A Vida Que Ninguém Vê

A Vida Que Ninguém Vê Eliane Brum




Resenhas - A Vida que Ninguém Vê


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Andre Batista 25/08/2010

Sem definições
Existe palavra para definir o jornalismo de Eliane Brum? Existe: espelho.
Existe palavra para definir Eliane Brum? Existe: ídolo.
Existe palavra para definir "A vida que ninguém vê"? Sim. Mas se eu soubesse qual é essa palavra teria escrito um livro de tamanha qualidade.
Mesmo assim sigo lendo o que ela escreve e tentando aprender um pouco, para que um dia possa chegar a esse nível, tanto na literatura quanto no jornalismo.
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Pedro 16/05/2014

Retrato da Vida
Vencedor do Prêmio Jabuti, "A Vida Que Ninguém Vê" trata-se de um conjunto de crônicas jornalísticas, ou seja, tudo o que é contado, de fato, ocorreu.

São 21 crônicas que foram publicadas na década de 90, numa coluna do jornal Zero Hora, que levava o mesmo título do livro ("A Vida que Ninguém Vê"). Narradas de uma forma mais poética e com um tom meio místico, muitas vezes deixando o leitor pensando se de fato aquilo é verídico ou não, isso se dar por o texto apresentar semelhanças ao gênero Conto, dessa forma, o texto pode ser visto ou julgado de maneira distinta pelo leitor.

Eliane Brum, mostra em suas reportagens o lado mais sentimental, assim, apresentando características com mais delicadeza, o que faz com que o leitor se sinta comovido durante a leitura, como no caso de "A Morte De Pobre", onde uma mãe de família carente que por negligência média tem sua vida alterada. Confesso que neste momento, eu tive que fechar o livro e interromper a leitura por um momento, pois meus olhos estavam marejados de lágrimas. - É tão revoltante saber que em nosso País há, ainda, estes tipos de descasos, e olhem que esses acontecimentos do livro são da década de 90. - Além desse fato, encontramos as histórias de um álbum de fotografias encontrado no lixo; um mendigo que não pede esmola; de um carregador de malas que trabalha num aeroporto, porém nunca conheceu o céu; de uma pobre garotinha... entre outras, tudo isso apresentado em uma linguagem simples e de fácil compreensão.

"É que as piores deformações são as invisíveis."

Qual seria a vida que ninguém ver? É fácil responder à essa pergunta, são vidas que estão onde você menos espera: Num sinal, na rua, num parque, ou até mesmo ao seu lado. Vidas que passam despercebidas aos nossos olhos e foi exatamente o que Eliane B. conseguiu enxergar no cotidiano.

"Uma vida só faz sentido para quem a viveu. Para todos os demais é um quebra-cabeça onde nada se encaixa. Toda fotografia é puro anseio por permanência, por salvar o que já não existe, agarrar o que escapou."

Segundo a autora, ela é do tipo que "Se interessa mais pelo cachorro que mordeu o homem, do que pelo homem que morde o cachorro." Dessa forma, para quem quer ser jornalista, ou tem interesse, creio que a Eliane Brum seja uma ótima inspiração, por ver o lado dos fatos que outros profissionais da área, e até mesmo nós mesmo, deixamos passar despercebidos. Por essa e por outras é que o livro está mais do que recomendado, garanto que sua visão de mundo será outra ao fim desse livro.
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Cris 08/11/2010

A vida que apenas pessoas incríveis vêem!
Eliane Brum é uma das poucas escritoras que consegue me comover com suas obras. Ela tem o dom de fazer qualquer tema, por mais "desinteressante" que ele seja, em uma linda história.
Em seu livro, que é um conjunto de reportagens em forma de crônicas, ela narra o cotidiano de pessoas que normalmente não reparamos, mas que no fundo possuem uma grande historia de vida e de superação, ou seja, a vida que ninguém vê!
Essas historias passam desde uma mulher que nunca teve muitas oportunidades de estudo e que conseguiu dar educação aos seus filhos, mesmo contra vontade de seu marido, até um engolidor de vidro que teme cair no esquecimento do povo.

Linda obra, bem diferente dos padrões de livros, historias e narrativas que costumamos presenciar em obras de outros autores.





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Babi 31/10/2013

Vidas que deveriam ser vistas
Estava muito ansiosa para ler A vida que ninguém vê,e quando li logo me apaixonei.É um livro sobre vidas que na maioria das vezes passam despercebidas,ou simplesmente são ignoradas das reportagens,como por exemplo,um homem que come vidro.O livro é sensível e cuidadoso ao tratar de histórias simples,porém,complexas.Nos faz pensar que as coisas mais simples são as que mais importam, e que as vezes não enxergamos por estarmos apenas com os olhos abertos,quando o mais importante é estar com a alma aberta.Realmente é um livro incrível.
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Erika.Almeida 18/01/2016

Reportagem Arte
Trata-se de reportagem transvestida em arte, com textos nos quais a autora ressalta o extraordinário contido em cada vida anônima.
O estilo de Brum ( nas crônicas, romances e reportagens) é arrebatador.
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Vinicius 23/08/2012

A vida que passei a enxergar
Esse livro é daqueles que mudam sua visão de vida ao decorrer da leitura. É maravilhoso!

Eliane é extremamente sensível e o que ela revela nesta obra, nada mais é do que a verdadeira realidade dessas almas esquecidas por nós.

Após a leitura de "A Vida Que Ninguém Vê", um simples mendigo na rua nunca será mais o mesmo, e você vai pensar duas vezes em se esquivar, quando ele vier lhe pedir dinheiro ou mantimentos.

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Andreia Santana 01/05/2016

"O mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos"
A vida que ninguém vê deriva da coluna homônima de crônicas-reportagem que Eliane Brum assinou no jornal Zero Hora, em 1999, durante 11 meses. O material, originalmente publicado nas edições de sábado do periódico, foi reunido em livro em 2006, quando a autora já colecionava diversos prêmios jornalísticos e literários. Um deles, o Jabuti de 2007 de Melhor Livro de Reportagem.

A ideia da coluna era reunir histórias de pessoas anônimas de Porto Alegre, mostrando que o cotidiano é cheio de uma beleza miudinha, e muitas vezes dolorida, que pouca gente consegue se dar conta no vai e vem dos grandes centros urbanos. Das desimportâncias da vida, das quinquilharias atulhadas na memória coletiva, e por isso mesmo invisíveis, a repórter extraiu significados profundos. Cada personagem encontrado por Eliane Brum nas ruas da capital rio grandense revelam muito da condição humana.

As histórias de A vida que ninguém vê doem no coração e na alma. Sem a menor pieguice, mas com uma poesia agridoce, a autora conduz o leitor ao choro sentido e catártico. De certa forma, leva-o a vislumbrar uma espécie de redenção. O mundo tem salvação, basta abrirmos os olhos e o espírito. O livro, em muitas das crônicas, mostra situações de extrema miséria e desamparo, de loucura e desesperança, mas o efeito no leitor não é o da resignação por as coisas serem assim mesmo. Tampouco é de revolva vazia, a "indignação mosca sem asas" do Samuel Rosa.

Para contrapor o lado b, há casos de superação muito mais profundos que as receitas dos papas da autoajuda e há o desejo de voar, que nos persegue desde Ícaro, aqui traduzido com maestria por Eliane com a história de um carregador de malas no aeroporto que tinha o sonho de viajar de avião para pagar uma promessa em Aparecida do Norte.

Com o sofrimento de crianças abandonadas, de idosos esquecidos, de pedaços de memória atirados ao lixo e dos humildes que de seu não possuem nem o pedaço de chão onde são enterrados, Eliane Brum humaniza todos aqueles que são considerados a escória da sociedade e nos humaniza por abrir nossos olhares para o fato de que o que nos separa desses irmãos indigentes do mundo é só um pouco de sorte por não termos nascido do lado errado da fronteira social. Faz no mínimo, sermos gratos pelas oportunidades recebidas, por mais singelas que sejam. Depois de ler os textos cheios de empatia e sinceridade da autora, duvido muito que alguém consiga passar novamente por um mendigo na rua sem ver nele um espelho.

Para quem é jornalista, a leitura do livro funciona como uma grande lição. Tanto que no texto de encerramento, a própria autora diz que gostaria de vê-lo adotado nas faculdades. E se engana quem pensa que o objetivo é apenas dar mais uma aula pasteurizada de new journalism. Embora a técnica de humanizar relatos e tocar o leitor com textos cativantes tenha revolucionado o modo de escrever nas redações da década de 60 para cá, com o passar dos anos, o new journalism foi engolido, digerido e regurgitado em formatos de extremo mau gosto, com fórmulas prontas para comover superficialmente uma gama de leitores ávidos por fortes emoções.

Mas nada nesse livro lembra a voz ensaiada para parecer embargada, nas narrações de tragédias lidas com uma indiferença mal disfarçada por ascéticos apresentadores no telejornal. Entre uma chamada para o próximo jogo do campeonato e a agenda cultural da semana, um desabamento de encosta. Nada disso, o que Eliane Brum faz é a essência primordial da criação de gente da lavra de Norman Mailer e Truman Capote, é a comoção legítima, nascida da capacidade de descer ao rés do chão e igualar-se aos miseráveis retratados em cada crônica, porque iguais todos somos. Chegamos a este mundo "carecas, pelados e sem dentes", como já cantava Silvio Brito nos idos dos anos 80, e com essa mesma fragilidade e solidão, saímos dele no dia marcado pelo destino.

O que Eliane Brum nos ensina é o que ela aprendeu nas ruas, batendo papo com pessoas fascinantes em suas vidinhas que nada tem de ordinárias: enquanto o destino não lança seu último dado, por mais comum que seja a existência, algo de extraordinário se esconde em cada rosto na multidão

site: https://mardehistorias.wordpress.com/
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Fafa 30/11/2012

Lindo de morrer! Leitura deliciosa, Eliane Brum escreve como ninguém.
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Riquele Mariano 12/05/2016

Esse livro fala da vida real. As vidas que passam despercebidas a olhos comuns, histórias reais que guardam grandes detalhes. Histórias extraordinárias que não viram notícia, mas que no cotidiano das vidas vividas tem grande valor. Um excelente livro!
"Cada vida esconde um milagre."
(Eliane Brum - "A vida que ninguém vê")
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De Cara Nas Letras 16/03/2015

A vida que ninguém vê - Eliane Brum
Vencedor do Prêmio Jabuti, "A Vida Que Ninguém Vê" trata-se de um conjunto de crônicas jornalísticas, ou seja, tudo o que é contado, de fato, ocorreu.

São 21 crônicas que foram publicadas na década de 90, numa coluna do jornal Zero Hora, que levava o mesmo título do livro ("A Vida que Ninguém Vê"). Narradas de uma forma mais poética e com um tom meio místico, muitas vezes deixando o leitor pensando se de fato aquilo é verídico ou não. Isso se dá por o texto apresentar semelhanças ao gênero conto, dessa forma, o texto pode ser visto ou julgado de maneira distinta pelo leitor.

Eliane Brum mostra em suas reportagens o lado mais sentimental, assim, apresentando características com mais delicadeza, o que faz com que o leitor se sinta comovido durante a leitura. Isso acontece, por exemplo, na crônica "A Morte De Pobre", onde uma mãe de família carente, por negligência médica, tem sua vida alterada. Confesso que neste momento, eu tive que fechar o livro e interromper a leitura por um momento, pois meus olhos estavam marejados de lágrimas. - É tão revoltante saber que em nosso país há, ainda, estes tipos de descasos... e olhem que esses acontecimentos do livro são da década de 90! - Além desse fato, encontramos as histórias de um álbum de fotografias encontrado no lixo; um mendigo que não pede esmola; de um carregador de malas que trabalha num aeroporto, porém nunca conheceu o céu; de uma pobre garotinha, entre outras, tudo isso apresentado em uma linguagem simples e de fácil compreensão.

Qual seria a vida que ninguém vê? É fácil responder à essa pergunta: são vidas que estão onde você menos espera: num sinal, na rua, num parque, ou até mesmo ao seu lado. Vidas que passam desapercebidas aos nossos olhos e foi exatamente o que Eliane Brum conseguiu enxergar no cotidiano.

Segundo a autora, ela é do tipo que "Se interessa mais pelo cachorro que mordeu o homem, do que pelo homem que morde o cachorro." Dessa forma, para quem quer ser jornalista, ou tem interesse, creio que a Eliane Brum seja uma ótima inspiração, por ver o lado dos fatos que outros profissionais da área, e até mesmo nós mesmo, deixamos passar desapercebidas. Por essa e por outras é que o livro está mais do que recomendado, garanto que sua visão de mundo será outra ao fim dessa leitura!

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Mateus 11/10/2015

O cotidiano, perante os olhos da maior parte das pessoas, tende a prevalecer como algo banal. São fatos considerados como dispensáveis de um segundo olhar, desprovidos de sentimento, que não despertam o interesse. Seja pela falta de conveniência e identificação para a maioria dos indivíduos, ou por ser cogitado o mundo extraordinário e o incomum como os que possuem mais a contar, as pessoas não creditam o valor merecido para o que é possível perceber no dia a dia. Para Eliane Brum, porém, o extraordinário está em todos os lugares, bastando apenas perceber. Mais do que tudo, o extraordinário está em A Vida que Ninguém Vê.

Para visualizar o restante da resenha, acesse o blog!

site: http://mateuscalazans.blogspot.com.br/2015/10/eliane-brum-e-vida-que-ninguem-ve.html
yougonnashine 13/10/2015minha estante
Oi Mateus! Sempre vejo suas resenhas por aí! =)




Juliana Talala 14/05/2012

Antes de A vida que ninguém vê
A vida que ninguém vê é uma fábula da vida real que comecei ler antes mesmo de sentir frisson por ter adquirido um livro da Eliane Brum. Uma autora que não é apenas detentora de mais de 40 prêmios e referência para todo jornalista, redator, aprendiz de escritor e pessoa que possui fascínio pela literatura do cotidiano e dos fantásticos anônimos, que se fazem mais interessantes que os famosos. Mas também, por ela ser um retrato delicado da palavra gente.

Comecei a ler a Vida que ninguém vê, antes mesmo de tê-lo em minhas mãos e sentir o seu cheiro de papel novo misturado com o da tinta gráfica. Comecei no dia que desejei descobrir todos os heróis, as rainhas e os pequenos desbravadores da realidade, e passei a imaginá-los sob o olhar sincero que Eliane tem e usa para revelar cada uma das histórias que ela começa a escrever dentro dela, antes mesmo de conhecer os personagens.

Comecei a ler. Parei. Pensei. Refleti os sinônimos presentes no mundo de Frida, na coragem de Camila, na fibra de David Dubin e no doce, e jamais esquecido, sonho de Adail. Voltei a ler. Não conseguia parar. Queria apenas sentir e imaginar cada uma destas histórias épicas que passam por nós todos os dias, mas não percebemos. Estamos ocupados demais com outras histórias. Às vezes superficiais. Às vezes palcos de peças digitais.

Comecei a viajar e não voltei mais. Nem quando alcancei a página 200, a última do livro e o começo de uma história que ninguém vê dentro de mim. Uma reedição de valores e ideias que me fará ver como ninguém as vidas que antes apenas brincava de imaginar como seriam através da criatividade dos olhos meus, dos teus, dos deles.
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Leonardo 07/12/2012

Livro incrível. A Eliane tem essa capacidade aguçada de captar a essência de cada pessoa e transformar em ótimas histórias. Ela, os personagens e o livro em si são inspiradores. Cheguei à última página me sentindo uma bosta de jornalista, mas com vontade de fazer melhor.
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Pat 21/12/2015

Humans of Porto Alegre
O nosso humans of Porto Alegre.

Histórias reais e em sua grande maioria tristes que nos fazem realmente pensar. Eliane Brum está de parabéns.

"Como ousava ela, a anormal, encarar de igual para igual os normais? Parecia até que a exibição do corpo torto de Eva revelava a alma torta do outro. Parecia até que a falha exposta de Eva devassava a falha oculta do outro. Como ousava Eva, justo Eva, ser imperfeita em um mundo onde se paga fortunas para que todos sejam igualmente perfeitos?(...)"
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