Agnes Grey

Agnes Grey Anne Brontë




Resenhas - Agnes Grey


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dmartinsc 07/06/2020

Anne e sua crítica social
Que delicia que é ler os livros das irmãs Bronte e principalmente os da Anne. Ela é a menos conhecida entre suas duas irmãs, Charlotte e Emily, mas não fica para trás em questão de talento. O motivo de Anne ser menos conhecida é por conta da crítica social presente nos seus livros. Em uma época cheia de regras de convivência, do peso da moral e da reputação, Anne escreveu livros que mostravam personagens verdadeiros, cheios de falhas e que muitas vezes não eram boas pessoas. Seus livros então eram recebidos com entusiasmo menor do que de suas irmãs, e até mesmo ficaram um tempo sem serem publicados, como é o caso com "A senhora de Wildfell Hall" um livro sobre uma mulher que abandona sua casa e seu esposo beberrão e mau-caráter, algo inimaginável de ser publicado em um livro na época.
Além de serem bem escritos é também muito satisfatório ler os livros de Anne e reconhecer sua coragem em expor personagens com hábitos que existiam, mas não eram comentados. Leio e dou o crédito, antes pouco dispensado pelos outros, à grande escritora Anne Bronte.
Anne era crítica e portanto sempre havia o personagem principal, normalmente uma dama, que é totalmente o oposto dos personagens mau-caráter e exemplifica os bons hábitos que devem ser exercidos.
As personagens femininas de Anne são mulheres em busca da independência, da liberdade do pensamento, de poderem se casar por amor e de não serem meras esposas, elas se desenvolvem e descobrem seus talentos e suas forças, são boas pessoas, sensatas, lógicas e fortes. Em Agnes Grey a personagem principal começa como uma jovem moça ansiosa para provar seus talentos e forças e termina como uma mulher que acumulou conhecimentos sobre como o mundo, as pessoas e os relacionamentos funcionam, ciente de sua força e de seus pontos fracos. É um livro sobre o amadurecimento das ideias e da bagagem emocional que o ser humano sofre quando é retirado do seio familiar e exposto ao mundo. Portanto uma leitura obrigatória.

site: https://www.instagram.com/p/CBJeL8ZpWl-/
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Coruja 29/09/2016

Mal terminara de ler A Inquilina de Wildfell Hall, e eu já estava atrás do outro romance da mais esquecida das irmãs Brontë. Embora Jane Eyre, com sua estrutura folhetinesca e sua apaixonante intensidade ainda seja meu favorito na bibliografia da família, tenho de dizer que Anne me é a mais simpática das três - como autora e como pessoa (ao menos do que conheci da biografia dos Brontë).

Agnes Grey foi o primeiro romance de Anne. Enxuto e direto, é bastante autobiográfico - em certos aspectos, na maneira como explora o papel da mulher na sociedade vitoriana, bem como suas relações de trabalho, alcança caráter documental. E embora a protagonista seja, à primeira vista um perfeito modelo de piedade cristã no estilo Fanny Price, Agnes se revela muito mais complexa, especialmente na forma como se enxerga dentro da sociedade em que vive.

À época da publicação, os dois livros de Anne Brontë foram criticados pela forma como apresentavam a realidade feminina - A Inquilina de Wildfell Hall por seu retrato de infelicidade no casamento - com direito a alcoolismo e adultério - e Agnes Grey pela exposição de uma sociedade que por mais dinheiro e boas maneiras que tenha, não possui senso de moral.

Agnes, que deixa a casa de seus pais para ganhar a própria vida e assim não ser um fardo a mais dentro de casa - embora sua família não concorde com essa avaliação - primeiro se emprega na casa dos Bloomfield, onde tem por pupilos crianças tão estragadas pelos pais que passaram de mimadas a psicopatas. Confesso que a determinada altura dos fatos pensei que a coisa chegaria ao ponto da relação da governanta com as crianças de A Volta do Parafuso, de forma que senti enorme alívio quando Agnes deixou a casa deles.

Seu segundo posto de governanta, com os Murray, dá-se de forma um pouco menos traumática e capaz de provocar pesadelos, ainda que a mais velha das irmãs seja uma coquete manipuladora que não se importa em brincar com os corações daqueles que a cercam. O consolo de Agnes, contudo, é conhecer Weston, pároco da região e um dos poucos outros personagens da história com princípios.

O romance em Agnes Grey não é algo intenso e passional, mas algo infinitamente mais tranquilo, construído aos poucos e fundamentado em respeito e admiração mútuos. É um romance crível e consistente com tudo o que Anne Brontë trabalha em sua obra.

É uma pena que ela só tenha escrito dois romances. Eu ficaria feliz em ler mais das obras dela.

A edição da Martin Claret desse livro veio com um belo projeto gráfico - estou apaixonada pelas ilustrações das capas de toda a coleção das Brontë - bem como dois excelentes ensaios de especialistas da área como prefácio e posfácio. Gosto muito de edições que trazem esse tipo de comentário e convite ao aprofundamento da reflexão.

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2016/09/para-ler-agnes-grey.html
Rebeca 29/09/2016minha estante
Eu li aquela edição do Círculo do Livro quando tinha uns 15 anos e acabei não gostando muito... Troquei no Skoob. Agora quero reler, nessa edição, e ver o que acho dessa vez.




Sil | @clubedehistorias 18/06/2020

Meu primeiro livro da Anne Brontë
Como qualquer fã do trabalho das irmãs Brontë, mais especificamente da Emily após ler O Morro dos Ventos Uivantes, decidi ler todas as obras das três. Além de O Morro dos Ventos Uivantes, li Jane Eyre e agora decidi ler Agnes Grey (a última irmã que faltava ler algum livro).

Esse livro conta a história de Agnes Grey, uma moça que levava uma vida bem pacata ao lado da família, até o momento que o pai perde todo o pouco dinheiro da família e caí doente. Por ser a mais nova, tanto a mãe quanto a irmã mais velha não a deixam fazer muita coisa para ajudar nas árduas tarefas domésticas, mas a vontade de ajudar acaba vencendo-as e Agnes decide trabalhar como governanta.

A partir daí, inicia-se uma história de amadurecimento da personagem, de uma jovem que precisou sair de debaixo das asas da família para viver por conta própria. A tristeza de estar longe, as dificuldades de se adequar a nova vida e os novos relacionamentos construídos são tremendamente interessantes de se acompanhar.

Agnes é uma personagem extremamente paciente e determinada, decidida a enfrentar os problemas sem desistir, mesmo tendo que lidar com pais que mimam seus filhos, crianças que não a respeitam e a própria inexperiência para ensinar.

"Quanto maiores fossem as dificuldades, quanto mais duras fossem as privações presentes, maior devia ser o nosso vigor e a nossa animação para as vencer."

Não quero comparar essa obra com as de suas irmãs, até porque não me sinto preparada para isso, mas em suma Agnes Grey foi uma história que me agradou, mas não tanto quanto eu esperava. Talvez tivesse criado altas expectativas, talvez eu esperasse outro rumo na história. Ainda assim, valeu totalmente a pena.
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Tamires 22/07/2015

Agnes Grey, de Anne Bronte
Agnes Grey é um romance escrito por Anne Brontë, publicado em 1850, mas que foge das características típicas da época vitoriana. Nesta história, ao ver a precária situação financeira de sua família, nossa protagonista, que dá nome ao livro, procura meios de se sustentar com seu próprio esforço e trabalho.

Agnes consegue uma colocação como governanta e percebe o quanto é difícil sair do conforto do seu lar e viver no meio de desconhecidos. Faz isso, entretanto, de forma firme e decidida. Uma mulher com poucos recursos naquela época não podia se dar ao luxo de não trabalhar (como ainda hoje), e uma das poucas ocupações para quem tinha um nível intelectual mais elevado, mas não tinha dinheiro, era a de governanta ou professora.

Mulheres como Agnes tinham nesses trabalhos a oportunidade de se manterem financeiramente caso não conseguissem (ou não quisessem) se casar.

“Como seria delicioso ser uma preceptora! Sair para o mundo; entrar numa nova vida; agir independentemente; exercitar faculdades sem uso; testar forças desconhecidas; ganhar meu próprio sustento e alguma coisa para confortar e ajudar o meu pai, minha mãe e irmã, além de desobrigá-los da minha provisão de comida e roupa; mostrar ao meu pai do que a sua pequena Agnes era capaz…” (p. 34)

“O nome preceptora, logo descobri, era uma zombaria quando aplicado a mim: meus pupilos não tinham uma noção maior de obediência que a de um potro selvagem, indomado. Em geral, só a presença do pai, e o medo do temperamento rabugento dele e dos castigos que ele lhes infligia quando estava irritado, os mantinha sobre controle. As meninas também tinham o mesmo medo da raiva da mãe e de vez em quando ela subornava o menino para fazer o que se pedia com promessa de alguma gratificação. Mas eu não tinha gratificação a oferecer; e me foi dado a entender que os pais reservavam para si o privilégio das punições; ainda assim, eles esperavam que eu mantivesse meus pupilos sob controle.” (p. 53 e 54)

“Sabia que nem todos os pais eram iguais ao senhor e à senhora Bloomfield, e tinha certeza de que nem todas as crianças eram iguais aos seus filhos. A próxima família teria de ser diferente, e toda mudança só podia ser para melhor. A adversidade me havia feito amadurecer e a experiência me orientara, e ansiava por resgatar a minha honra perdida aos olhos daqueles cuja opinião para mim valia mais que a de todo mundo.” (p. 85)

É um livro surpreendente ainda nos dias de hoje, podendo ser considerado um romance feminista fora de época. Agnes Grey é uma jovem mulher que não quis esperar sentada, tricotando ou tomando um chá, por seu futuro. Ela foi à luta, pois sabia que era perfeitamente capaz. Não se sentia, de forma alguma, inferior aos aristocratas que a cercavam. O amor e a felicidade conjugal não eram descartados, mas o seu desejo de independência e de ajudar a sua família eram mais urgentes.

Falei pouco da história em si, pois a leitura de Agnes Grey será muito mais agradável que a dessa resenha! É uma história que fala, dentre outras coisas, de pessoas com sentimentos nobres e desinteressados que conseguem, apesar das adversidades, alcançar a verdadeira felicidade.

A edição da Editora Martin Claret é realmente especial: uma das capas mais bonitas da minha estante! Um ótimo acabamento e páginas com cor e fonte agradáveis para leitura. Sobretudo, o que mais tem me encantado nessas edições especiais da Martin Claret são os prefácios e posfácios, feitos por professores especialistas, que ela tem incluído nas obras. É uma rica fonte de conhecimento sobre os autores, seus livros e a época em que viveram ou sobre as quais escreveram. Realmente faz toda a diferença! Agnes Grey tem o prefácio de Cíntia Schwantes e posfácio de Lilian Cristina Corrêa.

site: http://www.tamiresdecarvalho.com/resenha-agnes-grey/
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Pri | @livroseabracos 17/03/2020

Muito bom
Embora tenha percebido diferenças entre as escritas das irmãs, gostei muita da história.
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Natalia @encalhadosnaestante 18/05/2020

Agnes Grey é o primeiro romance escrito por Anne Brontë, uma das famosas irmãs Brontë, em em Dezembro de 1847. A irmã caçula alem desse também conta com outro romance intitulado A Inquilina de Wildfell Hall. A nova edição trazida pela editora Martin Claret trás um acabamento primoroso, com o corte em azul escuro contrastando com a capa laranja, lombada aberta que nos proporciona ver todo o trabalho dos cadernos e costuras internas e pequenos detalhes a cada início de capítulo. Achei muito lindo o fato da costura dos cadernos ter sido feita com linha da cor da capa e que podemos visualizá-la no meio dos cadernos enquanto lemos.

Assim como o título do livro Agnes Grey é o nome de nossa heroína, assim como a própria autora é a irmã caçula e mais mimada da família, sendo sempre cuidada por sua mãe e irmã. Filha de um clérigo pobre e uma mãe de uma família da nobreza rural inglesa que a deserdou por insistir em casar com seu grande amor recebeu através dos pais uma educação primorosa e aos dezoito anos querendo ajudar a família financeiramente ou pelo menos diminuir as despesas que tinham com ela decide tornar-se preceptora de crianças de famílias ricas.

O que mais se destacou em Agnes Grey foi como a personagem era tratada como se fosse nada somente por ter vindo de uma família humilde e trabalhar para sobreviver. A condescendência dos pais para com os filhos que são verdadeiros monstrinhos e a desautorização realizada me deixou bem revoltada durante a leitura. Como Agnes poderia educar essas crianças sem em momento algum poder contrariá-las? 

Dois personagens em especial conseguiram ganhar todo meu ódio o primeiro foi Tom, um menino de sete anos com altas tendências psicopatas, a segunda foi Rosalie, já com uns dezesseis anos e é o ser mais sem noção, vaidoso e egoísta que já vi na literatura e admito que amei o fato dela se dar bem mal no final, cheguei a dar pulinhos de alegria. Em diversos momentos tive vontade de jogar o livro na parede por conta das atitudes desses dois.

Apesar dos momentos de ódio Agnes Grey é um livro gostoso e rápido de ser lido e mostra de forma crua como a sociedade vitoriana funcionava para os menos favorecidos, trazendo um lado que com certeza não vemos nos romances de época atualmente tão populares.
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Nicole.Melissa 01/07/2020

História bonita
Não sei se todos tem essa predileção, mas eu gosto muito desse tipo de história, acho riquíssima em detalhes da época e filosofias a cerca dos costumes e convívios sociais, gosto de viajar para aquela atmosfera. Livro bem escrito e levemente clichê, no bom sentido das sensações, me encantou e proporcionou uma leitura agradável.
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Talita 28/05/2015

Agnes Grey
Sem dúvida um romance soberbo, no qual podemos notar que Anne Brontë, apesar de não tão conhecida, é tão boa escritora como suas irmãs, e com certeza a mais realista das três.
Com uma protagonista forte e determinada, mas ainda sim meio inocente, a escritora foge dos romances comuns da época sem parecer absurda. Há a medida certa de romance no texto e com certeza uma precisão de detalhes da época que fazem com que o livro tenho por todo uma aspecto verídico, com personagens com características que soam verdadeiras.
Sem dúvida um livro que merece ser lido.
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Silistino 28/08/2016

Agnes Grey não é underrated
Pra falar a verdade, eu achei esse um livro bem fraquinho, especialmente em comparação com os outros romances das irmãs Bronte. Depois de ter lido como esse livro é "underrated", continuo achando que falta a ele complexidade de enredo e aprofundamento na caracterização das personagens principais.
Aline 01/06/2019minha estante
Além de ser uma historinha bem água com açúcar...




PERFIL DESATIVADO - NÃO SIGA 03/07/2016

Acho que o que mais gostei do livro foi a narrativa da autora. Apesar de ser uma história lenta e sem muitos acontecimentos, ela usa as palavras de uma maneira tão instigante que você acaba não conseguindo evitar ficar preso ao livro.

A protagonista me irritou sim em muitos momentos por ser submissa demais (o que é compreensível considerando a posição dela, mas...) porém em alguns momentos ela era muito cheia de opiniões e falava o que achava de verdade e era nesses momentos que mais gostava dela. Já todas as crianças de quem ela cuidou, meu deus, que pestes... Tanto as crianças da primeira casa que ela trabalhou, quanto as crianças (e mais tarde adultas detestáveis) da segunda casa. Acho que todo esse sofrimento da protagonista faz a gente criar um empatia por ela.

Só o romance que infelizmente não me agradou muito. Ele não tem tanto destaque assim, mas quando ele foi o foco, achei bem sem sal e sinceramente [SPOILER] parece que a autora só o colocou na história pra seguir aquela regrinha de final feliz com casamento [SPOILER]
carlos 03/07/2016minha estante
não li esse ainda, mas jane eyre da irmã charlotte da anne brontë também tem a mesma pegada de romance forçado. por isso que para mim, das três irmãs, só a emily conseguiu me ganhar, com Morro dos Ventos Uivantes


PERFIL DESATIVADO - NÃO SIGA 03/07/2016minha estante
Eu gostei do romance de Jane Eyre, não achei forçado, não, mas esse... Wuthering Heights é maravilhoso, até hoje penso nele.


carlos 03/07/2016minha estante
poxa, não engoli de jeito nenhum :/ achei outros pontos positivos no livro mas o romance não foi um deles. wuthering heights, por outro lado, não perde nada comigo


PERFIL DESATIVADO - NÃO SIGA 04/07/2016minha estante
Nem gosto tanto de Wuthering heights pelo romance, até porque é meio doentio né rs mas o livro todo é tão perturbador, tem um clima tão pesado que você se sente dentro da história e sente o sofrimento de todos ali


PERFIL DESATIVADO - NÃO SIGA 04/07/2016minha estante
Estou querendo ler todos os livros das irmãs Bronte, mas alguns são bem difíceis de achar ):


carlos 04/07/2016minha estante
nisso eu tenho que concordar com você. e concordo, é bem difícil de achar os livros. eu tento ler em inglês, mas acaba sendo uma leitura muito difícil


PERFIL DESATIVADO - NÃO SIGA 04/07/2016minha estante
Sim ):




Paula.Juca 19/02/2020

Gostei
Livro de leitura simples, nos conta a simples vida de uma menina que saiu sua casa para trabalhar como "receptora" em casa de família. Passa uns maus bocados com os filhos das patroas e também com as próprias patroas. Mas enfim conhece o amor. Como disse é uma leitura simples mas cheia de lições de vida.
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Michelle 27/02/2020

Leve para os dias de hoje, pesado o para a época.
Eu tive contato com as famosas irmãs Brönte pela primeira vez nessa obra. Escolhi ler por ser considerado clássico. E gostei.

Gostei muito da ideia do romance de formação, de perceber detalhes de uma época diferente, de entender a estrutura da sociedade, pensar sobre as escolhas das personagens. Achei leve para os dias de hoje e, ao mesmo tempo, para sua época de publicação tão pesado.
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Krous 21/09/2018

O que eu posso dizer? Eu AMO romances de costumes. Possuem todos os elementos que sinto falta em romances de época, NÃO tem as cenas de sexo vulgares e mal escritas desse gênero (sim, foi indireta para a Julia Quinn), conseguem ser mais feministas que muitos livros contemporâneos cujo marketing usa o movimento para atrair leitoras e são bem escritos, o que, infelizmente, ultimamente é mais do que eu posso dizer de muitos livros best-sellers.

Agnes Grey, assim como os romances de suas irmãs mais velhas e os de Jane Austen trazem críticas pertinentes ao papel da mulher na sociedade do século XIX e das diferenças de classe. Tudo que, infelizmente, ainda faz muito sentido hoje em dia.

Achei o livro muito parecido com Jane Eyre. Só que enquanto as dificuldades e maus tratos de Jane terminam quando ela vai para um colégio interno, as de Agnes começam quando ela resolve trabalhar como preceptora. Isso porque Agnes não vai para casas acolhedoras como Jane que foi parar na casa do senhor Rochester. Não, os patrões de Agnes são arrogantes, só tratam bem aqueles que têm a mesma fortuna que eles ou mais. Empregados? Lixos.
Dá um pouco de dó da personagem central.

Com este livro vi que as irmãs Brontë levavam jeito para escrever mesmo. Anne conduziu muito bem sua história e suas críticas e o romance é fofo.

Confesso que sempre me surpreendo com pensamentos modernos de livros escritos nos séculos passados e até com os personagens masculinos. São muito menos problemáticos e machistas do que pensava e menos ainda do que a literatura atual que se vulga tão moderninha.
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Sara 22/05/2020

Agnes Grey
Confesso que foi uma leitura um tanto angustiante pra mim (pode ser que eu esteja exagerando), não odiei o livro, mas não foi envolvente. Recomendo a leitura para aqueles que têm curiosidade relacionada ao cotidiano de uma preceptora na era vitoriana. Apesar de tal experiência, quero conhecer mais da Anne Brontë.
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