Robinson Crusoé

Robinson Crusoé Daniel Defoe




Resenhas - Robinson Crusoé


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leila.goncalves 11/07/2018

A Providência Divina
O romancista e escritor político Daniel Defoe (1660-1731) teve uma vida repleta de altos e baixos, não só por conta de suas opiniões que renderam apoio ou perseguição dos poderosos, mas também pelo seu desastroso tino comercial. Foi um especulador, vítima de inúmeros reveses, que só passou a escrever ficção para poder sustentar a família no final da vida. Mesmo assim morreu pobre, mas legou à humanidade um dos maiores clássicos da literatura: "Robinson Crusoé".

Publicado originalmente em folhetins e baseado nas memórias de viajantes, especialmente, do marinheiro escocês Alexander Selkirk, o romance apresenta a história de um náufrago que acaba isolado numa ilha aparentemente deserta por vinte e oito anos. Seu grande desafio é tentar sobreviver com um mínimo de civilidade, preservando a lucidez num mundo adverso e muitas vezes, pouco compreensível.

O tradutor Sérgio Flaksman afirma que a narrativa é um drama psicorreligioso de sobrevivência, numa história de aventura. Perfeita definição, inclusive, vale atentar para a nítida influência da Bíblia no enredo, fato que não surpreende, a medida que Defoe foi criado de acordo com a religião presbiteriana e por pouco, não seguiu a vida eclesiástica.

Na realidade, o principal enfoque da obra trata da transformação do protagonista através do autoconhecimento, alcançado em isolamento e movido pelo despertar de sua consciência religiosa. Somente através da fé na Providência Divina, ele consegue superar as limitações e obstáculos que tem pela frente, encontrando consolo e mantendo a serenidade para concluir sua jornada de volta à Inglaterra.

Existe uma continuação do livro, bem menos conhecida. Ela relata o retorno de Robinson Crusoé à ilha, suas novas viagens e reflexões. Lançada no mesmo ano da primeira parte, 1719, aparentemente, seu destino é o ostracismo. Não encontrei o livro à venda em português e, em inglês, existem poucas edições disponíveis.

Sugiro como leitura complementar o livro "O Senhor das Moscas", de William Golding. Nele, um grupo de crianças acabam isoladas numa ilha deserta, após a queda de um avião que tentava levá-las para longe de uma guerra. Ao contrário do livro de Defoe, Golding revela sua descrença na solidariedade e na capacidade do ser humano promover um mundo melhor, pois suas personagens regridem à selvageria.

Finalmente, se você aprecia autores pós-modernos, aposte em "Foe", de Coetzee, uma releitura fascinante dessa história assim como no filme "Cast Away" ou "Náufrago" (2001) com Tom Hanks.
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Inlectus 04/07/2018

Nunca.
Nunca pensei que viria a ser um de meus livros de cabeceira.
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Jackie 29/06/2018

Um estimulante para ler o texto integral
Os livros dessa coleção da Companhia das Letrinhas são maravilhosos para o público infanto-juvenil e para os que querem relembrar a história de forma rápida. No entanto, o conteúdo breve dos livros dessa coleção de clássicos não transmitem o prazer suficiente de ler uma obra de texto integral. As imagens, como sempre, são lindas e as notas contribuem muito para um melhor entendimento do contexto da época.
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Marcos Antonio 17/06/2018

Crusoé
Nunca entendi por que nunca havia lido esse livro, tudo que já tinha visto sobre o tema nunca chegaria aos pés do livro. Leiam e vão entender quem foi Robson Crusoé de dona de escravo a naufrago. Nós imputamos o mal a nós mesmos.
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Jeff.Rodrigues 07/03/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Clássicos são, no meu entendimento, livros que ultrapassam gerações e jamais perdem seu vigor, vitalidade e poder de encantar. Escrita no século XVIII, e com inspirações em um episódio real, a história de Robinson Crusoé se encaixa perfeitamente nessa definição. É uma obra que mexe com nosso imaginário e desperta um espírito aventureiro ao mesmo tempo que aterroriza com os limites aos quais o personagem é levado a enfrentar.

Único sobrevivente de um desastre marítimo, Robinson se vê numa ilha deserta lutando pela sobrevivência. Este é o mote que Daniel Defoe trabalhou com maestria para mostrar a capacidade humana na luta pela vida. São nas situações extremas que o ser humano mostra, de fato, quem é e do que é capaz. No caso de Robinson, a trama nos leva por um cotidiano de descobertas, tanto na parte de exploração da ilha quanto nas próprias habilidades do personagem em fazer e inventar coisas que garantam sua vida. Ao mesmo tempo, o período de solidão – foram 28 anos de reclusão na ilha, amadureceu o personagem e lhe deu uma nova visão da vida. O Robinson Crusoé alheio a responsabilidades que nos é apresentado nos primeiros capítulos do livro vai cedendo espaço a um homem maduro, que enxerga nas pequenas coisas o valor da vida.

O isolamento desenvolve também o lado religioso de Robinson. É na fé que ele encontra consolo e esperança, passando a olhar para cada acontecimento como uma dádiva e não como um castigo. Em determinado ponto, ainda nos capítulos iniciais, o náufrago divide seu drama entre “mau” e “bom”, classificando suas desventuras pelo que elas tiveram de ruim, mas contrapondo a isso o lado positivo de cada item: “sou náufrago em uma ilha horrenda e deserta, mas estou vivo e não me afoguei como ocorreu com todos os meus companheiros”. E assim, de forma minuciosa, Daniel Defoe vai narrando os processos de superação e descobertas do personagem.

Outro aspecto interessante fica no desenvolvimento das capacidades de Robinson para sobreviver. Explorando a ilha ele vai não só descobrindo o que pode lhe servir de alimento como vai adquirindo conhecimentos para construir, dentro do possível, um lar. Aos poucos, o personagem se mostra totalmente bem estabelecido, possuindo um estilo e entendimento de vida, não é exagero afirmar, melhor do que tinha antes do naufrágio.

Ponto controverso da obra para os leitores do século XXI, a relação de Robinson com o servo Sexta-Feira deve ser enxergada pelo ponto de vista da época em que o livro foi escrito. Na sociedade escravocrata em que Daniel Defoe viveu, a relação servil ali estabelecida era algo extremamente normal. O tratamento dado a Sexta-Feira pode ser considerado, inclusive, benevolente e cristão, se analisarmos com os olhos dos anos 1700.

Em uma narrativa que se alterna entre momentos um pouco mais arrastados e outros extremamente interessantes e instigantes, Robinson Crusoé é uma obra que dispensa recomendações. É o sexto livro mais traduzido do mundo com mais de 9 milhões de exemplares vendidos. Reencontre seu lado aventureiro, mesmo que seja para despertar os sonhos de infância de explorar mares, lugares e ilhas, e faça companhia a Robinson nessa aventura. É impossível não terminar a leitura com algumas lições e encantamentos.

PS: Minha leitura se deu pela edição extremamente caprichada e ricamente ilustrada lançada pela Martin Claret em 2017. Recomendo esta edição não só por todo o luxo, mas pelas informações complementares no início e fim da obra.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/02/21/resenha-robinson-crusoe-daniel-defoe/
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Pedro Igor 06/02/2018

A aventura da sobrevivência de um homem só. Um clássico incomensurável.
Um relato incrivelmente detalhado da aventura da sobrivência de um homem só, que não me deixa esquecer dos tantos homens que tiveram o desprazer de vivenciar algo semelhante na realidade. Robinson mostra o quão criativa é a mente humana em situações de sobrevivência. O desespero causado pela solidão o fez se tornar um homem de fé, tanto em sua engenhosidade quanto no Deus. O desenvolvimento e amadurecimento pessoal, em seu isolamento, supera suas limitações morais e fisícas, encontra consolo e serenidade na fé religiosa, obtém a autossuficiência material e se converte em mestre de si mesmo, além de senhor de sua ilha.

Robinson passou por várias angústias, enfrentando a depressão que o acompanhou por todo seu drama. Mas em nenhum momento perdeu seu senso de ir em diante e enfrentar as dificuldades, esse senso que homens de aventura como ele, práticos e vividos não perdem nunca, pois aprenderam e vivenciaram desde cedo.

O livro mostra fielmente o quanto o momento de solidão é fundamental para o crescimento espiritual/pessoal. A analogia da ilha pode se aplicar a qualquer momento entre você e seu "Eu Interior". As vezes que você fica sozinho em seu quarto com as luzes apagadas; os momentos que você senta na beira de um lago e contempla a natureza; as vezes que você está sozinho em sua casa, deitado no sofá, olhando para o auto, pensando na vida; o momento que você está orando, pedindo ajuda a um Deus, suplicando entendimento e sabedoria para lidar com as situações que a vida lhe impõe. Todo esse sentimento de solidão e preenchimento é brilhantemente detalhado.

Simplesmente esse livro é precursor do gênero de Thriller psicológico e de sobrevivência, um clássico incomensurável, recomendadíssimo para qualquer idade e para qualquer pessoa que busque o autoconhecimento.
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Letícia 16/01/2018

Uma grata surpresa!
Escutamos muito sobre Robinson Crusoé e Sexta-Feira, esses personagens e sua história, mesmo que parcial, povoam o imaginário no mundo.
Esse clássico da literatura mundial e que pode ser considerada como fundante do romance inglês, traz muito mais elementos em sua narrativa do que simplesmente o "conhecimento" que temos desses dois personagens.
O livro escrito no século XVIII, tendo o autor, Defoe já publicado outras obras, nos traz a história de um náufrago e sua vida em uma ilha deserta. A primeira parte do livro é dedicada a nos contar quem é Robinson e qual a sua motivação em deixar sua vida na Inglaterra, a sua casa paterna e sua posição social, para se aventurar nos mares. Já a segunda e última parte é dedicada ao seu diário. Nesse relato Crusoé vai nos contar como passou 28 anos em uma ilha, desde a sua primeira noite até sua saída de lá e retorno à sua terra natal.
Um livro ambientado em um período mercantilista e expansionista das potências europeias, e nesse caso, a Inglaterra. Nos mostrará as relações do país com o mundo e como Robinson vê e lida com esse mundo, mesmo estando "preso" em uma ilha.



É uma história que nos mostra, superação, fé, organização e persistência. Seria mais uma de várias histórias que conhecemos no dia a dia, pois a cada dia temos que resolver algum problema, realizar planejamentos, seja de uma pequena tarefa ou de algo complexo que vai requerer um longo prazo.
Você começa a leitura e engatilha, e logo, quer saber como isso vai terminar, e como Crusoé se estabelece nessa nova vida, do ponto de vista material, mas também da sua própria sanidade mental. Afinal, ele viveu no limite humano, solitário e tendo que "sobreviver" em um local, a princípio, inóspito, mas que em seguida tornou-se seu lar.
Leia sem julgamentos de valor e preconceitos, pois temos que ter em mente a ambientação e o contexto histórico da narrativa. Muitos leitores leem obras históricas, sejam ficcionais ou não, com a lente de hoje, século XXI, o que é um erro.
Gostei muito do livro e ele se tornou um dos favoritos da minha vida de leitora!



site: http://www.minhastempestades.com.br/2018/01/robinson-crusoe-daniel-defoe.html
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Elizeu 14/01/2018

Robinson Crusoé: uma aventura gratificante.
Ler ou reler um clássico da literatura mundial como “Robinson Crusoé” (Daniel Defoe, 1719) será sempre uma aventura gratificante. Narrativa em formato linear e ininterrupto, sem divisões ou intersecções (em seções ou capítulos), com o enredo desenvolvendo-se conforme a cronologia do tempo e dos fatos, foi decerto um estilo que marcou a literatura de entretenimento do início do século XVIII. De fato, a obra é um reflexo de seu tempo. O mundo de então auferia os resultados econômicos das rotas marítimas dos grandes descobrimentos iniciados no final do século XV, marcados pelas incertezas, pelos incidentes inesperados, pelas peripécias dos homens que, ávidos por riquezas, se lançavam mar adiante. O mérito da obra é justamente o corte ou a interrupção que o autor faz nesse itinerário, submetendo aquele homem destemido, mas sozinho, ao desafio da sobrevivência num mundo mais inóspito do que aquele que enfrentava nas grandes expedições marítimas iniciadas no velho continente europeu. E o resultado dessa experiência, para aqueles que se interessarem pelo livro, será, como já disse, gratificante. O homem se supera diante das adversidades, cria o seu espaço, sobrevive e reúne esforço para reinserir-se na civilização. Esta, me parece, é a grande lição desse clássico. Apesar do caráter ficcional da obra, ela bem que poderia ter sido (se é que não foi) um manual de sobrevivência, prova de que o homem, ainda que submetido aos maiores desafios físicos e psicológicos, no tempo e no espaço, é capaz de preservar a sua espécie. Enfim, “Robinson Crusoé” é uma releitura obrigatória àqueles que a leram no passado, e altamente recomendada para aqueles que ainda não a conhecem.
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J R Corrêa 26/11/2017

Robinson Crusoé
O jovem marinheiro inglês Robinson Crusoé é o único sobrevivente de um naufrágio. Consegue chegar a uma ilha deserta do Caribe, onde tem de enfrentar as dificuldades de uma existência primitiva. A coragem, a paciência e a habilidade de Robinson eram as qualidades que o mundo 'civilizado' da época acreditava serem necessárias para subjugar a 'barbárie' do Novo Mundo. Até que ponto esses preconceitos permanecem hoje em dia?
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Ingrid.Mayara 10/10/2017

Minhas impressões de leitura
Sempre que eu ouvia falar desse livro, imaginava que fosse uma grande aventura marítima, um tipo de Moby Dick sem baleia; algo que não costumava me interessar. Resolvi sair um pouco da minha zona de conforto e fiquei curiosa quando, ao adicioná-lo como meta de leitura no Skoob, soube que ele é inspirado numa história real de um náufrago, tornando-se ficção com uma mistura de aventura, drama, geografia, história, suspense e mistério, e ainda menciona o Brasil diversas vezes. Ele é tudo isso e muito mais!

Narrado em primeira pessoa, Robinson Crusoé é uma história que se desenvolve com várias referências bíblicas, e lembra um pouco o personagem Riobaldo de “Grande Sertão: Veredas” em suas reflexões sobre a divindade. Boa parte do relato é apresentada como um diário, com uma escrita proposital para dialogar com quem o lê.

Destaco aqui uma parte em que Robinson faz uma lista com os benefícios e malefícios de estar naquela situação, assim concluindo: “(...) e que isso sirva como uma indicação de que, mesmo vivendo a mais desgraçada das condições deste mundo, sempre podemos encontrar alguma coisa que nos sirva de consolo e, no levantamento dos bens e dos males, possa ser lançada em nossa coluna de crédito”. E então ele decidiu que ao invés de ficar se lamentando por tudo o que passou, começaria a lutar pela sobrevivência com o intuito de um dia poder sair da ilha onde se encontrava.

Confesso que a narrativa estava ficando monótona quando de repente entra em cena um personagem a quem Robinson Crusoé nomeou Sexta-Feira, um nativo que permitiu ser escravizado após ter sua vida salva por ele. Robinson rejeita a vida selvagem a que levava seu companheiro Sexta-Feira, por isso tenta influenciá-lo a ser parecido com ele, um homem civilizado. Ensinou-lhe um pouco da língua inglesa, como deveria lidar com algumas ferramentas que não conhecia e também lhe transmitiu suas interpretações da Bíblia, desprezando os costumes de seu escravo.

Há um visível contraste nessa “amizade” entre Robinson e Sexta-Feira: enquanto o narrador nunca menciona se sente falta dos familiares ou o sonho de vê-los novamente, Sexta-feira salta e canta de alegria num reencontro com seu pai, o que muito impressiona seu amo/mestre e no decorrer da história, torna-se uma excelente companhia para Robinson Crusoé.

Só não dei cinco estrelas porque minha experiência de leitura foi um pouco arrastada no início, mas certamente recomendo a leitura da obra nessa mesma versão integral que eu li, da Penguin-Companhia. Não sou religiosa, mas gostei bastante do livro e pretendo reler essa história algum dia.

site: https://www.instagram.com/ingrid_allebrandt/
Mily 10/10/2017minha estante
Excelente resenha, me deixou curiosa! :D


Casteloroger 11/10/2017minha estante
Boa! Curti suas impressões.


Ingrid.Mayara 11/10/2017minha estante
Obrigada! Estou amando me aventurar com os clássicos!




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