O Feiticeiro de Terramar

O Feiticeiro de Terramar Ursula K. Le Guin




Resenhas - O Feiticeiro de Terramar


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priscila.saatmam 19/05/2017

Mal posso esperar pelos próximos livros...
O Feiticeiro de TerraMar é um livro simples, porém profundo e diferente, ele é pura fantasia. Isso é maravilhoso.

A autora criou um universo ímpar, e apresenta cada característica deste ambiente com detalhes que só falta você sentir o cheiro de maresia no ar. E os nomes de cada ilha, região e etc, são bem originais.

Ged, o personagem principal é um garoto de origens humildes, que nasceu com a magia dentro de si. Sua tia percebe isso e o inicia na arte da magia ensinando tudo quanto ela sabe. Após um feito, que salva seu povo, ele passa a ter aulas com o mestre Ogion, que vê toda a potencialidade de Ged.

Ged ansiava por aprender magia, para tornar-se melhor. Ele é então enviado para a escola de magia em Roke, uma cidade puramente mágica. Ele se torna um aluno notável, mas o que era apenas uma ânsia por aprendizado virou orgulho e arrogância e, motivado por uma disputa juvenil ele acaba cometendo um erro grave. Ged precisa agora lidar com seu poder, sua responsabilidade, a princípio só, depois acompanhado de um grande amigo mago Vetch.

Assim, Ursula nos dá de presente uma aventura que fala sobre crescimento, como ela fala no posfácio do livro (que posfácio lindo)… “Para ser o homem que ele pode vir a ser, Ged tem que descobrir quem (e o que) é seu verdadeiro inimigo. Precisa descobrir o que significa ser ele mesmo.”

E, antes de concluir quero dar destaque ao fato de que nem Ged, nem Vetch são personagens brancos e eu amo isso.

“Eu me opus á tradição racista, "tomei uma posição”
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Adriana 08/05/2017

Resenha da Tata
Quem leu alguma das minhas resenhas sabe do meu amor quase que incondicional por livros de fantasia.

Então, tá aí a minha surpresa quando a Editora Arqueiro anunciou o lançamento de O Feiticeiro de TerraMar. Para começo de conversa, eu nunca tinha ouvido falar dessa série na minha vida e, apesar de ser um lançamento de agosto da editora, O Feiticeiro de TerraMar é, na verdade, um clássico do gênero que foi originalmente publicado (nos Estados Unidos) em 1968 e é constantemente equiparado a obras como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia.

Mas a maior surpresa mesmo que eu tive foi lendo esse livro.

Antes de tudo eu preciso dizer que a capa dele é maravilhosa e a edição que a Arqueiro fez, cheia de detalhes singelos e páginas mais grossas (no estilo dos livros antigos) ganharam meu selo de aprovação.

O Feiticeiro de TerraMar tem exatamente 169 páginas de texto e eu li ele em uma tarde e percebi porque esse livro é considerado um clássico. Enquanto lia, eu notei o quanto que esse livro influenciou alguns dos meus autores de fantasia favoritos, o quanto que o gênero em si foi influenciado por esse livro.

Por exemplo, se você leu o maravilhoso O nome do vento, de Patrick Rothfuss e ler O Feiticeiro de TerraMar, é impossível você não perceber que a base para o mundo e para a história que Patrick criou é surpreendentemente baseada na de Ursula.

Ultimamente eu tenho notado que a maioria dos livros de fantasia possuem um ar mais sombrio, pesado e político. Os novos livros de fantasia perderam o seu tom inocente e alegre que os clássicos, como As Crônicas de Nárnia possuem e pelo qual ficaram famosos.

Não me entendam mal, eu adoro um livro mais sombrio, mas quando eu li O Feiticeiro de TerraMar eu notei a falta que livros como esse me fazem hoje em dia.

O livro conta a história de Ged, um órfão pastor de ovelhas. Um dia, ao ouvir sua tia dizer algumas frases estranhas para os animais, Ged tenta imitá-la e ao fazer isso, sua tia, uma feiticeira, percebe o dom que ele possui para a magia. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento precoce de seus poderes e de sua fama, um mago poderoso de grande renome aparece e se oferece para treinar Ged.

Desde a primeira página do livro sabemos que Ged ou Gavião (como ele um dia será conhecido) é o maior feiticeiro que já existiu e que essas são as histórias de como aquele desacreditado menino órfão se tornou o homem mais poderoso do mundo.

Eu realmente gostei de Ged, ele é um protagonista interessante e cheio de vontades. Eu me identifiquei horrores com ele durante o seu treinamento, principalmente quando mandavam ele ter paciência.

Eu te entendo Ged, bate aqui!

A linguagem do livro é simples e me lembrou bastante do ritmo dos livros de C. S. Lewis, o que faz com que o livro seja indicado a qualquer pessoa, principalmente aqueles que possuem problemas com a densidade dos livros de fantasia.

PS: A série O Ciclo de TerraMar possui 5 livros no total e eu estou real e ansiosamente esperando pelos próximos.

PS: O gênero da Fantasia, principalmente o da High Fantasy, até hoje é um gênero onde autoras mulheres sofrem de muito preconceito. Então ver um livro do gênero ser escrito por uma mulher, na década de 60, ser considerado, desde aquela época, como um clássico, é maravilhoso.

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2016/11/estante-da-tata-o-feiticeiro-de.html
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Rascunho com Café 03/05/2017

De que são feitos os magos?
Alguma vez você já se perguntou o que faz um mago? Quando lemos um livro de fantasia, estamos acostumados com a figura de mago no estilo de Gandalf ou Dumbledore, com chapéu e barba pontudos, cabelos brancos e muita sabedoria. Entretanto, nenhum mago nasce velho e sábio, em algum momento antes de ter todos esses aspectos, um mago foi um garoto, precisou aprender magia, precisou cometer erros e com eles saber o que é preciso temer e o que é preciso ser combatido.

Quando peguei O Feiticeiro de Terramar para ler, eu fui cegamente, mergulhando em universo fantástico que narra a história de Ged, um jovem que ainda na infância percebe que possui habilidades para a magia. Criado apenas pelo pai, um simples ferreiro, Ged aprende alguns feitiços com a ajuda da bruxa de sua vila e posteriormente usa seu pouco conhecimento para defender o vilarejo de ladrões assassinos. A partir daí, Ged busca o aprendizado mais profundo da escola de magia na ilha de Roke, bem longe de seu simples vilarejo.

O que me chama a atenção sobre o personagem de Ged é definitivamente sua personalidade. A princípio, ele é um rapaz curioso e ambicioso, que anseia avidamente por conhecimento e poder. Embora tenha bondade em seu coração, Ged se deixa levar facilmente por seu ego, criando rivalidades e arriscando drasticamente sua própria vida apenas para mostrar vantagem diante dos outros.

O fato de ele não ser o típico protagonista bonzinho e sim um jovem inexperiente e tolo que crê ser o mais poderoso, mas que apanha de seu destino e aprende e amadurece com os erros foi algo surpreendente sobre a obra. Definitivamente meu ponto favorito.

Quanto à escrita de Le Guin, algumas coisas me incomodaram particularmente, como o fato de ela usar parágrafos muito longos, para descrever alguns aspectos que poderiam ficar melhor arranjados em parágrafos separados, tornando a leitura menos cansativa. Entretanto, esse aspecto não chega a ser um empecilho à leitura, que mantém ritmo em função dos acontecimentos empolgantes.

Como o livro se trata de uma fantasia para jovens, não é uma obra pesada com muitos personagens ou intensamente descritiva como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, o que pode ser um bom ponto inicial para leitores que tem interesse em iniciar a leitura do gênero fantástico, mas sem encarar logo de início uma obra pesada como a de George R. R. Martin.

Por outro lado, o Ciclo Terramar ainda tem muito a se expandir. É um universo grande, com muitas terras a serem exploradas por Ged, o que também torna a obra muito emocionante. Nesse primeiro volume, acompanhamos o protagonista pelo mar em uma busca perigosa por algo que ele imprudentemente liberta em seu momento de egoísmo e ego exacerbado.

Somos levados numa viagem de amadurecimento do personagem, mas também pelas terras de Terramar a serem exploradas pelo olhar do leitor. Também temos encontros com dragões e transformações mágicas de magos em animais, entre vários feitiços de tirar o fôlego.

É uma obra simples, porém que não deixa a desejar em nenhum aspecto, possui um universo promissor e que pode ser uma ótima porta de entrada para jovens leitores no mundo da fantasia medieval.

Outro ponto que devo comentar é a capa incrível da edição publicada pela Editora Arqueiro, que traz a ilustração de Ursula SulaMoon Dorada e retrata o encontro de Ged com o Dragão de Pendor, um momento incrível tanto para se ler, quanto para ter na capa de um livro.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/2016/11/o-feiticeiro-de-terramar-ciclo-terramar.html#.WQnd5BMrLIU
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Rillsimo 02/05/2017

O feiticeiro de terramar

O que chamou minha atenção e despertou meu interesse em ler o livro foi o fato de ele ter sido escrito em uma época (1968) em que o gênero fantasia não era tão comum, tampouco reconhecido. Fato que foi ressaltado tanto na sinopse quanto no posfácio escrito pela autora. Outro ponto interessante é o livro relata a infância de um personagem que será um grande mago no futuro. O que me lembrou de uma leitura que fiz no começo do ano e gostei muito: A Caverna de Cristal da Mary Stewart, que relata a infância do Merlin, publicado na década de 1970. Outro livro que indico muito e que pretendo resenhar em breve.

No começo Ged era um garoto confiante, arrogante, vaidoso e faminto por poder. No entanto, depois do desastroso feitiço, ele se tornou mais humano, mais sensível ao sofrimento e às necessidades alheias. Amei ver o crescimento e a auto descoberta do personagem no decorrer do livro.

Sobre os demais personagens, os da infância do Ged foram pouco trabalhados. Suas personalidades e características próprias não foram evidenciadas. Os personagens que realmente tiveram maior influência na narrativa foram o mago Ogion e dois colegas mais velhos que Ged conheceu em Roke.

O melhor que posso fazer para descrever o mago Ogion é compará-lo ao Sr. Miyagi. Um homem sábio, silencioso, disciplinado e totalmente leal. Ele fez tudo que pôde para ajudar o Ged, e mesmo depois de tudo, continuou sendo seu verdadeiro mestre.

Jaspe foi o aprendiz que recebeu o Ged quando ele chegou a Roke e quem lhe mostrou a escola. O Ged logo de cara antipatizou com o Jaspe e teve impressão de que ele o menosprezava. Muito educado, e provavelmente vindo de uma família com maiores recursos, Jaspe era o único que não se deixava impressionar pelas proezas do Ged.

Vetch, outro aprendiz um pouco mais velho que Ged, foi descrito pela autora como um garoto grande, quieto e negro. O melhor personagem, em minha opinião. Inteligente, bondoso, corajoso, com um coração enorme e sempre disposto a ajudar, independente do tão pouco a pessoa aparente merecer.

A narrativa se dá em terceira pessoa através do ponto de vista do Ged. Embora demonstre o ponto de vista de outros personagens no decorrer da trama, o que ajuda o leitor a entender melhor e ter ampla perspectiva do enredo. A leitura é rápida e fluída. Sabe aquele livro que você lê sem perceber? Que quando se dá conta já passou da metade? É esse mesmo. Concluí a leitura em dois dias de pouca disponibilidade.

Gostei muito do posfácio, pois a autora deixa suas impressões acerca da própria obra. Eis alguns pontos que ela ressaltou e eu gostaria de comentar: Contrariando as expectativas, principalmente para a época em que o livro foi publicado, os personagens principais e heróis não são brancos. A pele do Ged é descrita como cor de canela e o Vetch é negro.
Um ponto negativo, que a própria autora ressaltou, é que as mulheres foram excluídas da aventura, elas não frequentam a escola e se mostram com postura submissa perante os homens. A autora não quis retratar guerras ou grandes batalhas. Ela focou a narrativa na saga de autoconhecimento de um homem que será um dos maiores magos um dia.

Outro aspecto que achei muito interessante é que os personagens não são nem totalmente bons e nem totalmente maus. São seres complexos, como na vida real, que possuem características positivas e negativas. Parafraseando o nosso eterno Sirius Black: “O mundo não é dividido entre homens bons e comensais da morte. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O lado em que decidimos agir é que define quem somos.”

O que me despertou a curiosidade em procurar saber sobre o livro foi a capa, que a editora foi publicando pequenas partes de cada vez através do instagram. A capa está linda e tem tudo a ver com o conteúdo do livro. A diagramação está ótima, com letras grandes que facilitam a leitura. Além de ter um mapa de Terramar no inicio que ajuda o leitor a não se perder.

Eu indico para todos que se identificam, mesmo que minimamente, com o gênero. É o tipo de leitura universal, que não é exclusiva de gênero ou faixa etária específicos. Muitos atribuem fantasia ao público infantil e/ou adolescente. No entanto, a maioria dos livros desse gênero traz um enredo muito mais intrincado e linguagem muito mais complexa do que a maioria dos livros voltados para adultos que li nos últimos tempos.


Continua...
http://rillismo.blogspot.com.br/2016/12/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-por.html

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Nina 30/04/2017

176 páginas de grandes aventuras!
Apesar do livro ter poucas paginas, a historia é magica e empolgante. Ursula criou um universo inteiro para ela, incluindo lugares, mundo, nomes e pessoas... Amei cada capitulo que li! Ver Ged fugindo e lutando contra a sombra ou até mesmo ler o fato de pensar em Ged navegando em seu barco direto sem parar da uma certa empolgação e um gostinho de quero mais. Cada capitulo è uma surpresa.

Ursula está de parabéns! Esse livro merece virar um filme.
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Na Nossa Estante 09/04/2017

O Feiticeiro de Terramar
O Feiticeiro de Terramar é o primeiro volume da série que se chama Ciclo Terramar e foi publicado originalmente em 1968, pela escritora norte-americana Ursula Kroeber Le Guin. A autora já escreveu romances, ensaios, poesia e literatura infantil, destacando-se na fantasia e na ficção cientifica. Foi ganhadora de diversos prêmios da literatura. Comecei minha resenha falando um pouco dela porque me considero uma leitora jovem, não conhecia a escritora e nem suas obras. Comprei o livro numa promoção boa da Arqueiro e por já ter ouvindo falar muito bem dele.

Nesse primeiro volume podemos acompanhar o início da jornada de um dos maiores feiticeiros que já existiu em Terramar. A ilha de Gont é uma região famosa por seus feiticeiros e é também a terra onde nasceu o nosso protagonista. Duny perdeu a mãe, quando tinha um ano de idade e passou a morar com o pai. O protagonista também tinha seis irmãos, só que esses irmãos eram muito mais velhos e, uma a um, foram saindo de casa, já que o pai deles era um homem irritável e taciturno, por isso não havia ninguém para criar o garoto com carinho.

Duny foi crescendo sendo um selvagem, barulhento, orgulhoso e de gênio forte. Certa vez quando ele tinha sete anos, ele ouviu sua tia, uma irmã de sua falecida mãe, dizer umas palavras. No outro dia, ele as repetiu mesmo não sabendo o significado delas e causou uma maior confusão. Sua tia percebeu que ele tinha poderes e que ele acabaria se tornando um feiticeiro, por isso tentou lhe ensinar tudo que sabia, pois era uma bruxa. No entanto, o menino era muito vaidoso e no início usava magia sem se importar com as consequências. Duny adorava o poder e o conhecimento que as artes mágicas lhe dava. Uma vez quando tinha doze anos, as aldeias começaram a ser atacadas por um povo voraz, de pele branca, cabelos louros, que gostava de ver sangue e sentir o cheiro de cidades em chamas. E para evitar que sua aldeia fosse atacada, o protagonista recorre a magia, produzindo algo tão forte que salvou a todos. Só que o uso de tanta magia lhe cobrou um preço, deixando-o debilitado, cego e confuso. Nem sua tia conseguiu lhe curar.

A história do rapaz que controlou o nevoeiro e espantou os guerreiros com uma confusão de sombras foi contada por todo lugar. Uns dias depois que Duny salvou aldeia, um mago muito importante e famoso, chamado Ogion, chega na aldeia, salvando o menino e levando-o para ser seu aprendiz. Como seu mestre,o mago lhe deu o que seria seu verdadeiro nome. Então Duny passou a ser chamado de Ged, pois na história do livro, dar nomes as coisas e a seres era um costume extremamente importante e o significado do nome era ainda mais. Ged se tornou um adolescente arrogante, sem dar muita importância para que o seu mestre falava, uma vez que ele queria mesmo era aprender de tudo e ser melhor em tudo. Certo dia Ged fez um feitiço e liberou uma sombra maléfica. Ogion dispensou a sombra, mas a partir desse momento Ged teve escolher para qual escola ir.

Depois de sua escolha, Ged começa sua jornada para se tornar o grande feiticeiro chamado Gavião. O protagonista parte para a ilha de Roke onde fica uma das duas escolas de magia. Ged faz amigos e também inimigos, mas o seu maior objetivo é ser o melhor e o favorito dos mestres. Preso na rivalidade e na ambição, Ged acaba fazendo um feitiço que libera de vez a “sombra” e quase lhe custa sua vida. Depois desse episódio, Ged mudou totalmente sua personalidade, se tornou mais humilde e se arrependeu de suas tolices.

Teve várias coisas que me encantaram em O Feiticeiro de Terramar, primeiro, foi que o protagonista nunca quis salvar o mundo ou seu povo, Ged é egoísta e pensa só em si e o livro não se trata de uma luta entre povos ou de poder, se trata de uma jornada e descobertas pessoais. E depois de cometer vários erros foi que o protagonista aprendeu a lição. Ged não é um personagem ruim, é apenas um jovem que quer atenção e provar o seu valor. Também o que me chamou a atenção foi a escrita da autora, não é uma narrativa cansativa e ao mesmo tempo ela nos traz um cenário tão rico em conteúdo que fiquei pasma. Quando peguei o livro em mãos, pensei: moleza, vou ler rápido, já que é um livro médio em questão de páginas, mas me enganei redondamente. No quesito conteúdo ele é um GIGANTE.

Quero compartilhar uma descoberta enorme que eu fiz ao ler o posfácio da autora, já que li o início do livro com uma rapidez e nem saquei alguns detalhes. Ged (Gavião) é negro, assim como seu povo e a grande maioria dos feiticeiros de sua terra. Logo no primeiro capítulo ele descreve os guerreiros que atacaram a terra de seu povo, mas em nenhum momento ele se descreve. E como uma tola não percebi isso, mas no posfácio Ursula explica que também poucos leitores percebem isso e seus motivos para não ter falado disso abertamente. Imaginem que nos anos 60 já era um preconceito enorme ser uma escritora mulher, mais ainda escrevendo sobre um feiticeiro negro como protagonista de sua história. Dessa forma, quando terminei o posfácio, voltei ao início do livro e pude compreender a genialidade dessa mulher. Aguardo ansiosamente a continuação, pude conferir a capa do segundo livro e ela está linda.

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/o-feiticeiro-de-terramar-resenha.html
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R.Silveira 07/04/2017

Bom porém cansativo
Livro ótimo, bonito, com páginas grossas, universo fantástico com vários segredos para ainda serem revelados. Cansativo, praticamente impossível ler 3 capítulos seguidos, porém, gostoso de ser lido devagar e com calma
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Alyssa @culpadoslivros 23/03/2017

O Feiticeiro de Terramar, publicado originalmente em 1968, é o início da série Ciclo Terramar, composto por 5 livros de histórias + 1 de contos. Conforme nos conta a própria autora Ursula K. Le Guin no posfácio, naquela época os livros de fantasia para adolescentes praticamente não existiam e quem gostava deste gênero, conhecia as obras de Tolkien, onde os bruxos e magos eram velhos com enormes barbas. Então, a publicação do Feiticeiro de Terramar foi uma inovação, pois trouxe como protagonista um menino de 12 anos: o jovem e imaturo Ged, que tinha tudo para evoluir e se transformar no mais poderoso feiticeiro de todos os tempos. Mas antes, era preciso aprender, estudar, dominar sua arrogância, seu orgulho, enfim, amadurecer como pessoa para então poder desenvolver e controlar seus poderes.

Achei a narrativa excelente, um pouco descritiva em excesso para um livro tão curto. Mas empolgante o suficiente para despertar a curiosidade pelos outros livros. Incomodou um pouco a falta de diálogos, pois além de Ged ser um rapaz solitário, mesmo quando está com outras pessoas, conversa muito pouco.
Por outro lado, a história é muito interessante e super indicada para aqueles que gostam de fantasia, escola de magia, dragões, feitiços poderosos, vilões sombrios e misteriosos... E tudo isso, muitos anos antes de conhecermos a saga do famoso bruxinho que tanto amamos!

O Feiticeiro de Terramar é um clássico da literatura de fantasia e sua autora, referência para grandes escritores do gênero, como Neil Gaiman e Joe Abercrombie. Agora, vamos torcer para a Editora Arqueiro publicar as continuações desta saga, para acompanharmos a trajetória de Ged, até tornar-se o lendário feiticeiro Gavião!

site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
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Primarcolino 23/03/2017

Fantastic Books
Estou meio confusa com a história que li. Primeiro, porque não decorei a maioria dos nomes dos lugares por onde Gavião passou. São muitas fases da vida dele que acompanhei e cada uma é marcada por uma aventura diferente, por isso é difícil saber o que contar para vocês sem revelar spoiler.

Antes de começar a falar sobre a história, devo ressaltar que nesse livro o nome das coisas, pessoas e lugares tem uma importância enorme. Para quem já é familiarizado com alguns livros de histórias de magia, sabemos que nomes podem dar aos magos poder sobre tudo, caso ele saiba o VERDADEIRO nome.

Também preciso deixar claro que esse livro foi comparado com o Harry Potter, mas que ele foi lançado muitos anos antes de HP e essa é apenas uma nova publicação do mesmo. Confesso que achei a leitura muito mais sinistra que a de Harry e que em algumas partes do livro fiquei meio tensa lendo, pois Gavião não é apenas ousado, ele é muito inconsequente e mexe com magias obscuras. Não posso deixar de citar que esse livro é uma segunda edição, pois ele foi publicado originalmente em 1968, e se tornou um clássico da literatura de fantasia.

O livro conta a história de um menino chamado Duny, que foi iniciado na mágica quando era bem novo por uma tia sua. Ela descobriu que Duny tinha esse dom quando por acaso o viu usando magia apenas porque repetiu algumas palavras que ele nem conhecia. Logo que começou a usar seus poderes sua aldeia foi atacada e ele conseguiu conjurar um feitiço que salvou a quase todos, mas infelizmente ele entrou em um transe sem volta. Até que um grande mago veio atrás dele, pois sua história havia percorrido muitos povoados.

Quando o mago encontrou o menino, ele salvou sua vida e lhe deu seu novo nome, o qual poucas pessoas deveriam saber: Ged. Descobrimos nesse momento que ele é um rapaz muito teimoso e orgulhoso, que se deixa ser levado por provocações e invoca uma sombra do mal, a qual seu mentor consegue habilidosamente desfazer. Porém, após isso ele decide ir para uma escola de magia, onde conhece dois rapazes. Um deles se torna um amigo, mas o outro desperta uma fúria dentro dele e isso acaba levando ele através de apostas e provocações para libertar um ser maligno que quer se apossar de sua magia. E assim começa a sua busca pela descoberta de como acabar com esse ser... Será que isso é possível? Pois todos desconhecem o que isso é, qual seu nome e quem o comanda...

Adorei o livro, a capa é maravilhosa e a história envolvente. Recomendo muito para quem gosta de um bom suspense com uma pitada enorme de magia. E preparem-se para lidar com criaturas, monstros e um adolescente muito cabeça dura e orgulhoso.


site: http://www.some-fantastic-books.com/2016/11/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-de-ursula-k-le-guin.html
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Déborah 20/03/2017

Pra ler no busão: O feiticeiro de Terramar
Falou em lançamento de fantasia já fico toda afoita de tão curiosa.

É um gênero que eu adoro tanto quanto romance.

Confesso que ultimamente acaba me deixando meio chateada, mas no geral eu gosto.

Sei que ainda vou achar aquela fantasia que vai me arrebatar como antes.

Esse livro é praticamente um clássico dentro da fantasia, então quando soube de toda a fama dele minhas expectativas e ansiedade aumentaram e só sosseguei quando finalmente ele chegou pra mim.

Quando comecei a leitura estava ansiosa para ver toda a magia que ela traria...

Porém já fiquei um pouco frustada, pois o que apareceu foi um menino que tinha o dom para ser um mago e começou a aprender sobre a arte da feitiçaria, mas seu grande problema era ele mesmo.

Ged é muito orgulhoso e vaidoso. Se sente o melhor e mais inteligente de todos. Sem contar que ele é inconsequente.

Faz as coisas sem pensar e sem medir consequências e é por ser impulsivo que ele acaba libertando um grande mal sobre a Terra e ganhando cicatrizes no corpo e na alma.

É depois desse duelo com o mal que ele passa a se modificar. Ele se mostra mais humano e percebe o quanto errou.

Vemos esse crescimento dele e ele finalmente se tornando um homem.

Ged passa por algumas aventuras em busca de um duelo final com o mal que libertou.

O livro é curto, mas um pouco arrastado.

A narrativa tinha tudo para ser interessante, mas a descrição é cansativa e não conseguiu me prender o suficiente.

Uma das partes que mais gostei foi a amizade verdadeira que ele construiu enquanto estava na escola e a admiração que ele tinha pelo seu primeiro mestre.

É uma história mediana que tinha tudo para ser grandiosa, mas não rolou.

Infelizmente minhas expectativas não foram alcançadas, mas é um livro bom.

A capa é linda. A diagramação é simples, mas boa e páginas amareladas sempre ótimo.

Não encontrei problemas de revisão.

site: http://lisos-somos.blogspot.com.br/
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Café & Espadas 13/03/2017

A Magia das Palavras de Ursulla Le Guin
Eu imagino aqui com os meus botões: como deve ser difícil essa profissão de escritor.

Quão difícil é para um ser humano narrar uma história para uma pessoa que ele nunca viu na vida. Que ele nunca teve um contato sequer. Adjunto a isso, ainda se preocupar com a tessitura de sua escrita, com o ritmo da narrativa, com a construção de personagens, e por aí vai.

Uma tarefa árdua, de fato, mas imagino também que o resultado final vem como um prêmio e um alívio para o autor. Ele pode contemplar a sua obra como um arquiteto que, deslumbrado, aprecia uma catedral projetada por ele mesmo.

Não sei se Ursulla Le Guin teve essa sensação quando pôs o último ponto final no manuscrito de O Feiticeiro de Terramar, mas para um leitor, principalmente os que se deleitam na fantasia, esse alívio que mencionei acima vem prematuramente, logo no folhear das primeiras páginas.

A sensação de que estamos diante de um livro que foi minunciosamente projetado na sua essência, na sua alma, naquilo que toca a imaginação de quem lê, na simplicidade.

* Continue lendo a resenha no site do Café & Espadas - link abaixo:


site: https://cafeespadas.com/o-feiticeiro-de-terramar/
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Viviana 13/03/2017

Paixão morna
Uma escrita bem diferente é a desta autora clássica de fantasia. Eu gostei mas não cheguei a me apaixonar e não vou continuar lendo a série.
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Debyh 12/03/2017

Eu gostei sim.
Como blogueira literária visito muitos blogs do gênero e eu li muitas resenhas desse livro, nem sei direito o porque, mas elas simplesmente apareciam e eu lia uma após a outra. O problema aqui foi que a grande maioria delas eram negativas, mas tudo bem porque né gosto é gosto. Eu gostei do livro pelos mesmos motivos que outras pessoas não gostaram. Eu gostei do livro, justamente por ele abordar o tema medieval voltado mais para o juvenil, ponto que foi amplamente criticado em alguns blogs.
Em O Feiticeiro Terramar, primeiro livro da série Ciclo Terramar, descobrimos um mundo novo, com um personagem que aprende muito sobre si mesmo e que o poder muitas vezes pode ser perigoso. Cuidado com os dragões, suba no barco e venha para Terramar.

(inteira no link com resenha em áudio)

site: http://euinsisto.com.br/o-feiticeiro-de-terramar-1-ursula-k-le-guin/
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cotonho72 10/03/2017

Ótimo!
Nesse livro iremos acompanhar a jornada de Ged até se tornar o maior feiticeiro que Terramar já teve, Terramar é um enorme conjunto de ilhas, quando criança, Ged, se chamava Dunny, e cresceu na ilha de Gont, infelizmente logo cedo se tornou órfão de mãe e cresceu praticamente sozinho. Certo dia, uma bruxa da aldeia acaba descobrindo os seus poderes por acidente e acaba ficando com ele como aprendiz, logo de cara ele surpreende a todos com o seu talento e com a rapidez que aprende tudo.

Durante uma invasão, Dunny acaba surpreendendo ainda mais a todos, usando os feitiços que aprendeu para salvar alguns amigos e habitantes da aldeia, logo esse grande feito não demora muito tempo para ser conhecido por muitos, como não demorou muito para também alcançar os ouvidos do grande e respeitado Mago Ogion, conhecido por ter controlado o terremoto que destruiria a cidade de Gont. E a partir desse momento Dunny começa a ser o aluno do Mago Ogion e aos poucos vai aprendendo tudo sobre o ofício, como Dunny atinge a idade para ganhar o seu nome de homem, logo passa a se chamar Ged, pois verdadeiros nomes têm grande poder e podem permitir a quem os conhece controlar o outro e nunca são revelados, a não ser para alguns amigos de extrema confiança, mas logo a sua impaciência com os métodos de Ogion o leva para a para uma escola de Magos na ilha de Roke. Assim começa sua jornada para virar a lenda a qual os seus feitos serão narrados e cantados por muitos, o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos, Gavião.
Mas Ged terá de enfrentar muitos desafios e vários inimigos, inclusive enfrentar a si próprio, sua facilidade para aprender os feitiços e por possuir um grande poder, ele acaba cometendo muitos erros e o seu orgulho e sua vaidade contribuem para isso. Desta maneira, Ged acaba libertando um terrível mal, um monstro assustador sobre Terramar, no qual somente ele pode derrotar. Durante essa desafiadora e perigosa jornada Ged encontrará poderosos dragões, fará novos amigos, desafiará o mar e enfrentará algumas criaturas em Terramar, pelo seu caminho não enfrentará guerras, mas suas batalhas serão históricas.
Confesso que não conhecia praticamente nada sobre a autora, mas logo que foi anunciado pela Editora Arqueiro fiquei super curioso e com muitas expectativas, a trama é muito bem trabalhada e os personagens são cativantes, não só Ged o protagonista principal mas também importantes personagens como Jaspe um garoto da mesma idade a qual ele tinha como rival, Vecht que se torna seu grande amigo e Pechvarry um amigo que ele faz durante a sua jornada, o livro é narrado em terceira pessoa e achei que a leitura flui bem, questões raciais estão sutilmente nessa obra e são mencionadas pela a autora no final do livro, além de falar sobre o bem e o mal e muito mais, um livro imperdível para os fãs de fantasia.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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Duda 06/03/2017

Resenha | Ciclo Terramar #1 – O Feiticeiro de Terramar, por Úrsula K. Le Guin
Ged, órfão de mãe, era pastor de ovelhas e morava sozinho com seu pai em um vilarejo muito simples. Ainda pequeno, durante uma invasão no lugar onde mora, ele descobriu ter aptidão para a magia.

Sua tia que era bruxa então resolveu levar o garoto para morar com ela e ensiná-lo a controlar seus poderes; depois de algum tempo, com a sua crescente fama, ele foi mandado para uma escola de magos.

Porém, ao chegar lá Ged foi ficando cada vez mais deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, e foi logo dominado pelo orgulho e a ambição; além disso Ged foi criando muitas inimizades durante seus anos na escola.

Um dia tomado pela fúria de ser hostilizado pelos colegas, Ged acabou, sem querer, libertando um grande demônio das trevas, e isso acabou o levando a uma cruzada mortal pelos mares solitários de Terramar, afim de acabar com o mal que ele mesmo cometeu.

Resenha Completa Em:

site: http://palavrasradioativas.com/resenha-ciclo-terramar-1-o-feiticeiro-de-terramar-por-ursula-k-le-guin/
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