Convergente

Convergente Veronica Roth




Resenhas - Convergente


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Mari Brito 23/01/2018

É tanto sofrimento que não cabe em um título de resenha
Fiquei bastante decepcionada com esse último livro. Quando comecei a ler a série, tive a sensação de ter encontrado um tesouro: Divergente é espetacular, Insurgente também. A série tinha tudo pra ser inesquecível de uma forma boa, e não de uma forma ruim. Não sei o que houve com esse livro, mas tive a sensação de que a autora além de ter se perdido na explicação sobre os divergentes e algumas cenas do desenrolar da história, teve pressa em terminar. Senti que ela se excedeu na quantidade de explicações, por vezes desnecessárias, ao meu ver, e acabou criando uma bola de neve gigante. Sobre os personagens, vemos uma Tris bem mais madura e menos impulsiva que a Tris do segundo livro, exceto em uma das cenas finais. Confesso que estranhei bastante estar nos pensamentos do Tobias, porque eu tinha a sensação de que ele era muito mais forte e seguro de si do que os outros personagens. Porém, estar na cabeça dele provou que ele é basicamente como todos os outros, o que foi um pouco frustante. Sobre o final dos dois, achei totalmente injusto, principalmente depois da quantidade de coisas que eles passaram. A falta de reconhecimento gritante me incomodou um pouco. Além disso, demorei bem mais que os outros pra ler, pois achei a leitura muito maçante. Tem várias cenas desnecessárias que dá vontade de sair pulando tudo pra chegar logo no final e depois que chega no final dá vontade de voltar pra divergente e fingir que esse livro nunca existiu. Mas enfim, apesar de todos esses pontos negativos, e do coração ter ficado devastado, não me arrependi de ter lido essa série, pois valeu muito a pena. Só não sei quando vou ter condições emocionais de voltar a me encontrar com os personagens no livro do Quatro, porque to devastada.
Tali @letrasmaislivros 23/01/2018minha estante
Para mim foi um excelente final para a trilogia, uma das minhas favoritas!


Mari Brito 23/01/2018minha estante
Não gostei :(
Achei tão injusto, sabe? Depois de tanta luta o personagem em questão não ter tido reconhecimento nenhum. Acho que não teve necessidade de ter acontecido daquela forma. Porém, apesar do final, ela tá entre as minhas favoritas também.




LauraaMachado 28/12/2017

Um final completo, mesmo que longe de ser incrível
Nota: 3,5 estrelas.

Se eu pudesse dar um único conselho à autora da trilogia Divergente, diria que ela deveria focar em livros únicos. A história da trilogia está longe de ser ruim, ainda mais depois de todos os detalhes que foram explicados nesse livro, mas é incrível como o nível do primeiro livro caiu nos dois seguintes. Tudo era melhor antes, as cenas, a narrativa, a Tris e até o Tobias. A explicação da distopia foi bem inteligente e eu gostei de ver como cada peça se ligava à outra, mas não dá para fingir que esse livro foi muito bom ou que não foi bem chatinho.

Minha primeira crítica é ao enredo. Não consigo entender o que leva autores de YA a escreverem livros tão grandes desnecessariamente. 500 páginas são deliciosas em livros mais leves, mas quando o tema é um pouco mais pesado, a chance de ficar arrastado é muito grande. Foi isso que aconteceu aqui. Esse terceiro livro tem a grande explicação de tudo, mas cenas de ação de verdade acontecem só nas últimas setenta páginas. Setenta páginas! De 526! O resto todo é uma grande espera, com várias repetições da explicação do mundo, várias intrigas, mil lados de mil guerras que chegaram bem perto de serem exagerados. Não existia a menor necessidade de ela ter escrito uma trilogia com dois livros tão grandes, a não ser pelo fato de ser moda na época. Era moda escrever trilogias e os próximos livros serem maiores que os anteriores. Tenho certeza de que hoje em dia essa história teria sido publicada como duologia, que daria tempo o suficiente para tudo ser abordado sem se perder em cenas inúteis e paradas.

O Tobias foi um personagem que me encantou no primeiro livro. Ele não era simples, nem completamente bom e era bem interessante. Mas, desde Insurgente, a autora veio quebrando essa personalidade cada vez mais e ela tirou qualquer mistério e apelo dele ao começar o livro intercalando a narração da Tris com uma dele. Não só porque estávamos dentro da cabeça dele, mas porque finalmente descobrimos pelo jeito que ele pensa que ele é bem qualquer coisa. Ler capítulos pelo ponto de vista dele só ficou relevante a partir das últimas cem páginas, quando a missão dos dois se divide. Antes, os capítulos dele só serviram para serem ainda mais chatos que tudo e me fazerem ficar torcendo para o próximo ser da Tris (mesmo que nada fosse acontecer neles).

No livro extra, que conta a história do Tobias antes da trilogia, a autora diz na introdução que tinha começado Divergente pelo ponto de vista dele, mas que a história empacou nas primeiras trinta páginas. E agora eu entendo por quê, já que a narrativa dele nesse livro empacou nos primeiros capítulos também. Não sei se é porque a autora não consegue se colocar no lugar dele ou o quê, só sei que essa parte dele foi bem ruinzinha. A narrativa era feita praticamente só de ações, de fatos, e não de sensações, sem quase nenhuma descrição sensorial. Mas o pior ainda foi quando ela roubou a chance de a gente ler certos momentos pelo ponto de vista da Tris. Sacanagem.

Eu gostei da Tris desde o começo, para falar a verdade. Acho que ela é uma das minhas personagens favoritas de livros distópicos, mesmo tendo passado por uma fase muito, muito chata e repetitiva no segundo livro. Nesse terceiro, eu senti que a autora estava fazendo ela ser um pouco poética e cheia de epifania bonita demais, e, para ser honesta, eu já tinha perdido um pouco do interesse em vê-la sempre nas mesmas situações de ação. Mas preciso dizer que adorei o final dela! Sim, achei que fez total sentido. É dolorido, claro, mas fez bem mais sentido do que qualquer outro final para ela e dá para ver nos seus últimos capítulos aquela mesma personagem do primeiro livro, que me fez sentir como ela é forte e corajosa, sem medo de assumir seus próprios defeitos e entender até onde está disposta a ir.

Só que (e, sim, tem um "só que") o final dela foi bem mal narrado. Aquela cena foi mega superficial e corrida. Eu imaginaria que a autora iria tentar se esforçar para fazer um final melhor para ela, mas não foi assim. Estou criando na minha cabeça algo mais emocionante e impactante, para eu poder guardar a personagem com o carinho que ela merece.

O final do Tobias foi um pouco mais sem graça. Gostei dos capítulos curtos, mas os próximos me pareceram arrastados demais também. Eu já tinha lido uma trilogia inteira e estava considerando a possibilidade de pular as últimas vinte páginas porque não aguentava mais a narrativa dele - esse é o maior sintoma de que não estava funcionando.

Aliás, se prepare que a autora gosta de matar quase todos os personagens em volta da protagonista desde o primeiro livro de um jeito tão, mas tão aleatório, que eu acho que ela queria ficar conhecida por isso (conseguiu?). É tipo Grey's Anatomy, já leia se desapegando dos personagens, porque "todo mundo" morre.

É pela Tris e pela explicação da distopia que eu dei essa nota (se dependesse do Tobias e do enredo, seria lá perto de uma e meia). A trilogia Divergente não é perfeita, mas é diferente de outras e é bem incrível ver mesmo um mundo desses sendo criado por uma pessoa. Aconselho que, se você tiver interesse em ler, se esforce um pouco, porque vale a pena conhecer todo o alcance dessa ideia.
Andréa Araújo 28/12/2017minha estante
Ta, decidi ler, mas sem prioridade nenhuma.


Ellen Fidelis - @mania_livroseries 28/12/2017minha estante
Faço das suas as minhas palavras. Essa resenha representa exatamente o sentimento q tenho por essa trilogia. Acho q o final da Tris fez td o sentido tbm.
Não me arrependo de ter lido, o último livro foi bem arrastado p mim, mas doi uma experiência incrível conhecer esse universo


Júlia 11/01/2018minha estante
Estou mais ou menos na metade do livro e achei que tinha alguma coisa errada comigo, mas agora percebi que realmente, a narração não está nem de longe tão boa quanto a do primeiro livro que foi totalmente envolvente


LauraaMachado 11/01/2018minha estante
Não é você, Julia! Infelizmente, o Divergente foi incrível e os outros dois nunca chegaram perto dele!


LauraaMachado 24/03/2018minha estante
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LauraaMachado 24/03/2018minha estante
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Pri 19/12/2017

Finalmente, respostas!
Finalmente li Convergente e concluí a trilogia. Estava ansiosa para ler, mas acabei recebendo um baita spoiler — quem já leu com certeza sabe do que estou falando — e dei uma desanimada de pegar o livro. Infelizmente, não consegui esquecer de jeito nenhum, mas decidi que era hora de acabar de uma vez com essa série.

"E eu sei, sem que ninguém precise me dizer, que é isso que o amor faz quando é certo. Ele torna você algo maior do que é, maior do que acreditava ser capaz de ser."

O vídeo de Edith Prior foi a público e a sociedade dividida em facções entrou em colapso. Com o caos instaurado, Evelyn e os sem-facção assumem o poder e começam uma espécie de ditadura. Todos devem obedecê-los, caso contrário serão punidos. Evelyn quer uma sociedade sem facções, onde todos aprendem a fazer de tudo e fazem o que for necessário para que a cidade funcione. Mas ela também deseja que ninguém siga a ideia do vídeo e vá para fora da cerca, fazendo uso de sua autoridade e poder recém-adquiridos para manter a todos sob controle.

"Evelyn tentou controlar pessoas usando armas, mas Jeanine foi ainda mais ambiciosa. Ela sabia que, quando alguém controla as informações ou as manipula, não precisa de força para manter as pessoas sob seu jugo. Elas obedecerão por vontade própria."

Obviamente, essa situação acaba despertando a formação de um grupo rebelde, que se auto-denomina Leais. Eles são fiéis aos ideais das facções e desejam obedecer ao plano dos criadores da cidade. Então começam a reunir pessoas e bolar estratégias para conseguirem atravessar a barreira. Como Divergente, tudo que Tris mais quer é conseguir ir para o outro lado e descobrir qual é o seu papel no mundo externo.

"Ou talvez o perdão seja apenas o afastamento contínuo de lembranças amargas até que o tempo diminua a dor e a raiva, e o mal seja esquecido."

Um seleto grupo de pessoas é escolhido para colocar o plano em prática, incluindo Tris e Quatro. Ao conseguirem ir além da cerca, porém, descobrem que o mundo é muito mais do que o que foi revelado e muito maior do que jamais poderiam imaginar. Eles são levados até o Departamento, um enorme centro de pesquisas, e lá descobrem toda a verdade sobre a criação de Chicago, do sistema de facções, o real objetivo de tudo isso, e muito mais coisas. Coisas impensáveis, que talvez fosse melhor que não soubessem. Eles são jogados em um mundo cheio de intrigas políticas, experimentos assustadores, manipulações e idealismos em prol de um bem maior, que, na realidade, nem faz sentido — pelo menos, não para Tris.

"— Ser honesto não significa falar o que quer na hora que quer. Só significa que o que você escolhe falar será verdade."

Mas não só de fatos ruins é feito o mundo exterior. Eles também descobrem um novo mundo, livre e cheio de possibilidades. Sem o aprisionamento das facções e brigas internas, longe do passado que gostariam de esquecer. Será que essa é a oportunidade perfeita para que Tris e Tobias possam finalmente ter um relacionamento feliz e começar a planejar um futuro?

"Olho pela janela outra vez, inalando lenta e profundamente o ar para dentro do meu corpo, que está tenso demais para se mexer. E, ao olhar para a terra abaixo, penso que isso é no mínimo a maior evidência da existência do Deus dos meus pais, o fato de nosso mundo ser tão gigantesco que está completamente fora de controle, de que não podemos, de maneira alguma, ser tão grandes quanto nos sentimos."

Convergente foi um livro que conseguiu me surpreender bastante, mesmo que eu tenha ficado o tempo inteiro esperando pelo momento que eu já sabia que aconteceria. Me surpreendeu o mundo que a autora criou e todas as explicações que ela deu. Eu estava esperando pelas respostas todo esse tempo, desde o primeiro livro, mas nem de longe consegui imaginar o que estava acontecendo. Porém, eu esperava que esse livro fosse me prender mais. Tinham tantas novidades para serem reveladas, mas eu acho que a Veronica não soube desenvolver bem a história. Em mais da metade do livro, eu só o estava achando meio parado, meio chato, não consegui ficar animada como deveria. Só o final que me prendeu, e aí acabou.

Acho que o que mais me irritou foram os personagens. A Tris até melhorou do outro livro para esse, estava mais sensata e consegui entendê-la bem, exceto no final. O personagem que mais me incomodou foi Tobias. Esse nem de longe era quem eu conhecia. Não sei se foi o fato de poder acompanhar seu ponto de vista, saber tudo que se passava na sua cabeça, seus receios, suas lembranças, seus sentimentos; mas ele de repente tornou-se inseguro, frágil, instável e imprudente de uma forma que nunca me pareceu ser. Suas atitudes me irritaram muitas vezes, principalmente em relação à Tris. Outras personagens, como Christina e Cara, me conquistaram mais. Conhecemos vários personagens novos também e o tempo inteiro me perguntava quem era confiável e quem não era.

"— Ela me ensinou tudo sobre verdadeiros sacrifícios — continuo. — Que devem ser feitos por amor (...). Que devem ser feitos por necessidade e apenas quando não existem opções. Que devem ser feitos para pessoas que precisam da nossa força, porque não dispõem de força o bastante."

O livro é narrado em primeira pessoa, pela primeira vez pelos pontos de vista da Tris e do Quatro. A diagramação segue o mesmo padrão dos livros anteriores, fontes simples com tamanho confortável, páginas amareladas, e a capa também tem o mesmo estilo.
Por fim, foi um livro que gostei de ler, mesmo com alguns poréns. O desenvolvimento foi bem lento, os personagens estavam estranhos, aconteceram muitas coisas de que eu não gostei (incluindo vocês sabem o quê). Mas eu gostei de como tudo ficou no final, gostei de ter as respostas tão aguardadas, só não gostei muito do que foi necessário para isso. Acredito que tinha como as coisas serem diferentes. Ainda assim, dá para tirar alguns ensinamentos dessa história, principalmente que a vida nunca é como a gente gostaria que fosse e que precisamos aproveitar todos os momentos, além de estarmos preparados para tudo que tivermos que enfrentar.

site: http://www.sigolendo.com.br/2017/12/resenha-convergente-3.html
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Guilherme.Boiko 03/12/2017

Final execrável para uma trilogia aceitável
O primeiro livro é OK, admito. Embora seja uma leitura vagarosamente insuportável e desinteressante (ás vezes); a trama demora a engrenar e desenvolver-se, assim como todos os personagem abordados no livro, que são apenas peões superficiais a serviço da história. Exceto, é claro, pela protagonista que desenvolve-se e adapta-se diante das situações em que se encontra. O segundo é uma ponte consistente entre o primeiro e o último. A trama se estabelece de forma rápida e engajante com elementos MUITO mais legais a serem abordados. Além de um desenvolvimento e sagacidade adquiridos pela protagonista que são muito úteis durante a história. O terceiro livro destrói tudo isso. A autora e a história se perdem de uma maneira incrível. O livro é uma bagunça entediante, basicamente. A resolução da trama é simplesmente podre, preguiçosa e não faz sentido algum. Tris se torna uma personagem retrógrada e burra, que frustra o leitor ao não notar coisas óbvias que estão bem na cara dela. Tobias, como sempre, é um personagem raso, com uma subtrama rasa e chata. Além de não somar em nada com Tris, exceto a burrice.

1.5/5
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Fêh Araujo 19/11/2017

Não, não
Divergente é um livro meia boca, insurgente é um livro chato, MAS CONVERGENTE É UM LIVRO TOTALMENTE DESNECESSÁRIO! Parece que a mulher escreveu outro só pra chamar de trilogia. Eu não consigo entender o porquê de ela enrolar tanto em tudo, essa insistência irritante de colocar 500 páginas sendo que cerca de 50% do que ela escreve é totalmente dispensável! A cada capítulo que eu lia dava vontade de jogar o livro fora! A narrativa em primeira pessoa alternando o casalzinho é ridícula, chata e fiquei sem entender porque a autora fez isso, já que nem dá para perceber a diferença, ela faz os personagens pensarem tão iguais que chegam a parecer gêmeos siameses. Nem sei mais o que falar, é ruim e pronto.
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Rodrigojean 09/11/2017

;(
;( ;( ;( ;(
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morcega 01/10/2017

Um final sensato
Antes de começar o livro, eu já havia lido algumas opiniões acerca dele e sabia que muitas pessoas não gostaram tanto assim do último livro da trilogia Divergente. Felizmente, não concordei.

Ele é, sim, bem diferente dos anteriores. Pensei muito a respeito disso, se era a história que tinha perdido força, e então percebi que, assim como os personagens, eu havia me apegado muito ao sistema de facções.

Resenha completa no blog:

site: http://www.leituranoturna.com/2017/10/resenha-convergente.html
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Nanda 16/07/2017

Bom livro
Eu estava apaixonada pela trilogia e o terceiro livro começou como o segundo: cheio de ação. Aqui porém, não são disputas entre as facções, mas sim entre o que existe lá fora da cidade e a cidade em si.

Tris e mais algumas pessoas conseguem sair da cidade e o que descobrem lá fora da cidade os surpreende, fatos que achavam que era verdade não são, descobrem sobre suas origens, descobrem o que verdadeiramente representa a cidade.

O livro é cheio de ação e de planos mirabolantes. Tudo é desvendado aqui. O final me emocionou, apesar de eu não ter gostado de uma parte que obviamente não contarei a vocês qual é.

A trilogia fecha com chave de ouro mas o terceiro livro não entra para meus favoritos como os dois primeiros. Termino a leitura doida de saudade da Tris e do Quatro, querendo virar amiga deles, querendo entrar nessa história cheia de interesses obscuros e coragem por parte dos personagens.

O livro deixa um recado bem interessante para nossas vidas: como ser fiel aos nossos pensamentos, valores, caráter e como tirar coragem da onde pensamos que não tem. Precisamos ser corajosos nessa vida, precisamos enfrentar de frente nossos medos e nunca trais nós mesmos.

site: http://trilhas-culturais.blogspot.com.br/2016/05/resenha-convergente.html
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ntampinha 08/07/2017

Após a revelação da mensagem de Edith Prior, a sociedade baseada em facções desmorona e Tris descobre que há algo a mais do lado de fora de Chicago. A população fica dividida entre aqueles que apoiam Evelyn e seu novo governo tirano, e os que acreditam que a retomada das facções é a melhor escolha. Mas para algumas poucas pessoas, incluindo Tris e Quatro, retomar as vidas de antes é uma tarefa quase impossível, sabendo que existe algo além dos muros. E a partir disso, Tris e seus companheiros partem em busca do desconhecido, ultrapassando os limites de Chicago e ganhando um mundo novo, numa empreitada que trará revelações chocantes, capazes de desintegrar tudo o que eles achavam que sabiam e abrir o caminho para a verdadeira verdade.

Como desfecho para a distopia, Veronica Roth escolhe desconstruir tudo o que os leitores descobriram até Insurgente e mostrar que a realidade de sua história é ainda maior do que o esperado. Contudo, achei o livro muito enrolado. A "grande verdade" foi revelada e não contente com isso, a autora ficou repetindo-a por vários e vários capítulos ainda, fazendo diferentes personagens ruminarem a informação e sempre chegarem ao mesmo ponto (até porque, não tinha como chegar a uma conclusão diferente), e achei isso bastante chato. Os relatos sobre a divergência de Quatro foi uma sacada bem interessante, mas não justificou a demora do enredo avançar, quando obviamente o momento e o local onde os personagens estavam, não tinham nada a oferecer.

No geral, Convergente é um livro meio parado e tenho que ser franca, fiquei um pouco decepcionada, vim toda empolgada para este último volume da trilogia e no fim, não consegui sequer definir se gostei ou não dele. Li até o capítulo 15 por pura obrigação, pois até então a história não tinha me impressionado e a leitura estava monótona demais. A partir desse capítulo, as coisas começaram a melhorar, a leitura ficou mais fluída e minha opinião sobre o livro subiu para "bom", mas infelizmente a história terminou e minha impressão sobre o livro continuou sendo "bom".

A parte que mais gostei de todo o livro, foram os pontos de vista, que variavam entre Tris e Quatro. Achei super bacana conhecer a mente de Tobias, a forma com que ele encara toda a "grande verdade" e até mesmo o que faz quando está longe de Tris. Em certos momentos, achei a narrativa dele melhor do que a dela, principalmente no que se referia aos seus pais e conflitos internos, achei tudo muito legal.

Tris continua sendo uma pessoa determinada, apesar de pouco inclinada a perdoar, ela já entende o significado da palavra sacrifício e precisa fazer escolhas ainda mais difíceis e complexas do que em Insurgente. Caleb é corroído pelo remorso depois de seus atos na antiga sede da Erudição. Tobias continua fantástico, mas o romance entre os protagonistas deixa a desejar e como no livro anterior, acabou sendo um peso morto no enredo. E os demais personagens, bem, não mudaram muito com relação aos livros anteriores e por isso, não tenho muito o que comentar.

Sobre os finais dos personagens, não gostei do final da Tris, achei que ela merecia algo melhor ou pelo menos algo melhor descrito, já que ela era a protagonista. Também não curti o fim dado a Uriah, ele era o meu preferido, conquistando meu coração desde o primeiro livro e simplesmente não consegui aceitar o final atribuído a ele. O único encerramento que realmente gostei foi o de Peter, que pediu a Tobias uma "segunda chance" para poder deixar de ser mal, mostrando que malvados também podem querer melhorar.

Acho que não há mais o que acrescentar, a história não me trouxe tantas emoções como os livros 1 e 2, não teve o final épico que eu esperava, a emocionante "luta final" e, como mencionei antes, não consegui discernir se foi bom ou ruim. Mas acredito que será um bom entretenimento para os que começaram a trilogia e desejam seguir até o fim, assim como eu.

>>> Mensagem: Não foi uma tarefa fácil retirar um tipo de mensagem deste livro, mas enquanto escrevia esta resenha, no exato ponto em que falei sobre o final de Peter, me veio minha mente o "Yin Yang"... Peter, o garoto mal que enfiou uma faca no olho de Edward em Divergente, que tentou matar Tris e que mudou para o lado da Jeanine em Insurgente, simplesmente decidiu mudar. Quando sua maldade chegou ao seu ponto extremo, surgiu dentro dele o sentimento oposto, a vontade de ser bom, o que resultou no seu final em Convergente. Achei isso legal, pois mostra que uma pessoa nunca é absolutamente boa ou absolutamente má (até porque, a Tris não é lá um poço de "bondade", ela sabe ser má quando quer), os bons têm tanta capacidade de tornarem-se maus, quanto os maus têm de tornarem-se bons. Nossas vidas não são caminhos únicos, onde nascemos, crescemos e morremos como "bom" ou "mau", são as escolhas que fazemos que nos tornam uma coisa ou outra, e mesmo que tomemos o pior trajeto, ainda assim há chance de mudar, de tomar o caminho contrário e encontrar o bem dentro de nosso mau.
E para os que se acham perfeitamente bons, lembrem-se que não dá para ser "absoluto" ou "perfeito", reconheça os seus defeitos (aquilo que te torna mal, seja: raiva, egoísmo, preconceito, etc.) e tente superá-los, e não reprimi-los. As facções, durante toda a trilogia tentaram reprimir algum tipo defeito, o que acabou trazendo uma falha piorada: a Audácia reprimiu o medo e tornou-se cruel, a Amizade sufocou a violência e tornou-se passiva demais, a Franqueza tentou dar fim a mentira e tornou-se uma insensível, e assim por diante. Reconhecer nosso lado mau (defeitos) é o primeiro passo para o autoconhecimento, e com este conhecimento, teremos uma real oportunidade de "superá-los", pois é muito mais fácil diminuir o seu defeito quando você sabe que ele está ali, do que quando tenta escondê-lo.

>>> Opinião Final: Não foi o que eu esperava. Tive uma leitura meio monótona, que acabou me decepcionando um pouco, mas vale a pena ler para saber como a aventura de Tris e Quatro irá terminar. Recomendo com ressalvas! A trilogia no geral é boa, o primeiro livro é o melhor de todos, a qualidade cai um pouco no segundo e ainda mais no terceiro, mas acho que eu recomendaria a um amigo, sim.
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