O Feiticeiro de Terramar

O Feiticeiro de Terramar Ursula K. Le Guin




Resenhas - O Feiticeiro de Terramar


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Minha Velha Estante 24/05/2018

Resenha da Tata
Quem leu alguma das minhas resenhas sabe do meu amor quase que incondicional por livros de fantasia.

Então, tá aí a minha surpresa quando a Editora Arqueiro anunciou o lançamento de O Feiticeiro de TerraMar. Para começo de conversa, eu nunca tinha ouvido falar dessa série na minha vida e, apesar de ser um lançamento de agosto da editora, O Feiticeiro de TerraMar é, na verdade, um clássico do gênero que foi originalmente publicado (nos Estados Unidos) em 1968 e é constantemente equiparado a obras como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia.

Mas a maior surpresa mesmo que eu tive foi lendo esse livro.

Antes de tudo eu preciso dizer que a capa dele é maravilhosa e a edição que a Arqueiro fez, cheia de detalhes singelos e páginas mais grossas (no estilo dos livros antigos) ganharam meu selo de aprovação.

O Feiticeiro de TerraMar tem exatamente 169 páginas de texto e eu li ele em uma tarde e percebi porque esse livro é considerado um clássico. Enquanto lia, eu notei o quanto que esse livro influenciou alguns dos meus autores de fantasia favoritos, o quanto que o gênero em si foi influenciado por esse livro.

Por exemplo, se você leu o maravilhoso O nome do vento, de Patrick Rothfuss e ler O Feiticeiro de TerraMar, é impossível você não perceber que a base para o mundo e para a história que Patrick criou é surpreendentemente baseada na de Ursula.

Ultimamente eu tenho notado que a maioria dos livros de fantasia possuem um ar mais sombrio, pesado e político. Os novos livros de fantasia perderam o seu tom inocente e alegre que os clássicos, como As Crônicas de Nárnia possuem e pelo qual ficaram famosos.

Não me entendam mal, eu adoro um livro mais sombrio, mas quando eu li O Feiticeiro de TerraMar eu notei a falta que livros como esse me fazem hoje em dia.

O livro conta a história de Ged, um órfão pastor de ovelhas. Um dia, ao ouvir sua tia dizer algumas frases estranhas para os animais, Ged tenta imitá-la e ao fazer isso, sua tia, uma feiticeira, percebe o dom que ele possui para a magia. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento precoce de seus poderes e de sua fama, um mago poderoso de grande renome aparece e se oferece para treinar Ged.

Desde a primeira página do livro sabemos que Ged ou Gavião (como ele um dia será conhecido) é o maior feiticeiro que já existiu e que essas são as histórias de como aquele desacreditado menino órfão se tornou o homem mais poderoso do mundo.

Eu realmente gostei de Ged, ele é um protagonista interessante e cheio de vontades. Eu me identifiquei horrores com ele durante o seu treinamento, principalmente quando mandavam ele ter paciência.

Eu te entendo Ged, bate aqui!

A linguagem do livro é simples e me lembrou bastante do ritmo dos livros de C. S. Lewis, o que faz com que o livro seja indicado a qualquer pessoa, principalmente aqueles que possuem problemas com a densidade dos livros de fantasia.

PS: A série O Ciclo de TerraMar possui 5 livros no total e eu estou real e ansiosamente esperando pelos próximos.

PS: O gênero da Fantasia, principalmente o da High Fantasy, até hoje é um gênero onde autoras mulheres sofrem de muito preconceito. Então ver um livro do gênero ser escrito por uma mulher, na década de 60, ser considerado, desde aquela época, como um clássico, é maravilhoso.

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2016/11/estante-da-tata-o-feiticeiro-de.html
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Biblioteca Álvaro Guerra 23/05/2018

Um clássico da literatura de fantasia, onde magos, magias e dragões povoam as cidades.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788580412516
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bruno.rauber 25/02/2018

Foi difícil entender porque eu gostei tanto do O Feiticeiro de Terramar . Claro, a narrativa extremamente agradável da eterna Ursula K. Le Guin pesa bastante, mas lendo o posfácio da própria autora acho que algumas coisas ficaram mais nítidas.
A falta de um inimigo essencialmente "mau". A jornada de descoberta do personagem principal que, apesar de ser poderoso, não escapa das situações através do simples protagonismo. Os conceitos sobre uso dos nomes (que o Patrick Rothfuss viria a usar no O Nome do Vento, que por sinal não me agradou). Tudo isso aplicado com muita inteligência e sensatez, aliado ao fato de haver muita magia ao mesmo tempo que ela não é utilizada como um deus ex machina dentro da história, tornam esse livro tranquilamente uma das leituras mais essenciais do gênero que eu já tive o prazer de ter contato.
Afora tudo isso ainda tem o fator da importância histórica da obra. É muito interessante ver de onde inúmeros autores de fantasia tiraram sua "inspiração". Por exemplo, além do já citado Rothfuss, senti bastante da J.K. Rowling no texto também.
Agora resta esperar que a Editora Arqueiro publique o restante dos romances e contos. Aliás, excelente edição dela, pra mim só pecando não ter um mapa de Terramar destacável.
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Acervo do Leitor 02/02/2018

O Feiticeiro de Terramar – Ursula K. Le Guin – Resenha
Algumas obras são atemporais, alguns livros estão além de seu tempo. Visionários, clássicos e fortes influenciadores de uma geração vindoura. Nomes como Tolkien, Lewis, estão gravados para sempre na história da Literatura Fantástica e na memória dos fãs. Ursula K. Le Guin certamente está entre eles, infelizmente a autora, de escrita impecável e histórias recheadas de críticas sociais, não obteve até então o sucesso merecido em nosso país. O Ciclo Terramar, sua grande série de fantasia, é um clássico, absolutamente um clássico que inspirou e influenciou várias obras e autores do gênero, nomes como J. K. Rowling, Neil Gaiman, entre outros já expressaram publicamente seu apreço pela saga de Le Guin.

(…) Todo poder é um só em sua fonte e seu fim, acho. Anos e distâncias, estrelas e velas, água, vento e fetiçaria, a arte nas mãos de um homem e a sabedoria na raiz de uma árvore: todos surgem juntos. Meu nome, o seu e o verdadeiro nome do sol, de uma fonte de água ou de uma criança que ainda não nasceu, tudo isso são sílabas da grande palavra que lentamente está sendo pronunciada pelo brilho das estrelas. Não existe outro poder nem outro nome (…)

O Feiticeiro de Terramar conta a infância de Ged, um garoto pobre que vive em Dez Amieiros, aldeia situada na ilha de Gontz, famosa por seus magos e feiticeiros. O jovem descobre sua vocação após um determinado evento ocorrer em sua aldeia, e daí em diante parte numa jornada de muitas aventuras e perigos para descobrir até onde vão seus poderes e quais as consequências de seus atos. Ged é um personagem difícil de você gostar num primeiro momento, sua personalidade egocêntrica e com pouca humildade nos faz torcer o nariz em algumas situações. A todo instante o garoto quer provar algo a alguém, quer se manter em evidência, trilhando suas ações por caminhos pouco inteligentes. E justamente em um destes momentos é que entra o plot principal do livro, sua busca por redenção, as reflexões de seus atos e suas sequelas.

(…) O mundo mantém seu equilíbrio. O poder da transformação e de invocação de um feiticeiro pode abalar esse equilíbrio. É perigoso, esse poder. Nocivo em grande parte. E deve vir acompanhado do conhecimento e servir à necessidade. Acender uma vela é lançar uma sombra(…)

Ursula K. Le Guin conseguiu em poucas páginas criar um mundo gigantesco. Logo no início do livro nos deparamos com um mapa de toda a Terramar, e é absurdamente completo. São várias regiões, dezenas de ilhas e províncias, uma aula de mapeamento. Ao longo do livro vamos acompanhar Ged passando por várias destas localizações, e fazendo menções a tantas outras. Outras estas, que estarão nos demais volumes da série. Le Guin abusa da criatividade ao criar um plano de fundo sobre a história de Terramar, nota-se o cuidado aos detalhes que a autora teve. Sua escrita é um dos pontos fortes do livro. Instigante e reveladora. Mesmo nas primeiras páginas você já percebe que estamos diante de alguém que merece ter todo o reconhecimento possível por suas obras.

(…) Ged, ouça-me com atenção agora. Nunca lhe ocorreu que o perigo ronda o poder como a sombra persegue a luz? A feitiçaria não é um jogo que jogamos por diversão ou para receber elogios. Pense nisto: toda palavra, todo ato de nossa arte, é falada e é feita para o bem ou para o mal. Antes de você falar ou fazer, tem que saber o preço a se pagar! (…)

Recai sobre o livro o peso de seu tempo, o momento de sua publicação e as implicações disto aos novos leitores do gênero. Você reconhece muito dos padrões aqui presentes em outros livros, e é como um déjà vu. Várias obras são certamente a evolução deste, em muitos aspectos melhores, em outros, ainda falhos. E é aqui que cabe ao leitor a inteligência de saber situar o tempo a que esta obra foi escrita. Lá pelos anos 60, havia poucos livros de fantasia, com exceção de O Senhor Dos Anéis, nenhuma outra abarcava tanto sucesso ao gênero, e como a própria autora diz no posfácio, ela quis inovar, quis criar algo único e, mais do que isso, inserir suas críticas sociais de maneira subversiva, genial.

SENTENÇA
O Feiticeiro de Terramar não é o melhor livro de fantasia que você irá ler, mas talvez seja um dos mais importantes. Não somente por sua história, mas por toda a experiência e criatividade que ela nos traz. Ursula K. Le Guin é uma das figuras mais icônicas da Literatura Fantástica – e aqui incluo Ficção Científica -, e se você ainda não a conhece, corra atrás de seus livros e escute o que ela tem a dizer. O Feiticeiro de Terramar é um clássico, e merece ser tratado como tal. Que venha o segundo volume, que venha As Tumbas de Atuan.

site: http://acervodoleitor.com.br/o-feiticeiro-de-terramar-ursula-k-le-guin/
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Davenir 26/10/2017

Leve sem ser raso, profundo sem ser prolixo e com aquela sensação de conhecer um mundo novo
Olá! Retorno para resenhar outro livro, e como sempre procuro fazer, alternando entre livros de estilos diferentes dentro do que gosto de ler. Desta vez, saindo do clássico cyberpunk para a Fantasia. Contudo antes de encarar um tijolão de fantasia clássico optei por uma breve mas profunda viagem que Ursula Le Guin traz em O Feiticeiro de Terramar. Diferente das discussões densas de Os Despossuídos ou A Mão Esquerda da Escuridão, temos um direcionamento para um público mais jovem sem perder a jornada de descoberta do protagonista.

A estória conta sobre Gavião, um grande mago de Terramar, antes de ser um grande mago. Gavião aprende desde muito novo as artes mágicas porém se torna rapidamente arrogante, rancoroso e impulsivo até que se torna vítima de um grande erro que o obriga a partir numa jornada que o leva a vários cantos desse mundo. Terramar é tomada por ilhas, onde conhecemos o mundo ricamente criado pela autora que nos dá olhos de viajante enquanto acompanhamos Gavião. Essa riqueza nos tira das dicotomias manjadas e abre horizontes como um marinheiro pelo mar desconhecido. A jornada de Gavião pelo autoconhecimento é a formação de seu caráter, ao qual acompanhamos minuciosamente sua transformação, desde a infância até o mago que conhecemos, comumente apresentado já em sua melhor forma.

A relação da autora com a palavra (para além do obvio, por ser uma escritora) aparece na importância que ela tem para o mago. Afinal é com ela que ele conjura feitiços. É com ela também que se dá nome as coisas e as pessoas, o meio para o conhecimento, a cultura dos povos que habitam esse mundo e sem ela o mago é impotente. Algumas palavras passam pouco percebidas na obra, são as pequenas subversões aos clássicos que tornam a obra muito relevante, como a cor da pele de Gavião (que não é branco, como foi retratado por muito tempo nas primeiras capas desse livro) e dos violentos invasores do império Karg (diferente dos medonhos e escuros orcs, os Karg são loiros e alvos). O que mostra que um livro para jovens não significa ser raso ou simplificado. Contudo, o fato da estória ser curta e centrada no mago Gavião, deixa os demais personagens com pouco espaço e evoluírem. Há pouco espaço para subtramas, ainda que o encontro com um dragão rendesse um conto isoladamente. O mapa e o posfacio são materiais auxiliares preciosos que vieram nesta edição. Visualizar no mapa nos submerge neste mundo e num livro que não chega a 200 páginas ganha ainda mais importância. Vale a leitura para ficar longe da fantasia batida das batalhas e guerras e próximo da magia no seu estado mais bonito.

site: http://wilburdcontos.blogspot.com.br/2017/10/resenha-66-o-feiticeiro-de-terramar.html
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Fernando Lafaiete 05/10/2017

O Feiticeiro de Terramar: 3 visões diferentes do mesmo livro!

O primeiro livro do Ciclo Terramar foi o escolhido entre eu e dois amigos para fazermos uma leitura conjunta. A escolha talvez não tenha sido a mais acertada, vocês entenderão após lerem as três opiniões aqui apresentadas.

#Leituraconjunta #AmigosdoSkoob
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Minha opinião
Minha nota: 4

Úrsula K. Le Guin é umas das autores mais aclamadas dentro da fantasia e da ficção científica. O Feiticeiro de Terramar foi pioneiro no gênero jornada de descobertas e feitiçaria e consagrou Le Guin como uma das autoras mais importantes da literatura internacional.

Entretanto, o livro em questão dificilmente agradará os leitores da geração Y. Pois Diante de outros livros de fantasia, "O Feiticeiro de Terramar" será encarado como um livro superficial, arrastado e mais do mesmo. Mas o que os leitores atuais precisam entender, é que os livros lançados no século 20, nada mais são do que inspirações ou até mesmo cópias descaradas deste clássico, onde os autores usam e abusam dos elementos criados por Úrsula K. Le Guin sem darem o devido crédito.

Nesta história, acompanhamos a jornada de Ged, um jovem que descobre possuir poderes mágicos e devido a isso acaba indo estudar em uma escola de magia. O sistema de magia criado pela autora, funciona através do nome das coisas. Se você sabe o nome real do que te cerca, você poderá controlá-las. Obviamente que para leitores assíduos de fantasia, já devem ter notado a semelhança óbvia com "Harry Potter" e "As Crônicas do Matador do Rei". Mas uma vez eu reforço, o livro de Ciclo Terramar foi lançado em 1967, bem antes do lançamento dos livros supra citados. Ou seja, não tem como o passado copiar do futuro.

Os 3 primeiros capítulos são bem frenéticos e a autora contextualiza o leitor de maneira bem rápida. Em um livro de 176 páginas, esta é a técnica de escrita e narrativa correta. Mas isso também causa um desconforto nos leitores de hoje em dia, pois a partir do capítulo 4, o ritmo se altera significativamente, se tornando bem mais lento e bem descritivo. Os diálogos são quase nulos e os blocos de textos são imensos. Este tipo de estrutura não me incomoda, pois já li outros clássicos de fantasia que possuíam este mesmo estilo. Pra ler um livro antigo como esse, é preciso se contextualizar e entender que este era o tipo de narrativa procurada antigamente... Com poucos diálogos e MUITAS descrições. Senhor dos Anéis é mais um bom exemplo disso.

Diante de tantas críticas negativas a respeito deste livro, eu iniciei a leitura esperando uma bomba em forma de livro. Mas fui surpreendido e achei o livro bom. Gostei de ter conhecido o livro que influenciou tantos autores do gênero e curti a metáfora que autora apresentou no final. Mas também senti falta de mais personagens relevantes e de interações mais significativas. Achei o desenvolvimento de alguns personagens bem rasos e me irritei com algumas incongruências relacionadas a alguns personagens. Mas como eu disse, curti a leitura e na verdade a minha nota real é 3.5, mas aumentei 0.5 devido ao posfácio que é maravilhoso. Quando ler o livro, se ler com atenção, perceberá que a autora realmente é talentosa e muito corajosa. Ela apresenta elementos que iam totalmente contra ao que a sociedade da época considerava o correto. Pra mim foi uma leitura bem válida!
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Opinião da Phanie:
https://www.skoob.com.br/usuario/1899632-ari-phanie
Nota final: 3.5

Comecei a ler Terramar esperando que fosse uma leitura de narrativa densa e lenta, mas nos três primeiros capítulos de introdução do personagem principal e mundo, achei na realidade a escrita da Úrsula bastante simples e ágil. E curti muito o Ged orgulhoso e vaidoso que foi apresentado. Pareceu mais compatível à personalidade de um adolescente a quem todos dizem ser poderoso. No entanto, a partir do quarto capítulo senti uma mudança relevante na narrativa e personagem que não me agradou. Infelizmente percebi a lentidão sobre a qual muitos falavam, o Ged é o único personagem de peso dentro da história, e isso não seria problema pra mim se a personalidade dele me agradasse mais. Mas após um incidente, ele ficou mais introspectivo e lamuriante.Tenho dificuldade com personagens assim. Também queria que houvesse mais personagens de peso, que não fizessem apenas aparições que em sua maioria não acrescentam nada a história. Senti falta de uma personagem feminina também, mas depois do
posfácio (que me fez admirar a autora muito mais do que sua história), acho que ela vai dá mais espaço às mulheres em seus próximos livros. Encerrando, foi uma leitura agradável por ser compartilhada com amigos, e acredito que mesmo que eu tenha achado mediana, vou investir no resto da saga.
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Opinião do Lucas:
https://www.skoob.com.br/usuario/1296021-lucas
Nota Final: 3

Primeiro, Não consigo gostar de livro quando não estou a fim de lê-lo. Já começa por aí. Depois de Aprendiz de Feiticeiro e agora Terramar, tenho certeza que não gosto muito dessas jornadinhas de heróis mequetrefes. Também não sou fã de magos. Por mais que Gandalf e Dumbledore sejam legais; o arquétipo de mago nunca me agradou. Não gosto desse tipo de magia de contos de fadas.

Gostei da escrita, com ressalvas pra frases longas que eu tinha de reler porque lia esquecendo o que estava antes (De novo ansiedade de terminar o livro, porque já comecei não tendo interesse nele).

Também tenho raiva de situações resolvidas as pressas. Essas mil e tantas encheções de linguiça podiam ter rendido mais tempo contra o dragão.

Jasper? A não ser que ele não apareça mais nem como secundário, totalmente desnecessário (e era o personagem mais interessante). A parte da escola, desnecessária. Tenho pra mim que se tu pretende escrever algo curto, não invente de inserir locais onde você pode fazer muita coisa e esse tanto de personagens.

Não gostei dos 3 primeiros capítulos porque destoaram do restante do livro. São basicamente um resumo da infância do personagem central. Coisa que eu não gostei muito no primeiro livro das Crônicas Saxônicas que faz algo parecido, porém melhor. Vai escrever a infância do personagem? Não me venha com resumo.

Gostei de não ser um livro de batalha, mas o final é bobo. A metáfora apresentada poderia ter sido feita sem o final ser a própria metáfora. As descrições não são interessantes. Ela aponta que existe ilha, castelo, casa... Mas apontar o que existe no mundo, não é o mesmo que descrevê-lo.

O aspecto intrínseco da magia nesse mundo é interessante. Bem mais bem aplicado do que Rothfuss faz parecer n'O Nome do Vento. Mas pra quem gosta de fantasia tem por obrigação ler Terramar. Pra conhecer o que moldou o gênero.
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Considerações finais:

Para a nossa leitura conjunta, escolhemos um livro que fosse inédito para os 3. Apesar de não estar muito interessado no Feiticeiro de Terramar, quem indicou o livro foi o Lucas (rsrs). O Lucas tem uma visão bem diferente sobre livros de fantasia e isso colaborou bastante nos nossos debates. O livro tem 10 capítulos, sendo que dividimos a leitura em 3 dias (3 caps - 3 caps - 4 caps). Valeu muito apena esta experiência de leitura conjunta. Muito obrigado Phanie e Lucas por terem aceitado o meu convite. Debater com vocês sobre o livro enquanto liamos foi bem interessante e as vezes acirrada (rsrs). Espero que nossas opiniões sejam úteis para quem deseja ler este livro. E pra quem já leu, sinta-se a vontade de conversar conosco nos comentários, caso você tenha tido paciência de ler as três opiniões. :)

Nota conjunta (somei as 3 notas individuais e dividi por 3): 3.5
Ari Phanie 05/10/2017minha estante
Ri aqui na parte do Lucas huahuahua. Ótima resenha, Fernando. Como disse no grupo, amo Senhor dos Anéis, e poucas vezes me encomodou o textão denso. Mas n foi o caso com Terramar. Acho q gostar ou n, não envolve apenas o hábito.


Ari Phanie 05/10/2017minha estante
Se formos fazer algo semelhante de novo, sugiro outro genêro. Talvez suspense pra v se anima o Lucas.


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
Verdade Phanie... Eu também ri muito quando o Lucas me mandou a parte dele. Ele fez o que eu normalmente faço; detonou o livro! Rrsrs


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
Super aceito fazer de novo com um novo gênero. Amo suspense!!


Lucas 05/10/2017minha estante
Vou arranjar um livro único e que não seja de fantasia pra próxima.


Douglas 05/10/2017minha estante
Concordo bastante com a opinião da Phanie. A personalidade do Ged tambem passou a me incomodar e senti falta de mais personagens de peso e uma personagem feminina mais relevante. E concordo com o Fernando que o posfacio é maravilhoso.


Lucas 05/10/2017minha estante
Nem espero ver mulheres nesses livros curtos da época em que Judas perdeu as botas. Já sei que as chances de ter são poucas mesmo.


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
Eu gostei mais que eles do livro Douglas. Não achei ele tão ruim como dizem e nem vi tantos defeitos como o Lucas (rsrs). Mas super entendo o desanimo que ele causa na maioria dos leitores!


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
E no segundo livro a protagonista é uma mulher... eu achei isso ótimo. Agora que o feminismo está bem presente, acredito que a continuação poderá agradar mais os leitores de hoje, se formos considerar este aspecto.


Ari Phanie 05/10/2017minha estante
Sim, a mim vai agradar e mto rs ;)


Douglas 05/10/2017minha estante
Ah, acho que nenhum de vocês leu mas A Sombra do Vento do Zafon é um livro incrivel, fica a dica para uma possivel leitura conjunta de vocês.


Lucas 05/10/2017minha estante
Eu ia sugerir Xogum do James Clavell.


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
Eu vou ler A Sombra do Vento muito em Breve Douglas. Ouço tantos elogios que estou bem curioso pra saber se é realmente tudo que dizem. E este livro que você citou Lucas eu não conheço; darei uma pesquisada!


Ari Phanie 05/10/2017minha estante
Vou ler Sombra do Vento ano que vem.


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
Rrsrsrs... Acho difícil lermos Xogum Lucas. :/


Lucas 05/10/2017minha estante
Medo do tamanho?


Fernando Lafaiete 05/10/2017minha estante
Não tenho medo de livros grandes, quem lê Os Miseráveis não tem como ter este tipo de medo. Mas pra leitura conjunta ficaríamos o ano todo lendo. Livros grandes como esse eu prefiro sentar e ler de uma vez. Sem ter um cronograma de ritmo pra seguir.


Ari Phanie 05/10/2017minha estante
A história parece massa, mas esperava algo mais tranquilo de ler dessa vez. E n agora, claro.


Lucas 05/10/2017minha estante
Agora não dá mesmo. Tenho Sleeping Beauties


Lucas 05/10/2017minha estante
Talismã, Stormlight e Pilares da Terra pra terminar.


Lucas 05/10/2017minha estante
Agora não dá mesmo. Tenho Sleeping Beauties, O Talismã, Stormlight e Os Pilares da Terra pra terminar.




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Leticia 06/09/2017

O Feiticeiro de Terramar - Ursula K. Le Guin
Sobre o Livro

Na ilha de Gont, no arquipélago Terramar, vive Duny, um menino órfão de mãe e que mora com o pai. Um dia, ele escuta sua tia chamando uma cabra, mas as palavras usadas por ela são desconhecidas para ele. Curioso, ele decora-as, e, no outro dia, quando usa as palavras, consegue também controlar o animal.

Sua tia, que é uma bruxa, presencia a cena e, na hora, percebe que Duny tem poderes de feiticeiro. Com isso, ela decide treiná-lo, ensinando feitiços básico, e aos 12 anos ele já domina todos os feitiços que aprendeu. Quando sua aldeia é atacada por outro povo, o garoto usa seus poderes para salvar as pessoas do ataque, contudo a magia usada por ele é tão forte que o deixa com sequelas, que nem mesmo sua tia consegue curar.

Enquanto se recupera, a história de como Duny salvou a aldeia vai se espalhando entre outras ilhas. Até que Ogion, um mago muito poderoso, vai até sua casa para transformá-lo em seu aprendiz, assim que completar 13 anos. No dia de seu aniversário, quando está indo embora, Duny recebe um novo nome de seu mestre, agora ele será Ged.

Durante o tempo que fica na companhia de seu mestre, Ged acha que não está aprendendo nada. Sempre muito presunçoso e insatisfeito, ele vive reclamando que o mestre não ensina magia para ele. Até que um dia, o aprendiz encontra uma menina que o desafia a fazer um feitiço muito grande, com isso ele vê a possibilidade de mostrar seu poder. Contudo, algo dá errado, e ele acaba sendo atacado por uma sombra que parte para cima dele, Ogion chega na mesma hora, salvando-o.

Após o acidente, Ged decide ir para uma escola de Magos, em Roke, deixando assim seu mestre. Lá, Gavião, como decide ser chamado, faz um amigo, Vetch, e um inimigo, Jaspe. Sua relação com dois influencia nas suas atitudes dentro da escola, além disso, ele quer ser o melhor. Assim, mais uma vez sua arrogância fala mais alto, e, em um momento de raiva, para mostrar seu poder, Ged faz um feitiço que liberta de vez a sombra.

Agora Gavião terá que lidar com as consequências de seu ato, fugindo da sombra que o persegue ao mesmo tempo que luta para mostrar seu valor.

Minha Opinião

Uma das coisas que mais gostei no livro foi o sistema de magia, que é constituída através do uso de palavras. Porém para evocar o poder de algo através de palavras é necessário saber o nome de origem das coisas. Contudo, quando o nomes é o das pessoas, eles não devem ser revelados, por isso os magos tem uma espécie de apelido. E assim que Ged escolhe ser chamado de Gavião. Além disso, há muitas coisas que não podem ser nomeadas ou seu nome "verdadeiro" ainda não foi descoberto.

Outro diferencial nesta história é que ao começar a leitura já sabemos que o protagonista é um grande mago em Terramar. E na verdade vamos voltar no tempo e acompanhar toda a sua trajetória até ele se tornar esse grande mago, conhecido como Gavião.

Ged foi um protagonista difícil de engolir. Egoísta, vaidoso, ambicioso e arrogante, só pensa em ser o mais poderoso e está sempre tentando provar que é o melhor. Sua vontade de aprender ultrapassa todos os limites, ele nunca pensa nas consequências de seus atos. Porém, conforme cresce, ele aprende com seus erros, mas nem mesmo depois disso consegui gostar dele.

A autora ousou ao trazer um protagonista negro, assim como praticamente todos os outros personagens do livro. Contudo, isso não é explícito no livro, Ursula faz um ou dois comentários durante toda a narrativa, pois na época em que o livro for lançado, nos anos 60, o preconceito era muito forte.

A edição do livro está muito bonita, logo nas primeiras páginas tem o mapa de Terramar, que por ser grande foi dividido em duas páginas, isso acabou escondendo entre o miolo do livro uma parte do mapa, o que dificultou na hora de procurar alguns lugares citados na história. No final, encontramos um posfácio, escrito pela autora, no qual ela conta os motivos que levaram-na a escrever o livro e quais foram suas motivações para criar o mundo, os personagens e a trama.

O livro é super curto, e, mesmo assim, a autora consegue mostrar uma boa parte da vida de Ged, sem enrolação. Vamos acompanhando seu crescimento com alguns intervalos de tempo, mas isso não dificulta o entendimento da história, todos os acontecimentos ficam muito claros. Apesar de ter uma escrita bem direta, Ursula abusa dos detalhes, o que deixou minha leitura um pouco mais lenta.

Confesso que eu espera mais do livro. Acredito que Ged tenha um pouco de culpa na minha opinião final! O Feiticeiro de Terramar segue aquela linha que já conhecemos da "Saga do herói", com certeza é um livro que todo fã de fantasia deve conhecer!

site: http://www.lelendolido.com.br/2017/07/resenha-96-o-feiticeiro-de-terramar.html
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Carlos 03/09/2017

Incrível
O ciclo de Terramar vai contar a saga do grande mago Gavião, sendo que esse primeiro livro conta os primeiros passos de Ged e sua primeira grande aventura.
O sistema de magia criado pela autora é incrível e foge do tradicional, a estrutura da escola de magia é muito legal.
Nesse primeiro livro encontrei um pouco de vários outros universos que adora, como Harry Potter e As crônicas do matador do rei.
Um fato interessante é que ele foge da fantasia tradicional, nas quais existe a luta entre bem e mal e guerra para todo lado, sem contar que o perfil dos personagens é muito diferente do que estamos acostumados, criando uma bela crítica do começo ao fim. Uma verdadeira Aventura.
Por fim só posso recomendar essa ótima obra, pois é simplesmente maravilhosa.
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AmadosLivros 23/08/2017

Este livro foi publicado originalmente em 1968, e, ao meu ver, é uma grande obra prima da literatura fantástica. Primeiro pela representatividade, em plena época de 70 é raro você encontrar obras com protagonistas negros, como é o caso do livro. Segundo, por ser uma daqueles livros curtinhos, que você senta e devora em um único dia, e fica ansioso para ter mais da história.


Nesse livro, somos apresentados a jornada do Mago Ged, que no futuro se tornará o grande Mago conhecido como Gavião, e realizará grandes feitos. Mas, aqui, ele ainda é apenas uma criança que perdeu muito cedo a sua mãe, e acabou por mostrar grande potencial para magia, salvando sua aldeia de um ataque, e depois tornando-se aprendiz de um mago, até ir para a "escola" dos magos. Não, não é Hogwarts, mas é tão incrível quanto.

Como a maioria dos adolescentes que possuem grande potencial, Ged possui um grande defeito: seu orgulho e vaidade. Então, em um momento de puro exibicionismo, ele acaba chamando forças com as quais ele não era capaz de lidar. Seu futuro torna-se incerto, e cheio de perigos.

A autora consegue desenvolver a narrativa de forma bem interessante, explicando o conceito da magia (como ela imaginou), e nos apresentando ao mundo que ela criou. Algumas partes do livro acabaram sendo um pouco arrastadas, mas considero isso normal para um primeiro livro. Foi uma leitura rápida e bem gostosa. Recomendo para os amantes da fantasia.

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2017/08/livro-o-feiticeiro-de-terramar.html
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Leitora Viciada 07/08/2017

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Adaptações cinematográficas de livros de fantasia, como as franquias O Senhor dos Anéis e Harry Potter, consagraram o gênero literário. Fantasia se tornou muito popular. Isso impulsionou o mercado editorial na última década, que tem lançado cada vez mais séries de fantasia longas, com enormes expectativas de vendas. Muitas sagas são publicadas já pensando em potenciais adaptações. Antes, lá na década de 1960, a escritora americana Ursula K. Le Guin compôs o primeiro volume da série Earthsea (traduzido como Terramar). Numa época em que poucos leitores consumiam fantasia (considerada infantil); quando não se publicava um livro fantástico pensando em produções grandiosas para cinema, TV ou streaming, Ursula, uma das mais importantes autoras de ficção científica e fantasia da atualidade, foi convidada por um editor a escrever um "romance para crianças mais velhas".
Ela aceitou o desafio de escrever fantasia juvenil, num momento em que o máximo de fantasia não infantil era O Senhor dos Anéis, obra que sempre admirou. Precisava seguir o tradicional e pensou nos magos clássicos como Gandalf ou Merlim e os imaginou jovens. Como eles eram quando inexperientes e imaturos? Será que erraram antes dos acertos? Quem eram antes dos poderosos guias de heróis? Ursula criou seu mago, o Gavião, e decidiu escrever sobre como ele se tornou poderoso, o que fazia, quem conheceu, quais obstáculos encontrou.
O cenário de uma história de fantasia também é importante, portanto Ursula criou Terramar, um Arquipélago com dezenas de ilhas rodeado por mares desconhecidos. Ela havia escrito um conto em 1964 que serviu como esboço da ideia, mas foi em 1968 que A Wizard of Earthsea foi publicado pela primeira vez.
Somente em 2016 essa obra-prima da fantasia, já considerada um clássico no gênero, chegou ao Brasil. O Feiticeiro de Terramar é o primeiro volume do Ciclo Terramar, pela Editora Arqueiro, traduzido por Ana Resende, em exemplar com o mapa de Terramar no interior, orelhas, páginas amareladas, boa diagramação e linda capa (com ilustração de Ursula "Sulamoon" Dorada).

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2017/08/terramar-1.html
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Angel 28/07/2017

Quem me conhece sabe que não sou tão fã de fantasia, mas sempre gosto de ler algumas pra variar um pouco. Ler só o mesmo gênero me cansa um pouco.

Quando comecei ler O Feiticeiro de Terramar, eu estava com altas expectativas, vi elogios, e acho que fui com muita sede ao pote. Me decepcionei um pouco com o livro.

Nessa história conhecemos desde a infância a história de Ged, ou Gavião como todos o conhecem.
Sua jornada começou na pequena aldeia onde nasceu quando aprendeu com uma tia pequenos feitiços, e quando chegou a hora seguiu o Mago Ogion que lhe ensinou muito, porém ainda era pouco, então ele foi para a ilha de Roke, onde tinha uma escola de magos, porém é lá que o verdadeiro perigo de sua jornada começa, quando por mera vaidade ele faz algo que coloca sua vida em risco.
Ele viaja por toda a Terramar na tentativa de se livrar do mal que ele mesmo causou, e no processo faz amigos, encontra muitos perigos e desafios.

O que me decepcionou nesse livro foi que apesar de curto, achei ele bem arrastado, como parte da jornada do Ged é bem solitária em vários momentos não tinham diálogos e só descrições e descrições.
Só depois que li o livro que descobri que a série tem mais 4 livros e um conto, então como esse foi apenas o primeiro grande desafio de Ged, acredito e espero que os próximos livros me agradem mais.

São tantos os nomes de pessoas e lugares que foram citados que nem me lembro de todos, principalmente porque levei umas duas ou três semanas para terminar a leitura, e olha que o livro é bem curtinho, mas temos destaque entre os personagens Jaspe, que acredito que terá papel fundamental nos próximos livros, e Vetch, grande amigo de Ged, e o Mago Ogion, que muito sábio aconselhou Ged quando foi necessário.

O Ged foi um personagem que até agora não sei como me sinto em relação à ele. Sua vaidade o deixou irracional em alguns momentos, mas também foi corajoso, fez o que foi necessário em outros momentos. Ele me irritou bastante, mas também consigo entendê-lo. E também já temos uma prévia das dimensões de seu poder e porque ele se tornou uma lenda em Terramar.

A história é narrada em terceira pessoa, e como disse pra mim foi bem arrastada por conta das descrições em excesso, não gosto muito, e fantasia não estar entre os gêneros que mais gosto, me fez não apreciar tanto a leitura quanto as pessoas que me indicaram.

"A feitiçaria não é um jogo que jogamos por diversão ou para receber elogios."

site: http://a-libri.blogspot.com.br/2017/03/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-ursula.html
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Victor 24/07/2017

Ursula K. Le Guin é uma autora que produziu inúmeras obras premiadas, mas atualmente não é mais tão conhecida, infelizmente. O próprio Ciclo de Terramar nunca chegou a ter todos os seus livros publicados no Brasil (agradecimentos à Arqueiro por estar trazendo a série de volta). Mesmo assim, a série serviu de inspiração para vários autores da atualidade como Neil Gaiman, Christopher Paolini, J. K. Rowling e outros. Ao ler o Feiticeiro de Terramar é possível notar detalhes que servem de inspiração para várias dessas obras de fantasia que temos hoje.

O livro em si conta a infância de Ged, um grande e poderoso mago do mundo de Terramar. Antes de se tornar extremamente poderoso, eles foi um garoto órfão conhecido em sua terra como Dunny. Sua tia viu que ele conseguia repetir alguns feitiços proferidos por ela com muita proficiência e acabou ensinando-lhe alguns truques. Graças a isso, Dunny conseguiu salvar sua aldeia de um ataque, usando um feitiço de névoa, ganhando, em consequência, alguma fama. Eis que, um grande mago chamado Ogion aparece para conhecer melhor o garoto e levá-lo para ensinar-lhe sobre a magia. Durante alguns anos o garoto treinou com o mago. Esse ensinou-lhe seu verdadeiro nome, Ged e instruiu-o a nunca revelá-lo levianamente (somente para pessoas em quem ele confiasse muito), dando-lhe também o apelido de Gavião.

Em dado momento Gavião passa a ficar um tanto insatisfeito com o método de ensino de Ogion. Esse explica-lhe que ele pode ir para uma escola de magia e indica-lhe a ilha de Roke. Lá Gavião dá continuidade a seu ensino em magia e arruma algumas amizades e inimizades. O grande problema acontece quando um rival de do garoto (Jasper, um aluno também muito talentoso) o desafia a fazer uma magia indevida para sue ano de estudo. Gavião aceita o desafio e, ao executá-la, acaba trazendo à Terramar uma sombra, algo extremamente poderoso e desconhecido, que o professores de Roke dizem que vai persegui-lo a vida toda.

"Somente a sombra pode enfrentar a sombra. Somente as trevas podem derrotar a escuridão."

O Feiticeiro de Terramar é um livro bem curtinho (176 páginas) e rápido de ler. É extremamente interessante lê-lo e analisar vários pontos que inspiraram obras de fantasia que hoje são famosas. O próprio conceito de escola de magia que vemos em Roke, lembra em muito a Hogwarts de J. K. Rowling. O sistema de magia que, alterando o verdadeiro nome dos objetos e seres, pode transformá-los lembra bastante que vemos em O Nome do Vento de Pratick Rothfuss. Até a questão do nome verdadeiro de um mago ser uma forma para controlá-lo é algo que vemos no sistema de magia do Ciclo da Herança de Christopher Paolini. Na capa do Feiticeiro de Terramar vemos, inclusive, uma chamada de Neil Gaiman dizendo que Úrsula foi responsável por incutir o conceito de magia para ele. Enfim, há vários outros pontos e definitivamente recomendo a quem decidir ler analisá-los

Não existem aqui muitos personagens (realmente ia ser meio difícil inserir vários personagens num livro de 176 páginas). O foco principal é em Ged sua infância, seu aprendizado de magia e, após o incidente na escola de Roke, sua busca pela sombra. E essa magia é sempre muito sutil e poética. Não espere ver grandes batalhas de magos porque esse não é o foco. Inclusive, ao final, eu estava com muito medo do livro se tornar alguma pirotecnia maluca de magias, pois isso iria completamente contra tudo o que já tinha sido apresentado até ali. Mas a Úrsula não me decepcionou e garanto que é algo bem satisfatório para a trama.

Fora isso, o texto da Úrsula é maravilhoso: flui bem e sem dificuldades. A descrição dela é um pouquinho rasa, mas nada que incomode. Enfim, pelo legado desse livro e pela história ser muito boa, é um livro que todo fã de mundos fantásticos deveria ler.

PS: O segundo livro (As tumbas de Atuan), já saiu no Brasil, também pela Arqueiro e resenharemos em breve.

site: http://www.garotapaidegua.com.br/
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Marcela @ler_sim_ler_sempre 09/07/2017

Pura Magia
@ler_sim_ler_sempre



✨Antes de Harry Potter ir para Hogwarts, Kvothe ir para o Arcanun existiu Ged, O dragão. Um menino que aos 13 anos decidiu sair de casa e entrar de vez para o mundo da Magia
.
. ✨Ged após salvar sua aldeia de um ataque é levado por um mago para Real Abi, onde iria praticar magia. .
.
✨Mas o seu orgulho e sua vontade de aprender mais e "rápido" não lhe deixou preso a esse velho Mago. E ele então se encaminha para a Escola de Magia na ilha de Roke para estudar as artes elevadas e se tornar de vez um Mago. .
.
✨Porém essa avidez e sua vaidade lhe deixará em situações perigosas. Mas será com esses
erros e tropeços que Ged terá a chance de realmente evoluir como um destemido Mago e um homem de caráter e humilde. .
.
💭Para se ouvir, deve-se estar calado💭 .
.
⚡️So que em uma demonstração de poder um monstro foi solto. Uma sombra que não tem forma nem rosto. Que irá persegui-lo a onde ele for. .
.
✨E nisso Ged sai em uma missão. Onde de caça ele passa a caçador. Em uma tentativa de encontrar essa sombra maligna, antes que ela acabe com ele. .
.
✨Uma caçada com direito a dragões, fortes ventanias e muitas aventuras por toda Terramar. .
.
⁉️Será que Ged finalmente encontrará paz em seu coração ?! .
.
✨Nesse livro temos muita magia e várias passagens maravilhosas, com ensinamentos valorosos sobre humildade, superação dos nossos medos, confiança e amizade. .
.
💬Eu estava com pressa demais e agora não me restou tempo nenhum. Troquei toda a luz do sol, as cidades e as terras distantes por um punhado de poder, por uma sombra💭 .
.
✨Com uma capa que é uma verdadeira pintura de um trecho importante da trama e uma edição impecável da @editoraarqueiro .
.
✨Confesso que, pra mim, ele não foi um livro rápido de ler, por mais que tenha somente 175 paginas, mas essa demora não tira o brilho muito menos minha curiosidade em saber quais caminhos Ged ainda ia percorrer. .
.
✨Já ansiosa pelo segundo volume que foi lançando agora em Maio pela @editoraarqueiro
.

https://www.instagram.com/p/BWTLdFklBBO/

site: https://www.instagram.com/p/BWTLdFklBBO/
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Alinne Morais @sistersbookaholic 04/07/2017

O feiticeiro de Terramar
Nunca lhe ocorreu que o perigo ronda o poder como a sombra persegue a luz? Pág - 31

Dunny nasceu na ilha de Gont ao norte de Terramar, o garoto perdeu a mãe meses depois de nascer, ele foi criado pelo pai um homem rígido e de poucas palavras. Com sete anos ele vê sua tia falar encantamentos para os animais de sua aldeia, o garoto fica encantando com tudo aquilo, a tia de Dunny vê que ele tem o dom da magia e o ensina alguns feitiços e encantamentos.
Então ele ajuda a vencer uma batalha usando um feitiço de névoa, e começa a ser conhecido em toda ilha, até que um mago chamado Ogion aparece para saber mais sobre o garoto e para levá-lo para aprender sobre magia. Com treze anos o garoto faz a passagem para o seu verdadeiro nome, O mago nomeia Dunny de Ged (Só as pessoas mais intimas e as mais dignas devem saber seu verdadeiro nome).

Mas não sei se algum lugar é seguro para você ou para onde seu o caminho o conduz. Não quero enviá-lo para a escuridão... Pág - 79

Ged fica alguns meses com Ogion, mas o garoto anseia por um estudo mais completo de magia, então Ogion o envia para escola de magia da ilha de Roke. Ele deseja ser o melhor aprendiz e dá tudo de si para isso, lá ele faz amigos, Vetch e Jasper. Só que Ged tem uma relação conturbada com Jasper, os dois vivem implicando e desafiando um ao outro até que Jasper o desafia para um duelo de magia, então Ged invoca um espirito dos mortos e acaba trazendo uma coisa maligna que quase acaba com sua vida, o garoto sabe que está seguro em Roke, e também sabe que se sair de lá a coisa que ele libertou vai voltar para matá-lo.
Adorei ver o crescimento do personagem, ele teve que passar por situações bastante complicadas para mudar a forma como pensava.

O livro é fantástico e aguça nossa imaginação. Em um mundo todo criado por Ursula K.Le Guin, a leitura não é tão fluída pois como em quase todo livro de fantasia, a autora nos explica as línguas e os costumes de cada lugar, mas isso não tira todo brilhantismo. O livro em si também é uma grande lição, pois nos mostra o que a inveja e a arrogância pode trazer para nossa vida. Gostei bastante de O Feiticeiro de Terramar e já estou lendo o segundo livro.

Nota: 4


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