O Feiticeiro de Terramar

O Feiticeiro de Terramar Ursula K. Le Guin




Resenhas - O Feiticeiro de Terramar


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Deryk.Warrel 14/09/2020

Uma das leituras mais agradáveis que já encontrei
Esse é um daqueles livros que pode ser lido por qualquer pessoa, de qualquer idade. O livro é acessível de mais de uma maneira e é curto porque não há motivo pra ser maior do que é. Não se trata de uma questão de “simples e direto, cumpre o que promete”, porque isso geralmente é usado para dizer que um livro não é tão bom ou como defesa (se o livro tinha tal objetivo, portanto X não é um defeito etc).

É um livro bom, não apenas um livro de fantasia bom, mas com certeza é mais interessante para as pessoas que estão acostumadas a ler fantasia. Você não precisa da maior quantidade de informação possível sobre um mundo para ter uma história boa. Livros e mundos grandes tem seus méritos e eu também gosto deles, mas não é um requisito e já passou da hora de muita gente perceber isso. A sinceridade com que o personagem do Ged é apresentado é o suficiente para te carregar por 176 páginas, ele é um garoto com todos os problemas que se espera dele, orgulhoso, curioso e teimoso. Não é um personagem perfeito e nem segue a linha dos personagens grimdark com sérios defeitos como pessoa — mas que ainda são, ou deveriam ser, empáticos —, é estranho pensar que algo que foi feito há mais de quatro décadas seria incomum nos círculos de hoje.

Como é um livro curto e de aventura, recomendo que seja lido o mais rápido possível. Você não precisa dedicar seu tempo integralmente para conseguir terminá-lo e nem há necessidades de muitas pausas, não é um daqueles livros que te forçam a parar porque há tanto conteúdo que parte dele precisa ser internalizado — independente de se o resultado final for positivo, esse aspecto das pausas já é o suficiente para grande parte do público não se interessar, ou conseguir ler poucos livros. O Feiticeiro de Terramar desenvolve um bom personagem e bons temas sem precisar gritar nada disso, são poucos os comentários mais oniscientes do narrador que claramente falam sobre algum evento dos próximos livros e que incomodam, certamente menos do que as vezes que eu paro na maioria dos livros por conta da maneira como algo é fraseado.

Eu daria uma nota mais alta para o livro se ele gastasse mais tempo com os personagens e o mundo? Provavelmente daria, mas o livro NÃO ser algo raramente é um bom argumento. Seria mais convencional com os meus gostos e assim eu conseguiria apreciar mais, mas meu gosto não é o único e nem o correto. Nem toda narrativa precisa ser enorme e ser pequena não a coloca abaixo das que tomam um rumo diferente. Ursula K. Le Guin deixa claro alguns desses pontos no posfácio e crítica pontos como a dificuldade de colocar personagens não brancos nos livros, crítica como tudo está dentro de uma fórmula e é apreciada por segui-la e eu gostei de ler aquilo, acho que autores deviam ter mais espaço para dar suas opiniões do que a maioria das pessoas permite.

O livro não ser audacioso no sentido de escala também não significa que ele é raso. Eu posso ter descoberto uma revelação e um tema da história antes dele aparecer, mas isso não tira o mérito da narrativa, eu só sou chato mesmo; o livro é uma boa fantasia e uma boa aventura, com um bom protagonista e bons temas, não tem muito o que criticar, a maneira como a estória simplesmente flui sem atritos na maior parte do tempo sequer te dá vontade de “caçar erros” (em aspas porque infelizmente é assim que muita gente vê a vontade de analisar algo).

Li em pouco menos de dois dias e não foi difícil, é uma experiência enriquecedora e que em algum nível deve te ensinar algo sobre literatura. Eu já sabia que não há necessidade de ser grandioso para existir qualidade, mas ter um exemplo em mãos é diferente de entender a ideia. As pessoas podem gostar de consumir algo pela emoção e é algo que eu vou fazer por toda minha vida, mas o objetivo de enriquecer sempre deve estar lá… estou começando a soar pomposo, o que significa que daqui eu não posso e olha que eu nem bebi hoje.
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Jéssica Costa 06/09/2020

Bem legal, mas vá sem expectativas (e com alguma paciência)
Acho complicado avaliar esse livro. É um clássico da fantasia, então fico feliz por ter lido. Mas, sendo um clássico bastante elogiado, comecei o livro esperando por algo épico, algo "tradicional". A princípio, quando nosso protagonista começa a sua jornada, eu estava gostando bastante. Gostei da apresentação do mundo, da forma como o pequeno "Gavião" começa a desenvolver sua magia, da sua imaturidade e vontade de se mostrar, de ganhar poder (e pensei que ele com certeza seria um Sonserino, em Hogwarts).
O "sistema de magia" de Terramar, digamos assim, é ao mesmo tempo bem explicado e pouco explicado. Talvez tenha sido falta de contemplação da minha parte, mas achei que apesar de os trechos sobre a magia serem bastante poéticos e bonitos (falados exatamente da forma que um mago falaria), no fim das contas não me conectei tanto com essa construção mágica. Sempre me pareceu algo filosófico e misterioso (o que não é um problema em si, mas talvez eu não estivesse disposta a contemplar isso). Talvez eu estivesse esperando regras claras (você descobre um "nome" assim, a runa tem essa exata função...), e não é isso o que Ursula nos oferece. Aliás, a magia não é o mais importante, de qualquer forma.
A partir da metade do livro foi que comecei a me desinteressar: a jornada do personagem é bastante longa e homogênea, ele sempre parece se aproximar de seu objetivo para, então, afastar-se outra vez. Vocês me perguntam, então: "por que raios tu deu 4 estrelas?" Vejam bem, o livro tem vários elementos que me interessam (esses elementos clássicos de fantasias) e a narrativa da autora é bastante agradável (apesar do livro ser um pouco corrido, desses em que tudo acontece e parece que nada acontece ao mesmo tempo). Enfim, eu daria 3 estrelas ou 3,5 para o livro, se não fosse a pequena subversão do final. Não é um grande final, não tem um grande plot, mas ele me fez compreender melhor o resto do livro, me fez entender o que Ursula queria dizer (o posfácio da autora também ajuda bastante, risos) aos seus leitores, e, então, o protagonista se torna um herói peculiar, que não teve sua jornada da mesma forma que os heróis clássicos têm. No fim das contas, gostei bastante do desfecho que a autora criou e de seu "significado", o que tornou a história bem legal pra mim, mas não chegou a ser incrível.
Jéssica Costa 06/09/2020minha estante
Ahhhh e um adendo importantíssimo: o livro tem muitos personagens negros (incluindo o protagonista), o que agrega bastante representatividade para a história, algo que eu gostei no livro desde o início.




Igor 05/09/2020

Uma história que merece mais atenção!
Ursula nos apresenta um universo interinamente rico, principalmente para os amantes de Fantasia, um lugar onde a magia é notável é a aventura vem a cada página. Foi minha primeira experiência com autora e já pretendo retornar a Terramar afim de descobrir seus mistérios. Uma leitura rápida e envolvente além de autora nos revelar um personagem totalmente imprevisível e completamente diferente dos demais, aconselho a todos embarcarem com Ged e partir de Gont e explorar todo arquipélago.
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Gui Dante 31/08/2020

Um título de fantasia não convencional
Um livro curto que consegue introduzir e descrever um mundo de forma bem desenvolvida e coesa, seja por sua geografia, seu funcionamento, o sistema de magias. Também quebra padrões em relação aos rumos que a maioria das sagas de fantasia tomam e no fato colocar no centro da história personagens não brancos de forma (ainda mais levando em conta a data da publicação)
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Vittor 12/08/2020

Bom
Os primeiros capítulos são incríveis, a leitura flui, mas no desenrolar da história as coisas começam a ficar mais arrastadas. Me senti perdido em diversos momentos, por não conhecer os conceitos ou criaturas que a autora vai apresentando com o tempo. Por vezes, algumas criaturas são mencionadas, e vc que lute para descobrir como elas são.
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Marcela Mosqueti 31/07/2020

Para seguir em frente é preciso se perdoar, mas sem esquecer daquilo que aprendemos. Muito interessante a questão do segredo dos nomes e do amadurecimento.
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@ruthlunang 27/07/2020

O feiticeiro de Terramar
Gavião é um camponês órfão de mãe que desde criança aprendeu a usar magia. Durante uma invasão em seu povoado, ele consegue salvar todo mundo manipulando a névoa, e dessa forma um grande mago o encontra e se oferece para ensinar ao menino. Porém, a forma de ensinar de Ogion não satisfaz Gavião e este parte para uma escola de magos. O ego e ganância de gavião o levam a liberar um mal desconhecido que o perseguirá por muito tempo.

O único ponto negativo, na minha opinião, é a rapidez dos acontecimentos que nem sempre dá tempo de processar o que aconteceu.

Infelizmente este primeiro livro não me dá muita vontade de ler o resto da série.
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nathan 26/07/2020

Esse livro foi um grande jornada...
Comecei esse livro com uma expectativa ENORME, e foi aí que eu cometi meu maior erro...

Esse livro nos traz uma fantasia (muuuito fantastica) de 1968, escrita pelas palavras da consagrada e consolidada Ursula K Le Guin. Como está escrito após a sinopse do livro, este mesmo é um antecessor ao Harry Potter, e que promete entregar uma experiência incrível para todas as idades, com foco nos adolescentes. Logo de cara pensei que seria o meu tipo favorito de leitura, e me joguei.

Porém, as primeiras 100 páginas desse livro foram completamente maçantes e arrastadas, já fazia alguns meses que eu não lia um livro tão entediante assim, fiquei bem desapontado. Mas eu não desisto fácil de um livro, ainda mais um livro de 170 páginas, entao eu continuei firme e forte nessa saga kkkkkk

O livro nos apresenta o protagonista chamado Ged, que descobre ainda criança que tem um grande potencial para feitiçaria,e que logo se tornaria um grande mago. Também somos introduzidos a vários personagens secundários que tem grande presença na história como Ogion, Vetch, etc.

Pra mim, um dos melhores aspectos desse livro foi a geografia criada para Terramar. Achei incrível o mapa criado e como a autora nos conduz por cada país/ilha através do protagonista. Ultimamente estou gostando de leituras sobre navegação então fiquei muito interessado. Outras partes que me deixaram super envolvido na história foram as partes em que ele fala com o dragão, foge da sombra e interage com outros moradores de ilhas distantes. Pra mim, o livro só me deixou de verdade imersivo na história a partir da metade para o final.

Eu quase dei 3 estrelas para ele, mas por todo o contexto histórico do livro, pela grande elaboração e desenvolvimento de enredo e personagens, pelo grande e fascinante universo criado por essa autora de grande renome, e tambem por conta de umas palavrinhas que a Ursula nos deixa no posfácio, achei injusto da minha parte fazer uma avaliação dessas. O livro é um puta high fantasy bem feito, acho que eu demorei na leitura porque a linguagem é um pouco antiga, mas tirando isso, o livro é uma obra iconica e muito significativa. Dei então as 4 estrelas que ele merece.

Espero futuramente poder ler algum outro trabalho da Ursula para não tirar nenhuma conclusão precipitada de seus livros.
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Sabrina 18/07/2020

Imagino a importância histórica desse livro, mas...
Ursula é um nome fortíssimo na literatura mundial e marca presença com seus romances do gênero de ficção científica, porém O Feiticeiro de Terramar, um romance de fantasia e - como Ursula mesmo fala - fora da sua zona de conforto, foi uma decepção para mim do começo ao fim.
O conceito dos magos, da magia e do mundo de Terramar em sim é belíssimo. Mas a trajetória do nosso herói, Ged, é tão fraca e o personagem e tão simplório que nos faz perder o interessse de saber o que acontece ao final. Por mais que o livro tenha menos de 200 páginas, demorei muito para concluir essa leitura e sinceramente ainda não entendi o motivo para isso. A escrita é bem feita, mas o desinteresse na vida do nosso protagonista faz com que as páginas fiquem maiores e a narrativa muito mais lenta. Não recomendo :(
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Hayra.Oliveira 04/07/2020

"Infinitas são as discussões dos magos"
Esse livro me foi apresentado por um amigo logo depois de eu ter lido O Nome do Vento e apesar da narrativa da Úrsula K. Le Guin ser bem simplória quando comparamos ao Patrick Rothfuss, é inegável admitir que esta obra de fantasia não merece o devido respeito.

Ursúla Guin dá a sua bela contribuição para a fantasia medieval pura e sem rodeios com a história de um mago e a sua jornada rumo ao autoconhecimento, que segundo a própria autora "é a vitória que significa o começo de uma vida" .

O vasto universo criado nos instiga a conhecer mais sobre Terramar e descobrir os caminhos que levam Ged até a descoberta do seu próprio ser.

Se você gosta de literatura de fantasia medieval então eu recomendo que leia esse livro para entender a base e referência que influenciou tantos outros clássicos mais atuais.
Garrot 08/07/2020minha estante
Oi, boa tarde eu comprei o feiticeiro de terramar a algum tempo ( ainda não li ), mas eu gostaria de saber pela sua experiência de leitura, na sua opinião qual é melhor, O nome do vento ou O Feiticeiro de terramar ?
(Obs: eu ainda vou comprar O nome do vento) é isso e obrigado ?


Hayra.Oliveira 08/07/2020minha estante
Olá, eu honestamente gostei muito mais do livro O Nome do Vento.
A narrativa do Patrick Rothfuss é muito mais rica e densa do que a da Ursula, porém você precisa levar em consideração que o livro da Ursula foi escrito muitos anos antes e é percursor e inspiração para obras como O Nome do Vento.
A Ursula tem uma abordagem mais simples, porém com margem para discussões profundas (principalmente no seu segundo livro do Ciclo Terramar - As Tumbas de Atuan).


Hayra.Oliveira 08/07/2020minha estante
Aconselho você a ler primeiro o Feiticeiro de Terramar e depois ler O Nome do Vento


Garrot 08/07/2020minha estante
Entendi, obrigado ?




Lorenna.Lima 01/07/2020

Fantasia deliciosamente subversiva
Aos que discordam da ideia de que fantasia não é literatura, leiam esse livro(ao que concordam também, para mudarem de ideia).
É uma história que subvertem os elementos que atualmente consideramos quase obrigatórios num conto fantástico. Não há guerra, nem batalhas, nem personagens puramente maus, nem puramente bons. A jornada do herói aqui é de autodescoberta, seu maior inimigo é ele mesmo.

Meu eu problematizadora ficou um pouco decepcionada com a autora pela manutenção de certas "tradições" da literatura fantástica, como: histórias com protagonismo masculino e mulheres como figuras indefesas ou incapazes, traiçoeiras ou, apenas secundárias. Porém, reconheço que fazer um história como essa ser publicada com protagonista feminina seria uma tarefa complicada em 1967 (não que não seja hoje não é mesmo).

Vale cada página lida.
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Manu 01/07/2020

Bom, mas podia ser mais
A história de Ged é apaixonante. Um garoto que aprende com o próprio erro e traz uma boa lição de moral para os adolescentes (seu público alvo). Todavia, o universo de Terramar parece tão legal que o que é exposto no primeiro livro deixa a desejar.
Espero que na continuação esse mundo seja mais explorado.
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Cello 17/06/2020

Tornar-se inteiro
Ged deve ser o primeiro protagonista aprendiz de magia na literatura mundial. E é incrível como este livro dos anos 60 mesmo num mar de livros similares consegue ainda ser bem diferente. Mais do que a manjada luta do bem contra o mal, um encontro consigo mesmo para tornar-se "inteiro".
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