Ouro, Fogo & Megabytes

Ouro, Fogo & Megabytes Felipe Castilho




Resenhas - Ouro, Fogo & Megabytes


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Grazy 04/08/2013

Ouro, Fogo e Megabytes chegou às minhas mãos meio que de repente. Nunca havia ouvido falar do livro ou de seu autor, e estava com amigos andando pelos stands das editoras no Anime Friends quando em uma delas, começamos a ouvir um moço falar sobre o tal livro. Nos falou da historia, nos falou da aceitação que o livro teve por quem já havia lido e fez toda uma propaganda. Quando então percebemos era o próprio autor ali, nos contando sobre o seu livro.


Compramos, ganhamos autógrafos e foto. Falei para ele que eu lia muita fantasia, e que gostava de saber as novidades da literatura nacional nesse meio e que NUNCA, NUNCA havia ouvido falar dele. Que ele precisava urgentemente de mais propaganda.



Achei a edição do livro muito bem feita, a capa é linda, a diagramação é boa, e tem ilustrações no inicio de cada capitulo. Além de ser uma leitura de fácil compreensão e instigante.

Já comecei a ler me divertindo, pois no inicio o protagonista faz um glossário para o fórum de MMORPG do qual participa, que ficou muito bom. No desenrolar da historia, vamos conhecendo Anderson e sua rotina como uma criança de doze anos de idade. Até que o extraordinário, com personagens fantásticos passa a acontecer.

A fantasia com toda a pegada do folclore brasileiro ficou muito bem desenvolvida. E sinceramente achei o livro muito educativo, queria automaticamente que todos os meus alunos pudessem lê-lo. Com a dose ideal de mistério,os vilões ficaram muito bem colocados, e a busca pelo espião me fez ter várias teorias sobre quem estaria traindo aquela Organização que só procurava fazer o bem para aquelas crianças, à natureza e às criaturas folclóricas. O ápice da aventura ficou ótimo, eu só queria que o vilão tivesse sofrido mais, e o final me deixou muito curiosa em poder pegar logo o próximo volume.

Pessoalmente tive um pouco de dificuldade em imaginar um garoto de doze anos tão esperto quanto os personagens mais jovens do livro. Quebrei a cabeça para tentar imaginar porque aquilo estava me incomodando tanto, até perceber que Harry Potter e Percy Jackson entraram muito bem na minha imaginação porque eu tinha quinze anos quando os conheci como protagonistas de onze anos cada um. Mas que agora aos vinte e seis anos, e com alguns de profissão na rede de ensino, eu não conseguia mais ver crianças de doze anos tão espertas assim. Mas quando parei para refletir , percebi que foi o mesmo problema que tive com Territórios Invisíveis de Nikelen Witter, e que na época passei a observar meus alunos de onze a quinze anos mais atentamente para buscar um ponto de referência para uma criança tão esperta e aventureira.E aí sim ficou mais fácil aceitar toda a aventura. (Sim eu sei , estou ficando velha e não posso deixar a minha imaginação envelhecer também)

A única coisa que me incomodou no livro foram algumas referências que eu, com vinte e seis anos entenderia tranquilamente, mas que alguém de doze anos não entenderia sem uma pesquisa. Como por exemplo a referência a Zinédine Zidane e seu ataque a outro jogador de futebol durante um campeonato importante. Eu lembro disso, eu vi acontecer na televisão ao vivo, uma criança de doze a quinze anos provavelmente nunca nem ouviu falar dele ( eu fiz um teste,perguntei por ai a alguns mais jovens), por isso me incomoda quando há essas referências que meio que deixam o livro datado. Ao invés de falar que ele fez como Zidane, apenas a descrição do momento já seria suficiente. Mas isso é uma coisa pessoal minha esse tipo de referencia me deixa desconfortável em qualquer livro.

Mas no fim , o livro é ótimo e merece muito destaque. A aventura é espetacular, o folclore brasileiro é maravilhoso e deve sim ser mais explorado e apreciado por nós. E fiquei muito feliz em saber que o próximo volume sai ainda neste mês de agosto de 2013. Vou comprar e acompanhar com certeza! Literatura Nacional crescendo yeah!
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Pablo Grilo 17/07/2013

Pendrive do Saci
Escrito pelo paulistano Felipe Castilho, Ouro, Fogo e Megabytes (2012, 288 p, Ed. Guttenberg) é um livro infanto-juvenil, o primeiro da série O Legado Folclórico. Caminhando entre o universo nerd/geek atual e o fantástico através das criaturas e lendas folclóricas brasileiras, o livro mescla de forma interessante dois mundos tão distintos, o que dá uma salada de referências que vai do Boitatá e o Boto a um pendrive, email e chat de jogo online.

Curta Sinopse: A rotina do menino de 12 anos Anderson Coelho, mineiro natural de Rastelinho, resume a jogar o MMORPG Battle of Asgorath (onde é o segundo colocado e todos tem alta estima por ele), e desviar dos bullys na escola. Até que um dia é contactado dentro do jogo por alguém interessado em suas habilidades especiais para lutar contra uma malvada organização e seu empresário na cidade grande de São Paulo.

Alguma semelhança com o filme Matrix? Não somente o nome dos protagonistas é o mesmo (embora Felipe explique a escolha nos agradecimentos), os pontos em comum não param por aí. Os outros elementos cyberpunks da obra cinematográfica dos irmãos Wachowski estão lá: as explicações para vários dos equipamentos tecnológicos utilizados, a característica especial do protagonista (que todos do seu grupo o consideram um hacker) é essencial na luta contra uma empresa malvada (ainda que não sejam máquinas).

Já a diferença se dá em outros elementos também: o autor explora um universo não comum entre os autores de literatura especulativa brasileira: o folclore brasileiro. Fora a coletânea da Editora Draco, Brasil Fantástico, e da Llyr Editorial Mitos Modernos, é difícil encontrar a mitologia brasileira inserida em algum nível no meio do mar de obras medievais, de espada e feitiçaria e de ficção científica no mercado nacional. O que é uma pena, já que o universo nerd/geek se prende tanto a mitos e lendas estrangeiras não dando um possível (e devido) valor ao nosso misticismo.

E é aí que o livro ganha a sua força. Felipe está de parabéns pela coragem em abordar o folclore brasileiro em um cenário fantástico, ainda que em um livro infanto-juvenil. No entanto, ele seria mais audacioso se tivesse transportado à uma história mais adulta, com protagonistas mais velhos e seus dilemas e ações mais complexos.

Como o clima do livro é infanto-juvenil, a narrativa, o universo, os diálogos e as excessivas lições de moral podem cansar ou até mesmo chatear leitores mais adultos que queiram se aventurar, mas deve agradar aos mais jovens. Já outra característica foi curiosa, a presença do universo geek trouxe algumas das melhores metáforas da obra, que o autor usou de forma interessante, por ex, na página 159: “Anderson empurrou sua cadeira para trás com força. Estava possesso, nunca havia ficado tão alterado em toda a sua vida. Nem quando estava quase no final de Call of Duty 4 e a luz de seu bairro acabara antes que ele conseguisse salvar o seu progresso no jogo.”

Um maneirismo de Felipe incomodou, o narrador por muitas vezes comenta algumas cenas, ao invés de simplesmente descrevê-las ao leitor e deixá-lo livre para interpretá-las. Algumas vezes ele também antecipa informações de forma desnecessária, ex: pág 222: “Aquela era só a primeira coisa que dava errado para Anderson e seus amigos.“

Houve um deus ex máquina na metade do livro que diminuiu a força da história. As pequenas ilustrações no início de cada capitulo que antecipam alguma cena contribuíram para igualmente enfraquecê-la. Por fim, o livro é maior do que deveria, a edição poderia ter cortado até 20 porcento que traria mais agilidade à obra, ao diminuir os maneirismos do narrador ou até mesmo cortar algumas das cenas.

Ponto para a Editora Guttenberg pelo bom acabamento da obra tanto na capa quanto nas partes internas, e por apostar em um autor que trouxesse o folclore nacional para debate ao inseri-lo na literatura especulativa brasileira.

Vale a leitura? Sim, se o leitor estiver disposto a se aventurar em uma divertida e instigante trama que passam por locais, mitos e lendas brasileiras.
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Debinha 11/07/2013

Eu AMO essa história!!!
Espero que goste dessa maluquice abrasileirada, foi o que o Felipe me escreveu no dia que comprei o livro...
E agora que li tenho que dizer sim eu gostei e não vejo a hora do lançamento do próximo!!!
Anderson é corajoso, divertido e estupido ao mesmo tempo. A história me prendeu do começo ao fim, principalmente por falar de um tema que não se encontra em muitos livros jovens: O Folclore Brasileiro!!!
Espero que o próximo siga os mesmos passos e será perfeito!!!
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Lucy 24/06/2013

Destravam-se cérebros !
Não sou exatamente uma amante da literatura nacional, simplesmente não desperta o meu interesse, mas esse livro me deixou curiosa e devo dizer, Já fazia um bom tempo que um livro não me prendia assim!
Simplesmente incrível, ele faz a gente olhar as coisas com novos olhos, nos faz pensar na vida de uma forma diferente.
Será que o que achamos que precisamos para sermos felizes é mesmo o necessário? Será que é tão difícil assim pensar um pouco antes de agir com ignorância e egoismo? Será que é tão ruim assim tentar abrir os olhos e ver as coisa de outra forma? Sabe, a todo momento somos bombardeados com informações de todos os tipos que nos levam acreditar em determinadas coisas e assim tomamos decisões quanto a determinados assuntos, mas antes de termos essa opinião formada seria correto verificarmos a veracidade dessas informações.
A verdade está sempre escondida por debaixo dos panos, nada será estampado na sua cara ou escrito em holofotes gigantescos para que todos vejam.
Algo que aprendi com Ouro, Fogo e Megabytes: Abra seus olhos e sua mente.
E devo confessar ler esse livro me deu uma vontade imensa de jogar MMORPG! haha

Bom o que mais posso dizer? O nosso Anderson coelho é completamente louco!! Eu no lugar dele se me deparasse com um mundo com um monte de seres como um cara que é um lobisomem-guará eu enlouqueceria, mas o que podemos esperar de um viciado em BoA ? É como se tudo o que ele sempre quis estivesse bem diante dos olhos, um mundo inteiro com seres e magia.
aah Capelobos, com toda a certeza ainda vou ter pesadelos com capelobos!! O bixinho asqueroso em.. Bem isso é tudo : ]
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Assis 11/04/2013

Monstros, ecologia e muitos bytes
Esse é o primeiro livro com o qual me deparo de Felipe Castilho. Então, de antemão, devo dizer que você está de parabéns por me surpreender com um tema como o nosso Folclore. Principalmente por que não sou apreciador desses mitos. Porém, a forma como você “recria” essa cultura e essas lendas, não só me prendeu como despertou meu interesse.

Por isso, eu digo, se você acha que sabia alguma coisa sobre nossas lendas: esqueça!

Nesta emocionante estréia da série Legados Folclóricos, o protagonista Anderson Coelho, um jovem nerd do interior de minas, é confundido com um hacker e convidado por um grupo intitulado Organização, a ajudá-los em uma missão. Ele é encontrado dentro de um jogo de RPG online onde seu personagem, um elfo drow de renome, é o segundo lugar no ranking de seu servidor. O garoto, sem saber no que está se metendo, ou melhor, sem saber no que está sendo envolvido, é levado por um representante da Organização para a cidade de São Paulo, deixando para os pais, uma leve mentira: para seus responsáveis, ele está indo à São Paulo para participar de uma Copa de matemática.
Lá, ele conhecerá outros membros influentes e também as crianças “protegidas” pela mesma. E é à partir daí, que ele começa a perceber no que foi envolvido.
O chefe do grupo, um senhor negro e de péssimo humor, nada mais é do que um Saci. E assim como ele, outros membros do grupo também são seres lendários.
O garoto descobrirá a importância da amizade e os danos que um passado de abandono pode trazer para vida de um ser humano.
A narrativa traz também uma mensagem de combate à poluição. Pois o grupo que recruta Andreson Coelho, também atua nas ruas de Sampa ensinando e fazendo apelos para que os cidadãos cuidem melhor de sua cidade. Além disso, através da Organização, o autor nos mostra o quanto somos dependentes do sistema capitalista e nos insita, através das regras impostas pela Organização, a nos desvencilharmos de tais grilhões; mesmo que apenas um pouco.
Com uma narrativa sucinta, apoiada por uma diagramação dinâmica, Felipe Castilho introduz os personagens folclóricos em nossos dias atuais. Dentro de uma trama de ressentimento, amizade e ganância.
Cenas de ação preenchem na medida certa o desenrolar da trama. Desde uma perseguição pelo centro de São Paulo até uma “grande batalha” que se desdobra para cumprir a missão do jovem protagonista.
E o final; bom, sinto lhes informar, mas as aventuras de Anderson não terminam ali. Felipe te pega de jeito com uma surpreendente revelação nas linhas finais da história. Simplesmente inesperado e surpreendente.
Não tem como não ficar na espera dos próximos acontecimentos.
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Tati oliveira 15/02/2013

Anderson Coelho tem 12 anos e vive no interior de Minas Gerais. Na escola ele é apenas um nerd sem nada de mais, mas em Battle of Asgorath, um RPG on-line, ele é Shadow, um poderoso Elfo líder de uma guilda e o segundo colocado no ranking mundial do jogo.

E é sua posição no jogo que chama a atenção de uma organização secreta, que vai a sua procura, a organização parece saber tudo sobre ele e esta decidida a ter sua ajuda. Em meio a estranhos acontecimentos o menino parte para São Paulo com um anão. 

Ao chegar na cidade grande que as coisas ficam verdadeiramente estranhas, a organização é um orfanato, e todos os membros ali são ativistas, defensores da natureza pra lá de misteriosos. Fantasia se mistura com a realidade quando lendas antigas deixam de ser lendas, e passam a fazer parte do dia a dia.

Ouro, fogo e megabytes é uma história juvenil na medida certa! Tem tudo que um livro desses precisa, um grande mistério, fantasia, um herói cativante que aparenta ser muito comum, coisas do dia a dia de alguém de 12 anos, e o mais importante, lições de vida. Embutido na história temos o respeito ao meio ambiente, a importância dos amigos, a influencia que a mídia tem na sociedade, e muitas outras coisas, é perfeito.

No começo do livro tem um glossário com palavras de RPG, logo em seguida os meninos estão em uma missão no jogo, e tudo é descrito de uma forma tão gostosa que fiquei morrendo de vontade de ir pra casa e jogar um pouco.

A história flui de uma maneira incrível, a escrita de Felipe é rápida e fluída, usando palavras ótimas para o publico alvo e, algo que gostei muito, ele não ameniza as coisas, relata a vida de um menino de 12 anos como a vida de muitos devem ser, bem, até as lendas folclóricas tomarem forma e se tornarem normais na vida de Anderson rs

...

Felipe esta de parabéns, eu adorei o livro, e fique imaginando o que eu acharia se lesse com uns 10 anos, acho que ficaria simplesmente alucinada com a história. Bem já passei bastante dos 10 anos, mas isso não quer dizer que eu não esteja ansiosa pela continuação, que venha o meio do ano :)

http://frasesrabiscadas.blogspot.com.br/2013/02/ouro-fogo-megabytes.html
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Psychobooks 15/10/2012

Por que ninguém nunca pensou nessa premissa? Me respondam!

Folclore brasileiro + ação + videogame + a boa e velha fantasia infantojuvenil = diversão na certa!

Felipe começa o livro nos inteirando sobre termos usados em jogos e que seu personagem principal – Anderson – e seus amigos usarão com frequência durante o decorrer da história. Esse começo é superdinâmico. O autor chega a usar inclusive a descrição do que ocorre dentro do jogo, em paralelo com as ações do mundo real. Achei essa parte superinteressante e esperava mais dessa fórmula durante o restante do livro, pena que não aconteceu.

A premissa se apoia na “jornada do herói”, não sabem o que significa o termo? Bora ver o que a tia “Wikipedia” tem para nos contar:

'O monomito (a.k.a “Jornada do herói”) está dividido em três seções: Partida (às vezes chamada Separação), Iniciação e Retorno.
A Partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta à casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada.'

Perceberam? Conseguem por aí avaliar todos os livros que leram e que tinham exatamente essa fórmula em seu “código genético”? Vou analisar o livro do Felipe partindo dessa descrição e será por meio dela que farei minha observações:

Separação.

A apresentação da vida pré-separação de Anderson é rica e interessante. Achei todos os personagens bem-construídos e fieis às suas características. Anderson é um menino que mora no interior de Minas Gerais, tímido e não é dado às atividades físicas. Seu mundo se resume às atividades escolares – onde não é nenhum gênio, diga-se de passagem – e, claro, ao seu mundo virtual, onde joga o Battle of Asgorath (BoA), sob o codinome de Shadow Hunter. Nesse mundo virtual ele é uma lenda, o segundo melhor jogador da plataforma. Sua vida escolar é bem apresentada e espero que renda mais no próximo volume da série.

Essa primeira parte da narrativa tem uma queda no pós-separação. Felipe criou uma ponte entre a separação e a iniciação que achei completamente desnecessária. Anderson é encontrado pela Organização e vai enfim ao encontro de seu destino, mas, até que se inteire de tudo o que está acontecendo e o motivo para sua acolhida, passam-se muitas páginas com uma enormidade de inserções não tão importantes. Acredito que essas páginas poderiam ter sido melhor usadas na construção mais rica dos personagens dessa fase, já que são tão pouco descritos que suas características acabam se confundindo, fazendo com que o leitor tenha que voltar o texto continuamente para saber a quem o autor ou o protagonista estão se referindo.

A narrativa é em terceira pessoa, mas sob o ponto de vista do Anderson. Essa forma de narrativa é bastante usada na jornada do herói, por nos dar apenas a visão do protagonista e com isso, fazer com que o leitor entenda o desenrolar dos fatos junto com ele. Felipe escorregou nessa ferramenta apenas em um ponto. Há um momento em que ele troca a visão para que um personagem coloque sua opinião sobre o menino; eu me senti confusa de início, mas acredito que muitos de vocês não repararão essa escorregadela.

Iniciação.

Aqui as coisas começam a esquentar. Há uma parte entre a separação e a iniciação em que as duas se fundem, quando Anderson finalmente sabe a que veio e porque é tão importante que se doe completamente à empreitada. Felipe soube colocar muito bem todos os fatos, com cenas repletas de ação e as explicações para cada lenda ou característica de certo personagem, bem inseridas na narrativa. O motivo da escolha de Anderson não fica totalmente claro, espero que o autor explique-se melhor na continuação da série, mas isso não atrapalha nem um pouco a magia da história e seu desenrolar. Claro que há situações estapafúrdias onde uma criança consegue, sem muita ajuda, o que seria praticamente impossível até mesmo para um adulto, mas (gente, é um GRANDE MAS!), qual livro infantojuvenil que não usa dessa técnica? Essa é a magia do gênero!

Retorno.

Aqui, Felipe foi GENIAL. Arrematou de forma arrebatadora o livro, não deixando pontas exageradamente soltas para sua continuação, mas permitindo uma fresta cheia de possibilidades. Ele ainda pretende lançar mais 4 livros para sua série, então espera-se uma verdadeira jornada do herói, com o personagem crescendo tanto física quanto emocionalmente. Louca pra saber o que mais ele preparou para a gente.

Resumão da minha opinião.

No geral, o livro do Felipe leva 3,7 estrelas. Ele tem falhas, mas a narrativa é tão gostosa que as oblitera. Sugiro nos livros seguintes um maior cuidado com os personagens, ainda mais com os que serão de suma importância na narrativa. Alguns acontecimentos perderam o seu élan exatamente por essa falha na construção. Faço um aparte para a arte gráfica da Editora Gutenberg. O livro está lindo e a diagramação facilita a leitura. Todos os capítulos são iniciados com um ilustração que por algumas vezes traz um minispoiler dos acontecimentos, mas, mais uma vez, isso também é comum nesse gênero.

Também vale observar a questão ecológica que Felipe levanta.

Minha dica: Fiquem de olho no Felipe, é um autor que promete!

" - Ei, coisa feia! – gritou Anderson, saindo de trás de sua proteção e chamando a atenção de sua perseguidora. Um vento súbito ergueu o casaco longo do monstro e fez os seus fios loiros esvoaçarem. Pensando bem, ela realmente tinha um quê da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo – Vem me pegar, sua paquita do inferno!"
Página 93
http://www.psychobooks.com.br/2012/08/resenha-sorteio-ouro-fogo-megabytes.html
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Lucas Rocha 06/10/2012

Pense em cucas, sacis, capelobos, lobisomens, sereias, botos e outras criaturas mitológicas do folclore brasileiro sem aquela roupagem tatibitate de ‘orgulho nacional’, ‘precisamos mostrar nossa identidade para o mundo’ e todo esse discurso pseudo-nacionalista. Pense neles apenas como criaturas bacanas para ser utilizadas em uma história de fantasia. Pois é. Foi exatamente assim que Felipe Castilho pensou quando construiu seu romance “Ouro, Fogo & Megabytes” (Editora Gutenberg, 286p.): sem encher seu saco e dizer que você precisa engolir folclore nacional só porque você é brasileiro e tem que ter orgulho disso, mas porque pode ser uma alternativa divertida pra caramba.

A história – a primeira de uma série de quatro livros – gira em torno de Anderson Coelho, um geek interiorano de 12 anos de idade que tem como único objetivo de sua breve vida ser o primeiro colocado no jogo de MMORPG Battle of Asgaroth. E ele está quase lá, em segundo lugar, perdendo apenas para o misterioso Esmagossauro. E todo esse tempo sentado em frente ao computador faz com que Anderson seja um desastre em qualquer outro tipo de atividade, sobretudo as físicas. Depois de uma aula de Educação Física que resulta em uma suspensão de três dias, o garoto se desespera: como contar para os pais que foi suspenso?

Um homem batendo à sua porta pode ser a alternativa para Anderson sair ileso: Zé, um anão sorridente a la Nelson Ned, diz aos pais do garoto que ele foi convocado para um campeonato de Matemática em São Paulo, que cobrirá os três dias de suspensão do garoto. O anão, no entanto, faz parte de uma Organização (com ‘O’ maiúsculo mesmo) que pretende dissolver os planos do magnata Wagner Rios, multimilionário que vem usurpando os recursos da natureza e utilizando a Mãe D’Ouro, uma elemental do fogo. A Organização precisa de Anderson para invadir as redes de computador das empresas de Rios e orquestrar um ataque que possa desestabilizar os planos do homem.

A partir daí, Anderson enfrenta um milhão de situações diferentes: conhece criaturas fantásticas, duela com tantas outras e vai aos poucos aprendendo tudo o que nunca soube sobre problemas ambientais e a influência dos homens na desestabilização da natureza.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que esse é um livro muito competente. Já falei lá em cima e repito: Castilho conseguiu utilizar a roupagem do folclore sem cair no discurso nacionalista chato e forçado que muita gente utiliza quando escreve sobre folclore nacional. Ele conseguiu fazer um texto leve e agradável, que não soou ‘criaturas fantásticas brasileiras em uma fórmula de roteiro norte-americano’: Anderson é um moleque que mora em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, mas não é apaixonado pela roça ou pelos livros; gosta mesmo é de ficar enfurnado no quarto jogando RPG. É um garoto comum dos tempos atuais, que reclama de internet 3G e enfrenta os valentões da escola com a perícia de um desengonçado. Curti muito a construção do personagem, porque ele pareceu extremamente real: não é ingênuo e, apesar da pouca idade, já tem muitas opiniões sobre tudo o que o cerca. Acho que o grande mérito de Anderson é esse: não ser um pamonha. Ponto para o autor.

Outra apropriação muito bem feita foi o das criaturas folclóricas: desde o Patrão, um saci rabugento, passando por Zé, um meio-caipora ativado por aguardente de açaí, passando por meio-sereias, botos, lobisomens-guará, capelobos-capangas, o boitatá (o boitatá *-*) e a Mãe D’Ouro, todos caíram muito bem na narrativa e conseguiram se encaixar muito bem em suas funções dentro da história.

Quanto ao enredo, não tenho nada para reclamar: achei que foi bastante consistente do início ao fim. O clímax final é incrível, que me fez devorar quase 150 páginas em umas duas horas só para saber o que raios ia acontecer no final – que deixa qualquer filme de ação no chinelo com o tanto de tiros, helicópteros e UM BOITATÁ SUBINDO POR UM PRÉDIO! Os acontecimentos são passados com a velocidade certa para que possamos digeri-los sem que fiquemos perdidos; revelações são muito bem encaixadas em seus devidos lugares, e não percebi nenhuma ponta solta muito grave ao final da narrativa. Parece que tudo o que ficou em aberto ficou de forma consciente, para que fiquemos ansiosamente esperando pelo volume dois da história.

Um dos principais pontos-chave é o apelo educacional e, ao mesmo tempo, divertido que o livro possui. É uma história bem bacana para a molecada da idade do Anderson ou um pouco mais novos, porque consegue dosar muito bem as partes mais educativas sem apelo pedagógico, tanto para as criaturas folclóricas quanto para as questões ambientais colocadas no texto, além de temas como manipulação da mídia e desigualdade de camadas sociais diferentes. Também é um ótimo livro para adultos, exatamente por tratar desses mesmos temas. É aquele tipo de livro que passa mensagens para qualquer idade.

A capa é incrível, e as ilustrações internas também. Parabéns ao Octavio Cariello pela capa belíssima – com uma das cenas mais sensacionais do livro, vale ressaltar – e pelas ilustrações internas do Thiago Cruz. Não sei se foi ou não a intenção – acredito que sim –, mas as ilustrações me lembraram bastantes das xilogravuras do Nordeste utilizadas na literatura de cordel. Intencional ou não, ficaram excelentes.

Inevitável falar sobre a comparação que todo mundo faz com Percy Jackson e Os Olimpianos. Acredito que tenha alguma relação, mas é aquela de parâmetros comparativos que as pessoas precisam ter para avaliar a qualidade de uma obra. Eu, particularmente, acho Percy Jackson um livro ‘ok’, que não me empolgou muito a continuar lendo. Se essa comparação é mesmo válida, acho que quem gosta de Percy com certeza vai adorar ‘Ouro, Fogo & Megabytes’. Para mim, está uns dez degraus acima, sem nem pestanejar.

Se pudesse apontar um problema dentro do livro, seria a revisão. Não é a pior que já li, não mesmo, mas há algumas coisas que deixam um pouco a desejar. Falta de quebra de linhas de uma cena para outra, algumas vírgulas fora do lugar, outros pronomes desnecessariamente repetidos... coisas que uma olhada para uma segunda edição podem ser facilmente resolvidas. Nada que atrapalhe o produto final da leitura.

Enfim, acho que é um livro que todos devem ler. Não pra fomentar a literatura nacional ou ter orgulho de lobisomens e sereias no acervo de criaturas mitológicas das nossas terras tupiniquins – não que isso não seja motivo de orgulho, é claro que é – mas para aprender algumas coisas que podem ser modificadas, sobretudo acerca da natureza. E para se divertir, é claro, como todo bom livro de aventura deve ser. Porque não é todo dia que você vê um boitatá subindo por um prédio de São Paulo.
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Nathy Bells 02/10/2012

Anderson Coelho, vive uma vida normal na pequena cidade de Rastelinho no interior de Minas Gerais. Na escola é considerado um dos nerds da turma, mas é em sua vida virtual que Anderson se vê realizado, ele é o segundo melhor em um jogo online de RPG, e esse status atrai a atenção de uma Organização bem diferente de tudo que ele já viu; sem fins lucrativos, buscando salvar crianças das ruas e natureza, tendo como membros seres folclóricos e localizada na maior cidade do país… São Paulo.
“Pense na Organização como um grupo de pessoas dispostas a fazer a diferença no mundo. A dar consciência a jovens que cresceriam nas ruas e na marginalidade, e dispostas a despertar o que há de melhor em pessoas que estão a cada dia se tornando mais robóticas.” (pág. 68)
De primeira Anderson não aceita ir para “cidade grande”, só que sua escolha muda quando recebe três dias de suspensão na aula de educação física. A desculpa de que iria participar de uma olímpiada de matemática, com os encantos de uma simpática sereia, convence seus pais e ele parte para a maior aventura de sua vida…

Em menos de uma semana Anderson aprende novas maneiras de ver o mundo, ele aprende gentileza gera gentileza e que isso é válido em qualquer momento. Cheiooooo de ação Ouro, fogo e megabytes é um viagem por um mundo até então, ao meu ver, esquecido por nosso autores; o folclore brasileiro. Felipe Castilho é tão realista em suas descrições e insere tão bem esses seres fantásticos no cotidiano de São Paulo.

Deixo recomendado para quem quer conhecer um pouco mais sobre o folclore e retirar ações para nosso dia- a- dia que podem fazer a diferença!

Antes de finalizar minha [micro] resenha gostaria de agradecer ao Felipe Castilho por toda atenção na bienal e por me presentear com seu livro! Você arrasou mesmo! Está mais que aprovado e quero o segundo volume!!!
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Andrea 10/09/2012

Infantojuvenil de primeira qualidade!
Primeiro peço licença para que a minha criança interior fale:

“Amei! Amei! Amei! Preciso ler todos!!!!! Ai, que espera terrível será até sair o próximo!!!!!!!!!”

Pronto. Desculpem-me, ela fica assim meio selvagem às vezes, quando se apaixona por alguma coisa. Mas agora que utilizou todas as exclamações a que tem direito deve ficar quietinha por um tempo.

Indo ao que interessa: o livro é fantástico. Simples assim. Totalmente adorável.

A narrativa é fluida, o enredo é envolvente, as cenas são bem elaboradas, adorei como o autor plantou os personagens, como os desenvolveu e como conseguiu dar uma voz bem específica, diferenciada, ao personagem principal, além do ritmo que imprimiu ao livro.

Nos conflitos você vê a dose exata de descrição da cena e de ação da mesma. Você vai ler frases inteligentíssimas e diálogos impagáveis. Em certos momentos você sabe que seus olhos estão mirando um monte de papel, mas o que você está vendo mesmo é a cena acontecendo bem à sua frente.

Li comparações do livro com os livros do Riordan, mas achei a escrita mais similar à da Rowling e não só por ser em terceira pessoa, achei todo o estilo mais parecido com o dela. Mas, bem, a minha não é uma opinião profissional. Eu sou só uma leitora, “nem sou muito nerd, até tenho uma pequena vida social” (CASTILHO, 2012). As comparações com o Riordan talvez se expliquem mais devido ao uso que ambos os autores fazem de figuras mitológicas/folclóricas nas tramas.

E por falar em seres folclóricos também li uns “como ninguém nunca pensou nisso antes?” por aí. Na verdade, acho que um monte de gente, de fato, pensou. Mas daí a [1. Fazer.] e [2. Fazer com a categoria que o autor fez] é outra história... Aliás, outraS histórias, já que a coleção terá 5 volumes.

Falando do físico da obra (prima): a capa é linda, o papel usado é ótimo, assim como o cheiro do livro (sim, eu cheiro livros, qual o problema?). A revisão da editora G. sempre deixa a desejar, espero que corrijam as próximas tiragens. Gostei das fontes usadas, da diagramação e também das ilustrações, bem pontuais.

Leiam o livro, riam com os personagens, tenham raiva de alguns, suspeitem de outros, amem todos. Sintam o coração batendo rápido em certas cenas e o alívio que o próprio personagem experimenta em outras. Tudo isso numa livraria perto de você. rsrs

Desejo vida longa ao autor, imenso sucesso, muitos fãs, versão dos livros para outras línguas, e todas as outras coisas que a minha criança interior está gritando aqui para mim. Eu disse que ela fica selvagem.
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Adriana 17/07/2012

Incrivelmente perfeito! Ouro, Fogo e Megabytes foi um achado magnífico, que comprei das mãos do autor Felipe Castilho na 1ª Odisseia de Literatura Fantástica, que ocorreu em Porto Alegre no mês de abril. Aproveitando a onda de autores estreantes, este é meu nono Debut lido no ano.

O livro é uma aventura infanto-juvenil que poderia muito bem ser comparada a Percy Jackson e os Olimpianos de Rick Riordan. Aliás, permitam-me dizer, gostei muito mais da perspectiva brasileira dos fatos e da narração extremamente engraçada, sutil e inteligente deste autor nacional.

Ouro, Fogo e Megabytes conta a história de Anderson Coelho, um garoto que tem uma vida relativamente comum em Rastelinho, Minas Gerais, mas que é famoso no mundo de Battle of Asgorath (ou BoA, para quem não é um noobie completo, hehehe). Ele é o segundo melhor do mundo no ranking do jogo de RPG e, sob a “pele” do elfo Shadow Hunter, vive altas aventuras junto com sua guilda.

Se vocês não estão entendendo os termos utilizados na resenha, é porque PRECISAM ler o livro para adentrar ainda mais neste mundo totalmente fantástico dos jogos eletrônicos. Sério, eu não sou vidrada neste tipo de coisa, nem jogo RPG muito menos, mas simplesmente adorei!

Entretanto, a trama não se passa no mundo virtual, não… Anderson é chamado a ajudar a Organização, uma espécie de ONG de São Paulo, prestando um servicinho de hacker para eles. Lá ele vai descobrir que os seres do folclore brasileiro não são tão irreais quanto sempre fomos levados a crer. Isso mesmo! Cuca, Saci, Boitatá e tantos outros, não existem só na imaginação dos antigos brasileiros…

E agora, junto com novos amigos da Organização, Anderson irá lutar contra uma poderosa empresa multinacional, comandada por um cruel vilão, que ameaça estas criaturas mágicas e o equilíbrio tênue da natureza.

Primeiro volume da série O Legado Folclórico, “Ouro, Fogo e Megabytes” veio para me provar que este gênero de aventura infanto-juvenil pode sim ser excelente e me agradar por completo. Vocês já perceberam que Rick Riordan destruiu esta certeza em mim, depois de me fazer apaixonar por sua série no primeiro livro e, de certa forma, me decepcionar nos demais (e volto a repetir, não que eles sejam ruins, só não supriram minhas expectativas).

Enfim, o fato é que este livro, desde o glossário maravilhoso (sério, é absolutamente engraçado e deve ser lido), até as últimas páginas, é uma leitura obrigatória tanto para jovens quanto para adultos. Além de ensinar muito sobre nossa cultura, histórias que estão sendo esquecidas e que fiquei muito feliz por poder relembrar, ainda passa valores morais, éticos e trabalha muito a questão da preservação ambiental.

Com toda certeza, tiro meu chapéu para o autor. Além de ser super simpático, ele mostrou ter talento de sobra. Se tiverem a oportunidade, não deixem de ler esta obra maravilhosa!

Resenha em http://mundodaleitura.net/?p=3990
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Jessica 09/07/2012

Uma crítica necessária na atualidade
Impressionada! Os tons usados pelo autor para evidenciar uma crítica necessária nos dias atuais, cria na consciência do leitor não só o interesse por uma mitologia negligenciada por nós - brasileiros, mas nos enriquece a medida que esse Legado Folclórico nos é apresentado; despertando em nós a mesma chama viva de coragem para apontar as falhas de nossa sociedade "saudavelmente desigual". Tudo isso no intuito de avivar esse interesse por ela e noção de proteção por ela. Espero que desperte em nossos jovens leitores essa noção de viver em seu próprio tempo, mas sem deixar de lado sua responsabilidade para com a sociedade na qual e existe - hoje - e que no futuro será o seu principal ator.
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Yorsh 22/06/2012

Um novo olhar pra nossa mitologia
Escrevo essa resenha chamando uma atenção especial para o nome da série: "O Legado Folclórico".

Ouro Fogo e Megabytes está na minha lista de "séries a acompanhar". Até porque, tenho lido praticamente apenas livros que estão abrindo portas para Trilogias e Séries.

Mas focando nesse livro em questão. Ouro Fogo e Megabytes nos apresenta o nosso mundo. Usando o cenário brasileiro como "pano de fundo". Acompanhamos a Jornada de Anderson Coelho, um garoto negro, mineiro e gamer. Enquanto joga Battle of Asgorath, RPG online. Anderson é confundido (ou talvez não tão "confundido assim"), como um hacker pelos membros de um grupo Paulista conhecido como "Organização".

Os eventos acabam levando Anderson a se comprometer com a Organização que precisa de seus serviços para algo que apenas com o passar das páginas descobrimos a imensa importância.

Bem com relação ao enredo não vou muito além disso pra não passar nenhum spoiler importante. Mas digamos que a "cobra de fogo" da capa, é algo muito bem conhecido por qualquer brasileiro que se preze...

O ponto forte do livro, foi a visão longe de clichês com relação ao folclore, figura central da história. Além da forma como Felipe Castilho aponta sobre a necessidade dos brasileiros de criar um senso crítico apurado. Nem tudo o que você vê como "notícia" é verdade. É preciso saber filtrar as informações vistas. E claro, ler mais.

O livro também conta com uma gama ambiental que acredito, será capaz de colocar muitos leitores a repensar certas ideias...

Enfim, não preciso dizer que a história além de ótima. Ensina muito também. O final do livro, apesar de ter um gancho para a série, é satisfatório, por hora. Mas preciso saber a data de lançamento do volume dois, porque sou desesperado mesmo. Fazer o quê?

Merece as 5 estrelas com certeza.

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