Mansfield Park

Mansfield Park Jane Austen




Resenhas - Mansfield Park


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Mallú 23/03/2019

J'ai lu...
Queridos leitores...
Eu amo tanto esse livro que me engasgo toda para falar sobre, e isso inclui meus dedos. Digitar, escrever ou falar sobre "Mansfield Park" nunca será o bastante.
Fanny é a heroína mais humilde e observadora em toda a obra de Austen, e com tal perfil dócil, ela é abençoada com um convívio social limitado, porém muito rico. A astucia de Fanny é aprimorada todos os dias de sua vida, assim como sua paciência é constantemente testada ao lado de seus parentes ricos, da família que a criou.
As desventuras que se desenrolam nessa trama dão uma voz muito mais racional para o perfil de Austen, que foi constantemente julgado como "de menininha" e prova que romances são obras tão complexas sobre a racionalidade humana que as pessoas que os leem precisam de mais senso de compreensão do que quem os despreza de forma gratuita.
(Tem mais sobre minhas impressões de "Mansfield Park" lá no meu blog. Eu fiz uma resenha apaixonada e nostálgica sobre como foi ler e reler essa obra ao passar dos anos.)

site: https://malluamabili.blogspot.com/2018/02/jai-lu-mansfield-park-jane-austen.html
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Diane 31/01/2019

Bom livro
Mais um romance de leitura confusa, começo bem, mas sempre me perco em alguma parte da história, não sei. Ainda assim é mais um bom romance da Jane Austen, com bons personagens.
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Isa 26/12/2018minha estante
só vou terminar a leitura por causa da sua resenha. tô na página 200 e até agora tudo o que esse livro me proporcionou foi tédio.




Mey 17/09/2018

"Mansfield Park" é o terceiro livro de Jane Austen que eu leio, já foram "Orgulho e Preconceito", "Razão e Sensibilidade" e "Persuasão", e com certeza foi o que mais se distanciou das outras obras que eu já havia lido. Mansfield é uma história em que a personagem principal não tem uma personalidade forte, Fanny é o oposto das outras heroínas de Austen, ela é muito tímida, submissa e ingênua. E essa garota vai viver de favor na casa de alguns tios ricos, onde todos pensam que ela deve ser grata por estar ali (leia-se viver em função de todos os membros daquela casa.



O livro começa de maneira lenta, contando a história das tias e da mãe de Fanny, para que você entenda como aquela garota foi viver em Mansfield Park. Os anos se passam e acompanhamos a jovem agora com 18 anos, no auge de sua mocidade, onde é maltratada pela tia Norris, serve aos caprichos da Tia Bertram e é ignorada pela primas Maria e Julia, apenas o primo Edmund se preocupa com seu bem estar e por isso a garota cria uma paixão platônica por ele. Os moradores de Mansfield Park fazem amizade com os irmãos Crawford, que tem interesses matrimoniais pelos moradores daquela casa. Essa é a história do livro, sem dar muitos spoilers.



Não vou negar que a história custou me pegar, principalmente, porque Fanny não é o tipo de personagem feminina que me encanta, porém o desejo de saber até onde ia aquela história prevaleceu e eu persisti na leitura. E me surpreendi bastante e posso dizer que esse é um dos meus livros preferidos da autora (abaixo de Orgulho e Preconceito), não porque é um romance, mas porque a escrita está mais crítica, mais dura e muito realista. Eu particularmente adoro o tanto que a autora critica a sociedade da época, os interesses e os preconceitos e nesse livro ela está afiadíssima.



"Mansfield Park" é um livro dolorido, é difícil vê a pobre Fanny ser tratada tão mal pelas pessoas que se dizem responsáveis por ela. Também é triste vê que Edmund só a vê como irmã e nada mais. É difícil vê que ela não se encaixa nem mesmo na casa de sua família. Mas é real, mostra o pior das pessoas e eu gostei bastante do livro.

site: http://agoraqueeusoucritica.blogspot.com/2018/09/resenha-mansfield-park.html
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Maitê 02/07/2018

Esse sempre foi o livro que menos gosto da Austen, não que eu achasse ruim mas não era um que eu tinha vontade de ler de novo. Com o passar do tempo fui esquecendo da historia, e ao assistir diversos filmes baseados na obra, fui gostando cada vez menos.
Agora ao ler novamente, percebo que esses filmes modificaram por demais a historia original, talvez causando essa confusão. De fato o que nos temos aqui é uma Austen deliciosamente sarcástica, que de certa forma, abre mão dos grandes casais para nos mostrar uma sociedade hipócrita, que a toda tempo preza a riqueza e o seu próprio bem estar. Com uma personagem principal, "salva" da pobreza por seus tios, e criada por eles de uma forma submissa, nos temos um olhar desse mundo também prejudicado em consequências, A historia se desenrola principalmente por dois casais de irmãos, em um representados essa moral, e em outros a libertinagem/liberdade.
No final, Austen, em seu epilogo decide que afinal, ela não irá deixar seus personagens com finais tristes, mas segue com decisões ainda extremamente sarcásticas. E agora vejo que talvez seja por isso que os filmes tentem tanto mudar a historia, afinal, como fazer um filme de romance com um "casal' sem paixão.
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Queila 25/06/2018

Conta a história de Fanny Price, uma jovem de família pobre que foi criada desde os 10 anos de idade pelos seus tios ricos em Mansfield Park, o Sir Thomas Bertram e Lady Bertram. Sinceramente, eu estava com muito receio de ler esse livro, pois eu assisti ao filme (2007) antes e não gostei muito, eu achei a história nada extraordinária. Decidi ler o livro só porque foi escrito pela Austen (que eu amo). Então, li. O que eu posso dizer sobre ele? ME SURPREENDEU!!! Geeente, o enredo é incrível. Durante a leitura tive vários sentimentos: eu sorri, eu odiei alguns personagens, eu ficava aflita, ficava satisfeita. Enfim, amei a leitura! É uma obra com personagens muito complexos e durante a leitura eu parava pra me perguntar se eu gostava ou odiava determinados personagens (E EU AMO QUANDO ISSO ACONTECE). Mas alguns eram nojentos desde a primeira página, como a Sra. Norris, que minha maior vontade durante a leitura era de entrar dentro do livro e esganar essa demônia de chata. No finalzinho do livro, Austen colocou um escândalo que me deixou de boca aberta. Fiquei chocada, mas adorei hahahuha cada personagem teve o desfecho que mereceu. EU AMO JANE AUSTEN, MELHOR ROMANCISTA INGLESA E QUEM CONCORDA RESPIRA.

site: https://www.instagram.com/leiturasdaqueila/
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Paula 18/10/2017

Publicado em 1814, Manfield Park é o terceiro romance acabado de Jane Austen. Como é recorrente em sua obra, Austen inicia a história apresentando os personagens, suas respectivas condições financeiras e o lugar onde vivem. Logo nas primeiras páginas, conhecemos as irmãs Lady Bertram (Maria Ward), que “com apenas sete mil libras, teve a boa sorte se cativar Sir Thomas Bertram, de Mansfield Park”e passou a usufruir de todo o conforto digno de uma baronesa; Miss Ward se casou com o reverendo Norris e se tornou Mrs. Norris e Frances Ward se tornou Mrs. Price. Os Bertram tiveram quatro filhos: Tom, Edmund, Maria e Julia. Os Norris não tiveram filhos e os Price tiveram nove, sendo a mais velha delas a protagonista da história, Fanny Price.
Por não ter condições de criar tantos filhos, a mãe de Fanny quer enviá-la para ser criada pelos Bertram. O barão se mostra receoso e é Mrs. Norris quem o convence de que é o melhor a se fazer. É importante dizer que Mrs. Norris é a personagem hipócrita, que diz ter intenções de fazer o bem, mas, suas palavras não correspondem às atitudes. No caminho para a casa dos Bertram,, ela já tenta deixar claro para Fanny, que a menina deveria se manter em seu lugar e ser sempre grata aos tios, que estavam fazendo o favor de cuidar dela.
Em um primeiro momento, Fanny não participa dos bailes e reuniões sociais da família, ficando sempre em casa com a tia. O único parente com quem Fanny tem afinidade desde o começo é o primo Edmund. Apesar da rejeição de Mrs. Norris, Fanny nem se revolta, nem chora pelos cantos. Ela observa e espera o momento propício para se manifestar. Observando outras resenhas de Mansfield Park, percebi que poucas pessoas gostam dessa obra por não simpatizarem com a protagonista. Eu, particularmente adoro o caráter mais introvertido de Fanny Price. Ela é tímida, mas não boba; quieta, mas não cega.
Dentre as relações travadas pelos Bertram, destacam-se Mr. Rushworth, que logo se torna noivo de Maria, os irmãos Henry e Mary Crawford. e Mr. Yates, conhecido do Sir Bertram que, na sua ausência, sugere eles montem um teatro e interpretem a peça “Lovers’s Wows” , de Elizabeth Inchbald. São esses os presonagens responsaveis pelos grandes conflitos das trama. Aos poucos, Mrs. Norris perde a força.
Jane Austen é uma escritora conservadora e seus romances são previsíveis. O final de Manfield Park é abrupto. A autora corta o momento mais dramático da história e acelera o desfecho. “Let other pens dwell on guilt and misery. I quit such odious subjects as soon as I can, impatient to restore everybody, not greatly in fault themselves, to tolerable comforrt, and to have done with all the rest.”.
Essa é, na verdade, a segunda leitura que faço de Mansfield Park. Quando li pela primeira vez, esperei por um final maior, que desenvolvesse mais a conquista de Fanny. Nessa releitura senti como se Jane Austem quisesse simplesmente calar o escândalo provocado pelos Crawford. e mostrar que os Bertram ficaram bem na medida do possível.
Sempre gostei muito desse livro, é um dos meus favoritos da autora, além de Emma e Persuasion.

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Vanessa Vieira 16/09/2017

Mansfield Park - Jane Austen
O livro Mansfield Park, publicado em 1814 pela autora inglesa Jane Austen, nos traz um romance profundo que retrata com afinco a sociedade inglesa do século XIX, bem como seus costumes e convenções sociais. Considerado por muitos um dos livros mais autobiográficos de Austen e escrito pela romancista quando ela já tinha 39 anos, Mansfield Park descreve a sociedade rural daquela época, fala de forma sintetizada sobre a escravidão e, acima de tudo, nos traz personagens meramente humanos que vivenciam a solidão, o amor, o ciúme, a inveja e a decepção, dentre outros sentimentos conflituosos e intensos.

Criada desde os doze anos de idade pela família Bertram, Fanny Price se tornou uma garota dócil, tímida e extremamente passiva, realizando todos os caprichos e desejos de seus tios e primos ricos. A única pessoa no seio dos Bertram que a trata com bondade e ternura é o seu primo Edmund, dono de bom coração e que almeja o sonho de se tornar clérigo. Com exceção dele, Fanny é vista como uma criada pela família e sofre nas mãos de Mrs. Norris, sua tia viúva e amargurada e que mesmo sendo uma das responsáveis pela vinda de Fanny à Mansfield Park, parece não nutrir nenhum apreço pela moça.


Suas primas Maria e Julia Bertram são extremamente vaidosas, pretensiosas e egoístas e menosprezam Fanny a todo momento, deixando bem claro que ela é fruto de um ato de caridade de sua família. Já Tom Bertram, o primo mais velho e futuro herdeiro de Mansfield Park, é avesso a qualquer tipo de responsabilidade e prefere passar os seus dias se embriagando em meio a festas e se afogando em dívidas. O patriarca da família, Sir Thomas Bertram, possui alta renda e é dono de uma bela propriedade e apesar de ter boas intenções, se mostra um pai bastante autoritário e um pouco relapso. Sua esposa, Lady Bertram, é o típico bibelô da sociedade do século XIX, sendo retratada como uma mulher que fica sentada no sofá o dia inteiro com um cachorrinho no colo, enquanto todas as responsabilidades do lar vão sendo tomadas por Mrs. Norris e o esposo.

Porém, a rotina preestabelecida de Mansfield Park muda com a chegada dos irmãos Henry e Mary Crawford. Idealistas e cheios de charmes, eles provocam uma verdadeira avalanche de sentimentos na família Bertram. Henry logo se torna alvo de cobiça das irmãs Bertram e como um perspicaz sedutor, brinca e ludibria com os sentimentos delas, mas o alvo de sua cobiça é justamente Fanny, que mantém em segredo a paixão que nutre pelo primo Edmund já há alguns anos. Entretanto, Edmund se encanta com o jeito liberal e independente de Mary Crawford e não demora muito para que os dois assumam um compromisso. É a partir daí que Fanny revela sua verdadeira personalidade, até então camuflada pela timidez e passividade. Os mistérios insondáveis de sua alma vem à tona e apesar de sua aparência frágil e sempre subjugada, conhecemos o seu caráter genuíno, bem como os seus valores e príncipios.

Mansfield Park não é um livro muito bem aclamado pelos fãs de Austen e há quem o considere extremamente monótono graças às riquezas de detalhe do enredo e às personalidades conflitantes de seus personagens. Entretanto, ele se mostrou o retrato fiel da dissimulação do século XIX, com todos os seus costumes e protocolos sociais e me encantou ao mostrar a bela força que nasce da passividade e da tolerância por meio da personagem Fanny Price. Narrado em terceira pessoa de modo requintado e elegante e com a ausência de ironia - umas das características marcantes de Austen - o livro conseguiu me encantar, bem como acontece com todas as obras que leio da autora.

"Há ligeiros atritos e decepções em toda parte, e todos podemos ter muitas expectativas, mas, por outro lado, se um plano de felicidade falha, a natureza humana volta-se para outro; se o primeiro cálculo deu errado, fazemos um segundo melhor: encontramos conforto em outra parte."

Fanny foi uma personagem que muito me encantou graças à grandeza de sua alma e aos valores de seus princípios. Sim, ela não é perfeita e creio que Jane Austen moldou as características de suas principais protagonistas com uma linha tênue que beira suas virtudes e defeitos enaltecendo assim a beleza humana e Fanny vivencia diversos conflitos em sua alma, soando até mesmo hipócrita em alguns momentos, mas apesar de sua aparência frágil e desprezada se mostrou uma mulher forte e convicta em suas decisões e opiniões. Ela poderia ter sucumbido facilmente ao charme de Henry Crawford e às expectativas de uma vida melhor, mas no auge da sua introspecção notou o jogo que ele fazia com o sentimento de suas primas e não percebeu traços de autenticidade em sua alma, o que logo a fez rejeitar as intenções do cavalheiro. E sim, ela ponderou muitas coisas em sua mente, principalmente quando vai passar uma temporada na casa de sua família verdadeira e se vê em meio a pobreza e a escassez e a um cenário completamente diferente daquele em que foi criada em Mansfield Park, e mesmo sendo tentada por algumas atitudes, ao final faz as escolhas mais acertadas. Vale destacar também a forte amizade da personagem com o seu irmão William Price, que a torna radiante e ainda mais cheia de vida.

"Creio que a mente que não luta contra si mesma numa das circunstâncias encontraria motivos de distração na outra, e a influência do lugar e do exemplo pode muitas vezes despertar melhores sentimentos do que se tinha antes."

Edmund, apesar de sua bondade e pureza, não conseguiu me afeiçoar. Achei o personagem frágil demais e altamente suscetível e creio que a julgar por sua posição na trama, esperava um pouco mais de fibra e determinação por parte dele. Os sentimentos de Fanny por ele são lucidamente claros, mas a ingenuidade do mocinho é tamanha que ele não os percebe e quando o romance entre os dois finalmente engata, tive a impressão de que ele não retribuiu o amor da prima na mesma medida. Henry Crawford tem características marcantes e notei que o apreço e afeto dele por Fanny realmente eram verdadeiros, entretanto ele é um personagem bastante narcisista e sempre colocou a si mesmo na frente dos outros, independente da situação.

Resumidamente, Mansfield Park foi um livro que me cativou bastante e que soube delinear com maestria os diversos sentimentos que afloram na alma humana - tanto bons quanto ruins - de uma forma intensa e visceral. O panorama rural do enredo, bem como da sociedade da época e as pequenas pinceladas de Jane Austen sobre a escravidão na trama tornaram o livro rico e extremamente interessante, sem contar a bela personalidade de Fanny Price e o despertar da sua força em meio a uma aparência frágil e outrora obediente e pacata. Em 1999, foi feita uma adaptação cinematográfica da obra intitulada Palácio das Ilusões, com a atriz Frances O'Connor no papel principal e que foi extremamente fiel ao enredo de Jane Austen, além de contar com um brilhantismo ímpar por parte do elenco. Já em 2007 foi feita uma minissérie pela BBC com a atriz Billie Piper interpretando Fanny Price que infelizmente não me agradou e creio que isso se deva a desenvoltura dos atores, especialmente Billie Piper, que não trouxe todo o vigor e temperança de Fanny Price para as telas. A capa do livro é muito bonita e marcante e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2017/09/resenha-mansfield-park-jane-austen.html
Cyn 17/09/2017minha estante
Terminou?




Suelen 11/05/2017

Como não ser injusta com Jane Austen?
Não faço ideia de como escrever uma resenha sem reclamar de um livro da Jane (apenas medo do apedrejamento).
O livro foi morno nos 95% dele todo. Esperei que houvesse algo surpreendente para consagrar a Jane, mas achei decepcionante do início ao fim, com exceção de uma reviravolta no fim, a qual não contava, o restante foi sem graça. Infelizmente.
O final era de se esperar, pois o drama da vida de Fanny era seu amor por seu primo, então deduz-se que de alguma forma ou outra ela iria realizar seu desejo, e também seria bem injusto ela sofrer até nisso.
Ouvi falar maravilhas de Mansfield Park e foi mais um livro decepcionante pra mim.
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