Ouro, Fogo & Megabytes

Ouro, Fogo & Megabytes Felipe Castilho




Resenhas - Ouro, Fogo & Megabytes


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Pablo Grilo 17/07/2013

Pendrive do Saci
Escrito pelo paulistano Felipe Castilho, Ouro, Fogo e Megabytes (2012, 288 p, Ed. Guttenberg) é um livro infanto-juvenil, o primeiro da série O Legado Folclórico. Caminhando entre o universo nerd/geek atual e o fantástico através das criaturas e lendas folclóricas brasileiras, o livro mescla de forma interessante dois mundos tão distintos, o que dá uma salada de referências que vai do Boitatá e o Boto a um pendrive, email e chat de jogo online.

Curta Sinopse: A rotina do menino de 12 anos Anderson Coelho, mineiro natural de Rastelinho, resume a jogar o MMORPG Battle of Asgorath (onde é o segundo colocado e todos tem alta estima por ele), e desviar dos bullys na escola. Até que um dia é contactado dentro do jogo por alguém interessado em suas habilidades especiais para lutar contra uma malvada organização e seu empresário na cidade grande de São Paulo.

Alguma semelhança com o filme Matrix? Não somente o nome dos protagonistas é o mesmo (embora Felipe explique a escolha nos agradecimentos), os pontos em comum não param por aí. Os outros elementos cyberpunks da obra cinematográfica dos irmãos Wachowski estão lá: as explicações para vários dos equipamentos tecnológicos utilizados, a característica especial do protagonista (que todos do seu grupo o consideram um hacker) é essencial na luta contra uma empresa malvada (ainda que não sejam máquinas).

Já a diferença se dá em outros elementos também: o autor explora um universo não comum entre os autores de literatura especulativa brasileira: o folclore brasileiro. Fora a coletânea da Editora Draco, Brasil Fantástico, e da Llyr Editorial Mitos Modernos, é difícil encontrar a mitologia brasileira inserida em algum nível no meio do mar de obras medievais, de espada e feitiçaria e de ficção científica no mercado nacional. O que é uma pena, já que o universo nerd/geek se prende tanto a mitos e lendas estrangeiras não dando um possível (e devido) valor ao nosso misticismo.

E é aí que o livro ganha a sua força. Felipe está de parabéns pela coragem em abordar o folclore brasileiro em um cenário fantástico, ainda que em um livro infanto-juvenil. No entanto, ele seria mais audacioso se tivesse transportado à uma história mais adulta, com protagonistas mais velhos e seus dilemas e ações mais complexos.

Como o clima do livro é infanto-juvenil, a narrativa, o universo, os diálogos e as excessivas lições de moral podem cansar ou até mesmo chatear leitores mais adultos que queiram se aventurar, mas deve agradar aos mais jovens. Já outra característica foi curiosa, a presença do universo geek trouxe algumas das melhores metáforas da obra, que o autor usou de forma interessante, por ex, na página 159: “Anderson empurrou sua cadeira para trás com força. Estava possesso, nunca havia ficado tão alterado em toda a sua vida. Nem quando estava quase no final de Call of Duty 4 e a luz de seu bairro acabara antes que ele conseguisse salvar o seu progresso no jogo.”

Um maneirismo de Felipe incomodou, o narrador por muitas vezes comenta algumas cenas, ao invés de simplesmente descrevê-las ao leitor e deixá-lo livre para interpretá-las. Algumas vezes ele também antecipa informações de forma desnecessária, ex: pág 222: “Aquela era só a primeira coisa que dava errado para Anderson e seus amigos.“

Houve um deus ex máquina na metade do livro que diminuiu a força da história. As pequenas ilustrações no início de cada capitulo que antecipam alguma cena contribuíram para igualmente enfraquecê-la. Por fim, o livro é maior do que deveria, a edição poderia ter cortado até 20 porcento que traria mais agilidade à obra, ao diminuir os maneirismos do narrador ou até mesmo cortar algumas das cenas.

Ponto para a Editora Guttenberg pelo bom acabamento da obra tanto na capa quanto nas partes internas, e por apostar em um autor que trouxesse o folclore nacional para debate ao inseri-lo na literatura especulativa brasileira.

Vale a leitura? Sim, se o leitor estiver disposto a se aventurar em uma divertida e instigante trama que passam por locais, mitos e lendas brasileiras.
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Carla Luz 18/01/2015

Show de bola, maluco!
Tá aí o segundo livro do ano. Eu já terminei tem uma semana, mas o calor insuportável do Rio de Janeiro não me deixou sentar o popozão pra escrever. Mas eu achei que devia, pois estou pra terminar o terceiro e fiquei preocupada dessa minha ideia de resenhar todo livro que li ficar acumulada.
O livro da vez é "Ouro, Fogo & Megabytes" de Felipe Castilho.
Primeiro tenho que dizer que foi uma releitura. Já tinha lido e quis outra vez porque adoro essa história. A-DO-RO!
A história se passa, primeiramente em Rastelinho, uma cidade pequena de Minas Gerais. Eu acho que ela não existe no mapa... mas na minha imaginação sim. E nessa cidade mora um menino que adora videogame, chamado Anderson Coelho, ou Shadow - sua identidade durante um jogo online - que eu fiquei com vontade de jogar.
Ele é como todo garoto de 12 anos. Estuda, tem alguns poucos amigos, gosta de computador. Mas sua vida muda muito quando recebe um recado de alguém inusitado precisando dos seus serviços de "cabeçudo da internet".
Vai para um lugar chamado Organização. E lá faz novos amigos e reve muitos dos seus conceitos. Vê os perigos que rondam pela cidade e que as aparências enganam. Será que algumas pessoas são realmente amigos? E aqueles carrancudos são realmente inimigos? Ele precisará de perspicácia e intuição para descobrir que caminhos tomar. Descobre MUITAS (e quando eu digo muitas, é muita mesmo!) coisas das quais ele achava ser só mito, lenda. E o mais legal de tudo é que a jornada não acaba nesse livro, TEM MAAAAAAIS!
Se você gosta de aventuras, lutas, investigações, um humor MA-RA-VI-LHO-SO e ainda gostar das lendas brasileiras... cara, você vai gostar desse livro. Fiquei tentada em contar um montão de coisas, mas eu poderia ser ameaçada de morte por spoiler (o mundo hoje tá violendo, cara!). Então decidi só dizer que o livro é bom pra caramba e que eu me amarro nos personagens, na trama e principalmente no bom humor do livro. Além do fato do Felipe ser brasileiro, paulista, bem humorado, simpático e super acessível (não, eu não estou dando mole pra ele). É só procurar "Felipe Castilho" no facebook que você acha. Além desse livro ele escreveu um HQ chamada "Imagine Zumbis na Copa" que eu ainda não pude comprar (falta de tempo, depois falta de grana... coisas típicas do trabalhador brasileiro), mas comprarei na Bienal do Livro do RJ (YEEEESSSSS!!!!!!).

Fica aí a minha dica de leitura.

Abraços fritos de calor de Bangu! (alguém traz a Elsa pra cá, gente! Tá calor demais!)

site: http://obrigadeiroliterario.blogspot.com.br
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Alana 21/08/2013

Nacional, sim! Chato, nunca!
Comecei a ler logo de cara e estava bem empolgada e pensei "ah, se eu posso ler Percy Jackson e os Olimpianos que fala da mitologia grega, ou algum livro das Cronicas de Kane, que fala da mitologia egípcia, então por que não posso ler sobre a minha própria mitologia?"
Dai eu comecei a ler e me amarrei!!
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Psychobooks 15/10/2012

Por que ninguém nunca pensou nessa premissa? Me respondam!

Folclore brasileiro + ação + videogame + a boa e velha fantasia infantojuvenil = diversão na certa!

Felipe começa o livro nos inteirando sobre termos usados em jogos e que seu personagem principal – Anderson – e seus amigos usarão com frequência durante o decorrer da história. Esse começo é superdinâmico. O autor chega a usar inclusive a descrição do que ocorre dentro do jogo, em paralelo com as ações do mundo real. Achei essa parte superinteressante e esperava mais dessa fórmula durante o restante do livro, pena que não aconteceu.

A premissa se apoia na “jornada do herói”, não sabem o que significa o termo? Bora ver o que a tia “Wikipedia” tem para nos contar:

'O monomito (a.k.a “Jornada do herói”) está dividido em três seções: Partida (às vezes chamada Separação), Iniciação e Retorno.
A Partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta à casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada.'

Perceberam? Conseguem por aí avaliar todos os livros que leram e que tinham exatamente essa fórmula em seu “código genético”? Vou analisar o livro do Felipe partindo dessa descrição e será por meio dela que farei minha observações:

Separação.

A apresentação da vida pré-separação de Anderson é rica e interessante. Achei todos os personagens bem-construídos e fieis às suas características. Anderson é um menino que mora no interior de Minas Gerais, tímido e não é dado às atividades físicas. Seu mundo se resume às atividades escolares – onde não é nenhum gênio, diga-se de passagem – e, claro, ao seu mundo virtual, onde joga o Battle of Asgorath (BoA), sob o codinome de Shadow Hunter. Nesse mundo virtual ele é uma lenda, o segundo melhor jogador da plataforma. Sua vida escolar é bem apresentada e espero que renda mais no próximo volume da série.

Essa primeira parte da narrativa tem uma queda no pós-separação. Felipe criou uma ponte entre a separação e a iniciação que achei completamente desnecessária. Anderson é encontrado pela Organização e vai enfim ao encontro de seu destino, mas, até que se inteire de tudo o que está acontecendo e o motivo para sua acolhida, passam-se muitas páginas com uma enormidade de inserções não tão importantes. Acredito que essas páginas poderiam ter sido melhor usadas na construção mais rica dos personagens dessa fase, já que são tão pouco descritos que suas características acabam se confundindo, fazendo com que o leitor tenha que voltar o texto continuamente para saber a quem o autor ou o protagonista estão se referindo.

A narrativa é em terceira pessoa, mas sob o ponto de vista do Anderson. Essa forma de narrativa é bastante usada na jornada do herói, por nos dar apenas a visão do protagonista e com isso, fazer com que o leitor entenda o desenrolar dos fatos junto com ele. Felipe escorregou nessa ferramenta apenas em um ponto. Há um momento em que ele troca a visão para que um personagem coloque sua opinião sobre o menino; eu me senti confusa de início, mas acredito que muitos de vocês não repararão essa escorregadela.

Iniciação.

Aqui as coisas começam a esquentar. Há uma parte entre a separação e a iniciação em que as duas se fundem, quando Anderson finalmente sabe a que veio e porque é tão importante que se doe completamente à empreitada. Felipe soube colocar muito bem todos os fatos, com cenas repletas de ação e as explicações para cada lenda ou característica de certo personagem, bem inseridas na narrativa. O motivo da escolha de Anderson não fica totalmente claro, espero que o autor explique-se melhor na continuação da série, mas isso não atrapalha nem um pouco a magia da história e seu desenrolar. Claro que há situações estapafúrdias onde uma criança consegue, sem muita ajuda, o que seria praticamente impossível até mesmo para um adulto, mas (gente, é um GRANDE MAS!), qual livro infantojuvenil que não usa dessa técnica? Essa é a magia do gênero!

Retorno.

Aqui, Felipe foi GENIAL. Arrematou de forma arrebatadora o livro, não deixando pontas exageradamente soltas para sua continuação, mas permitindo uma fresta cheia de possibilidades. Ele ainda pretende lançar mais 4 livros para sua série, então espera-se uma verdadeira jornada do herói, com o personagem crescendo tanto física quanto emocionalmente. Louca pra saber o que mais ele preparou para a gente.

Resumão da minha opinião.

No geral, o livro do Felipe leva 3,7 estrelas. Ele tem falhas, mas a narrativa é tão gostosa que as oblitera. Sugiro nos livros seguintes um maior cuidado com os personagens, ainda mais com os que serão de suma importância na narrativa. Alguns acontecimentos perderam o seu élan exatamente por essa falha na construção. Faço um aparte para a arte gráfica da Editora Gutenberg. O livro está lindo e a diagramação facilita a leitura. Todos os capítulos são iniciados com um ilustração que por algumas vezes traz um minispoiler dos acontecimentos, mas, mais uma vez, isso também é comum nesse gênero.

Também vale observar a questão ecológica que Felipe levanta.

Minha dica: Fiquem de olho no Felipe, é um autor que promete!

" - Ei, coisa feia! – gritou Anderson, saindo de trás de sua proteção e chamando a atenção de sua perseguidora. Um vento súbito ergueu o casaco longo do monstro e fez os seus fios loiros esvoaçarem. Pensando bem, ela realmente tinha um quê da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo – Vem me pegar, sua paquita do inferno!"
Página 93
http://www.psychobooks.com.br/2012/08/resenha-sorteio-ouro-fogo-megabytes.html
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Debinha 11/07/2013

Eu AMO essa história!!!
Espero que goste dessa maluquice abrasileirada, foi o que o Felipe me escreveu no dia que comprei o livro...
E agora que li tenho que dizer sim eu gostei e não vejo a hora do lançamento do próximo!!!
Anderson é corajoso, divertido e estupido ao mesmo tempo. A história me prendeu do começo ao fim, principalmente por falar de um tema que não se encontra em muitos livros jovens: O Folclore Brasileiro!!!
Espero que o próximo siga os mesmos passos e será perfeito!!!
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David.H.S 28/05/2012

Ouro, Fogo e Megabytes
Anderson é um garoto mineiro, viciado em computador e games. Ele é o segundo melhor na lista do seu jogo favorito...
Seu amigo de escola Renato também é viciado neste jogo,e em um dia comum quando eles estão jogando o game com mais alguns garotos tentando vencer um monstro mestre. Um homem chamado, José da Silva Santos, começa a conversar com Anderson pelo chat do jogo ele lhe faz uma proposta de emprego, para ele morar em SP. Anderson, acha isso muito estranho, ainda mais que este homem conhece o seu nome verdadeiro. Quando Anderson acredita que tudo acabou...
No dia seguinte esse homem aparece em sua porta e fala que ele passou nas olímpiadas de matemática, sendo que Anderson é horrível em matemática, mas tudo são apenas desculpas para convencer os pais de Anderson a deixarem o seu filho ir para SP.
Contra a parede, Anderson é obrigado a ir para SP e seus pais insistem com muito orgulho a que ele vá.


Lá descobre muitas coisas e vive muitas aventuras.... Descobre um grupo de ambientalistas chamado "Organização" formado por crianças orfãos e por criaturas mágicas do folclore brasileiro. Anderson vai ter que ajudar este grupo a invadir uma empresa e hackear seus computadores com um vírus. Eles querem que ele faça isso porque o que o presidente desta empresa faz é muito mal ao meio ambiente, e tem raiva das criaturas folclóricas e possue aprisionada em sua propriedade a mãe de ouro, que é uma criatura folclorica que produz ouro e quem a possue fica rico!!
Anderson acaba se envolvendo muito com todos da organização e faz grandes amizades. Com Valentina (conhecida como Tina), uma garota muito esperta para a sua idade e lutadora, amante dos animais. Com Elis, Chris, Platão, Olavo....
Na Organização Anderson aprende muitas coisas, e acaba se sentindo em família com todos esses amigos. Muitas aventuras, e mistérios acontecem com ele e todos da organização, para tentarem tirar das mãos de Wagner Rios a Mãe de Ouro...


Realmente este livro me conquistou, num primeiro momento achei muito estranho o folclore brasileiro no livro, mas depois eu me toquei. Grande parte dos livros que eu leio de aventura são de mitologias: vampiros, lobisomens, mitologia grega, mitologia egipcia, entre outros tudo são mitos. Por que não criar uma estória baseada na mitológia do folclore, só por que é nacional? Conforme eu fui lendo o livro, a narrativa, os personagens e o folclore me conquistaram!! Todo aquele preconceito de inicio teve fim, começei a lembrar das estórias da minha infância, foi muito bom.
Além do autor criar uma aventura completamente inovadora, por traz da estória tem um lado muito educativo. O meio ambiente que nós humanos queremos ou não estamos destruindo... O livro é muito gostoso de ler com uma narrativa leve e divertida, e ao mesmo tempo tensa, dei muitas risadas no começo e o li rapidamente para saber o que aconteceria nas próximas páginas!!
Uma obra muito boa, Felipe Castilho tem um sucesso em mãos, espero que esta série continue com estas diretrizes nos próximos livros, estou super ansioso!!!
Recomendo a todos os tipos de leitores!! Leiam, vocês irão adorar!

Mais resenhas minhas no meu blog:http://livrosemaisseries.blogspot.com.br/
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Andrea 10/09/2012

Infantojuvenil de primeira qualidade!
Primeiro peço licença para que a minha criança interior fale:

“Amei! Amei! Amei! Preciso ler todos!!!!! Ai, que espera terrível será até sair o próximo!!!!!!!!!”

Pronto. Desculpem-me, ela fica assim meio selvagem às vezes, quando se apaixona por alguma coisa. Mas agora que utilizou todas as exclamações a que tem direito deve ficar quietinha por um tempo.

Indo ao que interessa: o livro é fantástico. Simples assim. Totalmente adorável.

A narrativa é fluida, o enredo é envolvente, as cenas são bem elaboradas, adorei como o autor plantou os personagens, como os desenvolveu e como conseguiu dar uma voz bem específica, diferenciada, ao personagem principal, além do ritmo que imprimiu ao livro.

Nos conflitos você vê a dose exata de descrição da cena e de ação da mesma. Você vai ler frases inteligentíssimas e diálogos impagáveis. Em certos momentos você sabe que seus olhos estão mirando um monte de papel, mas o que você está vendo mesmo é a cena acontecendo bem à sua frente.

Li comparações do livro com os livros do Riordan, mas achei a escrita mais similar à da Rowling e não só por ser em terceira pessoa, achei todo o estilo mais parecido com o dela. Mas, bem, a minha não é uma opinião profissional. Eu sou só uma leitora, “nem sou muito nerd, até tenho uma pequena vida social” (CASTILHO, 2012). As comparações com o Riordan talvez se expliquem mais devido ao uso que ambos os autores fazem de figuras mitológicas/folclóricas nas tramas.

E por falar em seres folclóricos também li uns “como ninguém nunca pensou nisso antes?” por aí. Na verdade, acho que um monte de gente, de fato, pensou. Mas daí a [1. Fazer.] e [2. Fazer com a categoria que o autor fez] é outra história... Aliás, outraS histórias, já que a coleção terá 5 volumes.

Falando do físico da obra (prima): a capa é linda, o papel usado é ótimo, assim como o cheiro do livro (sim, eu cheiro livros, qual o problema?). A revisão da editora G. sempre deixa a desejar, espero que corrijam as próximas tiragens. Gostei das fontes usadas, da diagramação e também das ilustrações, bem pontuais.

Leiam o livro, riam com os personagens, tenham raiva de alguns, suspeitem de outros, amem todos. Sintam o coração batendo rápido em certas cenas e o alívio que o próprio personagem experimenta em outras. Tudo isso numa livraria perto de você. rsrs

Desejo vida longa ao autor, imenso sucesso, muitos fãs, versão dos livros para outras línguas, e todas as outras coisas que a minha criança interior está gritando aqui para mim. Eu disse que ela fica selvagem.
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Jessica 09/07/2012

Uma crítica necessária na atualidade
Impressionada! Os tons usados pelo autor para evidenciar uma crítica necessária nos dias atuais, cria na consciência do leitor não só o interesse por uma mitologia negligenciada por nós - brasileiros, mas nos enriquece a medida que esse Legado Folclórico nos é apresentado; despertando em nós a mesma chama viva de coragem para apontar as falhas de nossa sociedade "saudavelmente desigual". Tudo isso no intuito de avivar esse interesse por ela e noção de proteção por ela. Espero que desperte em nossos jovens leitores essa noção de viver em seu próprio tempo, mas sem deixar de lado sua responsabilidade para com a sociedade na qual e existe - hoje - e que no futuro será o seu principal ator.
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Luciano 24/08/2014

Ótimo livro
Um livro que todos deveriam ler e refletir sobre sua mensagem. Nem tudo que vemos podem ser levado ao pé da letra e que temos que ser menos materialistas e vivermos mais em harmônia, não só entre humanos, mas com a natureza também.
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Ana Valentina 11/03/2014

Resenha: Ouro, Fogo & Megabytes
Faz muito tempo que comecei ler este livro, mas sempre colocava outro na frente e acabava deixando ele de lado. Como não estava lendo interruptamente demorei a me envolver completamente na estória, mas vamos lá.

Foram duas coisas que me fizeram ‘prestar atenção’ nesse livro. Primeiro, o autor mistura o cotidiano com mitologia, e como sou fã de Percy Jackson (que trabalha com a mesma temática), resolvi que precisava lê-lo. Segundo, achei uma ideia inovadora usar nosso querido e velho folclore para formar uma aventura maravilhosa, aliás, livros nacionais que exploram nossos ‘tesouros’ é maravilhoso não?

Ouro, Fogo & Megabytes, primeiro volume da série O Legado Folclórico, apresenta uma leitura facílima, com doses certeiras de humor, mistérios e aventuras. Além disso, notei que Castilho conseguiu elevar muito o nível do livro, a partir da metade da estória (Depois que Anderson descobre que as lendas são vivas ;-) ). Outro ponto forte são as ilustrações — que aparece em cima de cada capítulo — e nos faz lembrar da literatura em cordel. Sem falar que a capa do livro é um colírio para os olhos.

Tenho que dizer que o livro foi muito bem trabalhado e além das características acima, Castilho ainda nos presenteia com um adorável glossário dos termos nerds, para ajudar os simples mortais a compreender um pouco mais do universo dos games (Já deu para perceber que eu sou meio leiga no assunto né? ;-) )

O personagem principal é apenas um garoto comum de doze anos ou melhor dizendo é um típico gueek, que adora passar as horas na frente do PC jogando um jogo online chamado Battle of Asgorath, e seu avatar Shadow Hunter é classificado como 2º melhor no ranking mundial (Quanta honra não?)

E por causa de seu envolvimento com o jogo, Anderson foi selecionado para prestar um serviço para a misteriosa Organização, localizada na grande São Paulo. Muita coisa estranha acontece desde então, e o garoto terá que usar suas habilidades virtuais na vida real para sobreviver, ao mesmo tempo que colhe informações para desvendar o emaranhado de segredos que paira sobre a Organização.

É um livro muito bom e super leve, recomendo para todos, inclusive para adultos. Já comprei o segundo volume da série e já estou ansiosa para lê-lo.

site: https://garotasdejales.wordpress.com
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Assis 11/04/2013

Monstros, ecologia e muitos bytes
Esse é o primeiro livro com o qual me deparo de Felipe Castilho. Então, de antemão, devo dizer que você está de parabéns por me surpreender com um tema como o nosso Folclore. Principalmente por que não sou apreciador desses mitos. Porém, a forma como você “recria” essa cultura e essas lendas, não só me prendeu como despertou meu interesse.

Por isso, eu digo, se você acha que sabia alguma coisa sobre nossas lendas: esqueça!

Nesta emocionante estréia da série Legados Folclóricos, o protagonista Anderson Coelho, um jovem nerd do interior de minas, é confundido com um hacker e convidado por um grupo intitulado Organização, a ajudá-los em uma missão. Ele é encontrado dentro de um jogo de RPG online onde seu personagem, um elfo drow de renome, é o segundo lugar no ranking de seu servidor. O garoto, sem saber no que está se metendo, ou melhor, sem saber no que está sendo envolvido, é levado por um representante da Organização para a cidade de São Paulo, deixando para os pais, uma leve mentira: para seus responsáveis, ele está indo à São Paulo para participar de uma Copa de matemática.
Lá, ele conhecerá outros membros influentes e também as crianças “protegidas” pela mesma. E é à partir daí, que ele começa a perceber no que foi envolvido.
O chefe do grupo, um senhor negro e de péssimo humor, nada mais é do que um Saci. E assim como ele, outros membros do grupo também são seres lendários.
O garoto descobrirá a importância da amizade e os danos que um passado de abandono pode trazer para vida de um ser humano.
A narrativa traz também uma mensagem de combate à poluição. Pois o grupo que recruta Andreson Coelho, também atua nas ruas de Sampa ensinando e fazendo apelos para que os cidadãos cuidem melhor de sua cidade. Além disso, através da Organização, o autor nos mostra o quanto somos dependentes do sistema capitalista e nos insita, através das regras impostas pela Organização, a nos desvencilharmos de tais grilhões; mesmo que apenas um pouco.
Com uma narrativa sucinta, apoiada por uma diagramação dinâmica, Felipe Castilho introduz os personagens folclóricos em nossos dias atuais. Dentro de uma trama de ressentimento, amizade e ganância.
Cenas de ação preenchem na medida certa o desenrolar da trama. Desde uma perseguição pelo centro de São Paulo até uma “grande batalha” que se desdobra para cumprir a missão do jovem protagonista.
E o final; bom, sinto lhes informar, mas as aventuras de Anderson não terminam ali. Felipe te pega de jeito com uma surpreendente revelação nas linhas finais da história. Simplesmente inesperado e surpreendente.
Não tem como não ficar na espera dos próximos acontecimentos.
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mouemily 04/12/2016

Eu sempre amei André Vianco. Falo dele em pelo menos metade das minhas resenhas de livros brasileiros de fantasia. E uma das coisas que eu mais amei nos seus livros, desde o começo, foi a forma como ele conseguiu reunir o folclore local e até mesmo o europeu em um cenário totalmente brasileiro. Ainda assim, ele não fazia muito uso das nossas lendas aqui, e eu continuava a procura de alguém que conseguisse fazê-lo. E daí eu finalmente conheci Ouro, fogo e megabytes.

Ouro, fogo e megabytes é tudo que eu sempre quis em um livro: Personagem birracial como protagonista? Sim. Criaturas do folclore como personagens importantes dentro da história e que vão além de suas origens mágicas? Sim. Menções a autores brasileiros? Sim. Cenário familiar, que não se limita a São Paulo? Sim. Found family? Sim. Um estilo de escrita gostoso de ler, que flui bem e te faz rir alto diversas vezes nos momentos mais inesperados? Sim, sim, sim!

Felipe Castilho consegue inserir a magia brasileira de forma tão divertida e bem construída que é impossível não amar. Desde os capelobos guarda-costas até o casal formado por um boto e uma filha de sereia, passando por um saci com uma história linda apesar de triste e, claro, um lobisomem fantástico (é só ver o meu reading process pra ter uma noção da minha surtada) e uma cuca incrível. As lições de moral são bem explícitas, mas fazem sentido dentro do livro, assim como todas as justificativas dadas. Inclusive, diria que é um esquema bem parecido com Percy Jackson - se não melhor, justamente por ser brasileiro.

Não dá pra explicar quão rápido eu me apaixonei por esse livro ou quão grande meu amor pelo mesmo é. Cada nova página era um sorriso novo no rosto. Minha decepção maior? Não ter lido esse livro antes. Ou não poder obrigar meio mundo a lê-lo. Esse é exatamente o tipo de livro que eu daria para crianças no ensino fundamental ou até mesmo no primeiro ano do ensino médio quando me perguntassem que tipo de história as faria aprender a gostar de ler.
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Grazy 04/08/2013

Ouro, Fogo e Megabytes chegou às minhas mãos meio que de repente. Nunca havia ouvido falar do livro ou de seu autor, e estava com amigos andando pelos stands das editoras no Anime Friends quando em uma delas, começamos a ouvir um moço falar sobre o tal livro. Nos falou da historia, nos falou da aceitação que o livro teve por quem já havia lido e fez toda uma propaganda. Quando então percebemos era o próprio autor ali, nos contando sobre o seu livro.


Compramos, ganhamos autógrafos e foto. Falei para ele que eu lia muita fantasia, e que gostava de saber as novidades da literatura nacional nesse meio e que NUNCA, NUNCA havia ouvido falar dele. Que ele precisava urgentemente de mais propaganda.



Achei a edição do livro muito bem feita, a capa é linda, a diagramação é boa, e tem ilustrações no inicio de cada capitulo. Além de ser uma leitura de fácil compreensão e instigante.

Já comecei a ler me divertindo, pois no inicio o protagonista faz um glossário para o fórum de MMORPG do qual participa, que ficou muito bom. No desenrolar da historia, vamos conhecendo Anderson e sua rotina como uma criança de doze anos de idade. Até que o extraordinário, com personagens fantásticos passa a acontecer.

A fantasia com toda a pegada do folclore brasileiro ficou muito bem desenvolvida. E sinceramente achei o livro muito educativo, queria automaticamente que todos os meus alunos pudessem lê-lo. Com a dose ideal de mistério,os vilões ficaram muito bem colocados, e a busca pelo espião me fez ter várias teorias sobre quem estaria traindo aquela Organização que só procurava fazer o bem para aquelas crianças, à natureza e às criaturas folclóricas. O ápice da aventura ficou ótimo, eu só queria que o vilão tivesse sofrido mais, e o final me deixou muito curiosa em poder pegar logo o próximo volume.

Pessoalmente tive um pouco de dificuldade em imaginar um garoto de doze anos tão esperto quanto os personagens mais jovens do livro. Quebrei a cabeça para tentar imaginar porque aquilo estava me incomodando tanto, até perceber que Harry Potter e Percy Jackson entraram muito bem na minha imaginação porque eu tinha quinze anos quando os conheci como protagonistas de onze anos cada um. Mas que agora aos vinte e seis anos, e com alguns de profissão na rede de ensino, eu não conseguia mais ver crianças de doze anos tão espertas assim. Mas quando parei para refletir , percebi que foi o mesmo problema que tive com Territórios Invisíveis de Nikelen Witter, e que na época passei a observar meus alunos de onze a quinze anos mais atentamente para buscar um ponto de referência para uma criança tão esperta e aventureira.E aí sim ficou mais fácil aceitar toda a aventura. (Sim eu sei , estou ficando velha e não posso deixar a minha imaginação envelhecer também)

A única coisa que me incomodou no livro foram algumas referências que eu, com vinte e seis anos entenderia tranquilamente, mas que alguém de doze anos não entenderia sem uma pesquisa. Como por exemplo a referência a Zinédine Zidane e seu ataque a outro jogador de futebol durante um campeonato importante. Eu lembro disso, eu vi acontecer na televisão ao vivo, uma criança de doze a quinze anos provavelmente nunca nem ouviu falar dele ( eu fiz um teste,perguntei por ai a alguns mais jovens), por isso me incomoda quando há essas referências que meio que deixam o livro datado. Ao invés de falar que ele fez como Zidane, apenas a descrição do momento já seria suficiente. Mas isso é uma coisa pessoal minha esse tipo de referencia me deixa desconfortável em qualquer livro.

Mas no fim , o livro é ótimo e merece muito destaque. A aventura é espetacular, o folclore brasileiro é maravilhoso e deve sim ser mais explorado e apreciado por nós. E fiquei muito feliz em saber que o próximo volume sai ainda neste mês de agosto de 2013. Vou comprar e acompanhar com certeza! Literatura Nacional crescendo yeah!
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Zarpe 24/01/2018

Esse livro é ótimo. Nas últimas folhas não queria mais parar de ler.
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