Corte de Névoa e Fúria

Corte de Névoa e Fúria Sarah J. Maas




Resenhas - Corte de Névoa e Fúria


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Queria Estar Lendo 06/09/2016

Resenha: Corte de Névoa e Fúria
Assim como boa parte dos livros da Sarah J. Maas, falar sobre essa história vai ser difícil, mas muito Então confere comigo a leitura fantástica, incrível e bem desenvolvida do livro Corte de Névoa e Fúria. Que, ouso dizer, é o melhor dela até agora.

Feyre libertou todos Sob a Montanha, mas o preço para a Refeita garota outrora mortal foi pesado. Ela tem tido pesadelos com os acontecimentos da corte de Amarantha, tem sonhado com os horrores que viveu para libertar o povo da cruel rainha sombria. Com seu casamento com Tamlin, seu amado, se aproximando, e o que pode ser o despertar de uma guerra milenar, Feyre descobre que sua salvação Sob a Montanha lhe concedeu poderes extraordinários, e que ela pode se tornar uma arma na salvação do mundo. Quando Tamlin começa a se mostrar mais sombrio e perturbado e Rhys e sua Corte Noturna parecem a melhor saída, Feyre toma uma decisão: ela vai cuidar de si mesma. Vai ser a própria proteção. E ninguém, nunca mais, vai lhe dizer que caminhos tomar.

"Eu era a assassina de inocentes e a salvadora de uma terra."

Falar sobre os livros da Sarah é sempre uma tarefa complicada. Ela é, atualmente, a minha escritora favorita e todo o universo, tem duas das melhores séries de fantasia que já li na vida e tem escrito os livros mais incríveis que você possa imaginar ler. Corte de Névoa e Fúria foi uma das leituras mais arrebatadoras e intensas que já tive o prazer de viver, e trouxe todo um novo ar à história que começou como uma recontagem de A Bela e a Fera e cresceu para algo muito maior.

Feyre começa o livro com fragilidade e trauma. Ela viveu muitas coisas para salvar Tamlin e a si mesma, e também para libertar toda uma imensidão de feéricos da corte medonha da rainha Amarantha. Agora que está supostamente em paz, vivendo os meses que antecedem seu esperado casamento, Feyre não consegue encontrar sossego dentro de sua mente. Pesadelos perturbam suas noites, e seus dias se tornam uma prisão conforme a garra super-protetora de Tamlin deixa de ser um abrigo e se torna um calabouço. A relação entre os dois não é aquilo que ela esperava, talvez pelo fato de Tamlin também ter sido abusado e traumatizado na corte de Amarantha, ou simplesmente porque suas histórias não pertencem uma a outra. Tamlin é uma sombra do feérico por quem Feyre se apaixonou, e conforme a tensão cresce nas cortes e uma ameaça sombria começa a pairar sobre o mundo deles e também o dos humanos, Feyre percebe que o terror não acabou, está só começando.

"Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha."

Rhys aparece em determinado momento da trama para abrir os olhos de Feyre ao que está lá fora, escondido dela pela muralha criada por Tamlin. O reino está em perigo, e desde a sua ressurreição, Feyre deixou de ser uma garota assustada para se tornar uma mulher poderosa, talvez até mesmo a arma que o inimigo nunca esperaria encontrar. Ela tem dentro dela um poder milenar, sete forças que, unidas, a transformam numa das criaturas mais indestrutíveis do mundo mágico. Mas, para usá-las, ela precisa treinar, precisa se fortificar, precisa lutar, e essas são coisas que Tamlin não quer permitir.

"Onde toda aquela cor, luz e textura um dia morara, havia apenas uma cela de prisão imunda."

A partir do momento que a Sarah te apresenta esses dois lados da história, você já sabe qual é o totalmente correto e qual é aquele que você quer chutar para longe porque só faz mal para Feyre. Quando ela decide o que quer para ela, urros de alegria e gritos de felicidade foram minhas reações. A Feyre nunca foi uma peça frágil do jogo, nunca foi uma donzela necessitada de proteção. Ela é uma guerreira, uma mulher cheia de garra e de destreza. Ela é dona de si mesma, dona das próprias ações e dos próprios erros. Ela tem o direito de escolher o que quer, tem o direito de lutar pelo que acredita ser certo. Tamlin é a sombra que a mascara e a esconde, que cria essa teia manipuladora, fazendo Feyre acreditar que está necessitada da sua proteção. A partir do momento em que ela se liberta e sai de perto dele, a trama se desenrola para empoderá-la e dar-lhe o controle de todos os momentos em que se escolhe colocar; talvez por isso Corte de Névoa e Fúria tenha sido meu livro favorito da Sarah até agora.

"- Quando se passa tanto tempo presa na escuridão, Lucien, se percebe que a escuridão passa a olhar de volta."

A relação entre a Feyre e o Tamlin começa abusiva e se torna um amontoado de situações desesperadoras. Se você leu minha resenha do primeiro livro, sabe o quanto eu admirava o Tamlin, o quanto eu tinha esperanças pelo ship. Lendo este, no entanto, as coisas desandaram de tal maneira que eu amassei várias páginas em meus rompantes de ódio mortal. Conversando com uma amiga, ela comentou o seguinte: "ler Corte de Névoa e Fúria me fez perceber que o Tamlin nunca foi a Fera, ele sempre foi o Gaston". E sim, é só isso que eu vou comentar sobre ele. O resto você entende quando ler por si mesmo.

"Tamlin me dera tudo o que eu precisava para me tornar quem era, me sentir segura, e, quando conseguiu o que quis, quando conseguiu o poder de volta, as terras de volta... parou de tentar. Ainda era bom, ainda era Tamlin, mas estava simplesmente... errado."

A Sarah soube trabalhar muito bem diversas nuances de personagens quebrados, assim como construiu momentos arrebatadores com cenários deslumbrantes e uma mitologia rica e fascinante. Sarah nos entrega uma Feyre destroçada, completamente submissa à proteção, e escreve um crescimento que a leva a se tornar a mulher mais incrível e mais forte que aquele reino já viu. Feyre é uma guerreira apaixonada pela liberdade e pelo que ela oferece, e Rhys é o feérico que a entende e que a apoia, que a ajuda e que a guia. Os dois funcionam tão bem quanto o céu e as estrelas; eles pertencem um ao outro antes mesmo que a história te permita perceber isso. Suas cenas são bem orquestradas, suas ações e seus diálogos são ricos e afiados. A química entre eles salta das páginas e te deixa rolando no chão implorando por mais.

"- Você mandou aquela música para minha cela. Por quê?
A voz de Rhysand estava rouca.
- Porque você estava se partindo. E eu não pude encontrar outra forma de salvá-la."

Rhysand é outro personagem complexo. Ele mascara sua dor e seus traumas atrás do horror que as histórias contam sobre ele. O Grão-Senhor da Corte Noturna é um dos feéricos mais complexos e um dos personagens mais incríveis que já tive a alegria de ler; ele é tudo de intenso, tudo de arrebatador. Rhys é um homem maculado pelo passado tenebroso, por escolhas e sacrifícios que o forçaram a esconder o verdadeiro coração para proteger aqueles abaixo dele. Rhys é um redemoinho de emoções, e todas são tão poderosas e bem desenvolvidas. Eu amo como suas interações com a Feyre são livres de mentiras e de cautela, são tão sutis e abertas, tão reveladoras. Mesmo sob o ponto de vista da Feyre, nós conseguimos encontrar pontos frágeis que o Senhor da Corte Noturna só mostra para ela, detalhes ínfimos que criam uma relação inquebrável entre os dois. Um único detalhe no primeiro livro havia me deixado desconfiada e indignada com o Rhys, mas esse detalhe foi explicado quando ele revelou tudo sobre o seu passado, e aí as coisas fizeram sentido. Ele era um cara decente.

"- Amo meu povo e minha família. Não pense que eu não me tornaria um monstro para protegê-los."

Acho que o que torna esse ship mais intenso, além das cenas quentes que ambos dividem, é o fato de entenderem tanto um ao outro. Para mim, o mais importante nos casais da ficção é ver ligações que nunca aconteceriam com qualquer outro personagem. É ver um coração quebrado e encontrar outro, tão quebrado tanto, que o entenda melhor do que qualquer um. Feyre e Rhys têm espíritos quebrados, mas podem reconstruí-los juntos, e é isso que a história desenvolve com tanta maestria. O romance entre eles é de dar um calor na vida e na sua reencarnação, porque eles são intensos, ao mesmo tempo em que são queridinhos e fofos.

"Eu era dele e ele era meu, e éramos o início, o meio e o fim. Éramos uma canção cantada desde a primeira brasa de luz no mundo."

Novos rostos se juntam à história só para enriquecê-la ainda mais, e eu preciso falar abertamente sobre os quatro membros do Círculo Íntimo do Rhys: Amren, Morrigan, Cassian e Azriel. Eles são seus generais, conselheiros, amigos e família. São feéricos poderosos com linhagens distintas - exceto a Amren, que é um ser muito mais antigo e indestrutível - que criam um ambiente familiar na Corte Noturna. Eles servem a Rhys desde muito tempo, e se tornaram sua família desde então. Amren é enigmática, soturna e muito perigosa, e nem por isso menos carismática. Tudo sobre ela envolve mistérios, especialmente sua origem. Feyre só sabe que ela está aprisionada dentro de um corpo feérico, mas o que é Amren, de onde ela veio e para onde irá quando for liberta, isso são coisas que a história desenvolve com o tempo. A interação entre as duas foi muito incrível e interessante, especialmente por Amren ser tão sombria e inescrupulosa. Por outro lado, Morrigan se tornou um laço amigável e uma presença acalentadora na vida da perturbada Feyre. A feérica arrebatadora pode ser considerada sua melhor amiga, por assim dizer, porque Mor é toda amor e apoio, apesar de ser tão mortífera quanto o fio de uma espada.

"Uma rainha - uma rainha que não se curvava a ninguém, uma rainha que enfrentara todos e triunfara. Uma rainha que era dona do próprio corpo, da vida, do destino, e jamais se desculpava por isso."

Az e Cassian são os generais de Rhys, guerreiros fortes e imaculados que carregam cicatrizes da antiga guerra que tomou o mundo feérico. Ambos têm histórias tristes, ambos são traumatizados por seu passado - Az é meu bebê precioso e vou protegê-lo a todos os custos - e os dois são presenças importantes na vida da Corte. Azriel e Mor são, aliás, o meu segundo OTP favorito deste livro, e espero sinceramente que a Sarah zarpe esse ship, porque eu já sofro horrores com alguns olhares e conversas.

Feyre se torna próxima de cada um deles, e nota-se a diferença entre suas interações com as interações tidas na Corte Primaveril nos últimos meses. Na Noturna, Feyre se sente em casa.

"- Há a escuridão que assusta, a escuridão que acalma, a escuridão do descanso. Há a escuridão dos amantes, a escuridão dos assassinos. Ela se torna o que o portador deseja que seja, precisa que seja. Não é completamente ruim ou boa."

Eu poderia me estender aqui por anos falando sobre as relações entre a Feyre e todos os personagens, mas haja resenha pra caber isso tudo. É um senhor livro, afinal de contas, e além da parte emotiva, a mitologia feérica e o desenvolvimento dos poderes da Feyre foram outros detalhes que me encantaram absurdamente.

A Sarah tem um jeito incrível de criar histórias mágicas e lendas antigas e colocar isso nas histórias de tal modo que você acredite que existam de verdade. Toda a lenda por trás do Caldeirão, o objeto mágico sobre o qual a trama gira em torno, e os traços sobre os quais foram criados o mundo dos feéricos, tudo que envolve o crescimento dos poderes peculiares da Feyre e o entendimento de sua força, tudo sobre Rhys e o porquê de ele ser o Grão-Senhor mais poderoso de todo o mundo mágico, TUDO é impecável.

"- Há muito tempo, antes dos Grão-Feéricos, antes dos homens, havia um Caldeirão... Coisas foram forjadas com ele. Coisas tão malignas que o Caldeirão foi, por fim, roubado de volta, a um grande custo. Não podia ser destruído, pois tinha Feito todas as coisas, e, se fosse quebrado, a vida deixaria de existir. Então, foi escondido. E esquecido."

Corte de Névoa e Fúria abriu caminho para uma sequência explosiva cheia de reviravoltas, porque o final deste foi de cair a bunda. Surpreendente é pouco para descrever os capítulos finais desse segundo volume, e eu tenho tantas teorias desesperadoras de arrancar os cabelos sobre as consequências da decisão de certa personagem que ALGUÉM CHAMA O SAMU!

"- Às pessoas que olham para as estrelas, Rhys.
- Às estrelas que ouvem e aos sonhos que são atendidos."

No mais, como sempre, Sarah J. Maas nos entrega surto atrás de surto e uma obra fabulosa incrivelmente necessária na vida de todos. Se você ainda não leu nada dela e procura um romance arrebatador misturado a um universo fantástico rico e maravilhoso, Corte de Névoa e Fúria é o livro.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2016/09/resenha-corte-de-nevoa-e-furia.html
Gabrielle | @portrasdascapas 06/09/2016minha estante
Meu deus, QUE RESENHA!!! Nem li o livro ainda e já estou morrendo aqui!!


Gabriela 07/09/2016minha estante
FALOU TUDOOOOOOOOO


Queria Estar Lendo 08/09/2016minha estante
Quando é pra falar de Sarah J. Maas eu nem falo, eu grito! HAHAHAHAHAHA
Que ótimo saber que gostaram, meninas *-* muito obrigada!


Emilly Amite 14/09/2016minha estante
melhor livro de fantasia que já li! me sinto uma criança escrevendo contos infantis perto dela.


Gabrielle | @portrasdascapas 23/09/2016minha estante
Fazem umas duas semanas que terminei de ler e agora posso dizer: QUE LIVRO É ESSE?!!?! Não consigo desapegar... ainda estou em estado de choque pelo final e morrendo de amores pelo Rhysand *-* de vez em quando pego pra ler toda aquela declaração dele de novo, que é linda demais, sem palavras.


Karla 05/10/2016minha estante
Eu estou chegando à parte final do livro e apenas me identificando muito com você, só não estou me descabelando porque forças superiores estão me segurando PORQUE MEU DEUS, EU AMO A SARAH


Queria Estar Lendo 07/10/2016minha estante
Oi Karla! Menina, eu queria que o Skoob liberasse gifs pras resenhas daqui, ai sim eu me expressaria direito. Esse livro é muito AKJBNOUASBGAOGOAUNGASOUGABOGUA pra pouco coração saudável que eu tenho. MEU PLANO DE SAÚDE NÃO COBRE SARAH J. MAAS!


Gi 08/10/2016minha estante
Terminei de ler esse livro ontem e tô sem palavras até agora! QUE LIVRO FOI ESSE SEM OR!!! Eu confesso que não gostei muito do primeiro, principalmente porque não consegui ser cativada pelo Tamlin e pelo romance dos dois. Meu OTP sempre foi Feyre e Rhys, mesmo antes de saber de tudo o que acontece no segundo! E quão agradável - eufemismo do século - foi minha surpresa ao ver como as coisas se desenrolam entre os dois!


Puri Morais (@nocasoumabookaholic) 13/10/2016minha estante
Batendo palmas pra você, terminei ACOTAR ontem e tava louca, pra saber mais de Corte de nevoa e furia, e amei sua resenha, me diz muito do que esperar, claro que estava amando o Tamlin, e vai ser dificil desgostar, mais talvez nem seja, pelo que você escreveu, e já sabia que existiria uma ligação entre o Rys e Feyre desde o telhado no final do outro, aquela reação dele, disse tudo. infelizmente so lerei ano que vem.
Parabens


Natália 21/01/2017minha estante
Adoreeei sua resenha! Terminei agora o livro e estou sofrendo desesperadamente! Preciso urgentemente da continuação! Uma história fantástica, estou sem palavras. E que final O_O


Dany 24/02/2017minha estante
bem, depois que eu contar, para a minha irma sobre essa resenha ela com certeza ira fazer uma bela fogueira com o primeiro livro,foi o que ela fez com os três livros de celaena. odeio esse tipo de reviravolta , trocar o par da mocinha quando a gente ta amando o personagem e uma falta de sensibilidade da autora, eu estou na pagina 260 do 1º livro, mas agora me desanimei com essa resenha.


Natiele Soares 05/01/2018minha estante
Meu Deus, que resenha !!! Nuu !! Só quero ler esse livro !


teca 20/05/2018minha estante
"ler Corte de Névoa e Fúria me fez perceber que o Tamlin nunca foi a Fera, ele sempre foi o Gaston" MUITO ISSO PENSEI A MESMA COISA


Danny Andrade 07/02/2019minha estante
Resenha MARAVILHOSA, eu não conseguiria resumir esse livro de forma mais brilhante. Concordo que a Sarah é uma das minhas autoras prediletas, quiçá a predileta da atualidade. Eu amei como ela trabalhou a questão da violência doméstica, em uma obra de literatura fantástica.


tatá 17/06/2019minha estante
Resenha incrível! resume muito bem o que foi esse livro e os sentimentos que provoca. Era difícil conseguir parar a leitura e impossível não senti uma poderosa revolta e ódio com a relação da Feyre e o Tamlin. E como não o Rhys e torcer pela sua felicidade com a Feyre?. Sarah nos entregou um livro sensacional.


Joy Barbosa 05/04/2020minha estante
De cair a bunda. É exatamente isso. Suas resenhas são perfeitas. Não acredito que demorei tanto pra ler esse livro.


Ninfadora 07/05/2020minha estante
Parabens pela resenha! Arrepio atras de arrepio! Incrivel


Gi 03/06/2020minha estante
Que resenha incrível!!!


dudi camboim 30/06/2020minha estante
meu deus! definiu perfeitamente!!!!!! eu amei o livro por mostrar a feyre humana, a feyre que tem medos, pesadelos... que pensa que a vida não tem mais sentido, mas consegue superar isso. é um puta exemplo.




Tamirez | @resenhandosonhos 22/08/2018

Corte de Névoa e Fúria
Minha relação com o primeiro livro dessa série, Corte de Espinhos e Rosas foi bem conflitante. Apesar de eu gostar do mundo e do plot da história a Feyre me deixou extremamente irritada com a forma como conduz as coisas. Depois de conhecer Celaena em Trono de Vidro, eu esperava uma personagem forte e decidida e Feyre até se mostra assim em alguns momentos, mas sempre pelos motivos errados.

Com isso, fui ler Corte de Névoa e Fúria com um pouco de receio, pois tinha medo de encontrar mais do mesmo aqui em uma versão muito mais ampla, já que esse livro tem quase 700 páginas e, portanto, mais tempo para Feyre fazer coisas de Feyre. Porém, qual não foi a minha surpresa, quando vi a personagem se transformando e esse livro se tornando uma das melhores leituras do ano.

“E ele teve a ousadia, depois que seus poderes retornaram, de me jogar em uma jaula. A ousadia de dizer que eu não era mais útil; eu deveria ficar enclausurada para a paz de espírito dele. Tamlin me dera tudo de que eu precisava para me tornar quem era, me sentir segura e, quando conseguiu o que quis, quando conseguiu o poder de volta… parou de tentar.”

As mudanças não são instantâneas e começamos o livro em um momento de extremo conflito. É possível ver o efeito que tudo o que aconteceu tem sobre a personagem e sobre Tamlin, a evidencia de que a relação ali estabelecida está debilitada é clara, mas também há a torcida por um casal que se formou no primeiro livro e que muitos gostariam que desse certo.

A fórmula que a autora usou pra construir Tamlin é muito interessante. Essa série, caso você não saiba, foi inspirada em A Bela e a Fera, e no primeiro livro esse elemento é bem exposto, pois o personagem usa uma máscara e precisa ser libertado de uma maldição. Porém, quando ele agora deveria ser o príncipe belo, poderoso e apaixonado, temos somado a isso um instinto protetor extremo, que ao invés de dar o espaço que Feyre precisa pra se curar, a soterra em um mar de enclausuramento e solidão. Com isso, grande parte do encantamento sobre o personagem se desfaz e o leitor passa a torcer muito mais por Feyre do que por um romance que tem tudo para apenas prejudicar a jovem. Ele é um grão-feérico, ele é o senhor da Corte Primaveril, ele tem anos para recuperar, feéricos a cuidar, e Feyre. Mas não uma Feyre para amar, apesar de o sentimento dele ser palpável, mas uma Feyre para proteger, para isolar, para guardar pra si e isso nunca resulta em algo positivo.

E é, a partir disso que vemos a personagem começar a mudar. Ela ama ele, mas ela também entende que a aprisionar não é a forma certa de protegê-la ou de simplesmente amá-la. Quando isso supera o “não quero confrontar, não quero irritá-lo, não vou incomodá-lo”, a Feyre que conhecíamos antes desaparece e todos os poréns que me fizeram torcer o nariz várias vezes no primeiro livro são modificados, pois a protagonista compreende, pela primeira vez, que a sua luta deve ser por algo muito maior do que o amor de uma só pessoa.

“E percebi o quanto tinha sido maltratada antes se os meus padrões tinham se tornado tão baixos. Se a liberdade que eu tinha recebido parecia um privilégio e não um direito inerente.”

Além de toda a questão das fraquezas de Feyre serem superadas, a história em si alcança outro nível. No primeiro livro tivemos segredos ocultos, mas em Corte de Névoa e Fúria, a autora aperfeiçoa isso de forma genial. A cada conjunto de páginas fazemos uma descoberta sobre o mundo, a história ou algum personagem e, quando o final vem, é impossível que você tenha completamente previsto as duas revelações que compõem as 100 páginas finais. E é tão legal quando isso acontece, quando um livro é capaz de deixar o leitor sem chão.

Rhys é o grande astro do livro, como eu imaginei que seria. O vinculo que ele criou com a Feyre no primeiro livro foi apenas uma desculpa para sua presença aqui e conhecemos facetas completamente novas desse personagem. O grão-senhor da Corte Noturna é um dos mais poderosos feéricos que já viveram e sua fama o persegue. As histórias sobre crueldades e torturas nessa corte já são mitos espalhados por toda Prythian, e será muito divertido descobrir as verdades e mentiras a respeito de tudo isso.

Certamente, como Tamlin jamais conseguiu durante o primeiro livro, Rhys ganhou minha atenção e entrou para o haul de personagens favoritos. A personalidade dele é exposta aos poucos, assim como sua história. Mas, acima de qualquer coisa, ele é um grão-feérico correto, ardiloso, sarcástico e cheio de carisma, e sabe usar todos esses elementos como ninguém. Também conheceremos mais sobre a sua Corte, sobre como as coisas funcionam em seu território e iremos visitar outros lugares e Cortes, ampliando nosso conhecimento sobre os locais desse mundo. Novos personagens serão inseridos e eles logo se tornarão nossos queridinhos, porque são cheios de carisma e personalidade.

Corte de Névoa e Fúria é um livro que vai além da sua história principal e trabalha temas como relacionamento abusivo, servidão, e até depressão, tudo de forma sutil, imerso na história, para que a absorção venha como parte inerente do processo de leitura. A visão mais “sexy” que foi me passada do livro não lhe procede completamente, apesar de termos sim algumas cenas no estilo aqui, porém nem isso e nem o romance são os temas centrais do livro e, se fosse assim, tenho certeza que teria uma opinião diferente sobre o mesmo.

Esse é o 7º livro da autora que leio e acredito ser o mais bem escrito. Há tensão tensão e mistério, mas a trama também conta com vários momentos divertidos, um humor sarcástico, sacadinhas e alguns plot twists pra fazer o leitor pirar. Me arrisco a dizer que esse é o melhor livro da autora e meu favorito, mesmo essa ainda não sendo a série que eu mais gosto e que, para superar Trono de Vidro, ainda vai ter um longo caminho pela frente. Mas, é impossível negar que houve uma evolução enorme entre o primeiro e o segundo volume e é um prazer pegar um segundo livro – que normalmente é problemático – e encontrar uma história surpreendente e concisa. Minhas palminhas para a autora.

site: http://resenhandosonhos.com/corte-de-nevoa-e-furia-sarah-j-maas/
Dulci 23/08/2018minha estante
Nossa sério não to conseguindo gostar desse livro :(, faz tempo que estou empacada...


Bethânia Dias 24/08/2018minha estante




Nathi 06/06/2020

Significado de P-E-R-F-E-I-Ç-Ã-O
Eu tinha muitas expectativas para essa história, no fim foi tudo MUITO melhor! Tudo o que eu achava que estava bom no primeiro te faz perceber que enquanto o livro 1 era apenas um rascunho, o livro 2 era a obra de arte!
Nele você vai perceber como mesmo após a derrota de Amarantha os desafios ainda continuam. Feyre está destruída e eu comecei a me desesperar com ela, eu percebia o quanto ela estava sufocada e que ninguém fazia nada! Enquanto no primeiro livro eu achava o Tanlim o meu príncipe encantado, no segundo eu percebi que ele podia até amar ela, mas ele não tinha limites, não tinha noção que para construir um relacionamento você tem que levar o que a outra pessoa acha e pensa em conta. Não é porque você acha que sabe o que é melhor para a pessoa que isso vai ser a verdade, cada um sabe das suas necessidades e do que pode ou não pode, não se deve tentar colocar algo pela goela do outro e achar que isso é amor. E foi isso que o Tanlim fez, errou totalmente e em vez de mudar e perceber os seus erros, tentou com mais afinco prender a Feyre em um "amor" que para ele era certo.
Esse livro irá te fazer conhecer melhor o Rhys , a cada página é uma revelação e seu coração fica mais quentinho. Você conhece outros personagens que acaba amando, pois te apresenta personagens secundários realmente bons!
Tem batalha, tem mentiras, tem magia, tem muita ação... tem TUDO! Me vi prendendo o fôlego, me sentindo torturada por ter que dormir sem saber o que iria acontecer no próximo capítulo.
Uma coisa que eu amei foi como o Rhys mesmo amando muito a Feyre ele abria mão do que ele sabia que não era escolha dele e sim dela! Eu sei que isso é mais do que certo, mas muitas vezes me deparei com livros em que o mocinho só porque amava a protagonista ía lá e tentava mostrar o porque da sua decisão ser a mais correta. Ele mostrou que quando você ama você liberta. Essa foi uma lição muito importante no livro, ele deu a decisão de poder escolher quando isso foi tirado dela.
Uma das partes que mais fiquei de queixo caído foi o final. QUE FINAL. Tudo que eu achei que não aconteceria aconteceu. Fiquei com raiva de uns personagens (cof cof as rainhas mortais cof cof), fiquei apaixonada por outros e fiquei feliz que no próximo livro a autora dará mais destaque para mais alguns personagens que gosto.
É um livro lindo, maravilhoso, incrível... todos os elogios que possam existir! Não me arrependo nem um pouquinho e a vontade de reler já bateu KKKKKK
Enfim, prefeito!!!!
Wash 06/06/2020minha estante
Pela tua empolgação parece ser muito bom hahha


Bru 07/06/2020minha estante
É perfeito mesmo!! Sou apaixonada por esse livro, e tudo o que você escreveu transmite todos os meus sentimentos por ele


Nathi 07/06/2020minha estante
Simm é muito bom mesmo!!!


Nathi 07/06/2020minha estante
Aah ??
Esse livro é incrível né?! Eu nem consigo acreditar que acabou, fiquei chocadaaa kkkkk




Camille.Pezzino 01/03/2017

Do Pseudo-feminismo ao Falso Empoderamento carregado com um pouco de Preconceito
[CONTÉM SPOILER]

Eu particularmente gostaria de fazer resenhas de livros que somente me agradassem muito. Ninguém quer ler um livro ou dois e chegar à conclusão de que o tempo consumido poderia ser utilizado para outra obra. Eu não vou falar coisas agradáveis nessa resenha e isso me magoa muito, embora a trama tenha pontos criativos e positivos – que foram esmagados por uma parcela de problemas intratáveis.

Colocar em tópicos talvez seja uma solução melhor para falar dos problemas que existem nessa história. Aliás, li diversas resenhas (tentando convencer a mim mesma de que havia algo melhor que eu não consegui ver) e percebo como algumas pessoas não perceberam os problemas dessa trama (mesmo que tivessem se revoltado) e as pessoas que amaram e literalmente ignoraram diversos detalhes. Além de, claro, aceitarem tão pouco de uma história que poderia ser tão rica.

Pseudo-Feminismo: Essa é uma história que trabalha romance, li – antes de começar o livro – que não era, mas inegavelmente o prato principal do primeiro livro e o desenrolar do segundo – embora pareça ser de fundo poucas vezes – é o romance. Poderia estar lendo um livro da Julia Quinn com fantasia, foi uma das primeiras coisas que me passou pela cabeça com o primeiro livro. No entanto, diferente da Julia, eu não encontrei na história da Sarah uma coisa essencial: ela não tem opiniões próprias. Feyre, em raras exceções, pensa. Ela é uma personagem esperta em situações de risco com sua própria vida desde o primeiro livro, mas para formadora de opiniões está longe de ser alguém cujo deve se ter respeito porque ela simplesmente acredita nos formadores de opinião antes de pensar por si mesma, ou seja, seus parceiros. A maior prova disso é a forma como ela interage, pensa diante de seus dois parceiros. No primeiro livro, Rhys é o alvo de seu ódio e de sua raiva desmedidos sem de fato uma razão concreta e, no segundo, vemos isso dirigido a Tamlin (muito embora haja o motivo da quebra e do rompimento quase mental, no decorrer da trama, ela o transforma em um monstro). Os problemas dos dois personagens, as fraquezas e as ações só são avaliados de acordo com o homem que ela está se relacionando, um de cada vez. Falarei mais sobre isso.

Falso Empoderamento: A autora fez algo que me deixou desgostosa, de verdade. O fato dela ganhar poderes sobrenaturais não a EMPODERA. Dar poderes a ela ou colocá-la em frente do campo de batalha não faz com que ela seja empoderada! Ela faz como se dar poderes a personagem transformasse ela em alguém incrível, mas não faz. Isso é horrível. Uma pessoa empoderada é aquela capaz de discernir a si mesma e as pessoas a sua volta, tendo opiniões próprias e duvidando do que lhe cerca e apreendendo as informações para que tenha ideias melhores (um exemplo do que ela faz, por exemplo, sempre que Feyre chega a um lugar estranho, avalia o ambiente e busca as possíveis soluções e saídas. Mas ela não faz isso no meio político, no meio de interação entre os outros personagens e isso é doloroso de se ver porque a autora tenta fazer que a esperteza dela como caçadora fosse justificativa para ela como mulher que pensa, ela só é um literal animal acuado que tenta sempre achar uma salvação própria – nada mais e nada menos). No decorrer disso, tem ideias brilhantes como a armadilha no primeiro livro, mas vemos as limitações grotescas da personagem com o enigma, por exemplo. Além disso, fazê-la lutar nos campos feéricos no segundo livro em contraste com o primeiro para justificar seu crescimento não faz qualquer sentido porque ela já lutava e caçava como humana (como mostra no primeiro) e me parece diversas vezes que a autora tenta justificar algum crescimento colocando-a no campo de batalha.

Má construção dos personagens: A autora faz contraste muito bem nas relações de amizade durante a história, como temos a Ianthe e a Mor (e é um ponto positivo o carisma dos personagens secundários, por sinal – além de isso se dever ao fato de que Ianthe é alguém realmente desprezível e Mor não). No entanto, se formos para os laços românticos, não funciona da mesma maneira. Por isso, algumas informações se tornam inverossímeis. Vou falar dos três personagens envolvidos.

Tamlin: Como um personagem apaixonado, que desiste de tudo no primeiro livro pela segurança dela (seu povo e a si mesmo), que faz de tudo para recuperá-la no segundo (mesmo longe de nossas vistas), que está traumatizado com a morte dela é incapaz de acalentá-la durante a noite? De tentar apoiá-la em seus pesadelos? Não existe motivo ou justificativa para isso. Ver a pessoa que ama definhar e não fazer nada para impedir como é retratado na trama se torna incompreensível (ainda mais em comparação a imagem do personagem no primeiro livro). Um exemplo de situação semelhante é em Jogos Vorazes. A situação de Peeta e Katniss é absolutamente semelhante, eles passaram por traumas por culpa de um mesmo indivíduo, ambos tinham pesadelos e o que ocorreu foi uni-los pelas dores durante a noite, nessa história, para causar o romance com o segundo personagem, tudo vira às avessas do que a lógica ou até a personalidade fraca de Tamlin (que não faria metade do que fez no decorrer desse segundo volume) que faz de tudo por ela, prediz. O fato dele entrar em negação depois de todo sacrifício que fez de si e dos outros poderia realmente acontecer, mas não da forma que foi retratada durante a história, justamente por TODOS os sacrifícios que ele fez em prol do seu amor por ela (ainda mais se aliar ao vilão que tanto desgostava). O fato da morte dela torná-lo superprotetor faz total sentido e bato palmas para a autora por colocar isso em prática, mas não confortá-la foge do estereótipo montado em cima do personagem e torna isso tudo um grande erro de execução.

Rhys: O ponto da retaliação do relacionamento de Tamlin com a Feyre é o Rhys. A autora fez de tudo para que ficássemos do lado dele nessa trama em oposição a primeira imagem que ele passa. No entanto, não precisava mesmo disso. Rhys é um personagem forte, maravilhoso e incrível desde o primeiro livro e isso é visível nas atitudes dele, sendo suas ações absolutamente óbvias (para qualquer ser pensante e, mais uma vez, entro aqui com as opiniões formadas a partir da ideia de outros, sem conseguir pensar por si mesma), o que tornava irritante e incompreensível o tratamento da personagem para com ele no primeiro volume. Ele fez algumas coisas desagradáveis como o segundo encontro dos dois, mas não foi o mesmo no primeiro encontro e nem nos que se seguiram. Ele realmente não precisava disso, como não precisava de cada ação justificada no segundo volume.
O pior problema do livro – o que o tornou não só intragável mas também enojador – que me fez chegar à conclusão desse segundo livro com muita, muita dificuldade foi a protagonista e seus “pensamentos”.

Feyre: a personalidade de Feyre, suas culpas e remorsos são TOTALMENTE SELECIONADOS. 1º: ela sente culpa por matar os dois inocentes em Sob a Montanha, mas esqueceu completamente da primeira morte feérica que comete, que é Andreas. Andreas só é comentado nesse livro para julgar Tamlin de enviá-lo para morte (coisa que mal e porcamente ela faz no primeiro livro, julgá-lo por esse ato). Ela nem sequer mais pensa ou parece culpar a si mesma por essa morte, mas entra em delírio pelas outras. 2º: Diz ela que não podia ter felicidade por conta das vidas que tirou, mas isso só se relaciona a Tamlin e não, a Rhys. Mesmo que o sacrifício tenha sido em nome do “amor” que ela sentia pelo primeiro, qual sentido isso faz se o problema foi que ELA MATOU, então era a FELICIDADE dela. Quer dizer que Rhys não é a felicidade dela de fato ou que é uma péssima construção de pensamento contraditória? 3º: Não sei se é esse ou outro que falarei para frente como o pior apresentado por Freyre, mas um dos piores e intragáveis problemas dela é a BURRICE (não no sentido de esperteza, mas de inteligência mesmo) ou VER O QUE QUER NA HORA QUE QUER. Além do fato do enigma do primeiro livro ser ABSOLUTAMENTE ÓBVIO (entendo que ela não queria estragar as provas, então, fez a personagem não descobrir, ao menos, poderia ser algo mais complicado), a autora faz algo extremamente preconceituoso: justifica a BURRICE dela com o ANALFABETISMO. Ela faz com que o leitor pense – não uma, nem duas – que ANALFABETISMO seja SINÔNIMO de BURRICE, o que é um preconceito absurdo dentro da história. Ela realmente é burra, mas não por ser analfabeta como é tachado de tempo em tempo. Isso de fato, esse preconceito, só se torna palpável e real quando ela aprende a ler e PARA de dizer que é burra. Para de questionar seu intelecto (porque é a única coisa que ela parece questionar mesmo, com razão). 4º: A forma como ela não vê as intenções óbvias de Rhys e o destrata horrores durante não somente o primeiro, mas o segundo volume, são incômodas. Como alguém quer vê-la com Rhys pelo tratamento que Tam dá a ela, se ela mesma tratou mal Rhys diversas vezes? Não é porque a narrativa é em primeira pessoa que o leitor deve ser cegado pela protagonista, querer o Rhys com ela pela forma que Tam a trata se torna hipócrita. E a autora fazer isso, também a faz. 5º: Não posicionamento. Nunca. Se. Posiciona. Sem. Intermédio. Dos. Outros. Ela só se posicionou, para não dizer “nunca” na relação com Tam duas vezes: no momento de ajudar a fada da água (por seus traumas) e momentos antes que ele a tranca (por estar entrando em colapso). Não há justificativa para o que ele faz, mas é entendível no contexto apresentado pelo PRIMEIRO LIVRO. Ela o acostumou aquela situação de protegê-la durante 95% da outra história (com exceção de Sob a Montanha). Ele a colocava debaixo das asas dele e ela aceitava de bom grado, o que a mesma admite nesse segundo volume. Como ela quer que ele simplesmente desperte para essa mudança de posicionamento sem um verdadeiro diálogo? Pedir para sair não era algo que ele ia entender, ela deveria ter sentado, conversado e explicado, mas ela só fala “quero sair, quero sair, quero sair”. Nós estamos na mente dela e vemos o quanto isso a deteriora e o quanto isso a incomoda e o que isso está fazendo, mas quem está de fora – o que é uma desvantagem de Tam em relação a Rhys – não tem bola de cristal. Poderia muito bem, toda aquela dor, ser efeito pós-montanha. Como o cara ia saber se não tivesse na cabeça dela? Ele colocou tanto a segurança dela acima de tudo que o “quero sair” dela não era nada além de “quero sair”. A maior mostra disso é a cena que eles falam e ele simplesmente destrói todo o escritório, tão quanto ela, ele está perturbado e cansado. Se bobear, mais. Lucien seria o elo de ajuda nesse caso, mas a única coisa que ele questiona de fato é o ato de treiná-la e só. E, aos olhos da protagonista, só conseguimos ver o superficial disso tudo. O que ele faz é tentar ocultar os problemas para mantê-la bem, o que tem de fato o efeito oposto. O ocultamento da verdade é problemático, mas o quanto a pressão contínua, principalmente dele não querendo ser Grão-Senhor, também não é? Em nenhum momento a personagem – que era tão apaixonada, que morre por ele – tenta olhar para esse ponto, só tenta justificar na medida das palavras do que Tamlin fala. Ela não pensa por si outra vez. Além dos problemáticos casos com Tamlin, como ela se posiciona muita das vezes é complicado porque ELA SIMPLESMENTE ACEITA TUDO COMO VERDADE ABSOLUTA. Em NENHUMA PASSAGEM ela questiona intenções POR SI MESMA. Em. NENHUMA. Ela só questiona se induzirem nela o questionamento, como Rhys fez em relação a Tamlin e outros personagens, por exemplo. O melhor exemplo disso é a situação com Tarquin. A mente dela diz – não uma e nem duas – para NÃO ROUBAR. Não roube, peça, peça. O que ela faz, no entanto? OBEDECE MAIS UMA VEZ AO QUE O MACHO QUER. DE NOVO!

Agora, falarei separado do 6º problema: A HIPOCRISIA incurável. Ela, ao estar com Tamlin, não julga nada. Não julga o fato dele mandar amigos para morrer para cumprir a maldição, não julga seus momentos de fraqueza, nem seus rompantes. No entanto, julga as atitudes de Rhys, julga não só o jeito de agir, mas o sacrifício que ele faz de todas as cidades pela sua. Ao estar com Rhys, ela faz o total inverso. Ela não julga o desejo de Rhys de manipular e de roubar depois que está com ele, não julga e não questiona qualquer atitude que ele toma, mas julga Tamlin por cada mínima ação. E esse julgamento contínuo que ela faz é o que de – levando a comparação a Bela e a Fera em consideração – Tamlin sair de Fera e virar Gaston (porque até parece mesmo no segundo livro que Tamlin pensa só em si mesmo, não é verdade? O que contraria totalmente o primeiro livro). Agora, vem a pior parte, A TÃO JULGADORA Feyre julga a todos, mas ao fazer consigo mesmo, faz de maneira PATÉTICA. Ela se “julga” diversas vezes como assassina, mentirosa, ladra e traidora (coisas de fato que ela É), no entanto, a autora a coloca não só justificando – a partir dela ou de outros personagens – como faz com que ela se lamente metade da história e tente causar comoção no leitor. Feyre faz tudo que faz de maneira LÚCIDA. Ela mata sabendo das consequências, ela rouba sabendo o que iria acontecer, ela trai sabendo, sabendo, sabendo das consequências e depois de LAMENTA por elas de forma que torna além de nojento, muitas partes do livro, enfadonho.

Parceria: esqueci de comentar esse fato antes, mas ele me incomodou muito. Pelo que pareceu no livro, somente o HOMEM é capaz de reconhecer na mulher a parceria, a mulher não reconhece. Por quê? Vemos isso com Rhys e com Lucian. Por quê? O que a PARCERIA deveria trazer é mutualidade e não vemos isso na trama em nenhuma parte, vemos Rhys se apaixonando antes mesmo de conhecê-la (afinal, só assim para justificar os sentimentos dele mesmo). Essa parceria lembra muito o “Imprinting” de Crepúsculo, uma tentativa de justificar porque um cara incrível vai se apaixonar pela protagonista, o que me irrita porque amor se faz por parceria, conhecimento e não é o que acontece nessa história. Além dessa representação machista de que o homem consegue ver a sua parceira, também tem a cena de que ELA ALIMENTA O MACHO para aceitar a parceria como uma bela dona de casa. Não que seja ruim ser uma dona de casa, mas a parceria só se faz quando você serve seu macho? Independente de como a personagem faz, que é esquentar a comida porque não sabe cozinhar, não muda o fato de que é retrógrado.

A escrita da autora não é ruim. Li em algumas resenhas que era poética, maravilhosa, até em comentários pela internet e confesso que achei absurdo (claro, falando a partir de uma tradução e não, do texto original). Como as pessoas se contentam com tão pouco? As metáforas são escassas, as figuras de linguagem porcamente usadas. Ela é boa, mas nada além disso – e foge e muito do que significa poético. O universo que ela criou é de fato extremamente interessante, os personagens secundários muito mais envolventes e intrigantes que a protagonista (por exemplo, se a trama se passasse na mente de Netsha, talvez fosse mil vezes melhor), porém acaba aí.

A autora enfiou três cenas de sexo desnecessárias só para preencher páginas e trazer uma possível interação do casal que diz menos do que qualquer outra coisa, traz hábitos machistas como o PARCEIRO ser aquele que é servido, aquele que sabe. Vendo o quão problemática e irritante é a protagonista – na formação estrutural mal feita e até no próprio caráter – a narrativa em primeira pessoa que não é ruim vai se tornando aos poucos intragável, insuportável. E, por fim, na sociedade como a nossa voltada para o romance, faz com que desejemos ser personagens porque TODO MUNDO ENCONTRA SEU PAR ROMÂNTICO NO FINAL. Aliás, as irmãs dela se transformarem em fadas, o que isso tem demais para fazer parte do clímax da história? Além do final ser mais fraco do que todo o enredo/história de provas do livro, não tem nada de surpreendente. Nem o fato de ela querer trocar o Tamlin pelo Rhys – coisa que quis desde o primeiro livro (mas não do jeito apresentado).

Ainda há mais uma última coisa: a vitória da vilã do primeiro livro em relação ao segundo livro. O sacrifício por “amor” perde seu total significado, o sacrifício por “amor” era a prova dos sentimentos dela. Ninguém. NINGUÉM morre daquela forma por alguém que não ama, mas que amor é esse que se definha tão rápido? Que entra em colapso tão rápido? Que não traz um consolo durante a noite? Ela morreu para não dizer que “não o amo” por amá-lo ou, pelo que parece, para provocar Amarantha? Torna-se INVEROSSÍMIL. E, além disso, perde o significado da existência do primeiro livro. Para que ele existe se ele é completamente - as lições possíveis por trás – todas desgastadas durante o segundo volume? Se fossem duas personagens, duas histórias separadas dentro do mesmo universo talvez, e ressalto esse TALVEZ, desse para engolir o que foi construído e como foi (o que não dou certeza nenhuma disso). Não tem nada que, depois desse volume, faça a mim querer ler qualquer outro livro com um desenvolvimento tão parco, desgastantes, que tenta criar uma história de relação abusiva com uma péssima construção de personagens e não, com uma verdade história problemática em relação a isso. Realmente, não deu mesmo para engolir.

PS: Muitas pessoas falaram mal do Rhys por não gostarem do novo casal, como se ele não fosse o que foi apresentado no segundo volume. No entanto, ele sempre foi desse jeito. Muito embora eu tenha ficado desgostosa por ter que explicar cada mínima ação dele – por ser desnecessário.
Suélen 04/03/2017minha estante
MUITAS E MUITAS PALMAS PRA VC! Obrigada pela brilhante resenha/desabafo ou como vc classificar esse espaço. Eu larguei o livro no meio, não achei nada q me prendesse aos personagens/história. Eu confesso que amei o 1°livro e vim para o 2° esperando mais dos personagens que aprendi a amar, mas não foi o que encontrei, confesso que particularmente nunca gostei de Rhys(mas foi muito mais do que apenas isso o que me fez parar). Como vc mesmo comentou TALVEZ se fossem outros personagens eu gostasse,sei lá. Preferia até, me senti traída ao chegar no 2 livro e o 1° ser totalmente destruído do nada. Vc me trouxe outra visão do livro, onde TODOS SÓ ELOGIARAM e eu ñ conseguia VER até onde ñ aguentei mais e escrevi um desabafo sobre o mesmo no meu skoob. Um desabafo nem perto de ser tão completo e esclarecedor (com o resto da trama ) como o seu. Obrigada por dividir aqui seu ponto de vista.


Suélen 04/03/2017minha estante
Oi, eu só agora vi seu comentário, respondi, e comentei em sua resenha, mas o skoob não me mostra (o meu comentário). Enfim só queria esclarecer que não ignorei a sua opinião/comentário, apenas o skoob não me mostrou ele assim que vc o fez. Desculpa ;)


Camille.Pezzino 04/03/2017minha estante
O skoob não me deixa visualizar também. HUEHUEHUE


Suélen 04/03/2017minha estante
Eu só queria q vc soubesse q amei seus pontos e aplaudo a forma como vc expos aqui o que achou.


Camille.Pezzino 04/03/2017minha estante
Agora consegui visualizar o que você escreveu, no aplicativo eu não consegui. Obrigada, eu me senti absolutamente frustrada, e não vale mesmo a pena continuar lendo essa história. Sinceramente, eu achei o primeiro livro bem médio, não achei nada demais, porque continuamente me irritei com a protagonista, porém esperava uma mudança de atitude dela e não foi o que aconteceu. Mesmo.
O Rhys é um personagem muito interessante - e, sinceramente? Um dos que mais gostei - que tem muito potencial desperdiçado no primeiro pelas opiniões infundadas e continuas da Feyre que fazem o público se enganar com ele. No entanto, era óbvio quem ele era desde o início, o problema que a autora fomenta tanto uma tentativa de ponto negativo que muita gente caiu até nele, mas ele é ótimo, o problema não é ele, mesmo.

Eu não acredito que eu fosse gostar, mas seria menos perturbador se fossem personagens distintos. E sim, é problemático como ela faz o primeiro livro ser inútil em oposição o 2, a forma como elaborou que é o problema maior. Mesmo.

E obrigada por concordar também, porque eu achei que estava louca, tive que pedir uma amiga minha para ler para perceber as mesmas coisas que eu - sem nem que eu precisasse dizer para ela.


Camille.Pezzino 04/03/2017minha estante
Agora vou lá no seu responder ao menino que queria ver alguém reescrever a história. ;)


Samylle S. 23/03/2017minha estante
undefined


Camille.Pezzino 25/03/2017minha estante
?


Samylle S. 25/03/2017minha estante
Eu nao tinha escrito nada
...ue


Camille.Pezzino 26/03/2017minha estante
Que louco. HUEHUEHUE


Samylle S. 26/03/2017minha estante
Snnxnanncn


Lu s2 10/04/2017minha estante
Exatamente o q eu senti. Personalidade fraca, isso resume a Feyre totalmente. Ela não consegue tomar as redeas da vida dela nem mesmo sob pressão. VEI, ELA TEM PODERES. Jesus. Ela não amava a porra do Tam? Pq não ajuda-lo? Pq não se anular por um minuto e rever o que ta errado? Vi uma personagem que ignora tudo, vira de lado e resolve trair todo o "seu" antigo povo por influencia de outro boy. Se eu fosse o Rhys, no minimo, não confiaria nela tão facil. Afinal, sem em menos de meio livro ele conseguiu faze-la mudar de lado, quem não conseguiria? Não consigo entender pq mudar totalmente o rumo da história. Gosto do Rhys, mas ate ele mudou de personalidade especialmente para se encaixar no esteriotipo "principe das trevas/badboy/fera", aquele mocinho que não é mocinho...comerciavel E cliche, não é pouco...


Stela Alencar 10/04/2017minha estante
Concordo bastante! Inclusive as parte de a autora ter explicado desnecessáriamente todas as ações do Rhys foi pra deixar ele mais com a imagem de "bom moço incompreendido" aos olhos dos leitores mas foi de uma maneira tamanha desnecessária que ficou óbvio que a autora tentou em algumas ações do Tamlim vilanizar o personagem pra deixar o Rhys como a "opção melhor" para a Feyre. Só isso já me irritou bastante e me mostrou que ela não sabe desenvolver tão bem assim os personagens se ela precisa fazer isso.


Franciele.Ferreira 25/05/2017minha estante
Apesar de ter amado demais o livro, concordo com você.
Tbm não entendi esse descuidado repentino do Tamlin para com a Feyre depois de todo o sacrifício e luta no primeiro livro. Acho que se ela queria dar um par romântico ao Rhys -apesar de amar ele e a Feyre juntos - seria muito mais interessante acrescentar um outro personagem a trama. Ou um motivo mais plausível para o comportamento do Tamlin. Achei desnecessário fazer ele ser um monstro no segundo livro... Não teve coerência após ler tudo no primeiro. Muitas vezes comentei "Você é a personagem mais poderosa e não faz nada? Faça algo!" Para a Feyre em algumas cenas em que ela simplesmente parava e observava, se acordava, diante de situações em que ela facilmente sairia ilesa se juntasse a esperteza de caçadora com os poderes que foi concedido a ela. Eu amei demais a estória, e os personagens, mas não fiquei cega em relação aos defeitos citados na sua resenha, por isso concordo com ela.


Morganna 09/07/2017minha estante
Eu acabei de ler o primeiro livro e odiei o fato de ela ter se tornado uma grã-ferica, achei nada haver. Se eles tem o poder de tornar os humanos féricos porque ainda há essa briga? E que humano não ia querer se tornar poderoso. Apesar de entender, odiei a passividade de Tam quando a Freyre estava nas provas e várias vezes ela ficou perto de morrer e ele não fazia nada. Apesar de tudo isso tinha achado a narrativa boa mas fiquei em duvida se lia o segundo livro ou não. Depois de ler sua resenha e de outras eu me desanimei. Mas você sugere a leitura?


Franciele.Ferreira 11/07/2017minha estante
Morgana, nem todo humano gosta dos feéricos e nem todo feérico gosta dos humanos. Inclusive esse é um dos motivos para a briga final... e esse tbm é um dos motivos de não transformarem os humanos.
A Nesta é um belo exemplo disso... vale mt a pena a leitura. O último livro é mt bom.


Camille.Pezzino 12/07/2017minha estante
Eu não sugiro, porque faltou um editor para puxar a orelha da autora - isso de maneira grave. É preconceituoso, problemático e até machista. Não recomendo. Mesmo. Foi um dos piores livros que eu já li.


Brubel 02/03/2018minha estante
Vou aplaudir até o ano que vem. Não queria ser a problematizadora e agora sei que nem preciso porque alguém já fez o sacrifício. Minha dificuldade de gostar do Rhysando no segundo é justamente a hipocrisia coletiva da autora com os fãs. Rhys e Tamlin sao homens bons num mundo cruel, cometeram erros. Nao precisa distruir um para colocar o outro no lugar. Mas por conveniência um é desconstruido e depois crucificado e o outro é perdoado sem nem se desculpar. Nem parece que Rhysand passou a mão nela e agarrou a força, nem parece que constrangeu, encarrulou e amendrontou ela no primeiro livro.
O romance do primeiro livro era lindo, maravilhoso até Sarah e Feyre dizerem que não é mais e todo mundo se vende com essa história de que a autora enganou todo mundo no primeiro livro. Então espera, estão admtindo que não tiveram senso crítico no primeiro, o que garante que no segundo vão ter? Sarah enganou sim, mas foi no segundo, não no primeiro. O mais problemático é isso de as pessoas se convencerem tão fácil quando envolve homem. Porque não vejo problematizarem Julia Quin, que ja escreveu coisa muito muito pior de forma romantizada. Não vejo problematizarem Colen Hoover e a maioria dos New Adult absurdamente problemáticos que tem por aí. Triste ver o que isso diz sobre nós. Mas coerência e análise crítica, por favor, galera. Nosso empoderamento depende da gente também.


Franciele 03/03/2018minha estante
Melhor resenha desse livro que já li, só verdades.


Morganna 27/03/2018minha estante
Já li todos os livros. Não achei o pior que eu já li, mas também não é o melhor. A autora deixa muitas pontas soltas e explicações muito fantasiosas para alguns acontecimentos. Aí você me diz, ok, mas isso é um livro de ficção. Só que eu não gosto de livros com explicações falhas ou mal explicados. Gosto do livro todo amarrado...


Anne L. 14/12/2018minha estante
Que resenha maravilhosa, meu Deus! Falou tudo que eu achei e mais! Pelo que eu tô vendo dos comentários, nem sei se vale a pena ler o terceiro então. Eu já queria tacar o segundo na parede... Vou pensar aqui se vale meu esforço, porque quase 700 páginas não é pouca coisa pra eu sair espumando de raiva, rs


Thaianne 18/12/2018minha estante
Digitando com os pés, porque com as mãos estou aplaudindo kkkk... Confesso que não cheguei a dar sequência na série, porque tive uma intuição, no desfecho do primeiro livro, de que a história poderia tomar esse rumo. Num primeiro momento, pensei apenas no cansativo clichê "triângulo amoroso", mas não imaginava que haveria uma contradição tão forte em relação à construção dos personagens. Apesar de tudo, como o primeiro volume, com exceção do acordo com Rhys, é, de certa forma, uma história fechada, tinha esperanças de que ela se preocupasse, nas sequências, em desenvolver muito mais o enredo fantástico do que o enredo "amoroso". Pelas resenhas que li até então, parece que lamentavelmente isso não aconteceu. O julgamento parcial de Feyre, conforme com quem ela está, realmente salta aos olhos já no primeiro volume, e as demonstrações de amor em sua face mais extrema (tanto em relação a abdicar da salvação própria, da companhia da pessoa amada e da salvação de todo um povo em prol da segurança de Feyre, quanto a chegar ao extremo de dar a própria vida para a salvação de Tamlin e sua corte) de fato não fazem sentido diante dos acontecimentos que as sucedem, já que não seriam possíveis sem um amor de uma profundidade que não poderia ser tão "facilmente" abalada. Apesar dos defeitos (que atribuí até então à juventude com que a autora escreveu sua obra), eu havia gostado muito do primeiro volume, em razão provavelmente de ter se proposto a ser uma releitura de "A Bela e a Fera", história pela qual tenho um carinho especial, já que era uma de minhas preferidas na infância. Achei que ela possuía potencial de crescimento, mas fico grata pela sua resenha e pelos outros comentários, que me pouparam o tempo que dedicaria ao restante de uma série que nega a si mesma e é tão inconsistente nos aspectos apontados.




trici 14/06/2020

Primeiramente: os capítulos 54 e 55 são EXTREMAMENTE LENDÁRIOS, o tanto que eu surtei não cabe em mim!!!
Ver a evolução da feyre durante o livro foi impecável, o modo que foi abordado a aceitação e superação sobre tudo oque ela passou foi muito suave e real, ninguém se cura da noite pro dia. O início sincero e sem forçação do relacionamento dela e do rhys foi essencial pra história e ainda fez todo o sentido depois!!
O final... olha sem comentários apenas que chorei e espero que o/a tal personagem queime no inferno e ressuscite pra queimar de novo eternamente ?
Rafa 14/06/2020minha estante
MEU DEUS SIMMM!!!

Esse livro é sem dúvidas o melhor existente, sem discussão.




Mih 22/05/2020

Corte de névoa e furia
Amei..... Simplesmente surpreendente.
Estou super ansiosa pelo próximo.
Giselle @meuuniversoliterarioo 22/05/2020minha estante
Uma das minhas trilogias favoritas!! ? Você vai amar o próximo =)


Mih 22/05/2020minha estante
Já iniciei o terceiro ??


Edméia 22/05/2020minha estante
*Nossa ! Fiquei curiosa para conhecer essa trilogia !


Mih 22/05/2020minha estante
Leia... Não vai se arrepender




babulocatelli 30/05/2020

Esse livro virou meu mundo, pegou tudo o que eu acreditava sobre a primeira história e mostrou que eu não sabia nada, muito surpreendente.
Rafa 30/05/2020minha estante
Tô na página 150, morrendo de dó de ler


Duda 30/05/2020minha estante
Quero muito ler !!!


babulocatelli 30/05/2020minha estante
Demorou um pouco pra eu começar a devorar o livro, mas valeu muito a pena ??




elliecg 26/05/2020

Maior e melhor que o primeiro. Foi um plot twist gigante esse livro!!! Rhy, Mor e Azriel donos do meu coração nesse livro
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Yas 01/06/2020

Série Sarah J maas
Essa série é incrível e a cada livro se torna melhor, escrita maravilhosa!!!
Fernanda.Lima 01/06/2020minha estante
Minha próxima aquisição! To ansiosa hihihi




Aline.Silva 28/05/2020

É bom, mas não achei perfeito
Sigo na saga de Feyre, e o que tenho a dizer é: é uma história boa, mas não perfeita, ENROLA HORRORES, páginas e páginas sem acontecer nada, um capítulo ou dois bom, enrolação de novo. No fim pega fogo para que vc queira logo engatar o último livro. É uma historinha bacana, intrigante, porém não me prendeu tanto quanto a muitas pessoas por aí.
Soph 28/05/2020minha estante
Livro da titia Sarah sem ter enrolação não é livro da titia Sarah. Vai vai na frente amiga, o último é menos enrolado, esse realmente é o mais enrolado da coleção


Aline.Silva 28/05/2020minha estante
Mas ela se empolga bastante na encheção de linguiça né kkkkk


Soph 29/05/2020minha estante
Nossa nem fale, não sei se vc já leu trono de vidro. Em tog principalmente no último livro chega até a irritar de tanta enrolação


Aline.Silva 29/05/2020minha estante
Não li, estava pensando em colocar na lista, mas acho que vou abortar essa ideia rs




Thamires 31/03/2020

Aí meu Deussss !!
Maravilhoso..
Simplesmente não estou me aguentando de tanto que esse livro é bom, envolvente e viciante... Quero ir para o próximo!!
Quero resoluções. Quero saber o que vai acontecer!!!!!
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Vivi 05/07/2020

Incrível
Um livro e tanto. Como sempre, a leitura bem fluida e completamente viciante. Guerras, desafios... Aaah, tudo muito maravilhoso. O final me deixou com o coraçãozinho apertado, e chorei, confesso.
Espero que tudo se resolva no terceiro livro kkjkk
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Bruna.Jove 20/04/2020

melhor livro da série, Feyre para de ser chatinha e o desenvolvimento do casal é o melhor q já vi. O final é incrível e o amadurecimento da Feyre muito bom. amoo
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claravss 01/07/2020

O incrível segundo livro ACOTAR
Eu não sei explicar a sensação que esse livro me deu em diversas partes dele. A escrita é incrível, a história sensacional. E tudo o que você menos imagina, acontece. Com uma avalanche as coisas vão se debruçando, página por página, a cada novo capitulo você só pensa em ler o próximo. E Sarah nunca deixa de provocar o leitor, dando sensações incríveis em apenas duas linhas, e pronto seu coração está na boca e você está entrando em colapso pra querer mais daquilo.
Nunca pensei que adoraria um livro de fantasias, um romance New adult, e ainda por cima cheio de tensões que te deixam a flor da pele. Esse livro é na minha sincera opinião a melhor coisa que já li da minha estante.
Talvez o primeiro livro te canse no início, é longo e demorado, e se você como eu que não lê frequentemente livros de fantasia, talvez ele te canse como me cansou. Mas insista só um pouquinho e você começa a se apaixonar nós personagens, na história. E você vai sentir as melhores sensações lendo essa trilogia.
Niky 06/07/2020minha estante
Meu favorito da série! ?




Ana Lívia Mourão 28/04/2020

Comecei a ler a série despretensiosamente e me apaixonei. A cada linha, página e livro você fica mais e mais surpresa, ligada à história...você nem nota que prende a respiração a cada ação.
Thailane 28/04/2020minha estante
Essa série é viciante!!!


Ely 28/04/2020minha estante
tudo pra mim, SIMPLISMENTE TUDO


Juju 28/04/2020minha estante
É uma das minhas séries favoritas!




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