Por Isso a Gente Acabou

Por Isso a Gente Acabou Lemony Snicket




Resenhas - Por isso a gente acabou


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Nêssa 08/04/2017

E é por isso que eu amo Lemony,ops, Daniel ...
Ai cara, como eu falo desse livro? Gostei? Sim. Gostei, já acostumei com o estilo desse autor, amo esse autor. Por que? Porque ele é muito honesto com os personagens dele. Porque ele não maquia a realidade, não faz você sonhar com uma ilusão estúpida. Particularmente levei esse livro muito para o pessoal. Me identifiquei muito com a Min (gostei demais do nome dela, achei que foi uma ótima escolha, e ela explicando o nome é engraçado, meio sádico,meio ridículo...) Quantas vezes a gente não consegue enxergar o que todo mundo já viu? Amo a perspectiva do Daniel, amo os personagens construídos na base;nem bom, nem ruim; acho que ele tem uma forma nada sutil de dizer:"olha, a vida não é esse céu de baunilha,você não é especial e a vida não vai ser legal sempre..." Eu gosto disso. Dessa coisa tragicômica. E é por isso que eu prefiro romances assim.
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Aninha 04/03/2017

“Por Isso a Gente Acabou”, foi escrito pelo escritor Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, criador da famosa série “Desventuras em Série”. Quando li o nome do autor fiquei super animada porque eu adoro o tom cômico e sarcástico que Daniel usa em suas obras. O enredo dessa história é “simples”: o fim de uma história de amor entre adolescentes; as primeiras descobertas como casal, as brigas e as dificuldades intrínsecas de todo relacionamento humano.
Min Green só teve um namorado em toda sua vida e encontra em Ed Slaterton o companheiro que sempre sonhou, mas nunca imaginou que pudesse se interessar por ela: ele é popular, bonito, sai com várias meninas e é co-capitão do time de basquete do colégio, ou seja, um verdadeiro galã.
Min, surpreendentemente, chama a atenção de Ed, que revela amar a garota por seu jeito diferente de ser. Min não compreende o porquê de tal afirmação, mas, aos poucos, ambos vão construindo um tímido relacionamento. Há o primeiro encontro no cinema, as festas de amigos, a primeira cerveja compartilhada, a primeira vez... de Min.
Enquanto nos encantamos e nos tornamos próximas de Min, cada vez mais nos preocupamos com ela, pois é evidente que está se apaixonando por Ed, enquanto este vai se mostrando ao leitor um cara não tão legal e nobre (que Min merecia). O sentimento que temos por Ed é dúbio: ele é encantador e carismático quando quer, mas ele não é verdadeiro. E é isso que parte nosso coração.

“A gente achou que tinha tempo. Eu acenei mas não podia responder, porque finalmente tinha me permitido sorrir tanto quanto eu queria a tarde inteira, a noite inteira, cada segundo de cada minuto com você, Ed. Que merda , acho que eu já te amava. Condenada, como uma taça de vinho sabendo que um dia vai cair, sapatos que logo vão ficar gastos, a blusa nova que logo vai sujar.” (página 72)

Com as festas de Halloween se aproximando, Min e Ed fazem planos e, ao que parece, tudo ia bem... Não perfeito, mas que relacionamento não tem problemas? A leitura flui e o momento que tudo chega ao fim é de arrematar o coração. O autor encarna uma garota de 16 anos com tanta fúria e veracidade que me deixou de boca aberta. Tanto sentimento, tanto amor... Uma historia de amor e perda. Mas nem por isso ela é menos bela... Pelo contrário, vale a leitura para todos que já tiveram o coração partido. Estamos todos juntos, numa caixa, assim como todas as lembranças que Min guardou e devolveu para Ed e que foram ilustradas por Maira Kalman, dando um toque especial e cor à toda a obra.

“Todo suvenir de amor que a gente tinha, os prêmios e os destroços dessa relação, que nem confete na sarjeta depois que o desfile passa, o tudo e o não sei que mais chutado para o meio-fio. Estou largando essa caixa toda de volta na sua vida, Ed, cada pertence do meu eu com você. Vou largar essa caixa na sua varanda, Ed, mas é você, Ed, quem está sendo largado.” (página 11)

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Laura 05/02/2017

Esperava muito mais.
Não espere muito do livro. É mais uma história clichê sem qualquer emoção. O que me encantou no livro foi à arte, que valeu ter comprado o livro.
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Amy 28/12/2016

Por Isso a Gente Acabou - Daniel Handler
A expectativa era alta quando fiquei sabendo de Por isso a gente acabou, estava com bastante expectativas quando livro chegou aqui em casa, mas conforme fui lendo a animação foi diminuindo. Não diria que foi uma decepção, porque o livro realmente é bom, mas acho que poderia ter sido melhor trabalhado.

O livro inteiro na verdade é uma carta de Min Green para Ed, seu atual ex-namorado, nesta carta a garota conta a história de ambos, desde o início até o término da relação. Contando, basicamente, o porque dos dois não terem dado certo, que ela entregará para Ed junto com uma caixa com todas as lembranças.

"Estou contando porque a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais."

Min e Ed são muito diferentes, todos acham que aquela união é muito estranha, e, como percebemos ao longo do livro, nem todos os opostos se atraem.
Minerva, por amar filmes antigos, constantemente compara as coisas com eles, o que é muito chato e cansativo. Ok, a ideia é bem legal, concordo, mas ela não passa uma página sem fazer alguma relação com esses filmes, isso me irritou bastante.

Ed é o típico atleta da escola, é cocapitão do time de basquete e gosta de coisas muito diferentes de Min. Sinceramente? Não gostei muito de Ed, achei ele meio "ta, e dái?!", acho que ficou faltando um pouco de substância.
O casal também diz "eu te amo" muito rápido e isso me irritou bastante, porque era perceptível que não era verdade, diziam isso para se desculpar na maior parte das vezes, como brigamos, mas vou dizer "eu te amo" pra mudar de assunto e ficar "tudo bem".
A relação dos dois não dura muito e é bem intensa, o típico "vocês estão indo rápido demais".

"Você saber, Ed, que soco no estômago é a minha própria mãe agora estar com a razão? Eu devo ter gritado alguma coisa e ela deve ter gritado também e voltou batendo o pé, acho que foi, pra dentro de casa. Mas só lembro da música diminuindo, o volume baixo de vingança, para não ser mais a trilha sonora do dia."

Gostei bastante do Al, melhor-amigo de Min, ele estava lá para ela a todo momento, inclusive é ele quem leva Min no caminhão para devolver a caixa com os objetos que significaram algo no relacionamento dos dois para Ed.
O ponto forte do livro com certeza são as ilustrações desses objetos seguidos do texto explicando o motivo de eles estarem ali, gostei bastante disso.
Como disse, a ideia do autor é bem interessante, mas o livro muitas vezes se tornou maçante. Gostei sim do livro, principalmente de alguns trechos e determinadas cenas, minha parte preferida é o final, o que ela diz na carta depois de contar sobre o término. Gosto também de certas relações que ela faz, como que eles são a escolha errada do elenco para o filme.
Por mais que isso tenha me irritado, gostaria de assistir vários dos filmes que foram citados, porém eles são fictícios.

"Você sabe que eu quero ser diretora, mas você nunca viu de verdade os filmes da minha cabeça e foi por isso, Ed, que a gente acabou."

Por isso a gente acabou é um livro bom, mas que poderia ser melhor desenvolvido, com menos repetições. O livro é bom, porém é meio lento e arrastado. O que é triste, pois tinha bastante expectativa em relação a ele.
Ana 01/01/2017minha estante
Eu também achei o livro meio cansativo. E ele traía ela, como vc disse, ele era "tá, e daí??" .




Bruna 03/12/2016

A releitura me fez gostar um pouco menos do livro, mas ao mesmo tempo sinto que tirei mais proveito da leitura dessa vez.
A história é bem clichê, mas o autor conseguiu a tornar tão original com a narrativa, diálogos e referências culturais que eles mesmo inventou.
Lembro que da primeira vez até gostei do casal, mas dessa vez estava TÃO nítido que eles não iriam dar certo que até revirava os olhos às vezes. O protagonista é um tremendo babaca e nossa, sei lá, só muito ódio de caras como ele. A protagonista me irritou às vezes também pela ingenuidade dela, mas também a entendi um pouco melhor.
Enfim, é um livro de romance bem fora da caixinha, mas não sei se vou fazer mais uma releitura.
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Raquel Comunale 16/11/2016

O livro é baseado no fim de um relacionamento adolescente. Min Green é uma adolescente de 16 anos viciada em cinema que acaba se envolvendo com Ed Slarteron, o capitação da equipe de basquete do colégio. Ele superpopular e ela uma menina "das artes" totalmente diferente das líderes de torcida que Ed costumava se envolver. Contudo o relacionamento deles termina depois de um tempo e o livro traz uma longa carta de Min para Ed explicando a história deles e o motivo do término.

Tinha lido várias resenhas sobre o livro e por isso priorizei essa leitura mas confesso que me decepcionei. Achei a leitura cansativa e um pouco arrastada, Min é bem bobinha e Ed um grande bobão. Não consegui gostar.

site: http://desencontre.blogspot.com.br/
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Carlos 19/10/2016

INDECISO
Eu fiquei um tempo tentando decidir como seria o tom desta resenha. Continuo dividido. Tem coisas em POR ISSO A GENTE ACABOU que são muito boas, mas tem outras que são muito decepcionantes. Vou tentar explicar as duas e deixo para você decidir o que acha.

Vamos começar pelo que não gostei, porque, assim, você fica com a parte boa no final e com uma opinião um pouco melhor do livro ;)

Ed é o cara mais popular do colégio, o melhor atleta, o mais bonito e falastrão, o cara que quase todas as garotas querem namorar. Min é mais intelectual, estuda cinema, gosta de conversas com conteúdo, procura significado nos pequenos gestos e é sensível, muito sensível. Ela se apaixona por Ed. Por um acaso, os dois começam a namorar.

Óbvio que não vai dar certo. Não apenas pelo título do livro, que deixa isso claro, mas por causa da total incompatibilidade de pensamentos, comportamentos, sentimentos e ações entre Min e Ed.

E obviedade é o grande problema de POR ISSO A GENTE ACABOU. Não há nenhuma surpresa na história ou nos personagens. Nada. Nada mesmo. É um total clichê em todas as suas situações: o cara popular que fica com as garotas mais bonitas do colégio a cada período escolar; a garota bonita, mas que é intelectual e ignorada pelos populares; o melhor amigo da garota que é apaixonado por ela, mas a garota não sabe disso, apesar de ser visível até para um cego; os bailes de fim de não; a festa da fogueira que não dá certo; a ex-namorada do garoto popular que não larga o pé; a amiga falsa; e por aí vai.

Quando comecei a ler, pensei: tudo bem, eles terminam, mas por qual motivo?

É por isso mesmo que você está pensando. Até nisso não existe surpresa. E quando isso acontece? Também não existe surpresa. É logo depois que Ed consegue o que cada garoto quer de uma garota, ainda mais quando ela é virgem. Na verdade, Min, apesar de ser inteligente e sensível, é totalmente burra no quesito Ed. Tanto, que cheguei a pensar que ela merecia tudo o que estava sentindo, que ela procurou o que encontrou, e que mereceu.

Fora a falta de qualquer surpresa, existe outro ponto que quase me fez largar a leitura. Por Min adorar cinema, cada capítulo possui parágrafos e mais parágrafos de referência a filmes antigos (que ninguém conhece, porque são inventados pelo autor), com o que ela está vivendo. Lá pela metade do livro, tive que decidir se abandonava a leitura ou, simplesmente, pulava os trechos com essas referências, que, de certa forma, não acrescentaram absolutamente nada para a história dos dois. Porque, para que isso ocorresse, seria necessário o leitor conhecer o teor da comparação. Não existe essa relação. Então, a coisa fica maçante, chata, insuportável. Teve capítulo que pulei duas ou três páginas de puro nada.

Mas então, vamos falar do que é bom, neh?

A narrativa, apesar das partes arrastadas e maçantes dos filmes, é extremamente bem escrita. A transmissão ao leitor do que Min sente é tão bem feita, que é perfeitamente possível o leitor sentir um peso no coração, uma angústia, uma compaixão verdadeira pela personagem, como se ela realmente existisse.

Vale um destaque para um trecho onde Min, após uma decepção com Ed em uma festa, dança com o ex-namorado. Os pensamentos, as coisas que ela faz, são descritas em uma velocidade e com uma troca de palavras que consegue transmitir perfeitamente toda a confusão da personagem, bem como o que ela está sentindo no momento. Eu li esse pedaço duas vezes, de tão perfeito que ficou.

Isso é suficiente para considerar POR ISSO A GENTE ACABOU como um bom livro? Ou como um mau livro? Não sei dizer. Poderia colocá-lo como mediano. Mas não sei se seria o correto. Acho que a resposta depende muito da sensibilidade de quem vai ler. E do que a pessoa espera encontrar na história de Min e Ed.

Eu esperava encontrar mais. Uma pequena surpresa que fosse. Mas encontrei apenas a apaixonante habilidade do autor em usar as palavras para transmitir sentimentos, mas sem qualquer criatividade para criar situações com os personagens que completassem esses sentimentos.

Não posso terminar sem mencionar as ilustrações dos objetos que Min devolve para Ed. São simples, mas belíssimas. Inclusive, a edição é perfeita. E antes que alguém reclame das páginas em branco, isso é necessário para criar contraste com as imagens. E fica excelente!

Mesmo não sabendo responder se gostei ou não de POR ISSO A GENTE ACABOU, e apesar de todos os defeitos que apontei, bem como das poucas qualidades, recomendo a leitura, nem que seja pelo aprendizado de como se consegue criar emoções através de simples palavras.

Ah, e a nível de curiosidade, Daniel Handler é mais conhecido por seu pseudônimo, Lemony Snicket, autor de DESVENTURAS EM SÉRIE :)

site: http://www.gettub.com.br/2016/09/por-isso-gente-acabou.html
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Gabi 02/07/2016

http://vaiumspoilerai.blogspot.com.br/2016/04/repostando-8-resenha-por-isso-gente.html
Tava sentindo falta de um livro tão bem diagramado como esse. A ilustração é perfeita. Nota 10.

Não sou muito acostumada a ler livros narrados por homens, mas esse vale a pena. O autor entra totalmente na pele da personagem.

O livro é um carta feita por Min Green, para o seu ex namorado Ed Slaterton, contando porque eles acabaram, junto com uma caixa com todos os objetos que simbolizavam o relacionamento deles.

Ela conta tudo. Dês do primeiro encontro. Os diálogos, a primeira vez, tem até a camisinha!

A Min vai construindo sua estória, contando para o Ed todos os sentimentos dela, tudo que ela sentia na hora e não podia falar.

Durante todo o livro eu ficava buscando o motivo pra eles poderem voltar, pra haver uma reconciliação no final, mas quando descobrimos verdadeiramente o porque do final do relacionamento ficamos chocados. É um pouco clichê e um pouco já previsto, mas com esse casal é diferente.

O autor faz com que gostemos da Min e do Ed juntos. As cenas românticas são fofas. Na minha opinião pessoal e egoísta eu acho que um autor do sexo masculino não saberia descrever as sensações de uma menina durante o beijo, mas o Daniel me fez enxergar isso de outra forma.






"Foi por isso que a gente acabou, Ed, por uma coisinha pequena que sumiu ou quem sabe nunca tenha estado de verdade nas minhas mãos."



Achei a "carta" longa demais pra o tempo que ela dizia que estava escrevendo, mas é como uma cena vista de fora junto com os flashbacks.

Esse livro só não recebe 5 estrelas por causa do final. Eu queria, bem no fundinho, bem bem no fundinho que eles ficassem juntos. EU JÁ SEI que é tão óbvio que eles não ficam juntos, isso é deixado bem claro no título "Por isso a Gente Acabou", mas eu não gostei do que o Ed fez com a Min. Nós achamos que ele amava mesmo ela e aí ele faz o que fez. Quem leu o livro sabe do que eu tô falando, quem não leu, leia para entender.

Esse livro é um daqueles que é preciso ler antes de morrer. Ele precisa fazer parte da sua lista de leitura. É como se você olhasse pra trás e dissesse "Eu li Por Isso a Gente Acabou".

É usada muita metáfora nesse livro. A Min é muito fissurada em filmes clássicos. Filmes antigos, preto e branco. É meio chato, ela compara tudo com cenas dos filmes. Deixa o leitor meio perdido, mas vale apena ler. Eu amei.
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Carla Brandão 26/06/2016

Como muitas histórias de amor, a de Min Green e Ed Slaterton começa por acaso. Os dois estudam na mesma escola, mas não fazem parte do mesmo grupo de amigos. Min, apelido de Minerva, é a garota inteligente, fã de filmes clássicos e que sonha em ser diretora de cinema. Ed é o clichê das histórias adolescentes: cocapitão do time de basquete, bonito e popular. Os dois se conhecem quando ele e alguns amigos aparecem de penetras na festa de Al, melhor amigo de Min. Uma conversa do lado de fora da casa, uma troca de telefones e dá-se o início do fim.

Como muitos casais, os dois adolescentes são bem diferentes, mas a paixão inicial faz com que ambos tentem conhecer e fazer parte do mundo um do outro. Min abre mão de programas com os amigos para assistir Ed jogar, mesmo achando basquete muito chato, e ele, por sua vez, aceita assistir filmes que a menina adora e pelos quais ele não tem o menor interesse.

Como muitos relacionamentos, o de Min e Ed chega ao fim. Apenas algumas semanas separam o começo do final, mas quem pode medir a intensidade de um sentimento pelo tempo? Com o coração partido, Min escreve uma longa carta para seu ex-namorado e coloca em uma caixa, junto com vários objetos que marcaram momentos do namoro.

“Todo suvenir de amor que a gente tinha, os prêmios e os destroços dessa relação, que nem confete na sarjeta depois que o desfile passa, o tudo e o não sei que mais chutado para o meio-fio. Estou largando esta caixa toda de volta na sua vida, Ed, cada pertence do eu com você. Vou largar esta caixa na sua varanda, Ed, mas é você, Ed, quem está sendo largado.”


Cada capítulo do livro é referente a um objeto da caixa e à parte da carta na qual Min explica o que ele significa e o que tem a ver com o término. Tudo isso acompanhado pelas belas ilustrações de Maira Kalman, que ajudaram a tornar real a ideia de ir tirando um por um os objetos da caixa.

Ao relembrar as situações evocadas por cada entrada de cinema ou tampinha de garrafa, Min consegue se dar conta dos sinais de que o namoro não daria certo. Eles estavam bem ali, claros, óbvios. Mas na época ela não conseguiu enxergar. Ou não quis. Ou, ainda, achou que com eles poderia ser diferente.

Daniel Handler construiu personagens adolescentes com a imaturidade e a insegurança normais para a idade. A carta de Min não tem nada de profundo ou excepcional, são apenas palavras sinceras de alguém que teve sua primeira desilusão amorosa. Outro ponto a ser destacado no que diz respeito aos personages é que, apesar do clichê menina-inteligente-se-apaixona-pelo-garoto-popular, o autor conseguiu fugir aqui e ali dos estereótipos. Min não é caracterizada como feia, esquisita nem relata sofrer discriminações. Ed não é o típico jogador bonitão e burro, pelo contrário, é bem melhor em matemática do que sua namorada.

A criatividade de Daniel fica evidente nas inúmeras referências a filmes, atores e músicas que não existem! Para Min é quase impossível descrever um fato ou passar por alguma situação sem relacioná-los a algo que ela viu em um filme. São muitas as passagens nas quais ela descreve cenas inteiras de supostos clássicos. Demorei algumas páginas para desconfiar que era tudo criação do autor e, ao terminar a leitura e fazer uma pesquisa, veio a confirmação.

Por isso a gente acabou não é um livro surpreendente, antes de começar a ler já sabemos pelo título qual será o desfecho. Talvez por isso eu tenha ficado esperando por um motivo mais original para o namoro não ter seguido adiante. Ao mesmo tempo, o livro tem o poder de fazer o leitor torcer pelo casal, mesmo sabendo que o final feliz não acontecerá. É que, ao ler a carta de Min Green, conseguimos entender também porque eles começaram.

site: https://blog-entre-aspas.blogspot.com.br/2016/01/resenha-por-isso-gente-acabou-daniel_23.html
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Lêh 25/06/2016

Bom
Eu não me identifiquei com a escrita do autor... Não entendia alguns coisas... Não é aquele livro excepcional, mas é uma coisa gostosa de se ler. ???
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Roh 17/06/2016

Decepcionada
Só queria dizer que me partiu o coração Hawk Davies não existir de verdade. Livro maravilhoso.
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Nalaura 15/06/2016

Por Isso A Gente Acabou - Daniel Handler
A história toda é narrada por acontecimentos contados na ordem em que os objetos da caixa são retirados. Todos eles são "lembranças", de cada momento que a narradora viveu. O livro é todo baseado no fim de um namoro, cuja duração foi de poucas semanas. Eu me encantei com o caminho que a história tomou, e fiquei um pouco triste com o motivo do fim do namoro. A leitura me deixou leve e (confesso ) um pouco melancólica. E por mais que não seja tudo isso, super indico e recomendo. Um beijo e tchau, tchau.
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Monica 12/06/2016

RESENHA: POR ISSO A GENTE ACABOU
O livro não conta nada mais, nada menos dos motivos que fizeram Min Green terminar com Ed, seu ex namorado. O livro é ilustrado, o que torna a leito mais legal e interessante.

Meu ponto de vista: Eu achei esse livro meio chato, não curti a leitura.
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Rangel Chan 11/03/2016

Interessante o/
Acho que todo adolescente deve ler este livro. principalmente as MENINAS que ficam se apaixonando por aí. Curti a escrita inteligente e amei demais os desenhos ilustrados dessa obra. RECOMENDO!
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Lane @juntodoslivros 07/03/2016

Por Isso O Livro Não Foi Tão Bom
Para quem não sabe quem é Daniel Handler, é o autor da série de livros Desventuras em Série, utilizando o pseudônimo de Lemony Snicket. Então, para quem é fã dessa série, já entenda que esses livros se tratam de estilos diferentes. Não é à toa que o autor usa o pseudônimo, não é?

Min Green é uma garota bem diferente. Não fica brava por motivos bobos como as outras garotas ficariam, tem um gosto peculiar para suas atividades. Isso foi o que atraiu o interesse do garoto mais popular da escola, Ed Slaterton.

“– Você não gosta do jeito que eu falo?
– É que eu nunca ouvi antes. – você disse. – É tipo provar... tipo, por exemplo, uma comida apimentada ou uma coisa assim. Tipo, vamos provar a comida do Sei-lá-onde-lândia.
– Entendi.
– E aí você gosta. – você disse. – Geralmente. Quando você prova, aí você não quer... não quer mais as outras meninas.” Página 60

Por adorar cinema, Min sonha em ser diretora de cinema. Os clássicos são seus preferidos e por isso o livro está recheado de referências aos filmes clássicos. “Greta em Fuga”, “Jantar à meia-noite”, “Pegue o Revólver”, etc. Ela usa de muitas referências desses filmes para situações vividas em seu cotidiano. Opa! Interessados em ver os filmes? Nem adianta ir atrás deles. Eles foram todos inventados pelo autor. O autor deu uma entrevista falando sobre isso. Muito bacana a ideia de colocar filmes não existentes. Dá uma olhada na entrevista aqui:
http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/06/entrevista-com-daniel-handler/

O título do livro já te dá um spoiler sobre o que aconteceu, mas aí está a graça da história. Agora que tudo acabou, Min está de coração partido. Ela vai nos contando passo a passo, porque seu namoro acabou. Ela nos conta tudo através de suas lembranças desde o primeiro encontro, passando pelo fim fatídico e como estão as coisas no presente momento. Uma carta e uma caixa cheia de lembranças de seu relacionamento com Ed (que ela devolve a ele) vão contando tudo para o leitor.

O livro está recheado também de imagens. Cada item devolvido tem seu registro fotográfico feito pela ilustradora Maira Kalman. Ficou tudo lindo e interativo. Não dá para imaginar o livro sem todo esse aparato de imagens. Isso foi o que salvou o livro para mim.

Apesar de o livro ser todo lindo, tenho que dizer que a história é um pouco confusa e entediante. Talvez Min seja cult demais para mim. As referências e seu modo de escrever, já que é uma carta, só se tornou bastante confuso ao invés de ser algo a mais na leitura. A tudo que acontecia com Min, era relacionado a um filme, era para ter sido algo bacana, mas não aconteceu.

Não consegui me conectar com os personagens, não consegui sentir empatia pela Min, não consegui torcer pelo namoro do casal, não consegui... Consegui apenas prever por que Min e Ed terminaram antes da grande revelação. Esse livro foi decepcionante. Para quem quer ler, leia sim. Quem sabe você gosta? :D

site: http://www.lostgirlygirl.com/2016/03/resenha-827-por-isso-gente-acabou.html#comment-form
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