O Carteiro e o Poeta

Antonio Skarmeta



Resenhas - O Carteiro e o Poeta


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Keka 28/09/2014

machismo nosso de cada dia
o livro ia bem, conseguia sorrir com o humor do autor. mas, na parte em que se começa a descrever a paixão do carteiro fiquei um pouco aborrecida. primeiro porque ele se apaixona pelo corpo, pela aparência, e todas as descrições são referentes a sua forma física. Ela não tem ideias, opiniões, complexidade, é um corpo.
a outra personagem feminina é a sogra, sempre nomeada como viúva. é cricri, materialista e machista.
da Matilde, esposa do Neruda, oportunidade para suavizar a misoginia explicita do autor, nada se fala.
em suma, tirando todo machismo do livro, se alva seu contexto político social.
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gaby 17/03/2014

o carteiro e poeta
o livro conta a historia deumcarteiro e as aventuras que ele ver e passa na vida dele,juntamente com um poeta novo mas com bastante agilidade.
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Dani 17/02/2014

Passeando por entre as prateleiras da Biblioteca pública dei de cara com o título . Gosto de poesia . Gosto de cartas . Gosto de escritores de língua espanhola . Por quê não gostaria desse livro ?
Começamos conhecendo o filho de um pescador , Mário Gimenez , cujo pai gostaria que arrumasse um emprego . O jovem de dezessete anos acaba encontrando o serviço de carteiro particular para ninguém mais ninguém menos do que Pablo Neruda . E daí surge a vontade de "adquirir" mais cultura para "se dar bem " com as meninas da região e fazer amizade com Neruda .
O relacionamento dos dois começa de uma maneira abrupta e poética .É realmente muito bonito . Porém , muito rápido . Mário faz amizade com o poeta , enamora-se de uma moça , se encrenca com a sogra , recebe ajuda e ganha o carinho de Pablo Neruda , casa-se e assim vai , em questão de 30 páginas . Nada é aprofundado . Tudo acontece o mais rápido possível .
E o pior é que o próprio autor faz uma crítica a quem tudo faz abruptamente , em dado momento : " É que a senhora não lê as palavras , mas engole . Tem que se saborear as palavras . A gente tem que deixar que elas se desmanchem na boca . "
Não sei se fui com muita sede ao pote , mas acho que a ideia é poderia ter sido muito melhor explorada . Não digo que para um livro ser bom tenha que ser longo , mas este , poderia ter sido mais detalhado e mais cauteloso . Raramente se fazem amizades de um elo tão forte quanto a representada pela obra em duas ou três conversas .
O lado positivo é a beleza da devoção e lealdade do carteiro para com seu amigo poeta . E também , o livro dá muita vontade de ler Neruda .
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Roseli 24/09/2013

'''http://blogdarakky.wordpress.com/2012/02/04/resenha-o-carteiro-e-o-poeta/
O livro conta a história do jovem Mario, morador de uma vila interiorana do Chile que se faz carteiro pressionado pelo pai a arrumar um emprego. Logo, Mario descobre que teria de atender apenas um cliente, e este era nada mais nada menos que o poeta Pablo Neruda. Pobre, com pouca cultura e muita curiosidade, Mario começa a se aventurar nas histórias do poeta com base num velho livro que seu pai tinha em casa na esperança de fazer com que algum dia, de alguma forma, o famoso o autografasse.

A história começa a ficar interessante quando Mario e Pablo se tornam amigos, inexplicavelmente, e o poeta começa a ajudar o carteiro a lidar com sua paixão desenfreada por Beatriz, uma menina que trabalhava com a mãe numa espécie de bar da região. A história dos dois se mescla de uma forma confusa e original e o amor e consideração de um pelo outro dura até o dia da morte do poeta.
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Wilton 19/09/2013

Pequeno grande livro
Um livro de poucas páginas, mas de grande conteúdo. O autor trabalha alegremente as metáforas de Neruda. Ri bastante apesar do tema trágico. A leveza da narrativa torna o livro inesquecível. Esta obra é uma prova inequívoca de que não é necessário sisudez para demonstrar seriedade. Adorei.
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Débora 21/08/2013

O livro conta a história de amizade de Mario e o poeta Pablo Neruda. Mario é um adolescente que foge do trabalho com seu pai, um humilde pescador. Um belo dia vê um anúncio nos correios de vaga de emprego, e resolve candidatar-se, e anima-se ao saber que a vaga é para ser carteiro do poeta Pablo Neruda. Desde de então esforça-se para conquistar a amizade do poeta.
Um lindo, cativante, engraçado e até mesmo excitante!
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Morgana 13/07/2013

“Em junho de 1969 dois motivos tão felizes quanto triviais levaram Mario Jiménez a mudar de ofício. Primeiro, seu desafeto pelas lides da pesca que o tiravam da cama antes do amanhecer e, quase sempre, quando sonhava com amores audazes protagonizados por heroínas tão abrasadoras como as que via na tela do sessão-contínua de San Antonio” (página 11).


Há alguns anos atrás, não me lembro ao certo quanto, comecei a ler “O carteiro e o poeta” (Antonio Skármeta, 1985), mas larguei por algum motivo que também não lembro. E, lendo agora, percebi que talvez a melhor época para ter lido fosse realmente essa.
A história começa em 1969 quando Mário Jiménez, um jovem de 17 anos, se candidata e é contratado para trabalhar como carteiro “exclusivo”. “Exclusivo” porque ele irá trabalhar para ninguém mais, ninguém menos do que: Pablo Neruda (que, por razões políticas, está exilado com a esposa Matilde em uma ilha, a Ilha Negra).
Mario é o encarregado de cuidar de toda a correspondência do poeta Neruda e, assim, uma amizade muito forte vai crescendo entre os dois de uma forma gradativa. Logo no início do livro, na primeira conversa entre os dois, já se percebe a beleza da escrita de Skármeta. Falam de metáforas; Mario expõe como se sente ao escutar uma poesia; sobre o poema (que parece seguir o movimento do mar); sobre como ser poeta:

“- É que se eu fosse poeta podia dizer o que quero.
- E o que é que você quer dizer?
- Bom, justamente o problema é este. Como não sou poeta, não posso dizer.” (Página 21).

Quanto mais o tempo passa, a amizade dos dois vai se tornando mais forte. É então que Mario se apaixona por Beatriz González (“Beatriz. Fiquei olhando e me apaixonei.”) e Neruda é o primeiro a saber. É Neruda quem o ajuda a “driblar” a mãe da moça, Rosa, viúva de González. Também Mario Jiménez se torna um compreensivo ouvinte para as histórias que Neruda conta do Chile, que tanto lhe faz falta.
Depois ocorre a narrativa da relação sexual de Beatriz e Mario (que é algo muito bonito no livro).
E, também, a necessidade de Neruda ir à Paris; até a sua volta com a saúde muito debilitada.
Por fim, a morte do poeta (não, isso não é um spoiler, de certa forma) e o que acontece com Mario.

É impressionante a beleza que a escrita de Skármeta possui. Tudo te prende, do primeiro até o último ponto; tu consegues sentir exatamente tudo o que acontece, tu consegues escutar todos os barulhos, tu consegues até escutar a respiração já fraca de Neruda no final do livro. E é incrível como pode conter tanta beleza em apenas 127 páginas.

Uma das partes mais lindas, pra mim, é quando Neruda envia, de Paris, uma carta e um gravador Sony para Mario. Seu pedido é simples: sente falta da casa na Ilha e pede ao carteiro que grave todos os sons da casa:

“'Eu queria mandar a você alguma coisa mais, fora as palavras. E assim me enfiei nesta gaiola de passarinho. (...) Mas também queria pedir uma coisa, Mario, que só você pode cumprir. (...) Quero que você vá com este gravador passeando pela Ilha Negra e grave todos os sons e ruídos que vá encontrando. Preciso desesperadamente de algo, nem que seja o fantasma da minha casa. A minha saúde não anda nada bem. Sinto falta do mar. (...) Primeiro grave esse repicar suave dos sininhos pequenos quando o vento bate neles, e depois puxe o cordão do sino maior, cinco, seis vezes. (...) E depois vá até as pedras e grave a arrebentação das ondas. E se ouvir gaivotas, grave. E se ouvir o silêncio das estrelas siderais, grave. Paris é muito bonita, mas é uma roupa que fica muito grande em mim. (...) E para você conhecer um pouco da música da França, estou mandando uma gravação do ano de 1938 (...) Quantas vezes eu a cantei quando jovem? Sempre quis tê-la e não pude. Chama-se J’attendrai, quem canta é Rina Ketty’. Um clarinete introduziu os primeiros compassos, grave, sonâmbulo, e um xilofone os repetiu, leve, mais ou menos nostálgico. (...) Mario soube que essa vez seu rosto estava molhado de novo (...)” (páginas 83 e 84).

E a segunda parte mais linda pra mim é a resposta de Mario, também com o gravador, onde está todos os sons que Neruda pede. Inclusive, um poema:

“Branda companheira de passos silenciosos,
abundante leite dos céus,
avental imaculado de minha escola,
lençol de calados viajantes,
que vão de pensão em pensão
com um retrato enrugado nos bolsos. (...)
Por favor, minha pálida bela, cai amável sobre Neruda em Paris,
veste-o de gala com teu alvor,
traje de almirante,
e traze-o em tua leve fragata
a este porto onde sentimos tanto sua falta” (página 93).

É um livro lindo, que todos deveriam ler (apesar de, agora, meu ciúme por ele ser bem grande). A gente ri, a gente chora. E sente saudade de cada palavra que Skármeta, de forma tão bela, nos proporciona.
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PEDRO 26/02/2013

Uma história bonita. Muito bem escrita, sem dúvida. Esperava mais, todavia. Disseram que o filme é muito bom. Talvez seja um dos casos raros em que a película é mais atraente que a fonte em que se abeberaram os seus autores.
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Mari 25/02/2013

Leve e divertido, o livro retrata uma bela história sobre a amizade, um tanto peculiar, entre Mário, um adolescente ingênuo e humilde e o famoso poeta Pablo Neruda.
Mário se aproxima do poeta após conseguir o emprego de carteiro, tendo Neruda como seu único cliente. A admiração do adolescente pelo poeta é visível já no primeiro encontro entre os dois, e com o passar do tempo, Pablo exerce um papel fundamental para que o adolescente conquiste seu primeiro amor, a jovem Beatriz. O livro ainda dá umas pinceladas na história política do Chile, com a eleição do presidente Salvador Allende e posterior golpe militar que o derrubou. Apesar do filme ser bonito, ele não é muito fiel ao livro, já que mudou o lugar onde a história acontece, a época e também a idade de Mario, o que, em minha opinião, estragou bastante a delicadeza da história.
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Erika 24/11/2012

O livro conta a história de um rapaz fictício que interage com momentos históricos reais e com o grande poeta Neruda. Neste processo ele passa de adolescente vazio a rapaz apaixonado a carteiro a poeta a pai e a trabalhador...muito interessante!
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ANA 03/09/2012

Amizade verdadeira
Obra belíssima de grande conteúdo poético. Prosa repleta de metáforas e narração. Fala da inusitada amizade entre um carteiro e um poeta famoso: Pablo Neruda. Pressionado pelo pai para conseguir um trabalho, Mário, um jovem morador da Ilha de Negra do litoral do Chile, emprega-se como carteiro. Seu único cliente é um poeta de renome internacional, e todos os dias Mário ia até a casa de Neruda entregar suas correspondências. Dessa interação surge uma amizade verdadeira e sólida. O jovem apaixona-se pela filha da pousada do local e usa a poesia aprendida com o amigo para conquistá-la. Com o apoio de Neruda doma a complicada mãe da moça e consegue casar-se com ela. Após a eleição de Allende como presidente da república e a nomeação de Neruda como embaixador do Chile na França, há um distanciamento dos amigos ( e a perda do trabalho de Mário que fica sem seu único cliente). Sentindo saudade de sua ilha, o poeta pede ao amigo uma gravação com os sons do lugar, tarefa que Mário cumpre com sucesso. Sofrendo de uma doença que o levaria a morte, Neruda volta a Ilha Negra poucos dias antes do golpe militar que derrubaria Allende. Sua casa é cercada por tropas militares e com apelo de Mário e sua esposa, convence a transferir para um hospital de Santiago aonde viria falecer logo depois. Mário soube da morte do amigo pela televisão, enquanto o mundo se despedia de um escritor brilhante, ele perdia uma amizade verdadeira e pura, que não estava escrita na biografia de Neruda, mas que nunca seria apagada do coração do simples carteiro.
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Ailame 08/08/2012

Amizade entre o Carteiro e o Poeta
Vale ressaltar que o livro o carteiro e o poeta repassam algumas concepções importantes sobre a trajetória da vida através das metáforas. No entanto, é um romance que narra a inusitada amizade entre um carteiro e um poeta de romance internacional e ganhador do prêmio Nobel de Literatura: Pablo Neruda. Pois pressionado pelo pai para conseguir um trabalho, Mário Jiménez um jovem morador da pequena Ilha Negra no litoral do Chile, emprega-se como carteiro da agência de correios local. Pablo Neruda mostra ao carteiro argumentos para que ele não se torne um poeta, pois todos são poetas no Chile. E seria mais conveniente que você continue sendo carteiro. Pelo menos caminha bastante e não engorda. Sendo assim todos os poetas aqui no Chile são gorduchos. Seu único cliente é o famoso poeta chileno Pablo Neruda, neste contexto leva-se em consideração a afetividade já que os dois pertencem á classe social diferente. Apaixonado por Beatriz González Mário usa a poesia aprendida com dom Pablo para conquistá-la. Com o apoio do poeta finalmente casar-se com Beatriz com quem tem um filho. Após eleição de Salvador Allende como presidente da República e a nomeação de Neruda para embaixador do Chile na França, há um afastamento dos amigos.
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Kaelson 06/08/2012

A amizade muda as pessoas.
Ao ler o livro,me deparei com a belíssima obra de Antonio Shármeta,que por sua vez conta uma emocionante história de dois homens;o carteiro e o poeta.A amizade entre os dois parecia impossível, devido o modo de vida que o poeta levava isolado de todos,mas com a insistência do jovem carteiro, pode se tornar amigo do mesmo, se contagiando com as palavras escritas pelo poeta. Graças à amizade que Mario pode adquirir com o magnífico Neruda, pode conquistar o coração de sua amada Beatriz Gonçalves ,com os belíssimos poemas.
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Ana 03/08/2012

O CARTEIRO, O POETA E OS PROFESSORES
Na adolescência, li e me encantei com o livro: "O Carteiro e o Poeta" de Antonio Skármeta, que narra a história de um jovem, morador de uma vila Chilena e que inicia uma bela e frutífera amizade com o Poeta Pablo Neruda e, influenciado por este, descobre o poder das metáforas e se transforma também em um poeta!
Neste ano de 2012, na Escola de Ensino Fundamental Dr. José Adonias Gurgel de Albuquerque onde trabalho como Coordenadora Pedagógica, como parte das atividades do Projeto Escola de Leitores, os professores fizeram a leitura desta obra e em seguida, a escrita da resenha contando a experiência da leitura.
Através deste trabalho, pude fazer uma releitura do livro e aplicá-la ou entendê-la através da metáfora da vida.
O Poeta chileno Pablo Neruda refugiado em uma ilha, conhece o jovem carteiro Mário (sua única forma de contato com o mundo externo),e consegue semear no jovem a vontade de se descobrir poeta.
Analisando a influência do poeta chileno na vida do carteiro, me percebo comparando a influência do poeta na vida do jovem com a influência de nós professores,na vida de nossos alunos.
Maravilhoso seria se os educadores tivessem pela leitura o encantamento que Neruda tem pela poesia e sua capacidade simples e eficaz de influenciar a vida de quem o cerca. Que o exemplo das metáforas e da descoberta delas por parte de Mário possa fazer parte de nossa prática pedagógica e que nós possamos assim como Pablo encantar os outros com nosso encanto, deslumbrar os outros com nosso deslumbre e, principalmente fascinar nossos alunos com o gosto pela leitura que anseio esteja embutido em cada um de nós.
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Tânia 02/08/2012

Foi uma bela forma que o autor encontrou de mostrar a importância de uma grande amizade.O livro aborda várias reflexões interessantes, mas dentre todas a que mais me chamou atenção foi a persistência de Mário ( o carteiro)para conquistar a amizade de Pablo Neruda. Pois foi a partir dessa relação entre eles que a vida de Mario tomou novo rumo.
O carteiro usando a imaginação e utilizando metáforas conseguiu conquistar o seu grande amor(Beatriz Gonzalez).
O tempo todo ele tenta conquistar a sogra, mas ela sempre trata de deixá-lo triste.Certo dia, a sogra fica a repetir “o pássaro comeu e foi embora“ Querendo dizer que Neruda aproveitou-se dele enquanto lhe foi útil. Então, Mário lhe diz que se alguém fora útil ao outro, esse alguém fora Neruda a ele. Ele sim aproveitara aquela convivência. Aprendera muito de si mesmo com o poeta.Claro que para ambos, carteiro e poeta, não houve uma materialidade nessa convivência, mas sim uma troca saudável, prazerosa e que preencheu a vida deles naquele período. Houve carinho, respeito e apreço naquela amizade. Mesmo que por pouco tempo, foi marcante. E ele não foi apenas um cumpridor do seu dever - o de entregar carta.
Enfim, temos aqui uma linda história de amizade!
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