Ouro, Fogo & Megabytes

Ouro, Fogo & Megabytes Felipe Castilho




Resenhas - Ouro, Fogo & Megabytes


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zoni 18/07/2018

Releitura totalmente satisfátoria, e me encontro ainda mais apaixonado que antes por essa história.
Eu realmente precisava fazer essa releitura, porque muito da história havia se apagado da minha memória, outras partes eu estava confundido com a história do segundo volume, e outras eu simplesmente imaginei que existiam.

Não é novidade pra ninguém que sou apaixonado pelo folclore e pela mitologia nacional, ou melhor, por qualquer mitologia e esses livros numa pegada de pjo se passando no meu estado e no meu país é totalmente incrível. Desde a primeira vez que li essa série, me apaixonei por todas aqueles personagens, e dessa vez não foi diferente, mesmo já os conhecendo, notava coisas novas naquelas personalidades que eles nos mostravam. Pelo fato de eu já conhecer a história, o espião não era novidade pra mim, e isso foi meio triste, mas o restante dos capítulos foram satisfatórios.

Nunca tinha escrito um review sobre esses livros, e agora que os estou relendo tenho a oportunidade de gritar meu amor por esses personagens e por esse autor maravilhoso. A cada página virada do livro, meu desejo de ser bilionário e bancar uma adapatação pra tv só crescia, esse livro daria uma ótima série de televisão, ou um longa pro cinema.

Esse seria o único volume que eu iria reler, mas agora que acabei preciso reler os outros, o segundo é de longe o meu favorito, onde eles vão pra o festival na ilha e é tão incrível, não vejo a hora de mergulhar no segundo volume.

site: www.instagram.com/nomeiodatravessia
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fordes 27/04/2018

ótimo
Muito bom, traz uma nova visão para o folclore brasileiro, com uma facilidade e que trás interesse, uma ficção, fantasia, misticismo, que só somos acostumados com obras internacionais e com mitologia de outros lugares, trouxe o folclore de uma maneira linda que fez eu ter vontade de pesquisar sobre o assunto ler mais, e querer ver a seqüência, uma leitura fácil, e muito envolvente, muito bom
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Zarpe 24/01/2018

Esse livro é ótimo. Nas últimas folhas não queria mais parar de ler.
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Rebeca 29/03/2017

Eu comecei o livro bem animada pois adoro livros de fantasia, e saber que existe fantasia brasileira com personagens do nosso folclore foi incrível! Porém, conforme a leitura avançava, fui perdendo todo o ânimo. A narrativa é cheia de lições de moral e embora algumas delas se encaixem na trama, quando usadas em excesso deixam o texto com um caráter panfletário e o torna extremamente cansativo. Toda vez que o Patrão abria a boca eu já revirava os olhos - e olha que concordo com seus ideais, mas a forma que eles foram apresentados não me agradou. E também achei a mudança de Anderson bastante forçada. Um dia ele era um jovem gamer e no outro ele já tinha absorvido completamente os ideais da Organização e os propagava com facilidade. Me parece difícil acreditar que um garoto tão jovem realmente faria isso - é mais fácil acreditar no Boitatá e no Curupira. Contudo, a narrativa melhorou nas últimas 100 páginas do livro quando a trama foi se desenrolando de fato. Então a minha nota é 3. Acho que tem bastante potencial e a ideia é ótima, só a execução que deixou a desejar.
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mouemily 04/12/2016

Eu sempre amei André Vianco. Falo dele em pelo menos metade das minhas resenhas de livros brasileiros de fantasia. E uma das coisas que eu mais amei nos seus livros, desde o começo, foi a forma como ele conseguiu reunir o folclore local e até mesmo o europeu em um cenário totalmente brasileiro. Ainda assim, ele não fazia muito uso das nossas lendas aqui, e eu continuava a procura de alguém que conseguisse fazê-lo. E daí eu finalmente conheci Ouro, fogo e megabytes.

Ouro, fogo e megabytes é tudo que eu sempre quis em um livro: Personagem birracial como protagonista? Sim. Criaturas do folclore como personagens importantes dentro da história e que vão além de suas origens mágicas? Sim. Menções a autores brasileiros? Sim. Cenário familiar, que não se limita a São Paulo? Sim. Found family? Sim. Um estilo de escrita gostoso de ler, que flui bem e te faz rir alto diversas vezes nos momentos mais inesperados? Sim, sim, sim!

Felipe Castilho consegue inserir a magia brasileira de forma tão divertida e bem construída que é impossível não amar. Desde os capelobos guarda-costas até o casal formado por um boto e uma filha de sereia, passando por um saci com uma história linda apesar de triste e, claro, um lobisomem fantástico (é só ver o meu reading process pra ter uma noção da minha surtada) e uma cuca incrível. As lições de moral são bem explícitas, mas fazem sentido dentro do livro, assim como todas as justificativas dadas. Inclusive, diria que é um esquema bem parecido com Percy Jackson - se não melhor, justamente por ser brasileiro.

Não dá pra explicar quão rápido eu me apaixonei por esse livro ou quão grande meu amor pelo mesmo é. Cada nova página era um sorriso novo no rosto. Minha decepção maior? Não ter lido esse livro antes. Ou não poder obrigar meio mundo a lê-lo. Esse é exatamente o tipo de livro que eu daria para crianças no ensino fundamental ou até mesmo no primeiro ano do ensino médio quando me perguntassem que tipo de história as faria aprender a gostar de ler.
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Paola 18/09/2016

Ouro, Fogo & Megabytes: quebrando paradigmas
Se você ama fantasia mas torce o nariz para folclore brasileiro, esse livro é para você!

O Felipe Castilho faz uma releitura moderna de algumas de nossas lendas, com uma pegada mais dinâmica e urbana - e o resultado é excelente!

O protagonista, Anderson, tem apenas doze anos e tive receio que isso tornasse a leitura um pouco "infantil" demais para mim. Mas me surpreendi bastante e me peguei várias vezes durante o dia pensando na história. É uma leitura bem fluida, cheia de ação, daquele tipo que a gente termina em poucos dias.

Além do entretenimento, o Felipe traz à tona discussões sociais, políticas, ambientais e éticas no geral. Recomendo muito para os adolescentes, mas também para adultos que, como eu, adoram um bom juvenil de aventura e fantasia.
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Frank 15/08/2016

Ouro, fogo e Gostei Muito
Leia. Não vou gastar muito vocabulário para dizer o óbvio: leia.

O livro trata, no melhor estilo hollywoodiano, do folclore brasileiro que a gente tanto negligencia. É uma pena que o personagem principal tenha 12 anos, e por isso a história é infantil, mas isso não quer dizer que você não vá se divertir com as referências de Senhor dos Anéis, Star Wars e vários outros.

O livro tem várias camadas. Talvez você aproveite uma ou outra. Eu aproveitei todas.
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Cesar Sinicio 20/03/2016

Capivera for the win
Uma fantasia infanto-juvenil que mistura tecnologia e mitologia do folclore brasileiro!

site: https://www.youtube.com/watch?v=ytHsUX19ko8
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Priscila 21/02/2016

Li e resenhei recentemente, um livro sobre o Folclore Brasileiro, e agora, não é que eu li outro? Este é mais um nacional, que nos apresenta o mundo onde o saci, a cuca, o lobisomem e todas as lendas folclóricas tem vez. Mesmo lendo os dois livros do gênero quase em seguida, não há meios para compará-los. São dois livros excelentes, muito bem escritos, e com enredos distintos.


Anderson Coelho, tem 12 anos e é o segundo colocado no ranking mundias do jogo Battle of Esgaroth, um jogo de interpretação de personagens online, e em massa para múltiplos jogadores, ou simplesmente MMORPG. O primeiro colocado do jogo, o Esmagossauro, avançou bastante nos últimos meses, mas eles já foram muito próximos no ranking, e inclusive, o Anderson já o venceu em uma batalha.

Durante uma partida, onde jogava com seus amigos, um estranho falou com ele, e convidou-o para uma missão, porém sem sucesso. Também telefonou para sua casa, mas ainda assim, não conseguiu convencer o garoto. Quando ele leva uma suspensão na escola, após pular o muro, para buscar a bola para um valentão e encrenqueiro. E quando chega em casa, para contar aos pais sobre a suspensão, encontra o mesmo homem que ligou e falou com ele no jogo. Este homem, convenceu os pais do Anderson, que ele participaria da final de uma Copa de Matemática em São Paulo. Como os dias seriam suficientes para encobrir a suspensão, e de quebra, descolaria um valor em dinheiro, Anderson aceitou, e foi para lá.

Chegando em São Paulo, ele descobre um pouco mais sobre a Organização, e o papel deles, de lutar a favor da natureza. Porém, é claro que o garoto começou a perceber coisas estranhas, e foi descobrindo que na verdade, muitos dos membros da Organização, possuía poderes.

Sinceramente, caso eu fale um pouco mais, transcreveria o livro e acabaria dando spoiler. É um livro que não dá para parar de ler, e de verdade, não conseguirei expressar o tão bom ele é, apenas nessa resenha. O livro tem belas sacadas de humor, consegui rir bastante, mesmo com tantas coisas estranhas acontecendo. É claro que muitas coisas que ocorreram, seria meio que impossível de ocorrer na realidade, principalmente em uma Megalópole como São Paulo. Mas este livro trata-se de uma FANTASIA, então não há motivos para reclamação em relação a isso.

Felipe Castilho conseguiu apresentar o folclore brasileiro de uma maneira fenomenal, e inclusive a mim, apresentou alguns termos que não conhecia, como por exemplo, os capeloubos. Além disso, o principal, foi poder abordar um tema tão atual e delicado, como a natureza. O vilão desta estória, destrói a natureza por onde passa, e ainda assim, consegue reverter midiaticamente isto, com "soluções" para os problemas que ele mesmo causou. O livro foi escrito em 2012, e no ano passado, aconteceu aquela destruição sem tamanho em Minas Gerais, e foi a partir daí que eu percebi que, os jovens em idade escolar, e ainda em formação principalmente, PRECISAM ler este livro. Ele realmente precisa ser adotado nas escolas, e discutido entre eles. Eu, aconselho a todos que leiam, e sintam o mesmo que eu.

site: http://curtindooslivrosadoidada.blogspot.com.br/
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Nat 04/12/2015

Anderson Coelho tem 12 anos e é uma sensação no jogo Battle of Esgaroth, um MMORPG (Massive Multiplayer Online Role-Playing Game), ou simplesmente um jogo de interpretação de personagens online e em massa para múltiplos jogadores. Na verdade, Anderson é o segundo colocado no ranking do jogo, o primeiro deles é o tal de Esmagossauro. Quando, durante uma partida com seus amigos, um desconhecido entra em contato tentando oferecer ao menino um emprego. Após uma mal sucedida tentativa pelo telefone, Anderson deixa o assunto de lado. Pelo menos até uma aula estranha de educação física, quando ele é provocado a saltar o muro da escola para recuperar a bola perdida do jogo de futebol e dá de cara com uma criatura que Anderson nem ao menos sabe definir o que é. Ele leva três dias de suspensão na escola e não sabe como vai contar para os pais, até chegar em casa e encontrar a mãe e o pai conversando com um homenzinho muito esquisito, o mesmo que ligou para ele, que está ali para levá-lo até São Paulo para a final da Copa de Matemática da qual ele nunca participou. Pensando que seria uma boa saída para evitar explicar sobre a suspensão, ele aceita e acaba descobrindo sobre a Organização, uma ONG que quer impedir que um poderoso magnata consiga ir até o fim com seu plano maligno de destruição usando a Mãe D’Ouro, uma criatura de fogo muitíssimo rara e poderosa ligada ao fogo. O que eles querem de Anderson é que ele crie um vírus que invada o sistema da Rio Dourado, empresa do ricaço Wagner Rios. À medida em que os dias passam, Anderson conhece as criaturas do folclore e enquanto fica amigo de alguns como Zé, o caipora e Chris, algo como um lobisomem, ele também corre perigo ao enfrentar outras como a Cuca. Anderson descobre mais sobre a vida na Organização e de que forma o triste destino de um outro cara ligado em informática que já fez parte da ONG está ligado a tudo que está acontecendo. Mais ainda, ele se vê envolvido de forma definitiva nos acontecimentos que estão por vir.

Este é o tipo de livro que você pode escrever uma resenha de cinco páginas e mesmo assim vai ter certeza de que não irá falar o suficiente. Mas vamos lá. A-PAI-XO-NA-DA!!! É assim que defino a minha pessoa após ler esse livro maravilhoso do Felipe Castilho. A primeira vez que vi este livro, o que me chamou a atenção foi a capa. Depois que eu vi que o livro abordaria como o folclore brasileiro, a curiosidade piorou. Comprei logo, mas estava esperando uma chance aparecer para ler (sempre participo de desafios literários, então eu achava que não seria difícil encaixar o livro do Felipe em alguma categoria. A dificuldade mesmo foi esperar o tempo chegar :P )
O que eu não esperava mesmo é que a história fosse me prender como prendeu. Só larguei esse livro mesmo quando já estava caindo de sono, e às vezes ainda forçava. O livro tem muitos capítulos que são pequenos, o que facilitou pra mim (como já disse na resenha de O último reino, não gosto de capítulos grandes). O gênero da ficção fantástica é um dos meus favoritos desde sempre, e juntar essa fórmula a um enredo onde os personagens fazem parte do folclore brasileiro. O tema principal do livro é: a preservação da natureza, um assunto que não poderia ser mais atual. Essa luta constante do capitalismo conta a natureza, as modernidades contra o estilo mais simples de vida, a destruição contra a preservação, tudo isso são aspectos que Felipe trata de forma bastante crítica. O chamariz é o uso que ele faz do folclore, pois, ao mostrar as criaturas e suas peculiaridades, Felipe chama atenção para o fato de que, como na vida real, a natureza tem modos de revidar pelas desgraças que o ser humano causa no meio ambiente, e ele faz isso mostrando um pouco da história das criaturas. Confesso que me emocionei com a história do Saci-Patrão e não pude evitar pensar que esta figura teve a influência em certos aspectos do famoso escravo libertário Zumbi dos Palmares (não sei se isso é correto, mas foi a impressão que tive, sorry se estiver errada). Ele também mostra que, como tudo, a internet pode ser uma ferramenta tanto de destruição e manipulação para o mal quanto de preservação e aviso. Sobre o grande traidor da história, Felipe novamente mostrou que sempre a moeda tem dois lados. Como sempre, eu penso em alguma (s) pessoa que possa ser o “culpado”, até nas possibilidades mais absurdas, nunca descarto quem é descartado na história (pra mim todo mundo é suspeito) mas raramente chego na pessoa certa, eu sempre “tropeço” na verdade e acabo ficando com raiva, mas depois percebo que esse é o trabalho de um bom autor, surpreender. E como toda a história é surpreendente, seria no mínimo errado o final ser previsível. Amei o livro, estou louca pra ler o segundo. Recomendo mil vezes.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2015/12/ouro-fogo-megabytes-de-felipe-castilho.html
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Jana 22/10/2015

Ouro, Fogo e Megabytes me agradou bastante!

O estilo da narrativa é bem marcado e bastante original. As piadas, em geral, foram bem inseridas e naturais, ri bastante com algumas referências à cultura pop. Achei a "brasilidade" bem inserida também: além de várias referências diretas à nossa cultura, o dia a dia na Organização é descrito de forma bem verossímil, com inserções naturais de coisas brasileiras. Também vale dizer que o cenário da cidade de São Paulo é usado lindamente! Igualmente interessante é a ambientação na cidadezinha do interior onde vive Anderson.

Embora classifique o livro como 4, tenho algumas ressalvas particulares sobre a experiência geral: primeiro, achei o enredo principal meio mirabolante (cheio de idas e vindas e de acontecimentos meio megalomaníacos rsrs)... Também achei que algumas lições sobre meio ambiente e moral foram inseridas de forma um pouco explícita demais, às vezes quebrando o ritmo da narrativa com alguns diálogos meio irreais, colocados ali unicamente para contar o passado de alguns personagens ou para reforçar algumas mensagens do livro. Foi algo que relevei tranquilamente por entender a importância de falar sobre alguns assuntos com o público jovem, mas particularmente acho que alguns trechinhos poderiam ter sido mais sutis. Acho que muitos dos pontos que não me agradaram muito passam desapercebidos - ou mesmo agradaram - para o público alvo do livro, o jovem, então acho que a nota 4 é bem justa. :)

Por último, achei que a magia no livro é bastante deliberada - mas não classificaria esse ponto como negativo, já que é uma opinião estritamente pessoal. É o tipo de magia que se encontra em Harry Potter, por exemplo, e embora não seja a minha abordagem preferida da fantasia, é consistente e bem construída, como a do mundo do bruxinho. Vale dizer que o uso do folclore brasileiro de forma bem pouco convencional - capelobos vestidos de guarda-costas, mães d'ouro usadas como artifício na corrida do ouro e mãos-peladas abandonados em terrenos baldios - valeu muitos pontos e valorizou bastante a experiência geral da leitura.

Os volumes 2 e 3 já estão na minha lista de próximas leituras e, daqui em diante, Ouro, Fogo & Megabytes está na minha lista de livros para presentear jovens leitores!
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Viviana 14/08/2015

O tema para o mês de agosto do Desafio Literário Skoob 2015 era folclore e eu realmente queria algo sobre o nosso folclore. Este título surgiu durante uma pesquisa, se não me engano em um texto do próprio autor, então eu não tinha muitas referências e esta história de ecoativistas e hackers ambientalistas misturados com criaturas folclóricas não me deixou muito animada. O início do livro, com um protagonista de 12 anos e a linguagem de MMORPG quase me fizeram acreditar que o livro era "infantojuvenil demais" para mim.
A história me pegou mesmo na primeira sequência de ação. Aliás, todas as cenas de ação foram muito bem narradas. Adorei as referências, o modo como o autor conseguiu misturar o moderno e o folclórico sem ficar forçado e a crítica a nossa própria sociedade e a realidade do nosso país.
A história foi bem montada, e o livro conta uma história completa com o gancho para o segundo livro (que eu já estou providenciando para ler - rsrsrssr). Tem algumas partes que eu achei que mereciam maiores explicações, mas aceitei como um tipo de "licença poética", afinal de contas, o livro não é mesmo para a minha faixa etária. Recomendo para pessoas que, como eu, adoram uma boa fantasia e aventura.
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Fernanda 02/07/2015

“Ouro, Fogo & Megabytes”, lançado pela Editora Gutemberg, é o livro 1 da série “O Legado Folclórico”, de Felipe Castilho.

Queria sentar com vocês em um café para poder explicar o quão fantástico esse livro é. Felipe Castilho misturou mitologia brasileira e tecnologia em uma aventura incrível e de tirar o fôlego! A obra abriu as portas para o que ainda não tinha visto nos livros de fantasias nacionais: destaque para os nossos mitos.

Aqui, no Pará, é muito comum ouvirmos “causos” sobre diversos mitos. Nossos interiores são repletos de magia e contações de histórias. Não sei como funciona pelo resto do país mas, aqui no Norte, os mitos dão muito o que falar. Posto isso, fiquei super interessada quando @robertaspindler me deu a dica desse livro (as dicas dessa mulher, gente, affo ♥). E foi mais do que eu espera! A proposta é super interessante e o autor levanta questionamentos importantes sobre a natureza, em geral. Gosto quando um livro nos tira da nossa zona de conforto e nos faz olhar além, e Felipe Castilho inspira isso.

A história contada em 3ª pessoa nos apresenta Anderson Coelho. Ele é, aparentemente, um garoto comum que mora em Rastelinho, uma cidade de Minas Gerais, com a família. No entanto, Anderson não é apenas um garoto comum. Ele também é Shadow Hunter, o 2° lugar mundial de Battle of Asgorath, um jogo de MMORPG (para os noobs como eu, é um jogo de RPG online). Anderson vive uma vida pacata em sua cidadezinha e uma vida cheia de aventura como Shadow Hunter em seu game, até que um dia tudo muda.

Primeiro um esquisitão invade o jogo no meio de uma batalha para fazer perguntas à Anderson. Logo em seguida, um telefonema esquisito. Depois uma visita inesperada. E é aí que entra em cena a Organização, uma ONG que luta pelo meio ambiente. Na casa/sede, que fica em São Paulo, a Organização faz diversos tipos de ações, como a “coleta”, que consiste em conscientizar as pessoas nas ruas em prol da natureza. (O quão duro será quando eu for em SP e não ver esse pessoal com colete marrom. Ai, ai.)

Quando Anderson é contratado para fazer uma missão para a Organização e viaja para São Paulo, ele começa a interagir com essa outra realidade que ele sequer imaginava que existia. As lendas são reais. O saci-Perepê, o boitatá, o lobo-guará, o caipora... as criaturas folclóricas são reais. E a missão de Anderson envolve coisas grandes a respeito de uma empresa que quer, não apenas ganhar dinheiro, mas também prejudicar o meio ambiente. Com seu conhecimento tecnológico, Anderson vai tentar ajudar a Organização a resgatar uma das lendas folclóricas que está em extinção e, se mal sucedido, poderá pode causar sérios problemas a todo o país.

Expondo dessa forma, parece muito louco. E de fato, é. E interessante. E inteligente. E instigante. Felipe Castilho escreveu um livro de fantasia com todos os ingredientes necessários: aventura, adrenalina, conflitos, mistérios e adicionou elementos importantes e atuais, como: a influência nociva da mídia, a perspectiva de ética, questões ambientais e outros questionamentos que inspiram o leitor a novos pontos de vista.

“Acho que uma sociedade equilibrada seria um lugar onde cada um de nós soubesse o seu papel no mundo... Onde todos tivessem o conhecimento e o utilizassem em consenso para que a sociedade inteira melhorasse. Não um grupo seleto. Não alguém. Melhorar o mundo, para que todos tirem o melhor dele.”

“Ouro, fogo & megabytes” é uma passagem sem volta para uma fantasia surpreendente e muito brasileira. Os personagens são interessantes e, estranhamente, reais demais. As lendas que conhecemos darão margem a outros contextos e histórias envolventes, adicionando ainda mais o fantástico do todo que o livro é. O começo é um pouco lento, mas quando o livro pega ritmo, fica super dinâmico e termina rápido demais. O livro também é recheado de ilustrações super bonitas que chamam bastante atenção. Quanto ao trabalho da editora Gutemberg: sou fã. Seus livros são sempre muito bonitos e bem feitos.

A continuação, “Prata, Terra & Lua Cheia”, já foi publicada, mas ainda não consegui ler, infelizmente. Em breve resolverei isso e, quem sabe, terá resenha do livro 2 para a próxima semana nacional.

O autor Felipe Castilho já divulgou o título do 3° volume, que se chama “Ferro, Água & Escuridão”. Ele ainda está em produção e podemos ter notícias em primeira mão em sua página no facebook: O Legado Folclórico. Estou muito feliz por poder conhecer e compartilhar essa história incrível como vocês. Anotem no caderno de dicas preciosas!

Comentem aqui o que vocês acharam da proposta e, caso já tenham lido, me digam o que acharam!


site: http://www.garotapaidegua.com.br/2015/02/eu-li-ouro-fogo-megabytes-felipe.html
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Hsc_Aju 25/03/2015

Fantástico!
Mitologia Grega? Não! Mitologia Romana? Não! Mitologia Egípcia? Não! Mitologia Nórdica? Não! Mitologia Brasileira (Folclore Brasileiro)? SIM e com muuuuitos SIMs.
Prezamos tanto pelas obras lá fora, e as daqui de dentro? Tão boas quanto e nem damos bola. (Oia que eu não gostava de literatura brasileira – sim, podem jogar pedras e até amuletos, mas essa é a mais pura verdade). Nada de Machado de Assis, nada de José de Alencar e nada de Jorge Amado (botei só nome de responsa)! Felipe Castilho nos presenteia com uma bela cultura brasileira que está muito esquecida na mente das pessoas, sejam elas jovens ou velhas!

Restante da Resenha no link

site: http://www.papeletas.com.br/2015/07/ouro-fogo-e-megabytes-felipe-castilho.html
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Carla Luz 18/01/2015

Show de bola, maluco!
Tá aí o segundo livro do ano. Eu já terminei tem uma semana, mas o calor insuportável do Rio de Janeiro não me deixou sentar o popozão pra escrever. Mas eu achei que devia, pois estou pra terminar o terceiro e fiquei preocupada dessa minha ideia de resenhar todo livro que li ficar acumulada.
O livro da vez é "Ouro, Fogo & Megabytes" de Felipe Castilho.
Primeiro tenho que dizer que foi uma releitura. Já tinha lido e quis outra vez porque adoro essa história. A-DO-RO!
A história se passa, primeiramente em Rastelinho, uma cidade pequena de Minas Gerais. Eu acho que ela não existe no mapa... mas na minha imaginação sim. E nessa cidade mora um menino que adora videogame, chamado Anderson Coelho, ou Shadow - sua identidade durante um jogo online - que eu fiquei com vontade de jogar.
Ele é como todo garoto de 12 anos. Estuda, tem alguns poucos amigos, gosta de computador. Mas sua vida muda muito quando recebe um recado de alguém inusitado precisando dos seus serviços de "cabeçudo da internet".
Vai para um lugar chamado Organização. E lá faz novos amigos e reve muitos dos seus conceitos. Vê os perigos que rondam pela cidade e que as aparências enganam. Será que algumas pessoas são realmente amigos? E aqueles carrancudos são realmente inimigos? Ele precisará de perspicácia e intuição para descobrir que caminhos tomar. Descobre MUITAS (e quando eu digo muitas, é muita mesmo!) coisas das quais ele achava ser só mito, lenda. E o mais legal de tudo é que a jornada não acaba nesse livro, TEM MAAAAAAIS!
Se você gosta de aventuras, lutas, investigações, um humor MA-RA-VI-LHO-SO e ainda gostar das lendas brasileiras... cara, você vai gostar desse livro. Fiquei tentada em contar um montão de coisas, mas eu poderia ser ameaçada de morte por spoiler (o mundo hoje tá violendo, cara!). Então decidi só dizer que o livro é bom pra caramba e que eu me amarro nos personagens, na trama e principalmente no bom humor do livro. Além do fato do Felipe ser brasileiro, paulista, bem humorado, simpático e super acessível (não, eu não estou dando mole pra ele). É só procurar "Felipe Castilho" no facebook que você acha. Além desse livro ele escreveu um HQ chamada "Imagine Zumbis na Copa" que eu ainda não pude comprar (falta de tempo, depois falta de grana... coisas típicas do trabalhador brasileiro), mas comprarei na Bienal do Livro do RJ (YEEEESSSSS!!!!!!).

Fica aí a minha dica de leitura.

Abraços fritos de calor de Bangu! (alguém traz a Elsa pra cá, gente! Tá calor demais!)

site: http://obrigadeiroliterario.blogspot.com.br
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