O Evangelho Segundo Jesus Cristo

O Evangelho Segundo Jesus Cristo José Saramago




Resenhas - O Evangelho Segundo Jesus Cristo


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Debora 03/04/2020

Um ateu que conhece a Bíblia e entendeu Jesus
Saramago revisita as histórias da Bíblia neste livro, sem os dogmas interpretativos das religiões.
Ele reescreve a história a partir de um Jesus humano, um Jesus que ama - não só Maria de Magdala, mas a humanidade. Mas um Jesus que está fadado a viver o que Deus decidiu.
O último capítulo é um primor de tentativa e humanidade.
Saramago entregou, do meu ponto de vista, um livraço.


Adeilza Wanderley 01/04/2020

Maravilhoso
Foi meu primeiro contato com a escrita de Saramago. Estranhei muuuito. Ele não era lá muito fã de parágrafos ou pontuações. O que exigiu muita concentração de minha parte. Muitas vezes precisei reler porque não tinha compreendido. Principalmente no início. Mas você se acostuma e se apaixona.

Nessa obra, Saramago faz uma recontagem da vida de Jesus Cristo tornando o personagem muito humano. Nessa versão, Jesus não é descrito como um ser perfeito, como se espera do filho de Deus. Muito pelo contrário, ele comete erros como qualquer mortal, é capaz de odiar, se rebelar, e amar. O amor ao qual ne refiro, não é o de uma divindade para com a humanidade, mas o amor de homem para mulher. Sim! Jesus se relaciona com alguém nesse livro. É muito fofinho. Não dou mais detalhes para exemplificar para não estragar a leitura da pessoas que, assim como eu, gosta de descobrir a história durante a leitura e quer evitar muito spoiler. Acho até que já disse muito. ^^

Mesmo assim, não posso deixar de mencionar que a melhor passagem é o capítulo em há uma conversa entre Jesus, Deus e o Diabo. Aquilo foi espetacular! E aqui pra nós, o autor me fez sentir pena do Diabo. Nunca imaginei que passaria por essa experiência. Haha.

Leiam. É imperdível! ^^
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Vilamarc 01/04/2020

Provocação inteligente
Recontando a história bíblica constante nos quatro Evangelhos, Saramago conduz uma narrativa que provoca em todo o livro os fatos, os dogmas e as crenças cristãs com muita inteligência e sarcasmo.
Leitura não indicada para as fezes vacilantes.
Destaque para o antepenúltimo capítulo onde Jesus questiona se sua morte tornará o homem feliz e deus antecipa toda a trajetória de sangue, morte e sordidez que caracteriza a história do cristianismo.
É ler para crer.
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Rafa 29/03/2020

Um Jesus mais humano
Deus é apresentado com um ser sádico, Jesus um ser humano complexo e contraditório, como qualquer ser humano comum. Uma das obras mais marcantes na minha vida.
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EduardoCDias 28/03/2020

Para se pensar...
Apesar de não conseguir me acostumar e não ser muito afeito â prosa e estilo de escrita de Saramago, esse livro começou e continuou meio maçante, mas encerrou me deixando de queixo caído... à princípio não entendi o objetivo dessa história ser reescrita, mas aos poucos entendi os sinais... espetacular!
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Henrique Fendrich 26/03/2020

Li esse livro na faculdade há muito tempo, em 2006, e encontrei uma espécie de resumo que fiz à época. Foi o primeiro Saramago que li e a linguagem certamente provocou um estranhamento inicial. É a história de um Jesus humanizado. A história já começa com José e Maria vistos em situações impensáveis pela tradição cristã, como quando o carpinteiro ergue a voz contra a sua esposa, além de ser visto como pecador e culpado pela morte das criancinhas de Belém. Também Jesus tem conversas com Deus inimagináveis pela tradição religiosa, como quando Deus, cansado das muitas perguntas dele, fala "como você é aborrecido" (isso parece a conversa de Deus com Moisés na sarça ardente). A missão de Jesus era simplesmente expandir o conhecimento daquele Deus específico sobre os outros deuses do mundo. Curioso também o momento em que Jesus deixa de ressuscitar Lázaro, ao contrário do relato bíblico, após ouvir de Madalena que "nenhum homem merece morrer 2 vezes". Aliás, para deleite dos conspiracionistas, também aqui Jesus e Madalena são amantes.
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Junior 03/03/2020

Dispensável tecer comentários sobre a maestria da narrativo do autor.
Traz uma visão interessante sobre as principais passagem da vida do Cristo. O diálogo entre Deus, Jesus e o Diabo, por si só, já vale a leitura.
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Natanael Nonato 23/02/2020

O pecado mais belo que já li
Como cristão, ao ler esse livro fiquei bastante surpreso com o romance alternativo do homem com o maior legado histórico do mundo. Muitas vezes cheguei a ficar chocado com algumas opiniões ditas e ficções bem elaboradas, mas não vem ao caso a minha crença ou os meus princípios. De fato, considero a obra como um pecado, mas creio ser um dos pecados mais belos que me envolvi. A obra te mantém do início ao fim interessado em saber uma história paralela de Cristo, ainda que seja totalmente ficcional. Embora seja um livro um pouco complicado no início, com frases e parágrafos gigantescos e capítulos intermináveis (acho que contei uns 4 ou 5 capítulos no livro inteiro, não me lembro), depois de algumas páginas se pega facilmente o ritmo e a partir daí é só se entreter. Da obra em si não tenho nada a reclamar.
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Paulo 18/02/2020

Um clássico
Saramago tem um modo de escrita peculiar, com parágrafos imensos, diálogos misturados à narrativa, algo muito diferente, fluído, rápido. Ele expõe suas inquietações de forma clara, divertida e provocativa. Para cristãos muito fervorosos (católicos em especial), pode ser ofensivo. Para quem é firme na fé, em nada se abalará, é uma leitura que faz pensar e treinar o olho crítico.
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Fleur de Livres 15/02/2020

"...Então, servis-vos dos homens, Sim, meu filho, o homem é pau para toda colher, desde que nasce até que morre está sempre disposto a obedecer, mandam-no para ali, e ele vai, dizem-lhe que pare, e ele pára, ordenam-lhe que volte para trás, e ele recua, o homem, tanto na paz como na guerra, falando em termos gerais, é a melhor coisa que podia ter sucedido aos deuses, E o pau de que eu fui feito, sendo homem, para colher vai servir, sendo teu filho, Serás a colher que mergulharei na humanidade para a retirar cheia de homens que acreditarão no deus novo em que vou me tornar, Cheia de homens, para os devorares, Não precisa que eu o devore, quem a si mesmo se devorará.
Jesus meteu os remos na água , disse, Adeus, vou para casa, voltareis pelo caminho por onde viestes, tu, a nado, e tu, que sem mais nem quê aparecestes, desaparece sem mais nem quê. Nem Deus nem o Diabo se mexeram donde estavam, e Jesus acrescentou irónico, Ah, preferem ir de barco, pois é melhor assim, sim senhores, levo-os até a borda para que todos possam, finalmente, ver Deus e o Diabo em figura própria, o bem que se entendem, o parecidos que são. "


Livro pra reler mil vezes na vida! Amor!
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Etiene @antologiapessoal 08/02/2020

Um dos melhores da vida!
Acho que ler um livro é sempre uma experiência de troca, não é mesmo? Lendo algumas páginas você, por exemplo, aumenta seu vocabulário ao aprender palavras novas, exercita sua paciência enquanto espera pelo desfecho do herói, ou repensa esta ou aquela situação sob outro ângulo... Mas você nunca sai o mesmo dali. Eu não sai.

Aqui me deparei com uma obra que foi uma das melhores experiências literárias da minha vida. Aliás, me deparo com um livro que foi uma baita experiência de vida. Encontrei nos escritos do português a melhor versão de Jesus Cristo, e ele é absurdamente apaixonante. Enquanto católica, encontrei ressignificados para passagens tão conhecidas que me deixaram embasbacada. Enquanto leitora, encontrei a narrativa super bem estruturada e repleta de frases de impacto que me fizeram grifar o livro quase todo. Enquanto gente, acredito que ler Saramago é certeza de adquirir senso crítico.

Não vou adentrar a porta da religiosidade (mesmo estando a ponto de batê-la), porém eu diria que, especialmente, todo CRISTÃO tem por obrigação conhecer esta perspectiva da história que tanto acredita. Aliás, TODOS devem lê-la: é exercício de humanidade. As personas tão bem conhecidas - Deus, Diabo, Jesus, Apóstolos, Madalena - nos são apresentadas sem aquela camada rígida que foi colocada pela Instituição Igreja. A mudança de perspectiva, o subtexto em diversas frases, a sabedoria do narrador, são alguns detalhes que fazem desta uma das melhores histórias que já li.

Se eu pudesse reler apenas um livro pelo resto da vida, seria este!
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Rogerio.Stefanelli 03/02/2020

Jesus Humano
O estilo sem parágrafos funciona perfeitamente nessa versão de Saramago sobre a história mais clássica das religiões, imprimindo à narrativa um ritmo tão alucinante quanto as ideias que traz. É incrível como a erudição do autor não pesa a leitura, pelo contrário, prende a atenção. Apesar da tendência à polêmica, sobressai-se um Jesus questionador, e que não deixa de ser bom. Um Jesus definitivamente mais humano, questionando seu destino e o dos homens (há uma sequência descritiva de santos e seus martírios que explicita - e choca - bem esse inconformismo de Cristo, que vê-se bem no meio de uma batalha de egos entre Deus e o Diabo, no momento mais marcante do romance).
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Filipe 05/01/2020

Ressignificação histórica
Imaginativo, irônico, absurdo, engraçado e polêmico. O evangelho pela visão de Saramago é uma conquista literária em todos os atributos da palavra, onde todo o seu tato para a escrita é transposto em um jogo cheio de passagens reinventadas e inversão de valores, em um universo onde cada um de seus personagens, especialmente o protagonista, caminha ao lado da dor, do desejo e da dúvida. A cena do diálogo entre Jesus, Deus e o Diabo em alto mar é de um domínio narrativo sobrenatural.
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Israel Miranda 21/12/2019

O que não te ensinaram na Escola Dominical.
Sem dúvida é um livro forte, de impacto e que merece ser lido. Saramago é da turma que escreve difícil...e em português de Portugal, mas não é só: a pontuação do texto é composta apenas por vírgulas, MILHARES de vírgulas. Não tem como ler isso pensando nas contas do mês ou na ração do cachorro, a coisa exige atenção e vontade.

A visão do escritor é até mais respeitosa do que imaginei, seu Jesus tem verniz realista, porém os poderes e a ascendência divina são incontestáveis. Claro que vai desagradar cristãos mais radicais, mas é o preço da arte.

O Evangelho Segundo Jesus Cristo segue uma estrutura particular: primeiro é dado um espaço enorme a Maria e José, depois praticamente 2/3 da obra a adolescência de Jesus, e por fim, nos momentos cruciais, a história é acelerada e termina com direito a plot twist e tudo.

O segundo encontro entre Jesus e Deus é o ápice do texto, um diálogo gigantesco, ousado, irônico e muito bem escrito. Ao preencher as lacunas da lógica cristã, Saramago mostra que é capaz de momentos geniais.

Um trabalho provocador, belo, irônico, respeitoso, debochado e...sei lá mais o quê. Leia com a mente aberta e tire suas conclusões.

4 estrelas
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Leandro 05/12/2019

Edição com vários (e todos os tipos de) erros
Em relação a Saramago não há o que reclamar.
Romance fantástico do autor.
Disputa com Intermitências da morte o posto de melhor romance que li do autor.

Porém, em relação ao cuidado editorial que a Companhia das Letras deveria ter com a obra, essa não existiu.
No link abaixo, capturei alguns desses erros e fiz uma thread em meu perfil do twitter.
O leitor deveria começar a exigir recall de livros nesses casos absurdos.

site: https://twitter.com/leandroricardo/status/1171908534365315073


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