com muitas metáforas e no fim, fechou de modo seco e direto.
Leitura Recomendada.
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02/05/2024

Quanta dor cabe em uma mulher?
Que livrão!
Com o tema pouco difundido de ?barriga de aluguel?, Fabiane Guimarães aborda com crueza e sensibilidade a vida de Damiana e de Gabriela; a primeira, barriga de aluguel de muitos filhos impossíveis. A segunda, uma jornalista em busca de si.
Achei o desenlace do último capítulo bem óbvio desde o começo, fisguei alguns jogos de palavra que entregaram.
É um livro sobre liberdade de escolha feminina, mulheres que não querem maternar, depressão pós parto e, principalmente, sobre a normalidade de tudo isso.

Ganhou meu coração!
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Let 27/04/2024

Apesar da delicadeza e dos temas gatilhos da historia, sentir ser uma escrita que nos empolga a ler, os fatos vão se desenrolando rapidamente, fazendo total conexão e coerência com a história.
Eu não esperava o desfecho final em relação a Gabriela, e pude sentir o muro/bloqueio emocional e sentimental que ela, assim como Damiana tem dentro de si.
No momento final, eu consegui até sentir um pouco de desprezo pela Damiana.
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