Vozes do Joelma

Vozes do Joelma Tiago Toy...




Resenhas - Vozes do Joelma


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Gabi 25/05/2020

São 4 contos... na minha opinião 1 é ótimo, 2 são bons e o último é arrastado Kkkk

Honestamente eu esperava mais desse livro. Mais suspense, mais medo.

Mas uma coisa eu tiro dessas histórias: tenha medo de quem está perto de você!!!
Alcione 25/05/2020minha estante
Eu odiei esse livro rsrs
Peguei um ranço terrível.
O único conto bacana foi o das treze almas.


Gabi 25/05/2020minha estante
Alcione, foi um dos que mais gostei. O último, meu Deus, quanta enrolação!!!


Alcione 25/05/2020minha estante
Menina, estamos juntas! Odiei!!
Pra não pegar ranço de Bonini comecei o Colega de quarto que ameeeeiiiii.
Pois o cara arrasa.
Mas nesse conto eu fiz leitura de rabo de olho, confesso


Gabi 25/05/2020minha estante
Eu achava que o dele seria o melhor. Eu amei os 3 livros do cara!!! Foi a maior decepção kkkkkkkk


Alcione 25/05/2020minha estante
O mesmo pra mim. O nome dele saltou aos olhos rsrs
Acontece




@injoyce_ 18/05/2020

Vozes do Joelma
Quando vou ler livros sobre coisas que já aconteceram, eu me aprofundo na pesquisa e gente, estou encantada com o estudo que os autores fizeram para criarem o livro.
Os quatro contos ficaram incríveis e a apresentação do Tiago Toy ficou sensacional de medonha.
E os escritores deram uma apimentada de realidade na fantasia jogada no livro, que você acaba até se confundindo, achando que a fantasia acontece realmente. Eu só descobrir o que era real e o que era ficção, porque pesquisei muito o caso e ainda estou encantada com o aprofundamento dos contos.
Fiquei bastante chocada e o primeiro conto me deu bastante medo, e o conto do cemitério foi de arrepiar, nunca mais passarei em um cemitério sem ficar receosa. Tive que optar por leitura diurna e isso nunca me aconteceu.
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Vicente 16/05/2020

Fraco
Coletânea de estórias curtas sobre a tragédia do Edifício Joelma. Livro irregular com apenas um conto interessante.
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Noemi Moreira 23/04/2020

Bem...
Não me agradou de fato, não sei se pelo assunto abordado ou o estilo de escrita.
Para mim a apresentação do livro e dos contos estava mais legal e interessante do que os contos em si....
Talvez outra pessoa que leia este livre goste da leitura.
Acredito que falar de uma tragédia ainda consideravelmente recente seja de uma indelicadeza com os sobreviventes e as famílias das vítimas da tragédia.....
Bem, essa é a minha opinião.... como eu disse, talvez outra pessoa leia e goste...
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Luciana Dryer 22/04/2020

Suspense com uma pitada de terror!!!
🔥 Em “Vozes do Joelma” teremos uma visão diferente, com aquela pitada de suspense e terror, da tragédia ocorrida em 1974 em São Paulo, quando o edifício Joelma pegou fogo com uma rapidez impressionante. Muitas pessoas se jogaram dos últimos andares em desespero e sem esperança.
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🔥 Naquele dia, 1º de fevereiro, o incêndio matou 200 pessoas e feriu 300 pessoas.
Desde então devido a localização do prédio, a imprensa associa a tragédia à histórias sobrenaturais.
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🔥 O livro traz quatro contos passados antes, durante e depois da tragédia, onde cada autor com sua escrita e sua personalidade literária, aguça nossa curiosidade pelos fatos e nos enche de medo ao retratar com tanta realidade o misticismo contido na história do edifício.
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🔥 Fui totalmente surpreendida, cada palavra me tocou e me fez relembrar dos fatos que conheci através de notícias, filmes e histórias que me foram contadas anos depois da tragédia.
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🔥 Se você gosta daquele suspense de arrepiar, que te tira teu sono, não pode deixar de ler esse livro.
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🔥 Outro ponto forte que me agradou bastante, foi a apresentação do autor Tiago Toy, uma escrita incrivelmente sinistra e primorosa.
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🔥 Não deixem de pesquisar alguns dos fatos contidos nos contos, vc vai se surpreender ao ver que aconteceram de verdade.
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Dai Bugatti 19/04/2020

Contos de tirar o fôlego
A ideia de pegar um acontecimento real e construir histórias em cima disso foi um grande acerto.

São 4 contos de autores nacionais excelentes e que nos deixam com a cabeça explodindo. É medo, é loucura, desespero, angústia. Um mix de sentimentos em cada história que nos faz querer mais.

Um livro que merece ser lido.
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Jess 16/04/2020

O edifício Joelma ardeu em chamas em 1974, deixando muitos mortos e feridos. Antes do incêndio, o terreno foi palco de um crime e hoje o local possui um histórico de ser amaldiçoado .

Um lugar com tantos mistérios inspirou Vozes do Joelma .

Um jovem cansado da convivência desgastante e dos julgamentos/palpites da mãe e irmãs, resolve por um fim nisso tudo, mas se vê imerso em um redemoinho de mentiras .

Samara descobriu verdade sombrias sobre um colega e rival de trabalho. O certo é não se calar, mas expor algo assim trará consequências terríveis e não só pra ela .

A história de Amilton quando seu caminho cruzou com a tragédia do edifício Joelma nos anos 70 .

Solange, valente e decidida, se vê com um cadáver em seu apartamento. O horror e a ansiedade a consomem, mas ela tenta de todas as formas achar uma saída, inclusive pra se livrar da voz cretina que a persegue .

De um conto para o outro você tem a informação que os personagens sabem o que aconteceu ali. As narrativas se ligam por estarem no mesmo ambiente .

Em um livro com escritas diferentes, eu acho difícil achar tudo perfeito. Se tratando de autores que eu nunca neguei o favoritismo, as expectativas estavam além e dói dizer que não foram 100% atingidas. A ideia é genial, mas em alguns contos senti muito linear, muito enrolado em detalhes e de repente correndo pra um final ou bom demais, mas não surpreendente. O meu favorito foi o do Bonini, que brinca com a forma de narrar, que molda pensamentos e ação dos personagens de forma que as emoções ultrapassam as páginas de forma que terminei e fiquei uau .

A grande surpresa desse livro são as introduções do Tiago Toy. Antes de cada conto ele cria uma teia envolvendo os personagens, tentando trazer uma explicação sombria para o comportamento de cada um. Uma narrativa curta e intensa que abre o livro de forma esplêndida e fecha com chave de ouro .

A ideia e montagem desse livro é por si só uma obra prima. Livros de contos são ótimos para leitores conhecerem novos autores e Joelma é uma entrada incrível, talvez levemente amaldiçoado, mas que rende uma boa história para se compartilhar.

site: www.instagram.com/saymybook
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Evelyn Marinho 07/04/2020

Bom.
Gostei, só um conto que não me agradou muito.
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Anna 03/03/2020

Falta uma revisão na edição
Achei o livro bem carregado, denso e até sinistro, principalmente a última parte do livro. Que envolve ?loucura?, mas acredito que devido ao tema envolver uma tragédia de tamanha proporção, acaba tendo conexões diretas com histórias semelhantes a narradas.
Já havia lido outros textos sobre o incêndio do Joelma, principalmente sobre as 13 almas. Vale à pena a leitura.
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Is 05/02/2020

null
Por diversas vezes eu não sabia o que era ficção ou o que de fato, era verdade. Sem dúvida esse livro foi um dos mais impactante que já li.
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Elvira Moraes 03/02/2020

Vozes do Joelma
O livro é dividido em 4 partes cada parte cabe a um dos escritores, que sao: Os mortos não perdoam do Marcos de Brito. Nos deixem queimar do Rodrigo de Oliveira. Os treze do Marcus Barcelos. O homem na escada do Victor Bonini. Antes de cada conto começar nós temos a apresentação macabra feita pelo Tiago Toy, que nos apresenta o devorador de almas que dá aquele toque especial e macabro a cada começo.
?????????
Me vi confundindo a ficção da realidade a todo tempo, tive que parar e ir pesquisar um pouco mais sobre os eventos. Todos são maravilhosos e ricos de detalhes e cheios de horror, porém confesso que o homem na escada me deu arrepios e o nos deixe queimar me fez chorar no final. Eu tô sou muito sentimental, tem certas coisas que eu não posso ler que me desfaço em lágrimas.
?????????
Foi uma das melhores leituras que tive nesse ano e se você ainda não leu precisa ler essa belezinha.
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Acad. Literária 28/01/2020

Um livro surpreendente e aterrorizante
A primeira vez que ouvi falar desse livro foi um comentário do Rodrigo de Oliveira dizendo que estava em um "Projeto Secreto" e embora ele não pudesse no momento falar o que era, ele me disse que envolvia mais autores da Faro. Não foi difícil imaginar que um coletivo de ideias e mentes criativas estava para vir, mas confesso que não estava preparado para o que viria a se tornar Vozes do Joelma.⠀

Foi com muito entusiasmo que acompanhei as notícias de que os autores da Faro Editorial, encabeçados pelo Pedro Almeida, o “Chefe”, estavam planejando um livro que teria a participação de quatro nomes do terror/suspense nacional e ainda contaria com a participação especial de Tiago Toy, outro grande expoente do gênero. E não é segredo para ninguém que sou amante de obras de terror, não é?⠀

O livro, como o nome diz, toma como base a terrível tragedia do edifício Joelma que vitimou quase duzentas pessoas e deixou várias dezenas de feridos. Cada autor deu sua visão sobre o ocorrido (não necessariamente sobre o acidente, mas sobre o terreno ao redor do edifício, que dizem ser amaldiçoado). ⠀

Fazendo um apanhado geral: o livro é sensacional. Como era de se esperar para quem acompanha a editora, essa não é apenas um apanhado de contos aleatórios de terror. Não teve essa de “temos um tema, cada qual escreve o seu”. Não. É possível notar que tudo foi muito bem conversado entre os autores. ⠀

Outro ponto forte dos contos é que eles não necessariamente são ficções baseados em um fato real (o incêndio). Ela fala sobre situações e pessoas reais, pessoas que poderiam ter feito as coisas que fizeram e sofrido o que os personagens sofreram. ⠀

Tenho de fazer uma menção mais que honrosa a apresentação do Tiago Toy, espetacular. E claro, a diagramação da Faro que, meu deus, primorosa 😍⠀

Recomendo demais a leitura! Vou deixar a resenha completa no link para vocês terem mais detalhes da trama!

site: http://www.academialiterariadf.com.br/2020/01/resenha-vozes-do-joelma.html
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Carolina DC 27/01/2020

Excelente!
"Vozes do Joelma" é uma obra que comprova o talento dos nossos autores nacionais. Quatro autores talentosos reúnem em um único livro quatro histórias que conversam entre si de forma espetacular.
O foco central do livro está no edifício Joelma, que será o protagonista de todas as histórias. Quando um local sofre com algo tão forte, acredita-se que existe "algo" naquele local, que pode estar assombrando e desencadeando situações aterrorizantes.
Um situação tão trágica assim precisa de um narrador especial e é isso que o leitor observa: narrando em primeira pessoa os prólogos e epílogos de cada história, temos uma "entidade" que irá nos levar aos recantos mais obscuros do Edifício Joelma. A grande questão é: você está disposto a conhecê-los?

* Os mortos não perdoam - Marcos DeBrito - A primeira história se passa em 1948, no lindo e tranquilo bairro da Bixiga, onde os leitores irão acompanhar a vida de Pablo Ferreira de Camargo, um homem de quase trinta anos de idade, que trabalha como assistente de um professor na Universidade e possuí uma vida pessoal emocionalmente frustrante.
Pablo mora com a mãe e duas irmãs no antigo casarão. Com uma irmã com problemas sérios de saúde e outra com a cabeça na lua, ele é o provedor das três mulheres. Porém, ao invés de elogiarem seus esforços, todas as três, principalmente a mãe, tem personalidades castradoras e controladoras, o que faz com que o rapaz não consiga ter uma vida própria e viva constantemente frustrado, triste e pouco a pouco, perdendo um pouco de si.
Em um dia igual a todos os outros, Pablo toma uma decisão irreversível e as consequências serão terríveis...
Essa é uma história muito bem construída, onde temos uma visão geral da vida do personagem, mas que em alguns momentos ficamos na dúvida se tudo o que vemos e ouvimos é real. Não temos como precisar o grau de sanidade do Pablo ou que partes da sua percepção são imaginárias. E isso é a cereja do bolo!

"... algo precisaria ser feito antes que descobrissem o cemitério clandestino que o gramado se tornara." (p. 17)

* Nos deixem queimar - Rodrigo de Oliveira - Damos um salto no tempo e vamos parar na década de 70, onde conheceremos Samara, uma profissional ambiciosa, é vista como competitiva demais por seus colegas de trabalho e tem uma personalidade forte. Tenha sido por ambição profissional ou por uma genuína preocupação por terceiros, ela toma uma decisão que dará início a um dos incêndios mais assustadores que conhecemos.
Um dos pontos de destaque da história está exatamente a questão de altruísmo e interesse próprio da Samara. O leitor é apresentado a uma situação muito triste e vemos que a personagem toma uma atitude a respeito. Porém, conforme a narrativa se desenrola, ficamos nos perguntando se a ambição de Samara não foi o que a motivou a agir. Essa personalidade ambígua a torna atraente para o leitor, pois ficamos na dúvida se torcemos ou não por ela.

"Esfregou os olhos para afastar o sono e notou, em pânico, que a porta da sala estava escancarada, revelando a entrada dos demais apartamentos, os dois elevadores e a escada, além do mais assustador: a sequência de pegadas molhadas que terminava exatamente na poça na qual ela pisava." (p. 81)

* Os treze (Dividido em Parte I - Centelhas e Parte II - Incêndio) - Marcus Barcelos - Amilton é um homem simples, que teve uma vida sofrida. Criado apenas pela sua mãe, o personagem é muito introspectivo e não demonstra muita empatia pelos demais. É um homem trabalhador e dedicado, mas não é o tipo de pessoa que faz um favor sem receber algo em troca. Sua história é dividida em antes e depois do falecimento de sua mãe. Após altos e baixos em sua vida, Amilton vai trabalhar no cemitério local, e é lá que ele irá presenciar em primeira mão os horrores que acometeram 13 vítimas do Edifício Joelma.
Após o enterro feito as pressas para essas vítimas, o cemitério e seus funcionários nunca mais foram os mesmos. Barulhos estranhos, gemidos e sensações capazes de eriçar os pelos da nuca vão fazer parte do cotidiano do local.

"Eles choravam e se lamentavam, alguns sem cabeça, outros com quase metade do corpo faltando. Um deles, o mais próximo, tocou a minha testa com a sua mão carbonizada, provocando uma horrível sensação de queimadura." (p. 165)

* O homem na escada - Victor Bonini - a quarta e última história, conta os detalhes da ocupação do edifício após o incêndio. Vivendo situação precária, centenas de famílias ocuparam o local abandonado, inclusive dona Solange e sua filha Eugênia, que acaba engravidando de um "traste", porém braço direito do líder local, o Dinei. O cotidiano dos moradores é uma questão de sobrevivência.
Solange é o tipo de pessoa que abaixa a cabeça e tenta passar despercebida nas situações, para não ser alvo de confusões. Mas a situação da filha, a violência que ela presencia e a sua realidade chegam a um ponto que a personagem toma uma atitude.
Um dos pontos altos da história foi o autor Victor Bonini ter mesclado e o terror sobrenatural com o terror social, o medo e o instinto de sobrevivência de cada um.
A jornada de dona Solange é impactante. Observamos toda a sua história, até ela chegar no ápice e cair em uma espiral de desespero e até mesmo, um pouco de insanidade.

"Ele deixou uma marca em mim. E por isso, naquele dia, decidi que ia deixar a minha marca nele." (p. 257)

site: https://www.leituraseafinsnolitoral.com.br/
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Orlando 20/01/2020

Vozes do Joelma | Venha ser atormentado você também…
Em Vozes do Joelma, quatro dos mais talentosos autores do terror nacional atual se juntam para nos entregar uma antologia de contos inspirada nas assombrosas histórias que rondam a tragédia do Edifício Joelma. Tem tudo para integrar as listas de melhores do ano.

A fama de mal-assombrado do Edifício Joelma só perde em abrangência para a fama da tragédia que se abateu sobre a edificação no fatídico dia 1º de fevereiro de 1974: um incêndio de grandes proporções destruiu 14 dos 25 andares do Joelma e contabilizou 187 mortos e cerca de 300 feridos.

A tragédia do Edifício Joelma chocou o país inteiro e as cenas fortíssimas de pessoas que se atiravam do edifício para se salvar das chamas são assustadoras e extremamente tristes, uma vez que não havia a menor chance dessas pessoas serem salvas em hipótese alguma.
São Paulo parou, o restante do país parou junto e acompanhou tudo estarrecido pelos noticiários da TV, rádios e demais veículos de comunicação da época.

Vozes do Joelma | Fatos, Ficção e Fantasmas
Mesmo depois de 45 anos, a tragédia do Joelma ainda assombra o imaginário e as lembranças dos que, de algum modo, estiveram em contato com ela, seja de forma direta ou indiretamente.

Quase 5 décadas depois e de uma longa reforma nas estruturas remanescentes, não são poucos os relatos sobre vozes e aparições nos corredores do prédio que hoje se chama Edifício Praça da Bandeira.

Misto de realidade e lenda urbana, as aparições e vozes no interior do antigo Joelma, bem como as que cercam sua fundação, são terreno mais do que fértil para materializar diversas novas histórias e situações a partir dos relatos assombrados e visões estranhas que são constantemente relatadas.

De posse dessa premissa — utilizar os mistérios em torno do Joelma e sua tragédia — a Faro Editoria partiu dos pontos cegos, dos fatos históricos, dos relatos constantes e da imaginação de quatro jovens autores de talento e mórbida criatividade para publicar o assustador e instigante livro Vozes do Joelma, obra que tem tudo para integrar as listas de melhores lançamentos no gênero Terror/Horror/Sobrenatural de 2019.

À frente da empreitada de dar vida aos mistérios em torno do Edifício Joelma, os autores Marcos De Brito, Marcus Barcelos, Rodrigo de Oliveira e Victor Bonini foram convocados como que se fossem convocados os quatro cavaleiros do apocalipse literário.

Esses quatro nomes estão entre os autores mais proeminentes e criativos do catálogo da Faro Editorial.

Sem querer desmerecer nenhum dos outros escritores e escritoras igualmente brilhantes que eles publicam, mas esses quatro nomes são responsáveis pelo sucesso dos gêneros de Terror, Suspense e Horror do catálogo da editora.

Estruturar toda a “coluna” dos gêneros Terror, Horror, Suspense e Sobrenatural de uma editora não é uma tarefa fácil, mas os quatro autores estão realizando ao longo dos últimos anos essa tarefa com maestria.

Com obras inteligentes, tensas, macabras e com narrativas ágeis e inventivas, o quarteto do apocalipse da Faro Editorial vem se mostrando mais do que apto para erguer uma obra fictícia à altura da tragédia do Joelma.

Coube aos quatro autores construir e desenvolver toda uma mítica em torno do Edifício Joelma e a tragédia que se abateu sobre ele, desnudar sua história real, recriar fatos, construir personagens e situações que pudessem não só ter liberdade criativa, mas acima de tudo, zelo e respeito pela tragédia real sem banalizar a dor do acontecido.

Nada neste livro é gratuito, banal, forçado ou exagerado. Pelo contrário, o que cada autor faz em seu respectivo relato é construir histórias de forte impacto, coesão textual e muito, muito apuro no suspense, terror e horror; tudo sem perder de vista o fio que conduz para as fundações do Edifício Joelma e os relatos que vieram anos após a tragédia que marcou a prédio.

VOZES DO JOELMA | PASSADO, PRESENTE E FUTURO ENTRELAÇADOS POR VOZES E FOGO
A cada um dos quatro escritores coube abordar diferentes períodos da história que circundava o prédio antes, durante e depois do fatídico incêndio que marcou o fim de uma era e o começo de outra em relação ao ocorrido.

Os quatro contos de Vozes do Joelma são tão diferentes entre si quanto seus autores, a única similaridade ou parte comum é ter o Edifício Joelma como pilar central e o sobrenatural, macabro e assustador como substância chave das narrativas.

OS MORTOS NÃO PERDOAM, DE MARCOS DEBRITO
Ao autor Marcos DeBrito, por exemplo, coube relatar em “Os Mortos não perdoam” o bizarro caso de uma família vítima de um macabro assassinato e que residia no terreno que futuramente seria erguido o Joelma. Uma trama com requintes de crueldade, violência e frieza de fazer inveja a muitas histórias famosas da literatura de serial killers.

Nesse primeiro conto DeBrito nos enreda pela história do jovem Pablo de 26 anos que trabalhava como auxiliar de laboratório na universidade para o Dr. Kauffman.

Ainda muito cedo Pablo se tornou responsável pelo sustento de sua mãe e de suas duas irmãs e isso fazia o jovem sentir dia a dia o peso de tal responsabilidade desde a morte do pai.

Pablo namora a jovem Isaura com quem pretende se casar e ter uma vida sem o peso das responsabilidades impostas pela mãe idosa, pela irmã doente e pela irmã caçula alienada que sonha com o dia em que um belo e rico cavalheiro da alta sociedade a peça em casamento enquanto se embala no balanço do quintal.

Aparentemente nenhuma dessas pessoas vai ter o que quer…

Regado pelas ambições de Pablo, o conto de De Brito é um ótimo e inquietante “abrem-se as cortinas” para o que nos aguarda ao longo do livro e já deixa antever todo o clima pesado e mórbido que será o norte de Vozes do Joelma.

Não por acaso o conto que abre a coletânea é inspirado no caso real popularmente chamado de “Crime do Poço”, ocorrido no ano de 1948; a casa da família Camargo ficava alguns metros adiante do terreno que seria erguido o Edifício Joelma.

A fama de local macabro ainda se estende mais para trás, uma vez que boa parte da localidade servia como “pelourinho” para castigar escravos desobedientes.

Seria esse o começo de toda a carga negativa e sobrenatural que ronda o Joelma? Ou há algo mais antigo e pernicioso rondando o local manipulando tudo e todos do interior de sombras muito mais antigas que o próprio ser humano?

NOS DEIXEM QUEIMAR, DE RODRIGO OLIVEIRA
Para não deixar a pergunta já definida e sua resposta bem delineada, Rodrigo de Oliveira nos leva exatamente para o dia da tragédia que destruiu quase que completamente a estrutura do prédio.

No conto “Nos deixem queimar”, o autor nos revela que por trás do incêndio há uma miríade de pequenas histórias individuais que se cruzam, se entrelaçam, se desmancham em cinzas e sussurram da escuridão para os que querem ou não ouvir.

Nessa segunda narrativa Oliveira se aproveita dos pontos cegos e brechas sobre o dia da incêndio e cria personagens e situações para preencher essas lacunas com requintes de sadismo e violência, construindo uma narrativa que mistura o horror tanto de ordem física quanto o de ordem sobrenatural.

Mesclando esses elementos sobrenaturais com elementos da pura e simples crueldade humana, Oliveira nos lembra que às vezes os piores monstros a nos atormentar somos nós mesmos.

Oliveira cria um conto que é misto da história individual com história coletiva, expondo desejos obscuros, pontos fracos, pequenos egoísmos, ganâncias e desejos mesquinhos típicos dos seres humanos quando estão em grupo.

Oliveira também prepara o terreno para o conto do autor Marcus Barcelos de forma muito interessante.

OS TREZE, DE MARCUS BARCELOS
No terceiro conto da antologia é a vez de Marcus Barcelos nos apresentar Amilton protagonista do conto “Os Treze”, homem de origem simples, filho de dona Guilhermina e de um pai que há muito foi embora e de quem não sente a menor falta, sobretudo por conta das surras que o homem lhe dava, bem como em sua mãe.

Trabalhador e introspectivo, Amilton seguia a vida como “faz tudo” de seu bairro. Todos sabiam de sua competência para diversos tipos de trabalho e afazeres.

A única coisa mais certa que sua capacidade de realizar vários tipos de trabalhos braçais era o coração endurecido de Amilton, cuja única pessoa importante na vida era a mãe.

Aaos demais o jovem só destinava sua indiferença silenciosa e uma certa dureza de espírito que o tornara incapaz de se sensibilizar pela dor alheia. Mas isso lhe acarretaria um preço alto demais a ser pago no futuro.

Depois de certo tempo e de algumas mudanças drásticas, Amilton acabou indo trabalhar no cemitério local sob as ordens de Ernane, um senhor cujo caminho já havia cruzado o de Amilton em duas ocasiões distintas e nada amistosas. Mas não tardou para surgir entre ambos uma grande e respeitosa amizade.

Foi neste cemitério e no turno de Amilton que 13 corpos completamente carbonizados foram trazidos às pressas para serem sepultados.

Não por acaso eram vítimas do incêndio do Edifício Joelma, todos fatalmente presos em um dos elevadores do prédio durante as horas mais cruciais do caos.

O amontoado de corpos enegrecidos pelas chamas não tinham a mínima condição de ser devidamente identificado, a lapide comum aos 13 corpos marcou um ponto de virada na história de Amilton, pois na mesma noite vozes e estranhos sonhos começaram a atormentar todos que trabalhavam no local.

Soma-se aos estranhos fenômenos que todos atribuem às 13 almas sepultadas vindas da tragédia do Joelma as aparições de um soturno homem todo de preto que perambula por entre as sepulturas do cemitério.

Amilton precisa superar seu medo e os pesadelos que assombram suas noites para descobrir o que realmente está acontecendo ao seu redor, mesmo que isso custe caro demais.

A história contada por Barcelos é carregada de elementos diversos em uma narrativa de suspense, é também um conto bem intimista que nos mostra a jornada pessoal de Amilton em busca de paz e redenção em sua vida tão marcada por perdas, dores e sofrimentos.

O HOMEM NA ESCADA, DE VICTOR BONINI
Já o quarto conto, “O homem na Escada”, escrito magistralmente por Victor Bonini é em minha opinião o melhor da coletânea. A narrativa de Bonini é riquíssima em detalhes que vão desde o mais obscuro sobrenatural até o que há de pesado em críticas sociais.

Ao situar sua narrativa numa ocupação situada no que sobrou do Edifício Joelma, Bonini nos presenteia com uma história sensível, contundente e cheia de personagens absurdamente reais, por isso mesmo assustadora em amplo e vasto sentido.

Os ocupantes das ruínas do Joelma enfrentam as lutas diárias dos que não possuem nada e precisam se abrigar entre os espaços obscuros não só da nossa sociedade, mas do prédio em si.

Dona Solange, uma senhora idosa vivia num dos apartamentos do Joelma junto com sua filha Eugênia grávida de um “cara” qualquer, barra pesada, metido com drogas e afins.

A violência contra Eugênia foi o pontapé para dona Solange querer um basta nessa situação; a vozes em sua cabeça lhe dizia sutilmente o que e como fazer…

Dona Solange toma sua mais importante decisão e “o homem da escada”, com seu chaveiro tilintando ao caminhar, deu “uma forcinha” na difícil decisão.

Mas não tardou para que o estranho sumiço do “traste” (como Dona Solange gostava de chamá-lo) ser notado por Dinei, chefe da ocupação e por Laiz, a ex do “cara” e, pior de tudo, mãe de sua filhinha, por quem Dona Solange acaba criando grande afeto.

O círculo começa a se fechar e a culpa começa a pesar, a voz não para de sussurrar frases perniciosas, e o odor de podridão não para de se alastrar pelo antigo Joelma.

E assim Bonini vai nos guiando por uma angustiante história de medo, de terrores sobrenaturais e terrores sociais constantes. Cada personagem dessa trama já está meio morto, já está perdido e em danação e o autor vai nos levando por essa espiral decrescente de degradação humana, desespero, medo e vidas despedaçadas.

Cheio de momentos que alternam a delicadeza de uma velha mãe que aguarda a chegada de sua netinha com sensação claustrofóbica da culpa sufocante de uma consciência pesada, Bonini nos enreda página a página por corredores, escadas, fosso de elevador, quartos apertados e escuros, de atmosfera pesada, soturna e com olhares espreitando cada passo dado.

As vozes estão por todos os escombros do Joelma ou estão especificamente dentro da cabeça daqueles que devem? A pergunta é mais complexa do que pode aparentar a superfície e Bonini sabe jogar muito bem com essa dualidade entre o real e o sobrenatural, entre o amor e o ódio, entre o delicado e o profano.

VOZES DO JOELMA | E, QUANDO TU CONTEMPLARES O ABISMO…
Mais uma vez a Faro Editorial está de parabéns com suas obras e seus autores. Alguns anos atrás ter livros e obras de Terror, Horror, Suspense e afins escritas inteiramente por autores nacionais seria considerado ou um exagero, um luxo desnecessário, um risco ou uma grande aposta… ou o que era mais comum: tudo isso junto.

Mas contrariando qualquer prognóstico negativo aqui estamos nós, com quatro jovens autores despontando no horizonte com estilos fortes, muita criatividade, originalidade e ousadia para contar histórias de Terror/Horror que não deixam absolutamente nada a desejar se comparadas com grandes nomes já consagrados de outros países.

Esse Vozes do Joelma vem engrossar e fortalecer essa perspectiva de que podemos ir além da inspiração do que é feito lá fora e criamos aqui mesmo com nossas próprias inspirações histórias incríveis e que ecoam reflexos de nossa própria realidade.

Hoje, depois de obras como as lançadas pela Faro Editoral e seus autores brasileiríssimos, temos a oportunidade de prestigiar um Terror/Horror genuinamente nacional que, sim, bebe dos grandes nomes para se inspirar, mas também sabe criar por conta própria suas próprias histórias.

Se você é fã de histórias macabras, com doses de violência, terror psicológico, criaturas espreitando da escuridão, personagens instigantes percorrendo histórias macabras e que dialogam com o mundo em que vivemos, então Vozes do Joelma clama por ser lido e relido.

Claro, não poderia faltar aqui o sempre essencial elogio ao trabalho gráfico e editorial da Faro em preparar este lindo livro: papel de boa gramatura na capa e no miolo, belíssimas ilustrações entre os contos, excelentes textos de apresentação/introdução escritos por Tiago Toy e um belíssimo efeito de brilho na capa da publicação. Forma e conteúdo mais uma vez lado a lado para nos proporcionar o melhor da leitura.

Por fim é preciso pontuar que a importância de Vozes do Joelma no catálogo da Faro Editorial é extremamente relevante: o livro é o 100º a ser lançado pela editora, uma marca histórica, sobretudo levando-se em conta as grandes dificuldades pelas quais o mercado editorial vem passando nos últimos anos.

Essa vitória é de todos os fãs da boa Literatura, sobretudo a boa Literatura feita aqui mesmo em nosso país por nossos escritores, sejam veteranos ou novatos.

VOZES DO JOELMA | SOBRE OS AUTORES
Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos e Victor Bonini são autores reconhecidos pela crueldade de seus personagens e grandes reviravoltas nas narrativas.

As mentes doentias por trás dos livros A Casa dos Pesadelos, O Escravo de Capela, Dança da Escuridão, Horror na Colina de Darrington, Quando Ela Desaparecer, O Casamento, Colega de Quarto, e da série As Crônicas dos Mortos, se uniram para criar versões perturbadoras sobre as tragédias que ocorreram em um terreno amaldiçoado, e convidaram o igualmente perverso Tiago Toy para se juntar na tarefa de despir os homicídios, acidentes e assombrações que permeiam os boatos sobre o Edifício Joelma.

VOZES DO JOELMA | FICHA TÉCNICA
• Título: Vozes do Joelma
• Subtítulo: Os gritos que não foram ouvidos
• Gênero: Suspense, Terror, Horror
• Autores: Marcos DeBrito, Marcus Barcelos, Rodrigo de Oliveira, Victor Bonini e Tiago Toy
• Formato: 16×23 cm
• Páginas: 288
• ISBN: 978-85-9581-088-4
• Editora: Faro Editorial



site: https://www.pontozero.net.br/2019/10/07/vozes-do-joelma-venha-ser-atormentado-voce-tambem/
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Priscila @blogsobrealeitura 05/01/2020

Para conhecer nacionais
Já conhecia o trabalho do Marcos Debrito e do Victor Bonini, e conhecer o trabalho do Marcus Barcelos e do Rodrigo de Oliveira foi ótimo.
O livro é dividido em quatro contos, são baseados em histórias reais, mas com um toque de sobrenatural, mas os autores fazem isso tão bem que você jura que aconteceu tudo daquele jeito mesmo, exceto a última história, achei que destoa demais da proposta do livro, não é ruim, mas achei muito fantasiosa, o Victor Bonini não soube muito bem inserir o sobrenatural, por isso eu dei 4 estrelas. É inegável que eles fizeram um ótimo trabalho de pesquisa, pois a carga emocional do livro é muito grande, em alguns momentos eu até me senti mal por conseguir realmente me colocar no lugar das pessoas que estavam lá no edifício Joelma. Recomendo muito o livro.
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