A Desumanização

A Desumanização Valter Hugo Mãe




Resenhas - A desumanização


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Cleuzita 10/09/2020

Poeticamente melancólico.
Esse livro é muito bem escrito, mas me trouxe uma mistura de sentimentos. Ele também é poético, melancólico, pessimista, frio, constrangedor, amoroso e cheio de uma beleza triste. Não é um livro para ser lido em tempos de sofrimento e desesperança, ele já os tem o suficiente. Foi uma experiência especial cada parágrafo, descobrindo essa riqueza que é a escrita do Mãe, nessa língua igual e diferente que é o português de Portugal. Recomendo essa leitura para as pessoas que gostam de poesia e para os curiosos que aproveitam bem as experiências surpreendentes.
Felipe 10/09/2020minha estante
Ótima resenha! Me lembrou a sensação do Livro do Desassossego do, também português, Fernando Pessoa.




Glauber 18/08/2020

Narrativa poética profunda
Leitura concluída.

Livro 33 do ano: "A desumanização" - Valter Hugo Mãe

Foi minha primeira leitura do autor e já gostei. A linguagem carregada de poesia é deslumbrante. Aliás, essa linguagem ajuda a narradora e o leitor a passar pelas questões profundas da história, que, em essência, gira em torno da morte, ou melhor, do luto.

A história é sobre uma menina que perde sua irmã gêmea. E, no luto gerado disso, passamos a ver o seu lugar, a Islândia, e o mundo, por sua visão.

Obra sólida e bem tecida.
Giesteira_ 18/08/2020minha estante
Foi minha primeira leitura do Valter Hugo Mãe também. Desde então já li todos dele. Vale a pena seguir e, se quiser uma sugestão, leia A Máquina de Fazer Espanhóis. Passar da infância para velhice foi bem bonito pra mim.


Glauber 18/08/2020minha estante
Sem dúvida! Muito grato pelas dicas!




Heloíse 13/08/2020

Eu sou completamente apaixonada por tudo que o Valter Hugo Mãe escreve e acho que ele é o melhor escritor contemporâneo de língua portuguesa. A Desumanização é mais um ótimo livro do autor, apesar de não ser o meu preferido. É incrível como ele consegue colocar poesia em situações tão absurdas, em tanta crueza, como a morte e os flagelos da vida (o ruim é o vazio existencial que sobra depois de terminar de ler rs).
A última frase do livro resume tudo: "Quem não sabe perdoar, só sabe coisas pequenas."
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Luz 23/07/2020

Foi instintivo conhecer o Valter Hugo Mãe através desta obra. Há um ano, me pareceu muito necessário - e eu mal havia lido uma resenha ou sinopse, julguei pelo peso de nomear. Hoje arrisco dizer que foi uma das minhas leituras mais significativas. Uma riqueza de simbolismo, de poeticidade, de verdade. A desumanização se dá nos nossos processos de humanizações, e há tanto a perceber nisto que somos, e também no não somos, que me abisma pensar nas palavras que nos possibilitam. A beleza é feia, inegavelmente, e, a melancolia, uma forma de não estar só.
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Fabi 06/07/2020

Um livro bem pesado e estimulante ao mesmo tempo. Mesmo sendo uma leitura um pouco difícil de ser feita o livro me cativou a continuar lendo. Recomendo.
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m3n3z3s 28/06/2020

Livro delicado e intenso
Bom começar a resenha dizendo que A Desumanização foi uma obra que me impactou muito e o seu autor, Valter Hugo Mãe, apresenta aqui o seu talento elevado à máxima potência. A escrita poética, presente em outros livros, aqui é parte necessária da leitura (existem trechos que causam o ímpeto de reler vàrias vezes, como o da ?criança bonsai?, talvez minha passagem preferida do livro), e, como dito por muitos, parece que cada palavra foi escolhida a dedo.
A Desumanização é fantástico por saber trazer a dor do luto de uma criança, mesclando uma certa sabedoria com a ingenuidade.
Outro ponto forte do livro é o retrato da Islândia, hostil, que vai de cenário a personagem da obra.
A Desumanização traz reflexões sobre a morte, sobre família, e muitas outras coisas que só podem ser descobertas lendo. Vale a leitura.
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Joao.Ricardo 23/04/2020

Livro complexo
A DESUMANIZAÇÃO, de Valter Hugo Mãe.
Terminei de ler na semana passada e nessa semana é possível perceber como a narrativa que se passa na Islândia, sob a perspectiva de uma criança se espelha com nossa realidade brasileira.
O ponto central é a identidade feminia e todos seus desdobramentos. Entretanto, várias outras camadas são denunciadas para percebermos como a sociedade nos desumaniza e como nos mesmos vamos sofrendo esse processo de desumanização.
A identidade humana e suas particularidades vão perdendo a importância. E é isso que ocorre no Brasil atualmente o processo de desumanização é tão severo e arraigado nas políticas e discursos do atual governo que chegamos ao ponto de comemorar eventos que não condizem com as franquias democráticas fundamentais e tampouco com nossas particularidades humanas.
O livro toca pontos estruturais da essencia social e nos envolve na genialidade das palavras do autor. Nesse conjunto a leitura flui como um devaneio distante que nos permite ver a nós mesmos em uma realidade inospeta e desconhecida.
Boas leituras.
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Fernando 20/04/2020

VHM é um fenômeno da literatura mundial. Sua capacidade de articular narrativas de maneira a fazer o leitor se sentir participante da história é digna de o considerar um clássico.
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Gabriel 09/04/2020

Ótima escrita...
Sem dúvidas a escrita do autor é fabulosa, como se cada palavra fosse cuidadosamente escolhida para compor o seu raciocínio. Quanto a história em si, apresenta uma trama interessante, porém fica menos envolvente na segunda metade do livro. Este foi o meu primeiro contato com as obras do autor e em breve pretendo ler outra obra sua.
Milex 23/04/2020minha estante
lê o paraíso são os outros, é lindo


Cleuzita 03/05/2020minha estante
Já comecei a ler mas interrompi, nem sei o porquê, mas vou retomar.




Sara.Marques300 01/03/2020

Repeti: a morte é um exagero. Leva demasiado. Deixa muito pouco.
Contexto geográfico: Islândia (Vilarejo de pescadores)
Impressão: poético e profundo

A desumanização, conta a história de uma menina que aos 11 anos, a Eudora, perde a sua irmã gêmea (Sigridur). Desolada pela morte de sua mais fiel companheira, tem que aprender a lidar com a "morte", e o caos que ela causa. Esse é seu maior desafio.

"O meu pai, que era um nervoso sonhador, abraçou-me brevemente e sorriu. Um sorriso silencioso, o modo de revelar ser tão imprestável quanto eu para o exagero da morte. Comecei a sentir-me violentamente só". 344

Dentro de casa, sua mãe entra em um processo de negação tão grande, que encontra na mutilação um meio para lidar com a dor da perda da filha. O pai meio aéreo a isso tudo, tenta a sua maneira ajudar sua esposa e sua filha, mais fica nítido ao longo da história que ele também precisava de ajuda.

"Devias morrer, dizia ela ao deitar. A tua irmã está sozinha e não te pode vir acompanhar. Mas tu podes. Tu podes chegar à morte com tanta facilidade... Se não te acautelares, morres distraída. E eu respondia: não me peça para morrer mãe... O único longe para ti há de ser a morte. Perto da sua irmã".

Outros personagens compõem a história, alguns até desnecessários. E um deles, é o Einar, que com o decorrer do livro você percebe que apesar de ser bem mais velho que a personagem principal, quase da idade do pai dela. Ele tem comportamentos meio infantilizados. É juntamente com Einar, que umas das cenas mais impactantes é narrada. Dá uma boa reflexão/discussão.

"Einar dizia: a menos morta gosta de mim. Eu tinha pena do Einar".

"Menos morta", era como ela era conhecida. "Sofro por ti, e sofrer por ti ainda é a felicidade que me resta".

O processo de DESUMANIZAÇÃO, narrado.
"Desumanização, porque por muitas vezes para sermos considerados mais humanos, precisássemos ser menos humanos". (Valter Hugo Mãe).

Curiosidades: significado do nome das meninas
Eudora: resto.
Sigridur: esposa, ou a noiva, amada e bela.
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Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

A desumanização, Valter Hugo Mãe – Nota 9,5/10
Acho que é impossível ler apenas uma obra de Valter Hugo Mãe. O autor, um dos meus favoritos, consegue entrelaçar narrativas simples, mas intensas, com uma escrita impressionante. É como sempre falo: parece que cada palavra foi escolhida a dedo. Em A desumanização, essa fórmula se repete. Acompanhamos uma história contada por uma garota de 11 anos, logo após a morte de sua irmã gêmea. É a morte e o luto a partir da perspectiva de uma criança. Acostumada a compartilhar tudo com sua irmã, desde o nascimento, a dificuldade encontrada é em como viver como uma só. Halla passa ser a metade de um inteiro, a “irmã menos morta”. Diante desse episódio tão marcante, a protagonista passa a descobrir os segredos da família e do vilarejo em que vive. Não é uma leitura fácil, até mesmo pela sua alta carga poética. Alguns trechos exigem mais de uma leitura, mas aos poucos você se acostuma e acaba engrenando no ritmo e estilo do autor. O cenário melancólico de uma Islândia congelante consegue dar ainda mais profundidade à obra. “A máquina de fazer espanhóis” e “Homens imprudentemente poéticos” ainda são os meus livros favoritos do autor. Mas, como disse, todos os livros do autor merecem ser lidos!

site: https://www.instagram.com/book.ster
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Thiago Calado 20/02/2020

A desumanização
Livro incrível textos racionais, de tirar o sossego do leitor. Vou demorar dias para digerir esse livro.
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iana c. 04/07/2019minha estante
A narração é em primeira pessoa pela criança de 11 anos. Estranho seria se ela tivesse essa capacidade crítica de perceber os episódios traumáticos que estava vivendo. Entender que essa representação é uma romantização, por parte do autor, é por sua conta. A meu ver, essa maneira ingênua de expor uma situação absurda sem denunciar que ela é absurda é intencional para incomodar o leitor mesmo. Você pode preferir se abster de leituras assim, se não gostar, mas descreditar o autor ou a narrativa por isso não faz o menor sentido... Literatura é isso aí mesmo, ué.


Iara 28/07/2019minha estante
Mas o livro não é justamente para mostrar a desumanização?!


mreane 31/07/2019minha estante
Iara, p mim a problemática foi o autor romantizar o assédio/estupro, sabe? como se a criança tivesse sido ?cumplice? disso


Thadeu 02/08/2019minha estante
O que ocorreu com Halla, não é de fato uma desumanização ?


Thadeu 02/08/2019minha estante
O autor fez jus ao título, o que ocorreu com Halla, não foi de fato uma desumanização ?




Ellen - @anotacoesliterarias 26/06/2019

Melancólico e poético
A desumanização de Valter Hugo Mãe é um livro sobre o luto e tem uma narrativa melancólica, triste e poética.
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Ele é narrado em primeira pessoa por Halla, uma menina de 11 anos que está sofrendo a perda da sua irmã gêmea Sigridur.
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Após a morte da irmã ela passou a ser vista pelas pessoas como a menos morta, porque a irmã era seu norte, ela que dava voz as duas, que elaborava as brincadeiras, os passeios e quando ela morre, Halla fica sem rumo, sem saber o que fazer, nem como lidar com a dor da perda. O pai um poeta tenta consola-lá, mas ele é ausente, a mãe que está sempre presente, se entrega a dor e tem sinais de loucura que a assusta, fazendo com que ela fique muito mais tempo fora do que dentro de casa.
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No dia do sepultamento da irmã, falaram p Halla que ela foi plantada e ela passa a visitar o túmulo esperando que aquela semente brote e fica divagando sobre o que irá nascer ali. E, quando se dá conta que continuará crescendo e a irmã não, ela pede para o pai poda-lá como um bonsai para ela ficar sempre na altura da irmã.
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Sozinha, Halla acaba se relacionando com a única pessoa que a irmã pediu para ela manter distância, o Einar, um cara mais velho com retardo mental que tem um diálogo mais infantil que o da Halla, aliás os diálogos da Halla é tão profundo que as vezes nós esquecemos que ela é uma criança, mas quando isso acontece ela lembra o leitor que só tem 11, 12 ou 13 anos (o período que se passa a história) e que está sofrendo com perda da irmã.
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O livro é curto, tem só 160 páginas, mas é impossível ler rápido devido a profundidade dos acontecimentos nele narrados. Tem a perda, luto, abuso, negligência, mágoa, ódio...e a saudade.
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"Sofro por ti e sofrer por ti ainda é a felicidade que me resta."
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