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    As tentações de Santo Antão -

    Gustave Flaubert

    Iluminuras
    2004
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 857321208x
    Português Brasileiro
    4
    25 avaliações
    Leram49Lendo5Querem203Relendo1Abandonos1Resenhas2
    Favoritos3Desejados203Avaliaram25

    Publicado em 1874, as fantásticas visões de As tentações de Santo Antão exercitaram, durante 25 anos, a imaginação do grande escritor francês Gustave Flaubert. Um livro surpreendente, na tradução primorosa de Luís de Lima, promete ao leitor uma deliciosa e reveladora incursão pelo universo flauberiano. Em As tentações de Santo Antão, conta-se com detalhes a história de quando Flaubert convida dois amigos, Maxim e o poeta Louis Bouilhet, para ouvir a leitura de seu novo livro. No final, Maxim dá o seu veredicto - o livro deveria ser lançado ao fogo e nunca mais deveria se falar dele. Mais tarde, Flaubert fará uma revisão do texto, não antes de tentar outras obras mais de acordo com as críticas de seus amigos. É a obra refeita que se lê neste livro, acompanhada pelo caderno de obras de Odilon Redon e pelos ensaios de Valéry, Contador Borges e Denis Bruza Molino. Este livro deixa ver, de modo incipiente, como cabe a obras iniciais, traços de resistência e de uma luta sobre-humana em pró da recusa e do risco.

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    Resenhas (2)Ver mais
    erased picture
    erased26/09/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Leia se tiver oportunidade, não vai se arrepender: um presente literário

    Depois de ler esse livro constatei que Flaubert é um dos meus autores favoritos, dois livros dele são essenciais: Salambô e As Tentações. Ainda não li Três contos, nem A educação sentimental e não tinha maturidade suficiente para apreender toda a beleza de Madame Bovary na minha primeira leitura há muito tempo. A edição da Iluminuras tem prefácio de Paul Valery que não entrega a narrativa como as edições da Estação Liberdade dos romances clássicos franceses, acompanha ilustrações magníficas e posfácio elucidativo de Contador Borges.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 25
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas8%
    Gustave Flaubert profile picture

    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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    Gustave Flaubert