As Brigadas Fantasma

As Brigadas Fantasma John Scalzi




Resenhas - As Brigadas Fantasma


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Fernando Lafaiete 28/03/2018

As Brigadas Fantasma: Uma continuação digna que possui bom humor e inteligência!
***NÃO contêm spoiler***

Quando o assunto é ficção científica John Scalzi é nome certo. Ex-presidente da Science Fiction and Fantasy Writers of America e vencedor do Prêmio Hugo de melhor escritor de fãs, o autor se tornou nome certo no gênero com a série Guerra do Velho. Com um mundo onde os idosos podem se alistar para combater alienígenas no espaço, ajudando assim a preservar a humanidade, o autor cativou um grupo imenso de pessoas.

O primeiro livro da série é incrível e bem imersivo. O nível se mantêm em As Brigadas Fantasmas, a continuação que não se foca no protagonista já conhecido dos fãs, John Perry. Neste segundo volume acompanhamos as Unidades das Forças Especiais que se veem em uma situação que pode acarretar no fim dos seres humanos. Reencontramos personagens já conhecidos e conhecemos um novo personagem central que dificilmente não despertará empatia nos leitores.

Com uma escrita satírica e mordaz, o autor nos transporta para um mundo rico e cativante, onde diversos raças alienígenas interagem em uma luta pelo domínio do espaço e principalmente pela sobrevivência. Durante a leitura, fiquei me perguntando se um dia chegaremos ao nível de tecnologia criada pelo autor. É tudo bem imersivo e a escrita passa longe de ser cansativa. Comparado com outros autores, como Isaac Asimov por exemplo, temos uma diferença gritante. John Scalzi não se leva a sério e sua narrativa é cheia de piadas e de situações bem absurdas. O autor tira sarro até de suas inspirações e não se envergonha das mesmas, deixando claro que não foi criativo em vários aspectos. O autor exalta tudo que poderia ser revertido como críticas negativas com muito bom humor.

Suas obras levantam questionamentos bem válidos como bioética, egoísmo, questões políticas entre muitos outros. O autor reforça que somos reféns da sociedade que fazemos parte e que sem a relação de dependência humana, entraríamos em um processo de loucura. O ser humano necessita fazer parte de um grupo social, e o mais importante, ele precisa se sentir aceito. ** Essa ideia já era bem defendida por Abraham Maslow, psicólogo americano, criador da pirâmide das necessidades humanas.

As descrições de Scalzi são boas mas não são espetaculares. Confesso que em vários momentos tive dificuldade de visualizar as criaturas criadas por ele. Tive que consultar o famigerado Google Imagens e me deparei com desenhos que nada tinham a ver com o que eu tinha imaginado. Entretanto, este aspecto é suprido pelas cenas de ação que são rápidas e prendem o leitor com maestria. Os personagens e seus dilemas são bem trabalhos e apesar de muitas vezes o desenvolvimento e alguns diálogos parecem bobos, tudo soa bem funcional e nada é inserido de maneira deslocada.

O autor também crítica o avanço da tecnologia, mostrando que a mesma pode tornar os sentimentos provenientes das relações interpessoais em algo genérico, sem sentido e forçado. O autor cita brevemente questões de preconceito racial e social abordadas mais amplamente no conto Questions for a Soldier (a história 1.5 que antecede As Brigadas Fantasmas).

O novo protagonista Jarec Dirac é excelente, mas não supriu a falta que senti de John Perry. Ambos são muito parecidos e muito diferentes ao mesmo tempo. Meu apego emocional é muito maior com Perry e isso fez com que eu sentisse muita falta do personagem em questão. As piadas não me cansaram e as cenas de violência não são tão gráficas como as que ocorrem em outras ficções científicas como na trilogia Fúria Vermelha e na duologia Jurassic Park. O autor também não pesa a mão sobre questões existencialistas e filosóficas.Elas existem na narrativa, mas não de maneira "exagerada" e confusa.

A série Guerra do Velho é uma introdução perfeita para quem deseja começar a ler ficção científica. O medo de se sentir um alienado, medo este que muitos possuem e por isso postergam a leitura de qualquer livro deste gênero, é impossibilitado pelo autor.

Diversão, bom humor e a escrita ágil farão que vocês se apaixonem pela série e pelo gênero. Indico muito esta série, este autor e outras obras como as já citadas e as não citadas trilogia Fúria Vermelha (distopia que se passa em Marte), Eu, Robô (livro de contos de Asimov, as primeiras estórias da série Robôs com uma narrativa mais pesada e com questões mais palpáveis sobre existencialismo), a duologia Jurassic Park (uma pegada bem pesada e inteligente sobre biologia e clonagem), Matéria Escura (Narrativa sobre física quântica) e o nacional O Andróide (livro inspirado nas ideias de Asimov).

Não supriu 100% minhas expectativas, mas me agradou muito. Terminei a leitura feliz e pronto para embarcar na leitura da continuação. John Scalzi é sem dúvidas um autor que continuarei lendo até não ter mais nada dele para ler.
Esdras 28/03/2018minha estante
Excelente resenha.
Já queria ler antes. Agora, após uma resenha/opinião de confiança, quero ainda mais. haha.
:D


Fernando Lafaiete 28/03/2018minha estante
Leia mesmo Esdras, é uma série que vale a pena. Pura diversão!!




Gisele @abducaoliteraria 14/11/2017

"A tecnologia humana era boa, mas a arma que importa, no fim das contas, é aquela que fica atrás do gatilho".
Quando você gosta muito de um livro, fica difícil controlar as expectativas quanto à continuação. Guerra do Velho não foi só o responsável por iniciar a minha vibe sci-fi, mas também um dos livros mais divertidos que li em 2016.

Eis que a tão aguardada continuação chega ao Brasil e acabei me deparando com algumas críticas negativas, de pessoas que assim como eu, tinham adorado o primeiro livro.

Além do procedimento de controlar as expectativas, decidi me esquivar das demais opiniões e tentar apreciar a história do zero, sem ficar comparando com Guerra do Velho. O que não foi difícil, já que a história não apresenta uma continuação direta, mas uma trama independente e com um novo protagonista.

Devo dizer que a princípio me deparei com um início fantástico, o que dificultou um pouco para manter as expectativas controladas, mas felizmente, o nível da história não diminuiu e ela conseguiu me agradar muito.

Conforme o próprio nome do livro diz, nesta história passaremos a conhecer um pouquinho mais sobre As Brigadas Fantasma, que são formalmente intituladas como as Forças Especiais das FCD (Forças Coloniais de Defesa). Estes soldados são criados a partir do DNA dos mortos - pessoas que se alistaram, mas que morreram antes dos 75 anos - e são transformados em soldados aprimorados que são destinados às missões mais difíceis e fatais pelas FCD.

"Somos projetados para sermos mais fortes, rápidos e espertos que outros seres humanos. Mas somos assim como consequência do que nos torna diferentes. O que nos torna diferentes é que, entre os humanos, somos os únicos que nascem com um objetivo. E esse objetivo é simples: manter os seres humanos vivos neste universo".

Após a descoberta de uma conspiração contra a humanidade, envolvendo três raças e um humano traidor, a União Colonial - governo que opera fora da Terra, lida com alienígenas e organiza as colônias de humanos em outros planetas - segue para tentar descobrir que tipo de ameaça as raças representam à humanidade e as motivações que fizeram o humano trair a própria natureza. E mais do que isso, é preciso descobrir a importância das informações que o traidor revelou aos inimigos e o quanto a humanidade deve teme-los a partir daí.

O traidor em questão é Charles Boutin, um dos cientistas mais importante e inteligente da União Colonial. Ele é capaz de colocar toda a raça humana em risco através do seu amplo conhecimento.

Uma das possíveis formas de conseguir respostas, é através de Jared Dirac, criado a partir do DNA e consciência de Boutin, com o intuito de acessar as informações do cérebro do traidor e repassar as informações. A princípio, o plano dá errado, porque Jared Dirac nasce aparentando as características de um soldado comum, desprovido de conhecimento e lembrança. Ele então é resignado para As Brigadas Fantasma sob os cuidados da tenente Jane Sagan (lembram-se dela?) , como um novo soldado, mas com grandes probabilidade de assim como Boutin, se tornar um traidor.

Conforme previsto, aos poucos a consciência de Boutin emerge e deixa Jared confuso, com lembranças e sentimentos que não lhe pertencem, resultando em um conflito interior de intenções e motivações.

"- Lembre-se de quem você é – disse Cainen. - Lembre-se de que você não é ele. E lembre-se de que você sempre terá uma escolha".

Depois de finalizar a leitura, finalmente me permiti fazer comparações entre Guerra do Velho e As Brigadas Fantasma. Compreendo as frustrações de quem iniciou a leitura querendo algo no mesmo estilo do primeiro livro e acabou se deparando com uma história mais lenta, com mais conflitos cognitivos e interpessoais.

Em contrapartida, além de estarmos no mesmo universo, também contamos com a presença gratificante de alguns personagens da história anterior, como por exemplo, Jane Sagan - na qual a propósito, virei fã. O humor prazeroso continua presente, tanto em situações embaraçosas e extremamente cômicas, quanto equilibrando momentos de maior tensão.

Jared Dirac também é muito diferente de John Perry, e digo que adorei as características do novo protagonista. Em meio à uma atmosfera tensa de conspirações, traição e guerra, visualizamos a maior parte da história sob o ponto de vista de alguém que foi despejado dentro dessa situação, e com a inexperiência e ingenuidade de Jared, vamos evoluindo junto com ele no decorrer da história.

As Brigadas Fantasma apresenta momentos de tensão e ação - mesmo este não sendo o forte da história. A narrativa continua deliciosa, fluida e descontraída, com diálogos divertidos e cheios de sarcasmo.

"Imagine se toda espécie se batizasse com seu maior defeito? Poderíamos chamar nossa espécie de arrogância".

Uma curiosidade particular bem interessante foi que minha leitura anterior à esta foi Frankenstein de Mary Shelley, e em As Brigadas Fantasma temos bastante referências sobre esse livro. Há inclusive algumas discussões sobre ele entre as Forças Especiais, que se comparam à criatura criada por Victor. Ter lido o clássico antes fez toda a diferença para entender melhor esta parte do livro, além de dar um toque especial à leitura.

Algo que não aprovei muito e motivo por eu ter tirado meia estrela do livro, foi que em determinados momentos a história era paralisada para entrar alguma explicação sobre o universo ou as tecnologias. Não atrapalhou muito a narrativa, mas como sei que Scalzi é capaz de fazer melhor do que isso, foi algo que me desapontou um pouco.

O final foi muito mais do que satisfatório, um pouco agridoce, mas acho que Scalzi encontrou a melhor solução para o que estava acontecendo. A primeira coisa que pensei quando terminei a leitura, foi "eu preciso de mais Scalzi", e me arrependi instantaneamente de ter lido esse livro tão rápido.

Mesmo você podendo ler As Brigadas Fantasma sem ter lido Guerra do Velho, eu não recomendo, porque nesta continuação temos várias referências do que aconteceu no arco anterior, e se você sentir vontade de ler Guerra do Velho depois, não será a mesma coisa.

Recomendo essa série para todos que curtem sci-fi, ou que sentem vontade de se jogar neste gênero, mas não sabem por onde começar. O universo criado por Scalzi é incrível, abundante e muito divertido. ;)

site: http://abducaoliteraria.com.br/
Fernando Lafaiete 14/11/2017minha estante
Também adorei o primeiro livro. Ainda não tive tempo de ler esta continuação; mas estou bem ansioso!!


Alex 13/01/2018minha estante
Acabei de ler e gostei muito.




Maycon Soares 19/03/2018

Muito bom
Gostei bastante do livro, o autor explica o que são as brigadas fantasmas e mostra bastante sobre a estrutura de sociedade e cultura de algumas raças do universo criado.

No começo da leitura senti muita falta do protagonista do primeiro livro, mas depois que o livro engrena fica muito bom.

A estrutura de texto do autor é muito boa, principalmente no terceiro ato.

Tomara que o terceiro livro entregue o que o autor "prometeu" no final deste. Estou com a expectativa bem alta para lê-lo.
Wenceslau 09/12/2018minha estante
Tem alguma previsão de tradução dos outros livros?




Adriana 06/03/2018

Continua bom
Embora não seja uma continuação voce se sente familiarizada com o ambiente e não tem mais aquela surpresa do primeiro, mas é tão bom quanto, principalmente no quesito questionamentos.

Parece que vai bobo mas não é, e o final é bem emociante, embora clichê
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@fabiano.poeta999 16/01/2019

Pra mim não perde em nada para seu antecessor!!!
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Silvio 06/10/2018

Ótima ação, ficção científica mediana
Ao completar 75 anos de uma pacata vida na Terra, John Perry toma uma decisão: ao invés de passar os últimos anos que lhe restam enfrentando a decrepitude, escolhe ter sua consciência transferida para o corpo de um supersoldado das Forças Coloniais de Defesa, pronto para defender as colônias humanas dos vizinhos hostis que habitam nosso canto da galáxia.

A guerra do velho e sua continuação, As brigadas fantasma, traz um vislumbre pouco explorado na ficção científica sobre as possibilidades da tecnologia no campo militar. Ao invés de robôs, clones, sabres de luz ou naves que saltam para o hiperespaço, o foco do escritor John Scalzi se concentra no aperfeiçoamento do corpo humano como arma de combate.

Geneticamente modificado para ficar mais forte, ágil e resistente, com sangue aditivado a nanorrobôs para aumentar a capacidade de regeneração e um supercomputador (brainpal) acoplado ao cérebro para comunicação instantânea em rede, Perry e os soldados das FCD são a única forma de manter a "paz" entre os humanos e seus rivais rraeys, eneshanos e obins.

Talvez por querer priorizar a ação, Scalzi não tenha explorado devidamente os dilemas morais da tecnologia que ele muito habilmente imaginou. A consciência de Perry, assim como a de seus amigos que passaram pela mesma experiência, parece não sofrer alterações após ter sido "transferido" para um novo corpo que, a bem da verdade, pouco tem de humano. Algumas semanas de treinamento ao estilo "marines" são suficientes, já que o novo corpo tem capacidade de aprendizado e adaptação muito mais rápidos.

Já Jared Dirac, personagem principal de As Brigadas Fantasma, é um clone criado a partir de um backup da consciência de um cientista traidor. Apesar do nascimento pouco usual (para dizer o mínimo), ele está pronto para o treinamento assim que é "ativado", como qualquer pessoa que tenha tido um nascimento natural.

É possível argumentar (e talvez esta tenha sido a idéia do escritor) que soldados arriscando o pescoço a cada missão tenham pouco tempo para pensar em dilemas filosóficos. Infelizmente, ao optar por uma boa história de ação, John Scalzi perdeu a oportunidade de produzir uma grande obra de ficção científica.
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Carlos 13/08/2018

Gostei da leitura. Seguiu, em termos, os acontecimentos do primeiro volume e trouxe novas personagens.
A visão dos fatos pelos membros das brigadas fantasmas, as explicações para alguns de seus comportamentos relatados no primeiro volume, e os combates em que se envolveram complementaram de forma muito agradável a leitura do primeiro, permitindo mergulhar um pouco mais nesse universo novo.
Aguardo ansioso pelo terceiro volume.
Espero que a editora dê atenção, pois acho que a série merece.
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Saulo Barreto 25/06/2019

Bom, mas não tão bom quanto o primeiro.
A continuação de Guerra do Velho nos traz o ambiente que vimos no seu livro inicial, mas com uma trama inicialmente bem formada. Novos personagens são introduzidos à saga e conseguimos saber muito mais sobre a força de elite das Forças Coloniais de Defesa, as assim conhecidas Brigadas Fantasma. Vemos desde o "nascimento" de um novo soldado de elite, seu treinamento e as diferenças de interação com seu batalhão comparado aos soldados "normais" das forças.
Temos também nesse volume um pouco mais de envolvimento com outras raças e podemos saber também sobre uma já estabelecida no volume anterior.
Não tenho uma opinião totalmente estabelecida quanto a resolução do conflito desta vez. O temor da total extinção de toda raça humana me parecia necessitar de um conflito mais pesado, mais explosivo por assim dizer. No entanto, eu entendo que uma força de elite também tem que ser furtiva, tem que fazer missões furtivas. A resolução e maneira como a ameaça é derrotada não me agrada totalmente. Mas é satisfatória.

Brigadas Fantasma me parece uma expansão do primeiro volume. Não tem toda a desenvoltura e nem em envolveu tanto quanto Guerra do Velho
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Jadson 19/01/2018

Diferentemente do livro anterior, que foi uma introdução ao universo, aqui temos um "amadurecimento" desta história, onde o autor consegue não só criar uma história com bastante ação, diálogos divertidos e muita surpresa para o leitor, como aconteceu no livro anterior. Nesse segundo livro, Scalzi começa a inserir um pouco mais de complexidade à história, trazendo assuntos, como, por exemplo, transferência de consciência, criação de clones, questionamentos éticos e existenciais, além de trazer personagens complexos e interessantes, já que o leitor conhecia o universo através do livro anterior. Para mim, o ponto forte foi o tamanho da guerra iminente, uma ameaça maior para facilitar a distinção entre as FCD e as Forças Especiais.

site: http://www.porredelivros.com/2018/01/resenha-as-brigadas-fantasma.html
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Cristina.Castellani 28/10/2019

Adoro como ele descreve o espaço, tudo parece muito fácil!
#precisamosfalarsobrelivros
As brigadas fantasmas - Joh scalzi - @editoraaleph @kindle.brasil
.
Nota 4
Eu adoro quando as sequências fazem sentido, quando li "Guerra do velho" lá em 2015 eu já tinha adorado, lembro de ficar encanata com uma história bem amarrada e super fácil compreensão para novos leitores de ficção científica, "as brigadas fantasmas " deu vida a uma parte pouco falada nonprimeiro livro, humanizou um exército que até então era tudo com ausência de sentimentos e moral, o personagem de Jared me fez torcer para ele se encontrar, mostrou como mesmo as vezes pequenas temos escolhas, adoro como o John Scalzi retrata o espaço, os planetas e os extraterrestres, a forma como explica a ciência dos laboratórios intergalaticos faz parecer tudo simples e com essa sacada nos torna próximo das motivações e dos acontecimentos. Ansiosa para um terceiro livro!

tenente Jane Sagan descobre uma armadilha sendo tramada contra a humanidade e um plano para a subjugação e a erradicação de sua espécie inteira. É um genocídio planejado detalhadamente com base na cooperação, até então inédita, entre três raças. E um ser humano.

Para lidar com essa trama, as Brigadas Fantasma, com soldados que já nascem com o propósito de proteger a raça humana, precisam entrar em ação. Passando por conflitos de identidade, mas com um forte senso de companheirismo, esses soldados serão liderados por Jane Sagan, que precisa impedir uma guerra entre espécies enquanto lida com um fato preocupante: em meio a suas fileiras, pode haver um traidor.
#precisamosfalarsobrelivros #batalhaintergalatica #guerra #guerraespacial #espaço #literaturadebuzao #livros #skoob #books #boraserfeliz #ressacaliteraria #euamoler #lerévida #umlivroeumcafe

site: https://www.instagram.com/p/B4LxBQ4DF9T/?igshid=1rl1rtlihb9zr
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etsilvio 23/10/2017

Continuação bem empolgante
Continuando as missões das FDC, aqui temos o foco na chamada "Brigadas Fastasma", onde os soldados nascem apenas com o dna de humanos falecidos, sem nenhuma consciência prévia. São como crianças que vão aprendendo rapidamente. O livro apresenta uma missão desta tropa que descobre um plano para dizimar a raça humana. Sensacional! Apesar de não ser uma sequência ao pé da letra de "Guerra do Velho", neste livro entendemos melhor como são criados esses soldados, e como suas missões são bem mais emblemáticas do que as dos soldados nascidos com memória (real-natos).
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Will 25/05/2019

Vale a leitura
Que livro fantástico. Apesar de algumas pessoas não gostarem (umas esperando uma sequência direta outras querenso mais detalhes) eu achei a escrita muito mais dinâmica e interessante, Jane volta com tudo, achei legal ter um personagem que ligue as histórias sem precisar ser tudo reaproveitado.
Achei legal também os detalhes maiores dos outros seres.
As batalhas poderiam ser melhor detalhadas, mas invasões e pensamentos sobre a situação são admiráveis

Daric tornou-se um personagem amável, ainda não sei se gosto mais dele ou de John Perry haha.
Enfim, recomendo a leitura, quero continuar com a saga (mesmo sabendo que não tem a tradução do restante, vai em inglês mesmo)
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Alisson 17/10/2017

Realmente é muito difícil explicar o que é o livro, já que a explicação de o que são as Brigadas Fantasma já é um baita spoiler de Guerra do Velho. Porém, a continuação está mais para um spin-off, pois o John Perry, o "velho" protagonista do primeiro livro não aparece nesse. O enredo gira em torno de Jane Sagan, a líder de John, e ainda assim ela está mais coadjuvante.

Sem mais delongas, o livro apresenta as mesmas características aventureiras e humorísticas do primeiro livro. Os diálogos são excelentes, os personagens são muito bem elaborados e os antagonistas são melhores ainda, pois depende muito de sua ótica para identificar quem é o vilão ou o mocinho.

Para quem gosta de genética e biologia, o livro traz conceitos interessantes e, talvez, polêmicos, como a criação de clones e a transferência de consciência. Para quem gosta de ficção científica, há lutas entre outras raças inteligentes e a apresentação das características dessas raças, como a sua história e a sua motivação. Os seres humanos são vistos como os seres mais inteligentes, e a liderança e arrogância dos lideres faz com que gerem conflitos nada amigáveis entre raças inferiores.

O livro traz questões interessantes sobre o condicionamento humano através de avanços tecnológicos. Definir a motivação do ser-humano é uma das armas das FCD para manter seu exército pronto para as batalhas. Mas isso é justo? Essa incerteza se torna evidente quando um ser-humano (real-nato) trai o seu povo e se alia às outras tribos alienígenas. Para isso, o traidor criou um clone de si mesmo e o matou, com a intenção de simular sua morte. A partir daí, surge a ideia de se criar um outro ser-humano a partir da consciência desse traidor, afim de descobrir o que o motivou a escolher o outro lado e também para descobrir o seu paradeiro. A transferência de consciência a princípio não dá muito certo, pois o novo ser-humano não possui a mesma "cabeça traidora", mas com o tempo se desenvolve algumas lembranças cruciais pra identificar o verdadeiro inimigo.

O final me decepcionou um pouco. O livro tinha toda pinta de ser revolucionário. O vilão da trama se rebelou contra o sistema para combater a xenofobia, a intolerância e a insensibilidade das Forças Coloniais de Defesa. Mas no fim, não aconteceu a revolução que eu esperava. Terminou de forma acomodada. Aliás, de forma satisfatória para as FCD. Na vida real, seria como se um povo que lutasse pelos seus direitos não conquistasse os seus direitos no fim. Pode ser que a continuação apresente esse contexto, mas o final do livro não indicou isso.
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Acervo do Leitor 01/02/2018

As Brigadas Fantasma – John Scalzi | Resenha | Acervo do Leitor
Os seres humanos não nascem com desejos, a menos que exista razão para eles. Abominações, monstros. Utensílios usados pela União Colonial para missões dos quais têm medo. Projetados para serem mais fortes, rápidos e sagazes, crianças-soldados criadas em corpos adultos com objetivo de defender a humanidade. “As Brigadas Fantasma” é o segundo volume da tão aclamada série de ficção científica “Guerra do Velho” do autor John Scalzi, um mundo que você nunca mais vai querer sair.

“Somos projetados para sermos mais fortes, rápidos e espertos que outros seres humanos. Mas somos assim como consequência do que nos torna diferentes. O que nos torna diferentes é que, entre os humanos, somos os únicos que nascem com um objetivo. E esse objetivo é simples: manter os seres humanos vivos neste universo”

A humanidade está correndo perigo, durante uma investigação a tenente Sagan descobre uma traição e uma guerra sendo tramada contra a humanidade. Uma carnificina planejada em detalhes com uma aliança entre três raças alienígenas e um ser humano. Após a descoberta, os generais das Forças Coloniais de Defesa (FCD) resolvem transferir a consciência do cientista traidor Charles Boutin para um clone. Consequentemente nasce Jared Dirac, criado apenas para carregar a consciência de outra pessoa. Ao que parece, pode ser a única esperança para salvar a humanidade.

“Eles chamam vocês de Brigadas Fantasma, mas você é o único com um fantasma de verdade na cabeça. ”

Jared Dirac é enviado para treinar com outros soldados, a partir deste momento conheceremos a forma de pensar e agir de um soldado das Forças Especiais. Após o treinamento o mesmo será recrutado ao pelotão liderado por Jane Sagan, onde embarcará em uma série de missões no qual terá um choque de consciência para descobrir o seu verdadeiro “eu”, e o que diferencia de Boutin, será a soma de suas memórias? Será soma de suas experiências? Ou será soma do seu DNA?

O livro levanta questionamentos maiores através do seu principal protagonista sobre a natureza da humanidade, da consciência e do livre arbítrio. Scalzi apresenta políticas que deixam claro que os lados não são tão claros quanto aparentam ser. É um complemento necessário para o universo e aquilo que o torna muito mais interessante.

“Imagine se toda espécie se batizasse com seu maior defeito? Poderíamos chamar nossa espécie de arrogância”

SENTENÇA

O livro figura entre mais altos do que baixos, é uma história emocionante e complexa, na qual os humanos lutam desesperadamente pela sobrevivência em um universo hostil e corrupto. Com a escrita ágil e um enredo mais técnico, John Scalzi consegue nos surpreender mais sobre o seu universo do que os personagens. É nítido que faltou o carisma e o humor de John Perry, acredito que foi o diferencial do primeiro volume da série. Talvez, Perry seria a cereja do bolo que tanto faltou para esta obra, mas certamente para os fãs de ficção científica continua uma leitura indispensável.

site: http://acervodoleitor.com.br/as-brigadas-fantasma-resenha/
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Lismar 23/08/2018

Uma Bela Space Opera.
Acabei de ler As Brigadas Fantasma. Achei melhor que a Guerra do Velho, a trama prende mais a atenção e Scalzi está mais confortável com o universo que criou.
A obra possui um ritmo muito bom, apesar de ter bem menos ação- o que é condizente, já que é centrada nas Forças Especiais - que sua edição anterior, mas quando acontecem são magníficas. O final é de tirar o fôlego, imagino quão magnífico seria uma adaptação cinematográfica daquela "chuva" no final do livro.
A história centra-se na descoberta de uma conspiração cósmica contra a União Colonial organizada por três raças alienígenas e 1 humano.
A escrita é bastante fluida gostosa de ler. E quando menos percebe, já devorou mais de 100 páginas.
Para quem gosta do gênero de ficção científica é um prato cheio.

Espero que a Aleph publique logo os outros livros da série.
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