Um conto de Natal

Um conto de Natal China Miéville




Resenhas - Um conto de Natal


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@tigloko 10/06/2020

Marca registrada
Imagine se o Natal se tornasse uma marca registrada, sendo então proibida a sua realização sem a devida autorização? Esse é questão levanda nesse conto. É fascinante como tem paralelos claros com situações do nosso cotidiano. Fiquei assustado de isso ser possível um dia, da até um calafrio. E tem aquela maravilhosa sensação de "quero mais" ao final. Um ótimo conto, recomendo muito
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Livinha 29/01/2021

Interessante, caótico e divertido, tudo ao mesmo tempo!
Adorei as ilustrações também!
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ingrid.vasconcelos.184 27/03/2021

Engraçado
Estava em uma maratona de leitura quando um colega comentou sobre esse conto e fiquei curiosa pra ele. É super engraçado e cheio de críticas que nos fazem refletir sobre como o capitalismo compra nossa vida e sobre como, cada dia mais, ele tá mais perto de comprar sentimentos.
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Évelin Noah 17/05/2020

O conto se passa no futuro, onde o Natal se tornou literalmente uma marca registrada ( tipo, rock in Rio, coca cola etc).

Dessa forma, as comemorações natalinas e tudo ligado a ela passaram a ser ilegais. Apenas as comemorações organizadas pela empresa NatividadeCo são legalizadas. Para se ter ideia, ela é a detentora dos direitos da árvore de natal e da colocação de presentes embaixo da mesma.

Os cidadãos que não tem ligação com a corporação não podem celebrar o Natal de forma plena: nada de presentes, árvores enfeitadas ou Papai Noel.
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Carine.Barreto 31/12/2020

Leitura de Um conto de Natal
Um amontoado de simbolismos que não dialogou bem comigo!
Senti muita militância de todos os lados, mas sem de fato entregar uma mensagem.
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Maria.Laura 01/04/2021

Natal
O conto de China Miéville publicado pela Boitempo é uma distopia que traz como ponto central a privatização do Natal e de todos os seus elementos. O enredo principal tem um pai tentando comemorar o Natal com sua filha em meio às dificuldades devido ao Natal privatizado e pouco acessível.
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Paulo 30/12/2018

Por esses dias eu estava procurando contos de natal para resenhar na semana das festividades. Separei alguns e quando apareceu este conto do China Miéville na minha lista da Amazon, baixei logo. E o conto tem tudo da estranhice típica do autor e mais um pouco. Além das duras críticas sociais que estão sempre presentes na sua narrativa.

No mundo criado por Miéville na história, estamos em um futuro onde aconteceram os Atos de Natal. A maior parte dos objetos, celebrações e menções a coisas ligadas ao natal tiveram as suas propriedades intelectuais compradas. Ninguém mais pode dar presentes sob uma árvore de natal, montar uma árvore de natal, se vestir de papai noel ou qualquer outra coisa relacionada sem pagar um imposto caríssimo aos donos dos direitos. O protagonista está triste porque ele gostaria de mostrar à sua filha a alegria que é celebrar a data. Mas, ele está com sorte: ele ganhou um sorteio e vai ter direito a comemorar o Natal como se deve dentro da empresa que detém seus direitos. No meio do caminho até a festa eles se deparam com uma manifestação feita por natalistas rebeldes. Daí em diante é uma loucura atrás da outra.

A tradução do conto está muito boa mesmo, não apresentando qualquer dificuldade para o leitor neste sentido. Talvez o leitor comum sinta dificuldade mais nas várias associações e pequenas ironias que Miéville faz em suas histórias. Recomendo até que o leitor releia após terminar para pegar o maior número possível de referências e simbologias que ele emprega no conto. O melhor adjetivo que se pode usar para esse conto é: mordaz. Sabe quando um autor tira aquele sorrisinho de lado porque você entendeu a ironia? É isso. Para aqueles que estão preocupados com um conto "lacrador" ou "proselitista", esqueçam isso. É óbvio que o Miéville é um crítico da direita e do conservadorismo, mas ele faz isso não jogando verdades na cara do leitor, mas apresentando caminhos e fazendo-o pensar por si só. Ele faz até críticas aos próprios movimentos sociais.

O tema mais na cara é o quanto muitas das coisas que gostamos estão sendo cerceadas por empresas e corporações. Impossível não pensar imediatamente na nossa Amazônia e como muitos de nossos recursos naturais estão sendo patenteados fora do Brasil. A piada com as festas de natal está em que existe uma vontade de forças conservadoras em controlar coisas espontâneas. A espontaneidade não pode caber dentro de um rótulo. Vou usar uma boa metáfora que o brasileiro é capaz de entender. O carnaval no Rio de Janeiro possui duas vertentes: o desfile de escolas de samba que acontece na Marquês de Sapucaí e os blocos de rua que estão espalhados por toda a cidade. O desfile de escolas de samba se tornou algo muito artificial com patrocínios, regras e todo o tipo de paramentos que fazem aquilo ser um produto propriamente dito. Claro que existe toda a alegria envolvendo a música e o espírito festivo, mas quem vai a um bloco de rua vê toda a alegria e a espontaneidade por trás da festa. Não há regras ali, apenas pessoas descarregando toda a energia negativa adquirida ao longo do ano durante cinco dias de festa. O que Miéville nos apresenta ao longo destas quase quarenta páginas é um exemplo típico de sociedade de controle, quando o povo perde o poder de controlar a si mesmo e o governo toma esta capacidade com força e intimidação.

Por outro lado, vemos também a enorme diversidade de movimentos sociais presentes na narrativa. É curioso ver que os movimentos não conversam uns com os outros. Isso demonstra o quanto houve uma pulverização da capacidade de reivindicar seus direitos. Isto em detrimento de um bem maior que é, no caso, a restauração da festividade natalina. Cada um dos grupos presentes ali tem sua própria agenda e obedece a seus interesses. Por isso que não havia um front único de enfrentamento contra os poderes dirigentes. Miéville faz até uma brincadeira com um grupo que deturpou a imagem de Marx em prol de seus próprios interesses. É a demonstração máxima de o quanto os movimentos sociais precisam repensar e refletir sobre o modelo de enfrentamento que está sendo empregado. Na narrativa, este esfacelamento da capacidade de lutar por seus direitos só favoreceu àqueles no poder.

Um Conto de Natal é uma leitura fascinante, com aquele brilhantismo típico da escrita do autor. Só achei que o conto teve um final um pouco apressado, e o autor poderia ter dado mais umas 4 ou 5 páginas para fechar as coisas de uma forma mais satisfatória. Mas, aquele trocadilho final foi arrebatador. É um conto divertido, inteligente e reflexivo. Só tenho a recomendar.

site: www.ficcoeshumanas.com
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Esther Zambotti 30/05/2020

Que linda surpresa é descobrir novos autores com uma linguagem que toca o nosso coração e nossos ideais. Didático, reflexivo e crítico, China faz uso de uma linguagem simples para falar da distopia óbvia que evitamos enxergar.
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Adriana.Santos 06/04/2020

E se o Natal fosse licenciado?
O Natal, nesse conto, só pode ser comemorado após a obtenção de uma licença, do contrário, a pessoas será multada!

Quais são as consequências disso? Como as pessoas lidam com a não possibilidade de comemorar o Natal?

Leia e descubra...
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Mônica B. Lopes 30/01/2021

Gostei
Achei bem legal. Você viver em um mundo onde o natal e tudo o que ele representa virou marca. Não deixa de corresponder um pouco com a realidade.
Não conhecia o autor e gostei bastante da idéia do conto e me deixou curiosa para ler outras coisas dele.
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Felipe 13/01/2021

3,5

Eu fico aqui se pensando se ocorresse a privatização das tradições as pessoas se atentariam ao poderio do capitalismo e as inúmeras privações que passamos por causa dela. Se algum dia privatizarem o Natal no Brasil teremos uma revolução dos mais pobres, os ricos não vão reclamar porque eles vão poder comprar.

As camadas desse texto são incríveis.
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Lunardi 20/02/2020

É um conto curto sobre a privatização distopica do natal. Achei meio forçado e mais como uma satira política do que como uma expressão de ficção científica.
Bem engraçado e me tomou, sla, uns 30 minutos pra ler.
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Ivone.Mariano 26/04/2020

Um conto que poderia ser uma música do Garotos Podres
Sabe aquele refrão:
?Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres?.

Então, é isso.
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Bia 22/06/2020

Um conto pequeno mas....
Aborda tanta coisa, e muito rápido, marxismo, capitalismo, privatizações, opressão policial, gays e natal!!

É impressionante como ao mesmo tempo que o livro é político, ele tbm é engraçado em certos trechos que quem conhece um pouco de política consegue pegar o humor, a mudança de ideias da esquerda e da direita, simplismente fenomenal....

Mas é muito rápido, se desenvolvesse algumas páginas a mais, ficaria perfeito
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