O Feiticeiro de Terramar

O Feiticeiro de Terramar Ursula K. Le Guin




Resenhas - O Feiticeiro de Terramar


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Milas Caldas 17/06/2017

Quando pensamos em jovens magos destinados a grandeza logo alguns nomes me vem a mente como Harry Potter, Timothy Hunt, Eragon, entretanto, em 1968, Ursula K. Le Guin “deu a vida” ao jovem chamado Gavião, o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos, e com certeza uma grande inspiração para os seus sucessores! Mas, este livro não nos apresenta o mago em sua plenitude, mas sim o começo de sua jornada, quando Gavião ainda era o pequeno Duny, que se tornaria no jovem Ged.

Ged foi criado pelo pai com ajuda de sua tia, pois quando sua mãe falecera, ele ainda era muito novo. Ferreiro sem instrução, o pai de Ged queria que o garoto aprendesse o ofício, mas ele não queria o mesmo. Passava as tardes brincando, até o dia que viu a tia fazendo um feitiço. Ele não sabia o que as palavras significavam, mas as utilizou e conjurou um feitiço sobre as cabras, o que fez sua tia perceber que ele possuía um grande potencial, e ela começou a ensiná-lo tudo que sabia.

Na pré adolescência, sua ilha (deixar uma ressalva aqui, o mundo do livro é todo composto por ilhas e arquipélagos) foi atacada por selvagens, e o garoto acaba conseguindo salvar sua comunidade utilizando uma magia que até então ele não havia aprendido. Com esse feito, ele ganha fama em outras terras, e é esta fama que chama a atenção do mago Ogion, que o tornou aprendiz e posteriormente o encaminha para uma escola de magos (e não, não é Hogwarts). E é nesta escola onde Ged utiliza uma magia proibida e começa a ser “assombrado” por um mal que não irei contar para não estragar a leitura de ninguém.

Ao longo das páginas, nós vamos acompanhando o crescimento de Ged de um garoto inconsequente para um sábio mago. Assim como qualquer pessoa, ele passou por provações e experiências que deixaram marcas em sua alma, e em seu corpo também. A história possui uma simplicidade deliciosa ao mesmo tempo que consegue explicar para o leitor o que é a magia e como de certa forma ela funciona. Algo que não me agradou muito, foram as partes onde há as explicações dos processos de navegação e dados cartográficos, achei um pouco enfadonho, mas nada que atrapalhasse a história.

Eu nunca havia lido nada da autora, e devo dizer que me encantei com a sua escrita e sua escolha de personagens. Mesmo hoje em dia é raro encontrar obras com personagens principais com tons de pele mais escuros, imagine em 1968 quando o livro foi lançado. Ele nunca esteve entre os mais vendidos, mas é considerado um clássico da literatura do gênero e merece ser apreciado. Se você gosta de livros de fantasia, com certeza irá apreciar este também. E até se você não for muito fã do gênero é capaz de se encantar.

site: http://minhacontracapa.com.br/2016/10/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-de-ursula-k-le-guin/
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LOHS 14/06/2017

Recomendo!!
Olá leitores e leitoras, como vocês já sabem, estamos em mais um mês da fantasia aqui no blog. Eu amo a fantasia. Leio de tudo e mais um pouco, mas jamais deixo de voltar aos mundos que tanto amo e admiro. A fantasia tem o poder de nos levar além e para mim, uma adepta do gênero desde muito nova, pisciana e mestre de RPG, não existe prazer maior em ter em mãos um exemplar dessa temática. E então eu li o lançamento da Editora Arqueiro: O Feitiçeiro de Terramar.

Escrito por Úrsula K. Le Guin, o livro contém todos os elementos de um clássico: somos apresentados a magia, feiticeiros e magos, dragões, terras longínquas, a escuridão contra a luz e uma trama envolvente. Nós acompanhamos a história de um famoso feiticeiro, que um dia se tornará uma lenda para os homens, conhecido por Gavião. Porém, voltando aos anos em que ele era apenas um garoto comum chamado Duny. Essa é a história de como ele se tornará uma lenda, e os caminhos tortuosos que o aguardam.

Duny descobre seus poderes quando os utiliza na aldeia em que vive. Sua tia percebe o dom do sobrinho e assim o treina nas artes primitivas da magia, sem qualquer controle e utilizando-se dela para pequenos prazeres diários. Duny lá permanece, salvando a todos ao longo dos anos. Mas logo o jovem chama a atenção de um mago, Ogion, que faz dele seu aprendiz e o nomeia como homem, aos 13 anos, como Ged. O tempo de aprendiz dura pouco, e o rapaz decide seguir em frente sozinho, rumo a escola de magia. Mas lá seu caminho tomará um rumo sombrio.

Em meio a ganância por poder e anseio por ser melhor que os demais jovens com quem estuda, Ged acaba proferindo um poderoso feitiço e libertando uma sombra, um ser maléfico e que possui grandes poderes. Mesmo diante do arrependimento, já é tarde para o imaturo aprendiz de feiticeiro. A sombra então o seguirá, e ele fará de tudo para reverter o erro que cometeu, antes que prejudique outros seres de seu mundo. Mas essa tarefa não será nada fácil.

A leitura é narrada em terceira pessoa e a narrativa da autora é muito poética, clássica, e nos remete a outros livros fantásticos, que provavelmente utilizaram a obra da Úrsula como inspiração, o que é muito interessante e incrível. O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss narra a magia de forma semelhante, dando a ela o poder das palavras, e isso é lindo de se ler. Acredito que o autor se inspirou em Terramar para dar esse toque especial em sua história, que é incrível (e será minha próxima resenha).

Gostei muito do livro, dos personagens e da ambientação. É um livro curto, rápido e simples demais, dentro do quão complexa a fantasia pode ser apresentada. Muito bom para uma leve leitura de fim de semana. Ged nos mostra como o poder pode nos subir a cabeça e o quanto a ganância pode atrapalhar nossas vidas. É um personagem interessante, assim como a história, que nos deixa curiosos por mais volumes e pelo que aguarda o jovem feiticeiro. Aguardando o próximo!

Por fim, preciso destacar essa linda arte de capa, e a diagramação impecável da Editora Arqueiro. Ficamos muito felizes em ver o quanto ela é uma editora carinhosa quando se trata de obras tão incríveis. Amo as capas de seus livros.

Confiram a aventura do feiticeiro Ged, não vão se arrepender!

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/12/ii-mes-da-fantasia-o-feiticeiro-de.html
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Jhony 14/06/2017

Resenha publicada no site Leitor Compulsivo
Sinopse: Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda. Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários.
Opinião: O Feiticeiro de Terramar compõe uma trilogia escrita pela autora Ursula K. Le Guin, e foi publicado originalmente em 1968 nos EUA. Hoje a detentora dos direitos aqui no Brasil é a Editora Arqueiro. É neste livro que conhecemos Ged, um garoto com dons inicialmente desconhecidos por ele, que se tornará famoso pelas façanhas feitas por onde passou, que lhe atribuíram o título de Gavião. E é através deste livro que desbravamos uma saga onde um jovem imprudente, arrogante e extremamente talentoso, que inicialmente não sabe o tamanho do poder que detém, acaba liberando um mal no mundo.

“Nunca lhe ocorreu que o perigo ronda o poder como a sombra persegue a luz? A
feitiçaria não é um jogo que jogamos por diversão ou para receber elogios. Pense nisto:
toda a palavra, todo ato de nossa arte, é falada e é feita para o bem ou para o mal. Antes
de você falar ou fazer, tem que saber o preço a pagar!”

Desde que conheci o Ciclo Terramar que queria ler os livros, pois sabia que a escritora tinha influenciado grandes autores da contemporaneidade como Patrick Rothfuss (meu grande influenciador do gênero), Neil Gaiman, Joe Abercrombie, dentre outros. Por isso quando descobri que em 2016 a Editora Arqueiro ia publicá-los fiquei muito empolgado, pois eu queria retomar aquele sentimento de ler uma história onde um grande mago passa por todas as etapas de amadurecimento até o momento em que ele é conhecido pelas façanhas feitas, desde sua infância até a vida adulta; me veio logo em mente Harry Potter e o mundo criado pela J.K. Rowling, mas ao iniciar a leitura eu percebi que estava totalmente equivocado, essa não seria uma história onde um garoto conhece uma escola onde irá aprender a dominar o seu dom, conhecerá outras crianças com a mesma idade que a sua e irá fazer amizades pro resto da vida. Confesso que fiquei meio desapontado de início, pois eu ainda não tinha percebido a grandeza da obra escrita pela autora, que apesar dela não ter nos mostrado o dia a dia do jovem Ged, Le Guin nos ensina que quando somos detentores de um grande dom, temos grandes responsabilidades para com ele, e que qualquer atitude menos ponderada que podemos ter, pode acarretar em problemas que afetarão a vida de outras pessoas.
Com uma narrativa de estilo poético, de leitura simples, cadenciada (sem aquela coisa frenética dos livros de Fantasia da atualidade), um livro curto. E gosto de fazer uma comparação d’O Feiticeiro de Terramar como se fosse uma daquelas histórias contadas por nossos avós no fim de tarde, onde o personagem vai enfrentando as dificuldades que a vida trás e que nas minuciosidades desses contos, ficam aprendizados pro resto de nossas vidas.

Avaliação: 3,5/5 estrelas.

Autora: Ursula K. Le Guin nasceu em outubro de 1929 em Berkeley, na California, e é filha do antropólogo Alfred Kroeber e da escritora Theodora Kroeber. Estudou na Radecliffe College e na Universidade de Columbia e se casou, em Paris, com o jovem historiador Charles Le Guin. A autora tem uma vasta obra, que inclui poesia, contos e romances, publicada e traduzida no mundo todo. Foi vencedora dos mais renomados prêmios da literatura fantástica: Hugo, Nebula, Locus, Asimov, Lewis Carrolll, Shelf, World Fantasy, entre outros. Por O feiticeiro de Terramar, recebeu ainda o prêmio Horn Book, do jornal The Boston Globe.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2017/05/09/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-ursula-k-le-guin/
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Vivian San Juan 05/06/2017

Aventurar na história de Ged e cia
Primeiramente, "O Feiticeiro de Terramar" já chama a atenção com essa capa perfeita. Depois lendo a sinopse parece que será um livro com muita aventura e magia, os ingredientes certos para os amantes do gênero de fantasia. Conforme vai se apreciando a história, percebe-se que esse livro tem muito mais que oferecer e mostra um jovem herói, um pouco diferente do que nós conhecemos, alguém que se assemelha a nossa realidade, com lados positivos e negativos. E por fim acabei descobrindo que esse livro é um clássico, um pouco menos conhecido, feito em 1967, numa época onde não tinha magos adolescentes e sim feiticeiros famosos como Galdalf e Merlin que eram referências nesse estilo. Sei que vocês querem saber mais, então contarei abaixo detalhadamente e sem dar spoiler (tarefa difícil rsrs) sobre o que eu achei da história da autora Úrsula K. Le Guin.

Ged/Gavião descobre muito cedo o seu dom para magia. Ele mora com o pai, mas é a sua tia bruxa que percebe o seu talento. Devido a um acontecimento no qual Ged precisa usar o seu poder para salvar os habitantes da aldeia onde mora, ele acaba despertando a atenção de um mago chamado Ogion. Impressionado com o poder do menino, ele o convida para ser o seu aprendiz. Mas Ged/Gavião anseia por mais conhecimento, mais aprendizado e o que o seu mestre lhe dá não é o suficiente. Ele quer mais e mais. Por esse motivo Ged/Gavião decide ir para Roke, uma ilha onde tem uma escola para magos. Só que apesar dele ser um menino com grande potencial, ele se deixa levar pelo orgulho e pela vaidade em mostrar o quanto ele é superior aos demais, principalmente em mostrar ao seu desafeto da escola, chamado Jasper, o quanto ele é melhor e mais poderoso. Porém esse episódio, não termina bem, pois Ged liberta um mal, uma sombra das trevas, na qual ele vai precisar procurar e descobrir sozinho um meio de vence-la. E assim começa a jornada de Ged, passando por mares e terras de Terramar, conhecendo pessoas e revendo velhas amizades, lutando com dragões, na tentativa de terminar algo que ele mesmo começou e conquistar novamente a sua paz.

"A feitiçaria não é um jogo que jogamos por diversão ou para receber elogios. Pense nisto: toda palavra, todo ato de nossa arte, é falada e é feita para o bem ou para o mal. Antes de você falar ou fazer, tem que saber o preço a pagar!"

Ged/Gavião é um heroí bem humano, com seus erros e acertos. O leitor nota o crescimento e evolução do personagem conforme a leitura vai se desenrolando. A importância de aprender com seus erros para não comete-los novamente ficou bem claro na história, o que a deixa ainda mais especial, pois a vida real é assim, um constante aprendizado e infelizmente nós erramos na busca em fazer o que é certo, só que o que é correto para mim, talvez pode não ser para o outro e vice-versa. Outro detalhe, é sobre o poder, seja em qualquer situação, o poder faz com que as pessoas se transformem e aí é que começam a surgir os problemas. Ninguém é melhor que ninguém, cada um é bom em algo e ruim em outro, o importante é saber respeitar as pessoas e principalmente a si mesmo. O jovem mago através dos seus deslizes, vai aos poucos aprendendo e se descobrindo.

No final de "O Feiticeiro de Terramar" a autora fala um pouco sobre o que levou a fazer essa história numa época que não era comum magos adolescentes e principalmente personagens negros sendo protagonistas e coadjuvantes, que é o caso de Ged e seu amigo Vetch. Vale a pena ler esse finalzinho e conhecer um pouco mais sobre o surgimento do livro.

"O Feiticeiro de Terramar" tem uma história graciosa e despertou em mim um grande carinho pelos personagens, porém apesar de ser um livro relativamente fino com poucas páginas, achei ele um pouco cansativo. Não consegui devorá-lo com a mesma intensidade e rapidez que outros livros do gênero. Mesmo tendo essa questão, aconselho a todas as pessoas a lerem esse clássico que foi inspiração para livros posteriores de fantasia como Harry Potter, Eragon, Narnia, entre outros.

Soube recentemente que teremos mais livros dessa série. Em maio/2017, a editora Arqueiro vai publicar o segundo livro. Que venha mais aventura em Terramar!

Resenha no blog Saleta de Leitura: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2017/01/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-ciclo.html


site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2017/01/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-ciclo.html
Eber 14/06/2017minha estante
Bom lersia opinião porque fui ler bem empolgado, apesar de ter demorado a iniciar a leitura, e percebi que não engrena fácil hahahahha, apesar de estar lá na página 50 vi que não é um livro que se devora rapidamente
Bela resenha!


Vivian San Juan 14/06/2017minha estante
Obrigada Eber! É não engrena fácil. Estou no segundo livro da série e isso continua. Mesmo assim, os livros tem seus méritos. Abços




Aline|@Meninatecária 02/06/2017

Esperava mais.

"Por isso, enquanto durasse o breve sonho, ele ficaria feliz nele." - pág 150

Terramar é um mundo repleto de ilhas, cheio de magia e seres mágicos. Especificamente na ilha, Gont, iremos conhecer a origem de um dos que irá vir a ser um dos feiticeiros mais poderosos de todos os tempos, conhecido como Ged ou Gavião, como quiser chamá-lo.

Desse pequeno Ged foi treinado por sua tia bruxa que sempre viu um grande poder no garoto, e assim, após vários treinamentos básicos ele consegue salvar sozinho a sua ilha de invasores sanguinários, porém, tendo sérios problemas pelo uso excessivo da magia.

Após Ged conhecer o feiticeiro, Ogion, que cura-o dos problemas de saúde, o verdadeiro treinamento para se tornar um feiticeiro começa, contudo a ambição para aprender e surpreender os outros é grande no jovem, o que acaba fazendo, Ogion, mandar o garoto para uma escola de magos em outra ilha. Ao chegar, vendo seus poderes comparados a outros jovens, a mesma ambição começa a fluir do coração de Ged, levando o garoto a invocar um poderoso ser das trevas em uma disputa idiota de magia.

Agora tendo que lidar com esse mostro que não possui nome, nem forma, Ged enfrentará uma cruzada perigosa entre as ilhas de Terramar para conseguir destruir tal monstro, ou, lutar para não ser morto. Porém, no meio de tudo isso ainda aparecerá outras ameaças perigosas que clamam pela atenção do feiticeiro.

"Um caminho ruim pode levá-lo a um bom fim, afinal." - pág 109

Então leitores, essa é a premissa do livro, pode vir a ser um clichê hoje em dia, mas, lembrem-se, ele foi publicado em 68, um período em que fantasia não era muito reconhecido. A escrita da autora é muito rica em detalhes, e tanta informação me deixou cansada da leitura, é tão complexo que nem parece um livro de 176 páginas. As cenas de batalha/magia passam muito rápido e não são bem aproveitadas. Enfim, eu gostei mais do posfácio do que do restante, esperava um pouco mais.

Se você curte Senhor dos Anéis e O Hobbit, talvez goste desse livro. Talvez!

site: https://www.instagram.com/meninatecaria/
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Álex 31/05/2017

Um novo olhar da fantasia épica!
Já adianto: a sinopse não revela nem 10% do tamanho total da trama. O livro é muito mais do que simples jornada do herói: é uma história sobre auto-confiança e auto-descoberta; sobre ir em busca do seu sonho.

Começando pelo personagem principal: pra mim ele não foi daquele tipo de personagem que senti um amor a primeira vista. Ged é construído aos poucos, ao longo da trama, o que nos permite ver a evolução dele. No começo eu o estava achando bem arrogante e um pouco "peito inflado" demais, mas conforme a narrativa avança, a gente vai entendendo um pouco mais como a mente dele funciona e ele se põe no seu lugar. Depois da metade do livro eu me afeiçoei a ele e torci pelo seu sucesso... e isso não acontece sempre. 😂

Achei incrível, a construção do mundo! Ursula não poupa detalhes, nos contando como funciona o mundo e explicando-o de maneira impecável! Em 180 páginas ela cria um universo sensacional, com suas próprias crenças e regras. Ela colocou, além da trama principal, outras mais simples espalhadas pelo mundo, assim pudemos vê-lo melhor. Uma coisinha que me incomodou foi o fato das viagens terem sido muito rápidas... As vezes um personagem viajava milhares de km em questão de parágrafos e eu, particularmente, não gosto muito disso, Mas também agrada a muitos, então fica a seu cargo! :)

Gostei muito da forma como ela inseriu os personagens secundários na história. Nenhum deles está ali só por estar, todos têm um propósito maior e uma influência na trama, o que passou uma verossimilhança maior pra estória. E, claro, personagens bem construídos = personagens tridimensionais. Foi bem legal acompanhar as várias faces de cada um dos personagens e ver como eles reagiam a certas situações.

Depois da leitura de O Feiticeiro de Terramar, pude ver de onde Patrick Rothfuss - autor de O Nome do Vento (que, inclusive, já falei por aqui) - bebeu. Sim, meus amigos, O Nome do Vento tem aspectos muito parecidos com esse livro, mas isso não é, de forma alguma, um empecilho! Muito pelo contrário! 😉

Mesmo que o número de páginas do livro seja razoavelmente baixo (ele tem 180 páginas) a Ursula conseguiu apresentar muito bem a problemática principal da história e resolvê-la no final. Óbvio que eu queria saber mais um milhão de coisas e algumas respostas não foram dadas, mas precisamos lembrar de que o Ciclo Terramar é uma série e muitos outros livros virão pela frente. Então sónos resta esperar e roer as unhas.

site: http://www.umbookaholic.com/2016/12/o-feiticeiro-de-terramar.html
Thaís Damasceno 31/05/2017minha estante
Nunca tinha me interessado por esse livro, mas essa sua resenha já deu vontade de sair correndo e comprar comprar pra ler.


Álex 01/06/2017minha estante
ebaaa! leia sim, Thais!




Desireé 25/05/2017

Magia além das palavras (@upliterario)
O Feiticeiro de Terramar é uma Fantasia espetacular (com F maiúsculo mesmo), seja pelos seus personagens bem construídos, pela narrativa intensa e cadenciada, pelos cenários palpáveis e incríveis, mas, principalmente, devido à destreza que Ursula K. Le Guin possui em embalar uma boa história com uma escrita impecável.

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No primeiro livro do Ciclo de Terramar, temos o início da jornada de Gavião, o maior feiticeiro que se tem conhecimento, desde sua infância e os primeiros contatos com a magia, passando pelo recebimento de seu verdadeiro nome, pelos ensinamentos em uma escola de feiticeiros, e indo até os primeiros desafios que Ged precisará enfrentar para se fortalecer e amadurecer como ser humano e feiticeiro.

A magia existente nesse mundo é única e bastante interessante, na qual o poder está intimamente relacionado ao conhecimento do nome verdadeiro de cada coisa e ser do nosso mundo. A partir deste conhecimento, o feiticeiro detém o poder e o controle sobre as coisas e seres, de forma que o seu próprio nome também lhe é igualmente forte e perigoso, caso tal conhecimento caia nas mãos de forças inimigas.

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Apesar de se tratar de um livro destinado ao público mais jovem, Ursula - vulgo, a maga das palavras - traz uma linguagem tão madura, desprovida de termos e clichês infantilizados, que o Feiticeiro de Terramar pode ser tranquilamente lido por leitores de qualquer idade, e, recomendado, principalmente, para aqueles que já moraram por muitos anos em Hogwarts e sentem saudades da boa e velha magia, que apenas poucos autores conseguem transmitir em palavras.

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"Somente a sombra pode enfrentar a sombra. Somente as trevas podem derrotar a escuridão."

[...]

"É a luz que derrota a escuridão - gaguejou Ged. - A luz."

[...]
"Ele quase cedera - mas não. Não havia permitido. É muito difícil para o mal se apropriar da alma que não o consente."
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Outro ponto muito positivo do livro, é o fato de Ursula nos trazer uma boa fantasia sutilmente desvinculada dos paradigmas básicos do herói: homem branco, que luta contra seres do "mal" em uma grande guerra. Aqui, Ged é um protagonista de pele morena e seu melhor é um jovem feiticeiro negro e o desafio que o herói deve enfrentar não está em uma guerra, com batalhas e monstros fardados, mas em um intenso conflito contra a sua própria Sombra, a qual ele libertou do mundo dos não-vivos e que faz parte dele, assim como ele faz parte dela.

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Um início de saga impecável e que promete grandes aventuras e desafios em cada um dos quatro cantos de Terramar. Mais do que recomendado! Leitura obrigatória para amantes ou não de fantasia.


site: www.instagram.com/upliterario
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Ana Lopes - Blog Entre Páginas 25/05/2017

Resenha: O Feiticeiro de Terramar (Blog Entre Páginas)
Olá amigos, tudo bem com vocês? Hoje trago a resenha do livro "O Feiticeiro de Terramar", minha escolha para voltar ao mundo da fantasia, e já adianto que não poderia escolher melhor. Confesso que comprei o livro pela capa, sem ler críticas, ver avaliações, nada mesmo! E que escolha maravilhosa, o livro é muito bem escrito, de uma forma que a gente se envolve completamente, e espera ansiosa pela conclusão.

O Feiticeiro de Terramar conta a história de Ged, um garoto que descobre por acaso ter o dom da magia. Seus feitos nessa arte levam a seu caminho Ogion, um feiticeiro de outras terras, que deseja ter Ged como seu aprendiz, e lhe ensinar o uso correto da magia. Ged fica muito empolgado com a idéia, e parte ao lado de Ogion, ansioso por aprender grandes feitiços e ser um grande mago. Mas nem tudo são flores, Ged é ansioso, orgulhoso e tem uma necessidade enorme de “se mostrar”, e quando a forma de Ogion de ensinar não é muito aceita pelo menino, Ogion decide enviar Ged para Roke, uma escola para jovens aprendizes de magia. E novamente Ged sai em busca de conhecimento e novas aventuras.

Desde cedo o menino mostra traços de personalidade bem complicados: é orgulhoso, exibido, às vezes invejoso, e de gênio forte; em Roke esses traços se fortificam, pois apesar de ser um bom aluno e lidar bem com os colegas, Ged quer sempre mais, necessita ser o melhor, se sente inferior e isso aumenta sua raiva e a necessidade de se provar, levando-o a atos imprudentes e perigosos, que deixam conseqüências marcantes para o resto da sua vida. Ged libera um mal na terra que o irá perseguir por muito tempo, e só a completa mudança de atitude, o amadurecimento e o autoconhecimento serão capazes de ajudá-lo a combater esse mal, e restaurar seu equilíbrio interior.

Anos mais tarde, mais velho e talvez mais sábio, Ged percebe que precisa enfrentar seus medos e seu maior inimigo, afim de finalmente ter paz, e concertar o erro que há tantos anos cometeu. O Feiticeiro de Terramar nos conta a história de Ged, desde o menino pastor até o feiticeiro que se tornou, e toda a sua jornada e aventuras até ali.

Já que esta é a resenha das confissões, confesso que quando comecei a leitura de O Feiticeiro de Terramar, minhas expectativas foram lá no chão. Achei mesmo que não ia gostar, que seria uma leitura arrastada, não ia me prender, fiquei até com medo de desistir (e olha que não sou de abandonar uma leitura!). E o que provocou isso? Bem, de início, a forma de narração do livro. Gosto de livros ricos em diálogos, e OFDT (vou resumir pra ficar mais fácil rsrs) conta com um narrador em terceira pessoa, que está, na verdade, nos contando a história de Ged. São poucas as falas e diálogos, e até me acostumar a essa forma de narração, eu protelei a leitura um pouquinho. Outra dificuldade foi a constante mudança de cenários, fiquei um pouco perdida... Mas gente é uma jornada né? O moço tem que passar por vários lugares mesmo! E quando peguei o ritmo, a magia finalmente aconteceu!

O livro é extremamente rico. Em personagens, em cenários, em história. Acompanhar a jornada de Ged é realmente muito interessante, pois podemos entender como a mente dele funciona, sentir o que ele sente, e perceber com mais clareza seu amadurecimento de acordo com as situações que ele passa. Tudo é um aprendizado, e extremamente valioso por sinal. São as situações pelas quais Ged passa que o levam a entender seu destino, seu verdadeiro propósito, e se tornar a pessoa que estava destinado a ser.

Apesar de ser um livro com muitos lugares e personagens, poucos tiveram verdadeiro destaque, pois o objetivo do livro é realmente acompanhar a vida de Ged, e as pessoas só são mencionadas quando passam por seu caminho. Durante a leitura houve momentos que eu questionei “E fulano? O que aconteceu? Vai ficar por isso mesmo?”; algumas das minhas dúvidas foram respondidas, outras não, mas como entendi o propósito do livro, isso não prejudicou em momento algum minha leitura ou me fez desgostar do livro.

A trama principal é bem envolvente, e durante toda a leitura me fiz as mesmas perguntas que Ged: O que é a sombra? Quem é? Como derrotá-la? Estava ansiosa pela conclusão desse mistério, e quando ela finalmente veio, fiquei extremamente satisfeita! Sabem quando um final se encaixa perfeitamente nas suas expectativas? Quando você vê os fatos se juntando, e fazendo todo sentido do mundo? Foi a minha sensação. Não poderia ter sido melhor, mais auto-explicativo, mais brilhante! A autora fez um ótimo trabalho, e me deixou ansiosa pelo próximo livro.

O Feiticeiro de Terramar é o primeiro livro de um ciclo. O segundo volume, “As Tumbas de Atuan” foi lançado em Maio/2017 pela editora Arqueiro, e já estou aqui ansiosa aguardando o meu! Recomendo muito a leitura para todos os fãs do gênero, tenho certeza de que vão gostar!

Beijos e até a próxima!

site: http://www.entrepaginas.com.br/2017/05/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-ursula.html
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priscila.saatmam 19/05/2017

Mal posso esperar pelos próximos livros...
O Feiticeiro de TerraMar é um livro simples, porém profundo e diferente, ele é pura fantasia. Isso é maravilhoso.

A autora criou um universo ímpar, e apresenta cada característica deste ambiente com detalhes que só falta você sentir o cheiro de maresia no ar. E os nomes de cada ilha, região e etc, são bem originais.

Ged, o personagem principal é um garoto de origens humildes, que nasceu com a magia dentro de si. Sua tia percebe isso e o inicia na arte da magia ensinando tudo quanto ela sabe. Após um feito, que salva seu povo, ele passa a ter aulas com o mestre Ogion, que vê toda a potencialidade de Ged.

Ged ansiava por aprender magia, para tornar-se melhor. Ele é então enviado para a escola de magia em Roke, uma cidade puramente mágica. Ele se torna um aluno notável, mas o que era apenas uma ânsia por aprendizado virou orgulho e arrogância e, motivado por uma disputa juvenil ele acaba cometendo um erro grave. Ged precisa agora lidar com seu poder, sua responsabilidade, a princípio só, depois acompanhado de um grande amigo mago Vetch.

Assim, Ursula nos dá de presente uma aventura que fala sobre crescimento, como ela fala no posfácio do livro (que posfácio lindo)… “Para ser o homem que ele pode vir a ser, Ged tem que descobrir quem (e o que) é seu verdadeiro inimigo. Precisa descobrir o que significa ser ele mesmo.”

E, antes de concluir quero dar destaque ao fato de que nem Ged, nem Vetch são personagens brancos e eu amo isso.

“Eu me opus á tradição racista, "tomei uma posição”
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Adriana 08/05/2017

Resenha da Tata
Quem leu alguma das minhas resenhas sabe do meu amor quase que incondicional por livros de fantasia.

Então, tá aí a minha surpresa quando a Editora Arqueiro anunciou o lançamento de O Feiticeiro de TerraMar. Para começo de conversa, eu nunca tinha ouvido falar dessa série na minha vida e, apesar de ser um lançamento de agosto da editora, O Feiticeiro de TerraMar é, na verdade, um clássico do gênero que foi originalmente publicado (nos Estados Unidos) em 1968 e é constantemente equiparado a obras como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia.

Mas a maior surpresa mesmo que eu tive foi lendo esse livro.

Antes de tudo eu preciso dizer que a capa dele é maravilhosa e a edição que a Arqueiro fez, cheia de detalhes singelos e páginas mais grossas (no estilo dos livros antigos) ganharam meu selo de aprovação.

O Feiticeiro de TerraMar tem exatamente 169 páginas de texto e eu li ele em uma tarde e percebi porque esse livro é considerado um clássico. Enquanto lia, eu notei o quanto que esse livro influenciou alguns dos meus autores de fantasia favoritos, o quanto que o gênero em si foi influenciado por esse livro.

Por exemplo, se você leu o maravilhoso O nome do vento, de Patrick Rothfuss e ler O Feiticeiro de TerraMar, é impossível você não perceber que a base para o mundo e para a história que Patrick criou é surpreendentemente baseada na de Ursula.

Ultimamente eu tenho notado que a maioria dos livros de fantasia possuem um ar mais sombrio, pesado e político. Os novos livros de fantasia perderam o seu tom inocente e alegre que os clássicos, como As Crônicas de Nárnia possuem e pelo qual ficaram famosos.

Não me entendam mal, eu adoro um livro mais sombrio, mas quando eu li O Feiticeiro de TerraMar eu notei a falta que livros como esse me fazem hoje em dia.

O livro conta a história de Ged, um órfão pastor de ovelhas. Um dia, ao ouvir sua tia dizer algumas frases estranhas para os animais, Ged tenta imitá-la e ao fazer isso, sua tia, uma feiticeira, percebe o dom que ele possui para a magia. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento precoce de seus poderes e de sua fama, um mago poderoso de grande renome aparece e se oferece para treinar Ged.

Desde a primeira página do livro sabemos que Ged ou Gavião (como ele um dia será conhecido) é o maior feiticeiro que já existiu e que essas são as histórias de como aquele desacreditado menino órfão se tornou o homem mais poderoso do mundo.

Eu realmente gostei de Ged, ele é um protagonista interessante e cheio de vontades. Eu me identifiquei horrores com ele durante o seu treinamento, principalmente quando mandavam ele ter paciência.

Eu te entendo Ged, bate aqui!

A linguagem do livro é simples e me lembrou bastante do ritmo dos livros de C. S. Lewis, o que faz com que o livro seja indicado a qualquer pessoa, principalmente aqueles que possuem problemas com a densidade dos livros de fantasia.

PS: A série O Ciclo de TerraMar possui 5 livros no total e eu estou real e ansiosamente esperando pelos próximos.

PS: O gênero da Fantasia, principalmente o da High Fantasy, até hoje é um gênero onde autoras mulheres sofrem de muito preconceito. Então ver um livro do gênero ser escrito por uma mulher, na década de 60, ser considerado, desde aquela época, como um clássico, é maravilhoso.

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2016/11/estante-da-tata-o-feiticeiro-de.html
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Rascunho com Café 03/05/2017

De que são feitos os magos?
Alguma vez você já se perguntou o que faz um mago? Quando lemos um livro de fantasia, estamos acostumados com a figura de mago no estilo de Gandalf ou Dumbledore, com chapéu e barba pontudos, cabelos brancos e muita sabedoria. Entretanto, nenhum mago nasce velho e sábio, em algum momento antes de ter todos esses aspectos, um mago foi um garoto, precisou aprender magia, precisou cometer erros e com eles saber o que é preciso temer e o que é preciso ser combatido.

Quando peguei O Feiticeiro de Terramar para ler, eu fui cegamente, mergulhando em universo fantástico que narra a história de Ged, um jovem que ainda na infância percebe que possui habilidades para a magia. Criado apenas pelo pai, um simples ferreiro, Ged aprende alguns feitiços com a ajuda da bruxa de sua vila e posteriormente usa seu pouco conhecimento para defender o vilarejo de ladrões assassinos. A partir daí, Ged busca o aprendizado mais profundo da escola de magia na ilha de Roke, bem longe de seu simples vilarejo.

O que me chama a atenção sobre o personagem de Ged é definitivamente sua personalidade. A princípio, ele é um rapaz curioso e ambicioso, que anseia avidamente por conhecimento e poder. Embora tenha bondade em seu coração, Ged se deixa levar facilmente por seu ego, criando rivalidades e arriscando drasticamente sua própria vida apenas para mostrar vantagem diante dos outros.

O fato de ele não ser o típico protagonista bonzinho e sim um jovem inexperiente e tolo que crê ser o mais poderoso, mas que apanha de seu destino e aprende e amadurece com os erros foi algo surpreendente sobre a obra. Definitivamente meu ponto favorito.

Quanto à escrita de Le Guin, algumas coisas me incomodaram particularmente, como o fato de ela usar parágrafos muito longos, para descrever alguns aspectos que poderiam ficar melhor arranjados em parágrafos separados, tornando a leitura menos cansativa. Entretanto, esse aspecto não chega a ser um empecilho à leitura, que mantém ritmo em função dos acontecimentos empolgantes.

Como o livro se trata de uma fantasia para jovens, não é uma obra pesada com muitos personagens ou intensamente descritiva como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, o que pode ser um bom ponto inicial para leitores que tem interesse em iniciar a leitura do gênero fantástico, mas sem encarar logo de início uma obra pesada como a de George R. R. Martin.

Por outro lado, o Ciclo Terramar ainda tem muito a se expandir. É um universo grande, com muitas terras a serem exploradas por Ged, o que também torna a obra muito emocionante. Nesse primeiro volume, acompanhamos o protagonista pelo mar em uma busca perigosa por algo que ele imprudentemente liberta em seu momento de egoísmo e ego exacerbado.

Somos levados numa viagem de amadurecimento do personagem, mas também pelas terras de Terramar a serem exploradas pelo olhar do leitor. Também temos encontros com dragões e transformações mágicas de magos em animais, entre vários feitiços de tirar o fôlego.

É uma obra simples, porém que não deixa a desejar em nenhum aspecto, possui um universo promissor e que pode ser uma ótima porta de entrada para jovens leitores no mundo da fantasia medieval.

Outro ponto que devo comentar é a capa incrível da edição publicada pela Editora Arqueiro, que traz a ilustração de Ursula SulaMoon Dorada e retrata o encontro de Ged com o Dragão de Pendor, um momento incrível tanto para se ler, quanto para ter na capa de um livro.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/2016/11/o-feiticeiro-de-terramar-ciclo-terramar.html#.WQnd5BMrLIU
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Rillsimo 02/05/2017

O feiticeiro de terramar

O que chamou minha atenção e despertou meu interesse em ler o livro foi o fato de ele ter sido escrito em uma época (1968) em que o gênero fantasia não era tão comum, tampouco reconhecido. Fato que foi ressaltado tanto na sinopse quanto no posfácio escrito pela autora. Outro ponto interessante é o livro relata a infância de um personagem que será um grande mago no futuro. O que me lembrou de uma leitura que fiz no começo do ano e gostei muito: A Caverna de Cristal da Mary Stewart, que relata a infância do Merlin, publicado na década de 1970. Outro livro que indico muito e que pretendo resenhar em breve.

No começo Ged era um garoto confiante, arrogante, vaidoso e faminto por poder. No entanto, depois do desastroso feitiço, ele se tornou mais humano, mais sensível ao sofrimento e às necessidades alheias. Amei ver o crescimento e a auto descoberta do personagem no decorrer do livro.

Sobre os demais personagens, os da infância do Ged foram pouco trabalhados. Suas personalidades e características próprias não foram evidenciadas. Os personagens que realmente tiveram maior influência na narrativa foram o mago Ogion e dois colegas mais velhos que Ged conheceu em Roke.

O melhor que posso fazer para descrever o mago Ogion é compará-lo ao Sr. Miyagi. Um homem sábio, silencioso, disciplinado e totalmente leal. Ele fez tudo que pôde para ajudar o Ged, e mesmo depois de tudo, continuou sendo seu verdadeiro mestre.

Jaspe foi o aprendiz que recebeu o Ged quando ele chegou a Roke e quem lhe mostrou a escola. O Ged logo de cara antipatizou com o Jaspe e teve impressão de que ele o menosprezava. Muito educado, e provavelmente vindo de uma família com maiores recursos, Jaspe era o único que não se deixava impressionar pelas proezas do Ged.

Vetch, outro aprendiz um pouco mais velho que Ged, foi descrito pela autora como um garoto grande, quieto e negro. O melhor personagem, em minha opinião. Inteligente, bondoso, corajoso, com um coração enorme e sempre disposto a ajudar, independente do tão pouco a pessoa aparente merecer.

A narrativa se dá em terceira pessoa através do ponto de vista do Ged. Embora demonstre o ponto de vista de outros personagens no decorrer da trama, o que ajuda o leitor a entender melhor e ter ampla perspectiva do enredo. A leitura é rápida e fluída. Sabe aquele livro que você lê sem perceber? Que quando se dá conta já passou da metade? É esse mesmo. Concluí a leitura em dois dias de pouca disponibilidade.

Gostei muito do posfácio, pois a autora deixa suas impressões acerca da própria obra. Eis alguns pontos que ela ressaltou e eu gostaria de comentar: Contrariando as expectativas, principalmente para a época em que o livro foi publicado, os personagens principais e heróis não são brancos. A pele do Ged é descrita como cor de canela e o Vetch é negro.
Um ponto negativo, que a própria autora ressaltou, é que as mulheres foram excluídas da aventura, elas não frequentam a escola e se mostram com postura submissa perante os homens. A autora não quis retratar guerras ou grandes batalhas. Ela focou a narrativa na saga de autoconhecimento de um homem que será um dos maiores magos um dia.

Outro aspecto que achei muito interessante é que os personagens não são nem totalmente bons e nem totalmente maus. São seres complexos, como na vida real, que possuem características positivas e negativas. Parafraseando o nosso eterno Sirius Black: “O mundo não é dividido entre homens bons e comensais da morte. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O lado em que decidimos agir é que define quem somos.”

O que me despertou a curiosidade em procurar saber sobre o livro foi a capa, que a editora foi publicando pequenas partes de cada vez através do instagram. A capa está linda e tem tudo a ver com o conteúdo do livro. A diagramação está ótima, com letras grandes que facilitam a leitura. Além de ter um mapa de Terramar no inicio que ajuda o leitor a não se perder.

Eu indico para todos que se identificam, mesmo que minimamente, com o gênero. É o tipo de leitura universal, que não é exclusiva de gênero ou faixa etária específicos. Muitos atribuem fantasia ao público infantil e/ou adolescente. No entanto, a maioria dos livros desse gênero traz um enredo muito mais intrincado e linguagem muito mais complexa do que a maioria dos livros voltados para adultos que li nos últimos tempos.


Continua...
http://rillismo.blogspot.com.br/2016/12/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-por.html

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Nina 30/04/2017

176 páginas de grandes aventuras!
Apesar do livro ter poucas paginas, a historia é magica e empolgante. Ursula criou um universo inteiro para ela, incluindo lugares, mundo, nomes e pessoas... Amei cada capitulo que li! Ver Ged fugindo e lutando contra a sombra ou até mesmo ler o fato de pensar em Ged navegando em seu barco direto sem parar da uma certa empolgação e um gostinho de quero mais. Cada capitulo è uma surpresa.

Ursula está de parabéns! Esse livro merece virar um filme.
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Na Nossa Estante 09/04/2017

O Feiticeiro de Terramar
O Feiticeiro de Terramar é o primeiro volume da série que se chama Ciclo Terramar e foi publicado originalmente em 1968, pela escritora norte-americana Ursula Kroeber Le Guin. A autora já escreveu romances, ensaios, poesia e literatura infantil, destacando-se na fantasia e na ficção cientifica. Foi ganhadora de diversos prêmios da literatura. Comecei minha resenha falando um pouco dela porque me considero uma leitora jovem, não conhecia a escritora e nem suas obras. Comprei o livro numa promoção boa da Arqueiro e por já ter ouvindo falar muito bem dele.

Nesse primeiro volume podemos acompanhar o início da jornada de um dos maiores feiticeiros que já existiu em Terramar. A ilha de Gont é uma região famosa por seus feiticeiros e é também a terra onde nasceu o nosso protagonista. Duny perdeu a mãe, quando tinha um ano de idade e passou a morar com o pai. O protagonista também tinha seis irmãos, só que esses irmãos eram muito mais velhos e, uma a um, foram saindo de casa, já que o pai deles era um homem irritável e taciturno, por isso não havia ninguém para criar o garoto com carinho.

Duny foi crescendo sendo um selvagem, barulhento, orgulhoso e de gênio forte. Certa vez quando ele tinha sete anos, ele ouviu sua tia, uma irmã de sua falecida mãe, dizer umas palavras. No outro dia, ele as repetiu mesmo não sabendo o significado delas e causou uma maior confusão. Sua tia percebeu que ele tinha poderes e que ele acabaria se tornando um feiticeiro, por isso tentou lhe ensinar tudo que sabia, pois era uma bruxa. No entanto, o menino era muito vaidoso e no início usava magia sem se importar com as consequências. Duny adorava o poder e o conhecimento que as artes mágicas lhe dava. Uma vez quando tinha doze anos, as aldeias começaram a ser atacadas por um povo voraz, de pele branca, cabelos louros, que gostava de ver sangue e sentir o cheiro de cidades em chamas. E para evitar que sua aldeia fosse atacada, o protagonista recorre a magia, produzindo algo tão forte que salvou a todos. Só que o uso de tanta magia lhe cobrou um preço, deixando-o debilitado, cego e confuso. Nem sua tia conseguiu lhe curar.

A história do rapaz que controlou o nevoeiro e espantou os guerreiros com uma confusão de sombras foi contada por todo lugar. Uns dias depois que Duny salvou aldeia, um mago muito importante e famoso, chamado Ogion, chega na aldeia, salvando o menino e levando-o para ser seu aprendiz. Como seu mestre,o mago lhe deu o que seria seu verdadeiro nome. Então Duny passou a ser chamado de Ged, pois na história do livro, dar nomes as coisas e a seres era um costume extremamente importante e o significado do nome era ainda mais. Ged se tornou um adolescente arrogante, sem dar muita importância para que o seu mestre falava, uma vez que ele queria mesmo era aprender de tudo e ser melhor em tudo. Certo dia Ged fez um feitiço e liberou uma sombra maléfica. Ogion dispensou a sombra, mas a partir desse momento Ged teve escolher para qual escola ir.

Depois de sua escolha, Ged começa sua jornada para se tornar o grande feiticeiro chamado Gavião. O protagonista parte para a ilha de Roke onde fica uma das duas escolas de magia. Ged faz amigos e também inimigos, mas o seu maior objetivo é ser o melhor e o favorito dos mestres. Preso na rivalidade e na ambição, Ged acaba fazendo um feitiço que libera de vez a “sombra” e quase lhe custa sua vida. Depois desse episódio, Ged mudou totalmente sua personalidade, se tornou mais humilde e se arrependeu de suas tolices.

Teve várias coisas que me encantaram em O Feiticeiro de Terramar, primeiro, foi que o protagonista nunca quis salvar o mundo ou seu povo, Ged é egoísta e pensa só em si e o livro não se trata de uma luta entre povos ou de poder, se trata de uma jornada e descobertas pessoais. E depois de cometer vários erros foi que o protagonista aprendeu a lição. Ged não é um personagem ruim, é apenas um jovem que quer atenção e provar o seu valor. Também o que me chamou a atenção foi a escrita da autora, não é uma narrativa cansativa e ao mesmo tempo ela nos traz um cenário tão rico em conteúdo que fiquei pasma. Quando peguei o livro em mãos, pensei: moleza, vou ler rápido, já que é um livro médio em questão de páginas, mas me enganei redondamente. No quesito conteúdo ele é um GIGANTE.

Quero compartilhar uma descoberta enorme que eu fiz ao ler o posfácio da autora, já que li o início do livro com uma rapidez e nem saquei alguns detalhes. Ged (Gavião) é negro, assim como seu povo e a grande maioria dos feiticeiros de sua terra. Logo no primeiro capítulo ele descreve os guerreiros que atacaram a terra de seu povo, mas em nenhum momento ele se descreve. E como uma tola não percebi isso, mas no posfácio Ursula explica que também poucos leitores percebem isso e seus motivos para não ter falado disso abertamente. Imaginem que nos anos 60 já era um preconceito enorme ser uma escritora mulher, mais ainda escrevendo sobre um feiticeiro negro como protagonista de sua história. Dessa forma, quando terminei o posfácio, voltei ao início do livro e pude compreender a genialidade dessa mulher. Aguardo ansiosamente a continuação, pude conferir a capa do segundo livro e ela está linda.

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/o-feiticeiro-de-terramar-resenha.html
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R.Silveira 07/04/2017

Bom porém cansativo
Livro ótimo, bonito, com páginas grossas, universo fantástico com vários segredos para ainda serem revelados. Cansativo, praticamente impossível ler 3 capítulos seguidos, porém, gostoso de ser lido devagar e com calma
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