1808

1808 Laurentino Gomes




Resenhas - 1808


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Evelyn Ruani 10/05/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - Tema: Livro-Reportagem / Mês: Maio (Livro 1)
1808 é um ótimo livro. Fazia muito tempo que queria lê-lo, mas nunca conseguia colocá-lo na minha lista de leitura. Confesso que parte se deve ao fato de eu não ser muito patriota e relutar em ler alguns autores e livros da nossa literatura nacional. Mas também tinha curiosidade para conhecer melhor esse período da história e os livros didáticos que temos sobre o assunto são ainda menos atrativos.

A idéia de um livro sobre um período histórico contado de forma menos didática me chamou a atenção e resolvi dar uma chance ao livro. Fico feliz de tê-lo feito pois é realmente um ótimo livro. Laurentino Gomes tem uma narrativa super agradável e envolvente e descorre sobre os acontecimentos com muita propriedade, fruto de dez anos de pesquisas e investigações jornalísticas sobre o assunto. Gosto muito de livros históricos justamente por isso. Você nota nas palavras e páginas, o suor e a batalha do autor para construir uma obra séria e fiel aos acontecimentos.

O período abordado no livro compreende a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro devido à pressão de Napoleão Bonaparte e da Revolução Francesa. É engraçado descobrir que, o então príncipe D. João VI teria chances de vencer as tropas cansadas e esfarrapadas que adentraram Portugal, mas preferiu, em sua insegurança que o norteia durante toda a vida, fugir para a colônia brasileira. Em contrapartida, graças a esse episódio, o Brasil viveu um dos momentos mais apaixonantes e revolucionários de sua história.

Laurentino também demonstra em sua narrativa a vontade de devolver aos protagonistas dessa história a dimensão mais correta possível dos importantes papéis que desempenharam duzentos anos atrás. Apesar de ser um Príncipe e depois Rei, indeciso e inseguro, D. João VI foi o responsável por inúmeras ações que trouxeram civilidade, cultura e desenvolvimento ao Brasil. Tinha idéias e planos grandiosos para o Brasil, e embora alguns deles não tenham saído do papel, muitos foram importantíssimos para a criação de nosso país.

Carlota Joaquina, apesar de ter um capítulo dedicado só a ela, não tem grande destaque na história, embora é possível perceber a tentativa de Laurentino de mudar a idéia de promiscuidade e adultério que a perseguem. Apesar de ser realmente maquiavélica e infeliz, nunca teve a infidelidade a D. João VI realmente comprovada.

Também são muito interessantes as descrições das cidades importantes deste período, como é o caso de Salvador e Rio de Janeiro. E claro que são de arrepiar as descrições e relatos sobre a escravidão e as crueldades cometidas na época em questão. Laurentino realmente fez um grande trabalho e o propósito do livro que era resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil, foi alcançado.

Leitura recomendada!
Adriano 04/09/2013minha estante
Já estava afim de comprar esse livro para ler, após a leitura da sua resenha, fiquei com mais vontade de comprar. Também tinha o mesmo receio que você sobre livros de história do Brasil.
Obrigado pela sua resenha.
See ya!


Lívian 28/05/2014minha estante
Evelyn, eu também o li pelo desafio do grupo "O vendedor de Livros"mas pelo desafio do mês de junho já hahaha


Sabrina 10/02/2015minha estante
Fiquei com mais vontade ainda de lê-lo.


Vicente 30/05/2015minha estante
Excepcional resenha.




Jonara 17/04/2010

Eu tenho uma politica de nunca ler livros que tragam na capa "mais de XX mil unidades vendidas" ou "autor dos best sellers xxx e yyy". Mas como muitos conhecidos elogiaram e consegui um exemplar emprestado, resolvi dar uma chance ao autor.
O livro é escrito em linguagem jornalística estilo "veja" e o espaçamento entre linhas é maior que o padrão que estou acostumada, então apesar das quatrocentas e poucas páginas, é possível dar cabo à leitura em pouquíssimos dias (ou dependendo da dedicação, num único dia).
Acho que o livro tem o mérito (ou demérito) de ser um fast food de uma série de acontecimentos da história do país. Como qualquer fast food, ele mata a fome numa emergência, mas tem lá seus problemas.
Pra mim foi bastante interessante ler porque minha irmã esteve em Portugal e, lembro das fotos que ela me mandou de suas viagens, postais e outras conversas que tivemos. Também é interessante ler relatos sobre o Rio de Janeiro morando há cinco anos na cidade, e já tendo estudado um pouco da evolução histórica do local. Mas algumas coisas são totalmente dispensáveis no livro...
Por exemplo, achei totalmente superficial a suposição de como seria o Brasil se a corte não tivesse vindo em 1808. Creio que ele poderia ter sido mais crítico e forçado menos a barra. Acho que em vários trechos do livro ele tenta elevar o Brasil e reduzir Portugal, seja pelo tamanho do território, seja por outros dados que não deveriam ser comparados... creio que houve um nacionalismo forçado e um certo desrespeito com Portugal em alguns momentos...
Também acho que ele errou ao criticar o filme da Carla Camurati e seguir pelo mesmo caminho. Achei que ele iria desfazer a imagem caricata de D. João VI e Carlota Joaquina, mas pelo contrário, ele consegue acrescentar detalhes pessoais ainda mais pitorescos.
Tirando as críticas posso dizer que fico muito feliz que um livro sobre história do Brasil tenha sido um best seller.
ES 13/05/2011minha estante
Ainda estou no meio do livro, mas já posso concordar com você. Quanto ao enredo jornalístico, eu já esperava, até porque Laurentino ainda escreve para a Veja.

É gostoso ler alguns escritos feitos pelos próprios personagens da época, e ver como a falta do pensamento científico não é de agora, e que desde sempre o Brasil já esteve fadado a se portar como o filho indeciso que precisa que os pais expliquem os fatos.

E, simples, pouca coisa mudou nesse sentido.


Daniel 16/01/2013minha estante
Eu gostei deste livro, e do "1822" também. Claro que não são livros para consultas acadêmicas mais aprofundadas (como reclamam por aí em outras resenhas...), mas leituras que divertem e informam de forma leve e divertida sobre a formação da sociedade brasileira. Parece que o Laurentino vai escrever mais um, sobre o D. Pedro II, e deverá ser o mais interessante dos tres.


Jossi 25/04/2015minha estante
Jonara, eu também fiquei feliz em ver livros de História (e do Brasil ainda), se tornarem bestsellers! E mais, é um livro que conta os fatos numa linguagem simples e acessível, sem viés doutrinário ou críticas, como faz o politicamente correto de hoje em dia, todo voltado para a esquerda. Que venham mais livros como esse, mostrando a História com leveza e fluidez.




Leo 29/10/2009

Acabo de ler, com muito atraso, “1808”, de Laurentino Gomes. A essa altura, o livro já se consagrou como um bestseller inquestionável: figurou durante 104 semanas consecutivas na lista de mais vendidos da revista Veja e, segundo a Editora Planeta, já conta com “mais de 3 milhões de leitores” em todo o país. Além disso, a obra também arrebatou os prêmios Jabuti e Livro do Ano.

Não há como negar que “1808” tenha seus méritos. Consta que o livro consumiu 10 anos de pesquisas, cujo resultado é visível: em suas páginas transbordam dados, curiosidades e referências. Além de narrar a vinda da família real portuguesa para o Brasil, Gomes também joga luz sobre fatos e aspectos que costumam ser ignorados por outras obras do gênero, como o que aconteceu com Portugal durante o período em que D. João VI permaneceu na colônia e o que aconteceu ao monarca depois que voltou para a metrópole.

Mas provavelmente o grande mérito do livro seja também o seu maior defeito: “1808” é um impressionante compêndio de informações, e só. Nada de revelações bombásticas: D. João realmente carregava franguinhos em seus bolsos; Carlota Joaquina realmente tirou a poeira dos sapatos quanto partiu do Brasil. Nada de teses inovadoras: Gomes se limita a relatar os dados que compilou, de forma saborosa, vá lá, mas sem lançar um olhar diferente à historiografia já estabelecida.

Não deixa de ser irônico, portanto, que a grande revelação do livro seja relacionada à vida particular do arquivista real Luis Joaquim dos Santos Marrocos, figura menor sobre a qual Gomes dedica mais páginas do que o necessário e cuja biografia é usada para se traçar um paralelo artificial com a trajetória do próprio país.

Dessa maneira, “1808” se enquadra em uma linha editorial já explorada e consagrada pelo também jornalista Eduardo Bueno: a do livro de história que não questiona e não incomoda, mas instrui e diverte. Talvez isso explique sua enorme popularidade. Nada de linguagem acadêmica ou do estilo exuberante de um Sérgio Buarque de Holanda: “1808” é fácil e gostoso de ler. Seus capítulos são curtos e sua temática, acessível.

Fica então a pergunta: “1808” é um bom livro? A resposta depende da sua expectativa como leitor. Se você espera um olhar original sobre um dos grandes momentos da nossa história, provavelmente irá se decepcionar. Mas, se a intenção é apenas passar algumas horas com uma leitura prazerosa, fruto de um grande trabalho de pesquisa, então a obra de Laurentino Gomes é um prato cheio.
Tha 17/05/2012minha estante
É verdade! O livro em si não é uma grande novidade. Mas eu adorei justamente por ser gostoso de ler... me senti em 1808!


Gustavo 27/02/2014minha estante
Concordo, é um livro sem critica e mera compilação de informações. Muito superficial. Há livros de historiadores bem melhores, mas que, infelizmente, não conseguem a divulgação devida...


Jossi 25/04/2015minha estante
Justamente por não ter a linguagem acadêmica, e por ser um livro que conta a história, "que não questiona e não incomoda" [ser incomodado por quê? E para quê?] é que adorei os livros de Laurentino Gomes. Sem nenhum 'viés incômodo' seria a expressão correta. O jornalista apenas narra os fatos, numa linguagem acessível, agradável, sem deixar de contar apenas a verdade. Se eu quiser ler um livro com viés esquerdista, é só procurar por outro autor da moda. Na verdade, o que mais existe por aí, livrarias afora, são autores com ares sabichões, linguagem pouco acessível e tentando criticar ou reconstruir a História, de acordo com seus pontos de vista (críticos do "imperialismo português", cheios do chatérrimo politicamente correto).


eddye 11/03/2016minha estante
Só não entendi o porquê de você ter classificado o livro com zero estrelas, sendo que encontrou nele diversos méritos.

Que revelações bombásticas pode-se esperar da obra? O propósito da mídia não é este, afinal, trata-se de um livro de história, não de uma revista de fofocas.

Justamente por fazer um compêndio de informações expostas em neutralidade sem "contaminar" a obra com sua opinião pessoal, Laurentino Gomes conseguiu um feito admirável. Apresentar os fatos, e permitir que as pessoas tirem próprias as conclusões, sem serem influenciadas pela visão do autor. Concordo com a Jossi - livros com vieses críticos ou favoráveis são fáceis de encontrar. Difícil é conseguir ser neutro, informar sem pretender influenciar.




Glauco 22/01/2010

O livro desconsidera contextos históricos e se concentra em coletar apenas preconceitos, relatos fúteis e frívolos. É um best-seller para quem curte uma boa fofoca, mas do ponto de vista acadêmico é um livro absolutamente irrelevante que nada acrescenta.
Lari Padz 11/04/2012minha estante
Não tem como levar a sério, do ponto de vista acadêmico, um livro de história escrito por um jornalista... Mas como leitura de lazer, é muito bom.




Marlon Teske 27/10/2010

Mais Papel, Menos Texto
Quando se está com o primeiro sucesso e salvo engano único livro escrito por Laurentino Gomes em mãos, percebe-se inicialmente três pontos fundamentais: o primeiro é de que não se trata de um texto excessivamente complexo, o que é ótimo se considerarmos o quanto estamos defasados em relação a livros que tratam de nossa própria história voltados para o grande público. O segundo é de que o autor não é um historiador, e sim um jornalista e por último; a quantidade de texto é infinitamente inferior à quantidade de páginas.

Com uma tipografia “padrão”, o texto provavelmente ocuparia apenas dois quartos das 408 páginas que compõe o livro, contando aqui algumas das várias ilustrações em seu miolo. Outro ponto, especialmente notado logo no início, é que o texto às vezes torna-se repetitivo. Aparenta que por vontade de ajudar o leitor a relembrar trechos já citados, Laurentino acaba se atrapalhando um pouco. De qualquer maneira, isto não tira o mérito do feito de ter conseguido (ainda que com certo oportunismo em relação à data histórica de duzentos anos da migração da Familia Real Portuguesa até nosso país) não apenas emplacar a obra como também torná-la um quase best-seller.

Guiando o leitor desde a fuga apressada da família real frente à invasão dos exércitos de Napoleão até o regresso do já então Rei João VI, passando por toda a saga da chegada em Salvador e posterior mudança para o Rio de Janeiro, a abertura dos portos ao comércio e a efetiva criação da nação brasileira; 1808 retrata não apenas as mudanças bruscas que afetaram a população que assistiu a colônia transformar-se em país, mas também todo o contraste, a injustiça e a corrupção que igualmente ganharam força no Brasil da época.

Destaque para as informações referentes a família real, em especial ao próprio Don João VI, que era sem sombra de dúvidas um homem no mínimo singular e a sua esposa, Carlota Joaquina (que em minha opinião foi um pouco esquecida no todo da obra. Muitas das citações quanto à ela resumem-se a poucos parágrafos por mais curiosas que fossem, como suas tentativas de tomar o poder do marido). Algo que poderia ter sido incluso sem grandes dificuldades, já que, como citado, sobraram páginas no livro.

Aliás, por falar em páginas, muitas delas ao fim da obra são preenchidas pela impressionante bibliografia do tomo, nada menos que dezenas de livros que serviram como base de pesquisa para o autor (que recorreu ainda a internet para criar uma teoria interessante nos últimos capítulos). No geral, é um bom livro, de leitura leve e sem aquela cara de livro didático que traumatiza tanto a maior parte dos leitores. Recomendo para pessoas que assim como eu estão um pouco enjoadas dos romances e querem ler alguma coisa mais concreta, para variar.

E agora é esperar pelo prometido 1822 =)

Lido em Setembro/2009
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Camila 31/12/2010

Algumas partes são interessantes... mas no decorrer da leitura, o livro se torna algo cansativo e sem muitos atrativos que possam te "prender" a ele... Não recomendo!
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Maria Lucia 05/01/2009

Viva a história do Brasil!
Ótima aula de história. O brasileiro conhece muito pouco a história do país. Aqui está uma boa oportunidade para conhecer esse período.

Término da leitura: princípio de novembro.
Sumy 17/01/2009minha estante
Ainda não conclui a leitura



Até o momento estou achando ótimo.





Janaina Vieira Writer 24/01/2014

Conhecendo realmente o Brasil.
Bem, o que se pode dizer sobre um livro que já conquistou, merecidamente, uma legião de fãs? Ah, sim... Esse é um livro especial porque foi escrito por um brilhante jornalista, que decidiu em algum momento lá atrás, pesquisar e escrever sobre a História do Brasil de modo completamente diferente do que se via até então.

Falando a verdade: pode-se contar nos dedos o número de brasileiros que realmente conhecem a história do próprio país, e eu mesma sou um (mau) exemplo disso. Porque na escola/colégio tudo é muito pouco interessante e mesmo chato. A maioria não quer saber de História, muito menos da nossa - infelizmente. Mas "1808" é tão agradavelmente escrito, é tão divertido, é tão interessante e cada página traz tantas novidades, curiosidade e descobertas que é como se estivéssemos lendo ficção e não um texto jornalístico.

O livro é excelente! Estou começando a compreender melhor uma porção de coisas: vícios, características, igualdades e diferenças, explicações, esclarecimentos e muito... muito sobre a nossa cultura, que efetivamente veio de Trás os Montes e, após se misturar ao sangue da colônia, tornou-se o que é hoje este país. O que somos hoje.

Todos os brasileiros deveria ler os três livros, começando obviamente por esse, que com certeza é capaz de trazer muito esclarecimento e entendimento sobre o que é o Brasil e sobre quem somos nós.

E descobrir que termos e expressões como corrupção, peculato, evasão de divisas e assemelhados já eram usados naquela época... não tem preço!!! Dá o que pensar, com certeza.

Recomendadíssimo, é uma verdadeira viagem no tempo!
Valtair 03/02/2014minha estante
Um livro maravilhoso! Vou ler os outros do Laurentino




Betão 26/04/2010

O livro é formado por pura fofoca histórica, e o autor ainda consegue piorar a imagem caricata que possui a Corte portuguesa.
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area52 01/10/2010

A melhor aula de História do Brasil que eu já tive!!!

O autor conseguiu tornar palatável tanto para o leigo como para o acadêmico um assunto que, pelo menos na minha época de estudante de 2º grau, era árido, monótono e contaminado por ideologismos.

O livro mescla uma narrativa informal gostosa de ler - como se estivesse numa reportagem - com uma riqueza de detalhes, fruto de quase 10 anos de pesquisa em livros, nacionais e estrangeiros, museus, sites e audiobooks.

As contextualizações são o grande forte: não dá p/ se compreender um fato histórico isoladamente. Tudo teve uma razão de ser ou de acontecer!

É uma literatura essencial para se entender o Brasil de 200 anos atrás e como muitas coisas ainda se repercutem no presente!

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C Correa 15/11/2009

Lição sobre como escrever livro de história
Laurentino Gomes é um dos mais bem sucedidos autores brasileiros da atualidade. Geralmente, os livros de história são maçantes, cheios de detalhes desnecessários, listas infinitas de datas e nomes, em resumo um pé no -píiii-. Pelo menos era assim nos meus tempos de escola. Ainda bem que meus professores contornavam essa limitação dos livros escolares e realmente foram muito bons ao me deixar fascinado imaginando os detalhes cotidianos e pitorescos do que acontecia em outras épocas. E é justamente com este espírito que tive enorme prazer ao ler "1808". Um livro escrito com esmero, sem ser acadêmico, mesmo trazendo contribuições para a historiografia. Que os historiadores o sigam! (Laurentino é jornalista)
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Gilmar 01/02/2014

1808 – Laurentino Gomes
Laurentino Gomes cumpre sua promessa inovadora no gênero, que é contar de uma forma de fácil aprendizado a história da corte portuguesa no Brasil. Diferenciando-se, dessa forma, das demais obras dedicadas ao assunto, que possuem textos truncados e que, segundo ele "torna-se cansativo até para leitores mais familiarizados com o idioma peculiar das teses de pós-graduação".
O destaque positivo do livro, na minha opinião, é a questão que sempre pensei comigo mesmo que deveria haver nos livros didáticos, que é o autor se arriscar a fazer atualização monetária, pois mesmo sendo de duzentos anos atrás e, por isso, a exatidão ser impossível, orienta o leitor fazendo-o ter uma base sobre as quantias referentes à moeda da época. Se o autor não quisesse se expor a esse risco, a informação fica simplesmente em vão para o leitor leigo no assunto – público alvo do livro.
O livro é muito instrutivo; Vale a pena ler, acima de tudo por tratar de um assunto de total relevância para entendermos a consequência do meio em que vivemos atualmente: nossas raízes.
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Rodrigo 06/09/2010

Leitura motivadora
Sempre vir meus amigos reclamarem porque estudar historia? Dava varias respostas mais nenhuma era convincente, talvez isso se deve ao fato de muitos acharem que historia seria uma matéria “decoreba”, não sou especialista no assunto mas uma parcela de culpa se deve ao ensino. Como assim ensino? Simples, a matéria não consegue se atrativa para maioria.
Essa seria a maior qualidade do livro 1808, passa de uma forma atraente um conteúdo, seria um modelo a ser praticado por instituições de ensino através do seus livros didáticos. 1808 é um livro que passa um conteúdo que modificou a historia de um país de forma simples e clara.
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Cris 08/09/2010

Simples mas bastante eficaz
Cristian Favaro

O autor faz um apanhado histórico sobre o que acontece na Europa (desde uma visão econômica até social) durante o século XVI ao século XVIII para familiarizar os leitores sobre o real motivo da vinda da coroa portuguesa a sua colônia.
O livro 1808, de Laurentino Gomes, abrange superficialmente a vinda da família real portuguesa ao Brasil, que por sinal chegou às terras brasileiras em 1808 e “daí surgiu” a inspiração para o nome da obra.
Um dos pontos positivos da obra – na opinião do próprio autor e também da pessoa q vos escreve – é que, diferente de boa parte das obras literárias que abordam esse tema, esse possui uma linguagem simples e objetiva, o que não ocorre na maior parte dos livros de história tradicionais, que utilizam uma linguagem excessivamente acadêmica.
Outra característica interessante é a irreverência do autor, que pode ser evidenciada na comparação, muito bem elaborada por sinal, onde no primeiro capitulo do livro ele propõe ao leitor imaginar que o presidente da república havia fugido para a Austrália, sob a proteção de aviões da força aérea dos Estados Unidos devido um ataque das tropas da Argentina que estavam marchando a caminho de Brasília, simulando o que aconteceu em Portugal durante a vinda da família real para o Brasil.
Um trecho interessante do livro é a citação de uma carta que diz: “Quem furta pouco é ladrão...Quem furta muito é barão...Quem mais furta e esconde...Passa de barão a visconde”. Através dessa podemos ironicamente perceber de onde veio à influência para nossos “maravilhosos” representantes políticos atuais.
O livro explica de uma maneira muito clara e objetiva como era a vida dos brasileiros daquela época, costumes e sobre todos os principais representantes de Portugal, possui uma linguagem simples e é muito prazeroso de ler. Um livro maravilhoso.
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Bruno 04/11/2009

Um livro que faltava
Gosto da ideia de ler livros de história escritos por jornalistas. É verdade que às vezes pode faltar aprofundamento, mas o estilo mais leve e fluido dos jornalistas torna a leitura mais agradável para o leigo, o que aumenta o interesse por fatos históricos pelo público em geral.

Só acho "ecologicamente incorreto" o fato deste livro em especial ter páginas tão grossas. Talvez o editor quisesse que o livro parecesse um calhamaço (a obra tem cerca de 400 páginas, mas parece ter 800!), para chamar a atenção do público, mas acho que não havia necessidade.

De qualquer forma, Laurentino Gomes apresenta muitos fatos interessantes. Além de termos acesso a um D. joão VI menos estereotipado, podemos observar, por exemplo, que, apesar de vários avanços, o Rio de Janeiro continua, na sua essência, tão caótico e pitoresco quanto há 200 anos. Aliás, até os tais "choques de ordem" já existiam nessa época. É claro que após a transposição da corte portuguesa houve outros tantos choques de ordem, como durante as gestões de Pereira Passos, Carlos Lacerda, Cesar Maia...

Será que esses choques de ordem, no fundo, não criam ainda mais caos? Será que a ordem não deveria ser construída gradativamente, respeitando as especificidades de cada lugar, onde cada um passasse a entender que seguir determinadas regras promovem o bem comum? Bom, mas essa é uma pergunta que foge do escopo do livro...










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