Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições7
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores160
    • Similares6
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Maldito sea Dostoievski -

    Atiq Rahimi

    Siruela
    2012
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788498416794
    Espanhol
    3.8
    32 avaliações
    Leram44Lendo3Querem112Relendo0Abandonos1Resenhas4
    Favoritos0Desejados112Avaliaram32

    Con su estilo lírico y a la vez despojado, su espléndido uso de los relatos de la tradición persa y la firme exposición de sus convicciones, especialmente sobre la condición de la mujer, Rahimi compone una magnífica coreografía. En Maldito sea Dostoievski Atiq Rahimi se inspira en la trama de Crimen y castigo, pero la revisa, la corrige y la traslada a la realidad actual de Afganistán... Rasul, el protagonista, ha matado a una anciana para castigarla por el destino atroz al que ha condenado a su novia Sufia y para robarle y ayudar así a su familia y a la de ésta. Cometido el crimen, Rasul es devorado por el remordimiento y la culpa, pero también intuye que su acto tiene algo de ejemplar en el contexto de la guerra civil y el colapso de todos los valores de Afganistán, en un Kabul donde la brutalidad y la corrupción están más que generalizadas. Así pues, Rasul quiere entregarse a la policía, a la justicia, pero no lo consigue porque su caso no le interesa a nadie. Sin embargo, a fuerza de obstinación y, después, de pasividad, acabará por ser juzgado en unas condiciones casi rocambolescas, aunque muy reveladoras de la desintegración de la sociedad afgana y de la religión que la cimienta.

    Edições (7)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich10/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Mal levantara o machado para descê-lo sobre a cabeça da velha quando a história de Crime e Castigo lhe atravessou o espírito”. Convenhamos, é uma excelente frase para se começar um livro. E partir dela somos arrastados por uma narrativa alucinante, essencialmente objetiva, e que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Confesso que o motivo para escolher ler esse livro, e não algum outro do autor, foi a sua referência ao Dostoievski, mas o livro faz muito mais do que usar o escritor russo como chamariz. É uma história que se sustenta por si só e que acaba por relativizar algumas conclusões dostoievskianas. Há, como em “Crime e castigo”, o crime contra uma velha, descrito logo no início. Só que o crime do livro de Rahimi é um crime sem sentido, não porque o seu autor não tivesse lá suas motivações, e sim porque ele está inserido num contexto onde a própria vida já perdeu o seu valor: o Afeganistão em guerra. Num cenário onde mísseis caindo se tornam parte do cotidiano, numa cultura em que o assassinato encontra justificativa na necessidade de vingança, que sentido pode ter o crime cometido pelo pobre Rassul? Por acaso haverá alguém disposto a penalizá-lo pelo seu crime? A única voz a sugerir a culpa do criminoso é justamente a consciência do personagem, uma consciência que está continuamente em conflito com tudo que o cerca, e que talvez o levasse ao suicídio, se também o suicídio fizesse algum sentido quando não se acredita no próprio valor da vida. O suicídio e o assassinato só se justificam quando se acredita que as suas vítimas mereciam viver – do contrário, que diferença faz? O autor, portanto, traz a profundidade do romance dostoievskiano para um ambiente onde a vida perdeu o valor, e os resultados que emergem daí são dos mais interessantes. Outra máxima confrontada no livro, essa de “Os Irmãos Karamazov”, é a bem conhecida de que, “se Deus não existe, tudo é permitido”. No cenário do Afeganistão em guerra, um Deus existia – Alá –, mas, então, como se explica que, mesmo assim, tudo era permitido? Se Deus existe e mesmo assim não há limites para a crueldade, então o que sobra da frase de Dostoievski? Não seria o caso, antes, de esse mesmo Deus ser usado para se justificar a falta de limites? Essa é uma inversão que é sugerida ao longo do livro e que representa o ponto alto de suas discussões filosóficas. A vida, ao menos no ambiente apresentado no livro, para ter o seu valor, precisa estar associada a alguma causa. Se você é um filho de comunistas – e eles eram combatidos com fervor –, então o crime que você comete pode ser visto com outros olhos – foi o crime de um comunista, mesmo que você mesmo não seja. Se as joias que somem são a de um figurão, então também você merecerá ser julgado como um ladrão. Mas de fato não há uma valorização da vida pelo que ela é intrinsecamente, apenas por valores a ela associados e que dependem das circunstâncias. É exasperante ler o personagem querendo se entregar, confessar o seu crime e nenhuma autoridade lhe dando a mínima! O enredo atinge níveis kafkianos de absurdo, e não seria improvável fazer associações com “O processo”. Os absurdos expõem a banalização da vida e, ao mesmo tempo, como a noção de vingança está sempre bem presente, e não apenas no oriente, pois – e isso também é dito – mesmo um processo, teoricamente mais civilizado, é antes de tudo uma vingança. Como acabar esse ciclo de vingança? Só quando um dos lados decide se sacrificar. Como Rassul fez.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 32
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%