Eva

Eva Anna Carey




Resenhas - Eva


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Fernanda 11/12/2013

Resenha: Eva
Resenha: “Eva”, de Anna Carey possui uma narração equilibrada entre as cenas de ação, o ambiente pós apocalíptico e a situação aterrorizante que gira em torno dos personagens. Outro ponto que merece destaque nesta distopia é o modo como a autora apresenta o futuro sendo complexo e denso.

A história se passa no futuro, e meninos e meninas estão divididos, sendo que eles são enviados ao trabalho e elas para uma escola especial mantida pelo governo, que tem o objetivo de lhes ensinar uma profissão – só que esse não é o verdadeiro propósito – para conseguirem sobreviver neste novo mundo depois da praga mortal que devastou a todos. Agora o Rei que impõe a ordem e as coisas só acontecem de acordo com o seu interesse.

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site: http://www.segredosemlivros.com/2013/12/resenha-eva-annacareybooks-galerarecord.html
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Yasmin 24/09/2014

Uma distopia diferente, que traz o homem e a mulher no centro das mudanças, mundo bem construído.

Desde que comecei a ler distopia tinha vontade de conhecer uma história que lidasse com um futuro onde os sexos são diferenciados de forma a marcar a sociedade. Por esse motivo quando conheci a trilogia da autora Anna Carey fiquei bastante curiosa, até mesmo por causa da sutil referência a obra de Atwood. Com uma narrativa cadenciada a autora apresenta ao leitor um universo rico e intrigante. Um futuro onde quase todos foram exterminados e que o valor entre a mulher e o homem regrediu séculos.

Eva estava feliz com a formatura que se aproximava. Era a véspera e as garotas estavam comemorando com muitos risos e planos. Como melhor aluna da escola Eva está empolgada para seu discurso e para finalmente passar ao prédio das formandas onde acredita que irá treinar seu ofício. Eva quer ser artista, pintora e estudar tudo o que é possível antes de ir para a capital, a Cidade de Areia. Porém durante a festa Eva vê Arden, a garota que chegara aos 8 anos na escola e desde então aprontava todas, se esgueirando. Eva sabe que ela está aprontando algo e quase consegue denunciá-la, mas Arden a impede. Ela está fugindo, fugindo das mentiras e do futuro tenebroso que as aguarda do outro lado do lago no prédio das formandas. Eva não acredita em Arden, mas a curiosidade e preocupação fala mais alto, e no meio da noite Eva resolve atravessar o lago, ficando com água até o rosto e ao atravessar a ponte o que vê pelas janelas a choca. Assustada e paralisada Eva foge com uma ajuda improvável. Sozinha e com poucos mantimentos Eva luta para sobreviver enquanto combate o medo dos homens que a escola pregou desde seus cinco anos. Caçada pelo Rei que a quer pessoalmente Eva é salva por Caleb. Um rapaz que desafia tudo o que a Escola ensinou sobre os homens. Eva treme só de pensar no fim que o Rei tem para ela na capital e sem opção resolve acompanhar Caleb enquanto ruma para Califa. A cidade onde a professora mandou-a procurar ajuda. Caçada, lidando com esse mundo novo e diferente de tudo o que aprendeu, Eva será surpreendida por traições, amizades e amor.

É a partir dessa premissa que a autora desenvolve sua história, intercalando entre a trama a apresentação desse futuro onde noventa e oito por cento da população do mundo foi dizimada e todos os órfãos são usados como ferramentas pelo governo. Garotos são mão de obra escrava nas obras gigantescas que o rei promove na capital. E as garotas estudam, e são ensinadas a temer os homens acima de todas as coisas, para quando chegar aos dezoito serem feitas prisioneiras enquanto têm gravidezes artificiais e múltiplas povoando a Nova América. A narrativa em primeira pessoa flui fácil em um ritmo cadenciado e Carey desenvolve a trama de forma intrínseca ao amadurecimento da protagonista. As descrições são pontuais formando um ambiente futurista de desolação criativo, que procura inovar e com contrastes muito palpáveis.

Outro ponto que merece destaque é o desenvolvimento do romance entre Eva e Caleb. A protagonista foi criada desde seus cinco anos para temer e ter repulsa por homens, de crianças a idosos sem distinção, mas a medida que Eva analisa as ações e os gestos de Caleb começa a questionar se tudo o que aprendeu é verdade. Mentiram sobre seu destino, sobre o que mais mentiram? Caleb é um personagem curioso e que merecia ter seu ponto de vista com o outro lado da história. Imagina como deve ser para Caleb viver com Eva sem nunca ter visto uma garota. A autora podia ter jogado com esses lados e pelo que tivemos de Eva aposto que seria muito interessante. A evolução da história é linear em torno da fuga e da caçada de Eva, conhecemos também um pouco da rede que trabalha as escondidas ajudando garotos e garotas a fugir do governo, mas o fim da história é em torno de Eva. Um fim que apesar de não surpreender muito deixa o leitor com o coração na mão.

Leitura rápida, gostosa, com um ritmo fluido e que instiga o leitor desde o começo principalmente pela simpatia com Eva e sua situação do mundo. Acompanhar suas descobertas e seu amadurecimento foi ótimo e estou curiosa para saber como Anna Carey conduzirá a trama. As pontas e os elementos que ela introduziu são bem interessantes e a luta dos órfãos, principalmente as garotas por um lugar mais digno na sociedade pode render continuações fortes. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:



site: http://www.cultivandoaleitura.com.br/2014/01/resenha-eva.html
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Desi Gusson 26/01/2014

Uma Eva que não aprendeu com os erros da outra...
A Eva era uma menina que tinha uma vida simples, preto no branco, repleta de verdades inquestionáveis como:

O Rei é bom, mas:
Homens no geral são maus;
Tudo de ruim é culpa dos homens;
Nada, nada do que os homens dizem é confiável;

E regras bem fáceis de serem seguidas, por exemplo:

Mantenha distância de homens;
Não importa o que aconteça, não chegue perto de homens;
Sério, fuja deles;
Evite matilhas de cães selvagens, eles podem almoçar você;
Mas, sério, evite mais os homens;

Porém, apesar de todas as horas gastas ensinado essa criatura coisas assim, adivinha a primeiríssima coisa que ela faz quando fica sozinha?!

Tá, tudo bem, não foi a primeira coisa, mas depois de algumas decisões ruins sem qualquer ligação com gêneros, a Eva encontra um garoto e… faz o favor de se apaixonar por ele.

A questão é, se a autora tivesse sido mais razoável na parte do que as garotas aprenderam a pensar, isso não seria um problema tão grande. Só que até na literatura! Quero dizer, todos eles de repente se tornaram Sauron, Voldemort, Valentin, Presidente Snow e George R R Martin, todos super vilões em qualquer circunstancia. As meninas sofreram lavagem cerebral durante toda a vida e, depois de um incidente nem de longe tão traumatizante quanto a Eva fez parecer (again, minha opinião), ela simplesmente botou isso de lado na primeira oportunidade! (!!!!)

É por isso que meu personagem preferido é o urso
Não sei, eu não consegui entrar no livro, os personagens simplesmente não abriram a porta e, depois de começar com o pé esquerdo, não tive vontade de botar a bendita porta abaixo com machadadas. Coisa que estou acostumada a fazer, diga-se de passagem.

Talvez um leitor afortunado tenha simpatizado mais com a Eva e aproveitado melhor a leitura, mas a todo o tempo eu ficava pensando “O que raios essa menina está fazendo?? Ela quer morrer?? Ela quer matar o Caleb?? Ela quer matar o urso?!!! Por que ela não deixa a Arden ser a personagem principal só por um ou dois livros??” Isso meio que acaba com a leitura da gente.

De qualquer forma, os personagens secundários e as coisas surpreendentes que acontecem com eles valem a pena. Por exemplo Arden, ela tinha tudo para ser uma nada na estória, mas a relação dela com Eva me interessou mais do que o romance de Eva e Caleb. Ah, Caleb por que você tinha que ser tão altruísta? Por que você não podia deixar a Eva se ferrar uma vez ou outra, só para ela aprender a ser mais esperta?

Créditos onde devem ser colocados, eu gostei do enredo de Eva, uma distopia meio Peter Pan, não exatamente óbvia, ainda que irritante, em alguns pontos. Sempre achei interessante ler sobre acontecimentos tão catastróficos que mudassem completamente a face de uma nação. Devo ser meio mórbida, mas na nossa sociedade, tô falando do Brasil, ok?!, não passamos por isso, não faz parte da nosso cotidiano a muitos anos e, ainda que tenhamos tido marcos históricos, nada que se comparasse a uma praga que limparia o país de praticamente todo mundo! Simplesmente não consigo imaginar como seria assim. Vocês conseguem?

Enfim, Eva foi um livro pela metade, uma boa ideia mal aproveitada. Com tudo que li só fiquei com a sensação de pois é, mais um, coisa que me deixa mal, porque não posso amar nem odiar um livro medíocre e eu meio que gosto de ter sentimentos extremos em relação aos livros. Faz sentido?


Para ler essa e outras resenhas na íntegra, acesse


site: www.desigusson.wordpress.com
Milla 14/02/2018minha estante
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Camila 11/05/2014

Após uma doença fatal ter dizimado uma grande parte da população, um governo autoritário, liderado pelo Rei, assumiu o controle e estipulou algumas ordens para que houvesse paz após o caos causado pelas mortes. Agora, 16 anos depois do início da praga, o estado de saúde da população já foi controlado, os garotos e homens foram enviados para campo de trabalho forçado para produzirem o necessário para satisfazer as necessidades do Rei e das pessoas que vivem na Cidade de Areia, e as meninas foram mandadas para as Escolas, uma espécie de internato com regras severas e que zela pela saúde e boa educação de todas elas, dizendo-lhes que assim que atingirem a idade certa e forem enviadas para o prédio além da Escola, terão a chance de usar seus talentos desenvolvidos no internato e se tornarem grandes profissionais.

Eva está a um dia de se formar. Ela foi a melhor aluna da Escola durante anos, recebeu uma medalha de honra por seu talento, é dotada de uma beleza fenomenal e acredita em uma vida tranquila e segura além dos muros do internato onde viveu. Mas na noite anterior a sua formatura ela descobre que a vida prometida pelas suas professoras não passa de uma mentira, e que o que o futuro lhe guarda é triste e repugnante.

As garotas que se formam não são enviadas ao prédio sem janelas, que elas podem observar pelo jardim da Escola, com o objeto de se tornarem grandes arquitetas, médicas ou pintoras. Eva descobre que bem ali, logo após o lado que cerca a Escola, as garotas são acorrentadas em camas de hospitais e são forçadas a dar à luz bebês e mais bebês, com o fim de aumentar a população mundial, como escravas parideiras.

Eva não pôde acreditar que foi tão tola ao ponto de acreditar em todas as mentiras da escola, e agora ela sabe que precisa fugir. Existe uma cidade para refugiados chamada Califia, na antiga cidade de São Francisco, onde ela estará segura. E era pra lá que ela estava fugindo com Arden, outra fugitiva da Escola, quando conheceu Caleb.

Durante toda a sua vida Eva foi ensinada a não confiar nos homens. Segundo suas professoras eles haviam causado doenças, desilusões amorosas, e guerras. Não eram confiáveis ou dignos da piedade e do amor feminino, exceto o próprio Rei. Mas mesmo indo contra tudo aquilo que foi mandada acreditar, Eva não consegue entender porque se sente tão bem ao lado daquele garoto que parece arriscar sua vida por ela sem motivo algum. Talvez ela tenha aprendido tantas mentiras na Escola, que agora, vivendo em fuga no meio da mata, seja hora de começar a aprender por si só.

Anna Carey desenvolveu seu roteiro inteiro fundamentado na originalidade. É o tipo de distopia que eu não havia lido ainda, mas que desde o momento em que vi a capa e li a sinopse já tinha me sentido atraída. Mas, infelizmente, foi um livro que não atingiu minhas expectativas, e apesar de não poder ser considerado ruim, creio que não pode também ser chamado de “excelente”.

O cenário do enredo é os Estados Unidos após uma grande devastação, em que casas estão abandonadas e saqueadas, carros estão enferrujados no meio das antigas ruas, e as cidades viraram um ambiente selvagem à medida que o mato e a floresta foram invadindo-as. Na hora de descrever os locais, Anna não peca. Como Eva foi para a Escola aos 5 anos, ao passar por um McDonalds ela apenas o descreve como “o local com um grande M curvado e amarelo”, o que dá um toque de realidade ao livro.

Porém, acho que o problema mesmo foi Eva. Ela é uma personagem que viveu a vida toda às cegas, acreditando em mentiras e no futuro próspero que nunca existiria. Porém, a medida que a realidade a atinge, ela se torna destemida e vai evoluindo no decorrer do livro. O problema é que Eva não encanta o leitor. Por mais bela, doce e determinada que seja, ela acaba por se tornar uma mocinha um tanto clichê e sem graça. E mesmo o romance com Caleb, que poderia ter sido um toque perfeito ao livro, me deixou com um sentimento de “é só isso?”.

Na verdade, a única personagem que realmente me cativou foi Arden, que é corajosa, guerreira, engraçada e dotada de uma sinceridade ácida. Arden é uma coadjuvante que poderia muito bem ter ocupado o papel principal e levado o enredo para outro patamar. E mesmo Arden, que poderia ter sido a diversão do livro, a autora não soube aproveitar.

Talvez a continuação seja melhor, e realmente gostaria de continuar lendo a série, porém, não tenha grandes expectativas como eu. Se você começar a ler o livro pensando que não vai ser tão legal, pode acabar terminando por achá-lo o melhor do mundo. Pelo menos é o que sempre acontece comigo, e é o que eu recomendo no caso de Eva.

site: http://nolimitedaleitura.blogspot.com.br/2013/12/eva.html
jukittyz 24/04/2015minha estante
Exatamente. Eva é chata, sem graça e me pareceu covarde e egoísta muitas vezes. Se eu ler a continuação vai ser por causa da Arden. O romance entre Eva e Caleb é sem graça, morno, enfim, vou tentar ler o próximo mas sem esperar muita coisa.


Ali 09/08/2017minha estante
A autora criou um bom mundo distopico mais errou na hora de criar a personagem Eva




Léo 10/07/2014

Um delicioso romance regado de inocência
Quem me conhece sabe que sou vidrado em distopias. Esse gênero é, de longe, o meu tipo de leitura favorito. Quando soube que a Galera Record havia comprado os direitos, ansiei pela publicação e quando o livro finalmente saiu, corri pra garantir o meu e já comecei a ler, cheio de expectativa. Pena que minhas expectativas não foram supridas. O livro é completamente diferente do que eu havia imaginado, mas conseguiu me surpreender ainda mais.

Nessa distopia, uma epidemia atingiu a população mundial, matando 98% dela. Médicos tentaram criar uma vacina contra essa doença, mas até os vacinados eram contaminados, muitas vezes morriam até mais rápido. Esse caos deixou inúmeras crianças órfãs. Eva, nossa protagonista, é uma dessas crianças. Depois que a mãe adoeceu, Eva foi entregue a um grupo de pessoas que levava as crianças saudáveis para longe da cidade, longe da contaminação.

Eva, aos cinco anos, foi levada para uma escola especial para meninas, onde deveria ficar por doze anos. Nessa escola ela recebeu uma excelente educação e tudo do bom e do melhor. Também lhe foi prometido que quando se formasse se mudaria para a Capital e poderia exercer a profissão de seu agrado, que no caso de Eva é ser artista. Um dia antes de sua formatura, Eva confronta Arden, uma menina encrenqueira, pensando que esta queria sabotar a festa de formatura. Porém, Arden conta para Eva que está fugindo, que na verdade tudo que prometem a elas é mentira, que o futuro das meninas após a formatura é passar procriando, pois o rei precisava repovoar o planeta e pra isso mantinha as meninas presas em um prédio, gerando um filho após o outro.

No começo Eva duvida de Arden, mas depois que descobre a verdade, ela percebe que deve fugir o mais rápido possível. Com a ajuda de uma professora ela consegue escapar na calada da noite, mas precisa deixar suas amigas para trás. Sua professora lhe conta sobre a existência de Califia, um acampamento para refugiados, e diz que Eva deve seguir pra lá.

No caminho para o acampamento, Eva reencontra Arden e também conhece Caleb, um fugitivo que vive com outros garotos em um complexo subterrâneo. O problema é que Eva foi criada temendo os homens e acha que qualquer pessoa do sexo masculino é má por natureza. Só que Caleb desperta algo dentro da menina e ela começa a descobrir que nem tudo que ouviu na escola é verdade.

O livro é maravilhoso. A ingenuidade de Eva em muitos momentos não me deixou caracterizá-la como uma garota de quase 18 anos, mas como uma criança de 12. Acho que a capa teve um pouco de influência nisso, mas sem desmerecer, pois é linda. É um pouco estranho ver a forma como Eva desconfia dos homens e sua dificuldade em mudar de opinião. Os homens foram injustamente julgados nesse livro!

Os personagens foram muito bem construídos. De longe minha personagem favorita é a Arden. No começo ela é um pouco arrogante, mas depois se mostra alguém diferente e suas tiradas sarcásticas enriqueceram a narrativa.

A escrita de Anna Carey é leve e bem sutil. Ela nos deixa à vontade durante a leitura e apresenta os fatos aos poucos, sem ser rápida ou lenta demais. Essa leitura foi muito prazerosa, um livro que você pode ler para relaxar após algo mais tenso.

Acho que a única coisa que me decepcionou nesse livro é que não teve tanto foco na doença. O plot da narrativa é o autoritarismo do governo real e o modo como trata os meninos órfãos, fazendo-os passar por terríveis situações. O romance foi bem construído, pois Eva e Caleb cresceram em mundos opostos, e o modo como Anna criou a paixão entre eles foi muito bem feito.

Estou ansioso pela continuação e recomendo Eva a todos!

site: http://www.segredosentreamigas.com.br/2013/12/ta-na-estante-eva-165.html
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Dressa Oficial 03/10/2014

Resenha - Eva
Às vezes parece que tudo o que eu preciso saber eu não sei. E todas as coisas que sei estão completamente erradas.


Olá, tudo bem com você?

Já não bastasse todos os livros que ainda tenho para ler, quando fui visitar a biblioteca de São Paulo clique aqui para conferir o post sobre a biblioteca se ainda não conhece, não resisti e acabei pegando esse livro para empréstimo, como se trata de uma distopia fiquei super curiosa pela leitura.

Essa é mais uma distopia de tirar o fôlego, ano de 2025 uma praga matou praticamente todos os adultos e ficaram apenas as crianças.

Meninas e meninos são criados separadamente, Eva perdeu sua mãe para a "praga" e desde os cinco anos é criada na escola para meninas, onde aprende a ler e escrever e também a não confiar em homens, Eva nunca saiu da escola desde então.

Eva está para se formar no último ano escolar, e na noite de festa de sua formatura Eva ganha uma medalha de conquista por ser a melhor aluna, enquanto Eva e todos as outras garotas se distrai com essa comemoração , Arden resolve pular os muros da escola e fugir para a floresta.

Eva percebe algo estranho e resolve seguir Arden até os muros da escola e perguntar o motivo pelo qual Arden está fugindo.

Página 19
- Por que acha que estão tão preocupadas com a nossa altura, nosso peso, ou o que estamos comendo e bebendo?
Eu vi garotas que se formaram antes de nós. E não vou acabar em uma cama de hospital, parindo uma ninhada todo ano pelos próximos vinte anos da minha vida.


Eva como sempre foi uma aluna muito aplicada, sempre acreditou em tudo que foi ensinado na escola e não acredita no que Arden diz sobre as meninas formadas irem para outra ala apenas para gerar novas crianças.

Então Eva foge seu quarto a noite e vai espiar a ala das meninas já formadas e percebe que todas estão grávidas.

Com o susto que leva ela não pensa em salvar suas amigas que vão se formar junto com ela e acaba decidindo de última hora fugir da escola também.

Uma das professoras ajuda Eva a fugir e pede para ela chegar em Califia um lugar que abriga pessoas foragidas.

Eva acaba se perdendo na imensa floresta e também é quase atacada por um urso, depois do susto Eva encontra novamente Arden e para a surpresa de ambas elas encontram um menino chamado Caleb que apesar de estar bem sujo , usar dreadlocks, é muito bonito e ele salva Eva de um perigo, então os três se juntam e vão para o abrigo de Caleb que é feito apenas de meninos.

Antes de Eva ir para esse acampamento de meninos, por ela ser muito inocente e ter estudado uma matéria em sua escola chamada "Perigos de meninos e homens" ela acaba fazendo uma pergunta engraçada para Caleb e logo a amizade entre os dois surge.

Página 62
- Você quer ter relações sexuais comigo - falei com naturalidade o garoto riu uma gargalhada alta e rouca.
- Eu quero ter relações sexuais com você ?
Isso mesmo falei, e lhe digo agora não vou deixar isso acontecer nem mesmo...
- Se eu fosse o último homem da Terra ?
- Precisamente - assenti
- Bem, isso é bom - disse o garoto - porque, de qualquer forma, eu não quero ter relações sexuais com você mesmo. Você não faz o meu tipo.


Depois disso eles começam a fugir pois os guardas estão procurando avidamente por Eva, o rei que comanda a cidade a quer viva e do seu lado, a medalha que ela ganhou na formatura significava que ela teria que ser a pessoa a ter filhos diretamente do Rei.

A leitura flui muito rápido, os capítulos são curtos e narrados em primeira pessoa o que facilita todo o entendimento da história, a edição do livro esta simples, páginas amareladas e não notei nenhum erro de digitação ou tradução.

Todos os meninos são tatuados e nenhum deles aprendem a ler e escrever, o trabalho deles é todo braçal, aprendem a contruir casas, cortar lenha e no abrigo de Caleb tem algumas crianças que querem que Eva leia algum livro para eles e por serem inocentes não entendem o significado de algumas coisas, como o que signfica amar.

Página 120
O que você quis dizer com ela o amava?
O que é isso?
Você pode amar qualquer um - interrompi, olhando para o grupo. - O amor é só... procurei as palavras certas - gostar muito de alguém. Sentir que aquela pessoa tem importância para você, como se o seu mundo fosse ser mais triste sem ela.


Eva acaba se envolvendo com Caleb e apesar de sua inocência achei ela muito apressada pois logo que rola o primeiro beijo do casal parece que Eva já da a entender que quer casar com Caleb e ela acaba ficando bastante frustada com isso.

Como todos estão a procura de Eva ela sempre acaba fugindo para lugares diferentes até que o caminho dela com Caleb se separam e ela é raptada por um homem totalmente do mal que deseja vender ela e Arden para o marcado negro e como toda distopia boa e que se preze as emoções são de tirar o fôlego.

O livro contém partes engraçadas consegui me divertir lendo essa distopia mas se prepare para passar nervoso pois tem momentos da leitura que dá vontade de matar a protagonista Eva e como se trata de uma trilogia teremos que aguardar mais tensão e raiva para os próximos livros, por isso não dei nota máxima.

Mas quem gosta de distopia e quiser se aventurar mesmo sabendo que o próximo livro ainda não foi lançado no Brasil tem todo o meu apoio, pois a leitura se torna extremamente agradavél e eletrizante.

Beijos

Até mais...

site: http://www.livrosechocolatequente.com.br/2014/09/resenha-eva.html
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Saskya Aguiar 26/08/2016

"Onde se esconder quando nenhum lugar é seguro?"
No livro Eva, mais um Young Adult distópico, temos um vírus mortal que dizimou quase toda a população mundial. Separou famílias, derrubou líderes. Dezesseis anos depois, o mundo é um lugar perigoso, onde a jovem Eva vive uma existência disciplinada, confinada em uma das Escolas mantidas pelo governo. Dentro dos muros bem guardados, meninas convivem com a promessa de um futuro brilhante como profissionais da Nova América.

Só que num dia (antes da sua "formatura"), a Eva descobre o verdadeiro propósito de estar naquela Instituição e o destino terrível que as aguarda. Então a única saída que ela encontra é fugir da Escola, do único lar que ela conhece. Ela começa uma jornada em busca da mítica Califia, que parece ser um refúgio para jovens orfãos em busca de abrigo.
O mundo fora da Escola é selvagem, rebelde, sem leis e perigoso. Sendo o maior perigo dele: os homens.

Na nova ordem, eles são o inimigo. Com exceção do Rei, que vencendo a tendência natural de seu sexo para a violência reergueu a nação. Mas nada é o que parece. E de repente a Eva se vê descobrindo muitas coisas, muitas mentiras que contavam a ela na Escola são descobertas e junto com Arden, uma outra garota da Instituição que também fugiu, elas terão que tomar suas próprias decisões e viver com as consequências.

Eva é um livro bem rápido de se ler, dá pra terminá-lo em um dia. A leitura é bem fluida e são poucas ás vezes em que a narrativa se torna arrastada. Eu gostei muito da protagonista, apesar de em alguns momentos querer dar uns tapas na cara dela.
O tema do livro é bem batido, e com elementos que já vimos antes em vários outras histórias do gênero. Mas como eu gosto de clichês, o foco no romance não foi algo que verdadeiramente me incomodou. E Eva tem bastante romance, tipo 99% do livro, então não recomendo se você não gostar de uma história de amor.

Mas apesar disso, a autora soube criar um pano de fundo muito bom. Pano de fundo esse que Anna Carey deveria ter explorado melhor.
Durante a leitura tive a sensação de que ficou faltando muita coisa, como se a autora tivesse escrito um romance YA e jogado a distopia ali. Tem muitas coisas que ficaram sem respostas e eu gostaria de saber mais dos motivos do Rei. Queria saber o porquê dessa segregação toda em relação aos meninos e meninas, a autora até dá uma explicação no começo mas ainda sim não fez sentido pra mim. Espero que seja algo a ser explicado no segundo volume!

Não preciso nem dizer que me apaixonei por quase todos os personagens masculinos que aparecem no livro ne? Principalmente pelo Benny, que é um dos orfãos que a Eva encontra no meio de sua viagem para Califia. Ele é uma criança muito, muito fofa!
Aliás, todos os garotos com quem a Eva conviveu por um tempo (fugindo das tropas do Rei, pois ela é MUITO importante pros planos dele), tem uma personalidade marcante.

É aí que entra o seu interesse amoroso, o nosso mocinho da história, Caleb. O Caleb tem praticamente a mesma história de Eva, tirando o fato de que meninos como ele são levados para campos de trabalho forçado e não para Escolas para aprender o "ofício". Ele, assim como os outros, é um rebelde fugitivo. Ele salva a Eva e Arden e as leva para o esconderijo.
A forma como os dois se envolvem é muito doce, lindo. Me fez suspirar, de verdade.
Ao mesmo tempo que que Eva tenta colocar na cabeça que ele não é confiável, que é perigoso (por ser um homem), ele vai lá e prova para ela que não é verdade e que se importa com ela.

O amadurecimento da personagem no decorrer do livro foi um dos pontos fortes pra mim, ela começa a história como uma garotinha obediente, que está acostumada a ser a melhor da turma, a certinha. E então estando nesse mundo completamente diferente do que ela se lembrava, ela tem que fazer decisões difíceis para conseguir sobreviver. Sobrevivência é a palavra chave, com certeza.
E nessa jornada dela pela sobrevivência, pela liberdade, ela encontra pessoas ruins mas também pessoas boas que a ensinam o verdadeiro significado do amor, da amizade e da esperança.
Quando a gente pensa que ela será pega e tudo vai acabar, TUM! Somos surpreendidos.

Como a autora Lauren Kate já diz na capa Eva é "uma visão original do que significa amar" e concordo com ela.

O final desse livro me deixou triste pra caramba. Com o coraçãozinho apertado. Estou louca para ler o Uma Vez, o segundo volume, e acompanhar mais a Eva e o Caleb e todos os desafios que ainda terão pela frente.
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Aninha 24/01/2019

EVA
Nota 4 de 5
Esse foi o meu primeiro contato com a autora e confesso, me apaixonei!
Com uma escrita envolvente, cheia de aventura e até um toque de romance – sim temos um pequeno romance - temos um livro futurístico que narra o mundo após dezenas de pessoas serem dizimadas por causa de um vírus.
Acompanhamos o dia-a-dia de Eva na “Escola” onde ela aprende a odiar os homens e idolatrar apenas ao rei, mas prestes a se formar e ultrapassar os muros da escola ela descobre a difícil realidade que muda sua percepção do mundo e de tudo aquilo que aprendeu durante toda a sua vida. Com esse conflito interno sobre o que é real e o que não é ela luta ferozmente pela sua sobrevivência.
É uma história cheia de aventuras e que em certos momentos me deixou com frio na barriga.
Super recomendo essa leitura, a autora tem uma escrita fluida e foi uma leitura bem rapidinha.. eu tirei 0,5 da nota pois torcia por um final diferente rs.
Leia e me conte o que achou!!! Beijos da Aninha!


site: https://www.facebook.com/sentaPraLer/
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Lorrayne.Fernanda 15/03/2017

Uma Vez Anna Carey
Simplesmente maravilhosa a temática desta trilogia, me vi submersa no universo dos livros , devorava as páginas como uma louca passando a madrugada sem me importar com o sono , amo de coração .
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Bea 12/08/2015

ooooh saco!
começando: achei meio bosta! Se você não tiver maid nenhum livro pra ler NA FACE DA TERRA talvez você ache interessante por que ele tem uma sinopse muito boa e a ideia do livro foi boa, mas os personagens não me cativaram de jeito nenhum ( na verdade a Eva me irritou muito por que ela não fazia nada e quando fazia só dava errado). fora que não teve nenhuma parte muito emocionante ou nenhuma surpresa, então dou 2 estrelas e meia puxando mais pra 2 eatrelas do que para 3.
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Sophia 16/03/2015

A premissa do livro é muito boa,mas não foi bem explorada pela autora que não consegue manter uma narrativa constante, as cenas havia tensão o desfecho era simples e desanimava.
As personagens são desenvolvidas, mas às vezes são frustrantes.

Eu não fiquei animada para ler a continuação, se alguém me dizer que a narrativa melhora talvez.
jukittyz 24/04/2015minha estante
Concordo. Tinha tudo pra ser uma história incrível. Sem falar que a protagonista é um porre.


beanaclara 18/06/2015minha estante
Sophia vc trocaria eva???


beanaclara 18/06/2015minha estante
Sophia vc trocaria eva???




Lica 28/01/2015

(...)
Agora, antes de mais nada, eu fiquei completamente encantada com a linha proposta por Anna Carey e toda essa questão de guerra dos sexos. Foi isso que me fez querer ler o livro e foi isso que me fez devorar e querer os outros dois.
(...)
Claro que todos os créditos precisam ser dados para a Anna Carey. Ela realmente soube como contar uma história que encantasse e que deixasse curiosa. Afinal, temos uma personagem principal que foi criada dentro de um pensamento totalmente diferente do nosso e que começa a descobrir que nem tudo o que ela sabe é verdade. Sim, isso acontece com todas as distopias, mas nessa, além de terem mentido sobre como as coisas realmente chegaram ao ponto em que estão, ela ainda está completamente errada em tudo o que diz respeito aos homens.
(...)
Eva é que ele é daqueles livros que quem quer começar a se aventurar pelo mundo da distopia ou que não é assim um super fã do estilo deve dar uma chance. Até porque eu que não sou tão fã assim de distopias curti e indico a história.

Resenha completa no Amores e Livros

site: http://www.amoreselivros.com.br/2015/01/eva-anna-carey.html
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Rister 02/10/2015

Envolvente
Sinti o livro ao chegar no terceiro capitulo. Com o passar da leitura a sua realidade passa a ser a de EVA,Anna Carey
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Lary 22/11/2018

Guerra dos sexos (?)
Quando eu fui comprar esse livro, eu achei a capa impressionante e a sinopse me instigou justamente por falar sobre a guerra dos sexos: os meninos são feitos de trabalhadores, burros de carga e as meninas são "domesticadas" para serem donas de casas e futuras procriadoras. A visão do livro dividido é super interessante e nos leva a pensar muito a respeito de sua divisão.

? "-Noventa e oito por cento da população está morta, Eva. Morta. Como você acha que o mundo vai continuar? Eles não precisam de artistas. [?] Precisam de crianças."?


Eva é uma garota que luta contra isso, ela não quer ser obrigada a fazer algo que aquela sociedade acredita que seja certa, ela quer ser além, quer mais pra vida dela. É ela fica cada vez mais certa de que há algo errado quando descobre uma coisa que não deveria saber. É é aí que os problemas são "Olá".

O mais legal de tudo é que esse mundo é oficialmente dividido entre homens e mulheres, eles não possuem contato com o sexo oposto e são ensinados sobre suas "artimanhas" de controle, são treinados e preparados para evitarem o mal: o sexo oposto.

?"Eu havia frequentado minha aula de Perigos de Meninos e Homens durante um ano inteiro, aprendendo todas as formas pelas quais as mulheres se tornavam vulneráveis ao sexo oposto. Primeiro foi a unidade de Manipulação e Mágoa. Fizemos uma leitura atenta de Romeu e Julieta, estudando a forma como Romeu seduzira Julieta e acabara levando-a à morte."?

O que aconteceria se tivéssemos nossas funções julgadas por nosso sexo? Quanto tempo o mundo aguentaria ser mantido nessa prisão? E o que aconteceria com aqueles que não aceitassem essa tal divisão?



É um livro que eu adorei muito, que m quebra, na minha opinião, vários estereótipos a respeito do sexismo e do "lugar" de cada um na sociedade
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