Água viva

Água viva Clarice Lispector




Resenhas - Água Viva


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Marcos Vinicius 24/04/2019

Transcendental
Água Viva nos faz refletir sobre temas banais e cruciais da vida, tal como a morte e a existência humana através de monólogos confusos, sinceros e melancólicos da mente brilhante de Clarice. O leitor sente-se íntimo da autora, de suas opiniões, agonias e dualidades e é convidado arbitrariamente a mergulhar no caos do inconsciente clariciano. Uma leitura pra ser feita de corpo e alma!
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Sara.Ferreira 16/02/2019

Tava relendo as partes que destaquei desse livro e fiquei pensando. Clarice deve ter se divertido escrevendo. Ou então, sofrido muito. Incrível a vontade que às vezes a gente tem de ficar em silêncio por não ter as palavras certas, a personagem que Clarice inventa parece fazer o contrário. Não possui as palavras certas, não tenta possuir. É justamente a falta delas que faz o conjunto perfeito. O texto não descreve, não é explícito nunca, não é linear, não é lógico. As reflexões se misturam, não tem uma única coisa a dizer; ou tem múltiplas ou nenhuma. E ao fim, não se tem nenhuma conclusão, acho. Só se sente o indizível profundo da pintora, sem resposta.
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Bia Machado 08/01/2019

Leitura finalizada em 07/01/2019 - Como já sabia de algumas resenhas, não há enredo em Água Viva. E isso me fez iniciar a leitura com um certo receio, não me lembro de ter lido algo antes nessa estrutura de fluxo de consciência. Qualquer um pode pensar: "Ah, menos de cem páginas, vai ser tranquilo." Mas não, não foi. Cada página consumia toda a energia possível e a cada parágrafo eu tinha vontade de guardar aquelas palavras, destacar, fazer uma ilustração, não sei, tanta coisa... Destacar não dava, senão eu ia passar marca texto no livro todo, hahahah! Acho que vou eleger esse como livro de cabeceira do ano e ler um pouquinho dele a cada dia, de forma aleatória. Ainda quero ler outros livros da Clarice durante o ano, mas acho difícil outro dela que supere esse.

site: https://ottokebiancashi.blogspot.com
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Evy 06/10/2018

Um livro para poucos
Em um monólogo tenso e Kafkaniano, a autora tenta captar a essência da palavra em uma prosa poética, atormentada por suas confissões, sem rodeios e formalidades. A protagonista, uma pintora que se lança em infinitas reflexões, tenta gritar, transmitir, verbalizar, revelar seu âmago, esperando em vão que o leitor compreenda sua agonia.
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Daniel 25/09/2018

A fluidez da vida expressa em palavras
Publicada em 1973, quatro anos antes da morte da autora, Água Viva é de longe a obra mais densa, intensa e profunda de Clarice Lispector. Com uma estrutura complexa, que desafia os leitores incautos, o "romance" não possui um enredo: não há história a ser contada, apenas as reflexões de uma pintora incógnita (a própria Clarice?) acerca de si mesma e do mundo que a cerca.

Em Água Viva, o fluxo de consciência da protagonista atravessa os limites da forma e transforma-se em fluxo de vida, no mover sem limites, no it, na busca pela própria vitalidade da existência. Imbuída por uma simbologia ampla, que engloba os bichos, as flores e as forças primordiais da natureza, a obra submerge o leitor num turbilhão de sensações e emoções diversas, que estilhaça as formas e ultrapassa todos os modelos narrativos. Tem-se uma obra híbrida, romance nao-romance, cuja estrutura ora lembra uma carta, ora um monólogo, ora um poema em prosa, ora coisa alguma. É uma escrita do Nada, uma forma de tentar capturar e emoldurar o silêncio que se propaga nas entrelinhas do Ser.
A linguagem de Clarice, profundamente poética e enérgica, carrega em si toda a força da luta existencial que define cada um de nós. É uma obra escrita não para ser lida, mas para ser sentida. Para que, tal como na música, grave-se na mente de quem lê todas as sensações transmitidas e despertas. Uma obra única na literatura brasileira. Recomendo!
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Paulo Silas 13/05/2018

É possível tocar as palavras? Pegar nelas? Arrebatar aquilo que é escrito, que é dito, que é falado, que é transmitido? Para muito além de uma tentativa de captar o cerne da palavra, Clarice Lispector avança com êxito nesse ímpeto que atormenta o leitor e o escritor em "Água Viva". É uma espécie de livro confessional, onde a protagonista dialoga com o leitor sem qualquer máscara, sem rodeios, sem formalidades. É o "eu" e "você" puro e simples, onde o "eu" se revela em seu âmago, ansiando que o leitor ("você") compreenda minimamente aquilo que se busca dizer, transmitir, gritar, verbalizar. A (tentativa de) compreensão é justamente o ponto fulcral da obra - eis o desafio a ser enfrentado pelo leitor.

De que fala o livro? De ir além do possível, de superar a essência , de ir até o fundo da alma, de uma descoberta. Há um trecho bastante interessante que destaca algo que pode auxiliar nessa difícil revelação: "Este texto que te dou não é para ser visto de perto: ganha sua secreta redondez antes invisível quando é visto de um avião em alto voo. Então adivinha-se o jogos das ilhas e veem-se canais e mares. Entende-me: escrevo-te uma onomatopeia, convulsão da linguagem. Transmito-te não uma história mas apenas palavras que vivem do som".

"Água Viva" é um livro que agrada e atormenta. De que se fala? Compreendo? Captei a mensagem? Transmitiu-se a mensagem pretendida? Não posso dizer se a autora logrou êxito em tocar as palavras (as palavras como "coisa entificada"), mas posso afirmar que conquistou vitória em tocar o leitor.
Um livro belo e sublime. Vale a leitura!
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Jefferson Vianna 20/02/2018

Clarice ensinando-nos a pescar nas entrelinhas...
Na obra “Água viva” Clarice está aparentemente na busca de respostas e de sentido para viver... Trata-se de um livro enigmático, que fala nas entrelinhas e que nos questiona a todo instante sobre nossa existência, de onde nós viemos e para onde nós vamos? – “Terei que morrer de novo para de novo nascer? Aceito.” – Levei uns dias para terminar a leitura, o livro apesar de curto possui um fluxo constante de pensamentos e idéias que vão construindo todos os cenários da trama, exigindo-nos pescar nas entrelinhas... Clarice nos instiga ao descobrimento de nós mesmos, encorajando-nos a seguir a fluência de suas idéias sem interferências ou imposições. – “Quem me acompanha que me acompanhe: a caminhada é longa, é sofrida mas é vivida.” – Uma escrita desenfreada e introspectiva, é uma espécie de conversação, como se a autora desejasse gritar... Inevitável não fazer algumas pausas e respirar fundo para prosseguir com a leitura! E volto a repetir: Ler Clarice é função para poucos! Não é uma leitura fácil! No entanto, para aqueles que curtem uma poesia em prosa com uma pitada de questionamentos existencialistas, Clarice é certamente a melhor opção! Enquanto isso o meu amor por Clarice só aumenta... – “Mas se eu esperar compreender para aceitar as coisas – nunca o ato de entrega se fará.”
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syoji 04/02/2018

Leitura viva
De antemão, acredito que esta é uma leitura para poucos. Não pela complexidade da escrita, uma "poesia em prosa", mas sim pela plenitude de seu significado. Água Viva foi para mim quase um texto religioso ou filosófico, me ensinando e me fazendo refletir sobre muitas instâncias da vida. Curto e intenso.
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Tiago.Lopes 16/11/2017

Nada a Declarar

Creio ser meio redundante tentar esmiuçar em forma de resenha uma obra que se apresenta como um fluxo de consciência. Portanto, vou deixar transcrito um trecho que a meu ver consegue condensar todo o espírito do livro:

"A palavra apenas se refere a uma coisa e esta é sempre inalcançável por mim. Cada um de nós é um símbolo que lida com símbolos - tudo ponto de apenas referência ao real. Procuramos desesperadamente encontrar uma identidade própria e a identidade do real. E se nos entendemos através do símbolo é porque temos o mesmos símbolos e a mesma experiência da coisa em si: mas a realidade não tem sinônimos."
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Andressa.Junges 08/08/2017

Totalmente fora da zona de conforto
Gente que livro louco!

Água viva é um poema em prosa da Clarice Lispector. Um livro bem curto, mas muito denso! Este texto é narrado em primeira pessoa, e esta esta passando por uma transição entre pintora e escritora. Ela esta escrevendo uma carta com suas confusões e sentimentos. Ela está feliz, triste, plena, é tudo e ao mesmo tempo nada.
O livro promove momento de reflexões e é muito bom, mas muitas vezes denso.

A leitura não foi tão rápida, mesmo sendo curta, porque sempre que lia algo parava pra refletir, acho que essa é a proposta do livro. Muitas dos conflitos internos da narradora são muito válidos para a nossa vida.

Vale a pena!

site: https://www.instagram.com/sobumlivro/?hl=pt-br
Fer nanda 09/10/2017minha estante
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Tati 28/07/2017

Ao longo do texto, Clarice "troca de pele" com uma pintora que começou a se aventurar na escrita, falando sobre seu processo de criação -- artístico ou até emocional, já que em muitos momentos do livro nos deparamos com a narração da morte interna da personagem que sempre cria-se novamente--, questões da vida, da morte, do instante-já, que aconteceu mas agora já foi e fez-se um novo instante-já, e do que é o ser e o é, tão pequeno, mas tão completo porque em meio a tudo ele simplesmente é!

site: https://limaoquenada.blogspot.com.br/2017/07/agua-viva.html
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Rebeca 20/07/2017

Invadir o pensamento alheio é questão de recriar mil mundos nas palavras ambíguas. E fazer isso é loucura boa, calma, alarmante. Se queres fundir mentes diferentes tornando complementares(Mas nunca iguais), leia esse livro estranho. Não é desse mundo material, as palavras não são o que parecem ser. É tudo de um nada qualquer e improvisado.
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Nena 13/07/2017

Uma pintora transcreve em palavras seus pensamentos, nos momentos de reclusão em seu ateliê. Uma fusão da personagem com a escritora. Clarisse, brilhantemente, nos presenteia com um livro poético, dramático e inesquecível. O leitor consegue envolver-se com o personagem a tal ponto q devaneia junto, envolvendo-se em suas metáforas sempre tão sagazes. Segundo livro q leio dessa autora, tão intensa e ao mesmo tempo poética e delicada. "Liberdade? é o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre."
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Luany.Oliveira 24/06/2017

Me descobri e redescobri
Lindo! A sensação que tive foi de descoberta pessoal. Algumas partes extremamente profundas, o que não é novidade vindo de Clarice. Certamente lerei novamente.
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