As Aventuras de Pi

As Aventuras de Pi Yann Martel




Resenhas - As Aventuras de Pi


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L.Gustavo 22/01/2013

É um livro sobre coragem e força que nem mesmo nós sabemos que possuímos.
O livro conta a história de Pi Patel, um garoto indiano, com três diferentes religiões. Ele vive em um maravilhoso zoológico, com a mais variada lista de animais, até que seus pais decidem vendê-lo e se mudar para o Canadá. Enquanto estão indo para o novo lar, eles sofrem um naufrágio - sem causa definida - e Pi Patel se vê no meio do oceano Pacífico preso em um bote salva-vidas com um tigre-de-bengala.
Ele apresenta para o leitor uma história linda e sagaz, em cada novo desafio uma solução, e em cada novo sofrimento uma esperança.
Ao final da história ele nos narra uma outra história, sem o extraordinário excepcional que havia contado anteriormente. As duas histórias se cruzam em vários pontos, e nas duas ele sofre, a explicação para o naufrágio não é apresentada e de nada serve para o leitor se não para ele próprio. Porém é impossível de provar qual das duas é verdadeira.
E é assim que é com Deus. Na vida, existirá uma única história, mas sempre dois meios de contá-la. Em ambas histórias sofreremos e venceremos. Em ambas será impossível definir com clareza a causa do sofrimento. E em ambas elas serviram apenas para nós próprios. Então qual é a melhor forma de contá-la? A que sofremos, porém temos sempre Deus ao nosso lado ou a que simplesmente sofremos sozinhos e perdidos? Mesmo sendo impossível determinar qual delas é realmente a verdadeira história, é mais fácil optar pelo extraordinário do que pelo não extraordinário.
Keila 11/12/2013minha estante
Amei a sua resenha! Linda.


Luana Nunes 25/07/2015minha estante
O livro e a resenha são maravilhosos. Parabéns L. Gustavo!


Marcio Maciel 27/01/2016minha estante
Show de resenha!!!! Amei o filme e com certeza vou ler o livro!




@APassional 26/01/2013

As Aventuras de Pi * Resenha por: Elis Culceag * Arquivo Passional
Oi pessoal! Assisti As Aventuras de Pi no cinema antes de ler o livro e fiquei encantada. Saí do cinema realmente comovida e com muita vontade de iniciar a leitura, para descobrir o que estava escondido nas entrelinhas.

O livro possui dois narradores que atuam de formas distintas. O primeiro narrador é o protagonista - Pi Patel - que em 1ª pessoa nos conta sobre sua infância e adolescência em Pondicherry (Índia) e os 227 dias que passou à deriva no Oceano Pacífico. O segundo narrador - O Escritor - é um personagem anônimo, que em capítulos curtos, utiliza-se da 3ª pessoa para expor suas impressões sobre o Pi adulto (aparência, comportamento, casa e família), pois o está observando enquanto ouve e anota a história que ele está contando. Conforme a narrativa se intensifica, O Escritor "dá uma sumida", como se estivesse tão entretido que se esquecesse de observar a cena em volta, mas retorna na última parte.

A história é dividida em três partes:

Na Parte um - Toronto e Pondicherry (capítulos 1 a 36), mergulhamos na infância de Pi, que nos conta um pouco sobre a origem de seu nome e os problemas que teve na escola, sobre o Zoológico de Pondicherry e seu conhecimento a cerca dos hábitos e cuidados com os animais, a convivência com a família e a decisão de venderem os animais do Zoo e mudarem-se para o Canadá, seu contato com o hinduísmo, cristianismo e islamismo e como buscava e sentia a presença de Deus de diferentes formas em cada uma dessas religiões. Uma prosa gostosa, divertida e interessante.

" - Bapu Gandhi disse: "Todas as religiões são verdadeiras." Eu só quero amar a Deus - retruquei, meio sem pensar (...)"

A Parte dois - O oceano Pacífico (capítulos 37 a 94), começa com o naufrágio do navio japonês Tsimtsum que rumava para o Canadá, e narra a luta de Pi por sobrevivência. A necessidade que se sobrepõe ao choque da perda da família, a constante vigilância, o esforço para conseguir água potável e comida para si e para Richard Parker, o tigre. A escassez de tudo em comparação com a imensidão do oceano e a vontade de viver. Uma narrativa dramática, mas que evidencia o lado prático e inteligente de Pi, que coloca-se em ação e não abandona a fé e a esperança.

"(...) parte de mim estava feliz com a presença de Richard Parker. Parte de mim não queria absolutamente vê-lo morrer porque, se isso acontecesse, eu ficaria sozinho com o desespero, um adversário muito mais assustador que um tigre."

Na Parte três - Centro Médico Benito Juárez, Tomatlán, México (capítulos 95 a 100), O Escritor transcreve o encontro de Pi com os agentes do Departamento Marítimo do Ministério dos Transportes do Japão, que foram entrevistá-lo no centro médico em que ficou internado após o resgate, a fim de investigar o que tinha acontecido com o navio. Ficamos conhecendo uma segunda versão da história, rápida e chocante. Nesse momento, temos que escolher em qual versão queremos acreditar.

" - O mundo não é apenas do jeito que ele é. É também como nós o compreendemos, não é mesmo? E, ao compreender alguma coisa, trazemos alguma contribuição nossa, não é mesmo? Isso não faz da vida uma história?"

Como já tinha visto o filme, fiz a leitura de forma lenta e contínua, sem pressa, à deriva, aproveitando cada gota. A narrativa é ótima, é como se estivéssemos escutando um "contador de causos" que nos envolve, independe da situação inusitada que esteja narrando.

O filme deixou uma pergunta no ar, procurei por respostas e as encontrei. A história possui uma dualidade que nos instiga a refletir e mexe com a imaginação, o coração, o estômago, o raciocínio e a fé. Nos deixa com vontade de acreditar no EXTRAORDINÁRIO.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 25/01/2013:

http://www.arquivopassional.com/2013/01/livro-filme-as-aventuras-de-pi-yann.html

** Acesse a postagem para ler a opinião sobre o filme e a comparação livro/filme.
Silvia 11/03/2013minha estante
Resenha maravilhosa :)


Ana Claudia Car 14/01/2015minha estante
Livro maravilhoso!!




Larissa 13/12/2013

MAX E OS FELINOS X AS AVENTURA DE PI
Confesso que até ver toda a popularização do filme “As Aventuras de Pi” e sua indicação para o Oscar, desconhecia por completo a polêmica envolvendo o livro de Yann Martel com o livro de Scliar. Como boa brasileira fiquei ofendidíssima antes mesmo de entender o que estava acontecendo, principalmente depois de ler uma declaração onde Martel dizia apenas ter “aproveitado uma boa ideia mal utilizada por um pequeno escritor brasileiro”.

Vi o filme e não achei grande coisa. É claro tem cenas lindas! A fotografia mereceu mesmo o Oscar, Ang Lee foi fantástico, mas a história em si…

Resolvi ler o livro do Scliar: “Max e os Felinos”. Logo no prefácio Scliar explica toda a polêmica envolvendo seu livro e o de Martel, dizendo que não se ofendeu com o posicionamento do autor, não se sentiu plagiado e por isso optou por não processá-lo. Achei digno e compreendi o posicionamento do autor. Quando peguei pra ler “As Aventuras de Pi”, Martel também explica de onde veio sua inspiração e diferente das outras notícias que vi, li ali um pequeno elogio e dedicatória a Scliar.

Depois de ler os dois livros, fica extremamente claro que Martel usou a ideia de Scliar no seu livro, nenhum novidade até aí, mas o livros são muito diferentes. Martel usou a ideia do tigre com o menino do barco como história central do seu livro, enquanto o menino e o jaguar é apenas uma pequena passagem no livro de Scliar.

“Max e os Felinos”, conta a história de Max, um jovem alemão que foge da Alemanhã em pleno nazismo para chegar até o Brasil. O barco que ele estava naufraga e ele passa poucos dias à deriva com um jaguar. Após ser resgatado e chegar ao Brasil, Max vive assombrado pelo nazismo, nunca chegando a ter paz. No livro os nazistas são retratados figurativamente como um felino, um jaguar que está sempre a espreita, destruindo toda a segurança que Max conquista.

Em “As Aventuras de Pi”, Martel conta a história de Piscine Patel, um jovem indiano que muda para o Canadá com sua família e boa parte dos animais do Zoológico administrado pelo pai. O barco deles naufraga, PI é o único humano sobrevivente e divide o barco com 4 animais: uma hiena, uma zebra, um orangotango e um tigre. Ele fica quase 1 ano a deriva no barco, tendo como companhia apenas o tigre. É uma história de sobrevivência com apelo religioso, visto que Pi pratica o hinduísmo (origem), cristianismo e islamismo.

Não sei se por já ter visto o filme ou o que, mas achei o livro de Martel muito chato. Parecia que os capítulos iam crescendo pra fazer o livro render, muitos detalhes desnecessários. Se a intenção era fazer o leitor sentir que passou os mais de 200 dias no barco com Pi, bom pra mim funcionou!! Enfim achei cansativo e forçado. No fim, não entendi o porquê do livro ter se tornado um grande sucesso e percebi que a “boa ideia”, acabou não sendo muito bem utilizada pelo cansativo Yann Martel. Enfim, gosto é gosto, conheço pessoas que amaram o livro. Já o livro de Scliar eu não sabia bem o que pensar quando terminei já que o fim foi meio brusco, quando eu peguei o clima da história, Scliar simplesmente coloca um ponto final. (Yann x Scliar = opostos).

Indico o filme de Ang Lee. Tem cenas lindas! Indico o livro de Scliar, para que possamos conhecer mais a literatura brasileira que estrangeiros copiam achando que vão melhorar, mas não conseguem.

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Outras resenhas em: www.literaturapessoal.wordpress.com
Marcio Maciel 15/02/2016minha estante
Gostei!!!




Yasmin 06/06/2013

Não esperava muita coisa, mas me surpreendi com o tom da história

Quando recebi a notícia da editora que receberia um exemplar do livro de Yann Martel fiquei surpresa porque a princípio não tinha a menor ideia de conferia história. Sendo bastante sincera estava por conta pelo filme ter galgado um sucesso superestimado perto das outras produções que concorreram ao Oscar, mas segui em frente com a mente aberta. Tinha ouvido diversos comentários sobre como a obra era uma fábula de fé e sobrevivência, mas o que conquista de verdade na história de Pi são os animais e a jornada.

A maioria aqui já deve conhecer a história ou ter visto o filme, eu ainda não vi, e por isso minhas impressões se baseiam no livro sem comparativos. A história começa nos apresentando Pi, um garoto nascido e criado no zoológico da família. Seu nome incomum é graças a um amigo da família que era apaixonado por piscinas. Pi sempre foi diferente, e absorvia o mundo em torno de si. Os ensinamentos involuntários de se viver rodeado de tantos animais, ferozes ou não. Pi também sempre se interessou por religião e não satisfeito se considerava hindu, cristão e muçulmano, estudando e orando com cada uma delas. Mas a vida na Índia naquele período não era fácil e no fim da década de 70 a família Patel estava de mudança. Começariam uma nova vida no Canadá. O pai vendeu os animais e eles embarcaram junto com a maioria em um navio cargueiro. Pi estava inquieto na noite que o navio afundou e ele se viu sozinho, órfão em um bote com pouco suprimento, uma hiena, um tigre, uma orangotango e uma zebra ferida. Logo a cadeia alimentar venceu e restaram apenas ele, o tigre de bengala Richard Parker e infinito oceano pacífico. Lutando para manter a sanidade e a superioridade sobre Richard Parker essa foi a vida do improvável garoto indiano. Como sobreviver debaixo das intempéries do oceano, a um tigre de bengala, a fome, a solidão e as atitudes que precisamos tomar para tal?

A narrativa de Yann Martel é algo surpreendente, dando voz a um garoto incomum ele nos traz uma história que analisa e até mesmo filosofa sobre a coragem e a fé do ser humano. Não importando nossas religiões ou credos. Fé é uma coisa que vai além de um deus ou uma crença. O autor acerta o tom e com uma realidade crua e sensível nos mostra o estado de suspensão que o ser humano é capaz de viver e tolerar quando se trata de sobrevivência. Pi abdicou do sofrimento pela perda da família e dos animais para viver em um estado quase automático, que mesmo sem um horizonte definido, mesmo sem esperanças de mudanças não o fez perder a centelha do que podemos chamar de fé, e assim dia após dia Pi viveu uma existência miserável e cruel. E foi por apenas viver que ele sobreviveu.

Com descrições ora belas e ora terríveis o autor nos transporta para o bote e para a experiência de viver no estado que o protagonista viveu. Martel conseguiu construir um ambiente crível, e assim junto com o protagonista vamos aprendendo sobre a vida no mar e a vida de um náufrago. Não apenas as questões psicológicas e existências foram abordadas. A narrativa é repleta de curiosidades interessantes sobre navegação, sobre o mar e principalmente sobre animais. O final foi o esperado, mas agradou, ao mesmo tempo que deixou uma incrível sensação de desolação. E ainda é possível aos mais céticos a dúvida sobre o que a mente é capaz de criar para sobreviver.

Leitura cadenciada, que flui em um ritmo próprio e que deve ser lida sem pressa. Forte, triste, e ao mesmo tempo bela. Mas ainda assim acredito que teria sido melhor não terem adaptado para o cinema. A história de Pi é para ser lida e sentida. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/05/resenha-as-aventuras-de-pi.html

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Cassia 04/04/2013

Sou muito sincera quando confesso que apenas me interessei por este livro após saber da tal polêmica envolvendo o que seria o "plágio" de uma obra de Moacyr Scliar. Para fazer a comparação mais justa possível, li primeiro "Max e o Felino", para, em seguida, ler este.

Embora a temática seja muito semelhante, acho que não dá pra dizer que este livro seja exatamente um plágio do outro - afinal, mesmo semelhantes em muitos pontos (principalmente no fato de a figura do felino ter uma forte carga simbólica, representando metaforicamente algo muito difícil de se lidar na realidade), as diferenças também são bem distintas.

Este não é um livro ruim, ao contrário. Mas duas coisas me incomodaram muito nele:

1ª) A excessiva carga de peculiaridades envolvendo o personagem principal. O nome Pi vir de Piscine. Por acaso não teríamos uma míriade de nomes iniciados com a sílaba "pi", e que poderiam ser utilizados? Os seus familiares serem esdrúxulos? Admirar/seguir várias religiões diferentes ao mesmo tempo? Tudo bem que, de certa forma, e no contexto da história, algumas dessas peculiaridades até façam certo sentido. Mas, pelo menos pra mim, foi o caso de enfeitar o pavão - afinal, uma viagem no mar com um tigre já não seria um elemento com peculiaridades o suficiente? Para que mais?

2ª) O excesso de elucubrações e solilóquios do Pi. Quando em terra, a maioria deles era meio dispensável. No alto mar, muitos até faziam sentido, mas, mesmo assim, o grosso deles me pareceu ser meio desnecessários, como se estivessem lá "apenas pra fazer volume". Lógico que um cara na situação dele não teria assim tanta variedade de temas para abordar mas, confesso, me aborreceram, e muitos deles eu li de modo superficial, por ter perdido completamente a paciência.

Ainda assim, é um livro bacana, para quem é chegado em uma obra mais cheia de simbolismos e significados sutis. Para pessoas de um perfil mais objetivo e direto, pode ser uma leitura, por vezes, um tanto quanto enfadonha.
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Isaías 22/07/2013

Uma história de fé, coragem e superação...
A Vida de Pi é uma história de fé, coragem e superação, muito bem escrita por sinal. O livro narra a história de Piscine Molitor Patel (Pi) um garoto humilde de 16 anos, filho de um dono de um renomado zoológico na Índia. O pai de Piscine decide mudar-se para o Canadá e levar a maior parte dos animais selvagens consigo e reabrir um novo zoológico por lá. Porém ao embarcarem em um navio cargueiro para o Canadá, eis que um tragédia acontece, uma forte tempestade causa um naufrágio e toda a tripulação do navio morrem no coração do oceano inclusive toda a família Patel. Somente Pi consegue se salvar em um bote salva-vidas juntamente com quatro animais: uma zebra, um orangotango, uma hiena e o pior de todos um tigre-de-bengala, uma fera com mais de 200kg! A partir daí começa uma luta pela sobrevivência. A hiena insaciável come a zebra e posteriormente o orangotango, depois o tigre faminto devora a hiena, sobrando somente Pi e o tigre no bote. Pi então passa a observar os pontos fracos de Richard Parker (o tigre) e usar seus conhecimentos adquiridos no zoológico para domar a fera em alto mar. O que se cria nesse ambiente inóspito é um mutualismo de ambas as partes, por um lado o tigre percebe que precisa manter o garoto vivo para garantir a própria sobrevivência pois Pi é quem fornece a ele alimento (peixes, tartarugas e outros frutos do mar) e água potável (tirada da chuva) e por outro lado Pi vê em Richard um motivo pelo qual lutar, pois ele sabe que se desistir de viver o tigre também morrerá pois não terá quem alimentá-lo. O livro mostra que o tigre serviu de motivação para que Pi não desistisse de viver, pois se acaso o tigre não tivesse se salvado no bote Pi concerteza desistiria de lutar pela vida e teria sucumbido à morte. Porém o sofrimento por qual ele passa é chocante, muita fome, sede, frio, vulnerabilidade diante das forças da natureza e ainda se vê obrigado a abrir mão de seus hábitos de vida mais complexos para sobreviver, sendo ele vegetariano acaba sendo obrigado a comer até mesmo carne humana para matar a fome insaciável. Mas a fé que Pi tem é algo extraordinário, ele tem uma adoração imensa por Deus e acredita que conseguirá superar tudo e chegar em terra firme e salvar a si e a Richard Parker, e em nenhum momento ele fala qualquer blasfêmia ou injúria contra Deus diante da situação em que se encontra, ele acredita que tudo é um caminho criado por Ele e que tudo tem uma explicação divina. O final foi muito bem elaborado por Yann Martel, a narrativa é ótima e flui com perfeição.

Quanto à acusação de plagio referente à obra do brasileiro Moacyr Sgliar (Max e os Felinos) acho a acusação totalmente sem sentido. Na verdade Yann Martel usou a mesma idéia central (um náufrago e um felino em alto mar lutando pela sobrevivência) mas tirando isso o restante da história é totalmente diferente uma da outra, primeiro que a obra de Moacyr é voltado para o lado político já a obra de Martel não tem nada de político mas sim religioso, e pra ser sincero, mesmo sendo brasileiro, preferi mil vezes o livro de Martel, a narrativa e a história foram bem melhor elaboradas. Enfim é uma excelente leitura a se fazer, super recomendo...
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Naia 18/01/2013

Simplesmente de tirar o folego
Se voce e daquelas pessoas que vivenciam um livro em todos os seus detalhes e aspectos, vale muito a pena ler " As Aventuras de Pi"...simplesmente magnifico, confesso que no inicio nao achei que este livro mudaria a minha forma de ver o mundo, pra mim foi uma maravilhosa experiencia...um livro com poucas falas mais uma serie de detalhes que transportam o leitor ao mesmo mundo que Pi...se sua imaginacao for igual a minhavoce escutara ate o som do mar e o rugido de um tigre...Boa leitura....
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Bruna 11/03/2014minha estante
Também fiquei pensando a mesma coisa quando acabei de ler... hahah mas, será???!




William L. 13/01/2014

Um véu de realidade.
O brilhante escritor Yann Martel cria nesta obra a mais genial reflexão entre o real e a ficção.

Num espaço tão finito Martel se aproveita dos pensamentos do personagem central Pi para iniciar uma busca por respostas para perguntas, às vezes, irrespondíveis e onde a fé do garoto perdido no mar junto ao tigre Richard Parker é testada a todo o momento.

Essa extraordinária narração do irreal velada por veracidade vai te fazer pensar no que realmente importa: nos seus valores e na suas crenças.

"Quais as razões para as misteriosas ações de Deus?"

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Bruno 14/01/2013

Esperava mais...
Li o livro pouco antes de ver o filme no cinema, após ouvir bons comentários deste último....

Infelizmente não era tudo o que eu esperava.

A narrativa chega a empolgar em alguns momentos mas começa a ficar massante após algumas folhas.

O final é bom e pensei que ele fosse salvar a adaptação cinematográfica... triste ilusão (esta parte foi retratada em forma de narrativa e não dramatizada/encenada - penso que por razões de classificação etária - já que iria ficar muito pesado para a criançada).

Concluo que de maneira geral o livro proporciona boas reflexões... mas não está na minha lista de preferidos.
Rafa P. 08/08/2013minha estante
Bruno eu não li este livro, mas assisti ao filme. Fiquei surpresa com a história e impressionada com o final. Filme muito bem dirigido e com passagens belíssimas.
Por fim, acho que nem vou ler o livro, pois ouvi várias pessoas dizendo que o livro é bom , mas não empolga. O que vc achou do filme? Bjs


Bruno 08/08/2013minha estante
Oi Rafa. O filme é cheio de efeitos e na versão 3D impressiona mais ainda. Só acho que pecou por um tópico: o final.... Ao ler o livro pensei que na telona o final seria encenado, com os "bichos" da história "virando" gente (mãe do Pi, cozinheiro, mortes, etc), ocorre que esta parcela do enredo ficou resumida a uma narrativa contada do Pi aos japoneses. Um beijo.


Rafa P. 09/08/2013minha estante
HAHAHAHA .. Bruno, se o final fosse desta forma que descreveste seria épico !!


Jessé 06/02/2014minha estante
Valew pelo spoiler!


Bruno 06/02/2014minha estante
Não vi spoiler nesta resenha (sequer citei nomes ou qual seria o final, apenas fiz alusão a este último em termos genéricos e valorativos). Mas de todo modo: de nada!




Gabi Gomes 05/12/2015

Fé e esperança podem transformar uma história
LEIA A RESENHA COMPLETA EM:http://equacaoliteraria.blogspot.com.br/

A primeira vez que tive contato com As Aventuras de Pi foi através do filme, o qual me cativou de primeira, estimulando minha vontade de ler o livro. Encantada e intrigada com a história de Pi Patel, aprendi muitas lições com a história.
O livro é narrado em primeira pessoa, como se o próprio Pi Patel contasse sua vida aos leitores, iniciando a história pela infância. No começo, encontramos muita pouca ação, apenas algumas explicações sobre seu nome e sua vida no zoológico, além das descobertas religiosas e a vida na escola.
Para entender As Aventuras de Pi, o leitor deve prestar muito atenção na leitura, pois tudo é apresentado com muitas metáforas, o que pode gerar certa confusão.
Por algumas páginas, o livro ficou um pouco tedioso, mas no momento em que o naufrágio acontece, a narrativa começa a tomar forma. Uma coisa que não deixa de faltar no livro é a forma envolvente que os acontecimentos são narrados, colocando o leitor na cena e criando muitas emoções. Vivemos os temores e as dificuldades de Pi como se também estivéssemos naquele barco.
Um amante de fantasia pode encontrar em Aventuras de Pi muitos momentos mágicos e questionáveis, como a ilha dos suricatos. Em suma, o livro pode agradar aos mais diversos tipo de leitores, o que é um ponto positivo.
Algo que me desagradou foi a forma monótona que o livro se torna novamente depois de muitos dias do naufrágio. Capítulos longos, sem falas e cheios de metáfora, narrando uma rotina tediosa do jovem Pi. O tigre de bengala, Richard Parker salva tanto Pi de morrer no oceano como os leitores de livro de não desistirem da leitura.
O fato de Pi conviver com um tigre é algo impressionante, o animal cria um vínculo com os leitores até o final do livo. As experiências e as constantes batalhas com Richard Parker são emocionantes, e nos fazem questionar muitas coisas.
O final pode ser tanto decepcionante quanto chocante; a revelação da verdade sobre o naufrágio é o ápice do livro e o momento de maior reflexão. Acredito que As Aventuras de Pi é um livro que terá uma explicação diferente para cada leitor, pois o final deixa muitas "brechas" para criarmos hipóteses e teorias.
Para concluir, acho que o livro mostra a força e a esperança de todo o ser humano, e é maravilhoso para quem gosta de uma leitura reflexiva.


site: http://equacaoliteraria.blogspot.com.br/
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Vanessa.Valcanover 13/07/2017

Emocionante
Conta a história de um garoto que sofre um naufrágio e passa a viver à deriva em meio ao oceano, dividindo seu bote com Richard Parker, um tigre de bengala.
Trata-se de uma história que aborda temas muito mais complexos do que apenas a sobrevivência. É um livro sobre coragem, força e principalmente fé. Quando tudo parece perdido e o protagonista está a ponto de desistir, o autor nos mostra que, quando se tem fé, a vida sempre nos direciona à uma solução.
O livro traz uma mistura entre momentos de agonia, falta de esperança e alívio. Além disso, seu desfecho nos faz refletir sobre o quanto há de selvagem dentro de cada ser humano.
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Janaina Magon 29/03/2018

Quotes
“Consegui sobreviver esse tempo todo, milagrosamente. Agora, vou transformar o milagre em rotina. A cada dia, vão acontecer maravilhas. Vou me empenhar ao máximo para que isso aconteça. É isso mesmo, enquanto Deus estiver comigo, não vou morrer.”

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Rafa 09/02/2017

As Aventuras de PI - Resenha (minha opinião)
MDS... Não sei nem por onde começar.
Comprei esse livro e deixei na minha estante durante um bom tempo. A três dias peguei ele para ler, e nossa. Não consigui parar de ler.
As aventuras de PI conta a história de um jovem ( Pi Patel ) que se torna um náufrago e fica preso em um bote salva vidas no meio do oceano, mas ele não está sozinho, a bordo junto com ele está Richard Parker, um tigre de bengala, nessa situação ele é obrigado a fazer tudo o que é possível para sobreviver.
Quando comecei a ler, pensei saber tudo o que iria acontecer, por si tratar de um livro que deu origem a um filme tão premiado, e sim, eu estava totalmente enganado. Com capítulos que chegam a ser agoniantes é um final se tirar o fôlego, esse entrou, com toda certeza, para a lista dos melhores livros que eu já li em toda a minha vida. E pretendo sim, lê-lo mais vezes.
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