Adeus, Por Enquanto

Adeus, Por Enquanto Laurie Frankel




Resenhas - Adeus, por enquanto


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Raiza 01/04/2013

Que tipo de revolução aconteceria no mundo se alguém dotado de uma inteligência assombrosa criasse um software capaz de encontrar sua alma gêmeas com apenas alguns cliques e uma conexão de internet?

Sam trabalha em um site de encontros pela internet. Os famoso sites de encontros, que muitas pessoas usam, mas poucas veem resultado. Afinal, ninguém fala a verdade nesses questionários de personalidade obrigatórios para cadastro. Quando o presidente da empresa dá um cheque mate na equipe, para que alguém crie algo que aumente os rendimentos Sam tem uma ideia brilhante. Ele cria um software revolucionário e preciso. Em vez de o programa fazer a junção dos questionários para formular os pares. Ele os ignora e utiliza tudo que há no HD da pessoa (email, conversas em chats, fotos, vídeos) para descobrir virtualmente a essência da pessoa, e fazer sua junção com alguém parecido. Totalmente preciso e a prova de erros. Os lucros eram tudo que Sam visava, mas ele acaba ganhando algo mais com sua invenção...

... Testando seu próprio programa ele chega até Meredith uma moça que trabalha na mesma empresa. E dito e feito. Eles são perfeitos um para o outro, e sabem disso no momento em que seus olhares de cruzam. Acreditando piamente no programa e em suas sensações eles embalam neste relacionamento de cabeça, como se fosse algo normal, como se, se conhecessem a anos. Mas algo acontece para abalar o recém formado casal, a depressão de Meredith após perder sua avó.

Que tipos de mudanças aconteceriam no mundo se alguém dotado de uma inteligência assombrosa criasse um software capaz de lhe permitir conversar com alguém que já morreu?

Novamente Sam revoluciona e surpreende a si mesmo e a todos, modificando seu software do amor perfeito até encaixa-lo de uma maneira, que permitiria a utilização das informações do HD de uma pessoa morta, (emails, fotos, vídeos, conversas, qualquer coisa) para que essa pessoa respondesse emails, ou tivesse uma conversa de vídeo com um parente vivo. Claro, não seria a pessoa em si, mas sim uma projeção igual a ela, que fala como ela, sorri como ela, e totalmente inteligente para interagir os parentes vivos virtualmente.

A metódica do programa é simples. O software junta tudo que a pessoa tem em seu HD e cria uma espécie de pessoa em cima dessa informações. Ou seja, se você quisesse mandar um email para um amigo que já morreu. O programa responderia esse email para você da conta de seu amigo morto, da mesma forma que ele faria, se utilizando de todos os email que ele já te mandou em vida como base. Claro que conversas novas, que você nunca teve com a pessoa enquanto ela estava viva não serão possíveis com as projeções, afinal elas não aprendem e sim reproduzem. Mas...

Que tipo de loucura você faria para ouvir alguém que você ama, e que infelizmente já partiu, dizer EU TE AMO novamente?

Sam criou o programa por amor... Por Meredith, para ajuda-la a se recuperar de sua perda e poder fizer adeus a sua avó no tempo certo, ele não esperava lançar o programa ao mundo, mas é isso que acontece. Ele também não esperava ser obrigado a se tornar um usuário de seu próprio programa, mas foi!


Embora seja uma leitura leve e doce, não deixa de ser um dos temas mais polêmicos da atualidade. A onde começa a vida e a onde ela termina? Criando uma projeção de um ente querido falecido você seria capaz de aceitar a perda e dizer adeus, ou se tonaria um viciado no programa que não consegue esquecer? A alma do seu familiar sofreria algum dano? Ele descansaria em paz? Imaginar essa possibilidade abriria muitas portas. Eu daria de tudo para conversar com minha avó novamente, e posso apostar que todos os leitores pensaram em uma pessoa especial enquanto liam a descrição do livro. É inevitável, mas esse programa teria duas vertentes. Para umas pessoas seria ótimo, mas para outras seria o fim, o inicio de algo sombrio e perturbador.

O livro se Resume em Sam, Meredith e XX, primo da moça apresentando ReVive O programa, ao mundo. E os efeitos disso nos usuários e nos próprios personagens que comandam este milagre. Podemos acompanhar o desenvolvimento de todos os personagens principais e dos usuários também, que chegam engatinhando e saem andando, mas é um processo lento e difícil. Corações mais moles preparem a caixinha de lenços, não é uma história linda, afinal ela é cercada pela morte, por historias tristes de perdas, mas também é uma historia sobre aceitação, sobre a verdade do mundo e do amor.

Todos os personagens são ótimos, não tenho reclamações. É o tipo de livro gratificando onde você vê todos se desenvolverem e aprenderem, você termina o livro com orgulho de todos, e simplesmente não há como nãop se identificar com algum dos usuários que mesmo com suas dores nos fazer dar algumas risadas. Como por exemplo, uma senhorinha que contrata o programa para conversar com o marido e gritar com ele como nunca gritou em vida.

O livro tinha tudo para ganhar a admiração e as lagrimas de todos, mas comigo faltou alguma coisa. Uma invenção dessas geraria muito mais polemica do que causou no livro, talvez eu tenha achado que faltou um pouco de veracidade para com mundo a fora, embora o mundinho de dentro dos personagens tenha sido bem construído. Com uma invenção dessas os problemas não seriam apenas alguns repórteres, lideres religioso e mais alguns que posso contar. Tente imaginar o que aconteceria? Na minha cabeça seria uma guerra, uma fila de pessoas, assedio diário. Pessoas vendendo as casas e os carros para participarem. Embora tenha sido construído eu esperava mais do pânico. Mas entendo que a história esta voltada para outro lado, para a aceitação e o amor.

E embora tudo seja muito lindo, inclusive o casal principal eles não conseguiram alcançar meu coração, não derramei uma lagrima se quer. Não tocou no fundinho da minha alma como pensei que faria, mas com certeza irá tocar em muitas. Por isso tirei uma estrela.

4/5
Lulu Nóbrega 14/04/2013minha estante
Agradeço muito sua resenha e entendo totalmente essa sensação do livro não nos tocar totalmente. Tem muitos livros que li de sucesso, que não me tocaram tanto quanto eu queria...
Enfim, queria agradece, pois me esclareceu muito mais do que se tratava o livro e quais são suas abordagens.
Abraços =)




Marianne 17/05/2013

Um mix de Nicholas Sparks, com David Nichols e Black Mirror
A velha máxima que “hoje em dia nada se cria, tudo se copia” pode ser atribuída perfeitamente ao mercado editorial, principalmente no que tange aos livros direcionados ao público feminino.

Aqueles que inovam, seja recaracterizando personagens conhecidos (como Crepúsculo), ou seja com sacanagem aliado ao romantismo (50 tons de cinza), sem entrar no mérito de bom ou mau, acabam criando um filão para muitos outros autores. É só perceber quantos livros com romances sobrenaturais surgiram depois da saga de Stephenie Meyer, quantos prometendo doses cavalares de sexo e romance ocupam as prateleiras dos best-sellers, e quantos surgiram depois de “O segredo”, “O Código da Vinci”, tentando decifrá-los, e por aí vai.
Outros autores, buscando ser um pouco mais criativos, pegam um pouquinho daqui e dali para criarem suas histórias, como é o caso de “Adeus, por enquanto” de Laurie Frankel, cuja própria contracapa já menciona “Um dia”, de David Nichols. Mas não é só o fenômeno de Nichols que influencia fortemente a história; “Uma carta de amor”, de Nicholas Sparks, reforça a melancolia como um xeque-mate para arrematar lágrimas dos leitores.

O que pode ser o diferencial na proposta de Frankel, é a parte tecnológica, que tenta dar um aspecto modernizado a uma história de amor que senão fosse esse detalhe, seria tão clichê quanto as outras. No romance, Sam trabalha como programador em uma empresa de relacionamentos e desenvolve o algoritmo perfeito, programado para ligar a pessoa a sua alma gêmea, e é assim que conhece Meredith. O relacionamento está indo muito bem, eles são a prova que o algoritmo funciona, até que Meredith perde sua avó, Livvie, e fica devastada.
Para tentar ajuda-la com a perda, Sam desenvolve um novo programa que permite a Meredith ter uma última conversa com Livvie, e para isso, cria uma projeção dela, programada para agir e responder exatamente do modo que ela costumava em vida. Mais uma vez, o programa funciona perfeitamente e então eles abrem um negócio para ajudar as pessoas enlutadas.

Interessante, não? Teria achado até genial senão tivesse visto a mesma coisa num episódio de Black Mirror (veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ld9m8Xrpko0), cuja premissa é exatamente a mesma.

O livro não é exatamente ruim, dá p/ ler tranquilamente e passa bem o tempo, mas falta autenticidade. Apelar para o sentimentalismo exacerbado e uma crítica velada ao “isolamento causado pelas redes sociais”, para mim, já são assuntos muito batidos e não é a junção de ambos na mesma narrativa que faz a diferença.

Também não pude deixar de ter a impressão, que não sabendo como concluir a história, porque não havia mais o que ser dito, Laurie Frankel simplesmente apela para chavões típicos de auto-ajuda, com pretensões filosóficas ao falar do sentido da vida, e encerra até com uma “moral da história”, do tipo: saia da internet e viva sua vida.

Em suma, acho que a pretensão de ser profundo teve o efeito
justamente contrário.

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Bella Nine 17/01/2015

Mórbido demais
Sam é um programador de software extremamente criativo e talentoso. Ele trabalha em uma empresa que desenvolve um site de relacionamentos. Sim, como aqueles que você vê a propaganda na televisão, algo do tipo E-Harmony. Vendo que o número de usuários tem caído, é pedido aos programadores que desenvolvam novas ferramentas para melhorar o site e seus relacionamentos no ciberespaço. Acontece que Sam é fenomenal naquilo que faz e desenvolve um programa que é capaz de as pessoas encontrarem as suas almas gêmeas. Sim, o software vai além de reles respostas bobas em páginas sociais como Facebook, encontrando outras pessoas que de fato são parecidas com você. Claro que para isso, ao menos o que diz no livro, o programa precisa xeretar e-mails das pessoas, uma certa invasão de privacidade. Mas, tudo bem, a coisa toda é um sucesso, inclusive para seu criador que conhece o amor de sua vida, a publicitária Meredith, que trabalha para o mesmo site.

O software de Sam é tão brilhante que os usuários que passaram a utilizá-lo, assim que passam a viver o relacionamento no mundo real, simplesmente descadastram-se do site, dando muitos prejuízos para o seu criador. Desta forma, Sam é mandado pro olho da rua, junto de sua maravilhosa criação.

Quase que ao mesmo tempo, a avó de Meredith, Livie, falece de maneira inesperada. Tanto a neta, seu primo Dash e seus muitos familiares ficam arrasados com a perda. Todavia, dá a entender que Merde – como o namorado a chama carinhosamente, apesar de significar merda em francês – parece sentir ainda mais a ausência de sua avó e, com o coração dilacerado pela dor da amada, Sam consegue inventar algo ainda mais brilhante do que o software de namoro. Ele junta todas as informações de Livie, no ciberespaço, assim como as inúmeras chamadas de vídeos e e-mails enviados para a neta, e recriou teleconferências para que Meredith conseguisse realizar a transação entre o luto e a continuidade de sua vida habitual.

Acontece, que na minha cabeça a coisa toda fosse parar por aí e o romance em si fosse ocorrer e desenvolver-se de uma vez por todas. Não, isso nunca aconteceu. Meredith conta a Dash sobre o invento de seu namorado e os três fundam a empresa RePose, para aqueles que não conseguem dar adeus àqueles que amam.

De verdade, o enredo todo é uma depressão sem igual. A ideia das pessoas viverem eternamente em luto, vivendo uma realidade totalmente irreal, nesse chat do além, sério, a coisa toda é muito mórbida. As pessoas só falam de morte e se prendem ao software como se fosse mais importante do que seguir em frente. Eu sei, cada um tem o seu próprio tempo para vo0ltar ao normal. Mas o que era para ser uma coisa temporária, simplesmente passou a ser algo primordial.

Tenho apenas que dar o braço a torcer para as reações dos muitos personagens que se vêm perdidos sem a pessoa querida entre os vivos. Cada um reage de uma maneira; um compõe músicas para a mãe, outra grita com o vídeo chat do marido e diz o quanto ele foi um parceiro filho da puta. E as pessoas são realmente desse jeito; alguns choram por meses, até anos, outros simplesmente precisam dizer o quanto a vida delas foi uma droga ao lado dessa pessoa. Seja como for, todos nós temos reações únicas.

Eu não posso classificar ao certo esse livro porque, para ser sincera, ele não funcionou comigo como eu imaginei que funcionaria. Eu fiquei bastante “perturbada” com toda esse enredo mórbido e depressivo. Eu não gosto dessa ideia de estender o luto e das pessoas não conseguirem se desprender dos mortos. Eu acho sim que o luto é peça fundamental para que as pessoas transitem entre a morte e a vida. O que eu não aceito são as pessoas acharem que viver em uma mentira, em uma extensão da vida de um morto é muito mais interessante do que o novo presente.
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Karine 03/05/2013

Adeus, por enquanto
E se o amor continuasse além da vida?

Adeus, por enquanto é um livro um tanto quanto excêntrico: ele nos traz uma realidade fictícia, onde é possível, de certo modo, conversar com as pessoas que já faleceram. Já imaginaram como seria discutir sobre assuntos cotidianos com a sua falecida avó? Ou com o seu falecido filho? A ideia, é, de fato, extraordinária e incomum. Contudo, essa é a situação com a qual se depara Meredith, cuja a falecida vó ainda a chama para conversas no Skype.

Esse é um dos tipos de livro dos quais, se eu ficar aqui contando uma sinopse ou tentando dar uma ideia geral da história, acaba perdendo a graça. Então, não contarei a vocês mais do que já disse aqui. Hoje a situação é um pouco fora do habitual. Assim, o resto da resenha será mais voltada às minhas impressões e opiniões sobre o livro.

De início, esperava um P.S.Eu te amo com mais tecnologia, mas estava errada. O livro está longe de ser isso. Essa leitura nos faz refletir sobre o luto, sobre como as pessoas em luto o encaram, sobre como as pessoas ao redor delas agem e tudo que o luto nos proporciona. Perder uma pessoa amada não é fácil, normalmente a pessoa ainda é bem viva em nossa memória e é tão difícil se desapegar e seguir em frente... A maioria das culturas impulsionam as pessoas de luto a seguirem em frente. Só que cada um tem seu tempo. Cada um tem direito ao seu momento de luto. Agora, imagine se pudéssemos dizer todas as coisas não ditas? Acertar o pontos e relembrar o passado de uma forma mais viva do que a morte em si?

Julguei errado esse livro. Julguei que a leitura ia tomar um rumo que não tomou. Julguei o foco da história diferentemente. O livro é uma história de perda, superação, impacto da morte nas pessoas e na sociedade. É engraçado até se pararmos para pensar, desde sempre sabemos que todos morrerão algum dia, e ainda sim, quando chega tal momento, não nos conformamos e sempre achamos que o luto é algo que pertence somente ao vizinho, nunca a nós. Sendo que, na realidade, todos perdem entes amados. Alguns lutos são mais difíceis que outros. Algumas mortes nos pegam mais desprevenidos.

"Uma pessoa não é um evento - pessoas não 'acontecem'. Você não é a melhor coisa a acontecer comigo. Você é a melhor coisas a acontecer no universo. Você é a melhor coisas que existe ou que já existiu. Eu nem sabia que existia felicidade como essa."

Adeus, por enquanto me surpreendeu no fim e no meio. O começo também foi uma surpresa, porém gostei mais do livro após a segunda parte (sendo o livro dividido em três partes). Uma leitura gostosa, tranquila e curta. Uma das coisas das quais gosto em livros são de capítulos curtos, o que fez com que esse livro ganhasse pontinhos comigo nesse quesito. Não foi uma leitura que entrará para meus favoritos, mas foi memorável. Fez com que eu refletisse e pensasse muito sobre a morte e como ela é algo duro de se superar. Um tipo de livro que, dependendo de como ele te pegar, vai fazer você até chorar. Chorar por compreender os sentimentos, por saber como é. Quem nunca perdeu alguém, afinal?
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Carol Minardi 02/07/2013

Muitos lenços de papel
Uma leitura envolvente, um livro lindo e moderno, atual.

A autora escreve de forma surpreendentemente simples e bonita, e a história é muito original! Indico muito, mas não esqueçam os lenços de papel, pois eu estou fungando até agora...

Sam e Meredith são um casal daqueles que a gente quer ser quando crescer.
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Blog Mulherices e Cia Ltda 25/06/2013

Resenha Adeus Por Enquanto
"Odeio beisebol", disse Meredith.
"Você adora beisebol", disse Sam.
"Eu adorava. Agora odeio. Agora tudo me faz lembrar dela."
"É por isso que devíamos ir. Para dizer adeus."
"Não quero dizer adeus."
"Não adeus para sempre", disse Sam. "Adeus por enquanto. Adeus por alguns meses. Adeus como se ela estivesse indo para a Flórida amanhã." p. 48

Laurie Frankel é escritora de "Atlas do Amor"que já resenhei aqui no blog.
Em "Adeus por enquanto", Laurie conta a estória de Sam, um cara de trinta e poucos anos que trabalha numa empresa de relacionamentos online. Ele é um nerd programador que desenvolve um software com a finalidade de cada cliente encontrar o seu par perfeito. Por meio dele, Sam encontra Meredith, sua alma gêmea.

“... é difícil sentir saudades de uma pessoa que você mal conheceu.
É difícil sentir saudades de alguém que você não se lembra. Sentir saudades é se lembrar.
São o mesmo o ato. São partes integrantes uma da outra.”

O namoro dos dois é perfeito, até que a avó de Merde morre, o que a deixa desolada, Sam para consola-la, acaba criando um software que consegue usar as informações obtidas em e-mails, mensagens e vídeos para fazer com que o "espectro" da avó continue mandando e-mails para a neta.

Mas será que isso dará certo? Até que ponto podemos mexer com os sentimentos das pessoas, mesmo por uma boa intenção?

Esse livro é lindo! Apesar de tratar de um tema pesado como a morte, ele consegue ser totalmente meigo e encantador.
Laurie Frankel tem o ponto certo entre o amor, a dor, a razão e as emoções.
Ela constrói muito bem o enredo e os personagens, as vezes sinto que ela se prolonga um pouco em determinados pontos, mas mesmo assim consegue surpreender os leitores, emociona-los e eu confesso que queria um software como esse também! Quem não queria? Quem não tem um ente querido, que se pudesse te-lo de volta nem se fosse de "mentirinha" uma vez, não faria?

Mas a escritora consegue mexer com os pontos negativos dessa idéia também, consegue nos fazer pensar, e refletir sobre as perdas, culpa, sentimentos e o momento.
É um livro meigo, ideal para quem gosta de romances com drama
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Dani 22/03/2018

Adeus, Por Enquanto, Laurie Frankel
Sam Elling é um talentoso programador, que desenvolveu um algorítimo capaz de revolucionar a tecnologia mundial. O programa que criou consegue encontrar a alma gêmea do usuário, com uma margem zero de erro. Por ser tão bom, ele acaba encontrando a sua mas, por ser mesmo bom, é ruim para os negócios de onde a empresa trabalha e Sam é demitido.
Porém, quando sua namorada - a alma gêmea - Meredith perde a avó, uma pessoa muito querida, ele acaba por usar novamente esse algorítimo, dessa vez para outro fim. Seu novo projeto serve para entrar em contato com as pessoas que se foram, de certa forma; ele acumula informações de conversas passadas e é capaz de reproduzí-las, de forma que o usuário possa trocar mensagens com essas pessoas, recebendo respostas totalmente parecidas com o que elas responderiam se estivessem aqui.
Adeus, Por Enquanto possui uma narrativa muito agradável, que logo me prendeu. O início do livro é realmente doce e meloso, pois foca bastante no romance perfeito de Sam, mas conta com diálogos realmente bem construídos e afiados, até que a estória entra em seu foco principal.
A partir daí o enredo prende bastante, pois você sabe que não pode sair coisa boa daí, mas ao mesmo tempo torce para que o protagonista tenha sucesso e tudo mais. É uma história realmente sensível, principalmente por combinar as de vários personagens além dos principais. Por causa dessa base que o romance usou, a perda de pessoas amadas, comecei a desenvolver um certo medo de sofrer isso, mas agora que o livro acabou não estou mais me sentindo tão assim HAHAHA
Foi uma leitura realmente interessante e envolvente, principalmente porque consegue ainda equilibrar esses temas lacrimejantes com um humor inteligente. Houve alguma reviravolta que me chocou por não esperar, e deixou o livro mais pesado, mas não fiquei com a sensação de que o estragou. O final não traz uma mensagem reconfortante sobre esse tipo de perda, pelo menos eu não senti que fez isso, somente que isso faz parte da vida, no entanto isso não é algo ruim uma vez que não há mesmo uma fórmula mágica que faça a dor passar.

site: http://blueunendlichkeit.blogspot.com.br/2018/04/adeus-por-enquanto-laurie-frankel.html
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Rafael Palone 13/03/2015

Quando eu recebi o livro Se Eu Ficar, junto dele veio um pacote de lencinhos. É como se o livro estivesse apontando pra você e falando: "Ei, moço, você vai chorar. Eu fui escrito com esse objetivo". O livro Adeus, Por Enquanto, de Laurie Frankel, não precisa distribuir lencinhos para deixar claro que estamos lidando com uma história mórbida. Todos os elementos mórbidos já estão na composição do produto.

1) A capa: um homem (com sombra) e uma mulher (sem sombra), sentados de costas um para o outro, separados por uma árvore. A árvore, segundo o dicionário de símbolos, representa um ciclo: vida, morte e recomeço. E, bem no meio das folhas, uma frase bem chamativa: E SE O AMOR CONTINUASSE ALÉM DA VIDA?
2) Os comentários no verso do livro: o primeiro faz referência ao livro Um Dia, de David Nicholson, reconhecidamente triste. O segundo já é um alerta ao leitor para que ele prepare os lencinhos de papel.
3) A sinopse: conta toda a história do livro, mas termina com uma frase coringa. "Os dois têm certeza que não podem viver sem o outro. Mas o que acontece se um deles é obrigado a isso?".

Ok. Tudo bem. Mais um livro triste.
Mas, sabe qual é o problema? Adeus, por enquanto não é um livro triste! Não acontece nada do que a capa e a sinopse do livro indicam pelo menos nos primeiros dois terços do livro. E, pior ainda, quando acontece é quando o livro cai em ruína. Uma história excelente, com uma premissa interessante, que perde-se com um final que já é dado de bandeja ao leitor na própria sinopse do livro.
Mas, vou deixar um pouco meu incômodo de lado para falar da história. Sam é um nerd da computação que conhece Meredith por meio de um aplicativo de relacionamentos que ele mesmo desenvolveu. A fórmula que ele criou funciona tão bem que Sam é demitido, já que os clientes usavam apenas uma vez, encontravam o par ideal e não acessavam mais. Tudo bem, pelo menos ele arranjou uma namorada.
O namoro de Sam e Meredith amadurece de maneira bem rápida, já que os dois personagens têm mais de 30 anos - apesar de que a autora narra de um jeito que parece que eles têm uns 19 ou 20 anos. Está tudo indo bem, dentro do possível, até que a avó de Meredith morre.
A autora soube desenvolver o luto da personagem muito bem. Ela lembra da avó o tempo todo, associa qualquer imagem com algum gosto ou comentário dela. Incomodado com a situação da namorada, Sam decide oferecer uma frase de consolo nem um pouco usual: "Eu acho que consigo trazer sua avó de volta".
Então ele cria um programa de computador que reúne toooodo o banco de dados da falecida (desde conversas no facebook até video-ligações) e responde automaticamente de acordo com a reação dela em cada reação. Vou fazer uma comparação bem infeliz, mas vamos lá: o programa é como se fosse aquele robô Ed. Se você nunca conversou com o Robô Ed, clique aqui e entenda do que eu estou falando. Ou seja, todas as respostas que o programa/avó diz estão pré-programadas de acordo com o que ela responderia se estivesse viva.
A primeira reflexão é: será que nós, seres humanos, somos tão previsíveis assim? Será que tudo que nós depositamos nas redes sociais é suficiente para gerar um banco de dados que nos represente? O livro afirma que sim. E o projeto de Sam e Meredith expande-se, outras pessoas começam a usar para conversar com seus entes queridos falecidos (EQFs), mesmo sabendo que não passa de uma máquina.
O desenrolar da história a partir daí é genial. É uma dura crítica a todo esse apego que nós temos com os meios eletrônicos e como um computador, às vezes, desperta mais emoções em nós do que uma pessoa de verdade (eita!).

Toda minha revolta no começo da resenha é porque eu confesso que fiquei muito chateado em ler este livro tão bacana sabendo o final. Não só porque tal fato acontece - não vou dar detalhes, caso alguém ainda não tenha sacado o que vai rolar -, mas também porque isso não se desenvolve de uma maneira interessante. A parte III do livro (dividido em três partes) é insuportável, tão mórbida e irritante que até os lencinhos de papel são dispensáveis.
Rúbia 13/03/2015minha estante
Não é meu gênero preferido, mas, justamente quando li sua sinopse numa livraria, mas precisamente a frase que destacou, me despertou muito interesse na leitura.




Ana 22/09/2015

Eu tenho essa péssima mania de escolher livros pela capa e pelo título, sem nem sonhar em olhar a sinopse do livro. Então não preciso nem falar que me surpreendi antes da metade do livro. Sam trabalha na sede de um destes sites de relacionamentos, e ele desenvolveu um algoritmo certeiro em apontar almas gêmeas – até mesmo encontrou a sua assim, Meredith (ou Merde). E eu achei que o livro continuaria assim até o final. Mas o sucesso de seu algoritmo coloca a empresa que ele trabalha em risco; afinal, ninguém continuaria pagando um site de relacionamentos após ter encontrado sua alma gêmea.

Enquanto ele aproveita o desemprego para visitar sua namorada, a avó dela morre e, ao ver Meredith afundada no luto, sem perspectiva de se recuperar, decide usar seu grande cérebro nerd para desenvolver um software capaz de criar e-mails a partir do rastro digital de sua avó. (Eu achei isso genial e 100% possível?!) Mas Merde não está satisfeita com uma troca de e-mails com sua avó morta, agora acostumada a não precisar nunca lidar com a perda, ela insiste que Sam desenvolva a possibilidade de gerar conversas em vídeo. Assim nasce RePose (ou Dead Mail), um serviço para que as pessoas possam manter contato com seus eqfs (entres queridos falecidos) e aliviar o processo de luto.

Daí você vem e grita: Você acabou de contar o livro todo?! Não. Apesar de Sam e Meredith serem os personagens principais, o ponto focal do livro não é seu relacionamento (apesar do livro ser considerado um romance) e nem a relação de Meredith com sua avó. A verdadeira questão do livro é o dilema que RePose os impõe sobre a ética, os benefícios e os malefícios que este tipo de serviço e o processo de perda e luto.

Apesar do tema denso (recorrente nos últimos livros que tenho lido), a leitura é igualmente leve. Entretanto, Laurie consegue transmitir efetivamente os varios sentimentos envolvidos nos diversos estágios do luto. Apesar de parecer um enredo razoavelmente “pacato”, a história apresenta algumas surpresas que mudam completamente o rumo da história e mantém o ritmo da leitura acelerado.

Recomendo para: Quem busca uma leitura rápida, mas profunda, que aborda temas complexos com densidade e leveza.

site: http://quasemineira.com.br/2015/03/adeus-por-enquanto/
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Malu 13/11/2015

Adeus, por enquanto.
Confesso que estava com um pé atrás quando ganhei esse livro. Estava na minha wishlist, mas eu não estava com vontade de ler, principalmente porque quando lia resenhas na internet, nenhuma delas disse que era bom.
E, realmente, esse livro foi uma grande decepção - que seria muito maior se não tivesse lido as resenhas -. Os personagens não convencem, e você sente raiva deles.
As coisas não se desenvolvem, e tudo acaba parecendo ser fácil de se resolver. O romance dos dois é muito mal escrito e você não sente nada quando as coisas que deveriam ser tristes acontecem. Eu não gostei desse livro, e não recomendo, mas cada um tem seu gosto, certo?
Eu dei duas estrelas porque tem momentos no livro que você se sente confortável lendo, mas esses momentos não compensam o resto. Além disso, essa capa é maravilhosa, convenhamos.
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Laís 16/03/2016

“Não é milagre, nem vida após a morte, é apenas ciência da computação.”

O que você faria se pudesse manter contato com uma pessoa falecida?

Sam Elling é programador em um site de relacionamentos, e sua função é encontrar para cada cliente seu o par ideal, mas, ironicamente, sua própria vida amorosa é um desastre. Até que um dia ele consegue desenvolver um algoritmo perfeito para ligar almas gêmeas que funciona incrivelmente bem, e é aí então que conhece Meredith Maxwell.
A empresa em que ele trabalha começa a perder clientes e Sam é demitido por criar um programa bom demais. Sem emprego, ele decide se dedicar ao seu relacionamento com Merde (apelido carinhosamente dado por ele), mas mesmo apaixonada ela ainda sofre com a ausência da avó recentemente falecida. Devido às circunstâncias, Sam desenvolve um programa para que Meredith possa ter uma última conversa com sua avó.
Ele reúne todas as informações digitais que Livvie possuía – e-mails, conversas por vídeo, páginas que visitava, etc. – e cria uma projeção para responder exatamente como ela faria em vida. Só que, novamente, o programa funciona bem demais e Meredith não consegue parar de usá-lo, até que tem a ideia de oferecer esse serviço para outras pessoas com a mesma dor.
Junto à eles nessa inovadora empreitada, está o primo de Merde, Dash, e assim nasce RePose a empresa que permite que as pessoas conversem com seus EQFs (ou Entes Queridos Falecidos).

Mas o que poderia acontecer se tudo mudasse e Sam e Meredith não pudessem mais viver seu grande amor?

“Adeus, Por Enquanto” é, inevitavelmente, um romance diferente, que foge à regra. Não me fez chorar, mas me fez pensar na vida e nas perdas e em como a tecnologia pode querer, de algum jeito, mudar o curso natural das coisas.

Laurie Frankel aborda um tema bastante interessante e digno de reflexão. Até que ponto deixaremos a tecnologia interferir em nossas vidas? Seria isso um novo começo? O fim da história é meio decepcionante, confesso, mas o desenrolar, mesmo sem grandes surpresas, é agradável de se ler (além de ter uma capa linda).

Obrigada por esse livro, Laurie!
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Ana Kah 15/06/2013

Morte, perda, dor e sofrimento!
Você já perdeu (falecimento) alguém importante? Um parente, amigo?
Como você reagiu? Como as pessoas às sua volta reagiram? Como você superou?

Algum amigo seu já perdeu alguém importante para ele? Como você reagiu a isso?

São dois pontos diferentes, sua dor e a dor de outrem!

É sobre isso que o livro se trata: morte, sobretudo de como as pessoas que ficam se comportam, lidam com ela e a superam!

É uma narrativa contemporânea e envolvente sobre um casal e sua tentativa de aliviar a dor da perda!

Sam é um gênio da computação e inventa um software que é capaz de colocar sua nova namorada (Meredith) em contado com sua avó recém falecida. O programa apenas pega seus e-mails, sms, e conversas por vídeo e reorganiza para que eles respondam a novos e-mails e novas conversas por vídeo como se ela ainda estivesse viva. É apenas um eco, porém funciona e eles juntamente a Dash (primo de Meredith), decidem montar um negócio em cima disso. Oferecer conforto a pessoas que perderam seus entes queridos é o objetivo desse trio, mas com o passar do tempo descobrem que é muito mais que isso. E descobrem que não agrada e também pode não fazer bem a todos.

Quando li várias resenhas e até mesmo a sinopse deste livro, pensei que se tratasse de mais um romance bobo e fútil. Porém, encontrei na leitura desse livro muito mais que isso, é claro, há um romance entre Sam e Meredith, mas não se concentra só nisso. Narra todo o processo de luto de seus clientes e, até mesmo porque a vida das pessoas não é só o relacionamento.

Discordo plenamente do REDBOOK'S SIZZLING SUMMER READING LIST que diz que é uma história de amor levemente melancólica. Tratar de morte não é levemente melancólico. É bastante melancólico em várias partes, mas também é engraçado, alegre e amável e outras. Chorei, sorri, perdi o fôlego e me surpreendi! Esse livro é simplesmente demais! Vale a pena, esse é um livro que todo mundo deveria ler!
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Pâm Possani 19/09/2015

Estar de luto ou ficar com a tecnologia?
Lá vou eu começar de como eu cheguei a esse livro. Editora Seguinte (no caso, Paralela), Bienal do Livro de São Paulo, 30 de Agosto de 2014. UAU! Só não me pergunte o horário, que foi algum período entre as 10h e as 14h. Eu lembro que achei essa capa muito "Como eu era antes de você" e muito, mas MUUUUITO cheia de spoilers. Só de olhar pra capa eu pensei "SPOILER". Acho que isso é meio difícil de negar. O precinho também ajudou. Poderia estar mais barato, mas estava bom.. Acho que R$14,90, não me recordo muito...
Enfim!
Vamos a história.
Sam Eilling é um programador muito inteligente que trabalha em uma empresa para encontros online. O que vamos combinar: não funciona. As pessoas mentem o tempo todo em questionários, falam de coisas que na verdade nem gostam... Bem. E se houvesse um programa que, através de suas atividades online, descobrisse exatamente a sua alma gêmea? Impossível? Não para Sam. Totalmente a prova de erros. E por que, então, não testar exatamente com ele? Que nunca funcionou e nada dava certo, romanticamente falando?
O problema foi que deu certo. Deu incrivelmente certo, e ele acabou conhecendo Meredith (a autora poderia ter mudado o apelido, porque "Merde", gente?), uma moça que trabalha no mesmo prédio, a pouca distância. E eles são perfeitos juntos. Até que a avó da moça morre, e ela perde todo o brilho no olhar.
Para ajudar a amada, através de conversas e arquivos anteriores de email e arquivos em vídeo, Sam cria um algoritmo (ou seja, um programinha de computador) para que a moça possa conversar com a avó... Ou melhor, uma projeção do que ela era. Diminuindo a dor, ajudando a lidar com a saudade e a perda recente. Isso ajuda muito Meredith, e Sam está sempre disposto a fazer algo. E é aí que eles começam a passar isso para mais usuários, criando aí o revolucionário "RePose", o programa de computador em que você conversa com os mortos, causando problemas, mas também muitas saudades. Mas é isso ou tecnologia? Pode o amor continuar além da vida? Como seria se você pudesse conversar novamente com aquela pessoa especial que morreu? Como seria poder manter uma conversa e ela se lembrar de tudo que vocês conversassem? E o seu período de luto? Você ainda estaria aprendendo a lidar com aquilo ou é apenas uma distração para quando deitar a cabeça no travesseiro. Aprendeu a dizer adeus?

site: http://www.interruptedreamer.com/2015/09/resenha-adeus-por-enquanto-de-laurie.html
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Anderson 22/03/2016

Desde que li a sinopse desse livro algo me interessou, a abordagem da perda do seu grande amor ( que apesar de ser um tema batido, rende histórias maravilhosas). Apesar de uma premissa incrível, "Adeus por enquanto" decepciona. Para começar esse livro não é sobre um casal como tudo indica, esse livro fala sobre RePose, um serviço virtual criado pelo protagonistas para pessoas de luto se comunicarem com seus entes queridos falecidos através de projeções. Quando comecei "Adeus, por enquanto" criei a expectativa (baseado no título e na sinopse) de que a autora desenvolveria uma grande história de amor e o quão foi decepcionante o casal desse livro: totalmente sem graça. Se você espera um romance envolvente e/ou água com açúcar: esse não é o seu livro. O casal protagonista não funciona e em nenhum momento conseguiram me cativar . A verdade é que os protagonistas são pequenos diante dos destaques do livro: os coadjuvantes. Eles salvam o enredo e conseguem manter o mínimo interesse pra você querer continuar (ou pelo menos não desistir). A narrativa é boa, fluida na maioria das vezes, o que se torna outro ponto positivo.
O final é satisfatório, mas assim como tudo nesse livro, não marca e fica na mesmice.
Quando acabei esse livro fiquei a sensação de que perdi um pouco de tempo, já que em nada me acrescentou (e nem tão divertido foi).
E foi com a sensação de alívio que eu me despedi de "Adeus, por enquanto " com satisfação
Jade 10/01/2017minha estante
Comecei ler hj, mas gostei da sua sinceridade na resenha! Quando eu terminar venho comentar oq achei




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