Doutor Sono

Doutor Sono Stephen King
Stephen King




Resenhas - Doutor Sono


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Rick 01/10/2014

Uma das melhores continuações que já li.
O que falar de "Doutor Sono"? Todos nós, fãs do mestre, queríamos saber como andava a vida daquele garotinho que sofreu tanto no Overlook. E ainda bem que ele decidiu contar essa história, nem tão feliz assim, 30 anos depois. É um livro que irá fazer você ficar preso, até o desfecho de uma história lindíssima de um homem e de uma menina. Um homem que sofreu devido à infância difícil e uma menina que sofre devido a um dom indesejado. Um livro sobre horrores ocultos que podem ser piores que a morte. Mas Doutor Sono não é um livro de horror, somente; é um livro sobre superação, redenção, arrependimentos, amor e o ciclo da vida.
Beth 30/12/2014minha estante
Exatamente. Concordo contigo. Continuo sendo uma leitora fiel e adoro quando S.K. fala comigo!


carolina.lima.56211497 14/01/2015minha estante
Descrição perfeita ^^


Clau 27/04/2015minha estante
Isso ai, gostei da sua resenha e esta ótima mesmo. Não achei um livro aterrorizante como O Iluminado, mas eu gostei de como o mestre me prendeu desde o começo até o final que chorei muito. Vale a pena ler, mesmo pra quem não esta acostumado com esse gênero.




Marco 25/11/2014

Doutor Sono...muito sono.
Brincadeiras a parte, não posso deixar de demonstrar o quão descontente fiquei já no meio da leitura.
A continuação do maior livro de horror/sobrenatural já escrito, não chega nem aos pés do que foi prometido. Enquanto o "Iluminado" possuía personagens cativantes, clima claustrofóbico que nos fazia temer por suas vidas e ainda conseguia deixar marmanjos olhando sobre os ombros durante o processo de leitura (sim eu confesso), Doutor Sono nos deixa bocejando boa parte do livro.
Nessa continuação, seguimos Danny Torrance (o garoto sobrevivente do ocorrido no Overlook) por várias fases e idades de suas vida, de forma contínua. Ele ainda é assombrado pelos fantasmas e pelas experiências horríveis ocorridas no Hotel e acaba por tomar o mesmo caminho do alcoolismo que atormentou seu pai (Jack Torrance). Se instalando em uma pequena cidade de New Hampshire e ciente da decadência de sua vida, Dan começa a frequentar os Alcoólicos Anônimos e trabalha em um asilo na cidade como "Doutor Sono". Auxiliado por um gato,ele ajuda idosos com seus dons paranormais de "iluminação" na passagem da vida para a morte. É ai que uma garotinha com dons maiores do que Dan surge na trama da história, cruzando seus destino com o "Verdadeiro Nó" - um grupo quase imortal que se alimenta da "iluminação" de crianças que possuem dons paranormais.
Quando fiquei sabendo que haveria uma continuação sobre a vida de Dan Torrance, fiquei com receio de ler, pois não queria que minha experiência com "O Iluminado" fosse estragada. E é dai que mesmo depois de ler, posso tirar isso como ponto positivo: a continuação não estragará seu antecessor pela falta de uma conexão plena e essencial, bem como pela desvio no tipo de trama que a história tomou.
O início do livro e suas primeiras 100 páginas são impressionantes. O sentimento para fãs da obra antecessora - ao entrarem em contato com os primeiros anos de Dan Torrance após experiência traumática - será indescritível de prazeroso. O problema do livro começa quando a história de Dan se cruza com Abra Stone e o Verdadeiro Nó. A primeira acaba sendo mais uma criança estereotipada de Stephen King, e o segundo (os vilões da trama), não assustam nem criança de 4 anos. Exato, o Verdaeiro Nó é até "simpático".
Muitas pessoas não gostam de Stephen King, adjetivando-o de ser prolixo. Eu sempre achei suas descrições sua maior qualidade. E é o que falta em Doutor Sono. Situações mais cruéis poderiam melhor ser trabalhadas em prol do Verdadeiro Nó (como ele quase sempre faz), a fim de criar vilões mais repugnantes e assustadores que nos façam temer pela vida de Dan e Abra. Sem contar ainda, o fato de que o trabalho de Dan como "Doutor Sono" no asilo, é pouco explorado pelo autor.
Outro ponto negativo, é exatamente o que me dava receio e que provou ser uma das maiores falhas do livro. O livro poderia conter personagens diferentes e uma trama que nada tenha a ver com O Iluminado, que ele ainda seria a mesma coisa, pois da página 100 para frente, embarcamos em uma "aventura" que mais foca no lado sobrenatural das personagens principais, do que no clima agonizante e aterrorizante do primeiro livro.
As páginas finais ainda contém uma dose de emoção e uma conclusão mais do que satisfatória (excetuando-se uma descoberta digna de novela mexicana), com uma cena que poderia trazer lágrimas a fãs de "O Iluminado".
O grande ponto positivo a se destacar, é o próprio Dan Torrance. Mesmo na vida adulta, continua sendo um dos personagens mais carismáticos e idolatrados por mim como fã de King. Fãs do livro antecessor não se decepcionarão com o homem que ele se torna.
Para concluir, posso dizer que enquanto "Sob a Redoma", teve como maior qualidade ser muito curto (sim, um livro de 900 páginas foi considerado curto por seus fãs, pois queriam muito mais), "Doutor Sono" tem isso como maior defeito. Senti falta das habilidades descritivas de King, tanto para criar situações como para criar personagens mais marcantes. 400 e poucas páginas não foram suficientes e criaram uma leitura "light" e insatisfatória demais.
Uma pena.
Wilker Chaves 25/11/2014minha estante
Gostei muito da sua resenha e concordo com tudo o que você falou. Achei a criação do verdadeiro nó o ponto mais fraco do livro. O bom é que podemos não criar uma relação totalmente estabelecida com o primeiro livro, que, diga-se de passagem é uma obra prima do medo também. Foi bom saber o que houve com Danny nos anos que se seguram ao eventos ocorridos no Overlook. Abra era "poderosa" demais para enfrentar um inimigo tão, tão, como eu posso dizer? Estranho como o verdadeiro nó. Infelizmente é um livro razoável mesmo.


João Vyctor 04/12/2014minha estante
Achei a primeira parte do livro bem chata também, muito arrastada.Achei algumas coisas bem forçadas também. Mas no geral gostei do livro.


geo 19/01/2015minha estante
Gostei do livro. O King descreve bem a vida de um alcóolatra e assim como em O Iluminado, a importância do comportamento dos pais na criação de um filho. Dan cresceu como pai sendo que por ser iluminado teve uma chance de redenção. Quando chegou a Frasier cheio de medo e dúvidas ao olhar para o prédio do asilo Helen Rivington House Tony está lá e diz: ëste é o lugar certo". Foi muito bem escrito. O terror psicológico sofrido por Abra é bem interessante. O ponto fraco que eu acho é que a batalha foi relativamente fácil no final e não houve nenhuma baixa nos "bonzinhos". King sempre mata um personagem que a gente gosta, foi assim em It, Duma Key, Desespero e o Apanhador de Sonhos.


Mona 30/01/2015minha estante
Parabéns pela excelente resenha !!!!


Clau 27/04/2015minha estante
Quer saber mais sobre O Verdadeiro Nó leia Salem então. Eu gostei da trama e eu não esperava algo como O Iluminado até porque o mestre disse que não seria igual. O S. K. não só escreve horror/suspense e sim histórias cativantes, então não esperam que seja a mesma coisa, porque nenhum livro é igual o outro.


Michele 28/04/2015minha estante
Sempre fui contra a continuação de "O Iluminado". Pensei que o King estava sem ideias pra lançar uma continuação do que eu considero um dos melhores livros de terror/suspense que já li
A verdade é que tenho muitos livros para ler na minha lista e quando era criança/adolescente lia demais esse autor, e desde minha enorme decepção com "A Coisa", aos 17 anos, resolvi deixá-lo de lado.
Quando soube que sairia o "Dr. Sono", já havia decidido não ler, como citei na minha resenha para o livro "Celular".E sua resenha só corrobora a minha decisão. Prefiro ficar somente com o livro original na memória, que eu li aos 14 anos, e me impactou muito na época.


Guilherme 19/09/2019minha estante
Discordo plenamente.




Nastenka 16/01/2015

Surpreendente!
Quando terminei de ler O iluminado, logo engatei em sua continuação, Dr. Sono. Comecei um pouco cética, devido aos comentários que li a respeito na rede. Entretanto, a cada página virada, eu me sentia mais envolvida na história de Abra e Dan Torrance. É certo que este não tem a mesma gama de terror que aquele, mas cada um é perfeito em suas peculiaridades. Recomendo a leitura de ambos, de preferência um após o outro, para ter os detalhes frescos na memória.
Luciano 16/01/2015minha estante
Agora fiquei ainda com mais vontade de ler! =)


Nastenka 16/01/2015minha estante
Luciano, eu gostei!!!


Jonatan Sartor Mendes 31/01/2015minha estante
O Iluminado sempre foi um dos melhores, senão o melhor. Quando li pela primeira vez, há uns sete anos, confesso, com certo saudosismo, que me senti como se percorresse os corredores do Overlook junto com Danny. Este garotinho sempre ficou marcado em minha mente e o reencontrar agora 30 anos mais tarde acredito que será muito interessante. Resumindo, mal posso esperar para iniciar a leitura!




Jorge 13/02/2015

Danny merecia algo melhor
Vejam bem, sempre achei O Iluminado uma das três melhores obras de King. Não quero trazer qualquer lista de melhores do mestre nem nada desse tipo, mas ao que me refiro é que O Iluminado sempre esteve no TOP de Suspense/Terror da minha estante. Logo, quando soube da continuação, fiquei numa grande expectativa. Não sou daqueles que ficaram pensando, como tenho lido tanto por aí, "o que terá acontecido ao garotinho Danny", mas já que o autor propôs a continuação de sua história, logicamente, eu fui atrás.
As primeiras 100, 120 páginas são absolutamente brilhantes, e cheguei a comentar em alguns lugares que a continuação prometia muito. Até ali, Danny tinha o presente que parecia perfeitamente possível dado tudo que ele passou. Inclusive o resgate de alguns dos fantasmas e personagens do passado foi extremamente feliz. Bem, ficou na promessa mesmo. Depois que Danny se recupera do alcoolismo e começa a interagir com Abra e o Verdadeiro Nó, a história cai num simplismo assustador. Diálogos pobres, pouco elaborados, situações que se resolvem em duas páginas, vilões da Disney, conversas telepáticas que não me desceram, enfim... não gostei mesmo. Até mesmo a introdução do Overlook na história me pareceu bastante forçada.
O Iluminado não merecia continuação. O Iluminado era um clássico de terror que começava e terminava em si mesmo, e que ele sozinho se bastava. Doutor Sono vai passar para o rol dos livros que não mereciam ter sido escritos, embora esteja longe de um livro ruim, mas perto de O Iluminado, ele é.
Manu 25/02/2015minha estante
EXATAMENTE o que eu senti lendo.


Dan 09/03/2015minha estante
Concordo com você!


Michele 28/04/2015minha estante
Muito boa a sua resenha, eu também jamais me perguntei o que teria acontecido com o Danny, nunca me passou pela cabeça saber a respeito da vida do personagem após o Overlook.Pra mim "O Iluminado"( concordo contigo, um dos melhores livros de terror/suspense) é um livro fechado, sem margens à continuações.
Quando soube que sairia o "Dr. Sono", já havia decidido não ler, como citei na minha resenha para o livro "Celular".E sua resenha só corrobora a minha decisão. Prefiro ficar somente com o livro original na memória.


Manô 30/04/2015minha estante
O Verdadeiro Nó não me convenceu e eu estou penando pra continuar a leitura que comecei em dezembro, mas com peso na consciência de abandonar um livro do Stephen King. :/




Bruno 31/07/2016

Danny agora é Dan
Apresentação

Olá, nessa resenha falaremos um pouco sobre a continuação de uma das maiores e mais aclamadas obras literárias do mestre do horror, Stephen King.
A ideia da continuação de O Iluminado partiu em um tour de promoção do livro Saco de Ossos, no qual durante uma sessão de autógrafos, um cara qualquer perguntou ao autor:

"- Ei, você faz ideia do que aconteceu àquele garoto de O iluminado?"

O autor mesmo afirma que já tinha pensado nisso, como também pensava no que teria acontecido com o pai perturbado de Danny se ele tivesse descoberto o Alcoólatras Anônimos, em vez de tentar se virar com a chamada "sobriedade de alta tensão".
Stephen também menciona como a ideia o perturbava, pois sempre existiria comparações entre as obras, o que elevava o nível de insegurança no momento de escrever. Comparações, neste caso, são inevitáveis, mas O Iluminado e Doutor Sono são duas obras completas, boas e totalmente distintas. O que elas tem em comum? Foram escritas por um cara genial, um exímio contador de histórias.

Venham, voltem ao Hotel Overlook e conheçam o futuro do garoto Danny Torrance, o Iluminado.

Resenha

O garoto sobreviveu aos acontecimentos do inverno no Hotel Overlook. Com sequelas físicas e mentais, sua mãe e ele vivem com uma generosa quantia de dinheiro vindos de uma indenização pela explosão da caldeira do hotel. Os fantasmas que o assombravam no Overlook se mudam junto com a família, e mesmo morando a milhares de quilometros de distância, o garoto ainda é perseguido pelos velhos e horripilantes hóspedes do hotel.

“--- Uma hora se percebe que não adianta ficar mudando de lugar. Que você se leva para onde for.”

No salto da história, o garoto cresce. Danny não é mais Danny. É Dan. O protagonista, para seu próprio desespero, se descobre a figura do pai: Alcoólatra incontrolável e com um temperamento agressivo e auto destrutivo. Com inúmeras brigas de bar e diversos apagões pelas bebidas, Dan acaba fichado na polícia. Diferente do pai, ele encontra na bebida uma saída para suprimir os poderes da iluminação. Com pesadelos terríveis e visões que misturam o real e o irreal, Dan não aguenta a pressão e cede ao alcool, até que chega ao fundo do poço.

“--- A mente era um quadro-negro. E a bebida, o apagador.”

Escrever mais sobre a história comprometeria a experência do leitor interessado. Demorei a ler por ser do grupo que era contra a continuação. Pensava eu que O Iluminado já era uma obra fechada e que a história de Danny e de sua família fora bem contada. Encontrei nas primeiras páginas um livro muito assustador e sombrio, o que me deixou empolgadíssimo do que estava por vir. Mas Danny cresce e a partir daí o livro muda de tom. O sombrio desaparece de imediato, e acabamos acompanhando um tipo diferente de história, muito mais puxado para um suspense do que para um livro de horror psicológico.

Isso é ruim? Não achei. Por quê? Pelo simples fato dos personagens serem muito, mas muito bons. Durante essa saga de Dan, somos apresentados a uma fantástica criação do Mestre King. Abra Rafaella Stone é uma criança iluminada, uma personagem muito bem construída e cujo poder é imensamente maior ao que Dan experimentara quando ele próprio era criança. Mesmo vivendo com esse enorme dom, Abra, ou Abba-Du, como é carinhosamente chamada pelos pais, tembém vive o terror de ser adolescente. Com coisas estranhas que acontecem ao seu redor, a garota tenta ao máximo não deixar seus pais sentirem seus anseios e evita em demonstrar seus poderes por saber o quanto de medo isso gera em ambos. Aliado a isso, tem o fato de Abba-Du se sentir sozinha, pois enquanto cresce se vê com poderes únicos, no qual em sua cabeça, apenas ela os possui.

O entrelace dos personagens, a partir do momento em que Dan a conhece se desenrola de uma maneira muito natural. Ele próprio se tornou uma pessoa muito carismática ao crescer. Foi muito facil gostar dele como gostávamos no primeiro livro e isso foi um grande alívio para mim. As vezes, gostamos deixar as coisas no passado para não estragar nossas experiências, mas não foi esse o caso com o nosso protagonista. Dan vira para a garota o que Dick Halorann foi para ele um dia. Um mentor. E as cenas de poderes partilhados e a iluminação sendo usada por dois áses do assunto trazem uma dinâmica muito poderosa para a narrativa. Abba-Du, como Dan, cresce e aos olhos de todos vira Abra Stone, um um ser de poderes e forças inimagináveis.

"--- Só que ela é muito, muito mais forte. Eu já sou bem mais que Billy, e ela me faz parecer um vidente de quermesse."

O ponto alto foi a introdução do lado vilanesco da história. O grupo conhecido como O Verdadeiro Nó, liderado pela lindíssima Rose O'hara, a Cartola. Um enorme grupo de nômades que parecem ciganos pelo fato de viverem em trailers e nunca em um ponto fixo. Itinerantes, sempre seguem pessoas iluminadas a fim de sugar a energia vital, na qual eles intitulam de “Vapor”. Essa introdução de vampíro psíquico, é um excelente ponto, pois o grupo se mantém imortal enquanto consegue se alimentar, e muitos detalhes do longínquo passado dos seus membros são jogados através dos capítulos. Outro ponto forte são os codinomes de cada participante desse poderoso grupo. Temos o grande ancião, Vovô Flick, cuja idade é desconhecida, mas sabe-se que está vivo desde a idade média. O rastreador de iluminados, Barry China age sempre como batedor. Jimmy Contas é um expert de aparatos tecnológicos. Andi Cascavel utiliza de um raríssimo e poderoso dom da hipnose e Papai Corvo, o charmoso e porta-voz do grupo, sempre seguindo na linha de frente de todas as negociações do grupo. Ao contrário dos ciganos, o Verdadeiro Nó é um grupo bilionário, apoiado por diversas empresas de fachada, sempre com documentos legais e que vivem sempre dentro da lei com o intuito de nunca chamarem a atenção.

“--- A vida era uma roda, seu único dever era girar, e ela sempre voltava ao ponto de partida.”

Doutor Sono agrada desde que você não busque comparar os dois livros. Sente e encare esse como mais um livro. Um livro com um pequeno diferencial de que você já ouviu falar sobre esses personagens antes. A única crítica que tive é sobre a mudança de tom. Embora o conceito do Verdadeiro Nó seja um pouco assustadora, a forma que é descrita não amedronta, tornando o livro um bom suspense com elementos sobrenaturais, mas nada que te faça perder o sono.

E vocês? Gostaram da continuação de O Iluminado? Acham que King deveria repetir a dose e dar a algum dos seus clássicos mais uma continuação?

“--- Eu mudei as coisas. Precisava mudar. Sabe por que? Porque agora é diferente. Porque o passado passou, embora defina o presente”

Quero aproveitar para parabenizar a arte de capa da Editora Suma de Letras. O tom de vermelho usado e as fontes em forma de vapor deram um toque especial no livro, mas ainda temos um sonho de vermos os livros de King em capa-dura, como as excelentes edições americanas.
Dri 25/10/2019minha estante
Eu amei Doutor sono, achei melhor que O iluminado kkkkkk




Cheiro de Livro 19/05/2015

Doutor Sono
Quando em 1977 Stephen King lançou “O Iluminado” estava começando sua carreira. Era um escritor com vários contos publicados em revistas e apenas dois outros romances nas livrarias: “Salem’s Lot” e “Carrie”, que salvou sua vida ao lado da esposa Tabitha e seus filhos, Naomi e Joe. Foi “O Iluminado” seu primeiro best-seller e o livro que o consagrou como um grande autor de terror. Naquela época, King lidava com problemas com álcool e drogas, para ele eram o combustível necessário para manter sua mente desperta o dia inteiro, quando varava noites escrevendo e criando mundos assustadores. Essa combinação e uma visita dele com sua família a um antigo hotel perto do inverno, serviram de inspiração para o, talvez, seu livro mais famoso, principalmente para a criação de Jack Torrance, o pai de família que fica responsável pelo Hotel Overlook durante o rigoroso inverno no Colorado. Jack, assim como King, é um escritor viciado, que precisa desse emprego para manter a família, sua esposa Wendy e seu filho Danny, que possui poderes paranormais. O macabro hotel está repleto de fantasmas e uma energia negativa que logo contamina Jack, que perde o controle.
“O Iluminado” é um livro pesado com personagens tentando sobreviver a um período muito ruim de suas vidas, uma vida que quase é a mesma que King teve. Essa é a sua maior qualidade, transformar a vida cotidiana, os problemas comuns, em histórias de terror. O medo está no fato de Jack não conseguir se livrar do vício, de não conseguir um emprego, de ter que sustentar uma família sem recursos.
Então, 36 anos depois, King decidiu se redimir com Danny Torrance, o filho de Jack, que precisou enfrentar o pai e todos os terrores do Overlook durante sua infância. O autor decidiu contar o que aconteceu a ele e como vivia com seu “poder”, no livro Doutor Sono (2013, tradução Roberto Grey, Editora Suma de Letras, 480 páginas).
Logo no prólogo o livro nos mostra como Wendy e Danny sobreviveram ao Overlook, vivendo em um trailer. Mas o menino continua sendo perturbado por pesadelos, visões e vozes, além de alguns fantasmas do Hotel que continuam ao seu redor. Dick Halloran, o antigo chef do Overlook, faz uma participação especial, ainda como mentor de Danny, para ensina-lo a como lidar com sua iluminação. O menino aprende a guardar seus medos e fantasmas num baú mental. Durante um bom tempo, Danny, agora Dan, médico, percorre seus dias lidando com alcoolismo e drogas, como forma de abafar seu poder. Sem emprego, vivendo de bicos e mudando de cidade em cidade, Dan chega ao fundo do poço e foge para New Hampshire, onde começa a trabalhar como ajudante numa atração de parque de diversões e passa a frequentar o AA. É o início de 2001 e perto dali nasce Abra Stone, uma menininha muito especial com o dom da iluminação, que se manifesta desde seus primeiros dias de vida.
12 anos se passam e Dan agora trabalha na casa de repouso local, livre de seus vícios, o médico fica famoso por a tornar menos traumática a hora da morte para aqueles que estão morrendo, por isso ganha o apelido de “Doutor Sono”. Ao mesmo tempo, Abra tem uma vida normal como adolescente, tentando esconder seus poderes, que são muito mais fortes que os de Dan. O problema é que existe um grupo de seres sobrenaturais imortais, o Verdadeiro Nó, formado por vampiros de energia que se alimentam da energia de crianças paranormais. A líder do grupo, Rose, a Cartola, descobre que Abra é muito poderosa e que seus poderes alimentarão todo o grupo, deixando-os saciados por muito tempo. O pediatra de Abra conta sobre os poderes da menina para Dan, que os aproxima, levando o médico a se unir a menina contra o Verdadeiro Nó, em uma batalha final entre o Bem e o Mal.
Não há a mínima dúvida que Stephen King escreveu Doutor Sono como uma forma de se redimir com Danny Torrance, o menino que sofreu tanto em suas mãos durante “O Iluminado”. Afinal ele é um novo escritor, livre de seus próprios demônios, por isso, seria justo que ele desse a chance a Danny de se livrar dos seus também. Ver, no início do livro, Danny se tornar Jack é assustador, como um deja vu ruim, que não queremos reviver, mas o ponto de ruptura do personagem é forte e traumatizante tanto para o ele quanto para o leitor. O momento em que Dan acorda no apartamento de uma mulher viciada, com pouco dinheiro e um menininho, quase bebe ainda, brincando com o resto de cocaína que ficou em cima da mesa da sala, é uma cena muito pesada até mesmo para os mais fervorosos fãs do autor. Definitivamente King sabe muito bem como tornar a vida real em um pesadelo pior que aqueles já criados por ele. Essa cena persegue e atormenta Dan muito mais do que a mulher morta na banheira do quarto 217 ou qualquer outro fantasma do Overlook.
Abra Stone, a fofa e esperta menina iluminada de 12 anos, é a parte do King que não envelhece, que se mantém atual e completamente em sintonia com o mundo que vivemos. Os gostos de Abra, as citações a cultura pop de hoje, como “Game of Thrones” e “Os Vingadores”, são uma prova que do alto de seus 67 anos King não perde seu gingado. Seus medos, seus gostos, seus pensamentos nos maravilha com quanto ele consegue ser fiel a como uma menina de 12 anos em 2013 deveria ser.
Mas é Rose, a Cartola, que mostra que o antigo King, o mestre do terror, o criador de vilões aterrorizantes, continua vivo e muito bem. Ela é o lado negro do autor, que esperamos que nunca morra. Tanto Rose, quanto toda a ideia do Verdadeiro Nó, são King em sua essência, porque nenhuma outra mente conseguiria pensar em um grupo de vampiros que se alimentam de crianças sobrenaturais, sem nenhum remorso e com requintes de crueldade. Só mesmo o criador do Pennywise.
Doutor Sono despertou sentimentos conflitantes em mim, reconheço que foi porque “O Iluminado” é um dos meus livros favoritos entre todos os que já li. É sombrio, pesado, com personagens fortes, sofridos, cheios de ressentimentos. Um romance gótico moderno em sua melhor definição e totalmente compreensível porque foi o que tornou King um dos maiores autores do gênero, de sua geração, se não o maior. A sua continuação começa pesada, carregada ainda daquele ressentimento antigo. Mas então ele se redime, Dan encontra uma luz no fim de seu túnel e entende que precisa usar o seu dom de uma forma positiva.
Achei que sentiria falta de Jack Torrance e toda a sua raiva, mas King criou Rose, uma mulher com a mesma ira e até mais cruel, porque Rose não se ressente, ela quer sobreviver e acredita que sua raça é muito mais antiga e importante que a que habita o planeta.
E aí ele nos deu Abra, a simpática garota iluminada, que pega na mão de Danny e mostra por qual caminho seguir. Que ao contrário daquele Danny pequeno e assustado, Abra é bem esperta e sabe muito bem como se defender.
A redenção de King me incomodou no início, mas então entendi: Ele precisava disso, ele precisava pedir desculpa a seu antigo eu por tudo que havia passado, e foi na forma de Danny que ele encontrou como o fazer. Dan Torrance é o novo King, aquele que lutou para continuar sem as drogas, para brilhar sóbrio, para enfrentar os obstáculos e provar que ainda consegue ser tão brilhante quanto há 37 anos. Doutor Sono não é marcante apenas por ser a continuação de “O Iluminado”, é também a volta de King a antiga forma, o início de um novo ciclo, o capítulo seguinte de uma grande história de superação.

site: http://cheirodelivro.com/doutor-sono/
Melvin Siqueira 25/07/2016minha estante
Sensacional!
Essa comparação com a alma e espirito do King... Esplêndido!
E além disso, o livro é muito bom!




Craotchky 06/06/2016

REDRUM
"- Abaixe a voz - disse Dan, sem se virar. - Você está na presença da morte."

Sabe o que eu esperava de Doutor sono? Não sabe? Pois é, nem eu.

Vou logo dizendo que este é o quadragésimo livro que li do autor. A primeira parte do livro inicia somente na página 51. Bem, então o que vem antes? Nas páginas anteriores, precedendo essa primeira parte, vem "Questões preliminares", título bastante sugestivo, diga-se de passagem. Essa é uma parte importante pois nela King relembra, de forma curta e rápida, os últimos acontecimentos narrados em O iluminado.

Assim, passa pela vida atual de Wendy e Danny Torrance e relembra personagens centrais da primeira história. Desta maneira o autor faz uma eficiente conexão do livro de 1977 com Doutor sono; o leitor é inserido nesse novo livro e fica pronto para a sequência. Steve logo destrói Danny, o menino, e apresenta Dan, o adulto, e emprega nele sua aparente capacidade ilimitada de construir um personagem complexo e completo, único, singular. Conhecemos então Dan Torrance, o adulto, que de herdou do pai,

"A única coisa que Jack Torrance gostava mais do que um gole, era uma dúzia de goles."

além de péssimas memórias, uma queda pela bebida. Vemos um Dan alcoólatra, frequentador de bares, e dado ao sexo casual com a primeira que lhe aparecer pela frente. Aliás, a vontade de beber persegue Dan por todas as páginas, até o fim, assim como as terríveis lembranças do Overlook.

Somos então apresentados aos demais personagens, com atenção especial para Abra Stone, A iluminada, que dividirá o protagonismo da história com Dan. Posteriormente conhecemos o Verdadeiro Nó, um grupo, ou talvez uma seita, que será relevante na trama do livro, e a sua líder, Rose, a cartola.

"A América era um organismo vivo, as artérias eram as rodovias, e o Verdadeiro Nó corria por elas como um vírus silencioso."

Muitos acham Steve prolixo, e para ser honesto comigo mesmo, tenho que concordar que por vezes, várias vezes, em muitos livros, ele é; sobretudo nos menos famosos. Porém, em Doutor sono ele é direto e em nenhum momento notei partes desnecessárias. Notei, pois, um Steve mais moderno citando livros contemporâneos tais como: Jogos Vorazes, Guerra dos tronos e (quase não acreditei) Crepúsculo. Até na era tecnológica ele se aventurou: conexão 4G, iPhone, Angry birds, Facebook...

As últimas 150 páginas são eletrizantes. Boas surpresas acontecem e reviravoltas também. O final é Okay. O livro é excelente e merece os elogios que vem ganhando. Enfim, ao meu ver, já foi uma atitude corajosa de Steve dar continuidade depois de mais de 35 anos após a publicação do livro antecessor. Sem falar que O iluminado é um dos livros mais adorados dos fãs e essa continuação foi um risco e tanto...

"Gostei de encontrar Danny Torrance de novo e seguir suas aventuras. Espero que você também. Se este for o caso, leitor fiel, estamos bem."
Ana Paula Sinueh 06/06/2016minha estante
Então quer dizer que eu não preciso reler O Iluminado para entender o Doutor Sono? Faz muito tempo que li o primeiro e achava que não lembraria da história...


Craotchky 06/06/2016minha estante
Exatamente. Pode ir para Doutor Sono sem repassar as páginas de O iluminado. Diria até que nem é necessário ter lido O iluminado para ler este. São livros bem diferentes.


Ana Paula Sinueh 07/06/2016minha estante
Obrigada pela dica! E parabéns pela resenha.


Craotchky 07/06/2016minha estante
Capaz : )




Douglas 06/03/2015

Doutor Sono
Eu tenho certo problema com revisitar coisas que eu julgo serem obras-primas.
Alguns filmes são tão incríveis que eu prefiro não rever, por exemplo. Isso acontece com livros também. Lembro da sensação que eu tive, ainda garoto, ao entrar no Overlook pela primeira vez junto dos Torrance. "O Iluminado" é um desses casos que eu preferia não ter revisitado.

O que teria sido uma atitude completamente errada se eu tivesse seguido. "Doutor Sono" nos faz acompanhar mais uma vez Daniel Torrance, agora já um homem, e nos envolve em uma outra história que, na minha opiniao foi MELHOR que o próprio primeiro livro.

"Doutor Sono" é mais profundo, emocionante e envolvente que "O Iluminado" e isso vem de um fã incondicional de todas as páginas que retratam aquele inverno dentro do Overlook. Não caia no erro que eu quase caí e leia essa sequencia assim que puder.

Stephen King fez de novo.
Ana Paula 23/04/2015minha estante
Nunca li um livro do Stephen King. Um grande vacilo meu. Resolverei este problema. rs




Erica 22/07/2015

Doutor Sono - Stephen King
Li "Doutor Sono" após um bom tempo sem ler Stephen King. Não por falta de vontade, mas por falta de dinheiro mesmo, já que eram livros que além de ler eu queria possuir também.

Antes de lê-lo só havia tido contato com outros dois ou três do King. Após terminá-lo percebi que, realmente, a única coisa que tinha me mantido afastada dos livros do homem era essa necessidade de só lê-los quando fossem realmente meus. Porque, gente, Stephen King é absolutamente viciante!

"O Iluminado" possui uma história fantástica, com personagens muito bons, aquele tipo de personagem que você realmente se sente envolvido. E "Doutor Sono" não é diferente. Sim, o autor poderia simplesmente ter terminado com "O Iluminado", porque a história já era boa o suficiente por si só, deixando-nos com aquela curiosidade do que teria acontecido com o pequeno Danny Torrance.

Mas o Stephen King é tão legal e tão incrivelmente genial, que ele resolveu nos presentear com uma continuação, ou pelo menos com uma resposta ao que de fato aconteceu com o Dan após aquela bizarra estadia no Hotel Overlook.

E ficou muito bom. "Doctor Sleep" é realmente ótimo. A leitura te prende e você não consegue largar até ter chegado ao último ponto final do livro. O Dan adulto é tão inquietante quanto o Dan criança e te envolve junto com ele no emaranhado da trama tanto quanto estávamos envolvidos com a pequena família Torrance naquele fatídico in(f)verno de 1977.

Ver os desdobramentos do Dan quando adulto é realmente excelente. O Danny Torrance maduro, mas com os mesmo problemas com o álcool que o pai, entender o fator que o faz sair da vida decadente que o vício sempre o fazia voltar e acompanhar sua jornada até a sua nova vida e que o leva ao encontro da Abra Stone, uma criança também iluminada e uma personagem tão excelente e inquietante como todas as crianças que o Stephen King parece ter o dom de criar.

Certamente vale a leitura e totalmente recomendo!
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Blog MDL 07/02/2016

Stephen King resolve, após anos de insistência de seus leitores, sanar um dos tópicos de maior curiosidade de seus fãs: O que houve com o pequeno Danny Torrence, após a conclusão d’O Iluminado?

Antes de iniciarmos, é necessária uma ressalva: Doutor Sono é sim um livro de continuação. Diversos trechos, cenas e o próprio personagem principal fazem necessário que o leitor conheça a história de O Iluminado. E nem adianta apelarem para o filme, pois, além de ser bem diferente, o autor não gosta do filme do Kubrick e no epílogo de Doutor Sono ele mesmo avisa que não considera a obra cinematográfica como parte de sua história.

Obviamente então, a história vai nos contar como anda a vida de Dan. No prólogo temos a continuação imediata da história, e como algumas criaturas obscuras do hotel voltaram a assombrar o garoto, que aprendeu a se defender com seu amigo Dick Hallorann. Após isso começamos a dar um salto, onde vemos Dan já mais velho. O antes pequeno e inocente garoto agora se vê tragado pelo mesmo vício do pai, a bebida. Isto o torna praticamente um coadjuvante de sua própria vida, nunca se fixando em um local e nem mesmo criando vínculos com pessoas.

Tudo muda quando, em outra de suas fugas pelo país, ele é atraído para uma cidade em New England por seu antigo amigo Tony. Lá ele consegue um emprego temporário e conhece Billy Freeman e Casey Kingsley, duas pessoas que terão uma importância vital na vida de Dan deste momento em diante. Ao fazer então morada nesta cidade, passamos a acompanhar também o nascimento e crescimento de uma garotinha chamada Abra Stone. Abra é uma garota nascida quando Dan já se encontrava em New England, ela é iluminada, com uma habilidade ainda mais poderosa que a de Dan, quando era mais jovem. Ela sempre impressionou seus pais com essas habilidades, tanto que resolveu, com o passar dos anos, evitar expor tais habilidades, na tentativa de apaziguar os temores de seus progenitores.

A vida da garota muda completamente quando, ao deparar-se com um folheto de crianças desaparecidas de um jornal, encontra a foto de um rapaz com o qual já havia sonhado e, na tentativa de descobrir o que houve com o rapaz, acaba por se revelar aos seus assassinos, o Verdadeiro Nó. Esse é o nome de um grupo de viajantes nômades que estão em constante movimento pelos Estados Unidos, só que a pacata e inofensiva imagem de viajantes ao estilo cigano esconde um segredo. Eles são pessoas que descobriram a imortalidade raptando, torturando e assassinando crianças iluminadas, absorvendo a essência de sua iluminação, o que eles chamam de vapor. A história desses personagens se mistura de um jeito perigoso, cabendo a Dan ajudar e proteger essa garota, enquanto enfrenta sua luta contra o alcoolismo e relembra de seu tenebroso passado.

Vamos a tudo o que me agradou nesse livro. Quem leu minha resenha sobre O Iluminado percebeu o quão sou fascinado e apaixonado por aquele livro. Foi meu primeiro contato com o King e, de longe, é o meu livro favorito do autor. Logo, minhas expectativas por esse livro atingiram níveis orbitais, o que nem sempre é bom.

King como sempre acerta muito bem quanto aos personagens. É muito interessante ele ter feito do Dan uma vítima dos vícios do próprio pai e, diferente do patriarca dos Torrence, ter resolvido lutar contra isso. A luta contra o alcoolismo de Dan é um dos pontos mais incríveis desse livro. É uma narrativa sutil e mesmo tempo que intensa, de como um vício pode tragar a pessoa por completo, independente do que a tenha feito começá-la.

Abra também é outra personagem que me trouxe um belo sorriso aos lábios. Ela é tudo aquilo que se pode esperar de uma adolescente de 13 anos, e ao mesmo tempo tem uma maturidade incrível. Ela é temperamental, explosiva e inconsequente, ao mesmo tempo em que é meiga, gentil e assustada. Que adolescente não se sente imortal e acima de todos e logo depois uma criancinha assustada, em algum momento da vida?

Os personagens secundários da história também acabam nos prendendo, como os pais e a bisavó da garota, ou mesmo Billy, Casey e o Dr. John, que tem um papel importante na trama.

Outra coisa que me deixou muito entretido foram as referências. Stephen King mostra que não para no tempo e que quer sempre atrair leitoras para seus romances, nos brindando com referências musicais diversas e mesmo literárias, que passeiam por George Martin, Shakespeare, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Jogos Vorazes, Crepúsculo, Edgar Allan Poe e até mesmo a séries, como Sons Of Anarchy.

Mas, como tudo na vida, nada é perfeito.

Uma série de coisas me incomodou no livro, apesar de achar que são coisas mais pessoas que por problemas com o autor.

Nas resenhas anteriores, sempre comentei sobre como King nos dá uma ambientação incrível, antes de nos trazer o terror da história. Essa característica persiste, ele passa sim diversas páginas nos apresentado a cenários e personagens da trama, que são de importância extrema para o desenvolvimento da história, porém, dessa vez, achei que ele foi mais depressa que o normal, como se ele estivesse com pressa em nos levar para as cenas de ação e terror. Talvez seja uma nova abordagem do autor (pois meus contatos com ele, com exceção e Joyland, se estendem apenas aos romances mais antigos), mas isso acabou me desapontando um pouco.

Mas acredito que o fato que me fez pensar que poderia ter um melhor desenvolvimento foi o Verdadeiro Nó. Temos explicações sobre o que são e seu modus operanti, mas me incomoda não sei como começou o grupo, ou mesmo me faz interessar por ele. Fora a líder, Rose, e a Andi, que só sabemos mais no prólogo, todo o demais membros parecem estar lá somente para encher o grupo, indo contra algo que o Mestre é expert, que são as caracterizações. Mesmo a Rose tem um desenvolvimento um tanto superficial a meu ver. Eles acabam não sendo aqueles vilões que “amamos odiar”, mas simples assassinos que merecem punição. Fora isso, a segunda motivação que leva o Nó a ir atrás da Abra me pareceu algo extremamente forçado. Tentando ao máximo evitar spoilers, eles já tinham um porquê para ir atrás da garota, era mesmo necessário uma doença, sendo que a causa da mesma me pareceu um tanto absurda, devido ao fato do grupo já caçar crianças há séculos?

E o “plot twist” da história também foi algo que considerei bastante desnecessário e que, honestamente, não acresceu em praticamente nada a trama.

Mas o que não se pode falar é que o livro é enfadonho. Temos boas doses de sobrenatural, autocrítica, ação, aventura e a reconciliação do próprio Dan com seu passado. Para pessoas mais emotivas, uma certa cena já no final do livro deixou meus olhos bem marejados...

Em suma, Doutor Sono é um livro que, a meu ver, poderia ter sido melhor trabalhado, mas que não deixa a desejar naquilo que se propõe a narrar, chegando a superar expectativas em alguns momentos. É um encerramento de uma história iniciada a 30 anos atrás e que povoou os sonhos (e pesadelos) de diversos fãs do autor.

E, citando o próprio Mestre: “Quando estiverem em estradas e rodovias da América, fiquem de olho nesses trailers. Nunca se sabe quem eles levam. Ou o quê.”

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/11/resenha-doutor-sono-por-stephen-king.html
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warley torres 16/01/2016

Que viagem!
Sou fã do SK, mas preciso ser honesto e dizer que o autor viajou legal na continuação do Iluminado. A promíscua até que foi interessante em contar a história de Danny como adulto e tal, mas o tema que abordou nesse livro não me agradou. Ele não tem a mesma pegada do Iluminado, nem aquela tensão e suspense, de longe considerei como um livro de terror. As pags tbm ficarem extensas o que foi extremamente desnecessário, só salvou a narrativa de SK que assim como em qualquer livro dele é bem gostoso de ler, pela escrita simples e familiarizada.
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Gabriela 17/10/2016

Personagens muito bem desenvolvidos em um enredo fraco demais.
O livro começou se desenvolvendo muito bem, em um ritmo legal e bem fluido. Acho que todos nós que tínhamos lido "O Iluminado" estávamos curiosos sobre o que aconteceu com o Dan depois do hotel Overlook e essa parte de mim ficou satisfeita com a narrativa do Stephen King tantos anos depois, porque como era de se esperar de um bom autor que ele de fato é, ele não escolheu o caminho mais fácil e sim o mais "cru" e realista. Pelo que conheço da obra do autor, que não é muito, tenho essa sensação de que ele se mantém muito verdadeiro a beleza e a feiura da natureza humana e que explorar a natureza humana dos seus personagens é de fato o que ele faz de melhor. A parte do livro que toca a vida do Dan depois do Overlook, assim como todo seu desenvolvimento ao longo da história, me deixaram bastante satisfeita. De fato esse era o ponto mais forte que podia ser explorado na continuação de "O Iluminado" e na minha opinião, foi muito bem explorado.

A parte sobrenatural do livro no entanto, me entreteve, mas não me convenceu. É muito difícil julgar uma continuação comparando-a com um antecessor tão icônico e bem construído quanto "O Iluminado". O clima de suspense que Stephen construiu com o hotel Overlook dificilmente poderia ser superado, ou até mesmo igualado em uma continuação... A sensação que tenho é que Stephen sabia disso e por isso nem tentou, focou na construção dos personagens e seus relacionamentos e deixou o suspense em sí em segundo plano. Apesar da premissa desse "núcleo" sobrenatural da história ser interessante e ter potencial, me decepcionei um pouco com o enredo e a forma como as coisas aconteceram, porque achei previsível demais, não emociona muito, em raros momentos você vai sentir medo ou aflição pelos personagens porque a narrativa se esforça muito pouco em demonstrar um perigo real, os acontecimentos conspiram muito a favor dos protagonistas e isso tirou um pouco da minha vontade de passar as páginas e descobrir o que iria acontecer e quando isso aconteceu eu fiquei me arrastando pela história muito lentamente, demorei demais pra terminar esse livro justamente pela falta de interesse por um enredo muito básico. Chega um ponto da história onde as coisas começam a ficar realmente lentas e repetitivas e muito centradas em aspectos que já foram abordados exaustivamente.

Eu não ouso dizer que essa continuação foi ruim, ou desnecessária, porque o próprio autor diz em uma nota no final do livro da necessidade que ele tinha de descobrir como o Dan viveu, o que aconteceu com ele depois de toda a tragédia do hotel Overlook, como aquilo impactou a vida dele e que tipo de pessoa ele seria em função de tudo isso. De fato esse aspecto foi muito bem desenvolvido o que por si só já faz o livro valer a pena. Mas "Doutor Sono" não consegue alcançar nem de longe a atmosfera e a genialidade de "O Iluminado" e eu esperava mais da história.
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Gus | @escritavo 22/01/2015

Sem palavras
Simplesmente incrível, King consegue criar um mundo novo depois de iluminado, que complementa o primeiro de um mono inimaginável
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Andresa Rios 07/08/2018

Curioso Caso de Sequência Melhor que o Original
Doutor Sono é, sem duvidas, um dos melhores livros de Stephen King. Apesar do vasto número de páginas e da óbvia deriva do autor em alguns pontos, tudo corre de uma maneira que, mesmo quando percebemos que estamos nos afastando da ação, não conseguimos odiar as interrupções.
É extremamente desconfortável ver aquele garotinho de O Iluminado já adulto, enfrentando uma vida suja de vícios e infelicidade. King consegue transmitir perfeitamente bem a agonia de de estar preso a algo ruim, sem poder - e não querer - sair desse algo.
Com o início do livro, logo entendemos que Danny tem uma mente ferrada em sua maior parte por conta de seu pai. Logo também imaginamos que, em algum momento, sua mãe também teve sua parcela de culpa, mas ao longo da leitura percebemos que não é bem assim.
Também percebemos a dificuldade que o personagem tem em seguir com sua vida mesmo após estar parcialmente no caminho certo para se livrar do vício, como se a qualquer momento ele pudesse voltar - o que, ao meu ver, também poderia ser uma referência ao som da iluminação, sobre a qual Danny não tem controle e que, muitas vezes, ou na maioria delas, aparece para fins ruins.
O livro é extremamente bem construído, com varias linhas de tempo e personagens que, de início, pensamos não uma conexão ao menos possível, mas, depois, acabam se encontrando.
É mais uma das obras eletrizantes de King, com uma batalha épica entre o bem o mal e diversas lições sobre amor, amizade e lealdade - todas sendo transmitidas tanto através dos mocinhos quando dos viloes.
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Cláudio 16/01/2015

Brilhante!!
Falar de Stephen King praticamente é falar de uma boa história.Mas a cada livro lido do mestre a habilidade de criar personagens cada vez mais cativantes e completos,a narrativa ao mesmo tempo detalhada e acelerada fica bastante evidente e em Doutor Sono não poderia ser diferente.A história poderia ter sido um fracasso,afinal reviver um grande sucesso pode não ser a melhor escolha.Mas é impressionante como King consegue se recriar a cada livro lançado.
Nesse livro King se arriscou em trazer de volta um dos personagens mais marcante de um grande sucesso seu:Danny Torrence.
Pra quem tinha curiosidade de saber o que aconteceu com Dan,King nos mostra como ficou sua vida depois dos acontecimentos no hotel Overlook,Nos deparamos com um Danny adulto,procurando encontrar o seu lugar no mundo e procurando deixar sua iluminação de lado.Tudo isso muda quando ele começa a trabalhar em um asilo no qual ele acaba ficando conhecido como Doutor Sono por ser capaz de dar aos pacientes uma morte tranquila através de sua iluminação(mesmo que as pessoas no asilo não saibam da sua iluminação).Tudo parecia tranquilo até que surge na sua vida uma garotinha chamada Abra que conta com uma iluminação fora do comum.Porém surge um grupo de pessoas denominadas O Grande Nó que caça crianças iluminadas pra tomar sua iluminação e assim conservar a juventude.Ao se deparar com os poderes de Abra,O Grande Nó tem como objetivo a captura imediata dela.
Junto de Abra,Danny busca uma maneira de destruir essa organização e ao mesmo tempo proteger sua nova amiga e ajudar-la a controlar sua iluminação.
Será que Danny será capaz de ajudar Abra a destruir essas pessoas?
Até que ponto Abra será capaz de controlar seus poderes?
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