A Geografia de Nós Dois

A Geografia de Nós Dois Jennifer E. Smith




Resenhas - A Geografia de Nós Dois


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Yuki 05/12/2017

Um blecaute acontece. Nova York apaga-se. Dois jovens ficam preso num elevador. O amor acontece. (Ah, o amor!)
"No primeiro dia de setembro, o mundo ficou escuro."

Um blecaute acontece.

Nova York apaga-se.

Dois jovens ficam preso num elevador.

O amor acontece. (Ah, o amor!)

Lucy e Owen são duas pessoas diferentes trancadas dentro de um cubículo por poucos minutos, menos de uma hora, mas a ligação daquele momento foi maior do que sentiram a vida toda. Depois que são resgatados, eles passam o resto da noite sozinhos juntos, subindo e descendo escadas, tomando sorvetes derretidos, discutindo sobre cartões postas e "queria que você estivesse aqui", e sobre onde realmente queriam estar.

Mas é uma noite, apenas uma noite - e sol nasce, a energia volta e eles se veem jogados para direções opostas, sem esperança de voltarem a se chocarem alguma vez, novamente, quem sabe.

"-Se você pudesse escolher qualquer lugar no mundo, aonde iria? - perguntou Lucy.
-Todos os lugares - respondeu ele, e ela riu, um som leve e musical.
-Isso não é resposta.
-Claro que é - retrucou Owen, porque era mesmo verdade, talvez a maior verdade a seu respeito. (...)
-Está bem, então - disse ela, prática. - Todos os lugares.
-E você? - perguntou ele. Lucy refletiu por um instante.
-Algum lugar.
Owen sorriu.
-Como é que essa pode ser uma resposta melhor que “todos os lugares”?
-É mais específico - defendeu-se ela, como se fosse óbvio.
-Acredito que sim."

Meu primeiro pensamento ao estar lendo era que seria Lucy e Owen no elevador escuro e... Uma história meio que A probabilidade estatística do amor à primeira vista, onde eles se conhecem em pouco tempo mais do que conseguiriam se tivesse muito tempo, dizendo coisas a um estranho que nunca diria a um melhor amigo, protegidos pela certeza que nunca terão essa oportunidade de novo. Não é isso que acontece.

"Se traçassem um mapa dos dois, de onde tinham começado e de onde terminariam, as linhas seguiriam para longe uma da outra como ímãs de polos opostos. (...) O mapa era o mesmo que uma porta prestes a se fechar. E a geografia da situação - a geografia dos dois - estava completa e irremediavelmente errada."

A geografia de nós dois é isso. Lucy acaba se mudando para Algum Lugar e Owen se ver numa viagem pelo país, a procura de Qualquer Lugar. Numa piada e num desejo de manterem contatos, eles ficam mandando cartões postais, mas... não funciona. O momento esfria, vira uma lembrança borrada, a alegria parece um sonho distante e perdido e eles param de se falar.

Mesmo que não queiram.

Mesmo que ainda pensem um no outro.

As coisas são como são.

Ou talvez não.

"-As coisas são como são... - murmurou ele, deixando as palavras morrerem no final.
-Odeio essa expressão - comentou Lucy. - Nada é o que é. As coisas estão sempre mudando. Elas sempre podem melhorar.
-Você é totalmente doida - disse Owen. - (...) Então, sério, como você ainda consegue ser tão otimista? (...) Você não está nem um pouco preocupada com o fato de ninguém vir nos salvar?
-Não vai ajudar em nada - disse ela. - Ficar me preocupando.
-Exato - concordou ele. - As coisas são como são.
-Não - refutou Lucy. - Nada é o que é.
-Está bem. Não é o que não é.
Lucy olhou demoradamente para ele.
-Não tenho nem ideia do que você está falando.
-Ou vai ver você simplesmente prefere não ter - disse ele,"

É lindo a forma como a autora terminava um capítulo e continuava o outro, como eles se completavam, como se diferenciavam. Lucy e Owen são pessoas diferentes, pessoas que nunca teriam conversando se não fosse pela escuridão do elevador, mas eles conversaram e uma conversa bastou - eles não se apaixonaram, mas uma conversa foi o suficiente para que a perspectiva de algo mais, quem sabe, no futuro, acontecer. E isso é lindo.

Quanto tempo se pode de fato esperar que uma única noite dure? Até que ponto se pode esticar um conjunto tão pequeno de minutos? Ele era apenas um garoto em um terraço. Ela era apenas uma garota em um elevador. Talvez tenha sido o fim.

Talvez nunca estivessem destinados a mais que uma única noite. Afinal, nem tudo pode durar. Nem tudo deve ter algum significado.

Leiam. Simples assim. Esse livro difere de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, mas te prende tanto quanto. A narração da autora em terceira pessoa, alternando entre os protagonistas, é encantadora; e ela retratou um romance juvenil à distância com todos os problemas que merecem ser discutidos sem drama desnecessário (autores adoram dramas desnecessário em ya), e você se identifica-se com ambos, concorda com os dois, e não irá acreditar em amor à primeira vista (se for eu, não, nada contra quem acredita), mas... acreditará como algumas coisas são como são, apesar de nada ser como é. (Do que eu estou falando?)

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2017/12/resenha-geografia-de-nos-dois.html
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Ingrid 18/11/2017

Gostei, mas poderia ser melhor
A geografia de nós dois é um YA, que conta a história de Lucy, uma menina que gosta de sair por aí pelas ruas de ny – onde mora desde sempre com os dois irmãos, e os pais (que mais viajavam que não sei o quê). E Owen o menino filho do então administrador do lugar, que fica preso com ela no elevador do condomínio (num dia especialmente quente). A trama começa a desenrolar a partir desse encontro. No apartamento de Lucy, ela mostra a Owen cartões- postais que os pais a enviavam (dos lugares maravilhosos que eles iam e não levavam ela). Owen, por outro lado, lidava com a perda da mãe e o luto do pai (e a faculdade também). Enfim, tinha lido A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, e achei um enredo bem mais ou menos, muito rápido o amor deles dois, sei lá. Mas resolvi dar uma chance (a verdade é que achei a capa muito fofa), e não me decepcionei. Não achei o livro uma coisa espetacular, porém me fez refletir bastante. O romance tem como pano de fundo vários lugares que me deu vontade de visitar – Paris, Praga, Londres, São Francisco; também gostei do fato de mostrar as relações do Owen e da Lucy com as famílias deles, o que eu senti foi que a Lucy poderia ter mais contrastes emocionais, como na história de Owen. O fim pra mim foi inesperado, não foi aquele fim com cara de fim, senti isso também em Eleanor & Park (acho que porque não queria que acabassem logo), concluindo dei quatro porque faltou aquele romanção que é o que a gente gosta né. É um livro fofo, com o enredo bem pensado, o nome, os lugares, tudo. Tem esse lance de personagens com problemas (relacionamento com os pais, morte e luto) de todo young adult, mas acho que o romance faltou (fico pensando, e se estivesse com a história mais voltada para o Owen? Se aprofundasse mais para um lado...).
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Cinthia.Santos 16/11/2017

A geográfia de nós dois
Eles se conhecem no elevador se apaixonamas mas o destino os separa, eles se vêem mas uma vez e brigam , se reencontram com Nova Iorque com final lindo
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Silviane 21/10/2017

Nesse meus tempos de leituras alternadas e praticamente obrigatórias eu estava com ressaca literária direto e mal conseguia pegar um livro na mão que já me dava um treco. Então resolvi ler algo que eu queria há algum tempo e young adult com romancezinho porque eu adoro, como vocês bem sabem. Ai lembrei desse livro, que eu sempre curti o titulo e parece ser super fofo. Bom, claro que não me arrependi, né? Ele tem tudo que eu gosto. :3

Geralmente eu reclamaria dos desencontros que os personagens tem ao longo da trama, mas poxa! não é que ficou perfeito nesse livro? Todo o processo foi importante para o amadurecimento dos personagens e eu nem me refiro em relação ao romance e sim a eles mesmos, a vida e prioridades. Adolescentes não tem como ter suas escolhas aceitas, porque né... São adolescentes, e eles tem que seguir os pais até então ter idade para trilhar seu próprio rumo e o livro mostra um pouco disso sem ser chato, com brigas ou revoltas bobas. Na verdade Lucy e Owen abraçam a escolha dos pais de bom grado.

Bom, LUCY é uma garota que tem praticamente tudo. Pelo menos no que diz respeito a questão financeira. Não que ela não tenha o amor dos pais, pelo contrário; mas eles viajam muito a trabalho e ela quase não fica com eles. A relação familiar é bem escassa, mesmo que exista o amor. E é em um desses dias em que ela está sozinha que conhece Owen, no elevador do edifício em que mora em Nova York. Ela já havia visto ele anteriormente no prédio e até mesmo nas redondezas, mas nunca tinham conversado até esse apagão que ocorreu na cidade em uma tarde de verão. OWEN é o oposto de Lucy, sendo assim ele é de uma família pobre mas que cresceu com os pais sempre por perto, cheio de amor e memórias de família que agora causam dor por causa da morte repentina da mãe. Lucy ama NY e Owen odeia. Ela é otimista e ele é realista. Ela procura se conectar e ele é antiquado. Existem muitas diferenças entre eles mas mesmo assim a conexão foi imediata. Tudo era natural mesmo que por apenas um dia. Ai o negócio é que o romance não pode desenrolar a partir dai porque ela teve que se mudar com os pais para a Europa e ele precisou praticamente se tornar um nômade com seu pai pela costa leste dos EUA.

Os dois aproveitam bastante essa nova fase e se correspondem periodicamente através de cartão-postal (parece estranho, mas no conceito do livro é super fofo, ok?). Ambos vivem suas próprias vidas onde estão, conhecendo novas pessoas, fazendo amigos e até namorando; mas aquele sentimento de saudade e de algo inacabado fica ali o tempo todo. Em tudo que Lucy faz ou vê ela imagina como seria para Owen, o que ele pensaria ou o que falaria; assim como Owen se sente da mesma forma em relação a ausência dela. Apesar desse aspecto o livro não é nostálgico e monótono. A autora soube colocar bem esse aspecto de forma sutil, com apenas algumas palavras ou pequena atitude dos personagens (um exemplo simples é de um momento que Owen simplesmente entra em uma loja para comprar um cartão postal para mandar para Lucy).

O livro não é aquele que super emociona o leitor, pelo menos comigo não foi assim. Ele é fofo, a história é fofa e mostra que por mais que histórias de amor são lindas as vezes elas simplesmente não acontece daquele jeito perfeito. Existem muitas coisas na vida de duas pessoas que as impede de ser um casal, ou que dificulta isso. E foi exatamente assim com eles. Mesmo depois do final que pode não ser perfeito para algumas eu continuei adorando porque ele é um final que beira ao real. Uma leitura que vale a pena.

site: https://mementomoriporkzmiro.blogspot.com.br/2017/08/resenha-geografia-de-nos-dois.html#more
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Manu 13/09/2017

A geografia de nós dois
A Geografia de Nós Dois conta a história de Lucy Patterson e Owen Buckley. Apesar de morarem no mesmo prédio e terem se visto apenas algumas vezes, nunca repararam muito no outro. Não ao ponto de tentar começar uma amizade ou simplesmente dar um bom dia. Até que um dia acaba a luz na cidade. Deixando os dois presos dentro do elevador do prédio. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum.
No dia seguinte, passado o blecaute, a geografia os separa, e eles vão se tornando fisicamente distantes, mas cada vez mais próximos no tocante ao sentimento. Lucy descobre que se mudará com a família para a Escócia e quando o pai de Owen é demitido do atual emprego, o menino também será obrigado a ir para outro lugar. Os dois mantém contato através dos cartões postais que Owen manda de cada lugar pelo qual passa na viagem com o pai e dos e-mails que Lucy envia.

A escrita de Jennifer é boa, mas não conseguiu me prender. Não gostei do modo como a autora desenvolveu a narrativa e fui arrastando a leitura. O lado positivo se deu pelo relato das viagens pelas quais cada um dos protagonistas passou. Lucy mudou de continente, precisou acostumar-se com uma nova cultura, sotaques diferentes e pessoas diferentes. Já Owen fez uma road trip com o pai, passando por diversas cidades dos Estados Unidos, sem um rumo certo; conhecendo pessoas, lugares e comidas de cada região pela qual passava. Nesse livro também podemos ver a relação familiar dos personagens, Lucy está acostumada a ser deixada para trás quando os pais viajam (e coloca viagem nisso). Já Owen perdeu a mãe e o pai ficou distante após a perda da esposa. A solidão faz parte da vida dos dois e essa é uma das grandes questões do livro: sentir-se sozinho em meio a tantas pessoas. E em relação ao final, foi fofo, daquele jeito que relemos o último parágrafo só para guardar na memória, mas extremamente previsível. É um livro sem pretenções, e clichê, mas que não me agradou muito.

site: https://www.instagram.com/livrosuai/?hl=pt-br
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Fabi | @psamoleitura 15/08/2017

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
"Sempre fico na dúvida de como começar uma resenha. Essa vou começar dizendo que já li "a probabilidade estatística do amor à primeira vista" (resenha) e adorei o livro. Achei super fofo, aliás. Já "a geografia de nós dois" não foi como eu esperava.

Nesse livro nós vamos conhecer sobre Lucy e Owen. Ambos tem um estilo de vida completamente diferente, mas o sentimento surge entre eles.

Lucy e Owen estão no elevador quando ocorre um blecaute em Nova York. Não há nada o que fazer enquanto estão presos naquele local. Quando são resgatados, eles saem pela NY escura e compram mantimentos, aliás, não sabe por quanto tempo ficarão no escuro.

A partir desse acontecimento, surge um grande sentimento entre eles. Porém Lucy está mudando de estado junto com seus pais e Owen está partindo para uma viagem com seu pai. Será que o amor irá sobreviver com a distância?

E o livro é somente isso. Fim. Não consegui me conectar com os personagens e de certa forma, eles são vagos em relação aos sentimentos e emoções. Amo histórias como relatadas pela Jennifer: clichês. Mas, pela primeira vez, um clichê não me prendeu tanto quanto eu gostaria. Confesso que imaginava um decorrer de história completamente diferente para eles e não como tudo ocorreu.

O livro é contado em terceira pessoa, capítulos divididos entre Owen e Lucy conhecendo um pouco mais sobre a vida de cada um e dividido em cinco partes (ou seja, cinco "estágios" do relacionamento deles).

"A geografia de nós dois" é um livro que sempre divide a opinião do leitor. Já li críticas positivas e negativas, e mesmo assim decidi ler. Agora entendo o motivo de cada resenha. Em alguns momentos senti vontade de pular algumas partes e até mesmo abandonar a leitura, porém foram alguns acontecimentos (como alguns no começo e no fim) fez com que a leitura fosse boa a ponto de querer como tudo iria acabar.

Não vou dizer aqui para ler ou para não ler. Mas se você tem curiosidade, vá em frente. Não espere um livro repleto de sentimento ou detalhes porque você não encontrará isso. Apenas acontecimentos vagos e isso é tudo."

site: http://psamoleitura.blogspot.com.br/2017/03/resenha-geografia-de-nos-dois.html
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Bea 10/07/2017

Não me cativou...
O livro fala sobre relacionamento a distância e é pequeno e rápido de ler. Tem a escrita leve e é bem adolescente, mas, mesmo assim, foi bem chato e cansativo para terminar. O romance é cheio de clichês que chega a ser previsível adivinhar tudo que vai acontecer na história. Nenhum dos personagens me cativou realmente (salvo apenas o pai do Owen) e não vi nenhum real motivo para o casal se apaixonar, dando em consideração que eles não tiveram nenhuma conversa realmente, sendo assim como se eles estivessem mais apaixonados pela ideia de se comunicar com alguém em outro país do que com eles mesmo.

Para não dizer que não tiveram partes boas, confesso que os momentos que mais me prendiam era quando mostrava o relacionamento dos dois com a própria família, o que foi bem mais interessante do que a história central. No geral, esse livro é bem mediano, mais para passar o tempo, e minha nota foi 3.
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AndyinhA 06/07/2017

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Desde que li o primeiro livro da autora lançado aqui no Brasil – A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, sempre que sai um novo livro dela, fico imaginando que terei a mesma sensação fofa e maravilhosa que tive ao ler o livro já mencionado, mas as expectativas não andam se concretizando.

‘A Geografia de Nós Dois’ poderia ser mais bonitinho ou até mesmo daqueles que a gente faz *oinn*, mas ele não conseguiu arrancar nem uma coisa nem outra durante a minha leitura, o jeito fofo, amável e que nos faz acreditar no amor que encontrei em seu primeiro livro não tem se repetido nos outros e neste não foi diferente.

A narrativa é dura, inflexível, parecendo mais descrições de fatos – como uma receita de bolo seguida ao pé da letra, que algo para nos agradar e nos fazer desejar um belo romance. Essa estrutura rígida, deixou a narrativa sem graça e desprovida de emoção.

Apesar de o livro ser narrado ora pelo rapaz e ora pela moça, o que eu curto bastante, pois assim conseguimos saber mais de cada um dos personagens em questão; como eles se sentem, quem eles realmente são e como se sentem um em relação ao outro. A ideia que foi passada durante a leitura acabou sendo de uma carta onde se trocam poucas informações pessoais e quase achamos que eles são colegas de escritório, faltou a emoção.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2016/07/GeografiaPoison.html
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Giiovannaayres 23/06/2017

Simplesmente frustrante!
Não gostei da leitura desde o começo, achei extremamente juvenil, o "romance" não me convenceu. Os acontecimentos pareciam sempre um pouco forçados, principalmente a interação dos protagonistas, não ajudou o fato do livro ser narrado em terceira pessoa... outra coisa que não gostei foram as piadas, muito forçadas e sem sentido... em vários momentos me vi advinhando o que iria acontecer na sequência, o que me fez demorar muito pra ler esse livro.. fiquei quase um mês presa nessa estória que quase me deu uma ressaca, dificilmente indicaria esse livro pra alguém. Péssimo.
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Ca Agulhari 08/04/2017

Bem adolescente.
Está anos luz melhor em narrativa que Sparks! Podem ler sem medo.
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nathy 02/04/2017

Não é ruim, mais também não é maravilhoso. Bom, apenas...
A Geografia de nós dois foi o meu primeiro contato com a escritora Jennifer E. Smith, que com sua escrita simples me transportou a história da Lucy, uma menina de 16 anos que em meio a um blecaute acabou ficando presa em um elevador com outro garoto, Owen para ser mais exata.

Os dois aparentemente não tinha nada em comum, enquanto ela vinha de uma família rica e morava no 24° andar de um prédio luxuoso de Nova York, ele morava no subsolo do prédio com o pai, que tinha aceitado há pouco a vaga de administrador. No entanto, contrariando as estatísticas os dois acabaram criando uma conexão que foi além da noite em que a cidade ficara no escuro. Foi além da geografia que parecia os separar cada vez mais.

Assim, mesmo Owen indo embora de Nova York sem um destino certo, viajando com o pai por várias cidades dos Estados Unidos e Lucy indo morar com seus pais na Escócia e depois em Londres, parecia impossível para ambos esquecerem o breve encontro que tiveram naquele dia em que a cidade ficou toda no escuro. Então, apesar da geografia dos dois estarem em linhas opostas, ambos estavam dispostos a permitir que novos traços surgissem, levando-os aos tão esperados reencontros.

A trama criada pela Jennifer definitivamente não ficou marcada em mim, provavelmente daqui uns anos terei dificuldades em lembrar de alguns pontos da história e isso acontecerá não pelo fato dela ser ruim. A verdade é que a trama é boa mais é só isso, boa. Além do mais, confesso que tive dificuldade em criar uma conexão com os personagens em si e com o relacionamento deles. Ainda me custa acreditar que em plena juventude, depois de um encontro apenas e de poucas palavras trocadas em e-mails e cartões postais o romance poderia dar certo em meio a distância. Acho que essa insegurança minha com relação a esses fatos se deu pelo modo em que a autora conduziu a trama e principalmente, como ela terminou. Digo isso porque há pouco tempo li Novembro, 9 da Cooleen Hoover - que possui uma trama onde os protagonistas mal se encontram - e não tive uma sensação tão forte, como nesta, de que a história era inverossímil demais.

LEIA MAIS

site: http://ventoliterario.blogspot.com.br/2017/01/o-vento-me-disse58-geografia-de-nos.html
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Nanda 24/03/2017

Leitura leve
Durante um blecaute em Nova York, duas pessoas estão presas em um elevador. Ela mora no vigésimo quarto andar e ele no subsolo. Uma noite inteira se passa entre promessas e confissões na qual nenhum dos dois irá esquecer.

Lucy é uma garota que não tem uma relação muito boa com os pais. Com a ida dos irmãos para a faculdade e os pais que só viajam, ela se vê sozinha. Mas com Owen, ela não se sente sozinha, ele a entende. Apesar dela se mudar para Escócia, ela sempre pensa nele.

Owen é um garoto que perdeu a mãe, o pai se sente perdido. Os dois viajam de carro sem destino certo, Owen com o intuito de fazer o pai se recuperar pela perda da esposa. Apesar dele não ter um destino certo, ele sempre pensa em Lucy.

A cada lugar explorado pelos dois, postais são trocados com um pedido: queria que você estivesse aqui.
Eles passarão por dramas, vitórias e despedidas. Os dois se vêem cada vez mais longe um do outro, a geografia sempre desafiando o amor do casal.

É uma leitura agradável e leve. O que mais gostei do livro foi o final, foi um final honesto e sincero. Gostei dos postais trocados entre eles.

site: https://www.instagram.com/minhadesordemperfeita/
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Cathi 09/02/2017

Resenha: A Geografia de Nós Dois - Jennifer E. Smith
A Geografia de Nós Dois é um livro que nos conta a história de Lucy e Owen, ambos moram num prédio em Nova York mas nunca haviam se visto antes, até porquê Lucy mora no vigésimo quarto andar enquanto Owen mora no subsolo já que seu pai é o sindico do condomínio e os dois se conhecem por acaso quando um apagão geral na cidade acontece justamente quando estão no elevador.

Apesar de opostos, logo os dois percebem que tem muito em comum e ao sair do elevador depois de alguns minutos presos lá dentro, eles resolvem conversar e se conhecer melhor e no dia seguinte, mas eles se afastam tão rápido quanto haviam se aproximado e quando resolvem retomar o tempo perdido, o destino os joga para caminhos diferentes, pois os pais de Lucy viajam muito e logo a menina tem que se mudar para outro país. Owen e seu pai tem que se mudar do prédio e vagam por aí morando em vários lugares.

Apesar de estarem separados, ambos não param de pensar naquele dia, nos pensamentos que compartilharam e na ligação que é impossível de ignorar mas outras pessoas aparecem em seus caminhos e logo tentam deixar tudo para lá. Claro que não é tão fácil e eles ás vezes conseguem se comunicar por cartões postais.

O enredo do livro me chamou bastante a atenção, principalmente por retratar algo tão incomum e comum ao mesmo tempo: amor á distancia. E a autora nos leva a refletir se é possível que um amor sobreviva a quilômetros, se é possível que somente a conexão espírita seja o suficiente pra um relacionamento sobreviver. É uma história que nos faz sorrir em muito momento como nos deixar tenso e torcer para o casal.

O livro tem uma pegada bem diferente apesar de parecer tipico, pois não é aquele tipo de romance que vai mostrar a vida á dois depois de apaixonados mas sim como é a rotina de cada um, de Owen que perdeu a mãe há um tempo e teve que ver seu pai tão mal pelo acontecimento e Lucy que se sente bem sozinha depois de seus irmãos terem ido para universidade e ter pais que viajam muito. São poucos os momentos que mostram os dois juntos de verdade e apesar da saudade há também a diferença por conhecer pessoas novas e estarem crescendo.

Em alguns momento foi uma leitura um tanto massante, talvez pela narrativa em terceira pessoa que não é uma das minhas favoritas mas com certeza foi uma leitura que me levou a refletir e que fez a diferença por trazer um assunto real, trazer dúvidas sobre amor e crescimento de uma forma leve.

Uma leitura muito gostosa que indico totalmente aos românticos de plantão que gostam de um casal adolescente e simpático, daqueles que nos cativam e nos fazem sorrir.

site: http://realityofbooks.blogspot.com.br/2016/09/resenha-geografia-de-nos-dois-jennifer.html
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Além das Páginas 08/02/2017

Mix
Blecaute!

Essa é a palavra que dá o pontapé inicial a nossa história. E que enredo mais delicado e cheio filosofia é esse que Jennifer nos traz. Sim, mais uma vez estou encantada com a escrita e como ela nos toca em seus livros.
"Quanto tempo se pode de fato esperar para que uma única noite dure?"
“A Geografia de Nós Dois”, nos conta a história de Lucy e Owen que ficam presos em um elevador durante um blecaute em um prédio de luxo em Nova York. Entre serem retirados do elevador, encontrar a cidade em verdadeiro caos, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum e esses momentos ficam marcados.

Mas quando tudo volta à normalidade e apesar de morarem no mesmo prédio, os desencontros parecem fazer parte deles, contudo quando os dois se encontram novamente a despedida faz parte desse momento. Enquanto Lucy está indo morar na Europa, Owen fará uma viagem de carro pelos Estados Unidos com seu pai. Eles viram uma comunicação entre email e cartões postais.
"Não é porque pintamos uma casa que a mobília ali dentro muda. Tinha que ser igual com as pessoas. No fundo, bem dentro de seus corações, elas continuam as mesmas, não importava onde estivessem, certo?"
Jennifer tem uma escrita poética, por ser narrado em terceira pessoa e com alternâncias de personagens; o leitor tem a oportunidade de saber exatamente o que se passa com cada um; suas características marcantes, suas opiniões em relação aos acontecimentos, como pensam em agir em determinados momentos, suas frustrações, inseguranças e momentos felizes. “A Geografia de Nos Dois”, é uma leitura onde o leitor tem a oportunidade de perceber que por mais banal que seja um acontecimento em sua vida, a lembrança dele poderá ser um tesouro imensurável em um futuro próximo. Então, aproveite cada momento da sua vida, por mais simples ou banal que esse momento possa lhe parecer. A vida — assim como o amor — é cheia de conexões inesperadas e enganos oportunos. Como uma pequena mudança no curso pode ter consequências surpreendentes, às vezes, o atalho é o desvio para o verdadeiro caminho.

Jennifer criou uma trama cheia de experiências, uma história de amor ímpar, equilibrada em filosofia e verdade. Perfeita para ser lida a qualquer momento da vida.
" Ao menos por ora, estava farto da troca de palavras entre eles. Tudo o que queria fazer é beijá-la. E - finalmente - foi o que fez."

site: http://www.mixliterario.com/2016/07/resenha-geografia-de-nos-dois-jennifer.html
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