A guerra dos consoles

A guerra dos consoles Blake J. Harris




Resenhas - A guerra dos consoles


18 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Fabio.Gabriel.Oli. 19/11/2020

ninja Sega contra o império Nintendo
Se minhas emoções lendo esse livro fossem um brinquedo, seriam uma pista do hot wheels.
Antes de falar sobre o livro, quero me gabar que paguei só 10 reais nele (trava na beleza).
O título me animou desde o começo, já que trata da história de 2 empresas que fizeram história.
Não só as empresas como também os 2 personagens amáveis (Sonic e Mario).
A Guerra dos Consoles vai contar da história da batalha entre a Sega e a Nintendo pelo mercado de videogames, contando sobre as duas empresas e o início da famosa rixa que divide fãs pelo mundo todo (eu prefiro o Mario (trava na beleza de novo)).
Apesar de contar a história de um modo geral, o livro vai ter foco principalmente na trajetória de Tom Kalinske, que assumiu a Sega of America e começou seu trabalho pra tirar a empresa do fundo do poço para disputar espaço com a Big N.

Eu amei cada parte desse livro, até o Prefácio (e olha que eu não gosto de prefácios). E to louco pra ver o documentário.
Nada igual conhecer os bastidores de uma guerra que realmente se iguala a batalha Coca-Cola Vs Pepsi. Me senti como um funcionário da empresa, conhecendo todos e cada passo que fez da Sega o sucesso que foi.
Adorei o Kalinske e toda estratégia dele pra transformar lixo em luxo (tipo o Sonic roqueiro com a Madonna (quem leu, sabe)).
Senti raiva dos Japoneses do começo ao fim (principalmente no fim) por serem tão irritatemente mentes fechadas. Nem parece que é de lá que vem parte das maiores empresas de tecnologia.
Se tivessem seguido o que Kalinske propora, a Sega teria continuado no topo por muito mais tempo (arrisco dizer que até hoje).
Mas enfim.
Ciente da minha opinião geral, vamos as avaliações.

º Devo começar exaltando a escrita de Blake J. Harris. Bem didático, dinâmico (com boa alternância entre diálogos e informações) e bem dimensionado, uma vez que ele não só conta a história da empresa e do mercado, como também fala da relação entre os personagens e dos seus sentimentos sobre tudo que acontece. E já disse que simplesmente amo quando uma história real é contada dessa forma atrativa, como um romance. Foi essa escrita que me manteve preso ao livro e não fez ele parecer mais um documentário do Discovery Channel.

º Em relação ao desenvolvimento de histórias reais, eu nunca julgo os fatos porque ninguém escolhe o que vai acontecer a seguir. Porém, o autor escolhe o que contar e depende dele que a história fique coerente. Esse é outro ponto positivo. Mesmo que ele tivesse pulado semanas ou meses em alguns capítulos, fez questão de nos atualizar sobre o que ocorrera e mostrar os momentos mais relevantes. Isso é importante pois dá aquela sensação de história contada por completo e sem enrolação.

º Sobre os personagens, acho importante que mostre quem eles são além de simples funcionários e peças num tabuleiro. Alguns documentários só mostram das pessoas os seus méritos e habilidades, como o único objetivo de dizer em que ela influenciou na história. Porém uma pessoa é bem mais que isso e gosto quando é dada essa profundidade, mostrando personalidade, química entre os personagens e seus sentimentos.
Esse livro é mais uma prova de que aproximar o leitor dos perosnagens é uma das grandes partes de uma história bem contada.

º Amei a ideia de contar uma história tão importante quem marcou muitas pessoas, asism como adorei como ele explorou todo o mercado dos videogames e a evolução dele no período em que é contado. Um ótimo resultado para um primeiro livro.
E estou curioso para ler sua segunda obra (The History of The Future) que infelizmente só tem em inglês por enquanto.

º O final de um bom livro é sempre doloroso. Nesse caso me doeu como a história de Kalinske terminou (não, ele nao morreu kkk), mas, graças a p***a dos japoneses, não poderia ter sido diferente.
A história acabou em um bom ponto apesar de que eu gostaria de saber o que a Sega foi dali pra frente, principalmente com o lançamente do vindouro Nintendo 64, que estava entrando em uma nova batalha contra a Sony e o seu PlayStation.


Conclusão.
Um livro perfeito, com uma históra incrível, recomendado para nerds e não-nerds. Entra pra minha lista de favoritos e um dia leio de novo (porque é muita informação boa kkkk).
Com tudo que eu li (a questão das duas empresas, a liderança inteligente de Tom, os funcionários que fizeram a diferença...), uma das grandes lições que tiro desse livro é a importância do trabalho em equipe.
Mais vale ser humilde e saber pedir ajuda do que ser orgulhoso e fazer merda sozinho (filozofey (trava na beleza uma última vez)).

P.S. Não odeio japoneses, eles só fizeram muita cagada durante a história que custou a Sega e por um tempo arrebentou a Nintendo.

site: https://www.instagram.com/invites/contact/?i=v0mcpzn9neft&utm_content=i6y9h25
comentários(0)comente



rcividanes 16/09/2020

Fotografia de uma década
Um show! A guerra dos consoles, mais do que uma história sobre videogames é uma aula sobre administração e marketing. Se a Sega tivesse seguido as ideias e visão de Kalinske, não tenho dúvidas que o cenário dos Videogames atual seria bem diferente. Super recomendado!
comentários(0)comente



Blacktikey 07/08/2020

Este livro me causou mais emoção e entusiasmo do que qualquer outro, desde Harry Potter
É ideal para quem é nerd, principalmente para quem é nintendista ou seguista.
A forma com que a história é contada faz parecer um filme, e não um livro documental baseado em fatos reais.
Ver os bastidores da empresa que desbancou a Nintendo acontecendo, por um curto mais memorável período, me fez achar que eu trabalhava na Sega. E isso foi show!
Não é à toa que vão fazer um filme Hollywood ano baseado neste livro, em breve.
Vale ressaltar que a rivalidade entre a Sega E a Nintendo nos anos 90, equivale a rivalidade entre Apple e Microsoft ou coca-cola e Pepsi. Numa época em que não haviam leis para esse tipo de competitividade, ainda.
E não recomendo apenas para os nerds, pois mostrei este livro para uma amiga que não tinha nada de nerd e ela conseguiu ler as 600 páginas deste em menos de um mês, demonstrando empolgação.
Suéllen 07/08/2020minha estante
Caramba, sensacional hein, sentimento nostálgico com esse livro. E de novo me interessei mais depois de ler sua resenha srs, que por sinal, está muito bem construída srsr.


Blacktikey 07/08/2020minha estante
Hahha obrigado por ler. Vou começar a escrever sobre os livros q ja li ( os muito poucos, e lidos super lentamente kk ) espero q goste


Suéllen 07/08/2020minha estante
kkk super apoio ..


Paty 07/08/2020minha estante
Também a resenha! Já até marquei o livro como desejado; não sou muito afeita a não-ficção, mas esse me interessou!


Paty 07/08/2020minha estante
amei* aushuahsuas


Blacktikey 07/08/2020minha estante
Esse livro parece fantasia de tão épico q foram as decisões da equipe da Sega na época. Vais gostar viu.


Blacktikey 07/08/2020minha estante
Todo dia vou tentar lembrar de um livro que ele escreveu uma resenha aqui
Rsrs




Oli.Caluz 22/07/2020

Guerra dos Consoles - Blake J. Harris
Guerra dos Consoles, escrito por Blake J. Harris, é um livro que, arrisco dizer, quase pode ser visto como um livro “bibliográfico” ou documental, registrando a época e os bastidores de alguns dos momentos cruciais que fizeram a indústria dos videogames ser o que é hoje – uma potência mobilizadora financeira, cultural e educativa num nível global.

Para além disto, a história é contada de uma forma leve e descontraída, repleta de voltas e reviravoltas, englobando desde uma contextualização sobre o passado e o surgimento de todo este mercado, com a Atari, conduzindo o leitor até o surgimento e domínio da indústria pela “Big N” (Nintendo), até a grande ascensão e queda da SEGA, que com o seu fantástico ouriço azul (o Sonic – o qual, vale lembrar, teve a produção do seu filme como um sucesso estrondoso neste ano de 2020), terminou expandindo as possibilidades para a existência de diversos consoles, jogos e empresas, como o PlayStation da Sony, por exemplo.

Situando a maior parte da narrativa a partir de Tom Kalinske, quem esteve à frente da SOA (SEGA of America) durante o maior período de crescimento e reconhecimento da empresa, é interessante notar a importância que a competitividade de mercado teve para evolução deste ramo da cultura, assim como, na minha opinião, o livro trata também do quão fundamental é que uma empresa possua e mantenha todos os seus setores e funcionários/colaboradores em sintonia e equidade de respeito, união e visão sobre qual é o melhor caminho para alcançarem seus objetivos – apenas com fins de evitar spoilers, não vou me prolongar sobre as possíveis problematizações que poderiam ser discutidas com base em conflitos interculturais (entre outros) descritos nos livro.

Por fim, acredito que mais que apenas uma aula sobre planejamentos estratégicos, posicionamento de marca e campanhas de marketing (como a elaboração do personagem, do jogo e das propagandas do Sonic, da importância do Mário e do Donkey Kong, entre outros), toda a história do livro deve se mostrar maravilhosa para qualquer pessoa que tenha dentro de si alguma paixão ou curiosidade sobre os videogames em geral.
Fabio.Gabriel.Oli. 19/11/2020minha estante
Concordo muitíssimo. Ótima resenha, bem concisa.




mrdarthluke 14/07/2020

Quando era gamer
Me elucidou muito sobre a console war Sega vs Nintendo. É uma história muito maluca essa "guerra". Ah é Sega>>>>Nintendo
comentários(0)comente



Welliton.Moreira 26/12/2019

Uma verdadeira revolução
Para os amantes de games o livro é sensacional em minha opinião, eu vivi um pouco da época do final dos anos 90, e meu primeiro console foi o Super Nintendo, saber o que acontecia por trás de tudo aquilo, foi uma experiência incrível ver cada passagem de época, cada inovação nos consoles e nos games, a constante batalha entre a Sega e Nintendo, que renderam os frutos da qualidade e quantidade de jogos e outras empresas do ramo da atualidade. Através da história é possível ver empresas como a Sony no início de sua carreira com os video games, a Eletronic Arts como desenvolvedora de jogos, dentro muitas outras. Eu dou nota 10 para essa minha leitura e o livro eu recomendo muito para quem tem interesse em ver como muitas vezes o orgulho de grandes empresas pode colocar tudo em risco e um simples erro ou decisão tomada errada pode colocar anos de trabalho a perder. Essa é minha opinião sobre a leitura *--*

site: https://www.youtube.com/watch?v=JJZqYJsLrXM
Fabio.Gabriel.Oli. 19/11/2020minha estante
Meu primeiro console também foi Super Nintendo. Daí que vem meu amor pelo bigodudo.




mpin 22/12/2019

Livro enviesado de torcedor
Para fãs de história dos videogames como eu, o livro é um prato cheio, embora diversas informações sejam de conhecimento do grande público, especialmente os que já leram livros ou assistiram a documentários no passado. Em A guerra dos consoles, o verdadeiro embate é travado nos bastidores, entre reuniões com empresários, negociatas, traições e muito mais. Infelizmente, o texto ficou desproporcional a favor da Sega: a Nintendo é deixada de lado em vários momentos, retratada como uma empresa despótica e conservadora que flerta com o monopólio. Nada distante da realidade. O problema é que chega a alguns momentos do livro que a Nintendo parece um personagem meramente unidimensional, um vilão, a encarnação do capitalismo malvadão que quer roubar o dinheiro e os empregos dos pobres norte-americanos. No primeiro terço do livro, há um agradável equilíbrio entre a história da concepção dos jogos e os bastidores empresariais, mas daí para frente há um desequilíbrio entre o aspecto mais empresarial da história, e os detalhes, a essência dos jogos que marcaram época acabam sendo deixados para trás. Street fighter II, por exemplo, não é citado com o impacto na cultura pop que gerou, e os jogos que usaram nomes de famosos, como Mike Tyson's Punch-out ou Michael Jackson's Moonwalker tiveram pouca cobertura em relação às polêmicas geradas pelas vidas pessoais desses artistas. Há diversos episódios interessantes, como o empresário da Konami questionando Kalinske sobre a ética em se trazer jogos com violência, ou ainda o storytelling que convenceu os japoneses da Sega a alterar o nome de Miles para Tails. Coisas que eu não sabia. Só acho que faltou mais equilíbrio na distribuição de informações. Em certos momentos, a gente fica quatro, cinco, seis capítulos lendo sobre a Sega, a ponto de quase esquecer que a Nintendo existe. Outro elemento que poderia ter sido incluído é o Zeitgeist da época: incluir os eventos relevantes nos noticiários daqueles anos poderia ter deixado o texto mais vivo. Mesmo assim, é um livro-referência para quem curte o assunto, e vai trazer várias lembranças boas, e os bastidores não tão bons por trás desses jogos fantásticos que marcaram nossa geração. Recomendado.
comentários(0)comente



Alex 10/05/2019

Fantástico
Que livro ! Adorei ler a história por trás da minha infância. Entender tudo o que se passou, conhecer esses personagens e essas empresas fantásticas que já foram e são até hoje. Embora não tenha tido uma infância dedicada ao video-game, primeiro por causa de nossa condições financeiras, e segundo porque nessa época eu já estava entrando na faculdade e meu foco eram os computadores, sempre fui apaixonado por tudo isso e esse livro me aproximou mais ainda de tudo o que passei e nem fiquei sabendo dos motivos.
Obrigado ao autor por fazer essa obra !
comentários(0)comente



Ronan 23/10/2017

Um belo case de marketing
O livro aborda a famosa guerra pelo mercado de vídeo games nos EUA dos anos 90. A Nintendo, líder inquestionável no começo da década vê sua hegemonia ser abalada pela chegada da Sega e de seu novo console de 16bits, o Gênesis ou Mega Drive. Nessa guerra em que teconologia e jogos eram bastante semelhantes, as estratégias de marketing tiveram um papel muito grande. Contada sob o ponto de vista da Sega e de seu CEO na América, nos permite vislumbrar como essa companhia de ascendência meteórica também teve uma queda tão rápida quanto.
comentários(0)comente



Adriano Garcez 15/09/2017

Guerra de Marketing
Gostei muito do livro. Gostei demais de conhecer a figura do Tom Kalinske, sem contar que é a primeira vez que lemos a história dos bastidores da Sega com tantos detalhes. A escrita é excelente e te faz sentir dentro da história - apesar de desconfiar da veracidade de alguns fatos de tão detalhados que são.

Meu único problema com o livro e que me fez tirar uma estrela foi o fato de que o autor deixa de contar pontos importantíssimos. Descreve bastante o processo pré lançamento do Sonic, mas, logo após o lançamento, já pula para um período considerável onde o jogo já é um sucesso etc, sem passar pelo processo de como o jogo mudou a cultura interna da Sega. O livro é imenso e se prende em alguns detalhes desimportantes.

Gostaria muito de saber melhor como foi o lançamento do Sega CD e do 32X, mas é só citado como este último foi enfiado goela abaixo pela SOJ. Depois é esquecido.

Enfim, só dei 4 estrelas porque tive um Mega Drive, senão seriam 3 ou menos. HAHA.
comentários(0)comente



Roger Ruiz 07/07/2017

Viajei no livro
Para quem tem uma história com video games, esse livro traz uma nova perspectiva sobre o assunto. Bom saber sobre os atores responsáveis por um momento importante em nossas vidas e, sem deixar de lado, a questão do business e as relações políticas das empresas.
comentários(0)comente



Eric Adams 10/02/2017

Leitura obrigatória
Muito do que se vê hoje nas redes sociais é uma discussão acelerada entre o que é melhor: Xbox, Playstation ou PC.

Este livro trata de uma época em que a disputa para ver que plataforma e console era melhor não só representou discussões simples entre usuários, e sim uma "guerra" entre as principais fabricantes de consoles. Guerra essa que simplesmente definiu a forma como os jogos são tratados hoje em dia.

Um ótimo livro que mostra não somente o contexto histórico de desenvolvimento de muitos jogos, como também a influência social e de mercado em torno de cada ação.

Leitura obrigatória pra qualquer fã de jogos, principalmente dos mais antigos. Leitura recomendada aos visionários, no que diz respeito a empreendedorismo e mercado.
comentários(0)comente



Jorge.Luis 24/01/2017

Leitura obrigatória para todo gamer das antigas
O início dos anos 1990 ficou marcado na indústria dos video games pela fatídica Guerra dos Consoles. A toda poderosa Nintendo com o NES e seu mascote Super Mario era dona de 95% do mercado, parecia ser insuperável e ditava todas as regras do mercado na era dos 8 bits. As demais empresas não passavam de meras coadjuvantes, peixes pequenos, insignificantes, até que a Sega resolveu desafiar a "Big N" com um console de 16 bits e uma atitude ousada personificada pelo mascote rival do Mario, o rápido ouriço azul Sonic. Começava uma guerra que definiria os rumos da indústria dos vídeo games e que ainda ecoa nos dias atuais.

O livro "A Guerra dos Consoles" é baseado em entrevistas e relatos envolvendo as pessoas que administraram a Sega, a Nintendo e outras empresas que ressuscitaram a então desacreditada indústria do Vídeo Games no início dos anos 1990. Blake J. Harris nos traz uma escrita fluída, que nos dá a impressão de estarmos lendo um romance, assim, a leitura, além de não ser cansativa, é muito reveladora. Recomendo a todos que, assim como eu, viveram intensamente a "Guerra dos Consoles".
comentários(0)comente



Guaracy.Carlos 26/11/2016

Relembrando a infância com olhos do Marketing
Gostei muito do livro. Escrito na forma de prosa, a leitura é agradável e rápida. Lembrar de icônicos consoles que marcaram a minha infância como o Nintendo e Mega Drive é muito prazeroso. Contudo, fica um certo sabor amargo resultante da constatação que grande parte das percepções que tinha acerca de ambos foram criadas pelo marketing. Vale a leitura para compreender as dinâmica do mercado de games.
comentários(0)comente



Jonathas 17/08/2016

Nostalgia em páginas
Mario, Sonic, Pacman, Pokemon, hadouken, fatality são algumas das milhares referencias aos videogames inseridas a cultura pop. A força dos jogos digitais é inegável, como se eles já não tivessem provado seu potencial, os jogos estão invadindo tudo quanto é lugar (vide PokemonGo) e até mesmo Hollywood, através de franquias como Resident Evil e a mais recente animação Angry Birds (o primeiro jogo de celular adaptado para os cinemas). Gostando ou não, o mercado de jogos eletrônicos já movimentam quase US$91,5 bilhões por ano.
O livro de Blake J. Harris narra a grande disputa de duas das mais importantes empresas do mundo dos games: Nintendo e Sega. Depois da “crise dos videogames” a Nintendo conseguiu reerguer o mercado e consolidar muito do que conhecemos hoje a cerca dos videogames. Em 1990 a Nintendo detinha aproximadamente 90% de toda a indústria. A Sega era uma pequena empresa de fliperamas que se aventurava nos negócios dos games, mas com o monopólio da Nintendo era difícil se fazer notar no mercado.
A Sega começa sua inserção significativa no mercado após a contratação de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que dá uma nova identidade a companhia do Ouriço Azul. Com ideias ousadas e inovadoras a batalha que definiria uma geração coemça: Press star e bem-vindo a guerra dos consoles!
O livro é baseado em informações obtidas por meio de várias entrevistas com centenas de pessoas envolvidas e documentos, mas o autor alerta em nota que tomou certa liberdade recriando cenas e diálogos além de reorganizar fatos de acordo com seu julgamento, o que fica claro depois de alguns capítulos. A narrativa toma forma de romance e tem um ritmo alucinante e frenético, digno das grandes criadoras de jogos igualmente alucinantes e frenéticos. No entanto, a organização narrativa por vezes confunde o leitor, há muitos flashbacks mal inseridos ao texto que deixa o leitor desorientado.
O livro é recheado de informações dos bastidores das empresas, e é impossível ao leitor que cresceu em meio aos videogames não sentir uma nostalgia e se deliciar ao saber de detalhes da criação de personagens e jogos tão familiares como Sonic, Mario e vários outros. Para os leitores que não se identificam com os games, o livro pode surpreender com a parte do empreendedorismo que recheia as páginas mostrando a astucia e força de funcionários que transformam, positiva ou negativamente, um negócio. Estratégias de venda, marketing e o mundo das grandes corporações que movem bilhões serão uma grata surpresa a qualquer leitor.
A coisa que mais incomoda ao longo da leitura é perceber que o autor não apenas toma partido e veste a camisa da Sega, como nutre um carinho especial por Tom Kalinske, que protagoniza quiçá 90% do livro. O destaque a esse personagem é tamanho que por vezes o leitor se perde na história de Tom, esquecendo-se da grande guerra entre os consoles. Não é mera coincidência que o livro se inicie com Tom Kalinske sendo contratado pela Sega, e encerre com sua demissão. Por essa razão, o livro não pode ser encarado como um relato histórico, uma vez que a perspectiva é quase sempre a de Tom, o que faz com que a Nintendo e seus profissionais sejam os grandes vilões da história.
À geração dos anos 80/90 o livro é altamente recomendado, aos gamers igualmente, e a qualquer leitor que se interesse por empreendedorismo. O Encanador Bigodudo e o Ouriço Azul, com certeza, tem muitos truques a ensinar.


- Temos que admitir uma coisa sobre a Nintendo. Goste deles ou não, tudo em que aqueles caras tocam vira ouro.
- Você está certa. Então, acho que só temos que fazer com que tudo que toquemos vire prata. E, enquanto isso, encontrarmos uma forma de convencer o mundo de que prata vale mais do que ouro. (p. 78)
comentários(0)comente



18 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2