O Mapa do Tempo

O Mapa do Tempo Félix J. Palma




Resenhas - O Mapa do Tempo


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Jack Sabino 19/05/2017

472 páginas de muita enrolação
A muito tempo eu não lia um livro tão enrolado e fantasiosamente maçante. Ok, é livro, é fantasia e a intenção é essa. Ok, mas que seja bem escrito e empolgante. 472 páginas e 300 de muita enrolação. Félix Palma custa a chegar no ponto onde quer e é repetitivo demais nas suas colocações para ganhar tempo. Até lá, é bem possível que você adivinhe o que vai acontecer,c omo foi comigo.

O livro é divido em torturantes 3 partes que tentam a todo custo se interligar. E se interligam, ao meu ver, de uma forma maçante e forçada demais. O livro é de ação mas não tem empolgação nenhuma pro gênero. Eu só gostei de duas partes do livro que, diga-se de passagem, ficaram meio que como um ponto de apoio pra encher páginas: uma foi quando Gillian Murray conta para Charles Winslow e seu primo Andrew Harrigton como chegou às vias de fato de sua empresa, a Viagens temporais Murray; e, a outra, um breve histórico sobre a vida de H. G. Wells que, particularmente, vou procurar pra saber se não foi inventada ou se é de fato verídica.

A capa do lindo é linda, as páginas amarelas fazem jus ao nome do livro. A curta sinopse na contra capa é bem excitante e te deixa sim com vontade de ler o livro. Essas foram as sensações que eu tive e que me fizeram comprar esse livro. Confesso que já tinha ficado com um pé atrás porque eu já havia lido "Dossiê Drácula" que prometia interligar personagens como Bram Stocker e Jack Estripador. Foi uma junção tão tosca que até hoje não entendo como conseguiram editora para publicar essa coisa. "Mapa do tempo" quis seguir a mesma linha, juntando personagens icônicos da literatura e personalidades fora dela também. Nesse livro estão Bram Stocker, Henry James, H. G. Wells, Jack Estripador e o John Merrick, conhecido como o homem elefante (este rendeu ao livro um relato completamente emocionante). Acontece que os personagens são colocados na trama de uma forma que não achei apropriada e muito menos natural. Portanto, jurei a minha mesma que é a última vez que leio um livro que ressuscita esse pobre povo brilhante e os coloca nessas histórias sem pé nem cabeça.

Antes de comprar eu li tantas resenhas positivas que fiquei super feliz e empolgada. E antes de colocar minha resenha, já achei outras atuais de pessoas que não gostaram e apontaram pontos em comum que eu não gostei. Mas é questão de gosto mesmo, como tudo na vida.
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Ana Ruppenthal 09/07/2016

Incrível
Eu tinha uma convicção, agora não mais tão segura, de que os autores modernos não são lá os melhores. Nos clássicos nós encontramos enredos coerentes, personagens bem construídos, clímax, alegorias, vocabulários ricos e estilos literários dos mais diversos, enquanto que os autores modernos tendem a escrever qualquer bobagem para vender para leitores com pouco senso crítico - o que torna mais difícil encontrar bons livros. Mas a obra que é objeto desta resenha é uma das raras exceções - acho que uma das três dentre, sei lá, uns duzentos.O Mapa do Tempo foi um desses livros que eu, como muita gente, comprei em alguma promoção ou feira literária junto com uns outros dez e deixei ali na minha estante, esquecido por anos, até que, aproximando-se o ilustre ano de 2016, eu me propus como meta ler preferencialmente os meus próprios livros em vez de pegar emprestados de amigos e bibliotecas ou em domínio público - e sim, tenho cumprido muito bem essa missão. Até que eu, realmente descrente da vida e da literatura, depois de terminar um livro péssimo e decepcionante, peguei aleatoriamente um livro na minha estante. E creiam-me, pessoas, que na minha vida os melhores livros são aqueles que nós pegamos aleatoriamente. Com O Mapa do Tempo, foi emoção da primeira página até a última. Me fez voltar à adolescência, quando eu virava as madrugadas lendo - coisa que hoje não posso fazer por não dispor de tanto tempo assim. É uma trama que captura você, que te hipnotiza e seduz. Teve momentos que eu quis gritar, que meu coração ficava disparado como se eu estivesse vendo pessoalmente as tramas que se passavam no livro. O autor faz milhares de reviravoltas, oscila de um cenário para outro e com muita maestria, engana o leitor, ludibria a gente com cenários que outrora pareciam verídicos como também chega a um ponto em que você simplesmente não pode acreditar que algo vai acontecer - e por fim acontece. Feito o meu apaixonado testemunho, vamos à trama (sem spoilers):

O livro é dividido em duas partes: a primeira, que gira em torno da vida de Andrew Harrington, um jovem rico e de boa família, e sua amada, Marie Kelly, uma prostituta do subúrbio; e a segunda, que se passa em torno da vida de Claire Haggerty, uma jovem muito a frente do seu tempo que também vive uma história de amor, mas narrar essa história, ainda que superficialmente, seria dar um spoiler maldoso. Ambos vivem na cidade de Londres, no ano de 1888; as tramas não se comunicam diretamente entre si, mas o autor, com uma hábil alfaiataria literária, costura ambas as tramas indiretamente com a presença do escritor H. G. Wells - que, ora é personagem secundário, ora é personagem principal; ora só está ali para dar uma ajudinha, ora se compromete por inteiro.

No quesito qualidade literária, acho que o único ponto fraco foi o começo, bem nas primeiras páginas, ser de uma escrita tão comum que dificilmente iria prender um leitor mais crítico que não estivesse bem determinado (como não era o meu caso). Fora isso, me parece que tem um enredo excelente, ainda que muito pitoresco e incomum (no sentido de fantasioso e até mesmo fantástico), tem excelente construção dos personagens e é bem fiel ao cenário londrino do final do século XVIII, mesmo com um toque de ficção à la "steampunk". A criatividade do autor suplanta um 90% de todos os outros autores que eu já tenha lido, mesmo aqueles que eu considere os melhores.

Outro aspecto que me cativou foi que o autor se preocupou em humanizar os personagens, não se adstringindo a um odiável moralismo vazio - falha essa que muitos, mas muitos autores e gente que se diz entender de literatura comete. As personagens, das principais até as figurantes, tem evidenciado os seus aspectos bons ou ruins, e todo o sofrimento e trajeto de vida que fizeram-nas se tornar o que são, aceitos ou rejeitados pela sociedade.

Mas como nem tudo que é bom dura para sempre, o livro tem apenas 470 páginas e eu cheguei à última, feliz porque o livro não apenas supriu mas foi além dos meus anseios, como também deprimida, porque acabou. Dada a alta qualidade literária, eu estou muito propensa a buscar outros livros do autor, ou até mesmo reler esse mesmo livro, coisa que eu nunca fiz. É um livro que eu recomendo para absolutamente todas as pessoas que vierem me pedir sugestão de livros, alertando, contudo, que tem cenas um tanto quanto fortes. Sem dúvida, um dos melhores que eu já li em toda a minha vida.
Agenor.Junior 04/06/2019minha estante
Uma das melhores resenhas que já li no skoob.




Letí­cia 01/03/2015

Quando a capa te engana
Apesar de não haver informações na edição brasileira, esse livro faz parte de uma série chama Trilogia Victoriana, sendo este o primeiro volume. Os outros dois livros não possuem tradução para o português, mas podem ser lidos em espanhol. Os títulos estão descritos em "Outras obras", aqui embaixo.

Mas falando sobre o livro, bem, fiquei um pouco chateada, pois escolhi esse livro pensando em encontrar algo meio Júlio Verne e suas invenções, toda aquela confusão sobre ficção científica, porém, encontrei um livro com uma narrativa lenta, pois o autor é extremamente descritivo.

Todos as pessoas que conviveram comigo esse mês, observaram a minha dificuldade para ler toda a história e muitas vezes sentiram minha frustração com as páginas lidas. Infelizmente, esse é um livro que li, porém, não indico.

A não ser que você goste de cenas de esquartejamento sendo narradas em destalhes, e ver uma parte história sendo narrada várias vezes em diferentes visões.

O livro possuí um narrador onipotente e dono de todo o conhecimento, isso, presunçoso e que "joga isso na cara" do leitor sempre que pode... digamos que seja um narrador inconveniente.

A narrativa gira em torno de duas histórias, na verdade três, mas que só percebemos quando terminamos de ler a primeira parte. Isso mesmo, caro colega, o livro possuí três partes, onde as duas primeiras, praticamente não possuem ligação a não ser por acontecimentos da época e a interferência do autor H. G. Wells, que é personagem link das outras duas narrativas.

Não vou negar que existem boas "reviravoltas na história", mas é um artificio que já fiquei esperando na segunda e terceira parte do livro e que realmente aconteceram, deixando de ser "uma reviravolta".

Bem, mais que isso não posso falar, porque apesar de não ter sido a melhor leitura da vida, como diria Tatiana Feltrin, não quero estragar as surpresas para ninguém.


site: http://li-e-indico.blogspot.com.br/2015/02/o-mapa-do-tempo-de-felix-j-palma.html
Jack Sabino 11/04/2017minha estante
Comecei a ler agora e já estou tendo a mesma percepção que você. Só consegui chegar na página 34 e com muito custo e falta de vontade de continuar. Já tinha começado o livro e parei na página 15. Essa é a segunda e última chance....


Julia 12/08/2018minha estante
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Adriana 23/02/2015

Imaginativo, mas.....
O que eu posso dizer é que o livro é muito imaginativo, te prende.
Muito bom, mas o final sei lá.... faltou....enfim, a narrativa do final não me deixou dar 04 estrelas.
Vale a pena ler ? sim, mas não espere um final de acordo com o livro......Mas também se voce naõ for aquele chato para leitura vai gostar.
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Voador 02/02/2015

Crítica desconstrutiva
Tá. Eu li o livro. E antes de ler o livro fui às resenhas e lá estavam as opiniões entusiásticas: Escritor genial. Adorei. Uma reflexão sobre...uma provocante história...uma fina alegoria. Certo. Então fica assim: não gostei do livro. É enfadonho, repleto de personagens planas. Certo. O autor tenta criar uma narrativa com um sabor vitoriano, cheia de descrições prolixas, monólogos interiores chatíssimos e diálogos pouco naturais. Alguns dirão que foi intencional, eu só achei aborrecido. Supondo que a intenção do autor tenha sido a de criar um romance que aparentasse ser um romance de ficção científica, mas sem ficção científica, eu diria então que ele conseguiu. Embora eu me pergunte para que e por que. É um livro que leitor atento lê e começa a sentir-se incomodado com as pequeninas deficiências, a começar pelos nomes das personagens que dão a impressão de não pertencerem a seu meio e época. Um casal de irmãs de alta sociedade com um sobrenome alemão, uma biblioteca de família londrina de classe alta com obras de Emilio Salgari, autor relativamente pouco conhecido em países de língua inglesa. Claro, havia imigrantes alemães na Inglaterra vitoriana, mas dificilmente misturados à xenófoba burguesia de classe alta. Isto dá um tom levemente dessosado à trama. Claro, em minha opinião. A opinião de quem ficou decepcionado.
Jack Sabino 19/05/2017minha estante
Sua resenha define exatamente minha sensação com o livro...!




Gabii 27/07/2014

Livro publicado em 2010 pela Intrínseca, O Mapa do Tempo, conta pelo menos 3 estórias que acontecem mais ou menos simultaneamente – exceto a ultima que ocorre depois das duas primeiras.
Andrew Harrington é um jovem rico e infeliz, que procura o suicídio após o trágico esquartejamento de sua amada pelo lendário Jack o Estripador, mas que se envolve em uma louca estória com viagens temporais para tentar salvá-la antes que tudo ocorresse. Já Claire Haaggerty é uma abastada mocinha que não vê graça na época em que foi fadada a viver, e vê na empresa Viagens Temporais Murray a oportunidade de viver no longínquo ano de 2000 – o romance se passa praticamente todo em 1896 – ela só não imaginava que, de cara, ia viver um romance com o famoso e corajoso capitão Derek Shackleton. Por trás dessas duas estórias o nosso amado H.G. Wells, claro, o nosso herói com aspecto de passarinho, que esta presente em todas as 3 estória, inclusive, na terceira e ultima, ele é o “protagonista”. E como um escritor pode ser o herói da estória? Quando Wells se vê envolvido em um grande estratagema temporal para roubar sua obra – mais especificamente o livro, O Homem Invisível – e a de seus colegas de profissão, Bram Stoker e Henry James –o Drácula e o A Outra Volta do Parafuso – ele vai ter que mostrar seu lado mais racional e inteligente, para concertar todos os desvios temporais, e também – por que não? – seu lado mais humano, não só na ultima estória, como nas outras duas.
Não posso falar que foi uma leitura rápida e fluida, eu começava a ler, parava, e não sentia aquela necessidade de saber o fim da estória, foi uma leitura mais lenta, apesar disso, não consegui identificar o porquê, o estilo de escrita não me desagradou, a estória não é desagradável, só não foi tão boa quanto eu esperava, a experiência como um todo.

site: http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com/2014/07/o-mapa-do-tempo-felix-j-palma.html
Adriana 23/02/2015minha estante
Quando li sua resenha fiquei imaginando o porque vc ficou na duvida....mas depois que li, senti a mesma coisa e também escolhi dar 03 estrelas, pois o final ficou sei lá ...esquisito....fora do tom!!!.
Sua resenha foi muita precisa. Valeu.




José Ros 13/03/2014

Quem gosta de um steampunk, esse é um bom livro. Esse é um livro que mostra toda a evolução do autor em sua escrita. Além disso, é um livro com paradas estratégicas, em cada sub-história, como uma parada na estação do tempo. Apesar de separadas, as três histórias se complementam e tem um ponto em comum: a mentira. Poderia dizer mais sobre esse ponto em comum, mas certamente daria um belo spoiler da história. Por isso digo, leiam o livro, pois é maravilhoso do princípio ao fim...
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Gláucia 03/12/2013

O Mapa do Tempo - Félix J. Palma
O livro parte de uma ideia interessante: um jovem apaixonado perde sua amada, assassinada por Jack, o estripador. Inconformado, procura retornar ao momento antes do crime para que possa salvar a moça, através de uma viagem no tempo.
Em vários momentos me senti ludibriada (quem leu, entende) pois o autor abusou de um certo expediente. São vários personagens e acabei tendo a impressão que faltou coesão entre as histórias.
Ponto alto: H.G.Wells é um dos personagens principais e fiquei tentada a ler "A Máquina do Tempo", obra muito citada no livro.

site: https://www.youtube.com/watch?v=odgkw1GVol4
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Vicente 31/08/2013

"O tempo é uma ilusão"
O Livro "O Mapa do Tempo" do espanhol Félix J. Palma se passa no final na Londres do final do século XIX e acompanhamos como a vida de alguns de seus moradores são afetadas após a publicação de "A Máquina do Tempo" clássico livro que deu fama ao escritor H.G. Wells.
O livro se divide em 3 partes, 3 diferentes histórias que estão ligadas pela presença do escritor H.G. Wells e a empresa Viagens Temporais Murray. Empresa essa que promete tornar realidade o que Wells tinha imaginado em seu livro, levar as pessoas ao futuro. No entanto, os viajantes não seriam transportados até o mundo dos Morlocks e Elois, e sim a um futuro mais próximo: 20 de maio de 2000, o dia em que uma guerra decisiva entre humanos e máquinas teria seu fim.
Na primeira parte acompanhamos o jovem Andrew Harrigton que busca retroceder 8 anos e salvar sua amada de uma tragédia ocorrida em 1888. Na segunda parte, acompanhamos uma história de amor entre um soldado do futuro do ano 2000 e uma singular jovem que habita a Londres de 1896. Por fim, na última parte do romance acompanhamos a busca por um viajante do futuro que teria viajado até Londres com o objetivo de roubar a autoria de romances clássicos de seus autores.
Mas não se deixe enganar(e aproveito para avisar que o autor vai tentar várias vezes, e provavelmente conseguirá) com o tema do livro. Felix J. Palma faz do tempo uma ilusão para contar uma história muito maior. Esse livro nos faz questionarmo-nos sobre diversos assuntos. "Qual deve ser o limite de uma mentira se tem o proposito de salvar uma vida"? é um exemplo dessas indagações que surgiu a mim ao longo da leitura. A Narração de Felix J. Palma é tão boa que às vezes parece poesia.
Por fim, O Mapa do Tempo é o tipo de livro que recomendo a todos. Diverte, surpreende e emociona!





site: http://viverouvirler.blogspot.com.br/
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Marlete 26/05/2013

Várias estórias e histórias que se entrelaçam e se distanciam, fascinante !
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Dave 26/04/2013

Surpresas
Esse livro me surpreendeu de diversas maneiras, primeiro porque ele apenas me custou R$10,00 na livraria e havia só achado a sinopse engraçadinha e não esperava muito dele.

Minha segunda surpresa: toda a metalinguagem utilizada pelo autor, carregada de ironia, que também é levada aos personagens com atitudes e desfechos mirabolantes. Gosto de classificá-los como cretinos, não no sentido ruim da palavra.

Minha terceira surpresa, veio com a utilização de personagens reais em meio a uma ficção (ou não-fantasia fantasiada de fantasia), com Wells, Jack, o Estripador, a próprias Marie Kelly (vítima de Jack e paixão de Andrew). Realmente não sei onde vai o alcance da existência desses personagens, quem existiu de verdade ou quem é mera invenção de Palma, cheguei a procurar, mas não achei nada de concreto.

E claro, não posso deixar de lado, todos os twists ao decorrer do livro, com a brincadeira do é viajante, não é; é máquina do tempo, não é.

Apesar de um pouco enfadonho nas partes em que narra as trajetórias de Murray e Wells logo no começo, o que quase me fez largar, já que no começo o que sustenta a história é o suicida Andrew, pois as surpresas começam a aparecer no meio. O livro consegue conquistar por personagens interessantes, uma narração cheia de reviravoltas, recorrendo sempre "ao olho que tudo vê".

"Podia ser um romance que narrasse a criação da empresa Viagens Temporais Murray, para a qual ele infelizmente tinha contribuído, e que surpreendesse os leitores na metade, quando descobrissem que o ano 2000 não passava de um cenário construído no presente com entulhos de demolição, mas isto só seria uma surpresa para os leitores de sua época, obviamente. Se o romance sobrevivesse à passagem do tempo e fosse lido por leitores de uma época posterior ao ano 2000, não haveria nenhum segredo a revelar, pois a própria realidade teria desmentido o futuro exposto na história"

Mais enaganado Wells não poderia estar. Muitas surpresas envolvem essa história.
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José Paulo 25/01/2013

Como um novelo
Ao título não me despus a pensar muito, porque já havia pensando, na verdade sentido. Entre as muitas sensações que podem ocorrer durante uma boa leitura, uma que me ocorreu e é um tanto pitoresca é ter me sentido um novelo, sim, um novelo onde o autor fez gato e sapato (aproveitando as referências felinas).
Volta e meia lá estava eu enredado e crendo em uma linha de raciocínio e de repente puff... me sentia um menino perdido. Não levem como uma crítica ao livro, pelo contrário, estou falando na capacidade que o autor dispôs de tais fatos e imaginação onde entrei também e virei um personagem.
Recomendo e muito a leitura! E antes de abrirem a primeira página, façam a transposição do tempo em que nós encontramos. A volta ao passado oferecerá uma leitura mais emocionando e verdadeira.
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Méafius 07/12/2012

O pendular do tempo
Algumas obras literárias são escritas com um simples intuito de entreter a maior parcela possível de leitores das mais variadas condições e personalidades. Conferindo à sua obra um carácter genérico que se formata e se adapta às impressões pessoais e à fluidez da leitura devido, principalmente à disponibilidade de tempo ao ato. Assim como uma noite de descanso em que nos deixamos arrastar para uma margem do inconsciente ainda desconhecida e despertamos na amnésia da lucidez. Mas há textos de vertiginosa vida pulsante contida nas entre linhas do volume, desembocando sua trama em um profundo mar de inventivas reflexões. O livro do autor espanhol Felix José Palma Macías " O Mapa do Tempo " ( 2010 ) é um bom representante dessa classe de livros interessada em propor um deslocamento do interlocutor através do próprio tema de seu livro, as viagens no tempo.
Um dos grandes desafios do autor na empreitada do texto que resultou em talvez a singular marca desse é a ambientação. É imprescindível reconhecer a importância e as dimensões da criatividade de diversos autores ao se prontificarem a imaginar o amanhã, o futuro e tentar alcançá-lo com sua escrita bem como a própria personagem e real autor H. G. Wells (1866-1946) com seu romance científico " A Máquina do Tempo " (1895). Contudo, reconstruir um passado com verossimilhança e retratar à projeção de uma possibilidade de futuro em um tempo posterior à idealização, indo mais longe e retratando outras épocas. No caso, a cronologia do romance se inicia em meados de 1888, saltando ao ano de 1896 e divagando entre outras datas como 1984 e finalizando do fictício ano 2000 e à guerra final entre as sobras da humanidade e os autômatos poderiam ser vistas como ingênuas pelos ávidos leitores do século XXI posterior à trama. Mas a maestria de seletos autores na condução de sua escrita pode quebrantar a linearidade do tempo e transportar a quem se permitir aos mais inimagináveis lugares em épocas envelhecidas ou que estão na espera de serem captadas elo fluxo inventivo dos escritores e passar a existir.
Ao contrário de etéreas imagens do cotidiano do século XIX, somos convidados a participar da dinâmica social vigente em uma sociedade marcada pela estratificação social, efervescência ideológica e científica e de transformações aceleradas nos campos privado e coletivo, político e econômico, tecnológico e social. É praticamente impossível não sentir os odores de uma Londres esfumaçada, do perfume dos narcisos nas residências burguesas, do calor baforado nas tabernas dos bairros pobres. A sinestesia presente no texto reconstrói o passado.
Além disso, não apenas se solidifica a máquina urbana mas também o combustível transformador dessa, por exemplo, o ideário e doutrinas são pincelados durante todo o romance. O pessimismo de Schopenhauer, também é possível depreender umas marcas do antropomorfismo do naturalismo e um determinismo, por parte do ambiente mesclados em uma obra de traços futurísticos das vanguardas da Belle Epoque.
Acompanhando os traços da escrita, nos deparamos com as constantes divagações do autor,devido, talvez, ao encadeamento das diversas personagens na história. Diferentemente de outros como Garret, Palma preza pela explicação e a sutil introjeção de ideias e conjecturas, assim como nos revela um conhecimento muito grande sobre diversos temas mas sem vangloriar-se.
Permitindo um deslocamento de experiências e, sobretudo, conduzindo com autoria a excelente história, Felix J. Palma nos provoca ansiedade e muitas quebras de expectativas próprias de um verdadeiro escritor
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Geanne 05/11/2012

O Mapa do Tempo
Conversando com leitor. É assim que Félix J. Palma conduz essa bela e surpreendente história.
Confesso que já faz algum tempo que uma trama consegue me deixar sem fôlego, em suspense, sem saber o que irá acontecer a seguir. Os personagens fictícios e as figuras históricas tem suas vidas entrelaçadas de tal forma que em certos momentos torna-se difícil distinguir quem é o personagem e quem é a figura histórica, onde começa a ficção e onde termina a verdade.
Um texto bem elaborado, mas nada cansativo, divertido até, que não apenas entretém como também nos leva a várias considerações, junto com H.G.Wells, com os personagens, o autor...
Adorei a leitura e recomendo a todos que gosta de um bom enredo que misture história, ficção científica, aventura e tanto de ação e romance.
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Marcia 28/10/2012

Uma viagem literária...
Difícil falar desse livro porque não se deve passar muito além do que está sinopse para não estragar as surpresas dessa viagem. Em uma narrativa bem humorada e interessante, o escritor conversa com o leitor, faz confidências e considerações a respeito dos personagens que te dá a sensação de fazer parte da história e estar ali do lado dele e se entretêm tanto com o enredo que é pego de surpresa no final, ou quase.O livro é composto por três partes e a cada começo um folhetim.
Andrew um rapaz rico, não trabalha e vive uma vida boêmia, tem como melhor amigo Charles que também é seu primo e companheiro de noitadas. Certo dia enquanto espera o primo Andrew se depara com um quadro, uma pintura de uma bela mulher que o deixa encantando, curioso e por que não? Apaixonado.
Charles explica que para fazer uma brincadeira com o pai esnobe , lhe dá de presente aquele quadro, que na verdade é de uma prostituta que vive no bairro mais pobre de Londres.
Obcecado por aquele rosto , parte a procura dela e acabam se tornando amantes e Andrew de tão apaixonado resolve enfrentar o pai, porém Jack "o estripador" acaba com seu sonho de construir uma vida ao lado de Mary Kelly a quinta vítima de Jack e uma das mais famosas por causa da carnificina, eu deixo os detalhes para vocês, quando lerem.
Foram oito anos de completo desalento e Andrews não aguenta mais e resolve se matar. Charles mesmo com a vida acertada, casado e homem de negócios, nunca deixou de vigiar o primo e para impedi-lo de tal loucura lhe fala de uma viagem no tempo, alguém depois de ter lido o livro de H.G.Wells conseguira criar uma máquina que levava até o ano de 2000 , ora mas o que Andrews queria era voltar ao passado e impedir a morte da amada, porém Charles o convence de que talvez se aquele empresário conseguiu viajar para o futuro poderia viajar ao passado. Charles havia feito essa viagem com sua esposa semanas antes, e relata como ficará a cidade de Londres depois da guerra entre autômatos e humanos, Andrews não estava muito interessado, porém era um fator a ser considerado,desiste por enquanto do suicídio e em seguida partem rumo a empresa Viagens Temporais Murray.
Agora começa a nossa viagem. Porém deixemos Andrews, seu primo e Wells em sua viagem ao passado e conheçamos Claire.
Claire sempre achou que vivia no século errado, ela queria ser independente, não sonhava casar ter filhos, enfim tudo que se esperava de uma mulher na época e quando comprou sua passagem para o futuro estava decidida ficar por lá, quase conseguira. Mas nessa viagem ela conheceu o Capitão Shakleton , o bravo soldado que destruíra os autômatos no futuro e esse encontro nos levará a Wells novamente.
Agora Wells tenta ajudar esse suposto viajante do tempo a não ser morto e com isso criam uma história para iludir a pobre Claire e com isso Wells que nunca viajara no tempo pela empresa Murray ( ele sabia da verdade ) e agora sim se vê em apuros com um viajante do tempo que quer matá-lo.
Nessa viagem com o Wells você leitor estará na mesma sala com três grandes escritores: Bran Stocker, Henry james e o próprio Wells, eles correm perigo, um viajante do tempo pretende matá-los e assim assinar suas obras como de autoria dele, Drácula, A Outra Volta do Parafuso e O Homem Invisível, porém Wells recebe uma carta dele mesmo em algum lugar do futuro e o previne ...
Bem Pessoal não dá para contar mais sem cometer spoillers. Vale a pena ler, o livro é envolvente e surpreendente, faz sonhar e com um toque de humor irônico e inteligente o autor realmente nos leva a uma extraordinária viagem. E nos faz filosofar e especular sobra o tão comentado universos paralelos.
http://mundoliterando.blogspot.com.br/
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