É isto um homem?

É isto um homem? Primo Levi




Resenhas - É Isto um Homem?


207 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


@aprendilendo_ 20/06/2021

Resenha de "É isto um homem?"
Publicada pela primeira vez em 1947 e escrita por Primo Levi, “É isto um homem?” é tida como uma das mais importantes obras literárias acerca da 2ª Guerra Mundial. Nesse sentido, no livro, acompanhamos o testemunho e as reflexões do autor italiano sobre o período no qual ficou preso em Auschwitz, o maior campo de concentração nazista.

De início, com uma escrita lúcida, o livro surpreende pelo fato de, mesmo com um tema amargo e sufocante, entregar uma narrativa fluida, a qual não cansa o leitor no decorrer de suas páginas. Nesse contexto, grande responsável por tal característica é a estrutura de desenvolvimento dos fatos, a qual, por meio de capítulos curtos e uma exposição de acontecimentos lineares e correlacionados, consegue gerar uma boa sensação de continuidade narrativa, enquanto imerge o leitor na perspectiva de Levi. Em adição, outro elemento essencial do livro é a descrição dos fatos, toda a estrutura dos campos é descrita em seus detalhes, desde as funções dos presos e suas hierarquias internas, até a convivência de cada um com seus vizinhos e inimigos. Como consequência, com uma grande sensação de completude literária, tem-se o prosseguir de um relato impressionante e assustador.

Em segundo plano, sobre as reflexões do escritor, é demonstrado, de forma progressiva, toda uma melancolia ao redor da história contada. No entanto, em momento nenhum, Primo Levi passa a atacar seus algozes ou simplesmente revela um rancor maldoso contra os atos abomináveis. Pelo contrário, há aqui uma curiosa análise fria que, ao mesmo tempo, parece estar distante e próxima dos relatos, de forma a levar o leitor a ponderar de várias maneiras possíveis, seja pelo olhar de um prisioneiro nos campos de concentração, seja como mero expectador do desastre humano.

Portanto, “É isto um homem?” é um livro único e comovente em todos os seus aspectos, essencial para os em busca de refletir sobre a maldade humana, ou simplesmente entender mais sobre os tristes ocorridos na 2º Guerra Mundial.
Nota: 9.4
Instagram:@aprendilendo_
Cristian 24/06/2021minha estante
ótima resenha! Quando li, achei um soco no estômago, mas é como vc disse, uma escrita que não cansa o leitor, ele traz o fato o mais cru possível, com o mínimo de juízo de valor. Muito bom.


@aprendilendo_ 24/06/2021minha estante
Muito obrigado!!




Jéssica | @jehbreda 23/06/2020

Duro e necessário
Como o ser humano deixa de ser 'humano' para sobreviver. Está é uma história seca, dura, amarga e real.

Sem aventuras e com pouquíssima esperança Primo conta o que realmente aconteceu, e para que fantasiar se não há um pingo de fantasia nessa experiência vivida...
Praia 25/12/2020minha estante
Onde leu?? A senhora têm o livro?? É q estou precisando de ler, por favor, help me.


Jéssica | @jehbreda 26/12/2020minha estante
Tenho em formato digital. No site de busca docero você deve achar o arquivo.




Otávio - @vendavaldelivros 26/04/2021

“Ninguém deve sair daqui; poderia levar ao mundo, junto com a marca gravada na carne, a má nova daquilo que, Em Auschwitz, o homem chegou a fazer do homem”.

De todos os filmes, séries e livros que já assisti ou li sobre a Segunda Guerra Mundial, nenhum me fez entrar tanto dentro da rotina de um prisioneiro de Auschwitz como o relato impressionante do italiano Primo Levi. As dores, as ações necessárias para a sobrevivência e tudo que o horror perpetrado pelos nazistas podia gerar estão aqui. É desesperador, sufocante e, infelizmente, uma prova de até onde a humanidade pode chegar.

Finalizado em 1958, “É isto um homem?” reúne os relatos da experiência do italiano Primo Levi, deportado para o campo de concentração de Auschwitz em 1944, meses antes da abertura do campo pelos soviéticos. Dos 650 judeus italianos presos e deportados da Itália com ele, apenas três sobreviveram. Números que se somaram às gigantescas estatísticas de até 3 milhões de mortos apenas nesses campos.

Da rotina de fome, frio, doenças e mortes que Levi escapou, saíram com ele os relatos de histórias que poderiam se perder no tempo, presos de todos os cantos da Europa, em sua esmagadora maioria inocentes, que pagavam ali por crimes que não existiam, com métodos cruéis e bestiais. É em meio a tudo isso que Primo Levi, lembrando de suas próprias experiências, questiona a humanidade e até quando podemos nos considerar humanos enquanto destruímos a mente, o espírito e os corpos de nossos semelhantes.


Os campos de concentração nazistas, o regime totalitário alemão e todos os outros que deixaram um rastro de sangue e destruição deveriam servir como exemplos para toda a humanidade, mas ainda hoje vemos e vivemos regimes que vivem sob a regência do ódio e de inspirações totalitárias. Nunca acreditei nos seres humanos como milagres ou modificadores positivos. No geral, nossa história é marcada por injustiças, crueldades, guerras e massacres. “É isto um homem?” é um livro duro, que machuca nossa própria alma, mas que deveria ser obrigatório para que, nunca mais, cheguemos perto de cometer os mesmos erros.
comentários(0)comente



Mari 07/04/2021

Relato cru!
É isto um homem?
Faz tanto sentido o titulo com todo seu conteúdo.
É um relato de fatos, e de sentimentos. De amizade, companheirismo e de medo
Primo Levi escreve com perfeição, mesno relatando coisas tão tristes e dolorosas.
comentários(0)comente



Guilherme.Monteiro 24/08/2020

Relatos desumanos
O que me chamou mais atenção nesse livro foi o quão Primo Levi descreve bem seus relatos sobre o holocausto, da qual ele viveu e foi um prisioneiro. É tão frio e tão cruel que da pra perceber mais ainda aquilo que já marcou a história, e Levi vai destrinchando seu cotidiano como prisioneiro e tudo o que passou e viu, toda a maldade humana perante seus olhos. Mas, como se tratando de um livro sobre relatos da guerra, não foi uma leitura que me prendeu muito (não sei se foi pela narrativa ou pelo momento que eu li que não funcionou muito bem), mesmo a proposta sendo algo de sensações desumanas, não me envolvi com a narrativa do livro e não ficou marcado na minha mente (apesar de ter trechos lindos e melancólicos).

Digo que é um livro excelente e reconheço isso, mas não funcionou tão bem quanto eu esperava no momento, talvez um dia com uma releitura eu possa aproveitar mais...
comentários(0)comente



Inês 09/07/2020

Aterrador
Primo Levi, químico italiano, relata a sua experiência em Auschwitz desde fevereiro de 1944 a janeiro de 1945 (quando o campo é libertado pelos soldados do Exército Vermelho).
Um documento histórico sobre o Holocausto, onde a humanidade dos homens está sepultada.
comentários(0)comente



Neide.Braga 10/06/2020

[É ISTO UM HOMEM? - PRIMO LEVI]
O livro é sensacional, carregado de emoções inacreditáveis. Não há palavras suficientes que eu possa dizer para descrever a leitura desse livro. Só leia!!
Juliete Marçal 10/06/2020minha estante
Esse livro é impactante, entrou para os meus favoritos da vida! É o primeira da trilogia de Auschwitz. O segunda é tbm muito bom e fundamental. Recomendo! :)


Neide.Braga 10/06/2020minha estante
Você pode me informa o nome do segundo? Eu vi que o autor tem 9 livros publicados. Realmente, esse livro é muito impactante. O final foi um choque pra mim.


Juliete Marçal 10/06/2020minha estante
Sim, a obra dele gira em torno das suas memórias ddo tempo que viveu como prisioneiro em Auschwitz, até os contos que ele publicou não escaparam desse universo.
O segundo livro da trilogia é 'A Trégua', e ele vai contar a sua volta para casa após o campo ter sido libertado, uma verdadeira saga. Muito bom!
O terceiro 'Os Afogados e os Sobreviventes' , eu ainda não li.
Acho que ele escreveu tanto sobre Auschwitz como uma forma de se libertar do que viveu lá, mas eu penso que alguém que viveu esse horror nunca volta o mesmo e tão pouco consegue viver e enxergar a vida antes.


Neide.Braga 10/06/2020minha estante
Eu concordo plenamente com você! Muito obrigada, já estou curiosa sobre esse segundo livro.




Juliete Marçal 06/03/2020

A desumanização do homem.
O autor conta sua própria experiência como um judeu italiano em Auschwitz.

Desde as primeiras páginas do livro, a narrativa de Primo Levi é esclarecedora! É possível sentir, visualizar os horrores infligidos às vítimas ao infortúnio nos campos nazistas. Mesmo, o autor esclarecendo ao leitor no prefácio que o livro não traz nada de novo, que não seja de conhecimento de todos sobre os Campos de Concentração.

Os relatos das suas experiências vividas em Auschwitz, tem uma outra perspectiva: descrever a condição da alma humana dentro da situação infernal e bizarra dos Campos de Extermínio. Ele descreve e reflete sobre a desumanização do homem, o que o homem faz com outro homem e como o mesmo se comporta diante a perda da sua identidade; resistindo, permitindo ser subjugado, - então, entra a questão da hierarquia nos campos -, tudo isso, relatado em acontecimentos do seu dia a dia, sem uma ordem cronológica.

Primo Levi nos conta as suas memórias, de certa forma, até fria e natural, sem vitimismo, mas é justamente isso que desperta diversos sentimentos durante a leitura, inclusive, o de perplexidade, que é o tom também usado por ele.

É uma parte da História que gostaríamos que não houvesse existido. De fato, leituras como essa são necessárias para não ser esquecido e repetido.

Com certeza, 'É isto um homem?' entrou para a lista de favoritos da vida!

OBS: Uns dois capítulos do livro podem parecer meio enfadonhos ou confusos, tente ler nas entre linhas!

^^
comentários(0)comente



George 12/10/2021

Boa biografia
Muito chamativa essa biografia contando os relatos dos campos de concentração as vezes dá pra sentir o que ele passava as dificuldade que ele transmiti recomendo
comentários(0)comente



Punisher 05/05/2021

Como encontrar palavras após a leitura?
Olha, ontem foi um dia difícil, teve um ataque em uma escola de crianças, CRIANÇAS. Morreu Paulo Gustavo por complicações da Covid e eu escolhi um livro muito triste para ler nesses dias.

Levi te coloca lá em Auschwitz, te mostra como foram aqueles intermináveis, sofríveis e fatídicos dias. Aonde a palavra "homem" não é mais descrita, pois o mesmo fica inerte, acostuma-se tanto a dor, fome, a morte, ao qual é difícil saber se volta ao que era.

Triste você ler torcendo por personagens, que eles sobrevivam, que passem por tudo aquilo, sabendo que não vão.

O livro é fantástico, Levi escreve lindamente. Senti falta de algumas traduções de frases mas isso não te faz desanimar nem um pouco desse relato.

Uma pena a humanidade ter passado por isso e obrigado Levi por poder contar para nós.
comentários(0)comente



Lorena 30/01/2020

A dor e as agruras de (não) ser quem é
Lembro, nos primórdios da minha relação com os livros, o primeiro relato sobre o Holocausto que li - o livro "Médico em Auschwitz", emprestado pelo meu querido professor de história. Os experimentos muitas vezes sem anestesia que pessoas inocentes eram infligidas apenas por serem gêmeas, por exemplo. Eu tinha 14 anos, mas lembro da leitura como se tivesse lido hoje.

Anos depois, Hannah Arendt me explicou sobre a banalidade do mal, as origens do fascismo. Em 2016, visitei o Museu do Holocausto em Curitiba: vi com meus próprios olhos. As passagens, malas, brinquedos abandonados na hora do desespero. Inúmeros relatos em vídeo de judeus que fugiram para o Brasil. Um terror organizado.

Desde aquela época vi vários filmes e li outros livros. Mas acredito que o livro de Primo Levi cumpriu sua missão, e explicou também, nas entrelinhas todo o objetivo por trás da sistemática criada nos campos de concentração. Ele explica a rotina em Auschwitz, e questiona os objetivos por trás das ações de terror a que foram submetidos.

É uma leitura objetiva, simples, porém suas entrelinhas falam alto. Lido em primeira pessoa, passa a sensação de que você está no lugar dele. Terminei o livro antes de dormir, com lágrimas no olhos, pensando na incredulidade daqueles que sobreviveram aos últimos dias abandonados sem luz e água no inverno até o fatídico 27 de janeiro. Foi por isso que essa noite eu sonhei: estava sendo libertada do campo, junto com outras pessoas, magras, acabadas e surpresas.

O título do livro resume o que se passou na história real: a desumanização das pessoas. Em sua maioria, os judeus. Nomes por números, cabelos por cabeças raspadas, roupas limpas por roupas de mortos, humilhação verbal, espancamentos. A iminência da morte em suas diversas formas - sob a máscara da fome, subnutrição e até mesmo o inverno. A transformação da dor na velada indiferença - "não tínhamos tempo para sofrer". A busca por respostas sem poder fazer perguntas. O momento em que se para de questionar. A amenização da dor com suposições durante as chamadas seleções: quando os alemães escolhiam os que iriam para a câmara de gás. Sim, a maioria deles sabia como funcionava.

Em pequenos momentos de esperança e contato com outras pessoas que já tinham percebido o objetivo daquilo, Primo reflete as questões que nos levam a continuar - e nos separam da nossa essência em troca da sobrevivência: Onde dividir o pão por livre e espontânea vontade era um absurdo, pois a fome era usada como moeda de troca. Onde o roubo era muito comum e os contatos "de fora" eram secretos e preciosos. Onde a dor era deixada de lado para buscar sentido em um lugar que não tinha nenhum.

Mesmo após essa leitura, ainda ressoa nos meus ouvidos a mesma pergunta: Quem sobreviveu, conseguiu juntar os cacos daquilo que um dia foi?

E Primo Levi se questionou: É isto um homem?
Djeison.Hart 30/01/2020minha estante
Nossa! Adorei!
Essa resenha me fez sentir mais vontade de ler esse livro.
Você escreve muito bem. Parabéns!!!


Lorena 30/01/2020minha estante
Obrigada Djeison! Tomara que consiga ler, esse livro é uma escola do que é ser humano.




Lorena 05/09/2021

triste!

é só o que posso dizer.
ao contrário dos muitos livros sobre a segunda guerra que li, e chorei, nesse não me veio as lágrimas. talvez pela escrita do Primo, foi tudo tão cru, eu me senti anestesiada. tentei imaginar o inimaginável, viver naquelas condições sem vida. fiquei com aquela tristeza quase palpável dentro do peito, uma amargura! acredito que é realmente isso que Primo quis passar, ele já não sentia nada ali, ele já não era um homem.

?já não sou vivo o bastante para ter a força de acabar comigo.?

?
comentários(0)comente



Bruna 13/04/2021

Confesso que li este livro pq fazia parte do clube do livro, sinto muita dor ao ler relatos desta época. Este é mais um livro cheio de ensinamentos, reflexões e sobrevivência. Nada fácil, mas, é isto um homem?
comentários(0)comente



Michel 31/01/2021

Depoimento pessoal
Um livro em primeira pessoa que trata de um assunto hipoteticamente esgotado: a vida num campo de concentração.
É livro obrigatório.
comentários(0)comente



Felipe 30/12/2020

Difícil encontrar melhor
No século XX, a humanidade presenciou importantes conquistas. Elas podem ser notadas, principalmente, no campo econômico e tecnológico. Avanços na ciência e na Medicina permitiram que a expectativa de vida no Brasil fosse duplicada. Infelizmente, no século passado não tivemos apenas benesses. Foi nele em que ocorreram duas grandes guerras mundiais que assolaram diversos países e gerou enormes quantidades de mortes.


Também foi no século anterior que ocorreu o surgimento de ideologias totalitárias como o Fascismo e o Nazismo. Naquele contexto, diversas produções literárias vieram à luz para relatar acontecimentos vivenciados por vítimas daqueles eventos. A literatura de testemunho ganha notoriedade nos estudos literários. Primo Levi, autor da obra aqui resenhada, é hoje considerado um dos autores mais notáveis desse tipo de produção literária.

Conhecer um pouco sobre o autor nos permite entender melhor a história contada em “É isto um homem?”. Nascido em Turim, cidade italiana, Primo Levi se forma em Química em 1941. Judeu, ele é levado aos campos de concentração nazista em Auschwitz.

Primo Levi teve a má sorte de ser contemporâneo ao holocausto vivenciado pelos judeus na Segunda Guerra Mundial. Porém, em comparação com outros judeus, o autor teve o privilégio de ser levado aos campos de concentração em um tempo próximo ao fim da guerra.


Isso, aliado a sua competência na Química, a qual lhe permitiu ir trabalhar em laboratórios do campo de concentração, contribuiu para que Primo Levi se tornasse um dos 20 sobreviventes dos 650 condenados com os quais embarcou em um trem no ano de 1944.

Em “É isto um homem”, Primo Levi nos conta os acontecimentos que viveu durante aquele sombrio momento. Na obra, vemos a ilustração dos sofrimentos vivenciados pelos condenados aos campos de concentração. O prefácio da obra avisa ao leitor que esse é o foco da narrativa, a qual não teve como objetivo trazer reflexões novas sobre o Nazismo e o holocausto.


Contudo, assim como conhecer a vida do escritor nos situa diante do que o enredo se trata, saber o contexto histórico da obra permite que tenhamos uma melhor abstração das principais reflexões que o livro traz. Eis por que falarei a respeit

Conclua a leitura da resenha no blog. Caso tenha gostado e deseje ler outras nos mesmos moldes, siga o perfil no instagram: @literaturaemanalise

site: https://literaturaeanalise.blogspot.com/2020/12/resenha-e-isto-um-homem-primo-levi.html
comentários(0)comente



207 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR