Rio Vermelho

Rio Vermelho Amy Lloyd




Resenhas - O Rio Vermelho


34 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3


Nana 30/06/2018

E não é que o Mark tinha razão? Quero mais respostas, estou furiosa!
Samantha é uma professora de trinta anos que mora na Inglaterra. Ela passou por um difícil término e atualmente, sua mente está focada em Dennis Danson. Na verdade, a palavra certa é obcecada. Foi seu ex, Mark, que lhe apresentou um documentário relatando todo caso de Dennis, condenado aos dezoito anos pela morte brutal de uma jovem nas redondezas de Red River. Há que diga que Dennis esteja envolvido em outras mortes na área, mas não há corpos para comprovar. Sam passa horas em fóruns pela internet, lendo teorias e discussões sobre a possível inocência do rapaz.

Desde que assistiu ao documentário, Sam criou certo vínculo com Dennis. Ela passou anos indignada com sua condenação. As pessoas no fórum alegam que não há provas concretas e que todos anos que Dennis passou na prisão, foram injustos. Há muitos protestos pelos Estados Unidos e vários famosos também apoiam a liberdade de Dennis. É um caso famoso, que gerou lucro de forma impressa e televisionada. Agora, uma nova equipe - a equipe de Carrie - está acrescentando novas provas da defesa, para lançar um documentário mais atual e tornar a imagem de Dennis ainda mais aceitável.

Então, Sam começa a trocar cartas com Dennis. Ela liberta sua revolta de anos com o caso e lhe presta admiração. Em retorno, recebe palavras amáveis e sente certa valorização pela estima que Dennis transmite em suas palavras. É tanta valorização e ilusão que Sam, simplesmente, larga tudo na Inglaterra e parte para para os EUA, afim de apoiá-lo em sua liberdade. Mas, vamos deixar bem claro: Isso não é um romance!

O primeiro contato não é o que ela esperava. A magia das cartas deu espaço para momentos silenciosos. Fora das visitas, Sam segue com Carrie e sua equipe em busca de depoimentos para o novo documentário. Algumas coisas sobre o passado de Dennis não lhe agradam, como a maneira que o pai dele o julga. Sam é uma personagem carente, de baixa estima e muito passiva. Isso ocasiona em certa possessividade. E nem em um mês de visitas, ela sabe como lidar ao conhecer sobre a outra mulher na vida de Dennis: sua melhor amiga Lindsay. Como prova de seu afeto, Dennis a pede em casamento e claro, ela aceita.

Completando a felicidade, Dennis - depois de anos - consegue ser inocentado. A relação entre eles dá aquela impressão de uma bomba que vai explodir a qualquer momento. Dennis a trata com respeito e às vezes é carinhoso. Mas, ainda é um problema para Sam que mesmo sendo sua esposa, ainda não é uma prioridade então, temos atritos e muito drama. Pra citar como exemplo, ele recusa sexo com ela, em boa parte da narrativa.

Apesar de estar aproveitando os momentos de fama e luxo, Dennis ainda não é aceito por todos. Isso fica claro quando ele precisa retornar a Red River, o local onde as acusações não adormeceram. Sam acompanha seu retorno e a única que os recebe de bom agrado, é Lindsay. Mas, o relacionamento entre Sam e ela, não é uma maravilha. Lá, o estranho casal é testado a todo momento e Sam, se vê obrigada a despertar para a realidade: seu casamento com Dennis Danson nunca será um conto de fadas.

" ...Dennis suspirou - Se soubesse que tudo que fiz na vida seria analisado desse jeito um dia, como se tudo fosse usado como prova para decidir se eu era um monstro ou não, teria vivido de maneira diferente."

O premiado thriller psicológico de Amy Lloyd me agradou em sua ideia, mas me decepcionou - em partes - na sua execução final. Desde o prólogo, a autora deixa claro o pessimismo na personalidade de sua protagonista Samantha e com passar das páginas, a gente nota que o declínio vem do relacionamento anterior, com o tal Mark. O cara sempre a lembrava de que o relacionamento entre eles não era sério, como se ela não estivesse a altura para isso. Ainda descobrimos que a primeira relação entre eles não foi consensual. Mas, Sam achou que era de boas, pois é assim que ela se sentiu amada e aceita por ele. E quando Mark acabou com tudo, ela explodiu. Tudo reflete na personalidade atual da personagem, sempre se colocando na lama. Ela é do tipo que se desculpa por tudo; sendo possessiva e dramática. É uma abordagem de saúde mental bem densa e tóxica.

Ao meu ver, Dennis soube que Sam era uma presa fácil, ainda na prisão, quando a moça faz uma cena de ciúmes. É o momento em que ele a pede em casamento. Sempre que nota que Sam está aborrecida, ele lhe entrega duas ou três palavras amáveis, uns beijinhos e tudo se resolve. E você vai pensar: Mas por que essa moça largou tudo por esse cara? Nem é raro. Sério, pesquisem sobre o Maníaco do Parque ( no caso dele, caso não acreditem, assistam na Netflix uma série chamada Investigação Criminal) ou o serial killer de Goiânia. Há relatos que ambos recebem cartas de admiradoras e até casamento no meio tem. Então, acredito que desde o início Dennis viu em Sam uma oportunidade de recomeçar sua vida, sendo a voz da relação, incluindo uns apagões no caminho.

E daí temos Carrie e o banho de água fria que recebi. Carrie é a produtora do documentário e despertou minha simpatia de cara, pelo suporte que deu para Sam desde o início. Depositei toda minha esperança de leitora, de que ela e sua namorada seriam a luz para Sam e a ajudariam a superar as coisas, em algum momento da história. Principalmente prestes a finalizar, quando Sam resolveu levantar a cabeça e agir, se preocupando muito com Carrie. Foi nesse ponto que a autora me decepcionou e muito, destruindo os avanços para finalizar a história. Carrie merecia muito mais do que aquela opinião no epílogo. Sam merecia que a alertasse de sua personalidade e lhe soasse uma mudança. Além de outros pontos que não citarei, por causa de spoilers.

"Sam notou as rugas de perturbação na testa de Dennis e a maneira como ele a encarou, com os olhos espreitando por cima dos óculos. Dennis não parecia ele mesmo, ela pensou. Sua frieza fora substituída por algo que ela reconhecera como mais humano."

Um outro ponto que me deixou muito curiosa, foram os filhos de Lindsay. A personagem é a vida louca de ar perigoso, que acredita que Dennis ainda é o mesmo da adolescência. Apesar do ranço, Sam e ela se toleram em algumas cenas. Sam até se preocupa com um dos filhos dela e assim surgiu minha baita curiosidade ao finalizar: Quem é o pai e o que aconteceu com os filhos?

A autora tem ótima escrita, suas descrições são na medida. Há críticas sociais e políticas, que podem gerar certo incomodo para alguns. Até discussão sobre o ~racismo branco~ ela soube inserir de forma coerente. Logo no início, temos transcrições de alguns depoimentos e partes do livro fictício sobre o caso de Dennis. Aliás, a construção do personagem é incrível. O ar centrado se mantém até a última página.

Rio Vermelho é um thriller com ar polêmico e apesar de alguns problemas na sua execução final, nos trás um ótimo plot twist. Se você estiver curioso, não deixe de conferir porque tenho certeza que você está aí morrendo pra saber se Dennis é culpado ou não. Será que exageramos em nossos julgamentos?

"Ela tiritou quando ele a segurou. O frio que ele trouxe consigo parecia drenar o calor do quarto."

A edição está ótima, com o capricho de sempre da Faro. Fonte agradável e boa revisão. Adoro a organização entre as partes e a lindeza nas orelhas. A capa tem o título e o selo informativo em relevo. Aliás, gostei disso, melhor que adesivo.

site: https://cantocultzineo.blogspot.com/2018/06/livro-rio-vermelho-amy-lloyd.html
comentários(0)comente



Jéssika @saymybook 17/06/2018

Há 20 anos Holly Michaels foi brutalmente assassinada no condado de Red River. Na mesma época Dennis Danson foi acusado e preso. Agora ele está no corredor da morte, mas há uma comoção nacional para um novo julgamento, pois Dennis foi preso sem provas conclusivas .

Quem é Dennis Danson? .

Com toda a fama do caso, Dennis recebia várias cartas de fãs que acompanharam o caso e torciam por ele. Cartas fanáticas e apaixonadas. Uma delas foi Samantha, que ficou obcecada pela história. Eles começam a trocar correspondências e com a evolução do caso, criam um vínculo muito maior .

Pensar que um acusado recebe cartas de fãs não é difícil de imaginar. Aqui em Goiânia teve um serial killer que matava mulheres nas ruas, quando foi preso recebeu cartas de admiradores (juro, podem pesquisar: Tiago Rocha). Apesar de ser bizarro, é possível .

O diferencial de Rio vermelho é que ele faz o caminho reverso, você não vai ler sobre um crime e aos poucos descobrir o que aconteceu. Logo no começo você já sabe tudo. Rio vermelho é sobre Dennis, sobre Sam, uma relação inusitada cheia de segredos e desconfianças .

A questão não é só descobrir o que aconteceu com as outras garotas que desapareceram na mesma época que Holly, mas os personagens trazem peculiaridades, atitudes e pequenos discursos que pode nos fazer refletir .

Rio vermelho foi uma leitura diferente, apesar de não ser cheio de plot twist do jeito que eu gosto, ele tem uma narrativa linear que me instigou à seguir. Eu virava as páginas com a sensação "tem alguma coisa errada, preciso saber", até chegar em um final brutal .

Fiquei vidrada! Se você se interessou pelo livro, indico a série de tv THE FOLLOWING que traz algo parecido sobre fãs de um acusado, e o livro ENTRE QUATRO PAREDES que é um thriller psicológico sobre um relacionamento controverso que me fez lembrar um pouco Dennis e Sam.

❝ Havia vezes em que ela esquecia de que ele não era uma pessoa a ser descoberta, uma narrativa a ser desvendada. Dennis era uma pessoa confusa e complicada. Igualzinho a ela ❞

Quer saber a verdade? Leia Rio vermelho!

site: www.instagram.com/saymybook
comentários(0)comente



Rachel 10/06/2018

Rio Vermelho
Um bom livro. Só. Esperava bem mais, ele começa bom, um suspense interessante em torno de uma professora inglesa q se apaixona p um condenado a morte nos EUA, ela larga tudo p viver esse relacionamento, e ajudar a provar a inocência de Dennis; Sam e Dennis se casam na prisão e logo em seguida aparece uma prova da inocência dele, oq o leva a liberdade, mas aí começa o suspense, Sam tem medo de seu marido e ele é extremamente misterioso.
comentários(0)comente



Cris.Pimentel 09/06/2018

Rio (quase) vermelho
O livro é bom, mas a propaganda sobre ele é melhor.
Esperava mais suspense, mais surpresas e mais carisma dos personagens.
Veja bem, o livro é bom, vale a pena ser lido, mas não escutei a "música" com prometido na contracapa.
comentários(0)comente



Blog Stalker Literária 08/06/2018

Muito bom, ainda mais por ser inspirado em um caso real...
Se você está em busca de um thriller com personagens perfeitinhos ou que são um exemplo para a sociedade, é melhor buscar outro livro. Mas se quer uma leitura que vai mexer com suas estruturas, te deixar sonhando com os personagens durante a noite e que vai te deixar incomodado esse é o livro perfeito.

Rio Vermelho é mais um thriller que entrou para minha lista de favoritos, quando comecei essa história simplesmente não sabia nada, afinal detesto ler sinopses, e quanto mais eu lia mais me surpreendia com a escrita de Amy Lloyd, que utiliza de vários estilos de narrativa para criar uma história a lá ID - Investigação Discovery - canal o qual eu sou meio viciada hahaha.

O livro é dividido em três partes, na primeira temos um livro a lá investigação criminal, para quem conhece os livros da Ilana Casoy com certeza vai adorar essa parte, pois aqui há trechos de julgamento, trechos de livros e tudo na tentativa de criar a história mais verídica possível, e explicar aos leitores o que levou Dean a ser preso por um crime que não cometeu.

Essa primeira parte foi uma das melhores pra mim, pois como disse me senti em um episódio do ID desvendando aquele crime, acompanhando relatos de pessoas que moravam perto, relatos de como um jovem só por ser 'badboy' acabou sendo preso sem muitas provas concretas. É nessa parte também que temos diversas críticas ao sistema penal, que muitas vezes sem provas acabam condenando inocentes só porque 'acha' que ele fez aquilo, ou porque 'ele parecia culpado', aquele clichê de: 'ele era pobre, seus pais usavam drogas, ele roubava, então é claro que é um assassino'.

Na segunda e terceira parte é que o livro muda completamente o rumo, e acredito que isso possa afastar alguns leitores, mas pra mim foi completamente emocionante também. Vemos a readaptação de um preso que passou 20 anos longe de tudo e todos os preconceitos, as coisas que tem que suportar na cidade natal, mostrando que mesmo tendo sido comprovado que ele não era culpado, as pessoas ainda continuam achando ele um monstro.

É nessa parte do livro que começamos a entender mais da Sam também, se no começo do livro eu já achava ela meio louca e insuportável, aqui minha cisma com ela cresceu ainda mais. Sam não é muito boa da cabeça, e isso faz com que o leitor se questione em vários momentos de sua condição mental, mas como disse lá no começo aqui não temos personagens certinhos que fazem o que é certo, há um nível de loucura neles, ações que incomodam e que deixam o leitor aflito, mas ainda assim você consegue entendê-los.

O final do livro também será um divisor de águas. Confesso que não desconfiava de muita coisa que foi revelada não, algum detalhe, algumas coisinhas eu até criei teorias, mas quando tudo começou a aparecer eu me vi bem surpresa e tensa com tudo que estava lendo. E o desfecho combina perfeitamente com a loucura do livro, se prepare para ficar incomodado! HAHAHA

Rio vermelho é um thriller para tirar o leitor do conforto, para te deixar angustiado com o que está lendo e te fazer pensar em o quanto as pessoas podem ser loucas. Esse livro com certeza será 8 ou 80, pra mim foi uma das melhores leituras do ano e que me tirou a noite de sono - sério, sonhei com Dean, a floresta, aquela casa a noite toda e foi horrível - e eu simplesmente adorei o modo como a autora conduziu com maestria toda essa história cabulosa.

Inspiração para a obra: Caso West Memphis Three

Vocês sabem que eu sou a louca dos Serial Killers né? Vivo lendo esses livros malucos e adoro pesquisar mais sobre os casos. Pois então, depois de ler uns 80% de Rio Vermelho tive um pensamento: Já vi essa história em algum lugar... No livro O Segredos dos Corpos da Darkside... E não é que eram bem parecidos os casos?

Em 1994 um jovem foi enviado para o corredor da morte acusado de matar três crianças em uma cidadezinha chamada West Memphis. Os garotinhos foram encontrados todos mutilados em um lago da cidade, e o jovem Damien Echols foi preso simplesmente por ser o garoto problema da cidade, sem muitas provas concretas que ligassem ele ao crime.

Ela passou 18 anos preso injustamente, e assim como no livro houveram várias mobilizações para a sua soltura, incluindo do Jonny Deep - como no livro hahahah - foram produzidas séries de TV, biografias... Enfim, basicamente o mesmo caso. E quando eu fui pesquisar mais das inspirações da autora pra esse livro foi justamente essa referência que eu encontrei, ela assistiu a série produzida sobre o caso e quis criar sua versão dos fatos, focando na esposa de Damien Echols, e tudo que ela teve que enfrentar depois que ele foi liberto.... fora algumas coisinhas a mais que ela acrescentou para dar um final a tal história.

site: http://www.stalker-literaria.com/2018/04/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Caroline.Weber 29/05/2018

Rio Vermelho é o novo triller da Faro Editorial e nos apresenta a história de Dennis Danson, um homem que aos seus 18 anos (20 anos atrás) foi acusado e preso por um crime que, aparentemente, não cometeu. A história de Dennis acaba virando um documentário produzido por Carrie e é este vídeo que fascina Samantha. A professora começa então a participar de forúns na internet com pessoas que acreditam na inocência dele e é seu fascínio exagerado que acaba com seu relacionamento atual.

Depois de ser abandonada por seu ex-namorado Sam resolve enviar cartas para Dennis na prisão. O amor surge entre os dois (rapidamente) e logo a professora, que odeia seu emprego na Inglaterra, resolve fazer uma visita ao seu novo namorado nos Estados Unidos.
comentários(0)comente



De Olivato - @olivatobooks 26/05/2018

"Você acredita nele... então porque está com tanto medo?"
Este livro nos conta a história de Dennis Danson que há 20 anos foi acusado e preso por matar algumas garotas e sumir com o corpo delas na pequena cidade onde ele vivia. Apesar de não terem provas realmente concretas e dos vários furos no caso, Dennis acabou sendo preso e essa prisão repercutiu na mídia, criando vários documentários e fóruns com teorias sobre o caso.

Nossa protagonista se chama Samantha e ficou obcecada pelo caso do Dennis quando viu o documentário pela primeira vez, através de um fórum onde ela debatia com outras pessoas que também apoiam Dennis e alegavam que ele era inocente, ela encontrou relatos de pessoas que trocavam correspondência mandando suas cartas para o presídio.

Imensa foi a sua surpresa quando Dennis respondeu a carta, conversa entre eles não parou na primeira correspondência e foi se desenvolvendo até se tornar um namoro a distância onde longas cartas cheias de amor e apoio eram trocadas.

Samantha então toma uma decisão e vai visitar o suposto assassino, lá acaba conhecendo pessoas que estariam trabalhando em uma série da Netflix sobre o caso. Ela então acompanha a equipe durante as visitas até pequena cidade, ouvindo depoimentos dos moradores e reparando que o Dennis era mais carinhoso por cartas. Dúvidas surgem na fé de que seu namorado pode não ser totalmente inocente. Afinal, ‘você acredita nele... então porque está com tanto medo?’

É um livro que conseguiu manter a minha atenção do começo ao fim, a história foi se desenvolvendo de uma forma que eu não sabia mais no que acreditar e fui devorando cada página. A escritora entregou um caso bem curioso e cheio de falhas na investigação, mas infelizmente, o final deixou a desejar. Eu criei algumas teorias sobre o caso e apenas parte de uma estava certa.

No Skoob, eu dei 3,5 de 5 estrelas, não costumo ler livros desse gênero e recomendo esse, apesar do final ser um pouco corrido.

site: https://www.instagram.com/p/BiXOhpVnRFo/?taken-by=olivatobooks
comentários(0)comente



Thuanne Hannah 25/05/2018

Dennis Danson está preso há mais de 20 anos, acusado de matar uma garota e suspeito de matar várias outras em Red River, Flórida, cidade onde cresceu. Por não existirem provas concretas, muitos acreditam que houve um erro em seu julgamento e que ele deve ser solto o mais breve possível. Muitas pessoas o apoiam, até produziram um documentário sobre o caso e agitam as redes socias.

"Finalmente, o corpo de Holly Michaels foi encontrado. Suspeitaram de tios, padastros e homens solitários. Imaginavam um monstro, um psicopata que tinha os ossos das garotas enterrados sob cimento em seu porão, que guardava as pulseiras delas penduradas num prego em seu armário. "

Sam é uma dessas pessoas. Ela fica obcecada pelo caso e decide enviar cartas a Dennis, afirmando que acredita em sua inocência e que ele deve ser forte, pois logo será libertado. Poucas cartas bastaram para que eles se apaixonassem e Sam decidisse sair da Inglaterra para visitá-lo. Algumas visitas depois, Dennis pede Sam em casamento e mesmo preso, se casaram. Pouco depois, há uma reviravolta no caso e Dennis é solto. Com isso, os dois voltam a Red River, devido a morte do pai de Dennis para acertar algumas coisa e lá, Sam começa a ter várias dúvidas sobre Dennis ser ou não quem diz ser. Com essa premissa, Amy Lloyd nos apresenta essa história.

O livro é narrado em terceira pessoa, com os acontecimentos surgindo num ritmo bem bacana. Durante toda a leitura a dúvida permanece: Dennis fora injustiçado ou é realmente o assassino? Aos poucos, a autora vai nos dando pistas do passado de Dennis, mas sem revelar totalmente sua personalidade, isso foi genial! Para completar, Dennis era agressivo em certos momentos e parecia que algo estava por vir, mas nada acontecia e eu me perguntava se estava com medo à toa.

Sam é uma personagem complicada de entender, pois desde o momento em que Dennis se viu livre, já demonstrou que não tinha o mesmo interesse por ela e mesmo assim ela continuou aceitando tudo o que ele fazia enquanto estavam em Red River. Ela é do tipo de pessoa que demonstrava dependência, e sua obsessão por Dennis alimentou ainda mais essa característica. Ela precisava de alguém, não importando que fosse um assassino ou não, se a tratava da forma adequada ou não. Bastava que ficasse ao lado dela.

"De repente, Sam se sentiu muito só, como se o homem com quem se casou nunca tivesse existido e ela tivesse acordado para uma vida que não reconhecia, no meio de uma história que não entendia."

Em Red River Dennis, tinha uma velha amiga, Lindsay, que também parecia ser obcecada por ele. Os dois pareciam ter vários segredos, apresentando um comportamento bem estranho quando estavam perto de Sam e mesmo assim, ela continuava lá, achando que tudo daria certo no final. Em raros momentos, Dennis era gentil com a esposa e pequenas migalhas de afeto bastavam para que ela permanecesse, criando fantasias de como seria quando tudo acabasse e eles saíssem daquela cidade. Esse ponto foi o que mais me incomodou, é inaceitável que uma pessoa permaneça nessa situação, acreditando que tudo ficará bem, principalmente por mal conhecer a pessoa que se casou.

Já Dennis, é um homem cheio de traumas, sofreu muito com um pai agressivo e uma mãe dependente de drogas que se matou. Só não foi mais humilhado por ser bonito, característica essa que pareceu o livrar de vários problemas e o colocar em outros. Na adolescência, ele causou problemas e isso marcou sua vida, pois muitos acreditavam que ele era um verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Todos ao redor pareciam ficar obcecados por ele. Alguns, acreditando que o rapaz seria incapaz de matar qualquer pessoa e outros, que ele era sim o responsável por todas aquelas mortes.

O final me deixou muito pensativa, não por ser surpreendente, mas inusitado. Tem tanta obsessão envolvida, vinda de vários lados, que impede os personagens de acreditarem na verdade, assim como o leitor. A situação que a autora criou foi muito interessante, ela traçou personalidades doentias, cada uma a sua maneira, tornando difícil para quem lê, se decidir no que acreditar, já que, infelizmente sabemos que existem vários Dennis, Sams, e Lindsays por aí.

Preciso destacar aqui o capricho da editora. O livro ficou lindo por dentro e por fora, as cores, os detalhes internos e externos, tudo ficou muito belo. Até a textura das páginas é boa! A diagramação é bem confortável, tornando a leitura bem agradável.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2018/05/resenha-rio-vermelho-amy-lloyd.html
comentários(0)comente



Crika | @PitacosLiterarios 24/05/2018

Dennis Danson foi preso aos 18 anos pelo brutal assassinato de uma jovem em Red River, na Flórida. Hoje, 20 anos depois, ainda existem muitas teorias sobre o caso e há quem acredite em sua inocência. Por conta disso, um documentário é produzido e gera uma grande campanha na internet, tornando Dennis conhecido e com o apoio até de pessoas famosas.

Paralelo a isso, temos Samantha. Ela vive na Inglaterra e está obcecada pelo caso de Dennis. Ela tem a brilhante ideia de escrever pra ele (Oi?!), e assim passam a se corresponder com frequência. Sentimentos surgem e eles se veem envolvidos, mesmo que à distância. Aí Samantha tem outra ideia mirabolante, que é largar a vida dela toda e ir atrás do homem. MEU DEUS!!

Ela realmente acredita na inocência dele e se torna ativa na campanha. Toda essa mobilização surte efeito e o processo é revisto, libertando Dennis da cadeia.

Agora Dennis e Samantha começam uma vida juntos e toda a teoria e ideal de amor presente nas cartas começa a desandar. Dennis é muito esquisito e esconde coisas dela. Cada vez mais, Samantha questiona seu comportamento. E nós também. Afinal, qual é a desse cara?

Rio Vermelho é dividido em 3 partes. O início é mais lento, a respeito das investigações sobre o caso de Dennis. Depois, vem a parte sobre sua soltura e adaptação à liberdade e, por fim, a ida dos dois a Red River, local do passado de Dennis. Passado esse que volta a atormentar.

A história tem uns momentos tensos. Não sei quanto a vocês, mas nesse tipo de livro eu interajo bastante com os personagens, tipo “Samantha, sai daí, pelo amor de Deus!” Hahaha.

Pensa num livro cheio de gente perturbada. A história é interessante e tem algumas reviravoltas, mas não conseguiu me conquistar por completo. Apesar do final bem coerente, achei que deixou um pouco a desejar, podia ter sido mais surpreendente. Mas não que eu tenha achado o livro ruim, não achei mesmo, só não me conquistou. Tenho certeza que muitos de vocês vão gostar.

site: https://www.instagram.com/p/BinKpdxHNRF/?taken-by=pitacosliterarios
comentários(0)comente



Rosana 23/05/2018

Razoável
Não vou dizer que é um livro de todo ruim pois consegui ler em dois dias, mas não dá para dar mais que 3 estrelas, justamente pela protagonista fala sério sem amor próprio me irritei muito com a personagem, mas é uma leitura fácil sem muita enrolação.
comentários(0)comente



Helana O'hara 23/05/2018

Um livro assustador
Rio Vermelho é um livro que me chamou atenção na capa, o rosto de uma mulher em tons de preto e esverdeado me chamaram muita atenção. O livro tem cerca de 270 páginas, divido em três partes e 40 capítulos, curtos e diretos, o que me deixou muito feliz, acho que livros de suspense precisam ser diretos em alguns pontos, assim o leitor entende a história melhor.

Dennis está preso, ele foi condenado pelo assassinato de uma jovem em Red River, agora o Mundo está focado nele, já que um documentário mostrando assassinatos reais gera uma polêmica grande, já que o foco é Dennis e mostra que um homem foi condenado erroneamente.
Do outro lado está Samantha, uma mulher, carente que mora na Inglaterra, ela assiste os documentários e para ela Dennis foi acusado de forma injusta. Começa então uma troca de cartas entre ambos até que ela resolve ir para Flórida, conhece Carrie Atwood, diretora do documentário. Fica mais próxima de Dennis. Quando ela está perto de se casar com ela, Sam acredita que terá seu final feliz, com um homem que julga ser inocente e que vai fazê-la feliz.
As coisas começam a caminha de forma estranha, depois que Dennis é liberado, Sam mostra-se uma pessoa sem alto confiança, vive questionando seu relacionamento com Dennis, se deve ou não ir para a cama com ele. E por outro lado Dennis começa a mostrar que tem personalidade forte, é cabeça dura e isso começar a ser um fato importante para as investigações. Com o público um homem carinho, fora dele uma pessoa taciturna e sombria e agora? Ele realmente é o assassino.
Rio Vermelho é um livro que conseguiu me deixar com um ponto de interrogação na cabeça durante a leitura toda. Desconfiei demais de Dennis na história toda e confesso que comecei a ficar com a pulga atrás da orelha com a Sam também, uma personagem obcecada, sem personalidade, ás vezes eu achava que ela escondia algo também. A história é sombria, pois a obsessão de Samantha perante Dennis é grande e a falta de confiança nele também.

O livro é sensacional, um thriller que te prende do começo ao fim com uma história coerente e personagens que convencem o leitor.
Outro ponto legal é que autora usou redes sociais pró liberação de Dennis, nada mais atual do que apelar para a massa e conseguir bons resultados, foi inteligente usar desse artificio na história.
Abordar o uso das redes sociais para inocente ou culpar alguém, abordar ainda o fato das pessoas julgarem pela aparência é outro ponto inteligente da história – vendo o fato de que Dennis é um homem atraente e Sam nem tanto.
Rio Vermelho é um livro que surpreende do começo ao fim, inteligente, assustador e moderno. Vale a pena.
comentários(0)comente



Carolina Durães 22/05/2018

"Rio Vermelho" é um thriller narrado em terceira pessoa, que gira em torno da premissa de um homem que passou 20 anos preso por conta de um assassinato brutal e uma mulher que se torna obcecada por ele.
Dennis Danson tinha apenas 18 anos de idade quando foi condenado pelo assassinato de Holly Michaels, na cidadezinha de Red River, na Flórida. A brutalidade do crime e o fato de que a vítima e o acusado eram tão jovens, tornou o caso um furor na mídia. O assombro foi tanto que realizaram um documentário que ficou famoso: "Construindo a verdade: o assassinato de Holly Michaels". Nesse documentário, os telespectadores descobriram que todas as provas contra Dennis eram circunstanciais e que o oficial responsável pelo caso, o oficial Eric Harries, tinha uma rinha pessoal contra o acusado. Acontece que Red River é uma cidadezinha pequena e a família de Dennis era considerada "lixo branco". Eram pobres, o pai de Dennis era um alcoólatra abusivo e a mãe, uma mulher deprimida. Dennis tinha certa popularidade na escola e acabou fazendo amizade com o filho de Eric, o Howard. Conforme Howard se metia em confusões, seu pai acreditava que era a má-influência de Dennis em sua vida e começou a arranjar motivos para perseguir Dennis. Vinte anos se passaram e Dennis está no corredor da morte, aguardando ...
Em Bristol, na Inglaterra, Sam é uma professora de 31 anos de idade que assiste ao documentário e não consegue tirar Dennis da cabeça. Para ela, Dennis é um jovem acusado injustamente e ela começa a frequentar fóruns e a discutir o caso com outras pessoas, que como ela, acreditam na inocência do Dennis. Porém, quanto mais ela mergulha nos fóruns, mais ela acredita que os outros participantes não a entendem. Sam não consegue tirar Dennis da cabeça e vai ficando cada vez mais obcecada e começa a enviar cartas para a prisão de Altoona. Sam não cogita a ideia de que Dennis vai responder as cartas, mas se surpreende quando ele o faz e os dois começam a se comunicar com frequência. Depois de um tempo, a troca de correspondência não é suficiente. Sam acredita que tem um vínculo especial com Dennis e decide sair da Inglaterra para ir até a prisão encontrá-lo pessoalmente.
Chegando aos EUA, Sam conhece Carrie Atwood, a diretora do documentário e que com o tempo, tornou-se amiga de Dennis e acredita piamente em sua inocência. Carrie está dirigindo um novo documentário, determinada a provar a corrupção das evidências que foram utilizadas para sentenciar Dennis. Sam fica feliz pelo apoio que Dennis recebe, mas ao mesmo tempo ciumenta da relação dele com outras pessoas. Porém, quando os dois decidem se casar, ela acredita que está caminhando para o seu felizes para sempre.

"-... Você é a visitante. Inglesa, me disseram. Pensei: que tipo de mulher iria querer o meu Dennis depois de tudo isso? Disseram que você parecia normal.... Normal? Bem, não é que eu possa dizer o contrário." (p. 62)

Com inúmeras campanhas e celebridades apoiando a libertação de Dennis, algumas evidências são revisadas e ele é libertado. É a partir daí que a trama realmente engrena, pois vemos Sam tentar lidar com a liberdade do futuro marido e esse relacionamento inusitado.
Sam é uma personagem nada carismática. É uma pessoa obcecada, que não tem auto-estima e questiona o tempo todo o seu relacionamento. A impressão que passa é que se preocupa mais com o fato de fazer ou não sexo com Dennis do que com todo o resto, como a adaptação dele depois de duas décadas preso; a imprensa que os acompanha a todo lugar e a fama imediata que conseguiram. É como se ela vivesse uma realidade diferente na sua cabeça, onde imagina como as coisas devem ser, mas suas expectativas chegam a ser surreais.
Dennis é um personagem enigmático. Em público, é carinhoso, simpático e acolhedor, mas quando as câmeras desligam, torna-se taciturno, sombrio e silencioso. Claro que tal fato tem várias justificativas, como a sua adaptação, afinal em vinte anos, o mundo mudou bastante e ele era apenas um garoto quando foi preso.

“Havia vezes em que ela se esquecia de que ele não era uma pessoa a ser descoberta, uma narrativa a ser desvendada. Dennis era uma pessoa confusa e complicada. Igualzinho a ela.” (p. 178)

Porém, com o passar do tempo, vemos que Dennis tem uma personalidade forte e é cabeça dura, o que começa a levantar suspeitas a respeito do passado para Sam. Mas aí é que mora o ponto interessante da história: será que Sam é a pessoa indicada para acreditarmos, tendo visto toda essa personalidade problemática dela? Como que mais ninguém percebeu nada de estranho em Dennis?
O livro é dividido em partes: Prólogo, Altoona (nome da prisão onde Dennis está); Nova York (que é para onde eles vão por conta da imprensa) e Red River, o local onde tudo começou.
O que chama a atenção na trama é essa cultura onde inúmeras pessoas se prendem em fóruns, se correspondem com condenados, quase como um fã clube. Sam é um exemplo de um indivíduo solitário que para escapar da própria vida, mergulha de cabeça em uma causa sem nem ao menos raciocinar direito ou analisar a situação.
A Faro Editorial realizou um trabalho espetacular nesse livro. O cuidado com a revisão, a diagramação, as páginas que separam as partes e tudo mais enriqueceram e muito o conteúdo.

“- Ele me assusta.
- Por que?
- Não é possível que uma pessoa passe décadas na prisão e seja normal. Não dá.” (p. 115)

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/
comentários(0)comente



Simone de Cássia 19/05/2018

Pois é, esse também seguiu a linha do "tudo pra ser bom mas não agrada". Acho que a autora tentou criar personagens simpáticos e acabou caindo no inverossímil... a Samantha é uma besta quadrada, pelamordedeus!! Nunca vi tanta falta de amor próprio e tanta pasmaceira (aceitar ficar naquela casa nojenta e pior: ajudar a limpá-la...ahhhh me ajuda aí!!!!)..O Den é um bipolar que se acha... e ainda encontra quem acredita...pronto!!E o fim do livro?? O que foi aquilo??? rs rs Ah nemmmmm!! Deu não...
comentários(0)comente



Tomo Literário 11/05/2018

Um thriller fantástico! (Resenha publicada no Tomo Literário)
“O corpo da menina foi encontrado 76 horas depois da comunicação de seu desaparecimento. As pontas dos dedos tinham sido removidas por um alicate de desencapar e cortar fios – uma tentativa deliberada de ocultar a prova do DNA, uma vez que fragmentos da pele do agressor teriam ficado sob as unhas da vítima, que o teria arranhado...” Assim temos abertura do prólogo de Rio Vermelho, livro da escritora Amy Lloyd, que foi publicado no Brasil pela Faro Editorial em 2018 (1ª edição, 266 páginas) com tradução de Carlos Szlak. O livro foi o ganhador de uma competição do jornal britânico Daily Mail.

Dennis Danson foi preso pelo assassinato de uma criança. Crime este que ocorreu em Red River, na Flórida. Naquele local também havia acontecido uma série de desaparecimentos, que não foram elucidados e dos quais algumas pessoas suspeitavam da participação de Dennis. Pelo crime brutalmente cometido contra a menina, ele foi julgado e condenado à morte. Aguardando sua pena no corredor que o levaria ao fim, Dennis figura como protagonista de um documentário sobre crimes reais, conduzido por Carrie.

O filme levanta controvérsias, posto que identifica algumas lacunas e possíveis equívocos cometidos na investigação que não poderiam ratificar que Dennis fosse o culpado pelo crime. Isso gera uma movimentação das pessoas que pedem revisão de seu julgamento, alegando que há falhas no processo e que ele, portanto, é inocente.

De modo bastante sagaz a autora usa as redes sociais como o mecanismo para gerar a campanha pró-libertação de Dennis, trazendo para a história o que ocorre de fato fora da ficção. Pessoas compartilhando informações, julgando e inocentando pessoas, com base em informações passadas por terceiros (nem sempre confiáveis). No caso da trama, a movimentação se dá pela convicção da cineasta de que o jovem bonito e atlético – o que também enseja uma imagem pré-concebida – não cometera aquele crime.

Samantha, uma professora de 31 anos, que mora na Inglaterra e que havia terminado um relacionamento, ainda carregava dores em relação ao rompimento, no entanto fica obcecada pela história de Dennis. Ela acredita piamente em sua inocência.

Sam, como é chamada, passa a escrever correspondências para o prisioneiro. “Sei que você é inocente” – ela escreve na primeira carta. Ele as responde e os dois se correspondem até que ela decide ir encontra-lo. Sai da Inglaterra e vai até a prisão de Altoona. O envolvimento ocorre, eles se casam e então, Dennis passa por novo julgamento, no qual o juiz declara-o inocente pelo crime que havia sido condenado.

Ao conviver com Dennis, Samantha começa a se sentir incomodada com uma série de ações do marido. Ela também desconfia de alguns acontecimentos, mas coloca o seu sentimento por Dennis acima de tudo. A personagem, desde o início da trama, apresenta dependência emocional e tem verdadeira obsessão pelo rapaz. O relacionamento que havia terminado, antes da consumação de seu casamento, ainda ecoa na sua mente, bem como sua auto-estima está um tanto quanto prejudicada. O que se revela, inclusive, quando ela não se vê a altura de Dennis. Sam, certamente, é uma mulher insegura.

A história ganha ares sombrios e de demonstração da obsessão de Sam por Dennis, de quem sente ciúme pela convivência com Lindsay. Sente-se deixada de lado, suas fragilidades são aguçadas e a desconfiança com as ações de Dennis também a perturbam.

Quando eles voltam a Red River temos uma noção de toda a estrutura familiar de Dennis e de como ele fora criado, bem como vem à tona questões relacionadas a seu passado que suscitam dúvidas sobre o crime do qual ele foi acusado. Samantha, apesar de dizer que confia no marido, demonstra medo de tudo que acontece. Fica assustada e acuada na casa em que eles vivem. As cenas que se passam em Red River trazem ao livro uma boa dosagem de suspense e mistério que permeia o caso.

Sam é uma personagem complexa. Psicologicamente ela tem traços de uma visão distorcida sobre si e sobre os outros. Em certo trecho do livro ela, ao mirar-se no espelho, pensa: “Talvez eu seja uma dessas pessoas que acham que são feias, mas, na realidade, são belas e não conseguem ver isso”. Ela parece buscar um mundo perfeito que existe em seu imaginário e demonstra incerteza e insegurança em relação ao que vive e sobre a verdade, o que faz com que ela afaste evidências e se frustre com os fatos. Em dado momento, caro leitor, você há de se questionar se pessoas como Sam realmente existem. A personagem é bastante crível e existem mais Sam’s do que podemos imaginar.

Dennis também é um personagem de psicologia complexa que demonstra ares de bom moço e parece reservar algo de sombrio no recôndito de sua personalidade. É um personagem enigmático, que não se revela por inteiro aos personagens com quem contracena – o que nos rende um bom mistério em relação a sua pessoa. Lindsay, outra personagem da história, é uma mulher que também tem um viés de conflitos, assim como Howard – amigo de infância de Dennis – que surge na trama quando o casal passa a morar em Red River.

A autora aborda em seu livro questões próprias da sociedade contemporânea, tais como: o uso das redes sociais para julgar ou inocentar alguém, dando de certo modo um alerta ao leitor sobre o que se lê e se reproduz no ambiente virtual. Trata ainda do desconforto com os padrões impostos pela sociedade (Dennis é tido como um rapaz bonito, enquanto Sam é tida como fora dos padrões, e ela sente-se reprimida por isso). Aborda ainda o conceito pré-estabelecido que as pessoas criam (note bem) acerca de uma determinada pessoa e que se coloca como verdade absoluta (positiva ou negativamente falando). Amy Lloyd traz personagens psicologicamente bem arquitetados e que com seus problemas internos suscitam conflitos. Em Rio Vermelho não faltam os crimes brutais, a comoção popular, os sentimentos humanos, alguns bastante exacerbados e uma forte presença de mistério. Tais elementos intrigam o leitor e prendem a atenção até o final da obra.

O desfecho do livro é de tirar o fôlego. Prepare-se para revelações que atordoam.

Rio Vermelho é um thriller fantástico. Uma excelente história sobre obsessão, crime e mistério.

site: http://tomoliterario.blogspot.com.br/2018/03/rio-vermelho-amy-lloyd.html
comentários(0)comente



34 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3