Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi Joachim Meyerhoff




Resenhas - Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi


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Luciane 11/11/2017

Mais uma vez, a editora Valentina me surpreende. Apesar do catálogo reduzido, a marca tem boas obras lançadas, como Dumplin', da também norte-americana, que já é uma das minhas preferidas em 2017. Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi já convence pela capa, pela sinopse e pela obra toda em si, sendo injusto dar qualquer nota abaixo de 4 estrelas no Skoob.

Portanto, se você está precisando respirar novos ares e ainda não sabe qual vai ser sua próxima leitura, deixo aqui a minha dica. Dizem que todo livro deixa um pouco de aprendizado e esse daqui me ensinou que a família é nosso maior alicerce. Não importam os sustos que a vida lhe pregue, serão sempre eles que estarão ao seu lado. Obrigado Meyerhoff, por me ensinar o que é saudade.


site: https://pitacosculturais.com.br/2017/11/08/quando-finalmente-voltara-a-ser-como-nunca-foi-meyerhoff-joachim/
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Escr 10/11/2016

Vale a pena ler .
O estilo da escrita se torna envolvente, e cativante.
A maneira que o escrito nos leva a ver que as vezes não conhecemos,
lugares que temos perto em nossa cidade, e que as pessoas não são apenas atos
de repetição tem de sentir, sua vida. Ver o mundo com pessoas com sentimentos que podem
mais ajudar, do que atrapalhar nossas vidas.
Gostei muito do livro.
Obrigada.
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Kari 06/06/2016

Assim que vi o anúncio desse livro fiquei muito curiosa; me interesso sempre por assuntos que envolvem comportamento, saúde mental e trata de questões familiares, mesmo na ficção esses assuntos sempre agregam bastante ao nosso dia a dia, tendo um conteúdo que muitas vezes surpreendem como aconteceu com "Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi".


"MEU PRIMEIRO MORTO FOI UM APOSENTADO.
Bem antes que um acidente, uma doença e a senilidade levassem as pessoas queridas e mais próximas da minha família; bem antes que eu fosse obrigado a aceitar que meu próprio irmão, meu pai jovem demais, meus avós e até mesmo minha cadela, companheira de infância, não eram imortais; e bem antes de eu manter um diálogo constante - tão alegre, tão desesperado - com meus mortos, certa manhã, encontrei um aposentado morto."


Neste volume conheceremos Joachim, um menino com uma família que aparentemente seria normal, mas que vista mais de perto e com olhos mais atentos possuem suas "estranhezas" e somado a isso o pai de Joachim é diretor de um hospital psiquiátrico, tendo o menino então convivido em uma linha tênue sobre o que é loucura e o que é normal.

A história começa com Joachim em seu aniversário de sete anos (o mais esperado), já que aos sete ele teria certa autonomia para fazer coisas sozinho e não mais na companhia do irmão ou mãe; ao ganhar essa autonomia o menino passou a perceber fatos que antes lhe passavam despercebidos e mesmo tendo prometido cumprir certas regras desvia caminhos e explora com mais atenção as coisas. E foi assim que encontrou um homem morto e anunciou com a maior naturalidade aos colegas de classe e sua pedagoga.


"Contudo, o fato de que, nos dias seguintes, nenhum policial tenha batido à minha porta, de que eu não tenha ido parar nos jornais - eu imaginava uma foto grande, na qual eu apareceria sério, apontando com o dedo o local da descoberta - e de que não houvesse nenhuma recompensa para quem encontrasse gente morta me deixou um bom tempo magoado."


Para Joachim achar um morto era um passo para algo maior, algo grande e algo só dele! A cada momento que ele contava a história para as pessoas aprimorava o que viu, criando fatos que fossem agradar aqueles que estavam escutando. Tendo em vista talvez, ser visto, percebido com certa importância.

A reação do menino e maneira como ele anuncia tal fato, assim como a maneira como ele se sente, já é bem peculiar e aos poucos vamos tendo vislumbres de sua infância e de pacientes do hospital, em uma narrativa que traz ao leitor clareza sobre o ponto de vista de Joachim e suas percepções bem como a forma que vê o mundo, sua família e a si mesmo.

A história é intrínseca e recheada de sentimentos que nos atingem em cheio; hora nos mostrando a familiaridade com que Joachim percebia o mundo imerso em loucuras ao seu redor, chegando até a fazer parte do quadro com seus acessos de ira e nos mostrando detalhes de pacientes e situações, inclusive de sua própria família, até o momento em que ele vai crescendo e desejando cada vez mais o mundo que está fora dos tijolos da instituição e uma vida normal; tomando certo asco por aquilo que antes lhe era comum e interessante, como os inúmeros e conhecidos pacientes da instituição. E então a falta que tudo aquilo um dia iria fazer quando as "estações" passassem e tudo não tivesse mais a familiaridade de antes.. O cheiro de casa, os insanos momentos em família, entre outros.

Os assuntos abordados por sua família durante refeições ou reuniões sempre eram coisas do tipo doenças mentais, passeando por piadas sobre pepinos e ovos (quem ler/leu o livro irá entender). A família jogava um jogo aos domingos, chamado "A Superfamília", onde cada membro da família tinha uma especialidade e nesses jogos ficava claro a esperteza ou inteligência de seus irmãos e o quanto ele era "apenas um menino ignorante" que o pai acabava protegendo dando um ponto pela tentativa e irritando seus irmãos que insistiam que não se tratava de um jogo de adivinhação e sim conhecimento e depois de algumas implicâncias por parte dos irmãos, ele irrompe em um acesso de raiva absurdo, que seu pai apenas observa normalmente. Toda a família parece bastante palpável dando um toque real com seus problemas, anseios e sentimentos e a forma como a história nos é apresentada nos faz inclusive perceber os sentimentos com mais facilidade, como se fosse real.


"..Na nossa casa, nunca uma lâmina afiada passara pela manteiga, nunca os pimentões tiveram cortes perfeitos, nem o queijo, uma quina lisa. Tudo era rasgado e desfiado. Qual a razão disso? A instabilidade imprevisível da minha mãe, que eventualmente levava a imprudências? A estranha sensibilidade do meu pai a lâminas reluzentes, que se revelara pela primeira vez naquele momento? Meus acessos indomáveis de ira? Será que a falta de facas afiadas era uma prevenção apropriada ou apenas, como eu sempre acreditara, puro desleixo, uma negligência sem importância?"


O autor nos mostra de uma maneira completamente interessante e dinâmica de como funciona essa família em meio a toda loucura e até mesmo mostra a loucura presente em cada um deles.. É como o ditado: ".. de médico e louco, cada um tem um pouco.."
A história é incrível e me fisgou completamente!

Sua família sempre esteve unida e ao mesmo tempo distante em seus mundos particulares e conforme os anos passam e as coisas acontecem, percebemos o quanto situações diversas podem unir ou desunir e criar novas perspectivas.


".. encontrei meus pais dormindo juntos em uma cama. Meu pai tinha colocado o braço ao redor da minha mãe. A cabeça dela estava deitada em seu peito.Nunca os tinha visto tão juntos, tão próximos.
Sentei-me na beira da cama e fiquei olhando os dois. "Que estranho", pensei, "estes são seus pais. Seus pais dormindo. Você sempre teve só um pai e uma mãe, mas nunca pais."...
Foi o momento mais bonito da minha vida junto com meus pais."
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Layla [@laylafromthebooks] 31/03/2017

Tu tá maluco? Respeita o moço
Loucura. Você conhece alguém que não seja louco por alguma coisa? Louco por selfies, por chocolate, louco por séries ou, talvez, por livros?

Se cada tipo de loucura fosse visível, como comércios destacados num GPS, nós veríamos que elas são muitas e variadas e que para cada uma delas há um monte de pessoas que são atraídas por seus detalhes. Se elas fossem visíveis como mercados no Google Maps, com carrinhos brancos dentro de círculos vermelhos, por exemplo, veríamos infinitas insanidades por todo o mapa, por todos os lugares, e insanidades que proporcionam infinitas prateleiras e corredores e produtos. E veríamos que nós, consumidores da insânia, nos espalhamos por todo o mercado, cada um com uma preferência de mercadoria – cada um com uma preferência de delírio. A questão é: todos vamos ao mercado. Muitos vão mais de uma vez na semana. Então por que adotamos a ideia de não irmos de modo algum? Por que adotamos a ideia de que o normal é não ter loucura alguma?

Você pode encontrar em qualquer dicionário a concepção de normal e normalidade, concepção que basicamente diz que o normal não foge à regra, que o normal é o comum. Você também verá que comum é algo ou aquilo que pertence a todos. Tendo isso em mente, faço uma pergunta a vocês: o que é mais comum hoje, a sanidade... ou a loucura?

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi nos conta a história de uma família pequena: um pai, uma mãe e três filhos. Josse é o menino mais novo dos três e ele é o narrador da leitura. Seu pai é diretor do hospital psiquiátrico em que eles vivem e sua mãe é uma fisioterapeuta. Ponto.

Esse é o exterior. É a mercadoria que eles vendem, mas não a que compram.

No interior, Josse tem uma raiva dentro de si que a menor faísca faz virar fogo e a combustão é cheia de socos e gritos e incompreensão. Seus irmãos são tão companheiros como maldosos, e fazem da vida do pequeno raivoso um tormento sempre que podem. O pai é mais paternal com seus pacientes do que com os próprios filhos, e até com a esposa se mostra um grande imoral. E a mãe se mostra cega em seu cuidado pelos filhos e hesitante quanto à vida que tem quando comparada a que teve. Ponto.

No interior, Josse não é ‘normal’. Não se o ‘normal’ for contrário à loucura. Os irmãos e os pais dele tampouco. E essa é a grande sacada de Meyerhoff: a família do diretor do hospital é mais necessitada de ajuda psicológica do que o leitor poderia imaginar.

Acompanhando a infância até a vida adulta de Josse, vemos como ele lidou com as excentricidades que eram suas e de seus familiares. Por vezes, a leitura se tornou angustiante. O porquê exato não consigo eviscerar em palavras, mas sinto que é pela forte identificação que Joachim imprimiu nas páginas de seu livro. Afinal, todos nós temos problemas familiares. Todos nós temos algo de insano em nós mesmos. E ler algo que te remete tanto a si mesmo pode ser assustador. Josse pensara algo antes que creio que caiba muito bem nesta explanação. Parafraseando-o, é mais ou menos assim: há momentos que nossa aversão para com alguém ou alguma coisa é muito compreensível porque esse alguém ou alguma coisa pode ser muito parecido com o que somos. E é extremamente raro para nós nos depararmos com algo feito de nós mesmos.

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é uma ficção de pura realidade e cheia de um humor que é pura ironia. Nestas páginas, Meyerhoff mostra-nos uma família disfuncional, igual a que todos nós conhecemos e/ou fazemos parte, e que tenta mascarar a sua insanidade e viver ‘normalmente’, igual ao que fazemos ou igual a alguém que conhecemos. Jogando com situações, personalidades e com o que achamos ordinário, o autor brinca com a ideia de que fingirmos uma sanidade inexistente é covardia de nossa parte – ele nos faz acreditar que a coragem está naqueles que abraçam sua loucura. Mas conta também uma piada amarga e nem um pouco engraçada: quem abraça abertamente a loucura que vive e é e faz parte de ser acaba por se abraçar de modo compulsório. Em camisas de força. E possivelmente irá parar em hospitais psiquiátricos comandados por diretores imorais, casados com mulheres um tanto cegas para como cuidar de seus filhos, filhos esses cheios de raiva e maldade.

A moral que fica é a seguinte: que todos nós temos excentricidades. Todos nós vamos ao mercado de delírios para abastecer a nossa mais singular ou plural loucura. E que a loucura é normal e o normal é a loucura. E que, por fim, loucos são aqueles que dizem não possuir insanidade nenhuma.

Eu aposto que você é louco por alguma coisa. Porém, você é corajoso o bastante para admitir?
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Lorrane Fortunato 08/07/2016

Resenha - Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi / Dreams & Books
"Inventar significa recordar."

Mesmo tendo passado semana, desde que conclui essa leitura, ainda me encontro perdida. Não sei definir qual é o meu sentimento em relação a esse livro e nem explicar o que senti após terminar de lê-lo.

Fiquei perdida, estou perdida. Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca foi é um dos livros mais loucos que já tive a oportunidade de ler.

Durante toda a leitura e dias após terminá-la eu me encontrava ( e ainda me encontro) com um sentimento de "o que?". O que foi essa história? O que o autor quis passar? Qual foi o propósito desse livro? O que eu aprendi com ele? O que ele me deixou? O que, o que, o que?

Será que um dia terei essas respostas? Eu espero que sim!

Esse livro me enfiou em um poço, entrei numa ressaca literária como jamais tive antes e até hoje não consegui iniciar outra leitura. Mas, por que? Pelo o que eu fiquei de ressaca? Eu não sei! O livro escrito por Joachim me deixou completamente confusa e desnorteada.

"Quando a gente está com muita coisa na cabeça, busca respostas concentradas."


Foto por Dreams & Books.
Instagram @DreamseBooks
Mas, se você estiver pensando: "que livro estranho, ainda bem que não o li!" Pare! Apenas pare com isso.

Esse é um daqueles livros que você deve ler!

A escrita do Joachim é tão encantadora e envolvente! Não dá vontade que o livro termine nunca!

A história te prende, te emociona, te encanta, te apaixonada... e quando percebe, está sentindo como se fizesse parte dela.

O relato é extremamente realista, é como acompanhar o dia a dia de uma família comum. É preciso durante a leitura, parar e se lembrar que é uma história e que você não faz parte realmente daquela família.

A história é cheia de altos e baixos, nenhum capitulo é como o outro e não é em todos que encontrará algo emocionante. Pelo fato do autor ter se baseado em uma família e ter tido a vontade de deixar a história extremamente real, ele segue o molde da vida, nem todos os dias há algo de emocionante a ser vivido.

"Ficava me perguntando por que justamente aquilo que mais se deseja no mundo causa um medo tão atroz."

Foto por Dreams & Books.
Instagram @DreamseBooks

Quando Tudo Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é diferente de tudo o que já li e foi um prazer embarcar nessa leitura louca.

Com uma capa maravilhosa, páginas amareladas e uma fonte ideal, esse é um dos livros que você precisa ter na estante!

Leia Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi e talvez você tenha mais sorte do que eu e, consiga responder a tão importante pergunta:

"A loucura está do lado de dentro ou de fora?"


site: www.dreamsandbooks.com
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Paula Juliana 01/01/2017


A loucura está do lado de dentro ou de fora?
Mas o que é a loucura? É fugir do convencional? Do comum? É ter manias? É gostar de coisas que ninguém gosta? É correr pelado? É falar com sua cadela? É contar e aumentar histórias? O mundo está repleto de loucuras que vêm de dentro, que se transbordam, que fazem o normal virar chato!

Logo que iniciei a leitura fiquei intrigada, primeiro por não saber muito do que se tratava a obra, depois porque começou de uma forma esquisita, achei o personagem principal também muito estranho, sem contar as primeiras situações apresentadas. O menino tinha achado um morto, sim caro leitor um cadáver, e ele estava numa alegria anunciando a todos a sua grande descoberta, o que fui descobrir foi que Josse começa a história com sete anos, e é uma criança peculiar mesmo.

Seu pai é diretor de um hospital psiquiatra, muitas coisas que acreditamos ser estranhas, loucas, esquisitas, para Josse é totalmente normal. Fui descobrindo também que o livro é uma Biografia que esses personagens realmente existiram, a mãe aplicada, o pai aéreo que esta lá e ao mesmo tempo não estava, os irmãos, a cadela, o menino que ficou feliz em achar o morto, e contava inúmeras vezes para todos sempre aumentando a história.

Não sei se foi somente comigo mas estranhei o modo que a história é apresentada, ao mesmo tempo que o sentimento de confusão e estranheza tomava conta de mim, não parava também de achar o texto cativante, original e interessante.

Conta eventos do passado do personagem - Josse - desde seus sete anos até sua vida adulta.
Uma Biografia onde o normal é superestimado.
Personalidades peculiares mostrando o caminho de Josse, seu amadurecimento, sua vida de uma forma original. A leitura se arrastou um pouco no inicio, mas creio que é mesmo uma questão de se acostumar a forma da narrativa, nunca fui muito fã de não ficções, mas realmente amei a leitura.

O título é intrigante, assim como a capa e a diagramação, fazem essa biografia Alemã ainda mais interessante, indico para os loucos normais e os loucos peculiares com manias peculiares assim como Josse! Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi - A loucura está do lado de dentro ou de fora? de Joachim Meyerhoff é uma leitura gostosa, de fácil entendimento que leva o leitor a situações de vidas! Curti cada segundo, super recomendo!

Paula Juliana
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Adriana 21/03/2019

Livro sem uma história excepcional ou com grandes acontecimentos, mas que surpreende (e muito), por narrar diversas situações engraçadíssimas vivenciadas pelo personagem principal. Não me lembro de rir tanto desde que li os livros da Becky Bloom. Super recomendo!

"- Isso já está começando a me irritar. Da última vez, quando você perguntou qual era o plural de cacto, ele respondeu cactuses e também recebeu um ponto.
- Ele não chegou a dizer caquis, também? Disse, sim - corrigiu-o meu irmão do meio. - Um cacto, dois caquis.
Pronto, eles tinham me apanhado."
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Carol 22/03/2017

íntimo
"Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro. O que deixei para trás deveria ser algo seguro, concluído, que já fora e só esperava para ser narrado, e o que tenho pela frente não deve ser o chamado futuro a ser moldado?"

Joachim tem sete anos de idade e mora no hospital psiquiátrico que o pai trabalha com seus pais e seus irmãos. No livro "Quando finalmente voltará a ser como foi" temos um relato honesto sobre relações familiares e nos mostra que todas as famílias são iguais, o que as difere são a forma de esconder a "loucura" que SIM, todas têm.

O livro é escrito em primeira pessoa e nos mostra que muitas vezes vivemos um relacionamento embalado em um lindo papel de presente, mas que por dentro está vazio, a realidade de viver dentro de uma relação oca, mas que mantem as aparências.

Ao ler esse livro fui transportada a Alemanha e achei muito bacana a forma íntima e fora do comum que o autor escreveu, sabe aquele tipo de livro que em certos momentos você se emociona e perde algumas lágrimas pelo caminho, guarda amor por ele, fica angustiado e sofre em alguns momentos.

A diagramação e todo trabalho de edição da Editora Valentina, como sempre, estão impecáveis. Esses elogios não são do meu lado mega fã da editora, não, são por ver todo o cuidado e carinho que possuem ao publicar títulos desconhecidos. No livro de Joachim Meyeroff temos a reflexão das relações familiares, mistura de experiências de vida e um novo ponto de vista para enxergar o mundo.

Após o término da leitura, descobri que essa publicação é autobiográfica sobre a vida do autor, eu não gosto de biografia, mas essa é escrita tão diferente e libertadora. E muitas vezes tememos a loucura de todas as formas sem saber que na verdade ela jamais saiu de nós.

site: www.nossaressacaliteraria.com.br
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Fernanda 07/06/2016

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
Resenha no blog:

site: http://www.segredosemlivros.com/2016/06/resenha-quando-finalmente-voltara-ser.html
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Debyh 28/04/2017

Eu peguei esse livro e pensei: OMG que título enorme, e um pouco sem sentido né… Aí quando eu li a sinopse, fiquei curiosa, porque (já respondendo a pergunta ali de cima) não é normal crescer dentro de um hospício (a menos que você precise estar lá).
Apesar de ter gostado do livro, passei por alguns momentos em que pensei que não fosse gostar do livro, é que eu não entendia se o enredo era coisa da cabeça do narrador ou se era verdade, mesmo assim no final o saldo geral foi bem positivo pra mim.

(continua no link)

site: http://euinsisto.com.br/quando-finalmente-voltara-ser-como-nunca-foi-joachim-meyerhoff/
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Ileana Dafne 19/08/2016

A loucura está do lado de dentro ou de fora??
Não sei por que, mas livros com títulos grandes acabam me interessando mais do que o normal e assim que li a sinopse desse livro precisei muito lê-lo. Não conhecia o autor, mas quero muito que sejam lançados outros livros dele, pois amei a forma como ele escreve =D
Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é narrado em primeira pessoa e traz a história do Joachim, o filho caçula de um diretor de uma instituição psiquiátrica, o Hospital “Hesterberg”, em Schleswig-Holstein. Eles moravam na casa do diretor, que fica no meio do terreno da instituição e é rodeada pelos prédios da instituição que eram nomeados com as letras de A até G, sendo que cada andar recebia seu próprio nome, como A-inferior, o térreo; C-médio, o primeiro andar; e J-superior, o segundo andar. Quando mais alto o paciente fica, mais grave o caso, então os pacientes dos andares superiores são os mais perigoso. Joachim conta que quando estava aprendendo a ler sempre que falavam as letras que estava familiarizado, ele questionava se era superior, médio ou inferior e isso importava demais, porque caso a palavra tratasse de algo inofensivo, era escrito com a letra lá em baixo e se fosse o contrário, com a letra bem alta.
Assim, nesse livro vamos acompanhando a história do Joachim, seus descobrimentos, aventuras, sofrimentos, desilusões, crescimento, etc. Aqui vemos como o sofrimento, a alegria, a indecisão, nossas imperfeições e toda situação, independente da importância que damos a ela no momento, pode influenciar muito nossa vida. Somos confrontados com a loucura nas mais diversas formas e sob um ponto de vista único, afinal os loucos fazem parte da vida do Joachim.
A família é composta por cinco membros, mãe, pai, irmão mais velho, irmão do meio e o Joachim. Também são destacados alguns dos internos da instituição e cada um dos personagens possui sua razão de estarem em foco, afinal alteraram de uma forma ou de outra a vida do nosso narrador.
A forma como Meyerhoff conta a história é tão fluida e envolvente que lia, mas a cada página que avançava desejava que outra surgisse no final do livro para que ele nunca acabasse. A divisão dos capítulos, o nome dos capítulos, cada pequeno detalhe, na verdade tudo nesse livro é maravilhoso.
A tradução está muito boa, porque em diversos momentos em que foi impossível aportuguesar expressões ou situações, a Karina Jannini colocou notas que ajudaram muito mesmo na compreensão geral da história.
E o que falar dessa edição da Valentina?? Tudo foi pensado para encaixar perfeitamente na ideia do autor e deu para perceber o cuidado que tiveram na diagramação do livro. Amei

site: http://www.livroseflores.com/2016/08/resenha-quando-finalmente-voltara-ser.html
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dayukie 24/12/2016

"O livro apesar de aparentar ser complexo, o texto é tão simples que a leitura fluiu extremamente fácil. A história me trouxe a sensação de alegria e tristeza, além de conhecer um pouco o país em que Joachim reside, a Alemanha. Com cenas e personagens bem descritos, eu simplesmente adorei a leitura."

Confira a resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/Xnq2JL
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ricardo_22 19/06/2016

Resenha para o blog Over Shock
Quando finalmente voltará a ser como nunca foi, Joachim Meyerhoff, tradução de Karina Jannini, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2016, 352 páginas.

Um livro que se passa dentro de um hospital psiquiátrico não é algo que se vê todos os dias, mas, se esse livro tem como protagonista uma criança, ele se torna ainda mais especial. Talvez esse tenha sido o motivo de Quando finalmente voltará a ser como nunca foi ter despertado a minha atenção tão logo o seu lançamento foi anunciado.

Escrito pelo alemão Joachim Meyerhoff, a obra é narrada em primeira pessoa pelo filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens. Por morar com a família nesse hospital, o protagonista vive cercado por centenas de pessoas com algum tipo de deficiência física e mental, mas esse está longe de ser um problema. O verdadeiro problema está dentro de sua própria família e ele passa o tempo inteiro tentando aprender a lidar com isso.

O cartão de visitas de Meyerhoff não poderia ser melhor com o capítulo inaugural de seu primeiro livro publicado no Brasil. Logo no início ele mostra a importância de um primeiro capítulo perfeito, afinal em poucas páginas consegue dar uma amostra de suas principais características e ainda criar um gostinho de quero mais. No entanto, logo no capítulo seguinte ele já despeja um balde de água fria. Não que tenha se tornado ruim, mas a necessidade de apresentar tudo o que cerca a vida do protagonista acaba deixando os capítulos seguintes confusos e sem o brilho extremo das primeiras páginas.

O que acontece no início é apenas o prenúncio de como será o livro como um todo: cheio de altos e baixos. Não é possível saber quando um capítulo ótimo será seguido por um do mesmo nível. Isso acontece porque a história nada mais é do que um relato do dia a dia do protagonista e, como em uma família normal, a sua família também tem dias de grandes emoções e outros completamente sem graça, com situações que poderiam facilmente serem descartadas se não fossem tão importantes para o desenvolvimento do narrador.

site: http://www.overshockblog.com.br/2016/06/resenha-391-quando-finalmente-voltara.html
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Jess 31/08/2017

O livro com nome e capa instigante conta sobre uma família que mora no hospital psiquiátrico. Joaquim (Josse) é o filho mais novo entre 3 filhos e narra várias histórias da sua família. Seu pai é médico e diretor do hospital psiquiátrico para crianças e adolescente. O livro se passa na Alemanha e o garoto conta como é viver entre os loucos e como se comporta do lado de fora. Como é viver entre gritos e surtos? Como é conviver com a loucura todos os dias? Afinal, o que é loucura e o que é normal?

Caminhando para o nada, Joaquim traz relatos incomuns sobre situações do cotidiano. O livro apresenta passado, futuro, perdas, descobertas e loucura. Não é difícil de ler, é uma leitura rápida mas uma leitura que parece caminhar para o nada, faltando aquele TCHAM pra te fisgar.

Confesso que minhas expectativas estavam altíssimas para a leituras mas não foram atendidas. Não sei muito bem o que esperava mas queria perder o fôlego lendo, e o livro é uma calmaria. Agora que acabei de ler e fui reler a sinopse, o livro cumpriu o que prometeu: o cotidiano de uma familia incomum descobrindo a teoria, prática, a vida e o fim. E é isso mesmo!

Incomum é a melhor palavra pra resumir! É uma historia diferente, cômica e triste. Não é um livro que desperta sentimentos mas te guia pra um final satisfatório. Joaquim não se prende em apenas uma fase da sua vida, mas te leva a conhecer todos os detalhes da sua família e entrar na sua mente nada comum.

"Penso muito em por que sempre me senti bem melhor entre os supostamente anormais do que entre os supostamente saudáveis."

site: www.instagram.com/saymybook
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ELB 31/01/2017

Every Little Book
Esta, mais uma vez, foi uma leitura bem diferente das que estou acostumada a ler. Quando finalmente voltará a ser como nunca foi nos traz uma bela história, vista através dos olhos de uma criança.

Joachim é uma criança muito esperta e curiosa, logo nas primeiras páginas do livro, ele se depara com um morto num jardim. Sua reação é um tanto diferente do que podia se esperar de uma criança, pois ele vai correndo até sua escola e conta para todo mundo o que descobriu. Neste momento, já podemos perceber que o mundo gira de uma forma diferente para o garoto, de uma forma bem peculiar e que conheceremos através desta obra.

"MEU PRIMEIRO MORTO FOI UM APOSENTADO.
Bem antes que um acidente, uma doença e a senilidade levassem as pessoas queridas e mais próximas da minha família; bem antes que eu fosse obrigado a aceitar que meu próprio irmão, meu pai jovem demais, meus avós e até mesmo minha cadela, companheira de infância, não eram imortais; e bem antes de eu manter um diálogo constante - tão alegre, tão desesperado - com meus mortos, certa manhã, encontrei um aposentado morto."

O garoto vive com sua família e sua cadela de estimação em um local um tanto inusitado. Um hospital psiquiátrico. É isso mesmo que você acabou de ler! Seu pai é psiquiatra e diretor do hospital, então a família vive lá, pois é um local muito grande e tem uma casa especial para o diretor.

Joachim gosta de dormir ao som dos gritos dos pacientes, o que é muito estranho, mas para ele tudo era normal, já estava habituado a tudo isso. Também era amigo de alguns pacientes e não tinha medo ou receio de alguns deles. Claro, no hospital viviam alguns "perigosos", porém, se mantinha afastado da maioria. Já alguns, apenas não eram bem compreendidos pelas pessoas, não eram em nada perigosos, mas Joachim os entendia muito bem, ou pelo menos tentava.

O livro é dividido em memórias, então em cada capítulo podemos acompanhar fases e acontecimentos da vida de Joachim e sua família. No começo, estranhei um pouco esta divisão, mas depois consegui captar a jogada do escritor.

A família se diverte com jogos, onde cada um tem sua especialidade e é questionado sobre ela. Cada um tem direito a uma assinatura de revista sobre um determinado assunto, achei isso um máximo, gente! Esses jogos traziam muita união à família, assim como os filmes que todos assistiam em algumas noites.

Ele e seus dois irmãos vivem em pé de guerra, naquela eterna provocação fraterna. Mas ainda assim, são muito amigos entre si. Quando alguém está doente, sempre tem alguém para ajudar!
Só não gostei muito das parte em que Joachim tinha algumas crises de fúria, o garoto começava a gritar loucamente do nada e era muito difícil contê-lo. Que garoto difícil, mas mesmo com esses momentos, gostei muito dele.

Ao decorrer do livro, os anos vão passando e muitas coisas vão mudando, a relação entre a família principalmente. As coisas ficaram um pouco turbulentas em certos momentos e torci muito para que tudo voltasse ao normal.

Enfim, foi um livro muito agradável de se ler. As memórias de Joachim ora são engraçadas, ora são tristes. Vemos que no fundo, esta é uma família normal, sujeita as fases ruim e surpresas da vida. O autor soube mesclar os acontecimentos e despertar a curiosidade de uma forma excepcional. Mesmo sem ter havido um "clímax" no livro, ocorrendo sempre de forma bem suave, foi muito tocante, em alguns momentos senti aquele aperto no coração... E as surpresas foram inevitáveis!

Bom, espero que tenham a oportunidade de ler esta obra e gostem tanto quanto eu. Com certeza, ela ficará guardada em um cantinho muito especial de minha memória.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2017/01/resenhaquando-finalmente-voltara-ser.html
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