O Enigma do Oito

O Enigma do Oito Katherine Neville




Resenhas - O Enigma do Oito


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Yasmin 25/10/2011

Perfeito

Ainda não sei como começar a resenha desse livro. Eu sabia que ia ser diferente de tudo o que já havia lido. A história transcorre em duas épocas diferentes e se complementam de maneira única. Enquanto a trama começa a se desenrolar em 1790 com a revolução francesa forçando o xadrez de Montglane a ser desenterrado da abadia e atraindo a atenção de todos em 1972 Catherine Ville é arrastada para o jogo por vários misteriosos acontecimentos.

Imagine um xadrez que esconde gravado em suas peças um segredo milenar. Um segredo que mudaria para sempre os rumos do mundo. É com essa trama que somos conduzidos pelas entranhas da história. Pulando de personagens a acontecimentos históricos mesclando realidade e ficção de maneira magistral a narrativa de Neville vai envolvendo página por página. O livro todo é uma grande batalha de xadrez, e os personagens estão divididos entre peças brancas e peças pretas.

Continue Lendo: http://cultivandoaleitura.blogspot.com/2011/10/resenha-o-enigma-do-oito.html

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Dani Fuller 23/10/2011

O que serve para fazer um enorme bem à humanidade pode servir também para a destruição e a maldição,
Pense em um livro muito bom. Pensou? Pois é...O Enigma do Oito é melhor. Ele demorou a aparecer por aqui justamente por este detalhe. Eu não sabia o que escrever e/ou como começar a escrever sem me tornar repetitiva. Desde o livro Especiais uma leitura não se tornava minha favorita... para vocês terem uma idéia da revolução que o livro causou em mim. E vamos recordar de um livro que também chamou minha atenção e fez eu questionar bastante.. A Janela de Overton.. apesar de eu ter amado e recomendado.. não foi suficiente para ser um favorito. Então sintam o patamar elevado do livro O Enigma do Oito.

Em tudo que eu escrever abaixo.. não conterá spoilers sobre o livro.. apenas minha opinião e reação sobre o que li. Passagens que eu considero prejudiciais a uma futura leitura vão estar com a fonte da mesma cor do fundo da página.

"A vida é uma espécie de xadrez" - Benjamin Frankilin

Eu achei que fosse enlouquecer com ele... são tantos detalhes.. são milhares de anos de história! Wow! Eu admiro demais quem consegue escrever algo assim.. e com tamanha confiança... pois faz você acreditar naquilo.. afinal será mesmo verdade? O livro foi escrito e lançado há mais de 20 anos.. e eu nunca tinha visto nada sobre ele.. e o que causou meu interesse agora? Acredita que foi exatamente isso.. o fato de ter sido escrito em 1988 ehehehehe... e que seria lançada a continuação agora 20 anos depois.. eu realmente não fui pesquisar e achei que a continuação seria lançada mundialmente agora... mas não. .ela foi realmente lançada 20 anos depois..... em 2008.. e aqui no Brasil ela chegou este mês.. Ufa.. ainda bem que só descobri sobre ele agora.. já parou para pensar aguardar 20 anos pela continuação de um livro?

"Mas não se esqueça de quem eu sou, na verdade, nem de quem me escolheu. Lembre-se de que Deus é o maior de todos os Grandes Mestres de xadrez!"

A sua leitura não é das mais fáceis.. mas foi um desafio dos mais agradáveis que eu poderia ter :)...a história é contada focando o ano 1790 em diante e o ano 1973.. e neles temos também relatos de algumas personagens falando ainda de outras datas além dessas da sequência.. e o melhor é que tudo acaba se encontrando de uma forma ou outra.. e eu fiquei surpresa e aliviada que tantas informações não ficaram perdidas... tudo fazia sentido.. tudo se relacionava.. como um jogo de fato! Os encontros das histórias são incríveis...conectar os fatos históricos às peças do xadrez.. Napoleão! Que de todas contadas é a que possuo mais viva na memória, do resto precisei recorrer ao google rs rs rs. Claro que você precisaria de uma memória muito boa para lembrar de tudo que foi contado a você ehehehehe. Meu livro, por exemplo, está todo marcado de passagens que eu encarava como importantes.. e necessárias para quando eu resolvesse escrever minhas impressões sobre ele... Ingenuidade minha achar que seria suficiente... assim como já falei antes aqui.. histórias muito complexas vão além de minha capacidade de escrever... mas eu tento. E também não será por esse detalhe que irei parar de ler e falar sobre elas =D.

"Porque na ciência, como na natureza, é sempre a solução mais simples que funciona."

E em tantas páginas só achei que falhou em não contar muito sobra as 'brancas'. Que forma se reuniram, e o motivo de agirem sempre da forma que foi contada (tentei pesquisar algo se pedras brancas são do mal e pretas do bem.. ou qualquer bobagem assim.. e não encontrei ~ então realmente fico sem saber).. talvez façam parte de alguma 'escolha' assim como as pretas? Existirá um marco característico como o ∞? Pois é.. não existe perfeição no mundo, mas existe o quase perfeito...somos levados a uma viagem pelo mundo do xadrez, pela história do mundo, cidades e acontecimentos. Aponta e cruza dados com personalidades famosas, religião, matemática, música, física, ciência em geral, mística, alquimia. São tantas variáveis, tantas oportunidades.. escolhas... destino. Ufa... o livro parece quase ∞. Fui levada pela emoção em tantos momentos, mas principalmente no final que foram levantadas questões que sempre passaram pela minha cabeça.. eu por algum motivo não nasci com dons para nenhum tipo de ciência e tal.. ou apenas nasci na época errada e muita coisa nem dá para mais praticar e ver acontecer.. já que tudo praticamente já foi elaborado.. criado.. escrito... testado etc.. mas eu questiono muitas delas... e o livro da maneira dele.. ele responde a elas.

"Possuir algo que os outros não têm é difícil e, frequentemente, perigoso. Às vezes, convém deixá-los no escuro."

Não sei se O Fogo (continuação de O Enigma do Oito) é realmente uma continuação dos fatos contados em O Enigma do Oito.. acredito que não.. mas eu torço que sim... pois ele termina de forma abrupta.. fazendo desejarmos por mais. E o questionamento: Será que temos por ai um xadrez do tipo.. as peças e tudo o mais? Parando para pensar....faria muito sentido em tudo ou quase tudo que já presenciamos na história do mundo. Simplesmente genial!! Se a autora manteve seu nível neste novo livro... eu já fico feliz.. ah ah ah e nem preciso dizer que assim que saiu no site do submarino a pré-venda do livro eu já fui reservar o meu. O problema é que sofreu algum tipo de atraso seu lançamento... e terei que continuar na expectativa para seguir minha leitura desta incrível narrativa. E continuar minha fascinação e alucinação, pois em todo lugar eu passei a ver algo sobre xadrez ou relacionado a tal... pessoas como peças e o famoso símbolo ∞.

"(...)O que serve para fazer um enorme bem à humanidade pode servir também para a destruição e a maldição, como a História já demonstrou tantas vezes."

Quem falar que não se interessou pelo livro vai apanhar! Ah ah ah ah brincadeira.... mas o livro é indescritível! Recomendaria a todos.. mas todos dá muita gente... recomendo a você que ama boas histórias e ama quebrar a cabeça. Estou com muita vontade de reler o livro.. mas 678 páginas fica um tanto pesado! Aproveitem que agora os livros estão em promoção.. antes custavam 48 reais... :).

"(...)Havia decisões que estariam sempre fora do alcance dos mortais, fosse qual fosse a nossa crença - nos deuses, nos espíritos totêmicos ou na seleção natural. Se nós adquiríssemos o poder de dar ou negar algo tão imenso, estaríamos brincando com fogo."

Arte do livro / Capa e interior ★★★★★
Tempo de leitura / Narrativa ★★★★★
Objetivo / Impacto ★★★★★

http://www.danifuller.com/2011/07/o-enigma-do-oito-katherine-neville.html
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Caroline Nishi 19/10/2011

Enigma do Oito
Sabe aquela frase clássica que quase todos os filmes épicos têm: [voz com eco] “O passado e o presente se unem, as respostas do presente você encontrará no passado.”?

Essa é a essência do suspense histórico de Katherine Neville, O Enigma do Oito.

O Elamundo conta hoje a história do xadrez de Montglane, antes conhecido como Xadrez de Carlos Magno.

Ele foi forjado há muito tempo atrás, seu criador era um homem sábio que vivia atrás “da grande fórmula”, cuja resolução traria à toa o maior segredo da humanidade, um segredo que igualaria o homem aos deuses. Este homem, finalmente conseguiu resolver a fórmula, mas como todo grande conhecimento carrega consigo uma grande maldição, ele sofreu o castigo merecido. Tentando aliviar o peso de seu grande fardo, ele resolveu partilhar o conhecimento adquirido forjando o xadrez de Montglane e, consequentemente, a maldição tomou forma e despertou a cobiça de muitos homens.

No decorrer do tempo, o xadrez deixou o rastro que todo objeto de poder costuma deixar na história, derramamento de sangue e guerras. Mas, inesperadamente, as peças vão parar na abadia de Montglane, na França. As abadassas sabendo do poder que carregava o xadrez tinham consigo a responsabilidade de proteger o xadrez e nunca revelar sua localização, abadassa após abadassa. Os admiradores e cobiçadores seguiam as pistas que o xadrez deixou na história e sempre chegavam a abadia de Montglane, mas lá encontravam um beco sem saída e nunca mais se soube de seu paradeiro durante um século.

O objetivo das abadassas de Montglane era que o xadrez jamais chegasse nas mãos daqueles que buscavam o poder. Estamos falando da França do século 16, que vivia na eminência do estouro da Revolução (Francesa, obviamente), bens eram confiscados e nada pertencia a quem deveria de direito. Sabendo do risco que o xadrez corria, a abadassa tomou certas precauções para que, mesmo fora dos muros da abadia, o xadrez continuasse oculto.

Muito tempo se passa e agora estamos na Nova York de 1973, em meio a outro conturbado período da história, durante os conflitos com a URSS. Aqui, conhecemos nossa outra protagonista, Catherine Velis, que é fera em processamento de dados. Na noite de Natal, ela está amargando no plantão da empresa onde trabalha quando recebe uma ligação inusitada de Harry, um antigo cliente que se tornou amigo, convidando-a para passar o Natal com ele e sua família. Não tendo outra alternativa senão aceitar, ela decide se divertir um pouco na noite natalina de Nova York. Sua vida muda quando, nesta noite, uma cigana lê sua mão e diz que “No Jogo da Vida, os Peões são a alma do xadrez. E até o humilde Peão é capaz de assumir uma identidade diferente… A mulher que a levará à encruzilhada cortará todos os laços e precipitará o fim que está previsto.”.

Após este dia, Velis se vê em meio a uma perseguição que envolve a KGB, um soviético louco e por quem se sente estranhamente atraída, Lily Rad com quem nunca se deu muito bem, correndo sérios perigos de morte, atrás de objetos que não se têm notícias há anos, em um jogo que não pediu e nem esperava entrar. A vida lhe reserva grandes surpresas, as melhores sempre ficam no final.

Resenha publicada no blog Ela Mundo: http://elamundo.wordpress.com/2011/09/01/dica-de-leitura-o-enigma-do-oito/
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Priscilla 05/09/2011

O "Enigma do Oito" é o tipo de livro que te obriga a ler com calma. Não se preocupe, não é do estilo que faça citações obscuras ou de difícil entendimento; ele não te obrigará a percorrer as páginas com um dicionário ao lado. Ele nem ao menos te fará enrrugar as sobrancelhas ao ler suas passagens. Mas você precisa ter calma. E paciência, porque ele é soterrado de conhecimento enciclopédico e variado, que se for levado de forma irreverente se tornará incompreensível no decorrer da história.

Digo isso porque, se você não tiver o básico do entendimento sobre ciências exatas, filosóficas e históricas, poderá ficar completamente perdido se não levar o conteúdo a sério - no fim, não entendendo nada da proposta. Um dos motivos pela qual não dou cinco estrelas para o "Enigma do Oito" é exatamente esse. Ele é tão cheio de conhecimento arbitrário não realmente relacionado com o desfecho da trama, que se torna um pouco maçante aos olhos dos menos motivados.

Ao ouvir falar de teorias musicais, física acústica, matemática avançada, história da Revolução, filosofia e seus acompanhantes, muitos leitores pouco aplicados podem se render. Simplesmente porque não possuem o afinco de cravar os olhos na leitura e tentar compreender o texto, o que leva ao não entendimento de metáforas como a da Rainha Branca, do Rei Preto, e assim por diante. Há, por esse fato, certo distanciamento do leitor em relação aos personagens e suas lutas, como, principalmente Mireille. É difícil entrar na pele dela, porque sua história é soterrada de passagens de difícil acesso, e há uma difícil identificação com ela, fazendo com que só a compreendamos realmente no final; assim como Solarin, Talleyrand, Nim, e etc.

Mas o livro é bem escrito. Possui diálogos inteligentes, personagens interessantes e descrições bonitas. Me pego envolvida por Catherine, Lily e até Carioca, me pego finalmente compreendendo Mireille e toda sua jornada, me pego ansiando pelo Xadrez de Montglane e seus mistérios. Me pego imaginando como deve ser o futuro de Charlot, como devem ser as montanhas do Tassili, de como a Argélia é um país singular (apesar de antes nem ao menos poder precisar com exatidão seu lugar no mapa), e em como uma partida de xadrez pode ser muito mais do que um mero jogo.

Me pego ansiando por cada movimento, do menor dos peões ao maior dos reis. E é. Querendo saber exatamente onde o jogo termina. E que venha "O Fogo".


Moonlight Books 15/07/2011

O enigma do Oito
Uma trama intrigante, vista através de duas mulheres,em épocas totalmente distintas, 1792 e 1972. O que ligaria duas mulheres, e tão grande intervalo de tempo. A resposta, o Xadrez de Montglane. A trama é extensa e bem engendrada, não conseguimos saber, em certas partes do livro, quem é amigo ou inimigo, e o final, surpreendente.

Muito bom livro.
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Giro Letra 24/06/2011

O Enigma do Oito
O enigma do oito é um livro fantástico, que fascina o leitor do início ao fim. Fui obrigada a ler aos poucos e sempre era um martírio interromper a leitura, pois é um daqueles livros que você quer ler todo de uma vez.

A trama se desenvolve em torno do lendário Xadrez de Montglane, que, no século VIII, teria sido dado de presente a Carlos Magno por um governador muçulmano de Barcelona. Logo se percebe que não se tratava de um xadrez comum: além de seu tabuleiro ser inteiramente confeccionado em ouro e prata e suas peças, de metais preciosos, terem incrustações de safiras, rubis, esmeraldas e diamantes, há uma fórmula secreta escondida no Xadrez.

Leia a resenha completa: http://www.giroletra.com.br/2011/06/o-enigma-do-oito.html
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Isa 23/04/2011

O ENIGMA DO OITO
O ENIGMA DO OITO não valida sua proposta. Apesar de bem estruturada e do elaborado trabalho de pesquisa, a história se perde pelas voltas e meandros para se chegar ao seu cerne. A narrativa ocorre alternando cronologicamente em paralelo o passado e presente. Ambos os relatos carecem de objetividade excedendo em detalhes irrelevantes ao seu contexto. Todo apelo cênico é utilizado para rebuscar a trajetória épica do jogo de xadrez, o Xadrez de Montglane.
Em um fruir de conjunturas históricas, a primeira narrativa é ilustrada entre outros por Carlos Magno, Catarina a Grande, Marat, Rousseau, Robespierre e Bach em interação aos personagens, centrado na figurativa Mireille. O discorrer da trama é extenuado em sucessivos relatos, cansativos e maçantes.
A segunda história é narrada em primeira pessoa, da personagem Cat Velis, em um desenrolar que abusa da prerrogativa do enigma. Onde todos sabem tudo, menos a personagem centro e consequentemente o leitor.
A dinâmica desse acumulo de informações só ocorre a quase pouco do seu termino, com a convergência das histórias, o que não promove seu desenrolar. E ao final, a luz do dito enigma não revela nada de extraordinário. O mesmo mistério proposto por tantos outros livros do gênero: o elixir da vida.


20/09/2010

Duas épocas, uma fórmula e um jogo que já matou milhares. Uma história incrivelmente empolgante, que faz com que uma partida de xadrez se torne tão emocionante que fica impossível largar o livro. A autora trabalha com várias personalidades históricas dos fins de 1870 de forma enigmatica, ao mesmo tempo que desenvolve suas personegens de 1970. É praticamente impossivel escolher qual das duas épocas torna mais ávida a sede pela leitura. Um livro para se ter e reler várias vezes!
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Ptah 01/12/2009

Infinitas citações
Este livro me conquistou porque é cheio, qualhado mesmo, de citações e referências. Quem gosta de história (mas não é purista) vai se empolgar com as viagens de duas mulheres em épocas diferentes: presente e revolução francesa.

Personagens como Marat e sua assassina, Catarina da Russia e até o enxadrista Philidor entram como personagens nesse romance atras de algo que pode lhes dar poder.

Enfim, adoro romances hisóricos, mea culpa.


Fimbrethil Call 19/03/2009

Espetacular
livro espetacular, que mistura história real com ficção, mistério, suspense e ação que te prende até o final. É a história de duas
mulheres, uma que vive em 1790 na França, durante a revolução, e outra
que vive em 1973, primeiro em Nova York e depois na Argélia, durante a
crise do petróleo. A história se passa em torno de um jogo de xadrez
que Carlos Magno ganhou de presente de um chefe Otomano depois que
ajudou dito chefe a derrotar não lembro quem na Espanha, e esse xadrez
tem uma maldição, mas é feito de ouro e pedras preciosas, então tem
gente que quer destruí-lo por causa da maldição, e gente que quer o
xadrez pelo valor inestimável, e por aí vai... É um livro maravilhoso,
e quando chega no final tem uma surpresa, mas EU não vou contar o fim!


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