A Revolta de Atlas, vol. 1

A Revolta de Atlas, vol. 1 Ayn Rand




Resenhas - A Revolta de Atlas


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Dois 04/12/2012

Ótima idéia, péssima escrita.
Com uma excelente idéia sobre socialismo X capitalismo, mostrando pontos interessantes (apesar de extremamente tendenciosos ao capitalismo) de ambos sistemas econômicos. Se caracteriza por enfatizar o liberalismo econômico assim como também a capacidade do individuo e não sua necessidade. Porém peca muito na escrita que se torna extremamente repetitiva em suas idéias, com personagens fracos e em alguns casos até desconexos com seus ideais, com monólogos entediantes que tornam o livro muitas vezes maçante. Enfim, uma ótima idéia porém péssima escrita.
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TSC 17/10/2013

Filosofia ótima, literatura péssima
Como literatura, a séria é fraca - personagens mal desenvolvidos e todos iguais (os mocinhos são bonitos e sempre com discursos extenso, cansativos, e cheios de moral; os vilões são sempre feios, com mentes limitadas). Mas o grande valor do livro não está no campo literário, mas filosófico! E nesse campo, é imbatível: um must-read para todos que gostam de economia e política, e com poder de influenciar uma nação inteira (foi o que ocorreu nos EUA, onde é o livro mais lido depois da Bíblia).
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Susan 19/09/2016minha estante
Amei a resenha, me motivou a ler o livro.




Elton Sipp 23/05/2012

Simplesmente incrível
É um livro que mudou a minha vida por completo. Sou outra pessoa depois que li A Revolta de Atlas. Incrível! Sem comparação. Ayn Rand foi fantástica! Leia esse livro.
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Rita Nunes 12/02/2013

Para refletir.
O livro conta uma história, mas ele é muito mais do que a história. É um livro complexo, em que é preciso ler as entrelinhas. Captar a mensagem. Fala de um mundo que está caminhando para uma espécie de socialismo, em que as pessoas mais criativas e bem sucedidas são tolhidas para que a massa possa acompanhá-las. Fala sobre a estagnação que isso gera no mundo. Nos faz pensar sobre os nossos valores, a ética, o humanismo, e o que é necessário afinal para o progresso de uma nação e de seu povo.
Durante o livro, eu tive a impressão que não estava captando a mensagem. Mas ao final, acho que entendi. Entendi o mistério de D'Anconia e do desaparecimento de tantas pessoas importantes. Logo lerei as continuações para ver se tenho razão.
Por fim, deixo uma das principais citações do livro: "Pela própria essência e natureza da existência, as contradições não podem existir. Ao se deparar com uma aparente contradição, verifique suas premissas. Uma delas há de estar errada."
Recomendadíssimo!
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Tisa 14/03/2015

É uma história amarga, impregnada de egoísmo e prepotência, que enaltece a individualidade de uma forma nojenta e descarada. Me entristece saber que foi um livro tão influente, pois ele traz à tona (e incentiva) o pensamento individualista de muita gente que acredita não precisar viver saudavelmente em sociedade, que enxergam a frieza e a desumanidade como virtudes.
Não tive estômago, abandonei na página 115 e talvez um dia eu volte a reler só para saber o final da trilogia.
VinAcius.CArdova 12/07/2015minha estante
Talvez você terá que reler a história para descobrir que os maiores prepotentes e egoístas não eram os protagonistas, mas justamente quem os tentava impedir. Um grande paralelo com a vida real que impede que aqueles que creem na "coletividade" de entender um grande projeto de vida baseado no sonho e determinação própria.

Recomendo que leia tudo e perceba que viver em sociedade passa longe do que você interpretou como frieza e desumanidade "como virtudes".

A propósito, personagens exatamente como você descreve o livro não faltam no enredo, talvez você se identifique com o Jim, ou Boyle.


Julio.Cesar 29/08/2017minha estante
Como literatura o livro é fraco quase como um todo;em ideias tem algumas coisas que devem ser discutidas, afinal demonizar adversários e não achar nada de bom no todo, daquilo que contraria um ponto ou pontos,da nossas ideias,seja por ignorância ou conveniência é a moda nesse meio aqui...


Vitão 07/11/2017minha estante
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Tracinhas 28/02/2018

por Lídia Rayanne
Já faz algum tempo que venho dando preferências por distopias clássicas, e quando ouvi falar sobre “A Revolta de Atlas”, me bateu uma grande curiosidade, não só pela premissa do livro, mas pela história de vida da autora. Ayn Rand, que muito jovem se mudou da Rúsia soviética para os Estados Unidos, soube como ninguém o que a expropriação estatal é capaz de causar ao indivíduo – e a uma nação.
Publicado originalmente em 1957, “A Revolta de Atlas” chegou ao Brasil dividido em 3 volumes: “Não Contradição”, “Isso ou Aquilo” e “A = A”. A resenha que trago hoje é relativa ao primeiro volume, e a medida em que for lendo comentarei minhas impressões dos outros.
A história é narrada em terceira pessoa e acompanha principalmente Dagny Taggart, uma das principais executivas nos Estados Unidos, que só tem um objetivo: reconstruir a ferrovia de sua família, a Taggart Transcontinental, especialmente a Linha Rio Norte, que está caindo aos pedaços. Mas há anos a empresa espera o metal encomendado, que por conta de uma burocracia letárgica, não chega. Então, contra a vontade do seu irmão e da opinião pública, ela fecha um contrato com Hank Rearden, o dono de uma siderúrgica que dedicou 10 anos da sua vida para criar o metal mais leve e mais resistente que já existiu ─ o metal Rearden.
Só que tem um problema: por questões que só iremos descobrir mais adiante, o metal Rearden não recebe aprovação da comunidade científica. Mesmo assim, contra tudo e todos, Dagny toma a frente e decide reconstruir a ferrovia, e uma ponte!, com metal Rearden a qualquer custo. Ela só não esperava fazer inimigos no meio do caminho, reencontrar um amor do passado e se apaixonar por alguém que não devia.
O romance não é o foco desse livro ─ o que é ótimo, porque, apesar de ter alguns momentos doces, como as lembranças de Dagny do seu primeiro amor, e da tensão sexual entre ela e seu novo affair, algumas cenas com esse último chegam a beirar o ridículo, na minha opinião ─ pois, como disse, “A Revolta de Atlas” é uma distopia política.
A opressão retratada nesse livro é diferente da que costumamos ver: não é tangível, é psicológica, do tipo que se esgueira por todo lugar. O vilão desse livro não é uma figura simbólica, como o “Grande Irmão”, de George Orwell: ele está representado na forma de políticos “de Washington”, de filósofos e cientistas que usam o discurso do “social em primeiro lugar” para bancarem suas instituições com recursos públicos, por burocratas que, com simples canetadas, golpeiam uma economia que dá os últimos suspiros e ameaça quebrar a qualquer momento. Numa atitude hipócrita, eles ignoram que, quanto mais impedem o progresso, mais prejudicam a vida dos trabalhadores que dizem defender.
Além de tudo isso, há um mistério que percorre a trama: dezenas de artistas, empresários, cientistas, os últimos filósofos defensores da razão começam a se aposentar e desaparecer, abandonando suas empresas e seus estudos, desestabilizando ainda mais o cenário econômico e cultural. Quando Dagny dá de cara com os restos de uma invenção que poderia transformar o mundo, ela sabe que precisa encontrar um desses gênios.
Já vi alguns leitores dizendo que a autora é verborrágica, e é óbvio que não dá pra concordar 100% com a filosofia dela, mas Ayn Rand conseguiu transmitir como ninguém esse sentimento de pura frustração que é tentar fazer algo útil, mas ser impedido por pessoas que não sabem o que é produzir. Ela toca no âmago, na parte mais profunda da alma dos personagens e quase podemos ouvir o grito silencioso dos pequenos atlas que carregam o peso do país em suas costas, enquanto sentem a realidade se esfacelando por entre seus dedos. Até quando conseguirão suportar?
O primeiro volume encerra com uma cena de tirar o fôlego e que envia por nossas veias o mesmo desespero sentido pelos personagens, nos motivando a logo engatar a leitura do segundo volume. Porque sim, meus amigos, eu NECESSITO de respostas.
Afinal, quem é John Galt?

site: http://jatracei.com/post/171377048637/resenha-293-a-revolta-de-atlas-volume-1
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Rascunho com Café 25/08/2015

A Revolta de Atlas: Uma defesa da ética
A Revolta de Atlas uma série formada por três volumes, da autora e filósofa Ayn Rand, é considerado um dos livros mais influentes nos EUA após a Bíblia. Ayn, que fugiu da Rússia para os EUA quando as farmácias de seus pais foram estatizadas pelo governo, sofreu na pele todo drama da distopia criada e potencializada em sua obra.

O romance, publicado em 1957, se passa em futuro decadente (a adaptação cinematográfica fala do ano de 2016): o mundo está passando por uma fase em que vários países se tornaram repúblicas populares (interessantíssimo mencionarem a República Popular da França). A produtividade e procura por inovações não são mais prioridades das empresas e dos países, comandadas por “saqueadores”, termo que Ayn usa durante todo o livro e que os personagens principais lutam para vencer.

Quando as mentes criativas e produtivas começam a desaparecer, deixando o mundo apenas para os “saqueadores”, é que o verdadeiro sentido do título começa a se esclarecer. Daí em diante, por meio de discussões filosóficas e teorias objetivistas, podemos acompanhar toda a luta para que: os “parasitas saqueadores” se mantenham no poder; as poucas mentes criativas consigam produzir, apesar dos empecilhos impostos pelos “parasitas”; e que os “Atlas”, alcancem aquilo que era seu intento ao se livrar da sobrecarga dos improdutivos: “Parar o motor do mundo” e retomá-lo sem obstáculos ao progresso.

Quem é John Galt? Esse era o título inicial da triologia, é uma expressão que permeia todo o livro, pontuando o final de frases, meio que dizendo de modo derrotista “O que se pode fazer?”. É na verdade uma frase que Dagny, uma das personagens que resiste a se juntar aos “Atlas”, odeia e luta o tempo todo para derrotar.

É interessante verificar as previsões da autora sobre o futuro, ela pensa numa liga metálica mais resistente e leve que o ferro, em um motor que praticamente não usa energia e portas que se abrem pela entonação da voz, mas não estão ali elementos do nosso cotidiano como a internet e o celular.

Apesar dos longos discursos (um deles teria aproximadamente 53 páginas na minha versão ebook kindle), A Revolta de Atlas é uma saga maravilhosa. E sinceramente, junto com a Revolução dos Bichos de George Orwell, deve ser lido por todos como aprendizado e precaução e, principalmente, como uma aula de ética. Fazendo-nos refletir toda a relação de trabalho e lucro que é o pilar do capitalismo.

Então, quem gosta de livros com conteúdo, que possa trazer mensagem além do entretenimento, essa é uma boa dica, que vale nota 5 de 5.
www.rascunhocomcafe.com

site: www.rascunhocomcafe.com.br
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Mari 29/07/2015

Resenha Completa
De início não estava muito animada para a leitura deste livro. Ele não é nem tão antigo assim em termos de última edição (2010) e já me foi considerado uma leitura completamente atual, inovadora, envolvente, surpreendente. Imagina se levássemos em consideração o fato de ter tido sua primeira publicação em 1957!?

Este livro chegou ao Brasil pela primeira vez apenas 30 anos depois, com o nome de 'Quem é John Galt?', uma pergunta que será muito encontrada ao longo deste volume e que me agoniou desde sua primeira aparição. Com seu "novo nome", retorno às origens do nome em inglês Atlas Shrugged, não havia como compreender a importância dessa pergunta para o contexto que nos estava sendo apresentado, mas mesmo assim ela gritou aos meus olhos e imediatamente quis saber a resposta.
Consegui o milagre de esperar 114 páginas. Até que meu personagem favorito, Francisco D'Arconnia, a pronunciou. Nesse momento eu tive certeza que havia algo mais, não resisti e fui procurar nos sistemas de busca da internet. Se fiz certo ou errado tomando essa iniciativa, não sei. Só posso garantir que a descoberta para a resposta mudou um pouco a minha visão da história, tirou um pouco do segredo, mas também a tornou ainda mais densa e maravilhosa.

" Nada pode tornar moral a destruição dos melhores. Não se pode ser punido por ser bom. Ou pagar por ter sido hábil."

D'Arconnia não começou sendo meu personagem favorito, ele se tornou a partir no momento do "fracasso" das minas. Até ali eu tinha como favorita Dagny e, como ela, não entendia a mudança gigante que havia acontecido com esse personagem. Mas o fracasso da Mina a levou a pensar e eu pensei junto. Infelizmente ela não chegou à mesma conclusão que eu... ou chegou, mas não se permitiu acreditar. Francisco é um gênio, em todos os sentidos e vibro cada vez que seu personagem aparece e solta alguma peça para o quebra cabeças que é esse livro.

A Revolta de Atlas é contado todo com narrador em terceira pessoa. É uma mistura entre narrador onisciente, nos transmitindo, inclusive, os pensamentos dos personagens e seus sentimentos mesmo que não expressos, com narrador testemunha, não nos contando mais do que o que está acontecendo em determinadas cenas e o que os personagens "principais" que delas participam tem como saber; dessa forma o maior segredo do livro não é revelado.

Que segredo é esse? Também não sei ainda. Acho que precisaremos ler os três volumes pra descobrir, mas começo a suspeitar.

"O declínio da liberdade de um país é o declínio de sua prosperidade."

O livro nos apresenta uma sociedade distópica, onde quem trabalha duro e faz fortuna em cima única e exclusivamente de competência é visto como explorador ganancioso. Os políticos e a elite mais bem vista da época é fã da doutrina de que "todos devem ter igualdade de oportunidades e se você se destaca como 'melhor' deve pedir desculpas por estar, até certo ponto, ressaltando a falta de capacidade de um ser humano igual a você".

Com esse pensamento, o governo persegue os grandes empresários, limitando suas possibilidades de evolução e os pintando como "maus" e "gananciosos, que não querem dividir suas riquezas com pessoas não produtivas por pura falta de humanidade no coração".

A frase que mais me deu asco, amplamente utilizada por essa "elite" boazinha é "amar o outro por que merece não quer dizer nada, você deve amá-lo justamente porque ele não merece ser amado. Pagar um bom salário a quem faz por merecer não quer dizer nada, mas pagar um bom salário ao improdutivo é ter amor no coração e consciência cívica, porque ele não merece e mesmo assim você deu". Com base nessa premissa o governo vai afundando cada vez mais os bons empresários e levando toda a nação à miséria porque a maior parte dela resolve ser improdutiva. Afinal, pra que produzir?

Um livro que te tira do chão, sacode toda a poeira que havia acumulado no seu ser com a preguiça e te obriga a enxergar a lógica da vida e se mexer. Um livro 10 estrelas para mim (sim, eu sei que a pontuação máxima é 5 estrelas, mas porque me limitar se posso dar mais!? 10 estrelas será! E se você não entendeu meu questionamento, leia o livro que entenderá!)

Bem, a resenha completa é essa, mas no blog existe um "extra história" com 04 curiosidades sobre a obra caso queiram ver.

site: http://conchegodasletras.blogspot.com.br/2015/07/resenha-revolta-de-atlas-voli.html#more
Julio.Cesar 29/08/2017minha estante
"Nada pode tornar moral a destruição dos melhores".Bom se tem ,no Brasil alguém tentando tornar moral a destruição de melhores (eu entendo essa palavra em um sentido e provavelmente quem pensa assim provavelmente entende outro...)são vocês ,esses raciocínios toscos só servem pra massagear o ego de alguns,nesse país.Afinal ,dizer que o princípio da competição é a regra e só vencem os mais capacitados é fácil ,pra alguns ,mas tente estudar nas escolas publicas do Brasil ou colocar seus filhos lá pra ver essa vantagem toda de que vocês tanto se gabam .Essa fala ,sinceramente, acho que só alguém muito tolo é capaz de engolir ou então quem esta mal intencionado mesmo e quer dar risada de quem acredita.Coloquem escolas decentes nesse país pra constatar o quão melhores são "os melhores" que você diz, em relação aos outros.
"Não se pode ser punido por ser bom ou pagar por ter sido hábil ".Outra vez só desvio de foco ;num país onde a professora,que se esforça por uma educação melhor para seus alunos é ameaçada com exoneração se contestar aprovação automática em escolas públicas e o político torra 80 milhões e nem ficam sabendo.Bom em que ?Em torrar dinheiro a toa ?Porque se fosse bom em coisas importantes teríamos mais avanços em cultura,educação, ciência...Mas pelo visto isso a gente não vê por aqui....Quem nasce ,com tudo e não precisa fazer nenhum esforço é hábil?....Só se for em enganar!




Filhos de Ogma 12/11/2014

Resenha: A revolta de Atlas
Acesse a resenha no meu canal youtube.

site: http://youtu.be/PKHDcpnqEPI
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Eliezer Shigueo 06/04/2015

Review
A Revolta de Atlas, foi publicado pela primeira vez em 1957, e no Brasil apenas em 1987. A autora, Ayn Rand é natural da Russia, e este livro, é considerado por muitos críticos a obra prima de ficção dessa autora.

No Brasil, ele foi publicado inicialmente como “Quem é John Galt?” e em 2010, foi relançado com o nome de “A revolta de Atlas”(divido em 3 livros). A autora utiliza uma narrativa recheada de romance e mistérios para mostrar questões filosóficas, políticas e econômicas.

Ele é considerado o livro mais influente dos Estados Unidos, depois da Bíblia.

Acabei de ler o primeiro livro, achei ele tão bom que resolvi que tinha que compartilhar agora minhas impressões, antes mesmo de terminar a trilogia. Portanto, os comentários se restringirão a mitologia do primeiro livro.

Inicialmente, a autoria nos mostra de uma forma romanceada, a história de grandes empreendedores, destacando dois personagens como protagonistas: Dagny Taggart, que é a herdeira de uma empresa ferroviária; Hank Hearden, um empresário dono de uma siderúrgica, que inventa um novo metal, batizado de Hearden(mais forte, mais leve e mais resistente do que o aço). Os dois juntos começam a revolucionar o mundo em que vivem, para melhor.

Porém, ao longo da leitura, vamos percebendo que esses empreendedores, começam a sofrer muitas retaliações por parte do governo. Retaliações por terem boas idéias, produzirem riqueza para eles, para os funcionários, sociedade e governo.

Os dois personagens principais, são exímios administradores, têm ideias, executam e conseguem exito comercial. E, o governo, decidi taxar essas boas ideias, boicotando indiretamente a produção, dizendo que é papel deles “regular o mercado” e “não deixar que ocorra uma concorrência desleal”. Qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência.

Começamos a perceber que já no livro 1, já descobrimos o porque do nome: quanto mais ideias eles tem, quanto mais eles produzem e quanto mais a sociedade se beneficia, mais o peso do mundo começa a sobrecarregar sobre eles (na forma de impostos e medidas do governo), fazendo com que em algum momento, eles resolvam se rebelar, com o sistema.

(Na mitologia Grega, Atlas é um dos titãs, ele foi condenado por Zeus, para sustentar os céuas para sempre.)

Começa a se perceber que, no livro, a política social que inicia o desenvolvimento naquele mundo, vai destruir a iniciativa pessoal, porque ela é contra a lucratividade, e consequentemente o mundo entrará em colapso.

O livro é usado por Ayn Rand para desenvolver o Objetivismo, teoria onde defende o Capitalismo, o Individualismo e o Racionalismo, e mostra os erros da regulação excessiva do governo e de políticas socialistas e assistencialistas.

Gosto muito de ler, seja ficção ou não ficção. Sou muito ligado com empreendedorismo, e quando comecei a ler esse livro, já gostei desde a primeira linha: filosofia, mistério, gestão, biografias de grandes empreendedores – ainda que fictícios – politica, tudo dosado na medida certa.

O livro é excelente porque mostra as ideias erradas do socialismo e os de governo que beiram a isso: com muita regulamentação na economia, e muito assistencialismo. O empreendedorismo, as boas ideias e o lucro são mostrados como a força que impulsiona a sociedade, o ser humano, levando todos a prosperidade.

Tem como não concordar?

site: https://empreendendoaprendendo.wordpress.com/2014/09/19/review-a-revolta-de-atlas/
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mila antares 28/02/2015

Leitura inspiradora.
A revolta de Atlas é um hino às ideias, ao trabalho, ao empreendedorismo, à inovação.
Um texto incrível, que não à toa, é considerado o segundo livro mais influente nos EUA.
Com visão de mundo, com sincera defesa do sucesso produzido e espalhado pelo seu trabalho.
A protagonista é dentre aqueles que realmente carregam o mundo nas costas, uma heroína pressionada por todos os lados, lutando contra um governo corrupto, falta de mão de obra qualificada e matéria prima, e injustiças e ideais tacanhos e perversos que premiam a ineficiência e o atraso. Muito pano para manga para discussões.
É excelente!!
Debbie 06/04/2017minha estante




Rafael.Said 30/12/2017

Uma das melhores viagens que se pode fazer...
Uma das melhores viagens que já fiz...
O livro traz reflexões profundas nos mais variados aspectos, desde o trabalho, competência, corrupção, moral, sexo, relacionamentos, traição, etc. O que procura o ser humano? Através de diálogos com mendigos, ou mesmo entre grandes empresários e políticos, indagações filosóficas permeiam toda a leitura.
Uma história sobre uma era industrial estadunidense, na qual a autora mostra todo o jogo político/econômico em que os interesses de uma pequena parcela da população, representados por personagens como James Taggart, Dr. Ferris, Chick Morrison, Sr. Thompson, Orren Boyle, dentre outros, se sobrepõe sobre todo um país, jogo no qual interesses privados colocam em risco a existência de toda uma sociedade.
Por outro lado, personagens como Hank Rearden, que trabalha exaustivamente e sempre se atrasa para ocasiões sociais, pelas quais não sente nenhum apreço. Personagem intrigante, que é capaz de dedicar todo dinheiro à família, mas que não se preocupar em dedicar sequer uma pequena parte de seu tempo à ela. Que apesar de todos os contratempos, continuar lutando e trabalhando por aquilo em que acredita.
Há vários personagens interessantes no livro, como o empresário James Taggart, dono de uma linha de ferrovias, que se aproveita da dedicação de sua irmã para ganhar status e poder, escondendo por trás do trabalho dela toda sua incompetência. Personagem que defende que as marcas (empresariais) são o que mais importa no mundo. Leva consigo o ditado "qualquer corrupto ganha dinheiro". Ganhar dinheiro é fácil, difícil mesmo é ter caráter, ter pessoas próximas que lhe valorizam pelo que você é e não pelo que você tem ou pelo que você demonstra.
Já Francisco D'anconia, herdeiro da maior fortuna no mundo do livro, decidiu quebrar economias de países inteiros simplesmente porque teve vontade de fazê-lo, embora o livro nos mostre que os motivos que o levou a tomar tal atitude talvez possam ser corretos.
Lilian Rearden, a mulher que se casa com o maior industrial estadunidense simplesmente para manter as aparências, que se configura apenas como um acessório ao seu marido. Mesmo após descobrir a traição dele, continua como figurante e não aceita de forma alguma o divórcio, apenas para não perder seu status social.
O livro, apesar de ser uma ficção, mostra como não há sinceridade entre a alta sociedade político/econômica, o que nos leva a refletir sobre o que acontece no Brasil atualmente. A sinceridade, independente do motivo ou de quem a expressa, leva a um estranhamento por não se estar acostumado à ela.
A intromissão do governo em assuntos privados e a compra do governo pelo setor privado também estão bem representados na leitura. Utiliza-se a chantagem para atingir objetivos particulares. Embora seja ficção, podemos ter uma ideia real do contexto que envolve negociações industriais/empresariais/governamentais.
A descoberta de um tipo especial de matéria-prima por um grande industrial faz com que o governo tome todas as medidas possíveis para se apropriar daquela descoberta. Aqueles que têm o poder político sempre estão em vantagem em relação aos demais, independente do nível em que estejam. Esses é que realmente desfrutam dos privilégios, é necessário desconfiar daqueles que afirmam fazer tudo pelo bem alheio. Sempre há interesses individuais envolvidos. Eles têm o chicote na mão e afirmam que gastam o nosso próprio dinheiro para o nosso próprio bem-estar. É triste perceber que muitas vezes, o talento com a retórica é mais importante do que o talento técnico para desempenhar alguma função. Saber usar as palavras se faz mais importante que saber usar as ferramentas.
Esses não querem se cercar de pessoas que pensam, mas tão somente de pessoas que apenas cumpram ordens. Aqueles que precisam se proteger usando a força para continuarem ocupando seus cargos, de forma alguma merecem ocupá-lo. O livro mostra como são montadas grandes, e eficientes, campanhas para desacreditar qualquer pessoa que vá contra os interesses do grupo dominante.
Outro aspecto bem demonstrado no livro é o fato de vários personagens esconderem suas emoções atrás de suas realizações materiais.
Aprende-se também que a impossibilidade pode ser apenas questão para que se mude o caminho através da visão de outras perspectivas sobre nossas próprias premissas.
Outro ensinamento importante é sobre o ódio a alguém, que muitas vezes é simplesmente o ódio a si mesmo por admirar algum aspecto em alguém que não se reconhece em si mesmo.
No campo da justiça, há reflexões do tipo: para quem servem as leis? Quais são os princípios existentes nas leis? Em alguns casos, o réu tem somente que manter a aparência de justiça quando seus direitos na verdade sequer são reconhecidos? Até que ponto e em quais casos as leis são legítimas? A justiça precisa da "cooperação" do réu para legitimar o processo judicial, isso ajuda disfarçar, nesses casos, a natureza dos atos.
Em relação à imprensa, nota-se como ela toma partido e dá evidência aos acontecimentos de acordo com suas próprias premissas, levando ao público notícias de interesse próprio sob a máscara de interesse público por aquilo.
Abre-se os olhos para o significado real de todo equipamento construído pelo homem. Ali não está somente uma máquina, mas sim todo um conjunto dos cérebros que construíram e que possibilitaram a construção daquilo.
A troca de favores é o que molda o mundo do livro, e por que duvidar que também molde o nosso? Há uma esperança, naqueles que se contrapõem ao modelo que está dado e que têm a capacidade de pensar, e acima de tudo a capacidade de realizar.
São muitas reflexões que o livro permite, são várias visões diferentes que nos traz. Para se ter o real entendimento sobre esses ensinamentos que estão presentes nessa várias e várias páginas, só lendo-o e realizando essa incrível viagem...

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Vida em Série 28/08/2013

Caos pela ausência de mentes brilhantes.
Algumas pessoas conseguem enxergar o futuro catastrófico, enquanto outras procuram escapar da culpa ou jogá-la para fora. Mas, no meio disso, Quem é John Galt? Como responderia isso sabendo que o mundo a sua volta está a beira de um colapso e que tudo que conhece está próximo de uma transformação e que não há garantias de que seja para melhor.

O livro começa com Eddie Willers caminhando pela cidade de Nova Iorque em direção ao escritório da Taggart Transcontinental, ele trabalha lá para seu amigo de infância James Taggart. Na conversa entre os dois, descobre-se que a Taggart Transcontinental está perdendo caminho para outras empresas, como se as veias de suas malhas ferroviárias estivessem secando cada vez mais. Eddie e James sabem disso, mas cada um vê de uma maneira diferente. Quando sai da sala de James, Eddie encontra com Harper, a conversa dos dois é breve, mas através dela pode notar que o problema está por todos os lados.

"A ferrovia Texas Ocidental declarou falência no mês passado. Fecharam a ponte de Queensborough ontem para reformas. Para quê? Quem é John Galt?"

Depois aparece Dagny Taggart dentro do trem Cometa Taggart,o trem que outrora nunca havia se atrasado, porém para no meio da noite. Numa conversa com a tripulação, Dagny Taggart percebe o cenário de descontentamento de todos eles e o próprio, afinal de contas está tudo caindo aos pedaços.

No encontro de Dagny e seu irmão, James, fica evidente a diferença comportamental dos dois, enquanto ela está agindo, James coloca etapas burocráticas e indecisas a sua frente, colocando também em jogo o conflito entre o interesse da empresa e o do governo do México já que o mesmo pretende nacionalizar os trilhos. Percebe-se também que, enquanto Jim desvia dos assuntos, Dagny admite que seu objetivo é apenas o dinheiro.

"Que importância têm os indivíduos em meio às realizações titânicas de nossa era industrial?"

Dagny resolve trocar os trilhos da ferrovia por trilhos de um metal produzido por Reader, um homem bem sucedido que jamais entendera porque os homens haveriam de ser infelizes, mas que se afoga no trabalho e receia em retornar para casa. A personagem, assim como Reader, é criticada sempre por sua paixão à produção, pela perseguição ao lucro e pela "frieza". Mas no decorrer da trama, percebe-se que é isso que salvará a sua empresa e até mesmo a economia, que aqueles que estão pensando em levar o desenvolvimento para os mais necessitados, não conseguem ver o plano maior e que, ao invés de ajudarem, simplesmente atrapalham a todos.

Em meio ao caos econômico, tanto o governo, quanto algumas pessoas, perseguem o desenvolvimento e a econômica liberal, destronando-a com leis que impõe a "competitividade igualitária", a personalidade de Dagny se contrasta com muitos que dizem que a justificativa para a economia privada está no fato de que a mesma deve servir a sociedade, porém não percebem que ao retirarem totalmente o desejo do lucro estão se afundando ainda mais.

"- Dagny - disse ele - seja o que for que sejamos, somos nós que movemos o mundo e seremos nós que vamos salvá-lo."

Pode pensar que ao dizer isso, Reader - dono de uma siderúrgica e criador do metal Reader (metal que salva os trilhos de Dagny) - está sendo prepotente e arrogante (como afirma sua mãe), mas isso é nada mais do que a verdade. A ambição e a genialidade de Dagny e Reader são o que salva os trilhos e o que trás a esperança de prosperidade, mas é exatamente a promessa de prosperidade de ambos que os arrasta para o caos.

"Há alguma coisa de errado no mundo. Sempre houve. Alguma coisa a que ninguém jamais deu nome, que ninguém jamais explicou"

As ideias de igualdade que crescem contra a produção e o lucro espalham-se para dentro das casas dos que, como Dagny, procuram sempre o aperfeiçoamento. Exemplo disso é quando um amigo da esposa de Reader fala sobre literatura, dizendo que deveria ser produzido apenas 10 mil exemplares de cada obra e que, com isso, só escreveriam aqueles cujo objetivo não é ganhar dinheiro.

Com o contraste de perfis, o livro consegue discutir teorias sociais sobre o direito de propriedade e o individualismos, o objetivismo e a inserção de um Estado e, ao mesmo tempo, relações sexuais humanas baseadas em teorias sociais. Os criativos e produtivos suportam então um mundo decadente em suas costas, enquanto parasitas e exploradores questionam a eles, sem reconhecer o trabalho e o valor, colocando mil e obstáculos nos trilhos do progresso e da superação e tais problemas acontecem em escala familiar assim como governamental.

Quando, no alto da prosperidade decretos interrompem o direito de crescer, a sociedade toda se depara com o começo de um terror, o sumiço daqueles que são a produção e o cérebro do país. O primeiro volume é fechado com isso e com a incerteza em um futuro caótico.

site: pormaisuma.com
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Wes Janson 05/02/2017

Excepcional!!!
Em tempos politicamente conturbados, de polarização extrema entre duas vertentes, esse livro é como um farol nesses tempos obscuros. Não se trata de um livro técnico, e sim de um romance passado nos EUA em uma época não determinada, quando políticas progressistas tomam conta de diversos países que se transformam em Repúblicas Populares.
O único país que ainda resiste é justamente os EUA, mas a duras penas. As pessoas empreendedoras que movem as correntes da economia começam a sumir sem explicações, com o governo estatizando seus negócios. Mas tal coisa não se mostrar eficaz na prática, assim como ocorre na vida real.
Mais de mil páginas que valem a pena sem dúvida nenhuma, mostrando como os valores do indivíduo em última essência são o que realmente importam: a racionalidade, a honestidade, a justiça, a independência, a integridade, a produtividade e o orgulho.
Um libelo em defesa da razão, do individualismo, do livre mercado e da liberdade de expressão, que historicamente se mostram os mais corretos.
Recomendo a qualquer ser humano ler, de qualquer vertente política!!!
Matheus 01/03/2017minha estante
É triste pensar que certos extremistas - e eu tenho a impressão de que boa parte da população mundial tem concentrado-se nos extremos do espectro político, em vez de nas suas nuances médias - jamais tocarão neste livro, que expõe tão fortemente conceitos e preconceitos enraizados por estas pessoas e que nos obriga a uma desconstrução das nossas certezas cimentadas. Um livro sensacional, apresentando uma distopia assustadoramente passível de acontecer. 1000 páginas que valeram a pena serem lidas!




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