A Canção da Espada

A Canção da Espada Bernard Cornwell
Bernard Cornwell




Resenhas - A Canção da Espada


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Wanderlei 15/07/2009

Trata- se de um livro que só não é melhor porque não temos o VOL.5 Cornwell, como sempre, descreve os costumes da época, as questões dos homens, as simplicidades e complexidades desta vida de forma primorosa. Ele nos transporta para outro tempo através do clima, do terreno, das relações pessoais, do momento da parede de escudos e o júbilo da batalha.No quarto livro, A Canção da Espada, ele narra como os homens de Alfredo, liderados por Uthred, recuperam Londres dos dinamarqueses e iniciam o processo de tomada de todo o reino. Não é o melhor livro da saga, o terceiro ainda é incomparável, mas ainda assim é muito bom. Cornwell poderia ter escrito ao menos umas duas páginas a mais.Mas só a última batalha já vale o livro.



"No outro mundo — disse eu a Pyrlig —, todos seremos deuses. Ele me olhou com surpresa, imaginando de onde viera aquela declaração.

— Estaremos com Deus — corrigiu ele.

— No seu céu, talvez, mas não no meu.

— Só há um céu, senhor Uhtred.

— Então que o meu seja o único— disse eu, e naquele momento soube que minha verdade era a verdade e que Pyrlig, Alfredo e todos os outros cristãos estavam errados. Estavam errados. Não íamos para a luz, nós deslizávamos para longe dela. Íamos para o caos. Íamos para a morte e para o céu da morte, e comecei a gritar enquanto nos aproximávamos do inimigo. — Um céu para homens! Um céu para guerreiros! Um céu em que espadas brilham! Um céu para homens corajosos! Um céu de selvageria! Um céu de deuses cadáveres! Um céu da morte!"

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mariioliva 25/09/2012

Crônicas Saxônicas Livro 4 A Canção da Espada
Livro: Crônicas Saxônicas Livro 4 A Canção da Espada
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Ano: 2007
Número de Páginas: 348

Enquanto houver uma família chamada Uhtred, e enquanto houver um reino nesta ilha varrida pelo vento, haverá guerra. Portanto não podemos nos encolher para longe da guerra. Não podemos nos esconder de sua crueldade, de seu sangue, do fedor, da malignidade ou do júbilo, porque a guerra virá para nós, desejemos ou não. Guerra é destino, e o destino é inexorável.

Do autor das trilogias As Crônicas de Artur e A Busca do Graal, Crônicas Saxônicas é uma série que conta a história de Uhtred Uhtredson, um senhor e guerreiro saxão que teve sua juventude vivida entre os vikings dinamarqueses, e do Rei Alfredo o Grande, que governou Wessex na Inglaterra durante o século IX.

Em A Canção da Espada, quarto volume da série, ambientado cinco anos após os acontecimentos narrados em Os Senhores do Norte, o leitor é testemunha de como o exército de Alfredo expulsa os dinamarqueses de Londres. O reino de Wessex resistiu aos variados e violentos ataques dos vikings. Agora, com Uhtred na liderança, os saxões do oeste dão início à campanha que levará à fundação de um novo reino chamado Inglaterra.

No início, a Inglaterra está dividida entre dinamarqueses ao norte e saxãos ao sul, em Wessex. Uhtred, agora jurado a Alfredo de Wessex e senhor de terras em Coccham, casado com Gisela, irmã de Guhtred, sendo o guerreiro mais importante do rei, ainda se vê em dúvida quanto ao seu destino: unir-se aos vikings ou manter-se fiel aos juramentos que fez até poder voltar à Nortúmbria, sua terra natal?

Apesar desse clima de paz, os dinamarqueses ainda sonham com as terras de Wessex. Irão tentar conquistar a nascente Londres e acreditam que poderão contar com a ajuda de Uhtred. Alfredo, por sua vez, continua em busca de seu sonho, unir os reinos em um único e grande país, a Inglaterra, e, para isso, ele precisa expulsar os invasores, manter as fronteiras e garantir a paz. Uhtred é essencial e seu juramento será testado até o fim.

Ainda acreditando ser rei por direito, Æthelwold, o sobrinho bêbado de Alfredo, convence Uhtred a visitar um suposto morto que volta do Niflheim com uma mensagem das Norns de que Uhtred será o rei de Mércia, reino então sem senhor, caso alie-se aos dinamarqueses em sua empreitada. A encenação na verdade é uma artimanha de Haesten, senhor escravizado por frísios, libertado por Uhtred e agora earl nórdico. Uhtred acompanha Haesten até Lundene (atual Londres), aonde conhece os irmãos Erik e Sigefrid Thurgilson, noruegueses que trouxeram um exército por mar para devastar Wessex.

No entanto, Uhtred mantém seu juramento a Alfredo e recebe ordens de tomar Lundene das mãos dos nórdicos. A tática de Uhtred mostra-se eficaz, conseguindo manter os vikings invasores fora dos portões. A cidade é tomada, mas Uhtred, pagão e conhecido amigo dos dinamarqueses, deixa Haesten, Erik e Sigefrid escaparem.

Os nórdicos vão ganhando força e reúnem muitos navios que aterrorizam o rio Temes (o Tâmisa de hoje). Æthelred, o primo insuportável de Uhtred senhor da Mércia, é enviado para punir o rei Guthrum da Ânglia Oriental, que não havia feito nada para evitar a ameaça nórdica. Porém o idiota Æthelred fracassa (já falei que eu odeio esse cara?), e sua mulher Æthelflaed, filha de Alfredo, é sequestrada.

Devia fazer frio naquela noite longa (...), mas não me lembro do frio. Lembro-me da ansiedade. Toquei Bafo de Serpente de novo e me pareceu que ela teve um tremor. Algumas vezes eu achava que ela cantava (...) a canção da espada que desejava sangue.. A canção da espada do título possui esse nome como referência ao sentimento de guerreiro que nosso amado Uhtred sente neste livro. É uma empolgante história de amor, traições e violência, passada numa Inglaterra em meio a guerras pelo poder, porém com todas as suas esperanças depositadas em Alfredo, o grande rei de Wessex. Uhtred, o maior guerreiro do rei, tornou-se sua espada, um homem temido e respeitado por toda a extensão do território. Preciso dizer que recomendo? Boa leitura!


Para mais resenhas literárias, acesse www.amadoslivros.blogspot.com
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Patrícia 01/07/2009

Morno!
Bernard vacilou! Deixou ainda muito por esclarecer e a história ficou curta e morna... Não acredito que só ano que vem que vou acabar com tamanha ansiedade!
Bernard precisa parar! Estou viciada nos livros dele e estou indo a falência!!!!!!!!!!!!! (rs*)
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Lynnë 18/04/2013

Wyrd bið ful aræd!

Cornwell me deixa boquiaberta a cada volume das Crônicas Saxônicas. Mesmo com os floreios necessários a um romance ficcional, saber que essas batalhas descritas aconteceram de fato me empolga. Nasci no século e país errado.

A narração da batalha é tão empolgante que deixa qualquer filme do gênero no chinelo, não achava ser possível tamanha literalidade com palavras, mas é.

Ao contrário da saga do Graal, essa se supera a cada livro, e me deixa ansiosa pela continuação, é uma necessidade saber o que acontece a seguir, não apenas curiosidade e sentimento de terminar a saga como acontece com outras trilogias e coleções.

Amo Uhtred.
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Sharon 16/01/2009

Como todos os livros do Cornwell, diversão do início ao fim. Mas dessa vez, depois que eu fechei o livro, me pareceu que tudo o que aconteceu foi meio "inútil", porque não acontecem coisas relevantes para a vida de Uhtred ou da conquista do reino. Me deu a impressão que a história foi escrita apenas para lucrar, como se as Crônicas se tornassem um novo Sharpe: divertido e com apenas uma pitadinha de História. Eu esperava mais.
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Paccelli 28/01/2009

Esfriou
Sinceramente o Bernard deu uma esfriada na série com esse quarto volume. Ainda um livro muito bom, "A Canção da Espada" não se eleva a altura dos volumes anteriores. Como a série continua, esperemos a redenção. Em tempo: o Cornwell continua imbativel quando o assunto é personagens fortes. O Uhtred é um primor de safadeza e oportunismo... Mas ainda fico com o Sharpe (da outra série, claro)
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Inlectus 24/07/2009

Muito bom livro.
Um texto rico, elegante, e de um nível literario muito bom, bela estória. Obra muito recomendavel.
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Augusto Jr. 12/12/2014

O Júbilo da Batalha!
Levei menos que três dias pra terminar (comecei terça-feira à noite). Meu novo recorde. Tudo culpa da incrível magia de Bernard Cornwell, um dos poucos que consegue me prender à leitura.

Sobre o livro... Com a chegada dos noruegueses à Inglaterra, os dinamarqueses se aliam para tomar Wessex de Alfredo, mas a guerra em A Canção da Espada é por Mércia, pelo amor de AEthelflaed e, principalmente, pela honra de Uhtred, que luta contra si para manter seu juramento ao rei, ao padre Pyrlig e AEthelflaed. A história percorre por batalhas mais sangrentas, épicas e dignas de serem cantadas por poetas. O quarto livro da saga de Uhtred nos traz novos inimigos: Os irmãos Thurgilson, Sigefrid e Erik, noruegueses. Além de antigos rostos, falo do traiçoeiro Haesten e do primo de Uhtred, o maldito AEthelred. Outros nomes, Eilaf, o Vermelho e Olaf Garra-de-Águia, apenas surgem para enaltecer os duelos de Uhtred de Bebbanburg. Os amigos de Uhtred continuam presentes: Finan, Clapa, Sihtric, Rypere, Eadric e Cenwulf. Sendo que os quatro primeiros nomes são mais importantes na história, mas um deles infelizmente nos deixará para sempre. O temível Steapa também reaparece. Mas o destaque é Osferth, sobrinho do Leofric, tendo participação decisiva na história. Cômica, mas decisiva!

Evitando outro spoiler... A saga continua nos trazendo narrações de batalhas épicas, algo que nos leva a imaginar cenas de filmes medievais a cada linha lida. Você termina de ler e logo surge uma enorme vontade de começar o quinto livro, até porque o final não acaba aqui.

Algo para ser discutido – O pensamento do Uhtred após o sermão dado pelo padre Erkenwald à AEthelflaed: ❝No entanto, podia olhar para a filha, ver os machucados e aprovar? Ele sempre havia amado os filhos. Eu os tinha visto crescer, e tinha visto Alfredo brincar com eles, entretanto sua religião lhe permitia humilhar a filha que ele amava? Algumas vezes, quando rezo a meus deuses, agradeço fervorosamente por terem deixado que eu escapasse do deus de Alfredo❞. Bernard Cornwell continua nos levando a questionar muito o cristianismo. Existem outros momentos do livro em que a religião é questionada, algo que de modo estranho me convence.

❝Eu era a morte vinda da manhã, a morte suja de sangue, vestida de malha, capa preta e um elmo com crista de lobo. Agora estou velho. Velho demais. Minha vista se esvai, meus músculos são fracos, meu mijo sai em gotas, meus ossos doem, sento-me ao sol, caio no sono e acordo cansado. Mas me lembro daquelas lutas, daquelas velhas lutas. Minha mais nova esposa, uma mulher estúpida e devota que vive gemendo, encolhe-se quando conto as histórias, mas o que mais os velhos têm, além de histórias?❞. — Uhtred de Bebbanburg

❝Na batalha o homem arrisca tudo para ganhar reputação. Na cama não arrisca nada. O júbilo é comparável, mas o júbilo de uma mulher é fugaz, ao passo que a reputação é para sempre. Homens morrem, mulheres morrem, todos morrem, mas a reputação sobrevive ao homem, e era por isso que eu gritava meu nome enquanto Bafo de Serpente tirava sua primeira alma❞. — Uhtred de Bebbanburg.
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não vou revelar 19/11/2016

continua ótimo
Msm nível do anterior . Dos quatro primeiros esse sem dúvida é o mais fictício. Os 2 primeiros são os melhores até agora , mas esse também é ótimo, Tem uma batalha(s) emocionante no último capítulo.
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Gleici 20/01/2011

Falta algo...
O livro é bom, muito bom, isso é indescutível!

Porém, ao meu ver, falta algo. Em alguns momentos ele é "morno" de mais por se tratar de um livro ded Bernard Cownwell. Talvez pq eu não goste de Gisela, talvez por outros motivos, mas falta algo!

Rumo ao 5!
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Paulo 29/05/2012

Mai/2012
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Mateus 11/03/2013

Menos épico, mais apaixonado, essa sequência trouxe mais detalhes da vida de Uthred Raganrson e mostra porofundamente seu lado moral ao lidar na corte de Alfredo. Mostra a evolução do personagem, que ainda mantém seus princípios, apesar de ser menos intransigente conforme envelhece. Muito bom!
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Alexandre 26/11/2009

Excelente!
Uma excelente serie. Vale muito a pena ler. Estou esperando sair o quinto.
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Rodolfo 13/11/2015

"Enquanto houver uma família chamada Uhtred, e enquanto houver um reino nesta ilha varrida pelo vento, haverá guerra. Portanto não podemos nos encolher para longe da guerra. Não podemos nos esconder de sua crueldade, de seu sangue, do fedor, da malignidade ou do júbilo, porque a guerra virá para nós, desejemos ou não. Guerra é destino, e o destino é inexorável."
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Sybylla 17/08/2012

É possível perceber uma certa diferença deste para os livros anteriores, onde Cornwell parece ter uma escrita diferente, mas não menos carregada com a intensidade dos relatos da vida de Uhtred dos outros livros.

O personagem parece mais maduro, um senhor legítimo, mesmo ainda pagão e brutal contra seus inimigos. Ele serve a um rei que não gosta, mas mantém seu juramento a ele, mesmo desgostando de todos os seus padres, rezas, cantos, missas e toda a religiosidade deste rei que uniu o país que hoje é a Inglaterra.

Uhtred ainda apresenta a dualidade de lealdades. De um lado, seu amor pelo estilo de vida dos dinamarqueses. Por outro, se mantém fiel ao seu destino de reconquistar suas terras, tomadas quando ainda era criança.
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