Guia Politicamente Incorreto Dos Presidentes da República

Guia Politicamente Incorreto Dos Presidentes da República Paulo Schmidt




Resenhas -


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Jardel.Neves 15/01/2017

LIXO
Livro extremamente tendencioso, perde total credibilidade ao apontar apenas as virtudes de alguns presidentes e massacras outros, com apenas críticas de cunho pessoal.
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Renata Mofatti 10/12/2016

Tendencioso SIM. Mas verdadeiro!
Sim, o Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes tem lá o seu lado tendencioso, principalmente ao ex presidente FHC, mas não há mentiras, talvez algumas omissões. Muitos leitores se revoltam com o total descrédito ao ex Presidente Lula, e cá pra nós... E lá merece crédito o maior gângster que já passou no país? Venhamos e convenhamos que o livro atende claramente a proposta de uma leitura interessante, curiosa e com profundo senso de humor. Nosso país na lama é perfeitamente entendido pelos 130 anos de corrupção, descaso, loucura e desleixo de nossos famosos governantes. Como todos os outros que li da Coletânea, esse também merece um espaço super especial na minha estante. Aprovado!
Renata Mofatti 10/12/2016minha estante
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Alexia | @osdeliriosliterariosdelex 11/12/2016minha estante
O livro é de direita ou esquerda?


Renata Mofatti 11/12/2016minha estante
Parece mais de direita. Porém, todos, até de direita não foram perdoados, exceto FHC.




André 02/05/2018

Bom, com exceções
O livro é bom, gostei da abordagem do autor, longe do excesso de datas e acontecimentos banais, ele traz os conchavos políticos dos mandatos presidenciais, contando a vida profissional e íntima dos chefes do executivo, inclusive detalhes físicos desses homens, o que deixa o livro um tanto cômico.
Porém, é aparente a afinidade demasiada do autor para com alguns políticos. No capítulo sobre o presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Schmidt não fala dos casos polêmicos ocorridos no mandato do tucano, como, por exemplo, a cooptação escusa de votos para aprovar a emenda constitucional que deu ao chefe do executivo federal o direito de se candidatar a um segundo mandado, contada de forma sucinta e positivamente.
Em outra parte ainda a respeito de FHC e a oposição, afirma que essa é de esquerda, levando o leitor a crer que Fernando não é de esquerda. Quando, em páginas anteriores, pasmem, o escritor revela a simpatia do presidente por Karl Marx e seus escritos.
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Oscar 29/07/2016

Mais político que politicamente incorreto.
Eu chamaria este livro de Tucano, com disfarçado direcionamento socialista.
Com 130 anos de presidentes, apenas um o livro considera bom. É claro que a proposta deste livro são as partes "politicamente incorretas ", ou seja, as que, pelo momento político atual, não são aconselháveis expor. Mesmo assim o livro entra em partes políticas e nem poderia deixar de o fazer pela ligação dos assuntos. Por isso mesmo é que não pude deixar de perceber citações tipo "noite de 21 anos" referindo-se ao regime militar. Todos os presidentes do regime militar foram jogados no lixo e o FHC foi endeusado. O autor tenta o separar FHC do PT. Todos sabem que FHC foi um dos fundadores do PT é foi um comunista ativista. É tão evidente a ligação do PT com o PSDB quando o livro expõe diversas vezes que FHC nunca falou mal do PT e de Lula, nem sequer nas vezes que foi atacado (porque???) é isso acontece no PSDB até hoje. Isso prova que o PSDB é subserviente ao PT.
Quanto aos militares que foram avacalhados, chamados de incompetentes como mínimo, o autor nem cita o crescimento que o país obteve neste período, chegando a alcançar mais de dez por cento de crescimento anual. Não cita que neste período o país passou da 46a. economia mundial para a 8a. Que neste período foram foi implantada a base do desenvolvimento do país, como malha rodoviária, ferrovias,telecomunicações, etc. Nem sobre o que interessa diretamente à população como segurança, emprego, estabilidade, todos imbatíveis no período militar, exceto aos comunistas/terroristas e aids políticos.
Salva-se neste livro a exposição sobre o Lula e a Dilma, e, ressalvada a tendência de falar mal de todos os presidentes, a exposição sobre os primeiros presidentes, os quais são bastante desconhecidos, a não ser como nome de logradouros.
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Alex 02/08/2017

POLITICAMENTE INCORRETO COM POLÍTICOS INCORRETOS
Seguindo o tom irônico e desbocado dos livros da série, temos aqui um apanhado de histórias que tentam evidenciar aspectos políticos e orgânicos dos presidentes que o Brasil já teve enquanto república.
É claro que antes de embarcar nas páginas escritas por Paulo Schmidt, é necessário entender o viés ideológico do autor (e da própria série Politicamente Incorreta), para que seja possível separar o que é história do que é opinião.

Com capítulos dedicados a cada uma das personalidades que já ocuparam o cargo mais alto da política nacional, desde Marechal Deodoro da Fonseca, empossado a 1889, até Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, a 2014 (o livro foi publicado em 2016, antes da posse de Michel Temer), viajamos pelos mais diversos fatos, transitando por temas como famílias arranjadas, traições, alianças inesperadas, doenças, golpes e, como não poderia deixar de ser, muita oligarquia e nepotismo.

Fica bastante evidente o declínio político sofrido pelo Brasil com o nascimento da república (resultando na ruína intelectual e social), vez que até o período de monarquia, o país vivia um cenário promissor de crescimento. Já no período republicano, contando com figuras conservadoras, progressistas, trabalhistas, democratas e nacionalistas, de forma resumida, percebe-se a existência, em praticamente todo o período, de mandatários com condutas questionáveis objetivadas apenas na perpetuação do poder; mesmo que ideologicamente diferentes, os presidentes tem claros traços de autoritarismo e ganância, às suas formas.

Desde o final do período militar (que, por sinal, é extremamente criticado nesta obra), praticamente tudo o que há disponível para as pesquisas de campo (sobretudo nas escolas e instituições acadêmicas) tem viés socialista, já que o socialismo fabrica a cultura no Brasil há mais de 50 anos. Então, como contraponto a tudo isto, temos aqui uma interessante fonte de pesquisa, com ótima relação bibliográfica. É sempre importante ouvir todos os lados da história antes de formatar uma opinião. Apesar do autor Paulo Schmidt ser fã confesso do ditador Getulio Vargas, apesar de pegar leve com os erros de FHC e pesado com os erros de Lula e Dilma, apesar de ser extremamente imparcial com o período militar, é possível fazer deste livro, com ressalvas e discernimento, um bom material de estudos.
Alanna.Ernesto 08/10/2018minha estante
mt boa resenha! a msm compreensão que tive deste livro!




Lucas Sam 26/05/2017

Começo e meio bons, final totalmente partidário
Até o fim da ditadura o livro flui de maneira agradavel e apartidária, já que não há interesse em manipular o nosso passado político. Da eleição do Tancredo Neves até o final virou discurso político baixo que não deve nada aos discursos feitos pela extrema direita e extrema esquerda no quesito podridão. Dei dois e meio para ficar na média.
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Thiago 16/05/2016

Começa bem, mas...
A série "Guia Politicamente Incorreto" tem uma premissa muito legal, que é desconstruir alguns mitos ou conceitos que são passados como verdades absolutas, principalmente nas escolas, mostrando o outro lado ou outras visões sobre fatos históricos.
Os dois primeiros livros, sobre a história do Brasil e da América Latina, sucesso de vendas, fazem jus ao título, pois o autor, de maneira leve, bem humorada e irônica, transmitia conhecimentos, curiosidades e fatos inusitados muito legais.
Embora já evidente o viés anti-esquerdista da série, ainda se mantinha um distanciamento saudável, que permitia ao leitor tirar suas próprias conclusões.
Os demais livros da série, sobre história do mundo, da filosofia e agora este, sobre os Presidentes da República, pecam por deixar um pouco de lado a narrativa dos fatos e transformarem-se quase em panfletos políticos.
Especificamente sobre este livro, a proposta é falar sobre cada um dos presidentes da República, seus erros, seus acertos, sua contribuição positiva ou negativa para o país, tudo de forma bem humorada.
O livro mantém sua proposta até chegar aos presidentes atuais. Infelizmente, o autor peca por fazer um endeusamento de Fernando Henrique Cardoso e por transformar em agentes do mal Lula e Dilma.
Acredito que se mantivesse um distanciamento, mesmo que protocolar, ao chegar nesses presidentes, a obra seria muito mais rica.
Também não gostei muito do fato de o autor dar bastante importância à vida pessoal dos presidentes ANTES de eles entrarem na política.
Posso estar errado, mas parto da premissa de que quero saber da vida dos políticos a partir do momento em que ela se torna pública, ou seja, que ela influi nas decisões políticas e influi nos destinos do país.
A vida pessoal dos presidentes quando eles eram "pessoas comuns" não me interessa. Isso equivale a dizer, por exemplo, que só me interessa o que Getúlio Vargas fez na juventude na medida em que isso espelhou seu papel no futuro. Os namoricos e as fofocas eu dispenso.
Enfim, a premissa era ótima, o livro poderia ser muito bom, mas não chegou lá. Uma pena.
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Raffafust 11/05/2016

Em tempos onde a política anda fazendo parte de qualquer roda que se preze, ler Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes da República é uma boa pedida. O autor optou por fazer um apanhado de todos nossos presidentes e contar um pouco os fatos mais importantes que aconteceram em seus mandatos, com algumas curiosidades como apelidos por exemplo.
O 1º capítulo fala sobre a República Velha para logo em seguida falar sobre o 1º presidente que tivemos: Deodoro da Fonseca ( 1889-1891), um militar que tinha o apelido de generalíssimo. Em seguida passeia por todos os outros presidentes antes do atual período como Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, e nos faz mergulhar em um mundo de espanto ao conhecermos mais a fundo muitos dos que só citamos por serem nomes de ruas ou bairros nas cidades que vivemos.
O autor optou por tratar do tema tão atual, os desastres de uma má administração, com fatos que provam que nossos problemas começaram muito antes do que conseguimos nos lembrar.
Assusta saber que muitos dos erros cometidos hoje por nossa atual presidente já foram feitos anteriormente, que o país sempre passou por péssimos lençóis com presidentes que pensaram mais em benefícios próprio do que de seu povo.
Todos os coronéis que estiveram no poder, a Era Vargas tão famosa até hoje e todas as suas leis sancionadas de defesa aos direitos do trabalhador -sim, há controvérsias - e fatos conhecidos que já fizeram parte de seriados recentes como por exemplo o atentado na Rua Tonelero em Copacabana à Carlos Lacerda, de acordo com o autor uma mentira que repetida à exaustão acabou se tornando verdade. O final ,todos sabemos, com o presidente se suicidando com um tiro no peito no hoje museu da República no Catete no Rio de Janeiro.
Temos um capítulo especial para falarmos de JK e da construção de Brasília, até hoje amplamente discutido, se havia necessidade ou não de gastarmos tanto com então nova capital federal. Começou assim a era das empreiteiras, onde sempre super faturando - nossa, que atual não? - Juscelino aprovou as obras da cidade futurista projetada por Oscar Niemeyer. Após aprovado, 9 meses depois cerca de 12 mil pessoas já moravam e trabalhavam no que hoje é Brasília.
Sim, temos Jânio Quadros o conhecido Vassourinha, talvez o mais caricato dos presidentes desse país e também um amante do populismo. O apelido veio porque ele prometera em uma marchinha de sua campanha limpar todas a roubalheira. Seu governo, também como todos sabem terminou em uma renúncia que se tratou de uma manobra política mal feita. Dando espaço para vinda de Jânio Quadros, conhecido como Jango.
Não cabe a mim fazer um resumão de tudo que o livro abrange, mas claro que foi com interesse gigante que li os capítulos de que me recordava, mesmo sendo muito nova à época.
Lembro de quando Tancredo Neves faleceu e meu pai chorava muito. Em seguida claro que recordo de Sarney e seus discursos que eram debochados na escola como " Brasileiros e Brasileiras, o pão, o leite e a carne irão aumentar...". Nós crianças sabíamos exatamente que algo andava mal, os pais se assustavam no mercado com os preços sendo remarcados a todo minuto.
Como não lembrar de 1988 e sua eleição presidencial?Eu era mais uma das empolgadas com as eleições, meu pai fazia campanha para Lula - quem diria, meu era um grande Petista -no meu prédio muitos amavam e votaram em Fernando Collor de Mello, e eu, sabe-se lá porquê adorava Leonel Brizola, eu tinha adesivos dele na janela do quarto. Meus pais nunca votaram nele, mas eu me simpatizava muito, se bem que como criança estava perdoada, certo? As outras opções também provaram com o tempo que não mereciam nenhuma confiança. Nem minha nem dos adultos.
O final...obviamente vocês conhecem, Collor ganhou de Lula, teve o 1º Impeachment no Brasil, e eu só lembro que meus pais não gostavam dele, que ele tinha ficado com o dinheiro da poupança dos meus tios e que tinham muitos escândalos, ah, sim, eu amava uma capa da Capricho que tinha uma cara pintada nela, e claro que torci pela saída dele. Em seguida veio Itamar Franco, lembro bem do Plano real, foi exatamente no ano em que fazia 15 anos e o dólar equivalendo ao real me fez ir à Disney, bons tempos aqueles, pelo menos na minha casa nada faltava, e eu só tinha que me preocupar com a morte do vocalista do Nirvana. Após Itamar, veio Fernando Henrique Cardoso, e foram 8 anos dele, sim, muitos o odiavam, o rei da privatização, não tenho ninguém muito próximo que seja funcionário público e muito menos tinha vida de " coxinha", sempre trabalhamos muito na minha casa, mas claro que os menos favorecidos podem ver isso como elite. O FHC como ficou conhecido, manteve o plano real e seu candidato perdeu dessa vez para uma figura famosa: Luís Inácio " Lula" da Silva, nosso presidente também por 8 anos. No início estava tudo bem, o país crescendo, eu mesma tinha empregos ótimos, parecia que ele era realmente " o cara" como dizia Obama, mas a verdade veio quando não tinha mais como roubar e o país sentiu o que era crise. Claro, depois dele veio a Sra. Dilma Roussef que atualmente é nossa presidente. Eu chamo o que temos de desgoverno, não vejo nada de bom no governo dessa senhora. Há quem defenda e ache que aqueles que estão contra ela então são a favor do PMDB e do PSDB. Eu lhes digo que lendo esse livro senti um misto de orgulho e de vergonha de ser brasileira, nossos governantes para o bem ou para o mal são nossos espelhos. Somos nós quem os colocamos lá, certo? Também não somos o povo mais honesto do mundo...acho que eles se parecem com a gente.
Não sei que fim teremos, parece que esse livro terá que fazer urgente um novo capítulo colando o Michel Temer, eu sou do lado do país, quero que a gente volte a crescer, que as lojas parem de fechar e que os patrões parem de demitir. A pior sensação do mundo é querer trabalhar e não poder, isso eu já vivi, não desejo a ninguém. Desejo presidentes melhores, que aprendam que são nossos funcionários e que trabalham para cuidar do que pagamos com muitos esforço. Meus impostos devem ir para os locais destinados, não para o bolso deles.
Ufa, foi a resenha mais pessoal que fiz, pelo menos ultimamente. Que venham dias melhores.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2016/05/resenha-guia-politicamente-incorreto.html
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David 04/01/2019

Muito Partidário.
Todos os seres humanos tem seus defeitos e sua virtudes, com certeza isso ocorre também com os presidentes que passaram na história de nosso país.
Todos cometeram erros, alguns mais, outros menos, porém o autor peca quando partindo de sua observação conservadora e elitizada, defende o Presidente Fernando Henrique Cardoso de forma super partidária, calma lá, aquele que conhece um pouco de história sabe que ele também errou e errou muito. O autor chega a colocar um possível governo de Aécio Neves como uma grande possibilidade de êxito. Ou seja, todos nós sabemos que esse cidadão Aécio Neves ainda tem muito que se explicar para os seus eleitores.
Portanto, a obra de Paulo Schmidt perde o seu valor histórico, pois fica claro seu viés partidário.
Da coleção Guia Politicamente incorreto, pra mim foi o pior.
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Gabriela Leite 14/01/2018

Seria perfeito se não fosse tão partidário
A construção do livro merece nota máxima, capítulos separados para cada gestão, história dividida entre cada período da república, com páginas negras ao final de cada um, trazendo explicações valorosas sobre questões extras da nossa história. Li em 2 dias, tamanho apreço tive inicialmente.
Porém é perceptível toda a construção narrativa para chegar ao clímax da era Lula e Dilma e descarregar neles total parcialidade partidária.
Lula ganhou 25 páginas do livro cheias de críticas severas, incluindo, inclusive, suas práticas sexuais, onde se levanta um possível aproveitador de mulheres, coisas bastante perplexas, onde o tom parcial do autor revela um ódio severo a esse grupo político. Chegando no período da presidência de Dilma, tudo aquilo que foi escrito nas páginas anteriores sobre ditadura e o chamado período de chumbo desaparecem, o Autor narra a participação de Dilma como guerrilheira, fazendo entender que a tortura sofrida por ela nunca existiu no Brasil, chega a ser ridículo a dualidade em torno do tema.
FHC então é endeusado como um simbolo máximo do céu e sobre o PSDB faz parecer ser o melhor partido que já existiu, tudo muito descarado e forçado.
Todo governo deixa coisas boas e ruins, mesmo que seja apenas o aprendizado para os seus sucessores. Sabemos que a era petista foi simbolo de corrupção, mas também sabemos dos avanços dos programas sociais no país. Sabemos que FHC privatizou o país e teve um segundo governo desastroso, mas também sabemos de sua colaboração com o Plano Real. Faltou extremo bom senso ao escritor e o que era para ser um livro perfeito, foi estragado pelo ódio gratuito e o partidarismo escancarado que coloca em dúvida todos os outros períodos escritos sobre a república que o Leitor jovem não pode opinar tão assertivamente porque não o viveu. Ainda Recomendo o livro, porém com a ressalva de que o leitor seja crítico, principalmente, com as gestões públicas que viveu e pode opinar pelo que sentiu.
Irber 08/02/2018minha estante
A sua resenha também me pareceu com um certo viés partidário, não?


David 04/01/2019minha estante
Olá Gabriela, realmente tivemos a mesma leitura. Parabéns por sua resenha.
Entendo que independente de partido, temos que ser justo com nossas observações, o autor é muito partidário no que diz respeito aos elogios feitos para FHC.
Também fiz uma resenha e fiz essas observações, não foi tão boa como a sua, mas acho que lemos realmente o mesmo livro. kkkkk


vanessamf 09/03/2019minha estante
Justamente, se não podemos confiar no que é dito sobre os governos recentes, os antigos ficam sob suspeita. É preciso ler vários autores diferentes de modo a se criar uma visão mais imparcial do tema.




Mario Pordeus 18/05/2017

Foge um pouco da linha
O livro é um bom apanhado de histórias sobre os presidentes, mas peca ao ser muito opinativo. O autor demonstra uma admiração amante e fervorosa por Vargas, o qual elege como o melhor presidente da nossa história. Ele suaviza a fato de Getúlio ter sido um ditador, ao passo que demonstra nojo dos militares de 1964-1985, dos quais pouco escreve - certamente, porque pouco tinha a se falar da conduta pessoal de Castelo Branco, Costa e Silva, Médice, Geisel e João Figueiredo.

Outro que é exaltado pelo autor e pouquíssimo criticado é o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. O que deu mal no seu governo, como o apagão de 2001, o autor suaviza que foi por falta de chuvas e o aumento do poderio financeiro dos consumidores de energia. Em contrapartida, Lula e Dilma são exacrados e "eleitos" os piores presidentes da história - o qual, na minha opinião, é injusto, pois o pior presidente foi Sarney.

O autor foge um pouco da linha dos guias politicamente incorretos, geralmente escritos por autores liberais ou de direita. Inclusive, Paulo Schmidt teria que combinar com Leandro Narloch, que no guia dos guias escreveu que Santos Dumont não foi o percursor do avião, o contrário do que li no Guia dos presidentes.

Recomendo a leitura deste livro para se ter uma ideia geral da nossa república e do perfil dos presidentes. Em geral, todos foram autoritários, ambiciosos, nepotistas e sedentos pelo poder. Nosso país, que crescia e se consolidava aos poucos com a Monarquia, perdeu bastante com o golpe de 1889, nascedouro deste ninho de víboras que foi e é a nossa república.
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otniel.depaula 11/05/2016

O livro como fonte histórica é muito bom, principalmente pelo fato do autor não se prender apenas a carreira politica dos presidentes, como ele próprio destaca, o livro procura evidenciar a vida particular dos lideres políticos da historia da republica brasileira. Discordo apenas da forma como o autor expõe suas opiniões nos três últimos capítulos, acho que os escritores, principalmente de livros que supostamente venham ser considerados fontes históricas deveriam ser imparciais, e é exatamente isso que não acontece nos capítulos finais da obra. Não sou “esquerdista”, longe disso, mas acho que o autor age de forma totalmente desnecessária ao mostrar toda sua parcialidade ao passar um capitulo inteiro elogiando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como se o mesmo não tivesse cometido erros no seu governo e nos dois últimos detonando o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rouseff de uma forma que parece até pessoal. Fazendo isso o autor comete o mesmo erro da maioria dos autores de esquerda, que quase sempre mostram uma total parcialidade em suas obras. Tivesse o livro terminado no presidente Itamar Franco e com certeza mereceria 5 estrelas
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Muax 24/05/2017

Um bom livro
Muito ouvi falar sobre a parcialidade do escrito, no entanto, a proposta da coletânea Politicamente Incorreto é a de confrontar valores concebidos, portanto, o livro por natureza é tendencioso mas não de todo mal, pois em grande parte é verdade. Um bom livro, que irá lhe proporcionar Boas gargalhadas através da ótima escrita de Paulo Schmidt.
Leiam ele é outros com enfoque nos louros esquerdistas e tirem suas conclusões. Sabe bem quando sabe dos dois lados da moeda.
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Angelo Miranda 27/12/2017

Uma "Contigo" republicana
O Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes da República, escrito por Paulo Schmidt e publicado pela LeYa, é uma espécie de revista Contigo sobre os presidentes da República brasileira. O livro começa desde o presidente Deodoro da Fonseca e vai até o segundo mandato interrompido da presidenta Dilma Roussef.

Logo na abertura, o autor deixar claro que a intenção da obra é narrar os podres daqueles que passaram pelo poder e isso ele faz com muita qualidade, porém, fica evidente que quando o presidente é um sujeito que o autor tem admiração, praticamente não há nenhum podre e sim, uma exaltação que beira a veneração, como no caso dos presidentes Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso, o último, elogiado ao máximo, interferindo, pela parcialidade descarada, na continuidade da leitura.

O autor também logo no início deixa claro que é um monarquista, ao fazer um longo elogio em relação ao estado do país antes da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, elogio este, que continua ao longo do livro.

Outro aspecto também que vale a pena ser salientado é a sua aversão ao comunismo. Desde as primeiras páginas, tudo o que se refere às ideias defendidas pela esquerda o autor demonstra certa repugnância, culminando num texto bastante ofensivo quando se refere aos governos Lula e Dilma, bem como aqueles que tinham ideias alinhadas com a esquerda como Carlos Lamarca e Luis Carlos Prestes. Em contraposição a um texto ofensivo em relação à esquerda, o autor defende ao longo do livro a política neoliberal como, por exemplo, o Estado mínimo, as privatizações, o enfraquecimento dos sindicatos, a abertura do mercado para as transnacionais, entre outros.

Ao empregar uma linguagem de fácil compreensão, característica do jornalismo, o mérito do livro está em conseguir transpor a linguagem enfadonha dos livros de história do Brasil para um linguagem mais simples e que contribui, portanto, para a formação política dos leitores ao proporcionar para eles um conhecimento sobre a vida e o governo de cada presidente. Lamentável que se o leitor não tiver um conhecimento razoável da história brasileira e nem da ciência política, vai pensar que o neoliberalismo ou o liberalismo é o que há de mais moderno num governo e que a esquerda é o que há de mais atrasado. Preferia que o jornalista escrevesse um livro mais imparcial, mesmo que alcançar uma imparcialidade num trabalho como esse seja algo que beira a utopia.
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